Discordo um pouco desse vídeo no sentindo de se sujeitar a baixaria para fazer uma revolta e/ou crítica a uma injustiça. No meu ver é recorrer ao injusto para condenar o injusto. Pois logo, entramos num dilema: Quem merece a injustiça?
Pois bem, é um vídeo muito ilustrativo e didático, dando como exemplo o VW Gol 1.0, do assalto que é ao bolso do consumidor comprar um carro desse tipo. Que na verdade afeta toda a cadeia, o sistema. A grande questão é, um automóvel custa MUITO caro no Brasil. Por que? Porque é um dos principais meios pelo qual os ricos se enriquecem e roubam o dinheiro da população, e com a ajuda do Governo para isso.
Mais profundo que o vídeo apresenta, um dos grandes problemas da questão é: Lei do Mercado. Quando pensamos no mercado, é bem lógico o pensamento, suponha que você gastou 10 reais para montar um produto. E vende por 10 mil reais. Se um monte de pessoas compra, e ainda há um monopólia que a única opção das pessoas seja comprar, por que então você então diminuiria para 20 reais, e apenas ter 100% de lucro? É óbvio que não, ainda mais partindo da premissa de que não são honestos, ou pessoas buscando um preço justo e o melhor para o próximo e o todo. Pois, quando se pensa nisso em larga escala, os maleficios dessa ULTRA-CONCENTRAÇÃO DE PODER é imenso.
Qual seria o único modo de mudar isso? Simples: PARE DE COMPRAR CARRO ZEROS. Ou peça que barateiam pelo menos uns 40% (o que é pouco). E se isso crescer no Brasil, de modo que o número dos que compram começam a diminuir o lucro dessas montadoras e concessionárias; então eles iriam naturalmente diminuir o valor.
Recomendo aqui uma solene conversa sobre influencias da mídia. É uma modesta conversa sobre pequenas influencias das produções midiáticas, de modo a não sermos fantoches, ou seja, os passivos, mas os ativos, controlarmos o que vemos para não perdermos a sensibilidade e distinção entre o que é bom e o que não é, o que é lixo e o que é realmente bom e louvável. Que cada um possa fazer suas reflexões.
Nesta segunda parte, sobre Mensagens Sublimares utilizadas nas mídias.
"Não existe investimento seguro. Amar é sempre ser vulnerável. Ame qualquer coisa, e seu coração certamente vai doer e talvez se partir. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto, você não deve entregá-lo a ninguém, nem mesmo a um animal. Envolva-o cuidadosamente em seus hobbies e pequenos luxos, evite qualquer envolvimento, guarde-o na segurança do esquife do seu egoísmo. Mas nesse esquife - seguro, sombrio, sem movimento, sem ar - ele vai mudar. Ele não vai se partir - vai se tornar indestrutível, impenetrável, irredimível. A alternativa à tragédia, ou pelo menos ao risco de uma tragédia, é a condenação.” C. S. Lewis, Os Quatro Amores
...
Ninguem quer sofrer. Todos queremos nos distanciar das decepções e tristezas. E muitas vezes, quando passamos por uma dessas grandes decepções e dores. A primeira coisa que nos vêem em mente, é este sentimento egoísta de nos fechar a tal ponto de manter a certeza de nos manter intactos. Pois vivemos num mundo imperfeito, de pessoas imperfeitas. Mas acredito que por mais forte que este desejo de se isolar em si mesmo do mundo, no fundo do alma, ansiamos e desejamos encontrar pessoas pelas quais viver, por quem dar a nossa vida, por quem verdadeiramente amar; por quem, estarmos disposto a sofrer a mais dura dor. Caso contrário, apenas barganhamos com o nosso coração alguns trocados.
"Qual é o meu objetivo, quando fao amizade? Ter um ser por quem dar minha vida, um ser que eu seguirei até o exílio, que defenderei com todas as minhas forças contra a morte. A relação que tu me descreves é comércio e não amizade; nela só procuramos vantagens pessoais, nela só vemos o que ganharemos." Sêneca, "Das Relações Humanas"
...
Que por mais duro que muitas vezes possa ser. Espero que não desistam. Que tenham coragem para acreditar e buscar. Aprender com nossos erros, e crescer, crescer não na malicia, não no engano; mas crescer em ter peito para cair e levantar. Peito para perder e buscar. Peito para acreditar em Deus sem que isso seja a partir de provas ou algum interesse egoísta. Peito para mesmo quando adultos, agirmos como crianças que se perdoam e no instante seguinte estão brincando juntas novamente. Peito para amar, mesmo quando este, no mundo, se acabar e egoismo reinar, dar as caras para apanhar.
A você que um dia sofreu. Meus parabéns. Pois um dia ousou amar. A você que sofre. Meus consentimentos, sei como é dificil parar em pé quando se perdeu o chão. Mas coragem. Mesmo nos dias frios e chuvosos, acima das nuvens, um sol brilha. E, enquanto, Ele brilhar, a esperança surgirá.
- Ola doutor... sinto isso e isso...
- Hum, você está com uma virose.
- Mas o que é? Qual vírus?
- Tome este anti-inflamatório, este antibioótico... Você tem alergia?
- Hum, tenho.
- Então tome este álérgico também.
- Se não melhorar em 3 dias, 'procure um médico'.
- "Pensei que você fosse um." - diz para si.
(passam 3 dias)
- Ola doutor[2]... sinto isso e isso... eu já passei no médico[1], e como não melhorei voltei aqui.
- hum, você tomou os remédios?
- Sim.
- Bem, tome este outro anti-inflamatório, este outro antibiótico... você é alérgico?
- Sou sim.
- Então tome mais este outro anti-alérgico.
- Mas não posso continuar com os outros?
- Estes são melhores. Se não melhorar em 3 dias, procure um médico[3].
(passam 2 dias)
- Doutor[3], eu estou muito mal, fraco, desidratado, sentindo muita dor... já passei por 2 médicos, falaram que era virose, para tomar...
- Ok, vou te encaminhar para enfermaria, ai você vai tomar sorinho com um dramin, neuvagina e adpirona na veia e irá se sentir melhor; e fazer um exame de sangue e urina.
(4 horas depois)
- Se sente melhor? - pergunta o médico.
- Sim.
- Seu exame de sangue ficou um pouco alterado, parece estar com uma infecção. Tome esse anti-inflamatório, esse antibiótico...
- Mas já estou tomando antiinflamatório e antibiótico há uma semana...
- Ah sim, então procure um clinico geral[4] 'para ver o que é'.
(2 dias depois)
- Olá médico[4], estou com isso e isso há 1 semana, e me disseram para procurá-lo.
- Hum, ok, sente-se na maca... mostre a lingua, tire a camisa...
- Bem, você parece estar com uma 'virose forte'... - enquanto vai escrevendo o receituário - Você
tem alguma alergia?
(...)
- Se não melhorar em 1 semana volte aqui.
(1 semana depois)
- Olá doutor[4]...
- Ainda não melhorou, bem, vou pedir para fazer um exame de sangue e urina...
(2 dias depois)
- É os exames parecem estar meio alterados... você quer tomar um soro, ou um remédio mais forte
para a dor?
(3 dias depois)
- Doutor[5], estou com isso e isso há quase 2 semanas, e passando muito mal, com diarréia e vomito...
- Bem, vou mandar te darem um soro com dramin e de dar esta receita; depois procure um gastro[6], pode ser algum disturbio gástrico-intestinal.
(5 dias depois)
- Olá doutor[6]...
- hum, vou pedir para fazer uma endoscopia e exame de fezes...
(2 semanas depois)
- Olá...
- Bem, os exames deram tudo normal... procure um endócrino... pode ser algum problema hormonal.
(1 semana depois)
[já na UTI]
- Médico[10] É seu estado parece estar um pouco grave. Vamos fazer alguns exames.
(3 dias depois)
[já no quarto internado]
- Identificamos que você está com uma bacteriose chamada
fjaoisjdoajpjpnklnelkshooionoasodalskldas, é muito rara, deve ter ficado resistente aos
antibióticos. Vamos tratá-la com um antibiótico mais forte tarja preta, peço que assine aqui e aqui.
(5 dias depois)
- Doutor[13], já me sinto melhor, mas estou sentindo meu corpo meio estranho, visão um pouco sensível e um pouco de dor de cabeça.
- Hum, procure um neuro e um oftamologista[14]; e tome este remédio se a dor ficar muito forte.
...
(1 semana depois)
- Identificamos que seu figado está um pouco inchado, que está com uma gastrite, e está com os olhos dilatados. Procure um gastro e um neurologista. [15]
(5 anos depois)
- Sinto muito senhora. Fizemos tudo o que podíamos, mas ele não resistiu ao transplante de rim.
Pascoa, para muitos apenas um feriado. Para outros, apenas ovos de chocolates e banquete com a familia. Mas por que existe tal data? Falarei aqui sobre basicamente as 3 tradições históricas: Judáica, Cristã e Pagã.
A Tradição Judáica
A origem pode ser vista no contexto que envolve o final do livro de Gênesis e inicio de Êxodo - escritos por Moisés. Quando o povo hebreu estava nas mãos do Egito. Deus escolheu Moisés para libertar e conduzir o seu povo para a Canaã prometida a seus antepassados, em origem, Abraão, e o nascimento de Israel, prometido a Jacó. Moisés foi até o Faraó, e rogou a ele, em nome de Deus, que libertasse seu povo, permitisse os hebreus que partissem. Mas o Faraó endureceu seu coração. E com isso, vieram 9 pragas, enviadas por Deus, as quais apenas afetaram os egípcios, mas não os hebreus. Estes, Deus guardou. Mas mesmo assim, o Faraó se endureceu, não permitiu.
O sacrificio do cordeiro
A última praga, foi especial. Deus disse que todos sacrifissem um 'Cordeiro' puro, imaculado, limpo (um novilho), e aspergisse o seu sangue na porta e umbrais de suas casas; pois a noite, visitaria todas as casas, e aquelas que não tivessem a marca de sangue em suas portas, o filho primogenito (o mais velho) daquele lar, morreria. E, naquela noite, o filho do Faraó morreu desta maneira. E então, finalmente o Faraó permitiu que o povo hebreu saisse do Egito, mesmo que, aparentemente, ser uma loucura, ir uma multidão daquela para o deserto; todos morreriam. E, mesmo assim, deram aos hebreus muitos utensilios, qobjetos e ouro, prata, cobre etc. para sua peregrinação.
