24 abril 2016

Criando Botões Personalizados no Excel 2007/2010/2013/2016

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A pedido de alguns leitores do blog, segue uma atualização do post original (Criando Botões Personalizados no Excel) que era para o Excel 2003, de como criar botões personalizados nas novas versões do Excel (2007 em diante).

Existem 2 modos, abortarei o mais prático.

1. Habilite a Guia Desenvolvedor através do "Mais Comandos..." no topo esquerdo (teclas de atalho rápido).






2. Acesse o método Gravar Macro ou insira-a manualmente através da criação de um Módulo.



Para acessar a janela do Visual Basic for Applications (VBA), basta teclar Alt+F11.


3. Crie a macro / procedimento / método desejado.

Como exemplo, criei a seguinte macro para fazer uma simples formatação, com o "Macro1_exemplo()"






4. Adicione a macro como um atalho rápido.


Após acessar o "Mais comandos...".
1. Selecione "Macros";
2. Escolha a macro desejada (no caso, "Macro1_exemplo()");
3. Clique em Adicionar;
4. Ao aparecer o botão no lado direito, clique em "OK"

Nota: Você pode alterar o nome e ícone de exibição no botão "Modificar", se desejar.

5. Pronto! O novo botão personalizado está pronto para uso.



Existe outro modo mais avançado. Você pode criar uma Guia e um botão todo estiloso na barra de ferramentas. Mas isso ficará para um dia mais oportuno.

Espero que possa ter ajudado-o.
Um abraço!

13 março 2016

Livro: O Capital (Análise)

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Karl Marx, no século XIX, estava dentro de um contexto K social, político e econômico, possuía um conjunto R de dados. E a partir de tais, escreveu um dos seus 'tratados' mais famosos da história, o famoso O Capital. Bem, como seria se, quase 200 anos depois, Karl Marx, fosse rescrever seu livro, com o contexto K2, com um conjunto R2 de dados (além de computadores, Google, Estatística) para fazer suas análises e, um dos pontos mais interessantes: saber o que ocorreu após sua obra, reconhecendo que sua teoria fracassou sobre o colapso iminente do capitalismo.

Thomas Piketty, economista francês escreveu seu trabalho num best-seller que aparenta ser uma 'nova visão', 'atualização', dos passos iniciais dados por Marx. E que pretende manter a mesma linha de pensamento no grosso, mas com algumas 'adaptações', novos estudos de casos e abordagens que fazem o leitor refletir sobre algumas correlações interessantes e não casuais.

Bem, logo na introdução do livro (~40 páginas), Piketty deixa bem claro o que o leitor irá se deparar no decorrer da obra. Além disso, ele deixa por expresso que sua visão sobre a Economia, sobre o Capital, dentre outros, é uma visão 'a la francesa' (e que os economistas franceses estão em uma crise de irrelevância no mundo) e que ele não adere, antes, desconsidera, e despreza claramente o trabalho de outros (especialmente dos economistas norte-americanos). Como não dá credibilidade as ideias mais liberais.

Em grande resumo. O autor faz um grande enfoque de que 'o grande problema' a ser enfrentado é a Distribuição Desigual de riquezas. E minimaliza a ideia do Capital (como exclui o 'capital humano') o e do crescimento econômico, fazendo algumas relações bem simplistas, mas muito lúdicas. Além disso, sua principal métrica para mensurar a riqueza são dados obtidos por declarações de Imposto de Renda. Seu trabalho, estuda, especialmente, alguns poucos países (menos que 1 dúzia) - as principais economias do mundo.

A sua premissa de Ideal Justo encontra-se no subtitulo "O quadro teórico e conceitual", em sua Introdução: "Não me interessa denunciar a desigualdade ou o capitalismo enquanto tal - sobretudo porque a desigualdade social não é um problema em si, desde que se justifique, desde que seja "fundada na utilidade comum", como proclama o artigo primeiro da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão e 1789. ... O que me interessa é contribuir, pouco importa quão modestamente, para o debate sobre a organização social, as instituições e as políticas públicas que ajudam a promover uma sociedade mais justa. Para mim, isso só tem validade se alcançado no contexto do estado de direito, com regras conhecidas e aplicáveis a todos e que possam ser debatidas de maneira democrática." (p. 37)

O livro é recheado de exemplos e análises - muitas delas são muito interessantes e nos fazem de fato repensar sobre muitos processos que ocorrem no mundo, além de gráficos bem didáticos e pertinentes. Porém, que, infelizmente, para uma obra deste cunho, é fraquíssimo em abordar outras medidas e instrumentos em análise, como taxa de juros e inflação. O que nos impede de ter uma visão mais aprofundada do que os números de fato significam. De modo que, a única variável que fica mais embasa de análise é a questão das maiores concentrações. Porém, o livro foge da matemática, da estatística e de estudos mais profundos.

Por fim, a grande proposta do autor para melhorar o quadro mundial é a taxação de grandes fortunas, heranças e ganhos sobre capital. Até mesmo a implementação de um imposto mundial sobre as maiores fortunas. Porém, o próprio autor, evita de tratar sobre a destinação destes recursos (provavelmente o Estado) e de falar do Estado como uma máquina de concentração de riquezas. A visão sobre a produção/produtividade/meritocracia/propriedade privada, também é simplória (se presume, nas entrelinhas, que é uma questão secundária desprezível).

A grande conclusão pertinente que podemos tirar do livro é um claro sinalizador da gravidade do Acumulo de Riquezas e da Desigualdade Social em níveis alarmantes. E que, sim, precisamos pensar muito sobre isso e em como buscar melhorar este quadro.

Porém, é um livro que não agrada nem as linhas de pensamentos mais clássicas, (tachadas de 'capitalistas'), liberais e produtivas; tampouco, as linhas de pensamento mais comunistas e socialistas. Para os primeiros, este é um livro não dos mais relevantes. Para os segundos, comunistas ainda presos aos pensamentos, dados e pressupostos do Século XIX, é um livro quase que herege por contradizer Marx e até mesmo falar que ele errou; além do livro não demonstrar depositar suas fichas numa igualdade de distribuição de renda, nem do controle completo do Capital pelo Estado (a Máquina Pública). Além do livro fugir e recorrer para outras análises mais profundas sobre as questões que impactam a Economia e a Distribuição de Rendas do que meramente ao confronto/choque entre capital x trabalho (burgueses x proletário).


É uma obra, no meu ver, mais curiosa do que interessante. Ela não nos ensina muito sobre os pensamentos de Marx em sua obra original, nem muito sobre o comunismo mais moderno. Tampouco nos ensina para o outro lado. Mas o livro tenta fazer uma outra abordagem tentando focar o que o autor considera o coração do problema.


A obra Por que as nações fracassam é uma obra mais pertinente e abrangente. Pois, o que para Piketty é o cerne do problema, para Daron Acemoglu & James Robinson é uma entre as consequências de algo mais profundo. Porém, ambos ainda apostam suas fichas na Política.
Infelizmente, ambos best-sellers são pobres filosófica-teologicamente.

Dica: O livro 'A Revolta dos Injustiçados - Eustáquio & Tratado Sobre Envolvimento Cristão na Política' é uma obra complementar muito boa por abordar um outro aspecto totalmente desprezado pelos autores, que é a questão da luta que ocorre na mente do homem em seguir x desprezar um Ideal Máximo (o que envolve claramente um embate filosófico e religioso) .

11 março 2016

Livro: Por que as nações fracassam (Análise)

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O livro Por que as nações fracassam (Why Nations Fail) é uma obra fantástica que elucida muito bem um olhar sobre o que leva uma nação a ser bem sucedida ou fracassada, olhando para a História das nações atuais, assim como de civilizações perdidas, como os Incas, diversas tribos da África e até mesmo Roma em seus tempos de glória e decadência.

O livro não é exatamente um livro de Economia nem de Política. Seus autores (Daron Acemoglu & James Robinson) buscaram estudar 'as Nações'. De modo que, resumidamente, tenta responder a questão: O que faz ser tão diferente a vida de um jovem americano que vive em Houston, de um jovem mexicano que vive querendo atravessar as fronteiras para os EUA? Ou seja, por que em algumas nações a economia é mais forte, a produtividade é maior, existem tecnologias entre outros que conseguem driblar os problemas Geográficos (por exemplo), com mais segurança, baixa miséria, e onde as pessoas conseguem sonhar em melhorar a qualidade de vida, e em outros países não há nada disso, ou, se tem, é bem limitado?

