15 julho 2014

IDH - Indice de DOMINIO Humano - Reflexão Sobre os Melhores Países

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Farei breves considerações sobre algumas coisas que todos nós - eu mesmo na maioria das vezes - considera a coisa mais NATURAL e CERTA da vida, como se fosse a GRANDE VERDADE, mas que na verdade é uma imposição, uma arma, o chamado IDH - Índice de Desenvolvimento Humano, entre diversos outros tantos índices analíticos, com quais, o chamado MUNDO DESENVOLVIDO, PAÍSES DE PRIMEIRO MUNDO, buscam analisar e avaliar as demais nações com seus critérios, suas óticas, seus domínios.

Temos que ter a inteligencia de perceber que a formulação desses "pontos que são analisados" se originam a partir de uma experiencia pessoal dessas pessoas, ou seja, de suas culturas, de suas educação, os valores de seus pais, país, entre tantos outros. E a partir de tais, a partir daquilo que consideram mais importante ou mais gratificando, buscam analisar a vida deles, o contexto do próprio país e das demais nações.

Quando por exemplo avaliam a Educação. Endeusam que a Educação, em seu estilo mais Ocidental, pós-platônico, enraizada em ideais Iluministas, que super foca o estudo da Matemática (sendo esta minha área de formação), da Física, das suas línguas, do Inglês, conhecimentos gerais de  História e Geografia (aliás, quais conhecimentos, quais histórias, de quais países?), conhecimento super superficial sobre filosofia, metafísica, sociologia e religião, como sendo o foco do que se é Educação. Ao mesmo tempo, relacionamento com números de diplomas, ingressos em cursos superiores (até certo ponto, diria que é um bitolamento ainda maior nesses "pontinhos") como sendo medidores e índices de Educação, que realmente ditam que a Educação Finlândia e do Japão serem as melhores do mundo. Bem, perceba que todos esses indices, como são formados, são feitos de serem melhor correlacionados com a realidades desses países de Primeiro Mundo. Por que não correlacioná-los com outros parâmetros e medidas que favorecem por exemplo, ao contexto de um país como a Índia, o Brasil, a Somália? Por exemplo, um deles é o chamado Custo Aluno, e ao ver eles, se coloca na forma que os países que gastam mais com o aluno, possuem a melhor Educação. Por que não fazer um outro tipo de verificação em ver o Retorno e os Níveis obtidos em função do Custo Aluno? Se fosse assim - carece de investigação - mas acredito que os países que lidaram, historicamente, com orçamentos menores, possuem um melhor desempenho neste sentido.

Mas há diversos outros aspectos que devemos considerá-los quando nos deparamos com esses índices. E um deles é pensar: Por que o Brasil se submete à esses índices? Simplesmente, pelo interesse de conseguir ter uma "boa aparência" para esses países mais 'ricos' - ou seja, puxar o saco - para conseguir assim atrair investidores, conseguir financiamentos, tecnologias, empréstimos etc. E quando pensar nisso, usar alguns exemplos bárbaros e terríveis, é sempre bom, para nos ver, que tipo de situação isso nos coloca. Olhe por exemplo a Industria Automobilista. Até onde sei, 100% da frota nacional são de montadoras/empresas ESTRANGEIRAS, talvez a Volkswagen sendo a maior, ou seja, uma Empresa Alemã, com qual tudo o que se produz aqui, uma parte considerável vão para alemães. E eles mesmo, não estão nem um pouco a investir no Brasil para que este cenário mude; na verdade, acordos foram e são feitos, para que o Brasil não invista em infra-estrutura de modo a ficar menos dependente dessas montadoras. Lá na Europa, essas montadoras, produzem carros muito melhores do que aqui, aliás, lá, estão a produzir carros mais ecológicos, elétricos, entre outros. E aqui? Só agora os freios ABS chegando em larga escala no mercado. Mas note, que na outra ponta, essa dependência estrangeira, atrofiou a própria Indústria Nacional.

Talvez o mundo seria mais sincero se criasse os índices de dependência estrangeira e o quão um país manda no mundo. No mundo financeiro a História é muito parecida. Diversas empresas, como a famosa S&P, fazem diversas avaliações para taxar o quão um país é confiável para se investir ou não. E, quando avaliamos melhor o que isso quer dizer, é mais ou menos no sentido: "O quão eles estão dispostos a se curvarem diante de nossas exigências bancárias capitalistas, mesmo diante de uma Crise, quando eles deveriam cuidar melhor da própria casa." E, mesmo nesse sentido, temos muitas coisas, no minimo questionáveis. Por exemplo, os Estados Unidos, que, geralmente, está entre os melhores cotados, é o país mais endividado do Planeta - o que soa uma certa contradição. Mas por fim, nos faz ver, que lá no fundo, tudo não passa de uma grande lição de sofisma... ou seja, uma publicidade de convencer as pessoas a confiar no que o índice está dizendo.

Podemos criar vários Índices que classificariam o Brasil como um dos melhores, senão o melhor país do mundo para se viver e investir. Temos uma grandiosa área territorial (veja que normalmente os europeus - nações pequenas - nem mesmo consideram essa variável em suas avaliações). Temos praticamente, as maiores reservas e áreas naturais, ecossistemas intactos, florestas, biodiversidade, redes fluviais do mundo! Comparado ao Brasil, neste ponto, praticamente quase toda Europa e Estados Unidos estariam numa situação bem critica, pelo fato de que quase devastaram com suas áreas territoriais - e só nos últimos anos, estes vieram tentando melhorar isso em seus territórios. Podemos falar sobre as riquezas nacionais da biodiversidade de especies de plantas e animais, quais, creio eu, elevaria o Brasil e alguns países africanos, como sendo os melhores e mais exemplares países do mundo em questão de conservação, preservação desses, e, no fato, de realmente ainda ter tais. Também podíamos falar sobre o Índice de Força de Trabalho, trabalhos que exigem força, humildade, coragem, entre tantos outros, coisas que normalmente, a muitos europeus e norte-americanos não se dispõe a fazer; e, inclusive, exportamos mão-de-obra para esses países. Neste momento mesmo, conheço pessoas que estão no Canadá, para trabalhar como pintores e em construção civil. Conheço quem já foi para os Estados Unidos para limpar banheiro de Hotel. Sem contar, temos uma incrível qualidade dentistas que a Europa simplesmente carece. Diria até mais, que o Brasil seria uma grande potência na Arte do Improviso que conquistamos com a necessidade de se fazer improvisos e gambiarras com a falta de recursos ou diante de um sistema altamente caótico. E, neste sentido, há verdadeiros artísticas no Brasil. - Somos MacGayvers!

Podíamos ir ainda mais longe e falar da nossa riquíssima cultura. Mesmo os Europeus que vieram ao Brasil elogiaram muito. Disseram que no Brasil eles receberam um afeto, carinho e 'calor humano' que não se vê na Europa. As pessoas aqui abraçam, se cumprimentam, sorriem, mesmo diante de tantas dificuldades. Mais além do que isso, podíamos dizer que no Brasil é um país onde ainda sobrevive pessoas que realmente tem FÉ. Enquanto que em questão a Religião, os Estados Unidos e a Europa estão mergulhando num Caos; os Estados Unidos mesmo, basicamente deixou de ser uma nação protestante, diante do que observamos na última década. Aqui há pessoas verdadeiramente espirituosas, que se preocupam com os outros. O amor fraternal, familiar, simplicidades e singularidades que se encontram em alguns lugares e bairros pobres do Brasil é de surpreender, e fazer qualquer coração orgulho se calar.

O Brasil possuí grandes reservas indígenas. E o que os Norte-Americanos fizeram com seus nativos? Alias, e o que os Europeus fizeram com os nativos da América do Norte? E os Australianos? Como fica a questão histórica? Podíamos criar o índice dos países que enriqueceram a custa da exploração/rouba/imposição/embargo/destruição de outras nações. E nisso veríamos esses Países de Primeiro Mundo, como sendo os maiores ladrões da História do Planeta! Índices que mostra que eles nos dever! Os Portugueses e Espanhóis que, no mínimo, deveriam nos devolver boa parte do ouro que possuem. Sim, eles nos roubaram, exploraram! Carregamos uma herança Histórico, que eles nos causou e que vagarosamente estamos a nos libertar. E que, mesmo agora, sendo eles, ou eles se consideram os Países de Primeiro Mundo, não buscam devolver, ou tentar concertar, compensar, mas sim, ainda continuarm a se enriquecerem a partir das nossas dependências tecnológicas, matérias-primas entre outros, como nossa Soja, porque eles mesmos não são nações autosuficientes, nem, tampouco ricas em si.

Quanto ao Turismo. O Brasil possui cidades, paisagens, praias, montanhas - entre outros - simplesmente extraordinários. Incríveis! Eu diria, que não temos, neste ponto, o que dever para esses países de Primeiro Mundo. Este ano mesmo, fiquei deslumbrado com as extraordinárias paisagens que contemplamos apenas numa viagem de 700 Km pela BR-116, em direção a Santa Catarina, é simplesmente fantástico, e não é nem uma migalha do Brasil. Nos outros países, cada um tem sua beleza, talvez 'seus pontos', aliás, a Europa, talvez, em grande parte, tem sua arquitetura, entre outros, que devem mais aos seus antigos engenheiros, reis, imperadores e arquitetos, do que as modernas gerações. Há lugares, que apenas possuem prédios e comércio, e se dizem de Primeiro Mundo. E daí, entra um grande problema. Nós brasileiros, valorizamos muito pouco nosso país, nosso turismo interno! Enquanto os Europeus, entre outros, valorizam muito o pouco que eles tem. Acabamos indo na onda deles. Talvez, a nossa mídia seja grande culpada por ficar educando e exibindo os grandes males e faltas, ao invés de mostrar o contrário. Precisamos de noticiários que mostram menos ofensas, tiros e morte, e mais nascimentos, heroísmos, solidariedade, patriotismo, boas ações, lições de vida e de moral. Pois Crime não se combate com armas, mas plantando Respeito Próprio e ao Próximo na índole de cada cidadão.

Temos - dizem eles - uma das maiores corrupções do mundo. Talvez sim, e não me orgulho disso. Mas, até onde o dedo desses Países de Primeiro Mundo, sobretudo com suas empresas, não estão financiado essa corrupção? Talvez, tais nações, estejam nos patamares de Nações Corruptoras. E, em contrapartida, mesmo assim, temos um dos povos mais pacíficos e pacientes do mundo. Um dos que menos causou guerras, destruição e mortes, tanto em seus vizinhos quanto no resto do mundo. Nunca fomos culpados pelo genocídio de Hiroshima e Nagazaki, nem, das assombrosas Primeira e Segunda Guerras Mundiais, sem contar a Guerra Fria, Golfo e Vitnã. Não tivemos uma Guerra de 100 anos com nosso principal vizinho, mas ocupamos, certamente, entre as 10 melhores posições no rank de países mais camaradas. Já os Países de Melhor Desenvolvimento Humano Possuem; países, que destruíram a África, recortaram seus territórios, e trouxera uma era de miséria e conflitos étnicos para tais povos... possuem muitos inimigos.