Esta data, este evento. O terrível dia da última praga. Mas que significou a libertação do povo de Deus das mãos do Egito, ficou marcado como o Dia da Pascoa.
O significado, na verdade era mais além. Os hebreus, já desde Noé, já possuiam a prática do sacrificio de um cordeiro limpo. Como simbolo do resgate do pecado (pois o salário do pecado é a morte), e que um dia viria o Cordeiro verdadeiro, que se sacrificaria em resgate da humanidade. E aqueles que aceitassem esse cordeiro, aceitassem seu sangue para salvar as suas vidas, essas seriam libertadas das mãos do inimigo, do pecado, da escravidão, e iriam para a Canaã, para o lugar que Deus os prometera, um lugar fértil, cheio de vida e paz que Deus lhes preparou. Mas aqueles que o recusassem, por recusar a salvação, apenas encontraria a morte.
Após a libertação do Egito, houve a peregrinação pelo deserto. E nesta longa jornada. Diz, a Palavra, que Deus, conduziu o seu povo, como uma nuvem, uma nuvem que todos os dias, sem falta, em toda a parte do dia, cobria o seu povo, protegendo do sol, do calor, e quando ela se movia, o povo seguia a nuvem; e que também, a noite, ao invés da nuvem, Deus se manifestavam como uma coluna de fogo, que aquecia eles do vigoroso frio da noite no deserto. E também diz que todos os dias, diariamente, Deus enviava Maná, chamado como o pão dos anjos, para eles se alimentarem, e nas sextas-feiras em dobro, para guardar para o sábado, pois no sábado não seria enviado. Em recordação do que posteriormente, no Sinai, ficou conhecido como o 4º Mandamento: "Lembra-te do dia de sábado para o santificar... pois em 6 dias Deus criou os céus, a terra e tudo o que nele há, e no sétimo descansou."
O ajuntamento de tudo isso, tanto do sacrificio da 10ª praga, quanto a libertação, quanto a proteção de Deus no deserto e o maná. Se tornaram o que a grosso modo poderiamos chamar de a Festa da Pascoa Judáica, constituida de:
- A pascoa (a passagem da 10ª praga no Egito);
- Os pães asnos [sem fermento] (em memória do Maná, e do significado do fermento, que simbolizava o pecado e a contaminação)
- As frutas amargas (em memória dos dias amargos nas mãos do inimigo)
- O cordeiro sacrificado (o Messias que deu a vida pelo mundo)
- a festa dos tabernáculos (festa em que passavam peregrinações pelo deserto, em recordação, memória das tabernas, aos acampamentos no deserto, a proteção, e a guia por 40 anos, que os levou a próspera Canaã, terra que derramava azeite, vinho, mel... e de modo, que a festa ficou muito ligada aos ciclos e a colheita agricola)
Praticamente, tais ocorriam no mesmo período, juntos.
A Tradição Cristã
A tradição cristã é um acréscimo a judaica; qual, os judeus, não observam.
O profeta Isaías profetizou, séculos antes, que o Messias, o Cordeiro de Deus, viria e libertaria o povo. E que Ele, como 'uma ovelha muda' iria para o matadouro, seria desprezado por todos e por ai vai... (não vou falar das dezenas de profecias messiânicas agora). [Ver Isaías 53]
O profeta Daniel, séculos antes, recebeu, por um anjo, informações sobre o que ficou conhecido como a profecia das 70 semanas (sendo que neste contexto profético da Bíblia: 1 dia profético = 1 ano literal). Que, basicamente, o Messias iria iniciar o seu ministério em uma semana especial, mas que, após 3 1/2 anos, metade da semana, após iria morrer, 3, e que depois, disso, esta mensagem, o Novo Concerto, seria pregada ao mundo, chegaria ao coração de todos, romperia a tradição de particularidade dos hebreus, judeus, e chegariam inclusive aos néscios, aos incircuncidados, os gentios (como eram chamados), o que a morte de Estevão, um gentil, tornou evidente seu cumprimento..
No inicio do Novo Testamento, temos João Batista, aquele que foi profetizado também que viria para 'preparar o caminho'; este, quando viu a Jesus, disse que "Este é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.", "o qual não sou digno de tocar suas sandalhas.". João anunciou que Jesus era o Cordeiro, o cordeiro que desde os pais da humanidade, Adão e Eva foi simbolizado pelo sacrifício do novilho, o qual resgataria a humanidade. O cordeiro que desde o Éden, foi profetizado, como o filho da mulher que pisaria, esmagaria a cabeça da serpente (satanás) e que este o feriria o calcanhar. O cordeiro que foi simbolizado na Pascoa, como aquele que salvava as pessoas, a família dos que aceitavam o seu sangue, e que libertaria do cativeiro do inimigo, de Satanás, do pecado, da morte. E ali, Jesus, com seus 30 anos, conforme a profecia de Daniel, foi batizado, e inicio seu ministério; convocou 12 homens para segui-lo, seguir seus passos, e por ali, caminhou pela região da palestina, levando boas novas, mensagens de esperança, repreensões, e diversas lições, únicas, que hoje encontramos nos Evangelhos de Lucas, Mateus, Marcos e João; a qual, João descreve:
"Este é o discípulo que testifica dessas coisas e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro. Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e, se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém!" (últimas palavras de João)
Bem, Jesus, no 3º ano, de ministério, com seus 33 anos, conforme a profecia de Daniel. Morreu numa cruz, como todos sabemos. Porém, isto, foi na época, da Pascoa, da festa dos pães asnos, da festa dos tabernaculos. E na última ceia em que estivera com seus discípulos. Jesus então criou mais 3 tradições:
1. Lavar os pés do seu semelhante;
"Porque Eu vos dei o exemplo, para que, como Eu voz fiz façais vós também". E assim, está ordenança deveria ser observada por seus discípulos para conservar sempre em mente as lições de simplicidade, humildade e serviço abnegado ensinadas por Jesus.
2. Beber do puro suco da vide;
O vinho, que era um 'novo vinho' (termo usado para o suco novo da uva, ou seja sem a fermentação.. alias, pelas festas do período, não tomavam coisas com fermento, assim como o pão asno); simbolizava não só o sangue de Jesus derramado na cruz. O sangue simbolizado pelo cordeiro morto. O sangue aspergido nas portas no Egito no 10º mandamento. Mas o próprio Jesus, através do vinho, também simbolo da vitalidade, da alegria, da festa (presente em praticamente todas as festas, sobretudo casamentos no Egito - o primeiro milagre descrito foi o da transformação da água em vinho), ele também deixou este concerto, está promessa:
"E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide até àquele Dia em que o beba de novo convosco no Reino de meu Pai. E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras." Mat. 26:29
Ou seja, Jesus faz uma promessa que nunca mais beberia da uva, até que um dia, finalmente, com aqueles que estivessem com eles reunidos ali, no inicio da Era Cristã; até que um DIA, beberia com eles novamente, para celebrar, no Reino de Deus. Promessa qual, Jesus diz:
"Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também."
A promessa de levá-los com Ele para o Céu, e que lá então, salvos do pecado, da morte, purificados pelo Sangue, se regozijariam para sempre. Assim como Jesus se representa como o Noivo, e aos seus seguidores (sua igreja) como a Noiva, está festa no Céu, seria como a festa deste casamento, em que ambos se ajuntariam, numa só carne, para nunca mais se separar. Ou seja, sem mais pecado (o qual significa separação entre o homem e Deus)
3. Comer do pão asno, sem fermento. "Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isso em memória de mim" Lucas 22:19
O pão asno, sem fermento, simbolizava o corpo, a pessoa de Cristo, totalmente imaculado, o cordeiro puro, sem macha de pecado. Aquele que não pecou em todos os seus anos de vida. O ÚNICO que não mereceu a morte, que não merecia esta condenação, o salário do pecado. Mas este, entregou a si, entregou o seu corpo, para ser açoitado pela maldade. Ele que permitiu que todos os pecados do mundo, da humanidade, o meu, o seu, todos os pecados desde Eva até o último ocorrer, caissem sobre ele.
"Era desprezado e o mais indigno entre os homens, homem de dores, experimentado nos trabalhos e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados." Isaías 53:3-5
Não foram os ferimentos da Cruz, da tortura, que o matou, como alguns e alguns filmes dizem. Não foram OS SOLDADOS ROMANOS propriamente dito que o mataram. A Cruz era um castigo, uma tortura romana, a qual a pessoa ficava ali, por dias pendurado; as vezes eram soltos, ou enviados para prisão depois. Ou então, eram deixados para morrer, numa morte muito lenta, e dolorosa, seja pela fadiga e dores musculares, seja pela insolação e a desidratação. Levavam dias para morrer. E no caso de Jesus, não, ele morreu em pouquissimo tempo, um recorde. Os próprios soldados se surpreenderam, lhe atravessaram o peito (como tinha sido profetizado), para certificar-se que morreu, e ao invés de jorrar sangue, diz que jorrou um liquido como água. Uma morte muito inexplicavel, a qual alguns cientistas, dizem que apenas, muita angustia poderia ter provocado uma dor assim. O que matou Jesus, não foi a cruz, a tortura, estes foram minimos, comparados a dor que sentia no peito, o sentir o peso dos pecados do mundo caindo sobre ele, o meu e o seu. Este peso, essa angustia que Ele já começara a sentir no Getsemani, quando pediu a Deus "Se possível, passe de mim esse calisse.", ou quando pediu para que os discipulos orassem com ele, de tanta angustia, angustia de morte, que sentia. E então, este Jesus, este Cristo, morreu, este corpo, este pão asno, sem fermento, sem macula, sem mancha, sem pecado, morreu, recebeu todos os pecados.