Para isso os autores desenvolvem o conceito de que o que ‘promove’ (num bom sentido) uma nação é um conjunto de Instituições Políticas e Econômicas que instaurem/cultivem/protejam/desenvolvam um Ciclo Virtuoso Inclusivo; e, do outro lado, o que destrói ou impede um crescimento contínuo de uma nação é um conjunto de Instituições Políticas e Econômicas que promovem um Ciclo Vicioso Extrativista.

No plano de fundo, a obra trata das origens/causas da riqueza e da desigualdade social. Porém, é por um ângulo muito diferente de Karl Marx e das escolas francesas (como Thomas Piketty, por exemplo). Nesta obra, o lado financeiro, a desigualdade social, dentre outros, são consequências e não causas a priori (porém, retroalimentam um ciclo vicioso). Esta obra tem um enfoque muito mais voltado para o papel das instituições políticas e econômicas de modo que:

  1. Se tais instituições buscam proteger e promover um sistema mais inclusivo, distributivo de poderes, de garantir e proteger a propriedade privada e a liberdade das pessoas de investirem, crescerem; e, assim, fragmentar a participação e poder dessas pessoas, sem enrijecê-los. (com um grande teor de ideais liberais). Então, a desigualdade social tende a diminuir e o crescimento econômico e de politicas inclusivas tendem a crescer a longo prazo.
  2. Se tais instituições buscarem concentrar mais poder no Estado, ou nas mãos de poucas pessoas e empresas (monopólios); remover o direito sobre propriedade privada e privar a liberdade das pessoas de buscarem crescer com as próprias pernas, e sim, antes, explorando a mão-de-obra dessas pessoas para atender os interesses dessa minoria. Bem, então o pais tende a ter a desigualdade social a aumentar e o crescimento econômico a ser insustentável a longo prazo e tender a miséria.
O livro é muito rico, pois envolve uma pesquisa histórica muito longa, e trata de inúmeros contextos. Desde a Inglaterra quanto a URSS, China, Austrália, Argentina, dentre diversos outros. A pesquisa dos autores é muito rica! Além disso, mexe em pontos polêmicos como que a “Ajuda Externa” é incapaz e pouco efetiva em ajudar uma nação a se tornar mais inclusiva, muitas vezes, favorecendo a continuar se tornar extrativista.

O segundo captítulo dele é muito controverso, uma vez que ele tenta destruir por completo outras grandes propostas e linhas de pesquisas, como se simplesmente elas não são suficientemente tão boas quanto as ideias dele. Há um pouco de arrogância e passar por alto em alguma dessas ideias levantadas. Pois os autores, por exemplo, deixam de abordar o comportamento e a natureza humana, como a moral (o seu impacto, inclusive, da filosofia, dentre outros, como essenciais 'causas' de comportamentos que se resultam nessas instituições e intuitos que ele tanto decorre no livro). Além disso, falha ao deixar de falar da promissora Economia Compartilhada, Internet das coisas, e algumas grandes mudanças e novidades atuais. Porém, isto o faz de propósito, pois segundo a ideia do livro, tais estão incorporadas, em última instancia a ideia da prosperidade ou do fracasso de uma nação.

Durante todo o livro os autores buscam enfatizar, resumir e deixar claro suas ideias defendidas e onde querem chegar. Também é um livro bem escrito no sentido de escrever o essencial quase resumido. Não é um livro que você pensa que aquele parágrafo, página ou capítulo foram desnecessários. Os ultimos capítulos são uma conclusão, onde os autores eludem e se abrem mais. Também colocando alguns questionamentos. E alguns grandes pontos que abrangem mais a complexidade do que estão falando. E é onde se redimem, em dizer, que sua obra, por fim, não diz o 'como fazer' para romper um ciclo vicioso e promover um virtuoso no lugar. Até mesmo coloca que é necessário sorte para isso. (Como um aspecto que transcende ao controle do homem.)


Dica: O livro 'A Revolta dos Injustiçados - Eustáquio & Tratado Sobre Envolvimento Cristão na Política' é uma obra complementar muito boa por abordar um outro aspecto totalmente desprezado pelos autores, que é a questão da luta que ocorre na mente do homem em seguir x desprezar um Ideal Máximo (o que envolve claramente um embate filosófico e religioso) .

27 setembro 2015

O Catecismo e os 10 Mandamentos

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A tabela abaixo mostra algumas mudanças feitas deliberadamente pela Igreja Católica, com a prerrogativa da autoridade divina do Papa, em prol de anular/eliminar aquilo que a Lei de Deus expressa ser a vontade de Deus, escritas pelo dedo de Deus em tábuas de pedra. Esta mudança foi unicamente para tentar harmonizar a Bíblia para com as tradições e dogmas construídos/incluídos pela Igreja Católica ao longo dos séculos contrárias a ela.


02 setembro 2015

Livro: Por que as nações fracassam - critica inicial

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Estou lendo o best-seller "Por que as nações fracassam" de Daron Acemoglu e James Robinson, um professor de Economia no MIT, o outro, professor de Administração de Pública de Harvard (ambos nos EUA).

Bem, estou na página 50 ainda, mas já tive grandes surpresas e degustações, ao mesmo tempo, grandes decepções sobre esse livro.

É muito interessante que ele trás muitos dados e informações, além de histórias muito interessantes, especialmente sobre a colonização das Américas, em detalhes que nunca me foram contados. Todavia, a partir do capítulo 2, fica mais evidente suas fraquezas. Neste capítulo, os autores tentam destruir outros grandes modelos que explicam algumas coisas. Tentando, apenas levar a concluir de que o único modelo realmente verdadeiro e que explica as coisas de forma para tudo é de que o progresso das nações dependem apenas de um sistema político que produzem instituições financeiras capazes de dar os incentivos corretos para as pessoas. Dado esta fórmula do sucesso, os autores se prendem em refutar qualquer outra fórmula e a favorecer esta.

Além dessa simplificação, os autores também definem que o sucesso de uma nação é uma nação ser como os Estados Unidos, enquanto que, o oposto, seria um país ser como o Congo, Serra Leoa, Bolívia, Guatemala, Síria. [Bem, são professores de universidades nos EUA. Esperar o quê?] Eles colocam, como uma das principais medidas de sucesso e fracasso de uma nação o PIB per capita, a produção industrial, dentre tantos outros. Sendo que estas definições de sucesso e fracasso são coisas de que os autores não demoram nem um único parágrafo para explicar o que levou tais a adotarem tais medidas, como o indicador de sucesso e fracasso? No decorrer do livro, deparamos com muitas classificações arbitrárias, históricas, de países/povos que foram melhores ou piores do que outros; sem, nenhuma boa justificativa.

Quando, no capítulo 2, tenta destruir a ideia do argumento cultural (o que ele simplifica em chamar tudo o que é filosófico, religioso, moral, dentre outros, como sendo "moral"), é onde mais os autores são levianos, fracos, e, às vezes, contraditórios em sua argumentação. Veja este trecho absurdo sobre o Congo:

"Graças aos portugueses, os congolenses aprenderam sobre a roda e o arado, cuja adoção foi mesmo incentivada por missões agrícolas lusitanas em 1491 e 1512. Contudo, todas essas iniciativas fracassaram. Não obstante, os congolenses estavam longe de ser avessos às modernas tecnologias em geral; foram muito rápidos, por exemplo, em adotar outra venerável inovação ocidental: a pólvora. Usaram essa nova e poderosa ferramenta para responder a incentivos de mercado: a captura e exportação de escravos. Não há nenhum indício de que a cultura ou os valores africanos de alguma maneira concorressem para impedir a adoção de novas tecnologias e práticas." (p. 46)

Como eles conseguem tirar uma conclusão como esta? Aliás, repare no arranjo de palavras, jogo de palavras que os autores precisam fazer para dizer, o que poderia ser escrito como apenas:

"Os portugueses levaram a tecnologia da roda para a agricultura para os congolenses, porém estes não aderiram a tal. Por outro lado, aderiram a pólvora para caçar pessoas e vendê-las como escravas."