Dizem que não sabemos protestar, que incendiamos ônibus. Realmente, não concordo com esses atos brutais de violência que apenas minimizam nosso caráter. Porém, por outro lado, nesses países de Primeiro Mundo, também vemos coisas piores ou tão quão semelhantes. Aliás, quando as coisas se apertam um pouquinho por lá, os noticiários já quase criam alerta de possíveis Guerras Civis e guerras. 

Podíamos começar a nos valorizar, criar nossos índices, nossas próprias medidas e avaliações, sermos um padrão para o mundo, valorizar a nossa terra, nossos recursos, nossas países, nossas cidades, casas, famílias, culturas, e - não posso deixar de mencionar - o nosso idioma. Temos capacidade tecnológica para competir, inovar. Temos recursos, território, gente, trabalhadores, entre tantos outros, dispostos a fazer uma revolução de desenvolvimento nesta imensidão.

A grande verdade é que muitos desses Países de Primeiro Mundo criaram grandes inimigos. E buscam por fazer o resto do mundo se prostrar diante deles, adorando sua cultura e valores. Tenho grandes respeito por eles. Sou louco por conhecer muito diversos lugares da Europa, quem sabe morar ainda por um tempo em alguns países. Admiro muito em diversos aspecto sua cultura, produção literária, artística. Basta dizer que de lá viera Bach, Beethoven e Tolkien! Mesmo suas cidades, organização, tecnologias, infraestrutura, educação... são muitas coisas que admiro. Mas coloco também, tento ponderar, o que há do outro lado da balança, sem deixar que me iludam, pois não ficarei cego para tais. Agradeço a eles. E muito, aliás, minha origem, ancestrais, estavam bem ali, na Itália e Portugal. 

Temos a possibilidade de mudar isso. Temos que deixar de ser meramente 'os analisados', 'os avaliados', 'os classificados'. Temos que ser os 'avaliadores'. Podem não saber, mas o Brasil está criando talvez o mais extraordinário e robusto Sistema de Avaliar e Gerenciar Risco Financeiro do mundo - vide a Bolsa de Valores. Podemos revolucionar nossas Universidades, entre tantos outros. Podemos criar nossas Instituições para avaliar essas outras nações, criar menor dependência. Por que não, girar o Mapa Mundi de cabeça para baixo? Opa, sim, somos nós, Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, África do Sul, Indonésia, Filipinas, que estamos no topo do mundo, que estamos em cima, no Norte. O que precisamos fazer? Precisamos nos conscientizar dos nossos valores e dar mais valor a tais. Falar mais dos nossos valores e virtudes. Olhar os lados bons do nosso Brasil. Vermos nossas belezas. E lutar por preservá-las e intensificá-las. E, do mesmo modo, olhar para os nossos problemas - que são muitos -, e inovar nas maneiras como lindamos e solucionamos tais. Podemos criar uma História com outras formas, outros desenhos, palavras e parágrafos. Um país que se ergue das próprias riquezas e valores, que cria um padrão de vida excepcional, uma linda industria e tecnologia que preserva seu rico e vasto ecossistema de maneira sustentável. Podemos criar a mais complexa e extraordinária infra-estrutura e rede de transporte em massa; o mais extraordinário sistema de saúde e qualidade de vida. Sem contar, a mais profunda Educação rica na formação de valores humanos e sociais, engenheiros que saibam construir pontes e prédios, mas que, acima de tudo, saibam construir amizades, família, e fé na humildade, no trabalho duro, na caramadagem, na paciência e, mesmo no 'jeitinho' brasileiro. Talvez, até mesmo, podemos revolucionar a Historia do Mundo, abandonando o 'Relógio Inglês' que busca cronometrar nossas vidas e jornadas, para um sistema mais fluente e envolvente, que se adapte mais para aqueles que não precisam temer rigorosos invernos.

Se fizermos isso. Melhoraremos. Criaremos um Novo Brasil. Resgataremos Nosso Respeito Próprio. E, com isso, o fim da corrupção. Pois aquele que corrompe um país é aquele que já se corrompeu por ter perdido o respeito a si mesmo. E, o mais interessante de tudo, é que de algum modo, podemos fazer o Nosso Jeitinho Brasileiro, de fazer essas mudanças e revoluções, sem nos prender aos pensadores europeus (Marx por exemplo), através de uma luta de classes e socialismo, nem através de Hippies norte-americanos, ou facistas nazistas. Podemos criar um novo mundo, sem recorrer a guerra e a exploração das outras nações. Mas, simplesmente conquistando o respeito. Como? Está aí meu desafio a você. Está aí o que gostaria de ouvir dos lábios dos nossos candidatos a líderes da nação.

03 julho 2014

Causa Primária = Houve Criação

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Stephen Hawking, uma das mais geniais, intelectuais e fantásticas mentes da atualidade tem certamente um currículo e contribuições cientificas, que o faz merecer um tremendo respeito. Ainda mais quando inflacionado por ser um vencedor de sua paralisia física - intrigante é o fato que ele se tornou um dos maiores físicos. Porém, ele deu um "tiro no pé" ao tentar propor uma EXPLICAÇÃO para a não necessidade da chamada "Causa Primária", ou seja, "A Criação" da existência, das Leis Físicas, do Universo e tudo mais. Coisas que implicaria na existência de um Deus Criador. Para isso, recorre a Teoria dos Multiversos (qual está recebendo grande atenção no momento).

Vejamos o que Hawking e Leonard  Modinow disseram no novo livro O Grande Projeto (The Grand Design):

 “[Assim], como Darwin e Wallace explicaram como o projeto aparentemente milagroso de formas de vida poderiam aparecer sem a intervenção de um ser supremo, o conceito do multiverso pode explicar o ajuste fino das leis físicas, sem a necessidade de um Criador benevolente que fez o Universo para o nosso beneficio. Como existe a lei da gravidade, o Universo pode e vai criar a si mesmo do nada. A criação espontânea é a razão pela qual existe algo em vez de nada, por que o Universo existe, por que nós existimos.”

“De acordo com a teoria-M, o nosso não é o único Universo. Em vez disso, a teoria-M prevê que muitos universos foram criados do nada. A sua criação não requer a intervenção de algum ser ou deus sobrenatural. Antes, esses múltiplos universos surgem naturalmente pelas leis físicas.”

Vamos dividir o argumento deles:
1. "o conceito do multiverso pode explicar o ajuste fino das leis físicas, sem a necessidade de um Criador benevolente que fez o Universo para o nosso beneficio." Ou seja, o conceito de Multiverso, segundo eles, pode ser uma forma - quase como um, FINALMENTE, para os ateus que não conseguem avançar neste aspecto em termos lógicos e filosóficos - de por um basta a necessidade de uma Criação, ou Causa Primária, que implica em Deus.

Por que o Multiverso explicaria?
2. "Como existe a lei da gravidade, o Universo pode e vai criar a si mesmo do nada."; "universos surgem naturalmente pelas leis físicas"
3. "A criação espontânea é a razão pela qual existe algo em vez de nada, por que o Universo existe"


Bem. Repare bem no que estão afirmando. Eles AFIRMAM CLARAMENTE a "NECESSIDADE DE CRIAÇÃO". É como se, finalmente, os ateístas jogassem a toalha e dissessem: "Ok! O Universo precisa, precisou de uma Criação, de uma Causa Primária, para existir. Não vou mais negar isso." Mas não dar o braço a torcer. Não aceitando uma "Criação Intencional" (ou seja, se houve intenção, houve quem tivesse tal intenção, e isso implicaria em Deus). Eles inventam o termo "Criação Espontânea", sem ao menos dar ao trabalho de dar um mergulho filosófico sobre o uso da palavra "espontânea" (repare, que o uso dessa palavra, vai contrário a todo método cientifico); ao mesmo tempo, que seu uso é mera retórica, aplicando uma palavra que não explica. Ou seja, em suma eles estão querendo apenas afirmar de forma plenamente metafísica: "Houve uma Criação, mas sem um Criador, sem Deus! Por que? Ora, porque houve Criação Sem-Criador!"

Ao mesmo tempo, dizem que a existência do Universo e dos Multiversos, ocorrem, surgem, existem, por causa das LEIS FÍSICAS. Ou seja, veja, que estão afirmando, que "o que foi criado" exigiu e apenas ocorre devido as Leis Físicas. Ou seja, as Leis Físicas. Já deveriam existir antes do Universo! Se formos, avaliar bem. O que eles chamaram de "Criação Espontânea Sem-Criador", na verdade é "Criação Causada por um Conjunto de Leis Físicas", ou seja, teve um Criador, e houve causa, ao invés de ser espontâneo (do nada, sem nada). 

"o conceito do multiverso pode explicar o ajuste fino das leis físicas" Simplesmente, está se afirma, que a existência das Leis Físicas quais conhecemos, quais são tão perfeitamente ajustadas, existem, ocorrem, devido a existência da teoria dos Multiversos. Ou seja, cada Universo Paralelo teria seu conjunto de Leis Físicas com seu arranjo, de modo, que no nosso caso, que deve ser 1 universo em 900 tribimilhões (ou o número que eles inventarem), tiveram a coincidencia de ter esse "ajuste fino" que permitiu nosso Universo ser como é, e produzir a vida, eu e você, a ponto de sermos tão curiosos e inteligentes de estarmos percebendo isso, estudando isso, debatendo sobre isso, só por diversão, enquanto estivermos vivos, pois logos deixaremos de existir. Bem, mas veja, que deixa claro, que as Leis Físicas, tais como elas são, aqui ou em outros Universos, são uma consequência de suas existências.

Bem, partindo para a lógica argumentativa:
A) Criação Espontânea --> (implica) --> Existência do Universo (e Multiversos)
B) Leis Físicas --> (causa) --> Criação Espontânea
C) Existência do Universo (e Multiversos) --> (implica) --> Leis Físicas

Sim. É isso, mesmo, o argumento deles é redundante.
Criação Espontânea --> Existência do Universo (e Multiversos) --> Leis Físicas --> Criação Espontânea --> Existência do Universo (e Multiversos) --> Leis Físicas --> Criação Espontânea --> Existência do Universo (e Multiversos) --> Leis Físicas --> Criação Espontânea --> Existência do Universo (e Multiversos) --> Leis Físicas --> add finitum


= Que tiro no pé! Na tentativa de querer propor uma Teoria para tentar destruir a INABALÁVEL Causa Primária que implica num Criador (Deus). Por fim, não só mostraram que sua Teoria é uma furada, não explica, e tem uma argumentação redundante; como acabou por - sem querer querendo - afirmando, dando finalmente o braço a torcer, que o Universo de fato necessitou de (i) Uma Criação e (ii) de Um Ajuste Fino das Leis Físicas. 