Assim como, dizia a profecia de Daniel, na 'metade da semana', aos 33 anos, morreu, e fez cessar então, as festas, as cerimonias da pascoa, no que diz respeito aos 'sacrificios'. Pois todos os sacrificios que simbolizavam o Cordeiro de Deus que seria morto pela humanidade, havia finalmente se cumprindo. Pois o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, morreu; finalmente, foi sacrificado. E assim deveria parar.
Porém, como os judeus não-conversos ao cristianismo, não acreditaram que Jesus era o Messias, que Ele era o Cordeiro, que a morte na cruz, não foi finalmente o Sacrificio do Cordeiro, então, os judeus, não guardam esta ATUALIZAÇÃO do significado da Pascoa. Ao mesmo tempo, como não acrescentaram as cerimonias do lava-pés, do comer o pão asno como simbolo do corpo de Cristo, nem do beber vinho como do Seu sangue.
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho Unigênito para que todos aqueles que nEle crê, não pereça, mas tenha a vida eterna."
João 3:16
Bem, e após a sua morte na sexta a noite, como um símbolo ainda mais especial para a guarda do dia de sábado, Jesus permaneceu na sepultura no sábado, morto. Mas que no primeiro dia (domingo), ressuscitou, e a tumba foi encontrada vazia.
E assim, para o Cristianismo, a pascoa passou a ser totalmente centraulizada na pessoa de Jesus Cristo, no Cordeiro de Deus. Aquele que liberta não do Faraó, mas das mãos do Inimigo, de Satanás, do pecado. Aquele que não nos conduzirá pelo deserto arabe para rumar a canaã terrestre, na Palestina. Mas que nos conduz por este mundo árido de amor até chegarmos na Canaã Celeste, a Casa do Seu Pai, a Vida Eterna, a Cidade Santa.
As tradições da Igreja Católica
A igreja, católica, não sei explicar os motivos. Acrescentou que na cerimonia da pascoa, tanto o pão, como o vinho, não apenas simbolizavam a Jesus, mas que, se tornavam, literalmente, o sangue e o corpo de Jesus (hóstia). Um dos dogmas católicos, apontados como heresia pelos protestantes. E que além disso, ao invés de tomar o vinho novo, o suco não fermentado, eles tomam o vinho fermentado, alcoólico.
Do mesmo modo, não sei de onde a ICAR tirou a idéia de 'não comer carne, mas apenas peixe' na Sexta-feira. Já ouvi falar, que tem a ver com a ver com Jonas que foi engolido por algum tipo de animal marinho.
A Tradição Pagã
Na tradição pagã, o que se entende por tradições de origens em crenças não-hebraicas, ou do Deus Hebreu.. mas em referência a outros 'deuses', e, em geral, politeistas. Vieram daí diversas crenças, que chegaram até a nossa cultura. Dentre estes:
1. O ovo;
2. O coelho.
Deixo claro que não sou sou entendido quanto a esta parte da tradição pagã. Mas no meu conhecimento, a idéia geral do que estes simbolizam é, basicamente: Fertilidade e Prosperidade.
Nota: as informações que coloco, aqui em diante, são originadas do site: Cetiscismo.Net
Ovo de Pascoa
Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Persephone. Na mitologia romana, é Ceres.
Estes antigos povos pagãos comemoravam a chegada da primavera decorando ovos. O próprio costume de decorá-los para dar de presente na Páscoa surgiu na Inglaterra, no século X, durante o reinado de Eduardo I (900-924), o qual tinha o hábito de banhar ovos em ouro e ofertá-los para os seus amigos e aliados.
O ovo é um destes símbolos que praticamente explica-se por si mesmo. Ele contém o germe, o fruto da vida, que representa o nascimento, o renascimento, a renovação e a criação cíclica. De um modo simples, podemos dizer que é o símbolo da vida.
Os celtas, gregos, egípcios, fenícios, chineses e muitas outras civilizações acreditavam que o mundo havia nascido de um ovo. Na maioria das tradições, este “ovo cósmico” aparece depois de um período de caos.
Na Índia, por exemplo, acredita-se que uma gansa de nome Hamsa (um espírito considerado o “Sopro divino”), chocou o ovo cósmico na superfície de águas primordiais e, daí, dividido em duas partes, o ovo deu origem ao Céu e a Terra – simbolicamente é possível ver o Céu como a parte leve do ovo, a clara, e a Terra como outra mais densa, a gema.
O mito do ovo cósmico aparece também nas tradições chinesas. Antes do surgimento do mundo, quando tudo ainda era caos, um ovo semelhante ao de galinha se abriu e, de seus elementos pesados, surgiu a Terra (Yin) e, de sua parte leve e pura, nasceu o céu (Yang).
Para os celtas, o ovo cósmico é assimilado a um ovo de serpente. Para eles, o ovo contém a representação do Universo: a gema representa o globo terrestre, a clara o firmamento e a atmosfera, a casca equivale à esfera celeste e aos astros.
Já quanto ao chocolate, bem eu não sei. Já ouvi dizer que alguns reis, ou mesmo povos consideravam o cacau como um alimento de deuses, por sua doçura. E aí imagino, que um dia, alguem teve a brilhante ideia de fazer ovos de chocolates. E como quase todo mundo gosta de chocolate (sobretudo as mulheres de TPM), rapidamente, isto virou moda, e uma tradição; na medida que a Industria de Alimentos, foi lucrando e investindo nisso (sobretudo em propaganda).
Coelho da Pascoa
Coelhos não colocam ovos, isto é fato! A tradição do Coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700. O coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa.
Uma outra lenda conta que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho passou correndo. Espalhou-se então a história de que o coelho é que trouxe os ovos. A mais pura verdade, alguém duvida?
No antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da Antigüidade o consideravam o símbolo da Lua. É possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa.
Mas o certo mesmo é que a origem da imagem do coelho na Páscoa está na fertililidade que os coelhos possuem. Geram grandes ninhadas! Assim, os coelhos são vistos como símbolos de renovação e início de uma nova vida. Em união com o mito dos Ovos de Páscoa, o Coelho da Páscoa representa a renovação de uma vida que trará boas novas e novos e melhores dias, segundo as tradições.
Por fim
Bem, apenas uma reflexão por fim. Se formos pensar em geral na cultura brasileira. No que hoje significa a pascoa, eu diria que temos: 1. Tradição judáica: aprox. 0% 2. Tradição cristã: aprox. 10% (que leva a sério) 3. Tradição pagã: aprox. 0% 4. Tradição capitalista: 99%
Tradição Capitalista
Sim, esqueci de falar sobre a tradição capitalista.
Bem, nos meus 20 e poucos anos, não vi pessoas sacrificando cordeiros, nem fazendo qualquer semelhança com a festa dos tabernáculo, ou dos pães asnos e ervas amargas, como os judeus faziam (não sei se ainda fazem). Também, vejo, mesmo nas familias cristãs, e nas cerimonias religiosas que na Pascoa sempre ocorrem nas denominações cristãs, que apenas um número muito reduzido de pessoas levam a sério, o verdadeiro significa e se importam com ele. E também, nunca vi, alguem dar a minima para os significados pagãos da fertilidade e prosperidade, apesar de a maioria usar seus símbolos.
O que sim vejo, é uma cultura de consumo, semelhante ao que fizeram com o Natal. Onde, por consumo, e em especial, ligado ao prazer do apetite ou a glutonaria, comprar ovos de chocolate, e dar-lhes de presente. O que envolve todo um tipo de cerimonia de consumo, que hoje existe. A necessidade das pessoas comprar algo conforme a moda da época. Sem significado algum, além de confirmarem que realmente gostam de chocolate, ou que preferem chocolate à saúde, ou que então, aproveitam o feriado, e esse consumo, para dizer que se importam com alguém dando presente para elas, ou aproveitando o feriado para fazer passar com a família.
Creio que esta é nova tradição, de natureza consumista, que emergiu nas últimas décadas, e que possui o maior número de seguidores na atualidade.
Os últimos capitulos do livro são extremamente densos. Se você acha que não tem muito o que esperar, bem, conforme se chega próximo ao fim, o livro apenas intensifica. Os últimos 3 capítulos pelo menos, são extremamentes filosóficos do autor. Como se quisesse expor toda a sua filosofia, comprimindo-a, e levando o leitor a refletir e pensar nas questões que ele tentou levantar com o livro. Mas nada, NADINHA de filosofia barata; simplesmente, extraordinário. Confeço, que levarei meses, anos, talvez toda minha vida para digerir as palavras do seu final, sobretudo, das palavras do Administrador Mustafa Mound.
Em primeiro lugar, tenho que tirar o chapéu para o falecido autor, que em 1930, já colocou como seriam as super 'armas' do futuro em que a policia usaria. Ao invés de "Metralhadora alemã ou de Israel estraçalha ladrão que nem papel" (como dizia uma daquelas coisas que eu chamava de música na minha adolescência), é uma máquina que produz uma música sintética e que solta um gas cheio de uma droga no ar, que faz as pessoas no ambiente se sentirem totalmente amáveis uma com as outras, afetuosas, carentes, de modo a desistirem e esquecer de seus aborrecimentos. Uma máquina não só para 'controlar um motim, uma revolta', mas para 'reverter'; máquinas de poder psiquico. E para os casos mais emergenciais, uma pistola que lança um dardo tranquilizante, que imediatamente derruba a pessoa como gelatina no chão, como se não tivesse mais músculos e ossos.
Bem, agora vamos ao que interessa. Sem mais enrolação, replico apenas as palavras do livro, no momento que faz uma declaração sobre a religião, sobre Deus; e porque deve ser banido da sociedade para poder haver felicidade e controle social.
- Mas se os senhores não ignoram Deus, por que não falam nele? - perguntou o Selvagem, indignado. - Por que não permitem a leitura desses livros sobre Deus? - Pela mesma razão por que não apresentamos Otelo: eles são antigos. Tratam de Deus tal qual era há centenas de anos, não de Deus como é agora. - Mas Deus não muda. - Acontece que os homens mudam. - Que diferença faz?
(...) - ... Bem, como eu ia dizendo, havia um homem que se chamava Cardeal Newman. Ah, eis o livro - retirou-o do cofre - E já que estou aqui, vou tirar também este outro. É de um homem que se chamava Maine de Biran. ... (...)
