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12 janeiro 2012

Admirável Mundo Novo - Fim

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Os últimos capitulos do livro são extremamente densos. Se você acha que não tem muito o que esperar, bem, conforme se chega próximo ao fim, o livro apenas intensifica. Os últimos 3 capítulos pelo menos, são extremamentes filosóficos do autor. Como se quisesse expor toda a sua filosofia, comprimindo-a, e levando o leitor a refletir e pensar nas questões que ele tentou levantar com o livro. Mas nada, NADINHA de filosofia barata; simplesmente, extraordinário. Confeço, que levarei meses, anos, talvez toda minha vida para digerir as palavras do seu final, sobretudo, das palavras do Administrador Mustafa Mound.

Em primeiro lugar, tenho que tirar o chapéu para o falecido autor, que em 1930, já colocou como seriam as super 'armas' do futuro em que a policia usaria. Ao invés de "Metralhadora alemã ou de Israel estraçalha ladrão que nem papel" (como dizia uma daquelas coisas que eu chamava de música na minha adolescência), é uma máquina que produz uma música sintética e que solta um gas cheio de uma droga no ar, que faz as pessoas no ambiente se sentirem totalmente amáveis uma com as outras, afetuosas, carentes, de modo a desistirem e esquecer de seus aborrecimentos. Uma máquina não só para 'controlar um motim, uma revolta', mas para 'reverter'; máquinas de poder psiquico. E para os casos mais emergenciais, uma pistola que lança um dardo tranquilizante, que imediatamente derruba a pessoa como gelatina no chão, como se não tivesse mais músculos e ossos.


Bem, agora vamos ao que interessa. Sem mais enrolação, replico apenas as palavras do livro, no momento que faz uma declaração sobre a religião, sobre Deus; e porque deve ser banido da sociedade para poder haver felicidade e controle social.

- Mas se os senhores não ignoram Deus, por que não falam nele? - perguntou o Selvagem, indignado. - Por que não permitem a leitura desses livros sobre Deus?
- Pela mesma razão por que não apresentamos Otelo: eles são antigos. Tratam de Deus tal qual era há centenas de anos, não de Deus como é agora.
- Mas Deus não muda.
- Acontece que os homens mudam.
- Que diferença faz?
(...)

- ... Bem, como eu ia dizendo, havia um homem que se chamava Cardeal Newman. Ah, eis o livro - retirou-o do cofre - E já que estou aqui, vou tirar também este outro. É de um homem que se chamava Maine de Biran. ...
(...)


- ... - Abriu o livro no lugar marcado com uma tira de papel e começou a ler: "Nós não pertencemos a nós mesmos, assim como não nos pertence aquilo que possuímos. Não fomos nós que nos fizemos, que não podemos ter a jurisdição suprema sobre nós mesmos. Não somos nossos próprios senhores. Somos a propriedade de Deus. Não é para nós uma felicidade encararmos as coisas desse modo? Será a qualquer título uma felicidade, um conforto, considerarmos que pertencemos a nós mesmos? Os que são jovens e prósperos podem acreditar nisso. Podemos crer que é uma grande coisa serem capazes de conseguir tudo segundo os seus desejos, como supõem - não dependerem de ninguém, não terem em pensar em nada que não esteja ao alcance da vista, dispensarem a obrigação molesta da gratidão constante, da prece contínua, da incessante referência a tudo o que fazem à vontade de outro. Mas com, o correr do tempo, acabam percebendo, como todos, que a independência não foi feita para o homem - que é um estado antinatural -, que pode satisfazer por algum tempo, mas não nos leva com segurança até o fim..." - Mustafá Mond parou, pousou sobre a mesa o primeiro livro e, tomando o outro, virou-lhe as páginas. - Veja isto, por exemplo - disse, e com sua voz profunda começou a ler novamente: - "Um homem envelhece; percebe em si mesmo aquela sensação radical de fraqueza, de atonia, de mal-estar que acompanha o avançar da idade; e, sentindo-se assim, julga estar apenas doente, aquieta seus temores com a idéia de que esse estado penoso é devido a alguma causa particular da qual espera curar-se como de uma moléstia. Vãs imaginações! A moléstia é a velhice; e trata-se de uma doença horrível. Dizem que é o medo da morte, e do que vem depois da morte, que leva os homens a se voltarem para a religião à medida que os anos se acumulam. Todavia, a experiência pessoal me trouxe a convicção de que, completamente à parte de tais temores e imaginações, o sentimento religioso tende a desenvolver-se quando envelhecemos; tende a desenvolver-se porque, à medida que as paixões se acalmam, que a fantasia e a sensibilidade vão sendo menos excitadas e menos obscurecida pelas imagens, desejos e distrações que a absorviam; então, Deus emerge como se tivesse saúde de trás de uma nuvem; nossa alma vê, sente a fonte de toda luz, volta-se natural e inevitavelmente para ela; porque, tendo começado a esvair-se dentro de nós tudo aquilo que dava ao mundo das sensações sua vida e seu encanto, não sendo mais a existência material sustentada por impressões externas e internas, sentimos a necessidade de nos apoiarmos em algo que permaneça, que nunca nos traia - uma realidade, uma verdade, absoluta e eterna. Sim, voltamo-nos inevitavelmente para Deus; pois esse sentimento religioso é por natureza tão puro, tão delicioso para alma que experimenta, que compensa todas as nossas perdas".