É muito triste, no meu ver, o quão frágil muitos tremendos intelectuais em exatas são em filosofia e lógica metafísica (que inclusive são bases/origens das exatas). Este item, por mim, já foi mais do que dissecado na História. E, ainda, não há quem consegue destruir o argumento de Sêneca, filósofo estoico romano, conselheiro de Nero, no Séc. 1 d.C (ou seja, 2mil anos atrás). O qual deixou muito claro a lógica da Causa Primária e dela implicar um Criador. E, ao mesmo tempo, Sêneca já chamava atenção para as pessoas não levarem a sério quem se opunha com filosofias e ideais contrários (sim, o ateísmo, a ideia da não necessidade de um Criador, não é uma teoria atual, pós Iluminista, pós Naturalismo e Método Científico, e racionalismo moderno, já existia há 2 mil anos).
Veja o que Sêneca disse em: Filosofia & Lógica = Deus Existe - Parte 2

Baseado no post original de Shameless Popery.


25 junho 2014

O Universo Não Deveria Existir

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Interessante, no último mês houve uma maratona de publicações científicas pondo em cheque muitos paradigmas sobre o Big Bang e o Universo. A de maior destaque, talvez tenha sido uma grave contestação sobre a evidencia da captação da Radiação de Fundo que seria uma espécie de "foto" do Universo instantes após o BigBang, pois poderia ser simplesmente "poeira" o que foi detectado. Agora, uma descoberta sobre o super elemento - qual se gastaram bilhões de dólares para se evidenciar/descobrir sua existência - Bóson de Higgs, levou a conclusão de que O UNIVERSO NÃO DEVERIA EXISTIR [Link: Hypescience]. Ou seja, um ataque na base estrutural de algumas premissas sobre a formação e surgimento do Universo. O que nos faz pensar: Por quanto tempo este paradigma durará? Quais serão as novas descobertas e teorias dominantes? Ou melhor, quais atuais alternativas tendem a ser? [Algo a se pensar]

Mas isso me faz novamente refletir sobre os "falsos cientistas", que, em geral, não eram cientistas. Sensacionalistas da mídia que fizeram super produções gráficas, fazendo simulações e reproduções do BigBang, e um monte de outras teorias de diversas coisas do processo de formação do Universo - que sei lá por quem foi selecionado - até a formação da Terra e da Lua (pela teoria de sua formação a partir do impacto de um outro corpo com a Terra). Nesses vídeos-documentários, afirmavam como se tudo fosse a absoluta verdade platônica - inquestionável e eterna. Não sabiam eles que ciência, que teoria científica, é aquilo que é questionável/falseável; que os grandes paradigmas são fortes teorias baseadas na afirmação (provas/evidencias) de alguns pressupostos. Mas que, com o passar do tempo, com os estudos, novas descobertas, novos pressupostos etc., tendem a mudar, e podem ser, até mesmo, totalmente refutadas. Basta olhar para a História para observar diversos paradigmas que foram substituídos por outros. - A mídia e os livros didáticos precisam de mais bom senso antes de que querer bitolar as pessoas leigas sobre ciência. Ciência não é religião. Não deveriam, não devem tratá-la assim.

01 junho 2014

Efeito Manada

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Uma solução - ou problema - para os mistérios é o simples: faça o que eles fazem. Pois pensar, criar, testar são processos difíceis, por vezes,longos e demorado. Então é muito mais fácil copiar imitar. E assim a grande maioria, e, de certa forma, grande parte de nós, vive senão por imitação.

Nisso podemos enquadrar duas categorias, que são parentes próximos: o modismo e o efeito manada. Quase sinônimos, porem o modismo tende a ter algum tipo de efeito mais longo e por vezes são ações ate logicas porem extrapoladas, e nos poucos se aderem a tal pela ansiedade de se sentirem "fora da moda". Já o efeito manada parte de um ponto ainda mais ilógico que é o de apenas seguir o movimento, não se sabe qual motivo, nem para onde estão indo, e mesmo que o movimento faça movimentos abruptos de 180 graus, não saindo do lugar por diversas vezes, ainda assim se segue a manada. Talvez porque a união faz a força, e com uma multidão juntos se sintam mais protegidos, ou menos vulneráveis.

Interessante pois é notar que o efeito manada está presente na Natureza. Alguns mais complexos, como migrações de borboletas, os movimentos de turbilhão de cardumes de peixes. Ate mesmo podemos imaginar como as aguas de um rio que seguem a multidão das outras gotas, no caso devido a gravidade. Mas e o homem, por que seguir os movimentos da maioria?

Mas alem disso, vemos o efeito manada acometer em coisas importantes e cruciais, como o Mercado Financeiro. E aqui há um ponto de grande consideração. Pois nos modelos estatísticos, 1 crise financeira forte como tivemos em 2008, deveria ser uma mínima probabilidade, algo do tipo 1 em milhões, ou seja, algo no qual a probabilidade deveria ser mínima de ocorrer inda neste século. Porem, para mostrar ainda mais a insuficiência dos modelos, temos que ocorreram 3 em apenas 1 século. O que isso demonstra? Demonstra que nossos modelos de previsão do futuro e analise do passado simplesmente são falhos. Pois na hora H quando mais se precisar do "controle", mais se vê que a situação se foge do controle, em especial, devido ao efeito manada. Logo os movimentos saudáveis, digamos assim, os previsíveis, mensuráveis, podemos lidar. Mas as pessoas não são obrigadas a se basear em em tais, a rigor não seguem uma regra. As pessoas tendem a dar mais importância e consideração para o pessimismo que o otimismo, as remotas possibilidades ruins do que as boas que são mais prováveis.

Pois se todos, ou a maioria, ou os fortes acreditam e seguem o modelo, então, as coisas são mantidas. Do contrario. Um efeito manada surge, no qual um vê  o outro mudando de direção e vai atrás.

O efeito manada está num nível ainda mais critico sobre a vida das pessoas. Em sua maneira autodestrutiva de se viver. Ellen G. White - uma grande escritora - compara que as pessoas são como uma multidão de pessoas quase que num estado hipnótico caminhando em direção a um precipício, seguindo a multidão. E que quando chegam a beira e veem o buraco e a queda, não conseguem voltar atrás; são naturalmente empurrados  pelos que lhes seguem. E qual a função daqueles que são os atalaias, os arautos, os que perceberam onde o caminho está conduzindo? É a dificultosa missão de tentar desperta-los, puxa-los e convece-los a lutar a nadar contra a correnteza. E quanto mais se aproxima do fim da estrada, mais desesperada será a luta.

Se não estivesse correndo atrás do dinheiro, no que estaria pensando agora?
Note que o efeito manada está na ilusa corrida pelo ouro. Esta corrida está levando todos para o vale da morte. Estatisticamente é bem simples. Há uma tremenda pirâmide desigual. Poucos estão na ponta, e os que estão, tomam medidas para não sair de la. As nossas chances de chegar la é quase impossível, e não há como virar a pirâmide de ponta cabeça. Porem perceba, que a grande força dos que estão na ponta é fazer os que estão debaixo correr atrás do ouro, como se pudessem alcançar. "Sejam iguais a mim." - diz a ponta São como donos de loterias e bingos. Enquanto isso, as pessoas, nessa corrida louca pelo ouro, gastam sua energia e tempo atrás desse sorteio sujo.
Quantos meses eu tenho?

Outro dia, meu amigo me contou algo surpreendente que ele viu em algum lugar. Estime quantos meses você ainda tem de vida. Eu, suponho que viverei mais 70 anos, ou seja, 70 x 12 meses = 840 meses. Já a conta do meu amigo foram 500 meses. Bem, converta isso para dinheiro. Imagine que você tem apenas 840 ou 500 reais na sua conta pelo próximo ano. O que fará com ele? Como ira gastar? Bem, pense agora em como ira gastar os próximos meses. Pois a manada está de conduzindo e fazendo-o gastar ao modo que eles o querem.

Pense nisso. E, mais do que seja feliz, seja alerta, pois tem uma multidão te empurrando para um lado. Acorde!

27 maio 2014

Onda de "Justiça" com as próprias mãos

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Um surto de "justiceiros" está ressurgindo no Brasil. Se for pesquisar um pouco na Internet e no Youtube, verá uma realidade que a mídia não mostra. A sociedade está se mobilizando de modo a ser menos pacifica em casos de assaltos e reagindo. Pegando os assaltantes e os espancando, torturando, alguns com tal violência e brutalidade, que alguns chegam a morrer. (e isso está tudo disponivel no Youtube).

Por um lado, as pessoas que assistem e filmam o acontecimento, sem nada fazer. Por outro, o ladrão que hora estava disposto a matar a vitima, agora clama por piedade, querendo clamar para que haja um pouco de bondade nas pessoas que o deixem em paz e não o matem ou torture. Por outro, os cidadão que sofreram a tentativa de assalto e o risco a morte, e que, agora, revoltados, e sem mais acreditar na segurança policial, nem tampouco na Justiça e nas Prisões, buscam fazer a justiça com as próprias mãos, se vingando - talvez com uma moeda ainda pior.

Por mais que isso tudo seja tudo questionável, bárbaro, e mostra um grande retroscesso em nossa sociedade. Isto evidencia fatos sobre a humanidade, a realidade, e o que acontece se as pessoas, o povo, perderem a confiança no sistema. Em pouco tempo teremos exatamente isso, justiça com as próprias mãos, e cada vez mais, violência.

Há, todavia, um outro lado da moeda. A impunidade é um dos maiores encorojador para os bandidos. Eles acreditam que não serão pegos. E se o forem, terão um tramento, considerávelmente confortavel. Ou seja, o risco é pequeno para eles. Caso a sociedade realmente soubesse se defender, tivesse capacidade de se defender, se todo mundo ajudasse um ao outro ao ver uma cena de assalto, se todos os bandidos fossem denunciados pelos seus conhecidos, se a mídia divulgasse mais os casos em que os bandidos foram pegos, apanharam e etc, ao invés do contrário... E então, certamente, eles teriam muito mais medo, veriam uma forte punidade ao invés de impunidade. A cada vez que forem assaltar, iriam temer que a pessoa, os vizinhos e os próximos reagissem e o lixassem. E a quantidade de assaltos e bandidos cairiam.