Não só evitaria uma monte de palavras arbitrárias como "adorar outra venerável invenção ocidental" [E os julgamentos arbitrários do autor. Além, de um sútil erro de, apesar de serem os Portugueses que estavam levando a tecnologia da pólvora para eles. A pólvora não é uma invenção/tecnologia do Ocidente, mas sim do Oriente, na China (afirma muitos autores)]. Mas também, em uma parte anterior, quando fala sobre argumentos do tipo geográficos, ele fala que a África Sub-Saariana não desenvolveu muito a agricultura, mas a caça era comum. Logo, o que o próprio autor disse dá margem para hipótese de que a preferência do povo de Congo pela pólvora ao invés da roda agrícola, pode ter decorrido devido a uma tendência cultural de preferirem a caça (mesmo que humana) a produção agrícola (como o próprio autor afirma anteriormente). Todavia, o autor não justifica, não dá ao trabalho de verificar tal hipótese. E não coloca que a própria adoção ou não de determinadas tecnologias tem bases culturais/morais/religiosas, dentre outros.

Em outro ponto, tais autores faz a colocação mais absurda de todas! Ele diz: "religião, ética nacional, valores africanos ou latinos – não têm importância para entendermos como chegamos até aqui e por que as desigualdades do mundo persistem." (p. 45) E não dá nenhuma explicação, nenhum dado, nem uma única palavra de como ele chegou a conclusão de que tais coisas "não têm importância para entendermos como chegamos até aqui". Ou seja, estudar a História das Religiões, Filosofia, Ética, os valores africanos e latinos (podemos adicionar Geografia e Biologia, pelo contexto), não vai ajudar em ABSOLUTAMENTE NADA para entendermos como o mundo chegou a ser como é hoje. [Me nego a comentar sobre isso.] Mas é interessante observar que na frase seguinte o livro afirma que "a confiança entre as pessoas" é algo que afeta em aparte. [E, ao mesmo tempo, os autores removem a associação das pessoas confiarem uma nas outras, com religião, moral, valores éticos. Vai entender.]


Essas atitudes dos autores tornaram frustrante este livro, apesar de ainda estar no começo, fico a imaginar que encontrarei muitas coisas desse teor, no decorrer da leitura. Mas, provavelmente, encontrarei muita informação e história interessante.






31 janeiro 2015

Seus Dentes, Saúde e Você

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O que todos deveriam saber sobre Saúde dos Dentes (Odontologia)

No final da adolescência, na época que tinha que escolher uma carreira, por muito pouco – na verdade foi difícil decidir – não cursei Odontologia na UNESP de São José dos Campos. Um dos grandes motivos para isso é que tive uma vida de muito contato com dentistas e mais dentistas, todavia, como paciente por inúmeros problemas, ligados com Ortodontia (posição dos dentes, ângulos, medidas, formatos, mordida etc. que normalmente se tratam com ‘aparelho’) dentre outros como limpeza, cáries etc. Nessas idas e vindas, acredito que devo acumular mais de 100 passagens por consultórios de 15 a 20 dentista nesta vida, assim como passei por uma delicada Cirurgia Ortognática. E, neste percurso da vida, aprendi muitas coisas que gostaria de compartilhar com meus leitores.


1.) Seus dentes dizem MUITO sobre você
Neste caminho, descobri que os dentes, sua dentina, seu sorriso, são uma das coisas que mais reparamos nas pessoas, sobretudo quando conversamos com elas pessoalmente (olhando para o rosto). Reparamos se os dentes são muito tortos ou não, se é largo ou retraído, se estão muito limpos ou muito sujos, assim como se o hálito é fresco e agradável ou muito pesado e desagradável. E fazemos isso até mesmo de forma inconsciente.

E isso, não são considerações apenas 'estéticas' (o que alguns consideram supérfluo), mas são análises que fazemos sobre a saúde da pessoa, e sobre hábitos de higiene, dentre tantas outras. O que esconde inclusive questões: “Por que essa pessoa não tratou seus dentes? Será que por desleixo? Por falta de tempo? Tem alguma doença bocal? Ou por dificuldades financeiras?”. Além disso, por exemplo, revelam um pouco sobre a sua idade. Dentes de leite - comum em crianças até os 7 anos - são geralmente um pouco mais brancos e claros do que nos permanentes adquiridos na adolescência em diante (talvez daí o apelido “de leite”). Com o passar do tempo, por diversos processos, os dentes tendem a escurecer, ou ficar mais amarelado. Um dos motivos é pelo desgaste do esmalte (essa porção mais clara, fina) que reveste o dente, outro motivo é o processo de 'mineralização', que, com o tempo vai mineralizando 'coisas' além dos minérios primários. Também, com o passar dos anos, a sua gengiva tende a se retrair por vários motivos, assim como a sua “base óssea” onde seus dentes são apoiados. E isso afeta toda a estrutura dos dentes, do sorriso, da face e da fisionomia; assim, como seus dentes podem ficar mais moles, fracos, quebradiços, e mesmo haver retração das bases ósseas p o que, num grau mais severo, leva ao comum quadro conhecido como 'lábios murcho'; assim como a ponta do nariz parecer 'crescer e cair', que se dá, principalmente, pela perda óssea da maxila superior na base do nariz.

Além da idade, seus dentes mostram muitas outras coisas, como até mesmo hábitos e vícios como consumo regular de cigarro, chocolates, café, comida muito dura, ou muito mole. A um olhar um pouco mais treinado, é possível saber se a pessoa tem o hábito de ranger os dentes (bruxismo), em que os dentes possuem as pontas tendendo a serem mais retas e finas, como se tivessem sido limadas, as vezes, niveladas (ver imagem).


2.) Limpeza e Doenças
Existe uma diversa grande variedade de estudos que correlacionam muito a higiene dos dentes com doenças. A rigor, a nossa digestão se inicia na nossa boca. Quando começamos a digerir os alimentos na boca, uma enorme quantidade de bactérias, fungos e mesmo vírus ficam após o processo de mastigar. Grande parte deles são limpados e neutralizados pela nossa saliva e língua (involuntariamente). Porém, muitas podem sobrar ainda no processo, sobretudo nos “cantinhos” e entre as fissuras do dente. O que necessitam de uma “limpeza mais profunda” como uso de escova, cremes especiais abrasivos e fio dental, e, até mesmo antisséptico. Além disso, alguns alimentos, como o açucar refinado, literalmente não combina com nossa saliva, formando um ácido que destrói o esmalte e favorece a vida de bactérias como o da cárie

No longo prazo, uma “película muito densa e forte” é formada sobre o dente, chamada de “tártaro”. No geral, é necessária uma limpeza profissional com aparelhos e produtos mais sofisticados e “abrasivos” (o que podem danificar o dente, por isso é necessário um profissional).

Se os dentes não são limpados corretamente. O PH da nossa saliva é alterado, essas bactérias podem literalmente começar a comer seus dentes, seu esmalte e sua gengiva, podendo provocar inflamações (desde uma leve sensação quente ou ardida nos dentes, até mesmo uma dor implacável e intensa, com sangramentos e úlceras), assim como sensibilidade para coisas quentes ou frias. E toda essa “cultura” de bactérias e enfermidades dentárias/bocais, causam mais demanda para seu Sistema Imunológico que pode não dar conta, sobretudo em dias em que este fica abalado por algum hábito ou mesmo trauma emocional, assim, como estas culturas, podem cair na circulação do seu sangue, e mesmo nos demais órgãos digestivos, podendo provocar náuseas, diarréia e outras infecções, assim como amigdalites, “garganta inflamada”, e mau hálito, de modo que, pela respiração, tais bactérias podem chegar ao seu pulmão e na sua corrente sanguínea através da respiração, sem contar as famosas úlceras na boca conhecidas por aftas. Existem inclusive grande correlação entre doenças cardíacas e doenças dentárias. Veja os links abaixo:

Por isso, sujeira persistente no dente, dentes com tons não normais (ainda mais para jovens e crianças), gengiva muito vermelha ou dolorida, ou mesmo inflamada e com sangramento, hálito ruim mesmo após a higiene, gengiva retraída (em que a raiz fica muito exposta), dor de dente, sensibilidade para comer frutas, entre outros, é imprescindível que passe a limpar com mais severidade seus dentes ao longo do dia com escova, fio dental e antisséptico; se os sintomas não passarem, procure um profissional (dentista).