- ... "Só se pode ser independente de Deus enquanto se tem juventude e prosperidade; a independência não nos levará até o fim em segurança." Pois bem, agora nós temos juventude e prosperidade até o fim. ... "O sentimento religioso nos compensará de todas as nossas perdas." Mas não há, para nós, perdas a serem compensadas; o sentimento religioso é supérfluo. ... Que necessidade temos de repouso, quando nosso corpo e nosso espírito continuam deleitando-se na atividade? De consolo, quando temos o soma? De alguma coisa imutável, quando temos a ordem social?
(...)
- Mas não é natural sentir que há um Deus?
- ... Cremos nas coisas porque somos condicionados a crer nelas. ...
(...)
- E o desprendimento, então? Se tivessem um Deus, teriam um motivo para o desprendimento.
- Mas a civilização industrial somente é possível quando não há desprendimento. É necessário o gozo até os limites impostos pela higiene e pelas leis econômicas. Sem isso, as rodas cessariam de girar.
- Teriam uma razão para a castidade! - disse o Selvagem, corando levemente ao pronunciar as palavras.
- Mas a castidade significa paixão, a castidade significa neurastenia. E a paixão e a neurastenia significam instabilidade. E a instabilidade é o fim da civilização. Não se pode ter uma civilização duradoura sem uma boa quantidade de vícios amáveis.
- Mas Deus é a razão de ser de tudo o que é nobre, belo, heróico. Se tivessem um Deus...
- Meu jovem amigo, a civilização não tem nenhuma necessidade de nobreza ou de heroísmo. Essas coisas são sintomas de incapacidade política. ... E se alguma vez, por algum acaso infeliz, ocorrer de um modo ou de um outro qualquer coisas de desagradável, bem, então há o soma, que permite uma fuga da realidade. ... O Cristianismo sem lágrimas, eis o que é o soma.

...

Poderia comentar muita coisa, mas estou sem animo para fazê-lo. Apenas considero, que após ler bem os últimos capítulos, me tomei conta, que este Admirável Mundo Novo já é a realidade para muita gente, talvez para a grande maioria do Ocidente. O mundo que preza pela sensação de bem-estar, conforto, e de prazeres infantis como viagens, carros, helicópteros, tvs, tecnlogias de luxo, jogos, músicas infantis, filmes infantis, uma infantilização do homem; o homem que não precisa mais lutar, sofrer horrores, de atos de bravura, heroísmo e altruísmo para realmente conquistar a maioridade; e é assim, se resumir uma vida, os desejos e a satisfação do homem em poder consumir tranquilamente essas coisas, sem importunio até a morte chegar. E sendo assim, para que o homem precisa de Deus? Quando tudo pode ser solucionando, deixando que um 'bom Estado' controle nosso nascimento, nosso condicionamento, nossos desejos, nosso trabalho, nossas ambições, nossos relacionamentos... de modo a termos uma sociedade sem insatisfações, revoltas, e descontroles. E quando houver, uma super droga (soma), que basta um capsula de 500mg tiradas do bolso, para resolver tudo.