Do mesmo modo, seriam os politicos entre outros corruptos da nossa nação. Se tivessem um povo tão revoltado quanto outrorora houvera na Europa, guilhortinando tais, ou enforcando. E teriam muito mais medo.

Porém, a História está aí para testemunhar de que violência apenas gera mais violência. Uma guerra irá gerar outra. Punição não resolve os problemas. Punição não impede que novas violências e injustiças venham a acontecer, apenas intimida

Espero que a moda não pegue. Caso contrário, logo não teremos mais os pacificadores que entram no meio da briga apanha para segurar o seu amigo e tirá-lo da encrenca, ou separ[a-los, ou evitar que alguem apanhe. No lugar disso, teremos cada vez mais um bando de cinegrafista filmando o espancamento com seus Smartphones divulgando suas próprias covardias no Youtube.

Por falta de piedade, por multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará.
Já dizia as Velhas Escrituras.

22 maio 2014

Maior Fóssio de Dinossauro Encontrado no Mundo

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Hoje me deparei com essa importante e extraordinária noticia qual, infelizmente, não é dada o devido valor:

Resumindo, se trata da descoberta de um dinossauro que estimam medir 20m de altura (isso mesmo, maior que um prédio de 5 andares, a extensão da sua cabeça à calda de 40m, além de seus poucos 80 toneladas de peso (pense em reunir 14 elefantes).

Porem há 2 fatos importantes nisso e que são poucos focados. Um deles é a respeito do "tamanho" desses animais pré-historicos. Olhe bem, não são apenas dinossauros, há registros de serpentes gigantes, crocodilos gigantes, aves gigantes, entre tantos outros GIGANTES. No reino aquatico inclusive. E este dinossauro gigante, em destaque, era por cima herbivoro! Ou seja, imagine quais eram as condições naturais da época. De modo que nos retoma duas possibilidades muito fortes, ou ambas sao verdadeiras, mas o fato é que uma delas, no minimo, deve ser: (a) havia uma vida natural extraordinária, muito mais vasta, de proporções muito maiores, do que hoje encontramos na Amazonia; (b) os Sistemas dos animais eram muito desenvolvidos e otimizados no consumo de energia inclusive na absorção de energia, o que tambem tem que estar relaciona que "os alimentos" da epoca deveriam oferecer grande capacidade de nutrição.

Esse primeiro fato, nos leva vermos claramente de um passado no qual o bioma era extraordinariamente favoravel a vida, e havia condições muito mais favoraveis para a sobrevivência de animais tao gigantes. Como na propria materia admite: "Outros fósseis do sítio arqueológico indicam que quando este dinossauro gigante viveu a paisagem local era muito verde, cheia de flores e árvores."

O outro fato, está na quase comica declaração no final da materia: "Os titanossauros provavelmente acabaram se reunindo perto de uma fonte de água e podem ter morrido depois de terem ficado presos na lama."
Esta declaração - no minimo questionavel, mas para mim, quase risível - nos faz pensar numa possibilidade quase absurda. No qual temos que imaginar um ser vivo que viveu muitos anos e enfrentou muitos obstáculos pelo caminho até desenvolver uma altura de 20m e uma possivel envergadura de 40m, de repente, cometer um equivoco de se "aprisionar" na lama de modo fatal. Quais as chances disso acontecer? (bem, e dai, já temos aquelas medidas probabilisticas de 1/p). Depois, há outro fato ainda mais forte. PAra um ser como esse de 20m de altura, ter ficado preso na lama, ele teve o super asar de ter encontrado um posso de lama simplesmente gigante! Conheço algumas represas em São Paulo, e nenhuma delas, provavelmente seria suficiente para prender a criatura, ele poderia atravessar essas represas. Ele teve que se deparar com um grande poço de lama, de muitos metros de profundidade, e com uma sucção tao forte e instantanea que seria extremamente dificil para ele voltar atras (lembre, que ele poderia usar um pescoço gigantesco para se acorar a algo, como se faz um trator com sua garra) (probabilidade de 1/q). E outra coisa incrivel, a cabeça desse dinossauro tambem caiu ou se enfiou nessa lama, ao invés de ter ficado para cima tentando respirar, talvez ele tentou enfiar a cara na lama para se impulsionar e essa lama era tao incrivel q ele nao teve forca nem mesmo para tirar seu pescoço. (probabilidade de 1/w).

Logo, a probabilidade disso acontecer é a de 1/p x 1/q x 1/w. Se você for pensar nesses numeros p, q e w vai pensar simplesmente que: Esse dinossauro ganhou na loteria. E nós, ganhamos 2 loterias a mais de encontrá-lo.

O fato - e isso foi pouco abordado, repare que na materia apenas se tem a ultima pequena frase e mensão sobre isso - é que para tal fossio ter sido preservado, foi necessario que ele fosse submerso por uma quantidade EXTRAORDINARIA de lama/barro! E quando digo extraordinaria, digo que é muito maior do que a quantidade que voce já ouviu falar sobre deslisamento de terra em montanha e serras nos dias de hoje. Mesmo uma tsunami não teria sido suficiente, para faze-lo atolar e afundar tantos metros na lama, no maximo o teria ferido com o impacto e os objetos. E, certamente, para ele ter se atolado assim, deve ter sido pego de surpresa, foi algo mais repentino.

Se você ajuntar os fatos 1 e 2 verás que tais colaboram para o modelo biblico de um diluvio. Uma inundação extraordinaria, que moveu quantidades continentais de terra e lama. Foi algo repentino. Acabou com esses gigantes animais. E ao mesmo tempo, o mundo descrito ser antes do diluvio, havia condições sistemicos favoraveis a uma vida longa e de grande porte. Dado que na descrição biblia, é visto que antes do diluvio a expectativa de vida era de séculos para os seres humanos.

Pena que isso é pouco discutido.
Como estastico de risco, sei que, em termos de probabilidade, existem infinitos cenários. Porém, sei tambem, que nem todos eles sao plausiveis. E alguns, a rigor, são impossiveis de ocorrer. A ideia é filtrar os cenários possíveis. Porém, a linha de pesquisa com posicao filosofica naturalista, não pensa assim, e admite possibilidades quase sem significado e absurdos, alem de apostar em probabilidades ocasiosas em grandesas de numeros astronomicos.

O Grande Problema é a discussão do que poderia ter sido um diluvio, como ocorreu, e quais foram as causas (veja que a questao da causa primaria, sendo como uma manifestacao divina - modelo biblico - é o ultimo dos itens). Porem, os Naturalistas, rejeitam o todo, rejeitam essa possibilidade muito interessante e plausivel, devido a este "ponto intragavel". Mas um fato ocorre, e já houve diversas publicações, estudos, e evidencias sobre isso: Um cenário de uma grande e extraordinária inundação no mundo, explicaria MUITA COISA que o passado nos preservou.

18 maio 2014

Dê o dedinho

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Todos já ouviram falar que "o tempo cura". Mas o queremos dizer com isso? E por que isso acontece?

Se olharmos bem, a resposta está no verbo 'mudar'. Estamos em contaste mudança, a todo instante.  Enquanto digito essas palavras. Apenas hoje, milhões de células minhas e suas morreram, outras novas surgiram, outras mudaram de lugar, como os glóbulos vermelhos em constante mudança por meio de nossas correntes, sempre a fluir.

O nosso pensamento também está sempre a mudar e fluir. Não só o pensamento mas nossos próprios sentidos e percepções. Repare como observamos um brinquedo quando tínhamos 6, 12, 16 e 25 anos de idade e como observamos agora. As coisas estão a mudar. E embora o passado tenha já existido, agora ele não existe mais senão em nossas memorias. 

Porém, por outro lado, fruto em parte do nosso pensamento estático, em parte ao racionalismo, ao cientificismo, naturalismo, entre tantas outras coisas, tendemos a sempre nos basear no passado. 

O presente, desse modo, é algo novo ou apenas uma projeção ou imagem desse passado? Talvez, estejamos sendo loucos ao ponto de perpetuar um passado em nossas vidas, ao invés de viver pelo novo. Mas, mais burros ainda, está diante do fato de que a maioria de nós tendemos a perpetuar os momentos ruins e difíceis do passado ao invés daqueles bons e maravilhosos, e a isso chamamos de traumas.

Fico a imaginar: ainda bem que os bebes não escolhem nascer. Pois, se antes de nascer, pudessem observar todo passado do mundo, e o carregassem para o presente, possivelmente não escolheriam essa vida ou este mundo, se lhe dessem esta oportunidade.

Porém, infelizmente, assim tendemos a lidar com as pessoas. Tendemos a carregar este passado até que "não o carregamos mais", ou seja, finalmente nos livramos dessa escravidão e nos abrimos para um novo mundo de possibilidades. E a isso chamamos de "o tempo cura", um certo tipo de esquecimento ou amadurecimento dos fatos e das emoções. 

Por que atribuímos ao tempo? Porque, como falamos, o passado apenas existe em nossas memorias. E como um sábio homem, chamado Salomão, certa vez disse: "quem não continuar a aprender, esquece o que já sabe." Nossa memoria está destinada ao esquecimento conforme vamos deixando essas lembranças, este passado de lado. E não me refiro apenas a memoria da informação, mas a emocional e sensorial inclusive. Com o tempo vamos deixando os traumas no passado e realmente nos abrindo para o futuro qual chamamos os dias invisíveis mas vivos em nossa mente. E assim, voltamos a abrir portas que um dia fechamos e não tivemos mais coragem para abrir.

Pensando nisso, uma das coisas que me deixa mais de queixo caído é o ensinamento bíblico do perdão. É o ensino para uma vida sem portas fechadas, sem carregar um passado duro. Uma vida sempre limpa e livre.

Veja o que a Bíblia diz quanto a uma pessoa que vai levar uma oferta a Deus: "Portanto, se você estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta.” (Mateus 5:23-24)

É simples: "Va logo fazer as pazes!" Por que esperar? Por que ir dormir com a cabeça quente, cheio de pensamentos que inflamam sua mente e bem estar? Por que passar o resto da vida com aquele 'espinho na carne' te incomodando? Podemos ser tão leves! Por que carregar inimigos pela vida?

Com o tempo e a mudança do amadurecimento, vamos percebendo isso. Percebendo não somente que o guardar rancor e magoas é uma tremenda besteira. Mas que nos corrói por dentro e que, no fundo, lá no fundo dos nossos pensamentos, está o desejo inerente de "resolver as coisas". De não termos inimigos, fazer as pazes, sentirmos leves. Se, carregar rancores no peito. É acalmar a consciência. Por que criar um inimigo? Por que não reconquistar um amigo?