E a juventude que gosta de sair beijando qualquer um, a maioria dessas doenças bocais são transmissíveis pelo beijo, inclusive as bactérias que foram a cárie. É bom pensar nisso antes de...

3) Mineralização e Hábitos Alimentares
Nossos dentes trabalham em “ciclos”. Quando mastigamos, nossos dentes são levemente “moles” caso contrário poderiam quebrar, rachar, ou enviar tal impacto para o nosso crânio que poderia danificá-lo, ou causar dores de cabeça. Nossos dentes funcionam como uma incrível máquina da engenharia. Se você olhar com uma lente de aumento para seus dentes, verá que eles não são “lisos”, mas parece como um monte de pedras brancas, ásperas, cheio de pontas e crateras. Quando você mastiga, sobretudo alimentos duros, tais estruturas literalmente “quebram, desgastam, deformam”, como um pedreiro quebrando concreto com um martelo e talhadeira. Ou seja, seus dentes são literalmente danificados e destruídos, quando você come/mastiga. E, ao mesmo tempo, isso alivia o impacto, e impede que estruturas mais internas do dente rachem e quebrem, assim como grande parte do impacto é absorvido pelas estruturas mais moles/macias que sustentam os dentes.

Após você se alimentar, sua saliva, com enzimas especiais, fazem um processo de restauração do dente chamado de “mineralização”. Os pedaços (moléculas) que foram desgastados, quebrados, etc, são novamente fixados, assim como com outros minérios captados nos alimentos, e fixados nos dentes, por sua saliva, tampando esses buracos e fissuras. Aliás, quanto mais duro e força seus dentes precisam fazer, mais todo esse processo “fortalece” seus dentes e estruturas, enquanto que, se você comer só sopa, alimentos muito moles, ou produtos com muito açucares e outros ingredientes que desgastam o dente e pouco contribuem para mineralização, seus dentes irão ficar fracos, talvez, finos, moles, quebradiços, e suas estruturas também fraca.

Há, inclusive, estudos que mostram que a alimentação moderna - que é muito facilitada e mole, com alimentos fracos em minerais e geralmente com muito açúcar - tem provocado desde dentes muito fracos nas gerações mais modernas, como uma estrutura dentária pior. Esse processo de mineralização ocorre em torno de 3 a 5 horas após a “mastigação” para desenvolver todo o seu CICLO. Ou seja, neste período após a refeição, a pessoa não deve comer, mastigar, nem se alimentar novamente, senão o ciclo é interrompido, e seu dente não é plenamente restaurado e fortificado. Logo, pessoas que não tem refeições longamente espaçadas de 3-5 horas, mas que comem durante as refeições, tendem a ter dentes mais fracos, mais amarelados, gengivas mais inflamadas, dentre outros, pelo processo de mineralização não ocorrer. Assim como, para a maioria das coisas que comemos, é necessário a escovação em seguida para restaurar o PH ideal de modo que a mineralização possa ocorrer.

Algumas indústrias defendem que alguns chicletes podem favorecer no processo de mineralização dos dentes, inclusive para “limpar” e deixar os dentes mais brancos e saudáveis. Bem, talvez podem ter alguma ajuda com alguns “produtos específicos”. Todavia, isso não é uma verdade completa. Pois lembra das “estruturas moles” que funcionam como colchões amortecendo a mastigação? Tais precisam de um período de “descanso também” para também se recompor e se preparar para a próxima mastigação. E isso ocorre, nesse ciclo de mineralização de 3-5 horas, quando mascamos chicletes, tais estruturas estão constantemente recebendo forças e impacto, impedindo assim que tenham descanso, o que pode levar ao desgaste dessas estruturas, assim como inflamações, dores, entre outros. Assim como nossos pés e suas delicadas articulações e tendões precisam de descanso e repouso, caso contrário, se você ficar muitas horas seguidas andando sem parar, é certo que irá ficar com dores terríveis nos pés.

4) Problemas que se refletem e afetam todo o corpo
Os problemas chamados de “funcionais” nos seus dentes e boca causam inúmeros problemas para o seu corpo, sobretudo quando ocorrem desde a infância, quando seu corpo está sendo formado. Por exemplo, se a sua assimetria facial (um lado da sua mandíbula/dentes ficam mais propensos para um lado do que o outro – famosa “boca torta”), isso vai afetar toda a formação do seu crânio, um lado vai ficar, literalmente, com mais osso, músculo e estruturas moles, o que fará ter mais “peso” do que o outro lado. Logo, os dois lados vão ficar desbalanceados, e para sua cabeça ficar “equilibrada”, seu pescoço terá que fazer alguma leve inclinação para um dos lados para compensar o peso. No longo prazo, isso vai afetar inclusive sua coluna – com esta podendo ficar torta, ou ficar com uma ergonomia muito ruim, assim como a formação dos ossos da face.

Do mesmo modo, se sua mandíbula ficar mais deslocada para frente (prognata, caso conhecido como prognatismo), de modo semelhante, isso irá dificultar alguns movimentos desta e do mecanismo da fala (há estudos que mostram correlação entre prognatismo com falar menos, sorriso mais limitado, comer menos, aparência e caráter de “sério” e “fechado”.). Assim como, irá também trazer excesso de peso para a parte frontal do seu crânio, o que acarretará numa deformação sistemática do crânio e da postura do pescoço, podendo afetar toda coluna a longo prazo, para “compensar”.

De modo parecido, uma pessoa que tem a mandíbula mais recuada (retrogmatismo/micrognatismo), um efeito meio que diferente ocorre, normalmente, tais pessoas tem mais facilidade de usar tais mecanismos e assim podem ter características de “falar mais, falar melhor, falar mais rapidamente, comer mais, sorrir mais”, assim como de terem aparência de ser mais “comunicativas”. E também, outros impactos na postura e formato no crânio tendem a ocorrer para compensar.

Há ainda outros problemas da “maxila superior”, que são mais visuais pelos aspectos da forma do nariz, das “bolsas da bochecha”, das bases do olho, e mesmo da base do nariz (entre o lábio superior e o nariz) podendo ser mais retraído ou avantajado. Assim, como pode se ter um céu da boca mais fechado. Tais também causam diversos problemas, muitos deles, podendo ser respiratórios, e que podem afetar muito a fala, o jeito de falar, podendo ter uma voz mais “fanha”, desvio de septo, entre inúmeros outros como apneia, ronco, sensação de mandíbula travada, assim como mexer nas estruturas do crânio para haver “compensação”, e, até mesmo, há problemas óticos (de visão) relacionados.

Há também o caso da "mordida aberta" em que, a formação dos dentes e mandíbula estão de tal forma que é impossível a pessoa ocluir, encaixar e morder com os dentes da frente, assim como "fechar seus lábios" de forma natural e espontânea sem ter que fazer um grande esforço para isso. Também é importante ressaltar que seus lábios tem um papel fundamental, ele protege sua boca e tecidos internos do externo, seja pelo controle de temperatura, umidade, também impede que bactérias e sueira indevida entrem em sua boca, como evita de babar. Pessoas com problemas de mordida muito aberta, ou que não conseguem fechar a boca naturalmente de modo consistente, tendem a respirar pela boca, babar, tendência a halitose e problemas respiratórios, sobretudo quando dormem.