É este o mundo em que vivemos, Só não com tanta 'qualidade'. Mas tudo está tentando ser maximizado. ...

E o que resultará disso?


Nota.:
Todavia, o autor faz uma colocação de um mundo no qual fosse possível tornar-se DURÁVEL, ESTÁVEL. Algum tipo de total controle dos fenômenos da natureza quais não se pode ainda controlar, como terremotos,  tempestades, vulcões etc. Mas ai entra uma questão, que torna a obra ficção, pois nunca chegaremos a tal ponto. Por que? Porque o mundo já está condenado. A calamidade afronta o mundo. Seja nos ambitos Naturais, seja nos ambitos produzidos pelo homem, como a escassez de recursos naturais, de alimentos, água, doenças, poluição, intoxicação, superpopulação, conflitos etnicos, e instabilidade economica (neste ponto, um caos sempre adiado, tentando ser empurrado para as gerações futuras)... cedo ou tarde, essa avanlanche vai acontecer (em quanto isso, a neve vai se acumulando no topo da montanha), e ai quando chegar, vai destruir tudo isso a humanidade pensará conquistar como bens duráveis. E ai, quem sabe, não tenhamos uma nova mudança ao passado, depois do banho de água fria.

23 dezembro 2011

Ter ou não ter namorado, eis a questão

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Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil.


Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.


Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.


Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.


Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.


Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.


Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.


Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.


Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.


Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.


Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.


Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim.


Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.


Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido.


Artur de Távala



Dedico este texto para minha linda, Aline.

12 outubro 2011

A Glória da Angústia e da Humilhação

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"Os ímpios zombarão de sua tristeza e ridicularizarão seus solenes apelos. Mas a angústia e a humilhação do povo de Deus é uma segura evidência de que estão reconquistando a força e a nobreza de caráter perdidos em conseqüência do pecado. É porque se estão achegando mais a Cristo, porque seus olhos estão fixos em Sua perfeita pureza, que discernem assim claramente a excessiva malignidade do pecado. Mansidão e humildade são condições de sucesso e vitória. Uma coroa de glória espera os que se dobram aos pés da cruz."

Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 590


"A magnificência do primeiro templo, e os impressionantes ritos de seus serviços religiosos, haviam sido uma fonte de orgulho para Israel antes do seu cativeiro; mas a seu culto haviam não raro faltado aquelas qualidades que Deus considera como as essenciais. A glória do primeiro templo, e o esplendor de seus serviços, não poderiam recomendá-los a Deus; pois unicamente aquilo que é de valor a Sua vista eles não ofereciam. Eles não Lhe levavam o sacrifício de um espírito contrito e humilde.

É quando os princípios vitais do reino de Deus são perdidos de vista, que as cerimônias se tornam numerosas e extravagantes. É quando a edificação do caráter é negligenciada, quando falta o adorno da alma, quando é desprezada a simplicidade da piedade, que o orgulho e o amor da ostentação reclamam magnificentes igrejas, esplêndidos adornos e imponentes cerimônias. Mas em nada disto Deus é honrado. Ele avalia a Sua igreja, não pelas vantagens externas. mas pela sincera piedade que a distingue do mundo. Ele a estima de acordo com o crescimento dos seus membros no conhecimento de Cristo, segundo o seu progresso na experiência espiritual. Ele olha para os princípios de amor e bondade. Nem toda a beleza da arte pode ser comparada a beleza da têmpera e do caráter que devem ser revelados naqueles que são representantes de Cristo.