- ... - Abriu o livro no lugar marcado com uma tira de papel e começou a ler: "Nós não pertencemos a nós mesmos, assim como não nos pertence aquilo que possuímos. Não fomos nós que nos fizemos, que não podemos ter a jurisdição suprema sobre nós mesmos. Não somos nossos próprios senhores. Somos a propriedade de Deus. Não é para nós uma felicidade encararmos as coisas desse modo? Será a qualquer título uma felicidade, um conforto, considerarmos que pertencemos a nós mesmos? Os que são jovens e prósperos podem acreditar nisso. Podemos crer que é uma grande coisa serem capazes de conseguir tudo segundo os seus desejos, como supõem - não dependerem de ninguém, não terem em pensar em nada que não esteja ao alcance da vista, dispensarem a obrigação molesta da gratidão constante, da prece contínua, da incessante referência a tudo o que fazem à vontade de outro. Mas com, o correr do tempo, acabam percebendo, como todos, que a independência não foi feita para o homem - que é um estado antinatural -, que pode satisfazer por algum tempo, mas não nos leva com segurança até o fim..." - Mustafá Mond parou, pousou sobre a mesa o primeiro livro e, tomando o outro, virou-lhe as páginas. - Veja isto, por exemplo - disse, e com sua voz profunda começou a ler novamente: - "Um homem envelhece; percebe em si mesmo aquela sensação radical de fraqueza, de atonia, de mal-estar que acompanha o avançar da idade; e, sentindo-se assim, julga estar apenas doente, aquieta seus temores com a idéia de que esse estado penoso é devido a alguma causa particular da qual espera curar-se como de uma moléstia. Vãs imaginações! A moléstia é a velhice; e trata-se de uma doença horrível. Dizem que é o medo da morte, e do que vem depois da morte, que leva os homens a se voltarem para a religião à medida que os anos se acumulam. Todavia, a experiência pessoal me trouxe a convicção de que, completamente à parte de tais temores e imaginações, o sentimento religioso tende a desenvolver-se quando envelhecemos; tende a desenvolver-se porque, à medida que as paixões se acalmam, que a fantasia e a sensibilidade vão sendo menos excitadas e menos obscurecida pelas imagens, desejos e distrações que a absorviam; então, Deus emerge como se tivesse saúde de trás de uma nuvem; nossa alma vê, sente a fonte de toda luz, volta-se natural e inevitavelmente para ela; porque, tendo começado a esvair-se dentro de nós tudo aquilo que dava ao mundo das sensações sua vida e seu encanto, não sendo mais a existência material sustentada por impressões externas e internas, sentimos a necessidade de nos apoiarmos em algo que permaneça, que nunca nos traia - uma realidade, uma verdade, absoluta e eterna. Sim, voltamo-nos inevitavelmente para Deus; pois esse sentimento religioso é por natureza tão puro, tão delicioso para alma que experimenta, que compensa todas as nossas perdas".
- ... "Só se pode ser independente de Deus enquanto se tem juventude e prosperidade; a independência não nos levará até o fim em segurança." Pois bem, agora nós temos juventude e prosperidade até o fim. ... "O sentimento religioso nos compensará de todas as nossas perdas." Mas não há, para nós, perdas a serem compensadas; o sentimento religioso é supérfluo. ... Que necessidade temos de repouso, quando nosso corpo e nosso espírito continuam deleitando-se na atividade? De consolo, quando temos o soma? De alguma coisa imutável, quando temos a ordem social? (...) - Mas não é natural sentir que há um Deus? - ... Cremos nas coisas porque somos condicionados a crer nelas. ... (...) - E o desprendimento, então? Se tivessem um Deus, teriam um motivo para o desprendimento. - Mas a civilização industrial somente é possível quando não há desprendimento. É necessário o gozo até os limites impostos pela higiene e pelas leis econômicas. Sem isso, as rodas cessariam de girar. - Teriam uma razão para a castidade! - disse o Selvagem, corando levemente ao pronunciar as palavras. - Mas a castidade significa paixão, a castidade significa neurastenia. E a paixão e a neurastenia significam instabilidade. E a instabilidade é o fim da civilização. Não se pode ter uma civilização duradoura sem uma boa quantidade de vícios amáveis. - Mas Deus é a razão de ser de tudo o que é nobre, belo, heróico. Se tivessem um Deus... - Meu jovem amigo, a civilização não tem nenhuma necessidade de nobreza ou de heroísmo. Essas coisas são sintomas de incapacidade política. ... E se alguma vez, por algum acaso infeliz, ocorrer de um modo ou de um outro qualquer coisas de desagradável, bem, então há o soma, que permite uma fuga da realidade. ... O Cristianismo sem lágrimas, eis o que é o soma.
...
Poderia comentar muita coisa, mas estou sem animo para fazê-lo. Apenas considero, que após ler bem os últimos capítulos, me tomei conta, que este Admirável Mundo Novo já é a realidade para muita gente, talvez para a grande maioria do Ocidente. O mundo que preza pela sensação de bem-estar, conforto, e de prazeres infantis como viagens, carros, helicópteros, tvs, tecnlogias de luxo, jogos, músicas infantis, filmes infantis, uma infantilização do homem; o homem que não precisa mais lutar, sofrer horrores, de atos de bravura, heroísmo e altruísmo para realmente conquistar a maioridade; e é assim, se resumir uma vida, os desejos e a satisfação do homem em poder consumir tranquilamente essas coisas, sem importunio até a morte chegar. E sendo assim, para que o homem precisa de Deus? Quando tudo pode ser solucionando, deixando que um 'bom Estado' controle nosso nascimento, nosso condicionamento, nossos desejos, nosso trabalho, nossas ambições, nossos relacionamentos... de modo a termos uma sociedade sem insatisfações, revoltas, e descontroles. E quando houver, uma super droga (soma), que basta um capsula de 500mg tiradas do bolso, para resolver tudo.
É este o mundo em que vivemos, Só não com tanta 'qualidade'. Mas tudo está tentando ser maximizado. ...
E o que resultará disso?
Nota.:
Todavia, o autor faz uma colocação de um mundo no qual fosse possível tornar-se DURÁVEL, ESTÁVEL. Algum tipo de total controle dos fenômenos da natureza quais não se pode ainda controlar, como terremotos, tempestades, vulcões etc. Mas ai entra uma questão, que torna a obra ficção, pois nunca chegaremos a tal ponto. Por que? Porque o mundo já está condenado. A calamidade afronta o mundo. Seja nos ambitos Naturais, seja nos ambitos produzidos pelo homem, como a escassez de recursos naturais, de alimentos, água, doenças, poluição, intoxicação, superpopulação, conflitos etnicos, e instabilidade economica (neste ponto, um caos sempre adiado, tentando ser empurrado para as gerações futuras)... cedo ou tarde, essa avanlanche vai acontecer (em quanto isso, a neve vai se acumulando no topo da montanha), e ai quando chegar, vai destruir tudo isso a humanidade pensará conquistar como bens duráveis. E ai, quem sabe, não tenhamos uma nova mudança ao passado, depois do banho de água fria.
Poucas vezes na vida senti tanta adrenalina e empolgação quanto ontem tocando no Teatro Municipal de Santo André, com o Innovare. Bem, apesar dos vários ensaios. Bem, nada como o pro valer ao vivo, num Teatro cheio cheio lotadérrimo de pessoas, com muitas em pé e sentadas nas laterais, quase q não dava para respirar! Uma situação estranha para mim, pois eu não conseguia ter um retorno do meu som se projetando, era uma sensação quase inédita para mim, ai eu tinha sempre a impressão que estava muito pp meu som, e ai mandava muito ar, acho q toquei entre f - fff o tempo todo (tenho q ouvir alguma gravação para ver como ficou). Ao mesmo tempo, não dava para sentir muito o som da massa orquestral, só o que estava mais próximo de mim.
Mas aí, teve uma música, a do "Pai Nosso", com solo de uma garota + orquestra, arranjado pelo Fernando Mathias. Bem, a música toda é muito muito serena, com uma textura muito apropriada para meditar seriamente, e bem tranquila, traz uma paz. mas para o final dela então, numa repetição do coro, os timpanos começam tomeçam a atacar num trinado crescente, culminando com uma forte entrada dos metais; nossa, aquele ponto foi um máximo! Tipo, os timpanos estavam literamente atrás de mim, eles começaram a bater e minha cadeira e meu corpo começou a vibrar. Aquilo despertou uma coisa que não sei explicar, foi uma comoção, na hora que os 4 trompetes entraram unissono, com aquele som cheio, um arpejo... eu até tremi, o q fez o bocal deslocar um tiquinho, q me fez errar o ataque da nota seguinte rs.
Bem, vamos deixar os detalhes para lá. Mas muita gente muita, gostou disso. Ora, até os funcionários do Teatro, que ouviram de tocaia as músicas, que estão acostumados a ouvir grandes apresentações, como a Orquestra Sinfonica de Santo André, quando passava por eles, me cumprimentavam, parabenizando, que ficou muito bom; se percebia, que até esses, que teoricamente são os mais calejados, foram comovidos, pelo poder da música, aquilo que aconteceu aquela noite. Acho que agora veremos os resultados, os seus efeitos, espero que sejam tão bons quanto foram ontem.
Para mim, foi algo muito parecido com o que o grande regente Bernard Haitink descreveu de uma experiência que teve:
"Sentado no café de um hotel no centro de Salzburg, com vista para o Rio Salzach, Bernard Haitink sorri com a lembrança. "Estive aqui pela primeira vez em 1947, tinha acabado de completar 18 anos. Estava animado para ver de perto um maestro de quem se falava muito, Wilhelm Furtwängler. Eu o vi regendo Fidelio, outras óperas, e... nada. Não provocou impressão nenhuma em mim. Até que durante um concerto, a 8.ª Sinfonia de Bruckner,algo aconteceu e uma eletricidade tomou conta do teatro de maneira muito forte. A apresentação era de manhã e lembro que passei toda a tarde caminhando na margem desse rio, tentando entender o que eu acabara de testemunhar. É algo de que não me esqueço até hoje."