Todos esses problemas, na maioria das vezes, causam problemas funcionais na própria “mordida” e “encaixes dos dentes”, provocando desde problemas na formação geométrica e localização dos dentes, como desgastes irregulares, dentre outros, provocando mais doenças, como cáries, e também podendo afetar muito a famosa ATM (Articulação Tempora-Mandibular) situada próxima ao ouvido é responsável pelo movimento de abrir e fechar da mandíbula. Se sua ATM for afetada, provavelmente, sentirá dores na região, barulhos (como estralados, rangidos e pedrinhas pulando), muitas dores de cabeça intensas, inflamações, dores no pescoço, bolsas de líquido inchando a região, problemas auditivos, dores de ouvido, irritabilidade, dentre outros. Felizmente, a grande maioria desses problemas podem ser corrigidos até a “maturidade dos ossos” (que geralmente ocorre entre os 18 – 25 anos); ou seja, antes que seus ossos ficam fortemente calcificados e de difícil “mobilidade”, através de aparelhos ortodônticos especiais. Após isso, e para casos mais severos, apenas por meio de uma Cirurgia Ortognática será possível, ou seja, onde é necessário usar “força bruta”, abrir, mover e serrar seus ossos manualmente, e depois usar placas e parafusos (normalmente de titânio) para segurá-los em suas novas posições e formas até se calcificarem. Para tal, será necessário a combinação de um tratamento entre um dentista ortodondista e um cirurgião bucomaxilofacial. (Confira videos ilustrativos e super didáticos do tratamento aqui)


 5) Estética dos Dentes
Algumas pessoas – geralmente não médicas nem dentistas – tentam destruir o conceito de “beleza” e “estética” como sendo algo fútil, supérfluo, desnecessário, “cultura da falsa beleza”, etc. Alguns até mesmo dizem, infelizmente, que não deveria existir os conceitos de beleza e estética, que isso é uma “discriminação” para com as pessoas.

Quando se trata de dentes e sorriso, a história não é a mesma. Por que, afinal, consideramos alguém com um sorriso que aparentam todos os dentes, com alinhamento perfeito, perfeita proporção nas dimensões X, Y e Z, brancos, sem tártaro, com gengivas rosas-claras, como sendo esteticamente mais bonito e atraente, do que alguém com apenas meia dúzia de dentes, com dentes pretos e amarelados, com raízes expostas, gengivas brancas e amarelas, com sangue, e tão deformado nos eixos que mais parece a boca de um “monstro”?

A resposta é que aprendemos durante a vida, e, na maioria das vezes, inconscientemente, após observar centenas, e talvez milhares, milhões de bocas e sorrisos no dia-dia, assim como outros aspectos da pessoa associada, que, LOGICAMENTE, conforme a amostragem de dados aumentam, e mais exemplos diversos, nossa mente, começa a “IDEALIZAR” o que é um perfil de uma boca ideal. E o que isso quer dizer? Quer dizer alguém menos propenso a doenças, com mais saúde, com uma melhor postura corporal, ergonomia, com melhores hábitos de alimentação, com tendências de melhor perfil social. Enfim, uma pessoa e uma boca com perfis mais saudáveis!

Existem muitas medidas e proporções que mostram perfis ideais de quando uma boca é mais saudável, assim como a sua formação óssea, dentes, posicionamento, ângulos e etc. Um dos mais famosos aqui no Brasil é o Traçado Cefalométrico Mcnamara e as Técnicas Panorâmicas. Quanto mais ideais são tais, mais, naturalmente, a estética da pessoa é favorecida. Tratar a saúde óssea dos dentes e da boca tem uma correlação de 100% para com o conceito de estética e beleza! Logo, cuidar dos dentes, da saúde bocal, da higiene bocal, da ortodontia funcional deles, implica (inseparavelmente) em também ser um tratamento estético, logo, o que implica em beleza.

Existe, porém o custo-benefício. Há casos em que sempre há alguns problemas aqui e ali, e umas meditas não ideais e ali. A priori, a minoria das pessoas possuem uma diferença muito pequena para o ideal sem que seja necessário algum tratamento profissional. O profissional poderá avaliar com mais detalhes a saúde dos seus dentes e boca e levantar um custo-beneficio de possíveis tratamentos, ou mesmo verificar que talvez seja melhor não arriscar, muitas vezes, podem ser detalhes pouco perceptíveis de pouco impacto negativo no curto e longo prazo. Geralmente, celebridades ricas que dependem muito da própria imagem e beleza investem uma fortuna em tratamentos caríssimos para deixar seus dentes e boca os mais perfeitos possíveis, muitas vezes, passando por diversas cirurgias.

Infelizmente, o serviço odontológico é ainda muito caro em quase todos os países do mundo (o Brasil é ainda um dos privilegiados). Em muitos países, há carência de profissionais, tecnologias e materiais. Em outros, o serviço é muito caro. No Brasil, mesmo para caso severos, ainda é possível encontrar tratamentos (talvez com acessibilidade mais difícil) no SUS e em Universidades e Faculdades de Odontologia, sendo, em São Paulo, a USP Bauru, a UNESP São José dos Campos, a USP Butantã, a UMESP de São Bernardo do Campo, umas das mais respeitadas e que sei que oferecem este tipo de serviço mesmo para a população mais carente. Nos últimos anos também se popularizou os Convênios Odontológicos que podem baratear muitos custos e tratamentos, todavia, muitas vezes podendo ser longo, burocrático e de qualidade inferior ao serviço particular, mas não deixe de cuidar. Faça um esforço especial, pois se trata da sua saúde!

Há ainda um outro aspecto muito fascinante - de interesse muito maior para um matemático - que é a Razão ou Proporção Áurea (ou número de ouro). Tal está extremamente ligada com o ideal de um sorriso perfeito e proporções devidas para todo o rosto, boca e dentes, de modo a não apenas desenvolver o aspecto de beleza, como também funcional e saúde. Gostaria de poder me dedicar páginas e mais páginas sobre isso, mas, ao invés disso, recomendarei alguns estudos muito interessantes sobre isso:



Por isso, vamos cuidar do nosso sorriso.
Quando foi a última vez que foi no seu dentista?

31 outubro 2014

Destruição da Amazônia e as Chuvas

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Alguns dizem que a Amazônia é o pulmão do mundo. Agora sabe-se que - talvez ainda mais importante - ela é um equilibrador e fornecedor de umidade para o continente sul-americano. Infelizmente, a destruição desta está provocando efeitos devastadores, especialmente aqui na região centro-sudoeste do Brasil (a falta de chuvas).

Isso mais do que um alerta, é uma evidência, um aprendizado. Ás vezes, agimos na vida como se tudo teríamos para sempre, como saúde, energia, dinheiro, comida, água, dentre tantos outros. Valorizamos pouco tais, e os usamos de qualquer jeito, sem nos importarmos. Bem, um dia, temos que colher as consequências da destruição.

Quando que vamos deixar de ser teimosos e regenerar, recuperar, restaurar, reformar a nossa vida e a do nosso país? O nosso jeito de viver e de interagir com as pessoas e o meio que nos circunda? Precisamos tomar posição decisiva em direção ao bem.


Veja: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2014/10/1541080-amazonia-ja-esta-entrando-em-pane-afirma-cientista.shtml

23 outubro 2014

A Educação Proibida - Crítica

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Recomendo a todos que assistam o extraordinário vídeo abaixo, A Educação Proibida. Tem em torno de 2 horas e um pouco. É super didático, mas um pouco redundante mas muito rico.



Pessoal, é o seguinte, recomendo muito este vídeo. Sim! Recomendadíssimo! Ele, em grande parte, consegue extrair algumas coisas que mexem em minha alma: Eu considero uma violência contra a criança, tal ser confinada numa escola nos moldes comuns (sentada por horas, dentro de paredes de concreto)! Me recordo vividamente das inesgotáveis horas de tédio na escola, de não suportar ficar sentado (E quando doía o bumbum e cansava de ficar sentado? Não podia levantar e andar pela sala.) entre quatro paredes, ouvindo vozes que me irritavam - por diversas vezes. Me soava como uma sentença de morte, me sentia na prisão do seriado Oz, quando imaginava que ainda levaria 4 anos ou mais para finalmente me ver LIVRE da escola.

Bem. Este vídeo tem o propósito de provocar a todos, sobretudo os professores, pedagogos, diretores escolares e pais. Todos aqueles que lidam com o Ensino e com Crianças.


Porém, por outro lado, é imprescindível que eu conte também sobre O OUTRO LADO DA MOEDA. (O que esse vídeo, infelizmente, não fala.). Neste sentido, este vídeo é totalmente extremista, parcial, e deixa a desejar neste ponto, de apontar e mostrar outros autores, outros pensadores que avaliam e pensam de outra forma sobre o ensino. Ou mesmo, de mostrar os benefícios da escola tradicional, e de crianças/alunos que gostaram dela. Eles se basearam numa ideia extrematizada de Jean Piaget em que a Educação se deve dar em caráter quase que meramente espontâneo, Além disso, desvirtua qualquer tipo de 'submissão' ou 'autoridade'. Dentre tantos outros.