Uma congregação pode ser a mais pobre da Terra. Pode não ter as atrações de exibição exterior; mas se os seus membros possuem os princípios do caráter de Cristo, os anjos se unirão com eles em seu culto. O louvor e ações de graças do coração agradecido ascenderão a Deus como suave oferenda.

"Louvai ao Senhor, porque Ele é bom;
Porque a Sua benegnidade dura para sempre.
Digam-no os remidos do Senhor,
Os que remiu da mão do inimigo."

"Cantai-Lhe, cantai-Lhe salmos;
Falai de todas as Suas maravilhas.
Gloriai-vos no Seu santo nome;
Alegre-se o coração daqueles que buscam ao Senhor."

"Pois fartou a alma sedenta,
E encheu de bens a alma faminta."

Salmos 107.1 e 2; 105:2 e 3; 107:9


Ellen G. White, Profetas e Reis, "A Volta ao Exílio", p. 565 - 566

24 janeiro 2011

Sobre a fé, o futuro e nossas escolhas

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"- Pois aí é que está o problema! - concordou Trumpkin. Os animais, na sua maioria, ficaram mudos e tornaram-se inimigos. Nunca se sabe de que gênero são; se a gente espera, pode ser tarde demais.
(...)
[Lúcia diz:]
- Não seria medonho se um dia, no nosso mundo, os homens se transformasse por dentro em animais ferozes, como os daqui, e continuassem por fora parecendo homens, e a gente assim nunca soubesse distinguir uns dos outros?"
Cap. O que Lúcia viu

Que grande ironia. De fato, quantos não são as pessoas hoje, talvez até nós, que por fora, aparentam ser homens, as vezes, belas pessoas. Mas que por dentro são animais, dispostos a atacar o próximo para saciar sua fome?

...............

"- Dizer o que teria acontecido? Não, a ninguém jamais se diz isso.
- Oh, que pena! - exclamou Lúcia.
- Mas todos podem descobrir o que vai acontecer - continuou Aslam. - se voltar agora e acordar os outros para contar-lhes outra vez o que viu, e disse que eles se levantem imediatamente e me sigam... que acontecerá? Só há um modo de saber..."
Cap. O retorno do Leão

Essa é aquela sempre presente questão: "O homem não sabe o futuro." O que vai acontecer? Só tem um jeito de saber, tentando. Mas como nessas horas sempre somos tentados a vacilar como céticos, medrosos, entre outros. Mesmo quando nossa consciencia nos diz: "Vai lá, tente."
............

"- Lúcia! - chamou Susana, baixinho.
- Que é?
- Agora estou vendo Aslam. Desculpe-me.
- Não tem importância.
- Mas sou muito pior do que você pensa. Acreditei que era ele... acreditei ontem mesmo... quando ele não queria que fôssemos pelo pinhal. E acreditei também hoje, quando você nos acordou. Isto é... no fundo acreditei... Ou podia ter acreditado, se quisesse... Mas estava com tanta pressa de sair da floresta... e... não sei como vou explicar. O que vou dizer a ele agora?"
Cap. O Leão ruge

Um dos grandes focos que Lewis deu no conto "O Principe Caspian" é a questão do homem em relação a fé em Deus. A um Deus que os antepassados falavam, mas que não aparece há muito tempo, tudo aparentando ser apenas uma "história da carochinha antiga" (como diz o anão). Ou mesmo, em duvidar no testemunho de outras pessoas, considerando-as loucas, que tiveram sonhos, ou ilusões, porque é mais conveniente para nós. Mas como Pedro diz, "se quisesse ter acreditado, eu poderia ter acreditado". Acho que isso, vale para todos. Porém, por que preferimos não acreditar? Talvez, como Pedro disse, "porque estamos com pressa", talvez pressa de "curtir a vida", "pressa de fazer logo isso e aquilo", "pressa para conseguir dinheiro", pressa para x e y, porque, aliás, como diria um "agnóstico convicto" com quem debati esses dias - "A vida é muito curta." - E assim, quantos não estamos trocando a unica esperança de eternidade, pela brevidade da vida? - E apressada.