Eu considero toda esta série de videos imprescindível para todos para ter uma noção um pouco melhor sobre o como as coisas são, como o mundo funciona. Claro é muito mais complexo, e falta toda uma abordagem, sobretudo histórica e antropológica, além de cultural e religiosa. Mas é muito bom, e extremamente didático.
A História das Coisas
A História dos Cosméticos
A História dos Eletrônicos
A História da Água Engarrafada
A História dos Cidadãos Unidos VS FEC (Eleições Federal dos Estados Unidos) -
Há muito tempo que eu quase não assistia TV, não tinha nem idéia de como estava a grade de programação, até que nessas 2 últimas semanas, fiquei de molho em casa, e acabei até que vendo bastante (apesar que logo me entediava e ia fazer outra coisa). Bem, quem diria, que com 24 anos, ainda veria um episódio inédito do Chapolin.
Mas o que me impressiona é a enormidade de bobeira. Sobretudo na TV brasileira, como a Globo. Até mesmo nos jornais, parte (senão quase toda) são reportagens extremamente bestas. Quase que nos dá a impressão que o mundo está parado, ou todo mundo está numa festa embriagada. Fora isso, os comerciais também. Para se ter idéia, chegou a ter um comércio, no horário nobre deste domingo, em que durou quase 5 minutos. 1 minuto, (20%) foi apenas da propaganda de um novo programa da Rede Globo, com o nome "Amor e Sexo" que dispensa comentários. E então, praticamente, todo o restante de 4min. (80%), foi de uma propaganda bem apelativa de uma cerveja, com um cenário de sol, praia, pessoas em festa, ouvindo um batuque, dançando, todo mundo sorridente despreocupado com trabalho, uma mulher bem "gostosa" na roda e o grande mistério é se essa garota vai "tomar", e diz que vai, e ai, aparece uma celebridade (Ivete Sangalo) tentando convencer ainda mais, tudo com um som festivo de farra, e tons dourados, quentes.
Além disso, há comentários de algumas pessoas do BBB (nunca vi, nem quero ver), que este está praticamente o pior de todos... uma farra com muita suruba de tudo qualquer "fetiche" que se pode imaginar, só falta usarem animais. E hoje a tarde, minha mãe tentando procurar alguma coisa na TV, de repente, eu esculto ela soltar um comentário assim: "Só tem viado agora na TV." Pois num canal era um estilista gay falando das suas "grandes dificuldades de vida" que foi a de confeccionar uma peça de roupa Inca para um filme; noutro, eram travestis; noutro eram gays falando sobre preconceito; noutro, era aquele humor do tipo de homem fingindo de mulher. E por aí vai.
Meu! Isso é uma violência a sanidade e a nossa inteligencia! É um profundo ataque a moral, a cultura, e a sociedade brasileira. Como é que as coisas vão ficar? Enquanto isso, eu nunca vi nenhum programa sobre Arte, Antropologia, Literatura, Lógica na TV (desculpe, mas o que raramente se vê na TV Cultura, não representa). Aliás, o que a TV mostra como sendo música, nem merece esse nome, é apenas sensação, momento de sucesso e entretenimento, nunca algo sério e artistico. Como é difirente da Alemanha quando mostra concertos ao vivo da Filarmônica de Berlim. Debate religioso então? Mas sim, há muita sátira e escárneo, principalmente, nas novelas, sempre com um estereótipo simplório.
As séries então? A TV fede lixo. Os filmes então, agora tem até o canal Space, que basicamente é voltando apenas para filme de violência e ação sem sentido ou de terror. E boa parte dos filmes dos demais canais, tem seguido essa linha. Peguei vários filmes essa semana, um que assisti achei muito bom, chama "Um Sonho Possível" (The Blind Side) no qual o filme não apela para sexo ou violência, mas sim uma história verdadeira de altruísmo de uma familia que acolhe um garoto de rua e lhe dá um lar, educação, uma vida e tudo com muito amor; e mais raro ainda, num lar que parece que tudo vai bem, em que a mulher não tem problemas com os filhos, nem com o marido, e há sempre um aroma de respeito, harmonia e felicidade no lar; algo praticamente extinto dos filmes, séries e novelas. Se bobiar, as pessoas nem sabem mais o que é isso. Mas dúvido, que um filme como esse vá parar na tela da TV, como da Globo, talvez, um dia, passe uma única vez; ao invés.
Até mesmo o Discovey channel, tem diminuido drásticamente o número de documentários entre outros. E mostrado mais programas sensacionalistas. Sim, eu gosto pacas do Bear, e do A Prova de Tudo, porém, deixou de ser mera curiosidade, se tornou um amuleto do canal, mostrando muitas e muitas vezes, e agora com um carater muito mais exploratório, aventuresco e sensacionalista do que antes que era mais voltado para "técnicas de sobrevivência". Além disso, tem o programa "Sem Cortes e Sem Suro" que são puro videos sensacionalistas. Os demais programas são recheados de "assombrações", "monstros", "criaturas bizarras", DESTRUIÇÕES (quantos!), coisas sobre Guerra Ao Tráfico, sobre Terrorismo.
Além disso, quando tem retrato sobre o Brasil é sempre o Rio de Janeiro, ou a Bahia, ou algo em torno, de mulher de biquini e bunda bem "arrebitada", ou Carnaval, ou samba/pagode(e essas coisas), e uma imagem de beleza, preservação e biodiversidade da Mata-Atlantica tocamente longe da realidade. Mas por que Rio de Janeiro? Que é "um minusculo pedaço do Brasil". Ora temos o Distrito Federal, onde reside o poder politico da nação. Ora, temos os Paulistas, a maioria, que em geral é marcada por pessoas que estão longe da praia (talvez em alguns feriados), onde muitos não gostam de carnaval, e são caracterizados por serem muito trabalhadores, sem mata, sem praia, e com pessoas vestidas e terno, ao invés de gente semi-nua na praia tomando cerveja. Ou então, se partir para o Interior rico do nosso pais, encontraremos uma cultura ainda mais forte, em que a maioria (SIM A MAIORIA) não é carnavalesca, mas ainda de forte tradição moral, muitos, até mesmo carrancudo. Temos o calor infernal da Amazonia e o povo mais preguiçoso do mundo, segundo meu amigo que reside lá, que só quer saber de comer e dormir na rede (e sem praia), ou então, aqueles que vivem nas duras regiões áridas e sem infra-estrutura alguma, que em maioria, são aqueles que produz boa parte da Alimentação da nossa nação. Ou então, temos o nosso Sul, como o extremo sul do Rio Grande Sul, lugar super gelado, frio, longe daquela imagem de calor nas praias do Rio de Janeiro, e lugares de ainda forte tradição de uma cultura européia, muito diferente, da imagem divulgada de um Rio de Janeiro. PÔh! É um pais que tem a OSESP, que está entre as 50 melhores Orquestras do Mundo. Que tem o Teatro Municipal de São Paulo, e o MASP, que tem alguma riqueza arquitetonica ao invés de apenas favelas e quiosques. Também temos a Cidade Universitária da USP (SIM! TEMOS A USP) e a Unicamp!!! Quantos filmes não vemos no EUA sobre suas queridas Universidades, já no Brasil, tanto filme, quanto novela, fogem das escolas, pois aliás, brasileiro gosta de estudar?
Poh! E Futebol!!! Mais futebol!!!! O Brasil tem um dos melhores times de Volei do mundo, teve grandes feras na Natação, Judo, até mesmo no Tennis, hipismo, Basquete; há até Rugby, até mesmo Futebol de Salão (futsal). Mas não, é só futebol, só futebol de campo, e um pouco, de futebol de areia (ou melhor, DE PRAIA).
Que é isso! Sinceramente, se continuar assim, pouco motivo terei para ter uma TV quando tiver minha casa, se tiver, apenas será para usos selecionados. E claro, como andam as coisas, vou ter que impedir meus filhos de ver TV. Pois só vão ficar com ti-ti-ca na cabeça.
Ainda há um pouco de alivio na TV Cultura, por algumas programações, como o Prelúdio (ou é Interlúdio), alguns debates, por ainda mostrar concertos da OSESP (porém, precisam aperfeiçoar a gravação, o som transmitido não fica legal, totalmente sem sal, talvez, devessem entrar em contato com a Berliner).
Sim estou revoltado. Se a midia queria liberdade de imprensa. Jogaram ela pela janela, trocando liberdade por libertinagem, só mostrando escória e lixo.
Este video foi enviado por minha amiga Simone, graduada em Pedagogia na USP, cursando Direito agora, e braço-direito do GEA e do CAJU. Simplesmente, um video fantástico para refletir, nos trazendo idéias básicas sobre propósito, caminho, direção, objetivo. E ainda uma grande lição, de autoreconhecimento da nossa vida e de quem somos. Bem, as aplicações vai a add infinitum.
Aproveite. Pois se eu postei aqui, num período ultra-mega-sem-tempo para postar qualquer coisa. É porque é realmente IMPERDÍVEL.
Hoje me deparei com uma no trabalho que poucos já experimentaram, alguns colegas ganharam num bolão que fizeram da Mega-Sena, acumulada em 119 milhões. Para sorte (não tanta) acertaram 5 números, com um prêmio de 28mil, que dividido entre eles deu em torno de 600 reais para cada. Porém, por 1 número, não fizeram a sena, o que tornaria cada um deles milionários.
Bem, um gaucho ("tche") ganhou o prêmio. E com isso fiquei pensando quanto aos planos futuros. De fato, tenho planos bem definidos para quando (se tudo der certo, como está indo) eu alcançar 200mil ,400mil, 600 mil, 1m milhão e 3 milhões. Mas este foi o meu teto, para o qual projetei planos, para caso nos 3 milhões, um dos principais projetos seria criar uma escola com um novo conceito pedagógico mais baseado na educação do caráter, do senso critico, através de relacionamentos, e em segundo plano a "liturgia escolar" (vamos assim dizer) que estamos acostumados a ver, que é basicamente aquilo que é pragmático.