1. Este tipo de educação pode formar uma pessoa "mimada" para encarar o mundo real (não ideal).

No clássico livro "A Arte da Guerra", há um dito de Sun Tzu, que diz que o General que não treina os seus homens para enfrentar a batalha, abandonou-os.

Na vida teremos batalhas. Teremos que enfrentar pessoas que "não respeitam nossas emoções, tampouco o nosso tempo." Muito além disso, em geral, no mundo, teremos que lidar com diversas situações em que isso predomina de mal a pior. E, se importar com um aluno, com uma criança, com uma pessoa, é também PREPARÁ-LA para encarar isso, inclusive dando-lhe "resistência", "resiliência" e capacidades para conseguir enfrentar e sobreviver neste mundo.

2, A COMPETIÇÃO não é necessariamente ruim

De início, o vídeo ataca a ideia de COMPETIÇÃO, que o ensino é feito em prol da competição, e a competição gera Guerras. Porém é contraditório, essa colocação do vídeo com sua próprio argumentação que se baseia em usar o TODO, inclusive dando exemplos da Natureza, do crescimento das arvores, da biodiversidade dentre outros. Porém, na própria Natureza, ela não funciona apenas por mutualismo e cooperação, no geral, mais evidente no Reino Animal, é uma constante competição. Tanto que assim apelidaram a Lei da Natureza de A Lei do Mais Forte.

Bem, mas fora essa contradição do vídeo. É necessário destacar que Competição não necessariamente gera/causa guerra. Caso contrário, praticamente todos os jogos esportivos deveriam ser abolidos! A competição ajuda a perceber diversas coisas, inclusive a ter uma "malícia saudável" de diversas possibilidades, inclusive o de reconhecer quando alguém está sendo um "aproveitador". Ajuda inclusive a desenvolver e otimizar as próprias habilidades e capacidades. Competir simplesmente não é ruim, ha competições que são saudáveis. Ponto!

Todavia uma sociedade baseada na Competição e não no Amor ao Próximo é o que temos. Como cristão, a Bíblia já deixa bem claro essa infeliz realidade. Nos convoca a não seguir a essa "maré" e "multidão". Mas nos deixa bem claro do sofrimento e dos possíveis problemas que iremos enfrentar. Mais do que isso, de que isso não vai mudar, antes piorar. Se esse Ensino não levar em conta isso, mas sim, querer que o aluno apenas cresça num fantasioso "Mundo Perfeito Virtual", o estará abandonando, para quando este tiver que enfrentar o mundo "fora da bolha".Imagine uma criança formada numa escola como essa, de repente, tendo que ir para um Campo de Refugiados na Africa!

3. Há INÚMEROS BENEFÍCIOS na Educação Tradicional

Logo de inicio, fala, com certo desdem sobre a Educação Espartana. Bem, hoje, nós estamos aqui. Temos a Liberdade. Temos a Democracia, dentre tantos outros... graças a Educação Espartana. Como? Pense na História. Foi graças a essa Educação 'tão cruel' que permitiu que houvesse com que fortes e inabaláveis soldados tenham sido "produzidos" - o que permitiu que a Grécia não fosse derrotada pelos Medo-Persas. O próprio Platão, em A República, defende que há uma tremenda importância na formação e educação do Guarda! Que seu papel é imprescindível. E que para que este seja um bom soldado, precisa ter uma educação bem restrita.

Do mesmo modo, a Educação Tradicional permitiu com que hoje houvesse idealizadores dessas escolas modelos; tais pessoas tiveram a liberdade de estudar em Universidades, inclusive de fazer esse vídeo, porque houve pessoas que passaram por uma RIGOROSA EDUCAÇÃO MILITAR, serviram serviços que iam contra suas emoções para vencer o Nazismo na II Guerra Mundial e, hoje mesmo, fornecer segurança ao território nacional, preservando suas fronteiras, impedindo, assim, que não fossem invadidos ou afetados por coisa pior que impediriam todo esse trabalho e reflexão. Sim! Em muitos aspectos (não apenas estes) devemos agradecer muito a Educação Formal.

4. Educação não deve se basear apenas no UTILITARISMO

Esse vídeo, infelizmente, usa o infeliz argumento infantil da pergunta "Onde que vou usar isso na vida?" Coloca até mesmo que a Matemática não tem a menor importância na formação de uma pessoa. Logarítmicos então... Bem, diferente de tudo isso, já diziam os gregos atenienses (que foram citados de maneira elogiosa). Tais, entre suas diversas investigações e discussões, as principais eram em torno da Matemática da Geometria, dentre outros. No recinto onde os senadores decidiam Leis, havia a inscrição "Não entre aqui homem que não saiba Geometria".

Estaríamos retrocendendo muitos passos no desenvolvimento da sociedade e intelectual se removessemos todos os conteudos que são taxados de "inúteis" ou que "não se vê aplicação". Ao invés de serem, estes, tratados como um ganho, um desenvolvimento, como novas razões, novos saberes, aumento da capacidade de liberdade, de abstrair, de sintetizar, de analisar, de avaliar, de comparar, de fazer novas analogias e assim, novas descobertas, que podem ser úteis ou não, ou meramente abstratas.

5. Desenvolvimento do Autocontrole, Perseverança, Sacrifício Próprio, Esforço

Há grandes virtudes não vêem de maneira "natural" em modos "bonitinhos". Podemos ver na Educação dos Monges Shaollins, nos atletas, nos lutadores de artes marciais, dentre outros. Se deixarmos as crianças a mercê de apenas seus próprios instintos ou emoções, pouco provavelmente desenvolveram grandes virtudes que são exclusivos da capacidade dela conseguir controlar suas próprias emoções; mesmo quando ela não o quer. Ela aprende a agir contra a própria vontade. E isso não é ruim. Antes uma grande virtude: o Autocontrole. A disciplina. dentre outros nomes.

Porém aqui, vale lembrar que existe um choque de ideologias antagônicas. Uma, mais associado a Moral platonista ou mesmo cristã. E outra, mais associada ao Niilismo. No Niilismo, tais coisas não são virtudes, mas sim, uma violência contra a essência do próprio individuo. Ou seja, por fim, chegamos num embate filosófico em que, no seu campo mais basal é uma ESCOLHA IDEOLOGICA.

6. Por Último, Um Novo Tipo de Condicionamento

Como foi dito no inicio, na Alegoria da Caverna de Platão. Podem haver muitas cavernas, uma dentro da outra. Bem, do mesmo modo, essa proposta - aparentemente LIBERTADORA - no fim das contas, é também MODELADORA, ela condiciona o aluno. Pois, a priori, o que se mudou, foi apenas "a função" e o Domínio em que esta irá trabalhar; o que resulta numa nova Imagem. Mas ainda assim, é uma nova função.

Consciente ou não, o professor tem que ter consciência disso. Pois se por um lado a escola tradicional permite o aluno abstrair e fazer mais contas de cabeça ou no papel, sem sair do lugar. Essa nova escola vai minimizar que tal consiga ter tamanha capacidade com tamanha "experiencia prática" (que só seria possível através de delongadas horas de ESFORÇO sentado/parado num lugar). Ou seja, nessa nova escola, teríamos alunos, provavelmente mais defasados em Matemática comparado a outros. (e não me refiro apenas a Matemática). Por outro lado, provavelmente poderia ser um artista mais criativo do que um aluno de uma escola tradicional. Mas veja que isso é um "novo condicionamento", onde estou desfavorecendo condições que caminhem para o desenvolvimento lógico-matemático, e favorecendo condições que caminham para o criativo, o desenvolvimento individual, autônomo, artistico, dentre outros.

Toda ação é proposital! Mesmo que deixassemos a criança desde bebe largada no mata para crescer Naturalmente (como alguns propõe), isso seria uma escolha nossa, sobre condições que tal criança teria que favoreceriam um certo caminho e possibilidades e outros não. Logo é também um condicionamento.