04 janeiro 2011

O Encanto da Curiosidade

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Ousado aventureiro, decida de uma vez:
Faça o sino vibrar e aguarde o perigo
Ou acabe louco de tanto pensar:
"Se eu tivesse tocado, o que teria acontecido?"

- Eu é que não entro nessa - disse Polly - Não quero ver perigo nenhum.
- Não adianta, Polly, não está vendo que agora é tarde demais? Já caímos na coisa. A gente vai passar a vida pensando o que teria acontecido se tivesse tocado o sino. Eu é que não quero ficar louco, pensando a vida inteira nisso. Eu, não!
- Não seja tão bobo. Que interesse pode ter o que teria acontecido?
- Quem chegou até este ponto, não tem mais saída: ou toca o sino ou fica maluco. É este o encantamento, você não entende? Já estou ficando empolgado... encantado...

C. S. Lewis, Cronicas de Narnia, cap. O Sino e o Martelo

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Isso renderia livros de filosofia! - Bravissimo, Lewis!

27 dezembro 2010

A Amizade - Lewis

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"... Eros pede corpos nus; a Amizade, personalides nuas.

Daí (se você me compreendeu bem) a prodigiosa arbitrariedade e irresponsabilidade desse amor. Eu não tenho a obrigação de ser amigo de ninguém, e ninguém no mundo tem a obrigação de ser meu amigo. Não há exigências, não há sombra de necessidade. A Amizade é desnecessária - como a filosofia, como a arte, como o próprio universo (pois Deus não precisava criar). Ela não tem valor de sobrevivência; ela é, antes, uma das coisas que dão valor à sobrevivência."

C. S. Lewis, Os Quatro Amores, p.100

26 dezembro 2010

Vou-me Embora pra Pasárgada - Bandeira

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Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brado
Subirei no pau de sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mais triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
- Lá sou amigo do rei -
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Manuel Bandeira

10 novembro 2010

Textos Inspiradores

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Well... há muito muito tempo não coloco nada no Blog. Devido há muitos fatores, entre os principais, total falta de tempo para poder dedicar a isto. E nem adianta fazer uma prévia do que aconteceu, foram muitas coisas. Na ultima semana já foram muitas coisas... alias, nas ultimas 24 horas já foram MUUUIIIIiitasss coisas...alias, tantas, que alguns são totalmente misteriosos até mesmo para a minha mente...


Bem, nos ultimos dias deu vontade de ler algo mais leve e religioso, e pela milésima vez peguei o Caminho a Cristo para ler... ... e algumas, entre centenas, de trechos compartilho para vossa apreciação.


"... Confessais os vossos pecados e entregais-vos a Deus. Vós quereis servi-Lo. Tão depressa isto fazeis, Deus cumpre Sua palavra para convosco. Se credes na promessa - credes que estais perdoado e purificado - Deus supre o fato...


Não espereis até que sintais que estais curado, mas dizei: "Creio; assim é, não porque eu o sinta, mas porque Deus o prometeu."" P. 51


"Consagrai-vos a Deus pela manhã; fazei disto vossa primeira tarefa. Seja vossa oração: "Tome-me, Senhor, para ser Teu inteiramente. Aos Teus pés deponho todos os meus projetos. Usa-me hoje tem Teu serviço. Permanece comigo, e permite que toda a minha obra se faça em Ti." Esta é uma questão diária. Cada manhã consagrai-vos a Deus para esse dia. Submetei-Lhe todos os vossos planos, para que se executem ou deixem de se executar, conforme o indique a Sua providência. Assim dia a dia podereis entregar às mãos de Deus a vossa vida, e assim ela se modará mais e mais segundo a vida de Cristo.