O ensino do perdão é uma das coisas mais extraordinárias que pode existir, se formos ver. Porém, cada vez mais ausente da humanidade, que caminha para o isolamento e o sentimento solitário. Obstinados. Pensando que o grande valor da amizade está em não cometer um erro contra o amigo, enquanto, a verdadeira amizade se consiste em levantar nossos amigos quando caem, corrigir e aconselhar quando errar, fazer as pazes quando brigam.

Fiquei surpreso (num sentido negativa) com o rompimento de uma tradição antiga. Pois parecem que as novas gerações não sabem mais o que é isso. Quando eu era a criança, há 15 - 20 anos atrás, tínhamos o comum ato de "DAR DEDINHO". Dar o dedinho, apertar o dedinho um do outro, era um ato de perdão. Isso era ensinado. E todos o praticavam. E acredite, o "dedinho" era milagrosa. Da birra e cara emburrada, estavam jogando videogame e futebol minutos a seguir, como se absolutamente NADA tivesse acontecido que tivesse machucado a relação deles. Na verdade, pelo contrário, sentiam-se ainda mais amigos do que nunca!

Todos que um dia já reconquistaram uma amizade antiga, que há meses, ou anos, havia se perdido por algum triste motivo x, sabem do que estou falando.

Enfim, ensinemos o perdão. Ajudemos o mundo a se tornar melhor, ou, pelo menos, mais humano.

14 maio 2014

Os Filhos de Hurin, J. R. R. Tolkien

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Os Filhos de Húrin é sem sombra de dúvidas um dos mais sombrios e trágicos livros que li em todos os tempos. Ao mesmo tempo, uma obra prima em termos de literatura.

Resumidamente, o livro conta sobre a Maldição de Morgoth sobre a familia de Húrin. Pois Húrin, um dos mais bravos e formidáveis homens, o enfrentou, de modo que foi o único ser, em eras, que conseguiu feri-lo, enfiando uma espada em seu pé, fazendo com que Morgoth ficasse manco pelo resto da existência sobre a forma humana. Além de enfrentá-lo em não se suceder a sua vontade, seu domonio, suas ofertas. Então Morgoth se enfureceu e lançou uma grande maldição sobre a familia de Húrin, e ao mesmo tempo, lançou um feitiço para que este ficasse no alto da montanha, petrificado, onde poderia contemplar tudo o que ocorreria sobre a terra-média, porém, sem poder se mover, expressar, e não morreria, até que fosse libertado do feitiço, para assim contemplar a conclusão da obra de Morgoth.

Daí, a história se foca em Turin, seu filho. Um homem bravo, muito forte. Que se tornou o mais formidável guerreiro. Ninguem era pareo para ele. E tinha o forte desejo de reencontrar sua mãe e filha e enfrentar Morgoth. E então, através dessa história, Tolkien explora diversas questões muito profundas, fortes e horripilantes para a causa humana.

Há poucos meses tive o privilégio de ler a fantástica obra Os Filhos de Húrin, obra de ilustre J. R. R. Tolkien. O livro - pertencente a saga do anel, a Terra Media - é uma das mais profundas e sérias obras, até mesmo sombria. Porém, de tempos muito anteriores ao do Hobbit. O livro conta a história da família de Húrin, especialmente de seu filho Túrin. Porem de uma forma sombria e trágica. Ao invés de contar sobre a magnífica história - talvez uma das melhores escritas por Tolkien - farei mais uma análise de seus conteúdos.

Os Cabeças Duras - Teimosos e Obstinados

Túrin filho de Húrin é o que mais se enquadra neste perfil. Homem vigoroso, se tornou o mais poderoso dos homens, sua força e habilidades eram inigualáveis, sem contar possuir grande e profundo conhecimento. Jovem e implacável, Túrin por muitas ocasiões não dava ouvido aos conselhos mais sábios, pois a coragem o dominava.

E assim prosseguia Túrin Turambar, um homem, de certo modo, escravo do seu orgulho e obstinação por encontrar seu pai e atacar Melkor (um poderoso calar que aprisionou seu pai e amaldiçoou sua família). Melkor querendo destruir e acabar com a honra da, família de Húrin, aproveita do orgulho de Túrin, e começa a "alimentar seu orgulho". Como? Dando-lhe vitorias. E assim enviava pequenos grupos orcs atrás de Túrin ou no seu caminho. E Túrin sempre tia vitória. Todos os que se colocavam em seu caminho morriam. Sobretudo devido a sua poderosa espada Anglachel, qual não deixaria por vivo a quem ferisse. E todos temiam seu nome e sua espada.

Porem essa obstinação, orgulho e mesmo ser precoce em muitos atos, levou vez pós vez, a maldição de Melkor se confirmar. Seus amigos morriam, alguns pela espada de Túrin, "no susto". Outros povos sofreram como os Noldors, um povo élfico que teve seu reino destruído pelo terrível Glaurung, o maligno dragão de Melkor. Como? Túrin se tornou o principal guarda e conselheiro de guerra dos Noldor, que ficavam numa alta montanha cercada por um profundo e feroz rio, era uma fortaleza intocável. Mas o orgulho de Túrin, e suas grandes vitórias, persuadiu o rei de construir uma ponte. Porem. Sem saber, que apenas, cumpria os propósitos de Melkor, pois numa batalha ainda maior, lançou sua verdadeira força oculta a Túrin, um grande e poderoso exército liderado pelo dragão Glarung. Que dizimou os noldors, e através da ponte, invadiram sua fortaleza e a tomou, aniquilando a todos que estivesse ali ou levando como escravo para Agband. As Artimanhas da Mentira

Não bastasse isso, o dragão podia enfeitiçar profundamente aquele que ouvisse suas tão meticulosas mentiras ou olhasse para seus olhos cheios de astucia.

Desse modo, Túrin acabou por dar ouvidos ao dragão. E foi para o ermo, onde apenas o afastou novamente de sua família encontra-lo. Já por outro lado, sua irmã caiu no feitiço do dragão. Foi tomada por uma, sombria loucura. O medo a perseguiu onde quer que fosse. O pavor e as trevas foram tão intensas que o dragão lançou em seu coração, que ela esquecera o próprio nome, os motivos, as palavras, o idioma, perdeu a fala e a memória, como se estes ficassem aprisionados por um manto de trevas em sua mente. E apenas uma coisa lhe restou, sair correndo desesperadamente para o leste, sem parar, sem rumo ou destino, como se estivesse fugindo de uma sombra que a perseguisse. Ela corria mais desfiguradamente do que um animal, nua, suja, com olhar vago e amedrontado.

Após isso e mais um grande tanto. Túrin acabou por matar o dragão quando este vinha a seu encontro em uma caçada heroica, porem que levou a morte seus companheiros novamente. O dragão, mesmo aparentemente vencido, ainda assim lançou um olhar sobre sua irmã e esta, no espanto, remorso e loucura, se suicidou nas correntes do rio Teiglin. Já Túrin, infelizmente deu-se por este ato, alem de alguns entendimentos e orgulhos do povo que terminaram por ruir seu coração e desejo pela vida. Suicidando-se com a própria espada que matara a todos que feristes.

A morte do dragão foi uma vitória sem comemoração. Para Melkor, o dragão nada importava, foi apenas mais uma criatura usada para seus desígnios. A maldição havia se concluído. Libertou Húrin do feitiço - a contemplação da miséria, ruina e fim de sua família e linhagem - e Húrin, foi ate o tumulo de Túrin, onde encontrou sua mulher, porem tarde demais. Esta também estava tão acabada e exausta que ali morrera. O livro é brilhante, e nada ingênuo ou infantil. Ele trata de assuntos muito sérios numa, narrativa excepcional que não te faz piscar os olhos. Mas sobretudo é um livro que trata sobre a maturidade, a obstinação, o negar os conselhos sábios e experientes, a arrogância e o orgulho. Como tais afetam a nossa vida e a dos que nos cercam.

Em contraparte, vemos nos desenrolar da historia, que se ouvissem os conselhos dos elfos, a maldição não teria se concluído, teriam defendido melhor os povos dos orcs, e a família teria se reencontrado não de maneira trágica. Porem Túrin representa o homem diante do seu pouco tempo de vida. Não vive por tanto tempo quanto os elfos. Ficar esperando? Eis o grande problema que assoma os homens. A impaciência da vida, por considerar haver pouco tempo de vida, e correr de forma louca atrás de suas realizações obstinadas, sacrificando as amizades, familiares e aqueles que cruzam seu caminho. E quanto maior o seu poder, maior é a maldição com qual afeta os outros. Pois no fim, temos um inimigo, Melkor, que lançou uma maldição contra nós, utilizando muitos artifícios para nos capturar em nosso orgulho, a fim de que a maldição se concretize.

É sempre bom lembrar que nessa obra, Tolkien tenta abordar temas humanos, da nossa vida. Alem disso, incluindo seus pensamentos religiosos, fortemente influenciados pelo catolicismo em que Melkor representa Satanás/Diabo. Alem disso podemos pensar mais claramente, na sua "criação maligna" o dragão não alado, que talvez poderíamos comparar a uma serpente gigante, qual tem, como principal e mais temível poder, o de enganar suas vítimas, e quem der ouvidos a sua influência estará correndo para a própria ruina e a dos outros que estão no nosso raio de influência. Já os elfos, são os conselheiros sábios, de muita experiência e anos de vida. Eles não sabem tudo, e nem podem prever exatamente como as coisas serão, mas, possuem sábios conselhos, tais representam os profetas e tutores.

Os Filhos de Húrin é um livro sem final feliz, que apenas nos faz pensar seriamente sobre a vida e nossas escolhas. É um livro para fortalecer o peito para enfrentar as trevas da vida. Alem de ser um épico, no qual é preciso ter coragem para ler. Pois as mensagens nas entrelinhas são fortes e, não poucas vezes, nos deixam atônitos pois nos identificamos com elas.

Pois dentro de todos há um Túrin. Temos um inimigo dentro de nós.

07 maio 2014

Uma passadinha com as mudanças da vida

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Alguns talvez tenham percebido uma certa ausência de novos conteúdos no Blog. Sendo  o último publicado em 19/mar/14.  O que ocorre é que nunca trabalhei tanto na vida, em média de 10 – 12 horas/dia, mais a maioria dos domingos, e fora isso, a faculdade [último ano + estágio obrigatório numa escola na Vila Madalena toda sexta as 7h da manhã]. Além de, prazerosamente, passar alguns fins de semana e feriados cuidando da minha sobrinha lindafofa, Lorena. Além da minha namorada, Mylle. Tais estão constantemente a esmagar minhas energias e tempo para escrever. Por outro lado, tenho reservado algumas horas nos meus fins de semana de modo a dedicar-me a escrita. Mas ao invés de e-mails, cartas, posts... dedico-me, desde meados do ano passado, a escrever livros. Sim, finalmente - creio que já cresci a ponto de dar forma aos meus pensamentos.