O problema é que nós adultos temos sim uma responsabilidade. É iminente que decidamos como vamos influenciar, condicionar e educar as crianças. Mas antes isso é uma RESPONSABILIDADE que cabe a nós. E se querermos apenas jogar toda essa responsabilidade para tais crianças. Não apenas não estaremos cumprindo nossa parte, como estaremos sendo responsáveis por diversas escolhas decisões, acidentes, equívocos que elas cometerão por nossa "omissão".

Infelizmente, o vídeo não aborda o importante questionamento que existe de que uma padronização escolar unica e universal não é o ideal. De que é saudável coexistir numa sociedade vários modelos de ensino, de escola (matematicamente, vários Domínios, funções e Imagens); claro que não de qualquer tipo, mas pensadas com algum bom critério. E, neste aspecto, creio que o video deve instigar a fazer os educadores a pensar em como aperfeicoar o que hoje chamamos de Educação e propor outros métodos melhores; isto é, não nos acomodarmos, mas sempre buscar melhorar e aperfeiçoar.


Bem... esse assunto é por demais, e infinitamente delongado.

O Vídeo é ótimo e vale a pena assistir!
Mas, por favor, sem ingenuidade.
Esse video deve te provocar, revirar seus olhos para enxergar coisas e possibilidades que pode não estar vendo e assim pensar nelas. Mas não! Não se deixe ser condicionado por este vídeo. Seja mais critico quanto ao seu conteúdo ao invés de engolir suas palavras como um banguela.

07 outubro 2014

A Disputa Presidencial de 2014 - Brasil

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Antes de iniciar este delicado texto, quero dizer ao caro leitor que não tenho ligação política, nem tampouco uma preferência partidária. Por outro lado, posso dizer que para alguns partidos e políticos, tenho muito mais suspeita e receio. Todavia, sou normalmente a pessoa que vota NULO em praticamente todas eleições, você concorde com isso ou não.
Vivemos num período de forte esfriamento do crescimento econômico em todo mundo. Dois dos principais motivos são o envelhecimento populacional e a concentração de riquezas/poder. Tais, como,consequência geram outros graves problemas: A Previdência (pagar/bancar/manter a classe de idosos/aposentados) e a estagnação do mercado (este dominado por grandes empresas que regulam, impedem o surgimento e crescimento de novas empresas que venham a competir). Os países mais jovens ou em desenvolvimento ainda tem um folego a mais.

Bem, não se trata apenas desta minimalista exposição, é mais complexo. Porem, quero dizer que toda a Economia depende muito de dois fatores extremamente correlacionados a tais pontos: (1) Superávit das finanças junto com grande oferta de mao de obra jovem e (2) crescimento real da economia. Porem, muito mais importe do que o passado e o presente são as perspectivas destes 2 pontos para o futuro. Ou mais simplista, a rigor, um país so funciona bem quando a confiança da população e estrangeiros para ele, no futuro, sobretudo de sua estabilidade econômica e crescimento são críveis.

É como pensar em saúde. Você casaria, continuaria o namoro, sabendo que seu seu companheiro iria contrair um câncer, ou enfrentar uma paralisia perpetua, a partir do ano que vem? Você sairia de casa se houver grande chance de  contrair uma grave doença la fora, num caso de epidemia? Certamente não.

Do mesmo modo que ha exames para monitorar a evolução da nossa saúde, existem diversos índices para medir a saúde econômica de uma nação e do mundo. Tais são importantes tão quão um hemograma, raio x, tomografia são para identificar doenças e problemas graves que muitas vezes requerem uma atitude radical, de emergência, como uma cirurgia.

Todavia, infelizmente, o que tem ocorrido no ultimo governo do PT, na pessoa da Dilma, foi uma declarada falta de atenção para esses índices. Até mesmo, tomando atitudes contrárias. Como se um medico após diversos exames dissesse: Seu paciente está com o quadro clínico pior, precisamos medica-lo com drogas mais fortes e interna-lo. Todavia, para você não perder a confiança do seu paciente você dissesse para ele: " Tenho ótimas noticias, estamos acompanhando a evolução do seu caso. Acreditamos que o senhor ira melhorar. Estamos tomando todas medidas para isso. Tome este remédio que você ira se sentir melhor." E então é ministrado um remédio apenas para aliviar os sintomas e a pessoa sentir-se mais confortável. Mas sem começar o tratamento com drogas fortes e a internação. A grosso modo, este foi o jeito que o PT tratou a economia nos últimos anos. Não tratando os problemas, antes vendo-os agravar, mas aplicando sedativos na sociedade (bolsa família, cargos comissionados, dentre outros). Enquanto, do outro lado, os médicos e os exames apontam o contrário, que o país está sofrendo um risco forte de recessão.

Mas o que isso significa? É algo que só importa para os ricos ou quem é investidor e tem dinheiro?
Infelizmente, Economia não é ensinado nas escolas. Descobri nessas eleições, pessoas que admirava, mesmo com mestrado em sociologia na USP, que para elas, a palavra 'economia' nada significa, é uma palavra que apenas os burguês e de direita se importam. O que é uma grande inverdade. Se a sociedade, o país pode ser representado pelo corpo humano, a Economia é seu sistema circulatório. Um fluxo negativo no PIB, no investimento, no crescimento economico, aumento na inflação, são como uma terrível hemorragia, se não for estancada, uma parada cardíaca pode vir a acontecer a qualquer momento. O que obrigaria a pessoa entrar em coma, podendo vir a óbito. Ou seja não é apenas o coração, o sangue, o dinheiro, bancos, ricos os afetados, mas sim todo o corpo. Ou seja, toda a nação, cada orgao e célula! E as primeiras a serem afetadas são as periferias do corpo, os orgaos menos importante. E os menos afetados, a principio, seria o próprio governo.

Mas qual é o grande risco? Podemos ser acometidos por uma grande depressão da economia. Isto significa que as pessoas estarão tomadas por perspectivas ruins, desconfiança. Investidores deixaram de investir, ou procuraram outros lugares no mundo. As empresas vao passar a produzir, vender e investir menos, consequentemente ira haver drasticos cortes (desemprego) e conflitos com os sindicatos. As empresas deixaram de contratar. Os bancos recearao emprestar dinheiro por medo de calote, os pequenos negócios ficarão profundamente temerosos e podem vir a falir rapidamente. As pessoas ficaram com medo de abrir um negocio, de empreender, de comprar. Um efeito bolo de neve ira se efetuar atacando e destruindo conforme os indicadores piorem. A inflação poderá explodir, fazendo com que muitas poupanças percam toda credibilidade. Os estrangeiros poderão ser oportunistas para comprar nosso pais a preço de papel. E como se levantar, como reverter? Quem emprestará dinheiro para o Brasil bancar as próprias necessidades básicas?

Posso estar sendo trágico? Talvez. Mas isso aconteceu ha pouco tempo. Veja logo ali, na Europa, Grécia, Portugal, Espanha. De repente chega o ponto que não tem como, aposentado não recebe seu salário.

Espero que nada disso aconteça. Pois se acontecer afeta absolutamente tudo. Desde as prateleiras do supermercado, a educação, saúde, preço da gasolina, imóveis, segurança publica etc.

O Grande Perigo de 2016

Mas para ver como a coisa é grave. O Governo, para fins de eleição e preservação da autoimagem, maquiou os resultados financeiros e os indicadores do Brasil. Alem disso, em 2016 a 'nota' do Brasil será reavaliada, em termos de risco de crédito. [Veja mais sobre isso] Que a grosso modo é qual é o risco/perigo de o Brasil dar um calote nos seus compromissos?!  Se a nota é boa, isso quer dizer que o Brasil é confiável, os estrangeiros irão investir em nós, irão financiar nossas dividas, dentre outros, tsmben teremos mais credibilidade para o mercado interno, e também para agirmos la fora. Pois ao invés de sermos de fato vistos como internados num hospital, passamos a ser encarados como atletas treinando em plena forma.