A vida em Cristo é uma vida de descanso. Pode não haver êxtase de sentimentos, mas deve existir uma constante serena confiança. Vossa confiança não está em vós mesmos; está em Cristo." P.70

"O gozo de nosso Salvador estava no erguimento e redenção dos homens caídos. ... Assim também os anjos estão sempre empenhados em trabalhar pela felicidade dos outros. Este é seu gozo." P. 77

"Quando o amor de Cristo é abrigado no coração, ele como o suave perfume, não pode ocultar-se. Sua santa influência será sentida por todos aqueles com quem entramos em contato." P. 77

"Se nos achamos revestidos da justiça de Cristo, e cheios do gozo proveniente da habitação de Seu Espírito em nós, não nos será possível calar-nos." P. 78

"Os mais humildes e mais pobres dentre os discípulos de Jesus, podem ser uma bênção aos outros. Talvez não tenham consciência de estar efetuando algum bem especial, mas por sua inconsciente influência poderão dar origem a ondas de bênçãos que se irão alargando e aprofundando, mesmo que nunca venham eles a saber dos benditos resultados, a não ser no dia da recompensa final. Não percebem nem sabem que estão realizando qualquer coisa de grande. Não se requer deles que se afadiguem com ansiedades acerca do sucesso. O que têm que fazer é simplesmente prosseguir tranqüilamente, realizando fielmente a obra que a providência de Deus designa, e sua vida não será em vão." P. 83

08 março 2010

Homenagem as mulheres

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Por muitas vezes me perguntei: “Por que Deus criou primeiro o homem para depois criar a mulher?”, “Por que não o contrário?” E nunca cheguei numa resposta plenamente satisfatória; creio que há mistérios em torno disso que só na eternidade serão compreendidas. Talvez, livrou a mulher dessa angústia, pois foram feitas para sempre estar em companhia. Porém, sempre pensei um pouco no tempo que Adão teve sem a parceira; um homem, sozinho no mundo. Os animais em seu redor tinham suas companheiras, e certamente um nível de relação e afeto indescritível, antes de haver o comportamento selvagem decorrido do pecado. E nesse tempo, Adão deve ter profundamente ter compreendido talvez a necessidade de uma parceira e realmente valorizar ela.


Então, Ellen G. White, deixou-nos essas maravilhosas palavras: “Eva foi feita de uma costela tirada do lado de Adão, significando que ela não o deveria dominar, como a cabeça, nem ser pisada sob seus pés como se fosse inferior, mas estar a seu lado como sua igual, e ser amada e protegida por ele. Como parte do homem, osso de seus ossos, e carne de sua carne, era ela o seu segundo eu, mostrando isto a íntima união e apego afetivo que deveria existir nesta relação” (O Lar Adventista, p. 25).

O homem assim como a mulher foram criados com um propósito de relacionamento intimo e afetuoso, amoroso, para com toda a criação e Seu Criador. Deus não criou Eva para completar Adão, mas sim, ela era parte de Adão, não um pedaço, mas o todo. É a mulher que forma o homem. O homem sem a mulher não passa de um aleijado, um homem sem costela.

É interessante notar que estatisticamente a população feminina é superior a masculina; nascem muito mais mulheres do que homens. Gosto de pensar nisso comparando a natureza. Penso em árvores, em jardins e campos. Os homens talvez poderiam ser comparado as arvores, aqueles troncos sólidos firmes, que firmam o solo, dá abrigo, conforto. Já as mulheres por sua vez são as folhas e flores desta, as quais embelezam em suas formas e cores, que dão vigor e brilho, são elas que absorvem a luz do sol transformando em energia para a árvore e nutrem todo o demais. Logo, do que seriam os homens sem as mulheres? Certamente uma arvore seca sem folhas, só aos galhos cheio de pontas, num solo seco que mais parece implorar para o lenhador: “Corte e queime.” De fato, assim como existem mais folhas e flores do que arvores, existem mais mulheres do que homens.

Deus foi um pintor extraordinário ao criar a mulher. Com formas e gestos tão graciosos e delicados, um jeito de ver, de encarar, de sentir, de expressar, que suaviza e encanta. Qual dos homens, do mais pobre ao mais rico, do mais feio ao mais formoso, do mais estúpido ao mais gentil ora não desejou em seu coração fazer tudo, trocar tudo, por uma mulher? Quem já não se rendeu a uma mulher, nem que seja a própria mãe?