O meu primeiro livro, já registrado na Biblioteca Nacional tem por título “A Revolta dos Injustiçados – Eustáquio & Tratado Sobre Envolvimento Cristão na Politica”. O assunto é um conjunto de ensaios abordando questões sobre justiça, desigualdade social, problemas públicos em geral e em como, uma pessoa que  se sente injustiçada, deve reagir diante disso. A ideia do livro é quebrar tabus e provocar o leitor a ter uma postura que talvez seja intragável, ao perceber, de forma logica, que suas revoltas são inúteis, que são injustas e também produzem outras injustiças. Mas, mais do que isso, o livro nos provoca a ideia mais solene de Justiça e que o principio básico a não ser violado é a Lei Aurea; e, baseado nela, enxergamos claramente todas as ações. É um Livro que nos provoca como cidadãos, professores, empresários, funcionários, políticos, cristãos, não-cristãos, pessoas, que querem lutar por um mundo melhor, a não dar um ‘tiro no pé’, isto é, apenas criando um outro mundo injusto. Ao mesmo tempo, fazendo uma defesa ao Estado Laico e uma critica aos cristãos que pretendem se envolver na politica em nome do cristianismo/igreja/bíblia.

A este Livro dei a forma de uma mistura de um Conto/Romance com capítulos reflexivos sobre os temas abordados no drama. A história narra a vida do pobre, infeliz, injustiçado e “gente boa” Eustáquio, que após um dia muito estressante, sofre com todas injustiças sociais da nação (governada pela mentirosa e corrupta de Dona Fultina). Com a ajuda de um policial, Delegado Justino, e um ancora do O Grande Noticiário, Jonas Locutor, Eustáquio faz uma denuncia pública em Rede Nacional que mobiliza todo o povo numa série de manifestações (inspirada “Na Revolta dos 10 Centavos – 2013”) que por fim, derruba o governo de Dona Fultina e leva Eustáquio a presidência.  [Clique Aqui para uma amostra do 1º Episódio de Eustáquio]

O Livro está, agora, passando por um pente fino numa minuciosa revisão que minha amiga, Anelise, está 
me ajudando; qual devo terminar em 1 ou 2 meses. Já estou pegando alguns contatos e entrando em contato com algumas editoras, mas creio que isso apenas será mais efetivo após o termino da revisão. E depois de fechado o contrato será feito a editoração, para finalmente chegar a publicação, que espero que ocorra até o final do ano.

Paralelamente, iniciei outro livro, sem título ainda, é uma obra que aborda um novo tema, uma nova palavra, umanova ideia, qual chamei de “Mandos”. A ideia original era passar para o papel o que a música significa para mim, mas ao ver isso, me esbarro nas tradições, crenças, ideias populares e concepções que cada um já tem sobre a palavra música. Por isso me vi necessário criar outra palavra, qual busco dar forma no transcorrer do livro. De modo a mostrar que música é apenas uma manifestação ou subconjunto de mandos. E que mandos simplesmente envolve tudo. Da Filosofia à Matemática, da Criação à Liberdade de Pensar, à Linguagem, à Origem das Palavras, à Comunicação e Expressão, à Pronúncia/Fonemas/Vogais/Consoantes, Idiomas, à forma como os homens se relacionam, à forma como a Natureza se relaciona, à Saúde Física-Mental-Espiritual. E assim, com uma série de provocações, ensaios, questionamentos e analises, construo uma nova identidade sobre a música e de como interpretá-la, através da concepção de mandos. De modo, levar o leitor a digerir as palavras ousadas de Beethoven: “A música é uma revelação maior do que toda sabedoria e filosofia.” Este, já conta com 9 longos e profundos capítulos mas ainda sem prazo – gostaria de publicá-lo ainda final de 2015. 


Mas, em especial, o motivo mais celebre é que quando estou com a minha sobrinha, simplesmente não penso em mais nada a não ser brincar, descobrir, aprender, ensinar e ficar bobo com essa garotinha mais linda do mundo, e o que tem de beleza tem de doçura e fofura, sobretudo, quando canta, ao chamar meu novo nome: "Tii-tiiu!"


Aqueles que quiserem ter um acompanhamento mais presente de algumas coisas interessantes que encontro na Internet, ou notificações de última hora, podem acessar o Blog do Evandro no Facebook, basta clicar aqui.

Somos os mais fracos humanos que já habitaram a Terra

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Como classe, somos os seres humanos mais fracos que já andaram no planeta. De acordo com uma nova pesquisa da Universidade de Cambridge (Reino Unido), a tecnologia pode ser a responsável por nos tornar mais lentos e fracos que todos os nossos antepassados.

Muitos aborígines australianos pré-históricos poderiam ultrapassar o recordista mundial Usain Bolt, nas condições atuais. Alguns tutsis, povo da Ruanda, já superaram o recorde mundial de salto em altura de 2,45 metros durante cerimônias de iniciação nas quais eles tinham que saltar pelo menos a sua própria altura para avançar para a idade adulta. Qualquer mulher Neandertal poderia ter ganhado uma queda de braço contra Arnold Schwarzenegger.

Por que somos tão fracos?
Segundo a pesquisadora Alison Macintosh, a evolução provocou mudanças na divisão do trabalho e na organização socioeconômica. Conforme homens e mulheres começaram a se especializar em determinadas tarefas e atividades, como o trabalho com metal e cerâmica, a produção agrícola e a criação de gado, isso afetou a mobilidade e força dos humanos modernos.

A pesquisa

Macintosh monitorou as alterações na estrutura óssea ao longo do tempo em esqueletos encontrados em cemitérios na Europa Central. O mais antigo datava de 5.300 aC e o mais recente de 850 dC.
A sua equipe chegou à conclusão de que os humanos modernos mostram um declínio na “mobilidade e resistência”, especialmente os homens.
A cientista descobriu que a mobilidade dos primeiros agricultores – 7.300 anos atrás – estava a nível de estudantes que são corredores profissionais hoje. Em pouco mais de três mil anos, nossa mobilidade foi reduzida para o nível de estudantes classificados como sedentários.
A teoria para explicar isso é que, com o tempo, nossos ossos da perna mudaram devido à atividade menos intensa.
“Ambos os sexos apresentaram uma queda em ântero-posterior, uma queda de fortalecimento do fêmur e da tíbia através do tempo, enquanto que a capacidade das tíbias masculinas de resistir à flexão, torção, compressão e caiu também”, disse Macintosh.
Ela acrescentou que, conforme os seres humanos fizeram a transição para a agricultura na Europa Central, a necessidade de viagens de longa distância e do trabalho físico pesado diminuiu. “À medida que as pessoas começaram a se especializar em outras tarefas, poucas estavam fazendo regularmente atividades que eram muito extenuantes para suas pernas”, afirma.
Os ossos das pernas das mulheres mostraram alguma evidência de mobilidade em declínio, mas essas tendências eram “inconsistentes”.
Ela acha que a variação pode ser devido ao fato de que as mulheres têm realizado mais “multitarefas” ao longo do tempo. Macintosh disse que havia evidência em dois dos mais antigos esqueletos femininos usados para análise de que elas realizaram tarefas com os dentes, o que significa que podem não ter feito trabalhos que requeriam ossos da perna mais fortes.

Perda explicável

De acordo com o Macintosh, os ossos são extremamente plásticos e respondem com uma rapidez surpreendente a mudanças.
Quando estão sob estresse, como longas caminhadas ou corridas, os ossos se tornam mais fortes, e fibras são adicionadas ou redistribuídas onde são mais precisas.
Macintosh afirma que, na Europa Central, a tecnologia e o aumento da especialização teve um grande impacto na nossa força nas pernas. “À medida que mais e mais pessoas começaram a fazer uma ampla variedade de atividades, menos pessoas precisaram ser altamente móveis, e com a inovação tecnológica, as tarefas fisicamente extenuantes foram provavelmente facilitadas”, disse. “O resultado global é uma redução na mobilidade da população como um todo, acompanhada por uma redução na força dos ossos dos membros inferiores”.

Os incríveis humanos do passado

Um novo livro, “Manthropology: The Science of the Inadequate Modern Male” (algo como “Homemtropologia: A Ciência do Inadequado Humano Moderno”, em tradução livre), escrito pelo antropólogo australiano Peter McAllister, concorda bastante com a pesquisa de Macintosh.
Na obra, McAllister fala sobre estudos que chegaram a conclusões sobre a velocidade de aborígines australianos 20.000 anos atrás, baseadas em um conjunto de pegadas de seis homens perseguindo uma presa. Uma análise levou os cientistas a estimar que os aborígenes corriam a uma velocidade de 37 quilômetros por hora por um lago lamacento. Bolt, por comparação, atingiu uma velocidade máxima de 42 quilômetros por hora durante seu recorde no 100 metros na Olimpíada de Pequim.
McAllister afirma que, com treinamento e sapatos modernos em uma faixa de corrida, os caçadores aborígines poderiam ter alcançado velocidades de 45 quilômetros por hora. “Se eles podem fazer 37 quilômetros por hora em terreno muito macio, suspeito que há uma forte probabilidade de que eles teriam superado Usain Bolt se tivessem todas as vantagens que ele tem hoje”, diz.

Aliás, essa é só uma evidência de pegadas fossilizadas, do que poderiam nem mesmo ser os mais rápidos caçadores aborígenes da época.
Passando para o salto em altura, McAllister afirma no livro que fotografias tiradas por um antropólogo alemão mostram jovens africanos saltando alturas de até 2,52 metros nos primeiros anos do século passado.
“Era um ritual de iniciação, todo mundo tinha que fazer isso. Eles tinham que ser capazes de saltar a sua própria altura para avançar para a masculinidade”, conta. “Era algo que eles faziam o tempo todo e tinham vidas muito ativas a partir de uma idade muito precoce. Eles desenvolveram habilidades fenomenais no salto”.
Além disso, McAllister escreve que uma mulher Neandertal tinha 10% mais massa muscular do que o homem europeu moderno. Se treinada corretamente, ela teria alcançado 90% do volume de Schwarzenegger em seu auge na década de 1970. “Mas, por causa da peculiaridade de sua fisiologia, com um braço inferior muito mais curto, ela iria ganhar dele à mesa sem nenhum problema”, explica.
Muitos outros exemplos são dados no “Manthropology”. Por exemplo, legiões romanas completavam mais de uma maratona e meia por dia transportando mais de metade do seu peso em equipamentos, enquanto Atenas teve 30.000 remadores que podiam superar as conquistas de todos os remadores modernos.
McAllister apoia a mesma teoria de Macintosh sobre o declínio humano. “Nós simplesmente não somos mais expostos às mesmas cargas ou desafios que as pessoas no passado antigo e mesmo no passado recente eram expostas. Mesmo nossos atletas de elite não chegam perto de replicar isso. Estamos tão inativos desde a revolução industrial que realmente retrocedemos em robustez”. [Voanews, Independent]

Fonte: Hypescience

Nota: A suposta "evolução" do pensamento e habilidades do 'homem moderno', na verdade o está degradando: aumentando suas fraquezas e sua dependência das tecnologias. Algo a se pensar. [Evandro]

19 março 2014

O Homem e o Trabalho

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Por toda a História, podemos facilmente ver os Modos de Trabalhos no decorrer dos povos e da História. De certo modo, é dificil dizer que houve tempos em que trabalhar significou 'vida fácil', ou 'moleza', ou 'pouco esforço'; no máximo podemos apontar casos em que isso ocorreu. Mas claramente podemos ver as mudanças que ocorreram de tempos em tempos.