Um dos imensos grandes riscos não é o ano de 2015. Ha ha um consenso que será um ano terrível, independente de quem vença a eleição. Pois terá que lidar com muitas heranças de todos esses anos de PT. Será um desafio lidar com a inflação, juros, e com os setores e produtos que foram congelados ha anos pelo PT.  Dentre tantos outros desafios. Mas talvez mais crítico é o temor de que em 2016 nossa 'nota' seja rebaixada para um nível igual ou menor ao que era em 2007. Isso seria fatal, muito grave. Instantaneamente, diversos fundos que investem na ordem de bilhões aqui no Brasil deixariam de investir no Brasil. As consequências são extremamente pessimistas. Seria como se o Brasil tivesse uma perna amputada ou algo ainda pior. [Nota do Brasil em 2014 caiu de BBB para BBB-]

Novamente, não sou Petista, não sou PSDBista, nem tampouco PMDB, ou qualquer outro. Não confio na integridade nem da Dilma, nem do Aécio, tampouco da Marina, ou qualquer outros dos candidatos do 1o turno. Não coloco minha mão no fogo por nenhum deles e, metafisicamente, acredito que escondem crimes e golpes imorais (apesar de alguns serem explicitos).

Mas o ponto é que o PT, pelos últimos 4 anos, deixou explicito sua política e jeito de governar o país e a economia. Não demonstrou que ira mudar isso. Talvez algo simples, mas nada de medidas impopulares. Alem do mais, nem ao menos reconhece os próprios erros e equívocos que estão escancarados em todos os lugares. Porem, infelizmente, conheço pessoas que trabalham na Petrobras ou outros orgaos públicos, sem ter prestado concurso, com,vida mansa, viajando pelo o Brasil e o mundo, sempre de vida tranquila, que falam do PT como se fosse um deus. Atacam quem se opõe, desrespeitando a própria liberdade desses não serem a favor do PT. Alem das campanhas, onde não vimos o PT realmente propor propostas necessárias e críveis. Apenas atacaram, tentaram destruir a imagem dos concorrentes (a Marina que o diga). Implantou uma politica do medo, semelhante ao Nazismo, de que se o PT sair do governo é o fim do Bolsa Família e milhões de pessoas irão para a pura miséria, mesmo quando os concorrentes se comprometem que não irão fazer isso. A Marina ate mesmo, em desespero, propôs o 13, para os bolsistas - um terrível absurdo que a fez perder milhões de votos, de vez.

Se o Aecio for eleito? Não acredito que será o fim da corrupção. Não acredito que o Brasil passara a crescer 7% ao ano, com a inflação menor do que 6%, e os juros abaixo de 9 ou 10%. Não acredito que as empresas brasileiras crescerão milagrosamente. Não acredito que o Bradil deixará de ter milhões de pobres a beira da miséria. Não acredito que não teremos mais crise hidrica e energetica. Não acredito que todas as cidades do Bradil terão saúde publica de qualidade. Nem que nossas escolas disputaram o rank com a Suiça. Etc. Em todos esses blablablas eleitoreiros.

Qual é o ponto. Na Historia, observamos que é benéfico, ou, diminui alguns problemas, ou como alguns diriam ' é saudável para democracia' quando ha alternância de poderes. 12 anos de um partido, isso já implora por uma alternância, no mínimo como contigencia. Do mesmo modo, o estado de São Paulo necessita de uma alternância.

Alem disso, o ponto que mais me preocupa é o futuro, de olho em 2016. Não sou apenas eu, mas tanto os economistas e especialistas nacionais, quanto internacionais, não acreditam que a Dilma irá corrigir seus erros e mudar drasticamente para mudar a economia. Os próprios mercados, a Bolsa, o índice ibovespa, a cotaçao do dolar, a correlação com a chance da Dilma continuar é inegável!!! E ATE NISSO, ela se recusa a reconhecer, nem ao menos busca acalmar os ânimos do Mercado. É como se dissesse: "Vocês terão que me engolir, queiram ou não."

E agora?! - É o que as pessoas, sobretudo jovens, de maior nível de educação se perguntam. Não conheço NENHUM PSDBista que votou no Aecio Neves para presidente. Repito: Nenhum! Mas sim pessoas de fato, preocupadas com a democracia, a economia e poder, caso a Dilma ganhe. Nso estão votando por serem fieis ao partido, mas por ser uma oposição ao governo Dilma. Não é uma luta contra a fantasiosa esquerda de outrora, mas contra a Dilma, contra o PT, contra essa política que estagnou e pôs o freio no Brasil, além de escancarar os maiores assalto da História do Brasil, pela corrupção. Inclusive pessoas que apoiaram e elogiaram o governo de Lula. São pessoas que estão acima de tudo preocupadas com o futuro do Brasil, não apenas o curto prazo e as medidas populistas. É a lanchonete da esquina com medo de fechar as portas, são os funcionários do banco com medo de pedir demissão e abrir um negócio, ou de não conseguir outro emprego. É o medo de agravarem ainda mais a crise das estatais brasileiras, da manipulação das massas com medidas e propagandas populistas. É o medo que a corrupção se agrave ainda mais. É o medo de o país acabar numa recessão como a Grécia. São os jovens sem perspectiva de futuro.

Do outro lado, na mão do PT, o que vemos é o partidarismo. Quem vota no PT são os PTistas, e as diversas famílias que foram manipuladas a acreditar que o PT é o seu deus, e  que votar no PT significa manter o Bolsa Família e que não votar no PT significa que vão perder a Bolsa, que por sua vez, tentam argumentar que o Brasil em muitos aspectos esta melhor do que em 2002 (ufa!!!!!!!! Ja pensou se nem isso? E o Brasil em 2002 não estava melhor do que em 1994?), ou então atacar os concorrentes como se eles quisessem destruir o país, os programas sociais, privatizar tudo (alias, pregam a privatização como sendo o demônio). Esse terrorismo ideológico e intolerante é a única arma que parece ter sobrado a um governo que se vê sem méritos.

Tudo isso é uma grande lastima. Sou a favor do projeto da Marina do fim da reeleição. Talvez, um fim da reeleição partidária também deveria ser pleiteada. Mas talvez esteja falando besteira.

Programa Bolsa Família

O gráfico acima precisa ser analisado por além do ponto de vista do quão o programa tem aumentado pelo Brasil. Infelizmente, não consegui encontrar um gráfico que mostre o déficit das famílias que precisam e ainda não recebem a Bolsa Família, o que mostraria o quão o programa ainda deve se extender. Outro ponto importante deste programa é que ele pode esconder 2 fatores importantes: (1) quantas famílias que iniciaram do Bolsa em 2003 sairam ao longo do tempo? (informação não encontrada) e (2) o gráfico ideal do Bolsa da Família é que ele atinga um Ponto Critíco de alta, onde passe a reverer e o programa passe a diminuir. Tais indicariam que tais famílias sairão da miséria, que a necessidade da Bolsa diminuiu, que houve desenvolvimento no Brasil, diminuição das famílias pobres, que elas conseguiram emprego e se manter por conta própria. Enfim, são como doentes que se curaram e um programa preventivo ocorreu eficientemente. Infelizmente, esses dados não consegui encontrar na Internet, isso faz criar uma especulação de que o Bolsa Família não somente está criando 'dependência', como está aumentando sua demanda (ou seja, possívelmente, mas famílias entrando em estado de pobreza).
Seja quem for o novo Presidente deverá lidar com esses 2 pontos; O aumento da oferta do Bolsa Família para famílias ainda não contempladas pelo prorama (e que precisam) e o de não criar dependência, mas sim, superação. Neste ponto, o Aécio e a Marina foram os únicos que tocaram nas campanhas. A Dilma permaneceu apenas no aspecto da ampliação, temendo que pudesse ser impopular medidas contra a dependência, podendo ser impopular.

Palavras Finais
Espero que o leitor possa refletir mais sobre esses pontos. No segundo turno. Há um perigo iminente. Pelo menos, a oposição declara que reconhece essa gravidade, essa hemorragia e se comprometeu a lutar, combater esta doença (que Dilma insiste em negar que exista), visando que a 'nota' do Brasil não caia em 2016.

Obs.: Dilma podia ter feito muito mais pelo Brasil e teria garantido facilmente a reeleição se tivesse conseguido aumentar esta 'nota' nestes últimos anos. Os benefícios para o Brasil teriam sido grandiosos.