Infelizmente o mundo de pecado,a sociedade, deturpou toda essa belíssima obra da Criação. Como o ato sexual, um sistema simplesmente maravilhoso extraordinário, no qual Deus formou órgãos, hormônios e toda uma série de coisas para promover o máximo de prazer, enquanto literalmente o casal é uma só carne, promovendo uma situação e um momento talvez divino; com o qual Deus dá uma idéia do Seu prazer em criar o homem, a vida; pois é através disso que se concebe mais uma vida. Infelizmente, muitas pessoas jogaram tudo isso por terra, enganadas apenas por um prazer egoísta. Homens que violentam mulheres; atos que muito mais se aproximam da mais estúpida violência do que a um gesto de carinha e afeto. De modo, que muitos apenas olham para as mulheres como objetos: “tenho um carro, um vídeo-game, uma mulher.” Até mesmo, tratando mulheres como objetos descartáveis e sem valor, que ora um dia dizem as mais maravilhosas frases, ora abandonando-as e indo para outra. – Qual mulher é descartável!? Fico imaginando como deve ser duro para Deus ver alguém descartando por quem Ele deu a vida, como se fosse um lixo, ou menos prestável.

Casamentos se dissolvem como castelos de areia; homens e mulheres que ficam sozinhos pelo resto de suas vidas; talvez acompanhados, mas vazios; ora sem a costela que protege seu coração, ora sem seu coração. A pornografia e deturpação que a sociedade promoveu em torno do relacionamento entre os homens e mulheres, muitas vezes, até nos fazem ter um certo receio de falar sobre essa questão que na verdade se trata de um presente de Deus, de uma obra maravilhosa de Suas mãos. Sim, de fato, a mulher foi feita da costela de Adão. E isso é algo maravilhoso! É para ser motivo de eterna alegria e gozo. E não de lágrimas, tristeza e abandono.

Muitas vezes sou tomado por um certo inconformismo quando me deparo com mulheres na faixa dos 20 – 30 anos num desespero tremendo por encontrar um homem; muitas vezes apelando para aquilo que lhes próprio destrói, o que muitas vezes me fez desprezá-las. Mas passei a compreender isso melhor diante do fato de que ela foi feita da costela de Adão. Logo, o que é dela sem Adão? Além disso, o que é uma mulher sem Adão e sem Deus para consolá-la? E então passo a compreender melhor a dura realidade que muitas delas lidam. Pois, além disso, o que tem ocorrido com nós homens? Nós que deveríamos ser os guardiões delas, muitas vezes temos sido seus inimigos e agressores; os que deveriam ser seus companheiros, muitas vezes têm trocado-as pela companhia da bola, do carro, da TV, da comida, da bebida, dos amigos. Além disso, quantos homens tem permitido crescer um tumor no lugar da costela, trocando a mulher por um outro homem? E por fim, há menos homens; o que deve levar muitas a pensar: "Corra ou vai ficar sem." E há quem aceite a última maçã podre, para não ficar só.

De fato as mulheres sofrem nesse mundo de grandes desafios para elas. Os próprios homens que não mais lhe garantem estabilidade, conforto e um lar, fazem por necessário as mulheres lutarem por tudo. Tendo que por muitas vezes trabalhar como homens, mesmo em serviços braçais pesados e estressantes, e ainda assim, arrumar a casa e cuidar dos filhos; pois poucas não são as divorciadas, viúvas, ou simplesmente abandonadas.

Porém, em consolo a elas, convoco-lhes a alegria.
Como na poesia de Schiller, eternizada pela 9ª de Beethoven:
Alegria, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Tua magia volta a unir
O que o costume rigorosamente dividiu.
Todos os homens se irmanam
Ali onde teu doce vôo se detém.
Quem já conseguiu o maior tesouro
De ser o amigo de um amigo,
Quem já conquistou uma mulher amável
Rejubile-se conosco!
Sim, mesmo se alguém conquistar apenas uma alma,
Uma única em todo o mundo.
Mas aquele que falhou nisso
Que fique chorando sozinho!