Bem, então fiquei pensando se eu ganhasse 119 milhões. O que eu faria? Bem, obviamente não vou seguir o caminho daqueles que me disseram que parariam de trabalhar (virariam vagabundos, em outra palavra), que iriam 'curtir' a vida, ficar viajando pelo mundo, e provavelmente, bebendo, se drogando, comprando carros de luxo e catando as 'melhores' (hum!) mulheres que o dinheiro pode comprar. Já do lado das mulheres, comprariam vários shoppings center.
Bem, está ai o plano que fiz:
1. Fundaria uma Escola de Música de altissimo padrão, algo do nipe da Juilliard, de Nova Iorque, nos Estados Unidos, na minha cidade natal, Santo André, no ABC Paulista, aliás, uma cidade que simplesmente não tem nada. A região sofre muito com falta de escolas de música, as opções são praticamente a Fundação das Artes em São Caetano do Sul e a ULM em São Paulo, onde a oferta de vagas é muito abaixo da demanda, e conheço várias pessoas que não fazem música devido a esta falta de oportunidade. Para tal, não tenho bem uma noção de preço, pois teria que ser feito um orçamento para a construção do imóvel, infra-estrutura, equipamentos, professores, funcionários etc. Mas eu estimo que para tal gastaria, por alto, uns 30 milhões, o que incluiria uma sala de concertos para um bom público, quem sabe competir com o Teatro de São Paulo.
Saldo: 89 milhões
2. Pensando nos alunos, e para se ter uma ótima qualidade, investiria em bons professores e pagaria bem a eles. E para não demasiar muito custo dos alunos, visto, para poder atrair alunos sem muitas condições financeiras. Criaria um Fundo de Investimento, voltado apenas para ajudar os alunos, e com os rendimentos, pagar parte dos custos, de modo, a minimizar a mensalidade dos alunos, ou até mesmo oferencendo bolsas. E para isso, depositaria no fundo uns 35 milhões. O que, a um rendimento de 0,7% ao mês, renderia, mensalmente uns 250mil. Claro, poderia negociar melhor com a corretora, de modo que talvez, quem sabe, poderia retribuir com 1% ao mês, visto que ter 35 milhões para eles seria bem vantajoso. Ou ainda outras formas de investimento, isso pensando numa renda fixa, mas em parte voltado numa renda variavel, e com capital aberto, poderia conseguir muito mais. Aliás, quem sabe, até conseguir manter (ou ajudar talvez com outras parcerias privadas e publicas) uma orquestra, talvez uma orquestra formada por funcionários e alunos, ou puramente profissional.
Saldo: 54 milhões
3. Criar 2 escolas. Uma escola, seria em parceria com essa escola de música, na cidade; porém, voltado para a classe média e alta, e com algumas bolsas e oportunidades para classes baixas que mostrarem muito interesse, determinação e empenho; de altissimo nível. Alias, provavelmente, faria algumas viagens ao exterior para conhecer escolas de música e elementares boas, para ter melhores conceitos do que fazer. E uma segunda escola no interior, no campo, uma escola mais estilo vida bucólica e regrada, um tipo de internato, cheio de artes manuais no campo, onde as salas de aulas, poderiam ser debaixo de uma arvore, longe da loucura da cidade, e também de altissimo nível. E como a verba é grande, neste caso, voltaria para pessoas de baixa renda, orfãos, moradores de rua. E se alguem da classe média ou alta quiser a todo custo entrar, seria cobrado o olho da cara deles, e viveriam lá sem regalias e privilégios, como os demais. (uma educação "anti-mimar"). Buscaria um padrão de excelencia, qual espero que seria referência para as demais instituições e órgãos de ensino, até mesmo do exterior. E um fundo de investimento também, para, principalmente, bancar a Escola do Campo, e onde os pais dos alunos poderiam tambem investir, de modo, a poder resgatar na formatura, ou fazer parcerias com Universidades, de modo, que o fundo pague a graduação deles, sei lá, há várias opções. Com isso, gastaria de 30 a 40 milhões.
Saldo: 14 milhões
4. Bem, como já dizia Sêneca, "Não dou uma única moeda se quer, para aquele que não merece, ou que depois irá precisar de outra moeda." (nas minhas palavras). Ajudaria algumas poucas pessoas que conheço, que a humanidade deles tem muito a oferecer, mas a falta de condições financeiras impedem e os limitam a manifestar todo esse beneficio que têm a oferecer a humanidade. E muito talvez, ajudaria alguns parentes e amigos; porém, não quero bancá-los. Mas procuraria oferecer o de melhor para os meus pais, sem deixar gastar com coisas fúteis. Com isso, acho que gastaria uns 100 - 200 mil.
Saldo: 13,8 milhões
5. Como sou cristão. 10% iria a Igreja. O que seriam 11,9 milhões. Porém, como já diz o ditado "Muito poder implica em muita responsabilidade." Não creio que doaria esse dinheiro para lideres religiosos controlá-lo e usá-lo como acharem melhor. Faria uma boa pesquisa em vários aspectos, aliás, talvez não seria exclusivamente destinado a denominação que sou membro, para escolher a dedo os pontos no qual doaria tal dinheiro. E ainda pagaria 100 mil para alguem de confiança ficar apenas acompanhando, auditando e pegando no pé para que esses recursos sejam devidamente destinados, ao invés de desviados.
Saldo: 1,8 milhão
6. Ainda sobraram 1,8 milhões. Quem diria. bem, trocaria de casa, talvez comprasse uma outra casa para os meus pais. Pois a que moro é um tanto limitada que não me permite maximizar muitas das coisas que faço, como simplesmente descansar e estudar, e além de ser longe de tudo, logo buscaria um lugar que pudesse maximizar o aproveitamento e tempo para as demais coisas que eu faria. Com isso, pretendo gastar entre 300 e 500 mil.
Saldo: 1,3 milhão
7. Bem, com o restante, eu aplicaria em renda fixa e poupança.Esperando, um rendimento, de pelo menos uns 0,55% ao mês. O que daria algo em torno de 7mil reais, e com esse valor, vamos assim dizer, seria o meu salário, ganha pão. Claro, como não sou gastão, entre outros, não gastaria tudo isso, assim, provavelmente esse patrimonio cresceria com o tempo. E com este saldo mensal, buscaria manter a familia, e investir-me na música, aliás, tenho um sonho pessoal de tocar numa orquestra, e de ser maestro e professor; além do trabalhão que terei em administrar as escolas, os fundos, etc. E talvez, buscaria dar palestras, aulas em faculdade (porém, voltaria para a área de educação, teologia e filosofia), além de ser professor numa das escolas.
Saldo: 0
....
Bem, por fim. Mesmo fazendo muitas coisas, e torrando o dinheiro (aparentemente). Grande parte dos recursos estariam em patrimônio físico; além de outra grande parte em fundos de investimentos, poupança... quais também beneficiariam outras instituições, como as financeiras, empresas, e o Governo, e no Brasil, pois assim teriam mais recursos para investir em outras coisas. Teria um salário, que considero até bem-suficiente para viver bem, e dar com tudo isso, e sem tambem subir a cabeça. Pois como dizia Salomão "Senhor, uma coisa te peço: não me dê nem mais do que preciso para não esquecer de Ti, nem menos para não blasfemar, mas apenas o necessário." E acho que irá ficar nesse nivel; alias, sinceramente, eu acho que 7mil é ainda muito. Ou seja, provavelmente, parte disso ainda usaria para ajudar outros. E ainte teria uma graninha na poupança o que acho que seria uma boa prevenção, quanto aos golpes da Fortuna.
Bem, e o que você faria caso ganhasse 119 milhões?
Bem, faz um bom tempo que não posto, pois estou muito sem tempo, mesmo tendo tentando aumentar isso, maximizar o tempo útil para algumas coisas, boa parte deste tempo estou empregando ao livro...
Mas bem, venho apenas declarar duas coisas que me chamaram atenção ultimamente:
1. Ensurdecimento da População
Não sei quanto ao você, mas eu já estou bastante incomodado de como as pessoas estão ficando surdas, o que, consequentemente faz com que tais passem a falar e ouvir coisas tudo num volume mais alto.
Algumas pessoas estão falando gritando, e se você fala baixo, num nivel normal, sem forçar a garganta, elas simplesmente não escutam. Outra coisa, nos metros e onibus tem aumentado bastante o número de pessoas que botam o fone de ouvido, e em uma altura, que simplesmente, se a audição dela estivesse intacta ela não conseguiria suportar de dor de cabeça, tão alto, e tão surdos, que perdem a noção do que é algo baixo ou alto. Além disso, os grupos de música em geral, se percebe que hoje parece que ninguem vive sem recursos eletronicos e uma "boa caixa de som", para simplesmente, poder jogar os decibéis lá para estratosfera. Sem contar as igrejas, tudo sempre com volumes altos.
Os médicos dizem que os dois principais fatores disso está acontecendo em São Paulo é devido a "poluição sonora" e aos jovens estarem usando muito fone de ouvido e frequentando shows, baladas e coisas do tipo que o volume está sempre acima do saudável. E assim sendo, a perca auditivel é quase que inevitável.
A questão que pergunto é: Onde vamos parar? Bem, começo a achar que é uma boa idéia abrir uma empresa de aparelhos auditivos.
2. Dos Vicios Absurdos
Hoje vi no site da Folha uma proposta desenvolvida para melhorar o transporte em São Paulo, e com isso, reduzir em 25% o número de veículos na rua (fonte). Bem, acontece que isso simplesmente não vai acontecer. Pois vamos assim dizer, que o estado de São Paulo, e assim, da economia do Brasil, é tão delicada que ela depende de seus vicios. Um deles é o alto consumo de automóveis, gasolina e etc. Por mais absurdo que seja, esse caos acaba sustentando a economia. Um processo de reforma nisso, pode ser longo, e no curto prazo ser caótico economicamente. Pois o que se busca, é mais "melhorar o trafego", aumentando a capacidade de circulação de carros das ruas...
Entre vários outros... como os serviços de infra-estrutura que se concentram mais em atender centraulizações empresariais (e onde as pessoas trabalham), que são pequenas areas. Expandir isso, também não é bem visto.