No inicio, o trabalho era principalmente da forma braçal, familiar. Pequenas agriculturas familiares ou tribais. Os trabalhos em geral, se davam durante a luz do dia. As pessoas trabalhavam durante o dia e a noite tinham o momento de convivencia com a familia/tribo, comiam melhor e etc.
É bom colocar que em tais tempos não havia a invenção humana das 'horas' e do 'relógio'. As pessoas não cronometravam seu tempo de trabalho. A duração do  'trabalho' ou melhor, das 'atividades', eram variáveis. Associavam a duração do dia. E ao verem que o sol iria se por, arrumavam as coisas, guardavam os animais, iam para casa. As vezes vinha chuva. E etc. O trabalho não era visto como uma trabalho, mas como atividades a desempenhar pela familia, pela sociedade, pelo próprio sustento etc.

O stress não existia. As relações afetivas eram muito mais fortes e profundas. As pessoas tomavam muito tempo uma com as outras. O próprio trabalho em si, geralmente era na companhia de outras pessoas, de modo que por muitas vezes, eram como momentos que temos com nossos amigos apenas nos feriados e fins de semana quando fazemos atividades juntas. Imagine amigos arando a terra, esperando a chuva passar, semeando sementes, cavando poços, demarcando território, preparando armadilhas, caças etc. Logo, no dia-dia, as atividades não só exercitavam o intelecto naturalmente e sem pressa, como também o corpo. E a noite era dedicada ao descanso.

Os trabalhos forçados ocorriam normalmente apenas quando pessoas eram obrigadas devido a escravidão, tiranos, guerras, ou tempos muito drásticos. E mesmo em tais, em geral, se obedecia como uma regra universal o trabalho diurno. Ainda mais, que a iluminação a noite era em geral precária.

Com os tempos, tecnologias foram sendo desenvolvidas. De inicio, a promessa do Ciência e da Revolução Industrial, seria que o homem conseguiria produzir tecnologias que o fizesse trabalhar menos, ter mais tempo para o lazer e a família, exercitar o intelecto, viver mais despreocupado. Porém, o tiro saiu pela culatra. Computadores foram inventados, e agora as pessoas precisam trabalhar na velocidade de um computador, como um computador. Sobre uma mesa, 100% focado, e só parar, quando o chip queimar. Milhões estão agora a trabalhar e trabalhar parados, de forma sedentária, de modo a se simularem como sendo uma máquina ao invés de homem, humano, amigos, família, tribo. Inventamos a tecnologia para termos noites bem iluminadas, com serviços, transporte, entre outros, e isto fez com que a noite, ao invés de 'pararmos', de termos o momento de união com amigos, familia, descanso; aproveitamos este 'tempo vago', para estudar, acrescentar novos acessórios e versões ao nosso robo (nosso corpo e mente) para assim, dar um upgrade na 'nossa máquina' e poder trabalhar mais, mais rápido, por mais tempo e mais concentrado. As noites se tornaram cada vez mais curtas. E inumeráveis problemas de saude criamos e passaram a existir, por causa de um modo doentio de se viver como um cancer.

A Bíblia é um livro que trata sobre o trabalho praticamente de capa a capa. Após a Criação, Deus dá ao homem o trabalho de administrar, ser a cabeça, o mantenedor, o organizador, o protetor do mundo. O homem responsável por cultivar a vida e as obras da criação. Já após o pecado, diz que "pelo suor do teu rosto comerás teu pão". O mundo que até então de forma harmoniosa, provinha os alimentos necessários ao homem. Agora ele teria que labutar, e desprender grande esforço, tempo e trabalho em prol de conseguir o seu alimento.

Salomão tem muitos provérbios a respeito do trabalho. Talvez seja a pessoa que mais é duro quanto a pessoas preguiçosas, vagabundas, que querem tudo na mão, que ficam só dormindo. Há vários duros provérbios sobre isso. Porém, há 2 pensamentos no livro de Eclesiastes que no meu ver são magnificos. Antes, é bom ressaltar que Salomão exalta o trabalhador diligente, o próprio Jesus faz uma parabola sobre o servo bom, aquele que com 1 moeda, conseguiu mais moedas. Mas veja com atenção:

"Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.
Eclesiastes 9:10"

Devemos fazer o melhor possível o trabalho que vier para fazermos. Darmos o melhor de si. Porém, novamente, os homens de antigamente eram muito mais sábios. Eles sabiam, assim como eu e você sabemos, que trabalhar demais é penoso, é um male, nos esgotam. A história de Jacó e Labão mostra claramente um caso em o patrão tornou o trabalho de Jacó um puro sacrifício. Salomão, diz uma pérola, uma frase super clara para todas as gerações pensarem e meditarem:

"Somente um homem muito tolo, tão tolo, que nem consegue encontrar o caminho de casa, se esgota de tanto trabalhar." Ecl. 10:15

É tolisse se esgotar de tanto trabalhar. O relógio da vida não para. Há tempo para todas as coisas, e destruirmos o tempo das coisas para inflar o tempo do trabalho é uma loucura! Mas isso o fazemos. Porém não o fazemos - geralmente - porque queremos. Mas porque a sociedade muitas vezes nos impõe condições que precisamos nos esgotar para sobreviver, como escravos. Já outras simplesmente porque o trabalho se tornou um cancer em nossa vida que não para de crescer e vai roubando a vida vital dos outros órgãos, inflando e inflando, até nos levar a tal ponto de loucura que só conseguimos pensar e viver em função do trabalho.E muitas vezes isso simplesmente ocorre pela ambição, pelo desejo de mais poder, dinheiro e a 'fantasiosa segurança'. Para quais Salomão alerta:

"Quem ama o dinheiro não se fartará de dinheiro; nem o que ama a riqueza se fartará do ganho; também isso é vaidade." Ecl. 5:10

Vale a pena lembrar que o homem que disse tais palavras, era aquele que se tornou um dos mais ricos reis de seus tempos, talvez o mais rico da Antiguidade.

O mundo, as empresas hoje estão nessa louca e insasiavel corrida por dinheiro e mais dinheiro. Nunca se farta. E está a provocar culturas e males na sociedade e em seus trabalhadores. Algumas alternativas estão surgindo mas ainda timidas. Temos que tomar cuidado, encarar o espelho e ter um encontro com nossos olhos inchados, dores de tantos movimentos repetidos, articulações atrofiadas, postura destruída, mente vazia para a vida, relacionamentos, amigos, parentes que se tornaram distantes, filhos que se tornaram desconhecidos, e percebermos que sempre haverá trabalho e mais trabalho, não importe o quão trabalhemos hoje.

Na idade mais sóbria de seus pensamentos, concluiu salomão o ideal a respeito disso:
"Duas coisas te peço; não mas negues, antes que morra: Alonga de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza: dá-me só o pão que me é necessário;" Prov. 30:7-8


Eis o ideal. O homem não viver, não trabalhar em função do dinheiro e do poder, mas do seu sustento, fazendo tudo o que vier em suas mãos da melhor forma possível. Dando também a devida atenção para todas as partes, todos os órgãos, de forma harmoniosa entre todas as partes da vida. Seja a familia, os amigos, a saúde, a arte, o desenvolvimento intelectual, crescer em todos os saberes, crescer na visão de mundo, a sociedade; ao invés de meros robôs programadas e otimizados para desempenhar um determinado conjunto de operações sentado numa cadeira, numa mesa.

"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.
Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela."
2 Timóteo 3:1-5

26 janeiro 2014

Eclesiastes - A Realidade Nua e Crua

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"Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, pois naquele se vê o fim de todos os homens; e os vivos que o tomem em consideração. O coração dos sábios está na casa do luto, mas o dos insensatos, na casa da alegria."
Eclesiastes 7:2, 4

Quase todos - acredito eu - um dia param para pensar no significado de suas vidas, tão breves. Muitos dos grandes pensadores tentaram uma frustrado tentativa de criar uma ideia ridiculamente sem estrutura de que o propósito da vida é "Evoluir", ou isso, ou aquilo. No livro de Eclesiastes - um dos mais formidáveis na Bíblia, no meu ver - é um livro com declarações inquestionáveis que por fim deixam bem claro a realidade:

1. A ausência de significado na vida sem Deus; (C. S. Lewis desenvolveu melhor este pensamento, concluindo ainda além, de que a exclusão total de Tao leva ao homem a sua própria abolição. Ver "Aboliçaõ do Homem")

2. O que dá significado a vida? Comer, beber e diverti-se com o fruto do seu trabalho é o melhor que o homem pode fazer. Mas isso não faz sentido, não tem significado, é passageiro, é vaidade.

3. Nossas lutas, sonhos, trabalhos, realizações, relacionamentos e ambições são apenas exercícios de futilidade.

4. Com a morte, tudo perde o significado.

5. É tudo uma questão de tempo. (e a vida dura pouco)

Gostamos de diversão, alegria, risos, banquetes, carnaval, drogas, bebidas, baladas, muito sexo, filmes, teatros, danças, esportes porque essas coisas nos ajudam a escapar da realidade. Salomão de certa forma escarnece o homem que fica a perder tempo nessas futilidades. Pois essas coisas nos desviam, não nos faz pensar, nos anestesia para verdade nua e a crua.A verdade de que vaidade de vaidade tudo é vaidade. E que assim como a erva no campo, nasce, cresce, virá palha e passa, assim é o homem. Um dia você vai ser provado, e verás que não é melhor do que os animais. Um dia você irá morrer e virar pó, seja gordo, seja magro, seja rico, seja pobre, seja PHD, seja um ignorante, seja esportista, seja sedentário, seja de muitos amigos, seja apenas a si, assim como os animais, assim como a barata e a formiga. Você e eu passaremos.