Mas até onde esse caos e efeito bola de neve vai em São Paulo? Eu não sei, e sinceramente, não espero estar aqui para ver. A cidade campeã em stress e depressão do mundo! Aliás, um país bem a cara. De certo modo, são as empresas privadas e os estrangeiros que salvam alguma coisa por aqui. Pois olha como ao nível que se chegou a candidatura a politica no Brasil este ano? É pura palhaçada. Cada dia mais dificil de dizer "orgulho de ser brasileiro".
Desde que temos uma TV em alta definição, fiquei de certo modo hororizado, inclusive meus familiares com as pessoas na telinha. Até então, que pareciam ter uma pele perfeita, agora, com a alta definição se vê claramente que não. A maquiagem fica em evidência e destaque, de tal modo, que é como se as pessoas estivessem sujas e borradas e com uma camada enorme de maquiagem (inclusive os homens). Porém, não é só isso. A alta definição também nos mostra precisamente as rugas, os pés de galinha, os poros, espinhas, deformações, pintas, buracos, rachaduras, cravos na pele das pessoas. E realmente vemos, que toda aquela imagem é falsa. Algumas pessoas, como a Ana Hickman chegam a ser nojentas, e nos faz questionar se de fato são belas. Aliás, já dizia minha prima que certa vez se hospedou no mesmo hotel da Sheila Carvalho (a que rebolava) e a viu ao vivo, sem maquiagem alguma, e disse que ela é simplesmente "horrível".
Sinceramente, eu não gosto de pessoas maquiadas [Quer dizer, das pessoas gosto, mas preciso muitas vezes de um esforço além do natural para olhar a humanidade da pessoa e não o exterior, quando se coloca tantas "luminárias" no que os olhos vêem, assim é tenho que lutar contra o meu natural de começar a reparar e julgar a pessoa pela aparência, se é bonita ou não, se é atraente ou não. E não ser tomado pelo nojo (é uma sensação semelhante a unhar o quadro negro, ver uma pessoa maquiada) - coisas do Evandro; acho que deve ser algum trauma de infancia relacionado a disciplina de Artes, pois eu odiava e tinha nojo de mexer e sujar com tinta, cola, purpurina e coisas do tipo.]. É de algum modo nojento, como se houvesse uma sujeira grudenta. Ao mesmo tempo, me frustra não poder ver a imagem real, a pessoa verdadeira como é, e assim, poder aceitar e relacionar com ela de fato, e não com uma imagem que não passa de um estióripo artificial. Ao mesmo tempo, que meu senso critica fica me atormentando: "O que queres esconder?", "Do que tem medo?", "Por que não se contenta consigo mesmo?"
Bem, a industria do cosmético é uma das mais fortes no Brasil, e investe pesado e brutalmente em propaganda; de modo que o povo brasileiro tem um indice de vaidade absurda em algumas cidades, como a minha Santo André, a qual certa vez foi considerada a cidade mais vaidosa do Brasil. Nas bancas de jornais é comum ver, principalmente mulheres, olhando para as revistas de moda, ou de 'pseudo-beleza', com aquele olhar de inveja, insatisfação e desejo de vaidade e se tornar bela tão quão. Porém, imagens publicitárias estão longe da realidade de como de fato é a pessoa depois de um banho, nos filmes e novelas também. (ou seja, as referências são todas artificiais!).
Neste ambito, as TVs em alta definição acabaram sendo vilãs para a industria de cosméticos, e sua publicidade. Mostrando claramente a mascara, e uma imagem simplesmente nojenta das pessoas. Contudo, nem todos, em geral, os programas estrangeiros não se percebe isso; talvez exista uma linha especial de maquiagem para gravação em HD, porem, por enquanto, ainda não se vê nos canais brasileiros.
Isto apenas me fez apreciar ainda mais as pessoas naturalmente, como de fato são. E de algum modo, me senti justiçado, como se tivessem desmascarado que eu estava sendo enganado este tempo todo (ops! quer dizer, a vida toda).
Em 24 horas pude vivenciar um contraste astronomico. No feriado de 3/junho participei de uma trilha na Serra do Mar e no dia seguinte fiz compras no Shopping. – Que contraste!
Na praça de alimentação do Shopping comecei a reparar o ambiente, com centenas, talvez milhares de pessoas, correndo, e fazendo muito barulho. Se abrisse os ouvidos para prestar atenção nos sons ambientes, ficaria estressado, com dor de cabeça e severamente incomodado. Já na Serra do Mar, não estava cercado por milhares de pessoas, mas uma quantidade ainda maior de árvores e plantas que de algum modo tornava a contemplação do ambiente aconchegante. O que dizer então do som? Uma mistura de uma serena quietude, ao som de fundo, calmo de um rio e uma cachoeira, e que em alguns momentos era enriquecido pelo cantar dos pássaros. Ali na Serra do Mar, poderia tranquilamente amarrar uma rede entre duas arvores e passar horas contemplando aquilo, já no Shopping, não diria o mesmo.
Ainda na praça pude reparar na expressão de muitas pessoas enquanto comiam. E em geral, não se via nenhuma expressão de satisfação com aquilo que comia, apesar de ter visto isso em duas crianças ao morder o MacLancheFeliz. Eram comum ver pessoas usando condimentos além do que já havia, tomando alguma bebida junto; um casal, não socegou enquanto não compraram um shop. Ao mesmo tempo, que muitas pessoas pareciam estar em dúvida se realmente deveriam ter comido aquilo. E mesmo após a refeição, se via as pessoas sentadas de algum modo apreensivas, talvez com indigestão; mas não se via o animo e a gratidão por tal refeição. Na verdade, era uma paisagem de horrores de guerra a praça de alimentação.
Já na trilha que diferença. Além de poder beber da cristalina água direto do manancial, que revigora o corpo no primeiro gole, e que realmente da gosto de beber. Após 3 horas de caminhada paramos de vista para uma bela cachoeira para uma refeição. E não só o ambiente, mas a atividade física em si, proporcionou um enorme prazer e satisfação ao comer simples alimentos, alguns amassados, levados de casa; e nem foi preciso comer tanto para se sentir plenamente satisfeito. E o mesmo podia ver nos olhos daqueles que me acompanhavam.
No Shopping, praticamente todos estavam “bem vestidos”, isto é, com roupas aparentemente novas e pouco desbotadas. Mas que ao mesmo tempo, intocáveis, de modo algum se interagiam com o ambiente e as coisas, de modo que pudesse sujar a roupa, ou desfazer o penteado, ou mesmo suar a camisa. Assim, pareciam um monte de robôs perambulando pelas vitrines e lojas, tão próximos, mas ao mesmo tempo, tão individualizados que pareciam intocáveis e de algum modo solitários. Na trilha, a história era outra, todos com roupas simples, velhas, mas confortáveis. Não se importavam de interagir com o ambiente. Alias, muitos ficamos sujos de lama. Ora se sentava na lama e em pedras, ora interagia com galhos, plantas e flores, na maioria das vezes, molhadas. Vazia-se todos os movimentos possíveis até mesmo se arrastando. Todos suavam, todos fediam, mas de algum modo, isso não importava, não incomodava ninguém. Havia toque, não éramos isolados, mas um só com a natureza e o próximo. O que dizer então das vestes das plantas, arvores, rochas e dos pássaros?
No Shopping um sentimento de ambição, vaidade e poder sempre pareava no ar. Esse era o cheiro do consumo, e das pessoas pegando e avaliando roupas e coisas, tentando responder a pergunta: “Se eu comprar isso, me fará melhor, mais feliz?” Se a resposta era “não”, então descartavam, e iam para o próximo objeto; até que houvesse algum “sim”, e então, no caixa, mostravam seu poder de adquirir-se ‘felicidade’, com seus cartões de crédito. [O que dizer dos infelizes, que diziam “Sim”, mas o bolso, “Não”?] Eu mesmo passei por isso. É uma mistura de infelicidade e esperança ao escolher e experimentar peças de roupa. Por mais que tentasse seguir o ideal de Sêneca de se vestir de modo a ser uma benção para os outros, demonstrando a simplicidade, o contentamento, a falta de ambição e vaidade, mas ao mesmo tempo, mostrando a elegância digna de todos os homens e da sabedoria; ora eu me via em algum pensamento vaidoso, se aquilo me caiu bem; ora quase como se precisasse comprar aquilo para de algum modo sentir melhor. Até gastei mais do que pretendia, porque não bastava uma camisa, uma calça, era necessário uma para o trabalho, uma para igreja, uma para o casual. - Quanta vaidade!
Talvez seja o mais infeliz dos consumidores, ou o único que se sente mal ao se consumir coisas desnecessariamente [que muitos diriam necessário]. Mas enquanto saia de uma loja, um pensamento passou em minha mente: “Por que para cada peça de roupa que eu compre, eu não compre 2 para um pobre necessitado? Aliás, está tão frio.” Mas logo isso foi rejeitado quando pensei em meu orçamento. Porém, e se um garoto me abortasse e dissesse: “Tio quanta roupa você comprou. Me dá uma?” – Oh! Egoísmo, onde eu te fuzilo?!
Já na trilha não havia tais pensamentos. As roupas eram realmente roupas. Apenas reparávamos se tais roupas eram confortáveis, nos mantinham bem aquecidos e nos protegiam dos arranhões. Me sentia um afortunado, pela minha calça de mais de 5 anos secar rapidamente após molhar. E quantas peças de roupas? O mínimo possível, apenas o suficiente, caso contrário, até mesmo se tornaria um fardo na mochila e em nossos ombros.
Ali dentro do mato, como é simples. É tão pouco o que precisamos. Ë sempre suave, é paz, é satisfeito, é tranqüilo. Até o ar parece nos inspirar vida e energia. Já na cidade, tudo gira em uma utopia, nunca é o suficiente, nunca é satisfatório; e muito se faz para consumir, e viver, num lugar onde o ar, realmente, apenas nos inspira um pouco de morte.
Lá nossas pernas nos locomoveram por mais de 20 km. Aqui, que sirvam apenas para desembarcar do transporte e caminhar pelo Shopping, tão plano e liso, que as pernas nem parecem necessárias.
Acho que nos Shoppings, vemos a essência de uma vida urbana capitalista. Acho que vejo muitas das essências de um ser humano pós-moderno.
Que deprimente.
Por outro lado, como isso alimenta na alma a esperança de uma vida retirada. A qual, se não ocorrer aqui, neste mundo; virá no por vir, na casa que Jesus preparou.
Não sei o que há na Lei quanto a isso, mas algo que já penso a um bom tempo é a sonegação de impostos que deve haver nas empresas de transportes, assim como um certo vácuo no direito do consumidor de comprovar seus gastos com transporte.
Hoje basicamente há dois modos de se pagar o transporte público: Usando cartões pré-pagos ou com dinheiro. Quando é se recarrega um cartão, tudo bem, recebemos uma nota comprovando tal pagamento. Contudo, e quando é com dinheiro direto no cobrador do onibús? E vamos ser razoáveis, a quantia longe chega de ser pequena. Ao meu ver deveria haver, enquanto não se migra para um sistema melhor por chips e cartões, uma alternativa, como máquinas simples que emitissem notas na hora, bastava o cobrador apertar o botão e o papel fosse impresso.
Por muitas vezes me perguntei: “Por que Deus criou primeiro o homem para depois criar a mulher?”, “Por que não o contrário?” E nunca cheguei numa resposta plenamente satisfatória; creio que há mistérios em torno disso que só na eternidade serão compreendidas. Talvez, livrou a mulher dessa angústia, pois foram feitas para sempre estar em companhia. Porém, sempre pensei um pouco no tempo que Adão teve sem a parceira; um homem, sozinho no mundo. Os animais em seu redor tinham suas companheiras, e certamente um nível de relação e afeto indescritível, antes de haver o comportamento selvagem decorrido do pecado. E nesse tempo, Adão deve ter profundamente ter compreendido talvez a necessidade de uma parceira e realmente valorizar ela.
Então, Ellen G. White, deixou-nos essas maravilhosas palavras: “Eva foi feita de uma costela tirada do lado de Adão, significando que ela não o deveria dominar, como a cabeça, nem ser pisada sob seus pés como se fosse inferior, mas estar a seu lado como sua igual, e ser amada e protegida por ele. Como parte do homem, osso de seus ossos, e carne de sua carne, era ela o seu segundo eu, mostrando isto a íntima união e apego afetivo que deveria existir nesta relação” (O Lar Adventista, p. 25).
O homem assim como a mulher foram criados com um propósito de relacionamento intimo e afetuoso, amoroso, para com toda a criação e Seu Criador. Deus não criou Eva para completar Adão, mas sim, ela era parte de Adão, não um pedaço, mas o todo. É a mulher que forma o homem. O homem sem a mulher não passa de um aleijado, um homem sem costela.
É interessante notar que estatisticamente a população feminina é superior a masculina; nascem muito mais mulheres do que homens. Gosto de pensar nisso comparando a natureza. Penso em árvores, em jardins e campos. Os homens talvez poderiam ser comparado as arvores, aqueles troncos sólidos firmes, que firmam o solo, dá abrigo, conforto. Já as mulheres por sua vez são as folhas e flores desta, as quais embelezam em suas formas e cores, que dão vigor e brilho, são elas que absorvem a luz do sol transformando em energia para a árvore e nutrem todo o demais. Logo, do que seriam os homens sem as mulheres? Certamente uma arvore seca sem folhas, só aos galhos cheio de pontas, num solo seco que mais parece implorar para o lenhador: “Corte e queime.” De fato, assim como existem mais folhas e flores do que arvores, existem mais mulheres do que homens.
Deus foi um pintor extraordinário ao criar a mulher. Com formas e gestos tão graciosos e delicados, um jeito de ver, de encarar, de sentir, de expressar, que suaviza e encanta. Qual dos homens, do mais pobre ao mais rico, do mais feio ao mais formoso, do mais estúpido ao mais gentil ora não desejou em seu coração fazer tudo, trocar tudo, por uma mulher? Quem já não se rendeu a uma mulher, nem que seja a própria mãe?
Infelizmente o mundo de pecado,a sociedade, deturpou toda essa belíssima obra da Criação. Como o ato sexual, um sistema simplesmente maravilhoso extraordinário, no qual Deus formou órgãos, hormônios e toda uma série de coisas para promover o máximo de prazer, enquanto literalmente o casal é uma só carne, promovendo uma situação e um momento talvez divino; com o qual Deus dá uma idéia do Seu prazer em criar o homem, a vida; pois é através disso que se concebe mais uma vida. Infelizmente, muitas pessoas jogaram tudo isso por terra, enganadas apenas por um prazer egoísta. Homens que violentam mulheres; atos que muito mais se aproximam da mais estúpida violência do que a um gesto de carinha e afeto. De modo, que muitos apenas olham para as mulheres como objetos: “tenho um carro, um vídeo-game, uma mulher.” Até mesmo, tratando mulheres como objetos descartáveis e sem valor, que ora um dia dizem as mais maravilhosas frases, ora abandonando-as e indo para outra. – Qual mulher é descartável!? Fico imaginando como deve ser duro para Deus ver alguém descartando por quem Ele deu a vida, como se fosse um lixo, ou menos prestável.
Casamentos se dissolvem como castelos de areia; homens e mulheres que ficam sozinhos pelo resto de suas vidas; talvez acompanhados, mas vazios; ora sem a costela que protege seu coração, ora sem seu coração. A pornografia e deturpação que a sociedade promoveu em torno do relacionamento entre os homens e mulheres, muitas vezes, até nos fazem ter um certo receio de falar sobre essa questão que na verdade se trata de um presente de Deus, de uma obra maravilhosa de Suas mãos. Sim, de fato, a mulher foi feita da costela de Adão. E isso é algo maravilhoso! É para ser motivo de eterna alegria e gozo. E não de lágrimas, tristeza e abandono.
Muitas vezes sou tomado por um certo inconformismo quando me deparo com mulheres na faixa dos 20 – 30 anos num desespero tremendo por encontrar um homem; muitas vezes apelando para aquilo que lhes próprio destrói, o que muitas vezes me fez desprezá-las. Mas passei a compreender isso melhor diante do fato de que ela foi feita da costela de Adão. Logo, o que é dela sem Adão? Além disso, o que é uma mulher sem Adão e sem Deus para consolá-la? E então passo a compreender melhor a dura realidade que muitas delas lidam. Pois, além disso, o que tem ocorrido com nós homens? Nós que deveríamos ser os guardiões delas, muitas vezes temos sido seus inimigos e agressores; os que deveriam ser seus companheiros, muitas vezes têm trocado-as pela companhia da bola, do carro, da TV, da comida, da bebida, dos amigos. Além disso, quantos homens tem permitido crescer um tumor no lugar da costela, trocando a mulher por um outro homem? E por fim, há menos homens; o que deve levar muitas a pensar: "Corra ou vai ficar sem." E há quem aceite a última maçã podre, para não ficar só.
De fato as mulheres sofrem nesse mundo de grandes desafios para elas. Os próprios homens que não mais lhe garantem estabilidade, conforto e um lar, fazem por necessário as mulheres lutarem por tudo. Tendo que por muitas vezes trabalhar como homens, mesmo em serviços braçais pesados e estressantes, e ainda assim, arrumar a casa e cuidar dos filhos; pois poucas não são as divorciadas, viúvas, ou simplesmente abandonadas.
Porém, em consolo a elas, convoco-lhes a alegria.
Como na poesia de Schiller, eternizada pela 9ª de Beethoven: Alegria, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Tua magia volta a unir
O que o costume rigorosamente dividiu.
Todos os homens se irmanam
Ali onde teu doce vôo se detém.
Quem já conseguiu o maior tesouro
De ser o amigo de um amigo,
Quem já conquistou uma mulher amável
Rejubile-se conosco!
Sim, mesmo se alguém conquistar apenas uma alma,
Uma única em todo o mundo.
Mas aquele que falhou nisso
Que fique chorando sozinho!
É nessa expectativa de alegria e gozo que veio homenagear nesse dia as mulheres de minha vida. Talvez, não tenha minha costela ainda, mas antes de qualquer melancolia, digo que sou compensado pela amizade e companhia de vós que preencheis colorindo minha vida. São como as flautas e violinos numa orquestra que dão a alma a uma música, ora com seus doces sons, ora com o timbre capaz de rasgar o coração e sempre unindo todos os timbres e sons a uma só essência. Aliás, o que dizer de nossas mães as quais tem um dia exclusivamente dedicado?
Espero um dia poder, se não na vida, então na eternidade, poder recontribuir simplesmente pela parte da minha vida que vocês são. Há um pensamento de Sêneca que diz que, de fato, pouco é a vida que vivemos para nós, mas muito para os outros, especialmente para nossos amigos e companheiros, ou mesmo trabalhando para alguém. E diante disso, agradeço a Deus por ter me abençoado com uma vida florida nesse sentido, de muitos extraordinários amigos e amigas, pelos quais não colocaria apenas a mão no fogo, mas os pés e todo o resto.
Às minhas avós, minha mãe, minhas tias, primas, sobrinhas, amigas, colegas e a todas as quais esta mensagem chegar, dedico este poema como um pequeno presente e que, espero eu, possa-lhe alegrar pelo menos nesse dia dedicado a todas as mulheres.
Ah Mulher! Como és bondosa, educadora
Que mesmo na azáfama do dia-a-dia
Educas a prole com paciência e sabedoria
Que brotam de tu’Alma protetora.
Protetora e geradora pelo desejo de Deus
Abençoando-lhe com o dom Sagrado da gestação
E um Amor de Maria pelos filhos teus,
Infinito, eternamente gravado no coração.
És a fonte suprema da Vida,
Uma terna poesia dos cantares de Salomão,
Inspiração dos poetas e de toda uma nação.
Ser de Luz Divinamente Concebida!
És a flor singela desabrochada no jardim,
Exalando ternura e um doce frescor
De perfume no ar com cheiro de jasmim.
Tu és o verdadeiro Manto sublime do Amor.
Enfim, és Mulher, Mãe, dedicada
Esposa, amante, amiga, companheira,
Nasceu pra amar e ser amada, guerreira,
Mas sem perder sua essência delicada.