Viver sem Deus, não tem significado, preenchimento algum. Talvez para alguns apenas demore mais para se deparar com essa realidade. E se entorpecer com essas 'distrações' apenas o evitará de tomar consciência disso.

Por outro lado, Salomão exorta a casa de funeral, ir aonde há luto. Por que? Porque simplesmente ali somos obrigados a pensar. Ali somos obrigados a nos deparar com essa realidade, o que de outra forma não faríamos. Nas palavras de Amin Rodor: "Isso não significa ser pessimista ou eliminar a alegria da vida, mas descobrir onde a verdadeira alegria e felicidade são encontradas em base permanente". E então, por fim, nos últimos versos de seu livro, Salomão declara: Temer a Deus e guardar os Seus Mandamentos, eis o dever de todo o homem. Aí está a única coisa que pode preencher, trazer razão, significado a vida do homem. A verdadeira satisfação não é encontrada "debaixo do sol", onde tudo passa; é experimentada apenas nAquele que está acima do sol.


08 janeiro 2014

Campori de Desbravadores da DSA 2014

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Está acontecendo, oficialmente iniciou hoje, dia 8 de janeiro de 2014, o Campori da Divisão Sul-Americana (praticamente toda América do Sul), na cidade de Barretos.

Ao todo, são estimados mais de 35mil desbravadores das mais diversas cidades, de todos estados do Brasil, e de vários países da América. É um dos eventos mais aguardados que ocorrem a cada 10 anos se não me engano. Muitos amigos de longa data se encontram lá neste momento, alguns em especial como o Eliezer que será investido em Lider Master, o Davis, a Patrizia, o Renato... - um ótimo Campori para vocês. E espero terem pique para suportar 10 dias de Sol acima dos 34 ºC.

Infelizmente, desta vez não pude ir (para quem foi em mais de 8 Camporis, é dificil ficar fora de um, nem que seja para poder visitar no fim de semana). Sim! Devido a grande quantidade de pessoas, foi limitado o acesso para visitantes. É necessário reservar uma vaga para visitar e pagar uma taxa de 25U$.

Para assistir Ao Vivo a programação que durará nos próximos 10 dias, entre fotos e outros, acesse:
Campori DSA 2014 - Ao Vivo [Link]

Galeria de Fotos do 1º Dia [Link]

Outros Vídeos [Link]


28 dezembro 2013

Tenha um Feliz 2014 com Pensamentos Produtivos

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"Diz o preguiçoso: Um leão está no caminho; um leão está nas ruas."
Provérbios 26:13

Pessoas que não passaram por grandes dificuldades na vida, ou muito mimadas, em geral, lidam de maneira muito frustrante com dificuldades, problemas e desconfortos. Outra grande parte das pessoas, exercitaram pouco ou mesmo nada o músculo da razão em lidar com problemas.

Matematicamente, podemos praticamente traduzir todos os problemas num sistema de equações. E todo sistema de equação tem 3 possibilidades:
- Sistema com uma solução possível e exata (precisa, perfeita);
- Sistema com muitas soluções possíveis e exatas (precisas e perfeitas);
- Sistema com solução impossível;

Porém, mesmo um Sistema com Solução Impossível, pode ter uma solução "aproximada".

O que quero dizer com isso? Todos os problemas que existem são contornáveis. A grande questão é encontrar uma solução (perfeita ou aproximada).

Porém, infelizmente, conhecemos muitas pessoas (por diversas vezes, nós mesmos), que tomamos uma postura totalmente negativa e empacada diante de um problema. E nessas situações, costumamos tomar uma postura de "autodefesa" de nos "justificar" - e fazemos isso inconscientemente.

Veja um exemplo:

- Capitão! E agora? Você nos trouxe para o meio de uma armadilha. Estamos cercados! O Exercito Russo está cercando o outro lado do rio. Outro grande exercito está vindo até nós pelo oeste, norte e sul! O Rio Berezina está com correnteza forte, águas congelantes! A temperatura está -20ºC. Estamos congelando. Com fome. Cansados. Doentes. Com pouca munição. A Artilharia não consegue se deslocar em meio a neve. É impossível atravessar o rio.

O que você faria numa situação dessas? Onde todos os fatores estão contra você. Onde tudo indica que você será uma presa fácil. E que provavelmente os inimigos irão te destruir, te matar, ou te levar como prisioneiro de forma torturante?

Essa História é verdadeira e realmente aconteceu na Rússia, em 1812, na Campanha de Napoleão de invadir a Russia, mas que foram pegos pelo forte inverno, e então tiveram uma extraordinária campanha para conseguir voltar a França, ainda vivos (pelo menos alguns milhares, entre os tantos que foram). A travessia do rio Berezina, foi considerada talvez a maior façanha da História militar. E apesar da derrota ao invadir a Rússia. Napoleão foi um extraordinário vitorioso em conseguir se tirar, fugir da Rússia, enquanto esta o perseguia com todas as forças. Napoleão se encontrava na situação mais dificil de todas.

Ele poderia fazer um anuncio de derrota. Reclamar dos fracassos e erros de seus comandantes, tropas. Das ordens não obedecidas. Da falta de planejamento. Da falta de treino. Fazer um discurso de derrota. Colocar a culpa em alguem. Ou ficar dialogando e apenas falando do erro, de como estão numa situação dificil, e de que não tem solução, e que não dá para atravessar o rio e que isso e aquilo. Como costumamos fazer com nossos problemas no dia-dia, perdendo grande tempo, se focando em ficar falando 'sobre o problema'.

Ao invés disso, Napoleão ordenou suas tropas que, em silencio, construíssem 2 pontes, próximas, em total silencio. Sem ascender fogueiras a noite (apenas o minimo necessário). Tomarem todos os cuidados possíveis para que os inimigos não os percebessem. Ao mesmo tempo, envio uma pequena tropa de cavalaria, em direção ao Sul, de modo a enganar o exercito que os aguardava do outro lado do rio, que eles se deslocariam para o Sul, e tentariam atravessar numa outra cidade. (e eles morderam a isca). Enviou uma pequena tropa de cavalaria a atravessar imediatamente o rio, e exterminar o pequeno grupo de soldados que observavam e guardavam o rio. De modo que em menos de 2 dias conseguiram terminar as pontes de forma bem improvisadas. E então, avançaram de forma ordenada, enviando algumas tropas a frente, pois a travessia de toda multidão, levaria muitas horas, e eles precisava proteger a outra margem, a ponte e a travessia.

Ao exercito que mordeu a isca, percebeu que foram enganados, voltaram com furia total, de modo a conter a travessia. Porém, Napoleão fortificou com centenas de canhões, cobrindo as duas margens do rio, do ponto de travessia. E enviou uma forte tropa, com a missão de conter a todo o custo o ataque do exercito que vinha do Sul. Enquanto a outro, de conter o ataque que vinha do Oeste, de modo a dar tempo do maior numero possível de pessoas atravessarem as pontes, antes deles a queimarem.

Os Exércitos de forma heroica e gloriosa conseguiram conter os ataques, não regredindo um passo sequer na linha de defesa. E uma grande parte do Exercito conseguiu atravessar seguradamente a ponte. Porém, já nas últimas horas da travessia, foi um total caos, e dezenas de milhares jaziam ali, numa das cenas mais horrorizantes descritas na História das Guerras.

A travessia do Rio Berezina foi considerado um dos maiores feitos da genialidade estratégica de Napoleão em guerras. O Exército Napoleônico era terrível e implacável! E os próprios russos adquiriram enorme admiração por esse grande feito. Pois a volta para casa, foi a grande vitória do exército derrotado.


Voltando a questão, caro leitor. Percebe que Napoleão tinha um problema X, com diversos parâmetros monstruosos? Esse problema tinha uma solução perfeita? Talvez, quem sabe? Mas aparentemente não, pois parecia impossível. Então Napoleão sem perder tempo (pois não tinha 1 segundo sequer para ficar reclamando da má sorte), se focou em desenvolver e executar uma estratégia para resolver o problema de maneira aproximada. Ou seja, dezenas de milhares morreram. Perdeu muitas tropas. Muitos dos seus melhores homens. Centenas, talvez milhares de artilharia. E por muito pouco quase foram pegos. Porém, conseguiu ainda que com uma perca X, uma enorme vitória.


2014 está chegando, ou já chegou. E certamente, vamos lidar com um monte de situações e problemas em nossas vidas. Se querermos ter um Feliz Ano Novo, Prosperidade, Grandes Conquistas e Vitórias neste próximo ano, devemos seguir está grande característica de todo grande líder e homem. Quando se deparar com um problema. Para de reclamar do problema, ou de ficar dialogando o quão difícil ele é, ficar chorando pelo leite derramado, ao choramingar pela má sorte, ou ficar apontando para os outros que a culpa é deles. Você vai ter um problema em mãos, em nenhuma atitude dessas irá resolvê-lo. Apenas irá agravar conforme mais tempo se perde. Ao invés disso, pense, trabalhe, tende em procurar resolvê-lo, se não há uma solução perfeita, qual então a melhor, mais próxima a se fazer. Que atitudes assertivas a se tomar.

E certamente irá se surpreender com resultados impressionantes. E com grandes conquistas neste ano.
Além disso, perceberá o quão tempo perdeu com demagogias, palavras inúteis, que não levaram a lugar algum.

Wilson era um cara que chegou aos 50 anos de vida com a saúde muito debilitada. Um homem sedentário que bebeu e fumou a vida inteira, se via agora com uma grave complicação na sua saúde, e com o pé necrosado. Os médicos condenavam sua morte que poderia vir em pouco tempo. Porém Wilson, não ficou choramingando sobre seu estado de saúde, seus problemas, seu pé, o caos que provocou nesta saúde em todos seus 50 anos de vida, maus hábitos... Se agarrou ao objetivo de viver, sobreviver, e adiar o mais possível a morte. Foi assertivo. Perguntou ao médico o que poderia ser feito para tentar salvá-lo. O médico disse que teria que amputar até o joelho uma das pernas. Fazer um longo tratamento para a infecção. Teria que parar de beber e fumar. E adotar um novo estilo de vida. Wilson topou a ideia, parecia ser a solução mais 'aproximada', e com melhores chances de sucesso. Amputou a perna. Mas longo encomendou uma prótese. Quase morreu num doloroso tratamento com fortes remédios. Mas meses depois, já havia parado de beber e fumar. Adotou uma alimentação saudável. Mudou para o campo. Passou a ter uma tranquila rotina com muitos trabalhos manuais e atividade física. E para a surpresa de todos. 10 anos depois estava escalando as maiores montanhas do mundo, com um porte físico que nunca teve em sua vida.

Procure falar e pensar menos dos problemas. Eles não merecem nenhuma fama.
Procure falar, pensar e agir mais em como solucioná-los.