É nessa expectativa de alegria e gozo que veio homenagear nesse dia as mulheres de minha vida. Talvez, não tenha minha costela ainda, mas antes de qualquer melancolia, digo que sou compensado pela amizade e companhia de vós que preencheis colorindo minha vida. São como as flautas e violinos numa orquestra que dão a alma a uma música, ora com seus doces sons, ora com o timbre capaz de rasgar o coração e sempre unindo todos os timbres e sons a uma só essência. Aliás, o que dizer de nossas mães as quais tem um dia exclusivamente dedicado?

Espero um dia poder, se não na vida, então na eternidade, poder recontribuir simplesmente pela parte da minha vida que vocês são. Há um pensamento de Sêneca que diz que, de fato, pouco é a vida que vivemos para nós, mas muito para os outros, especialmente para nossos amigos e companheiros, ou mesmo trabalhando para alguém. E diante disso, agradeço a Deus por ter me abençoado com uma vida florida nesse sentido, de muitos extraordinários amigos e amigas, pelos quais não colocaria apenas a mão no fogo, mas os pés e todo o resto.

Às minhas avós, minha mãe, minhas tias, primas, sobrinhas, amigas, colegas e a todas as quais esta mensagem chegar, dedico este poema como um pequeno presente e que, espero eu, possa-lhe alegrar pelo menos nesse dia dedicado a todas as mulheres.

Ah Mulher! Como és bondosa, educadora
Que mesmo na azáfama do dia-a-dia
Educas a prole com paciência e sabedoria
Que brotam de tu’Alma protetora.

Protetora e geradora pelo desejo de Deus
Abençoando-lhe com o dom Sagrado da gestação
E um Amor de Maria pelos filhos teus,
Infinito, eternamente gravado no coração.

És a fonte suprema da Vida,
Uma terna poesia dos cantares de Salomão,
Inspiração dos poetas e de toda uma nação.
Ser de Luz Divinamente Concebida!

És a flor singela desabrochada no jardim,
Exalando ternura e um doce frescor
De perfume no ar com cheiro de jasmim.
Tu és o verdadeiro Manto sublime do Amor.

Enfim, és Mulher, Mãe, dedicada
Esposa, amante, amiga, companheira,
Nasceu pra amar e ser amada, guerreira,
Mas sem perder sua essência delicada.

Elias Akhenaton

26 fevereiro 2010

Sabedoria e Relações Humanas

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"A filosofia não é uma arte feita para agradar a massa; não é feita para uma vã exposição; não reside nas palavras, mas sim nas coisas. Não serve para matar o tempo nem para alegrar as nossas horas vagas; ela forma a alma, a afeiçoa, regra a vida, guia as ações, mostra o que se deve fazer ou evitar; fica no leme e dirige através dos obstávulos o nosso percurso agitado."

Sêneca

Ano passado, num acontecimento inusitado encontro um livro perdido na USP, sem nome, telefone nada, até coloquei na comunidade no orkut que encontrei o livro, podendo assim a pessoa que perdeu encontrá-lo comigo. Porém, acabou ficando. A capa do livro era um nome bem interessante: "Sobre a brevidade da vida", o autor, Sêneca, tal qual nunca ouvi falar. ...

E fiquei surpreso com várias coisas. Talvez a maior de todas foi reparar que,se não fosse por conhecer o suficiente da biografia de Sêneca e saber que ele não teve uma educação judaica-cristã, eu diria que o discurso dele é baseado na Bíblia; sobretudo, nas obras de Salomão, como Provérbios e Eclesiastes.

De fato ele não tem uma mensagem cristocentrica, mas foi o que faltou. Porém, se você ver bem todas as coisas de sua filosofia, praticamente chegamos numa ótima visão da verdade e da vontade de Deus; e como tais se tornam práticos na constituição e formação do homem. De certa forma, após conhecer tais obras, eu diria ser um complemento até que essencial para quem deseja estudar a Biblia, em especial os provérbios.

Outro fato interessante é a objetividade e valor absoluto da sabedoria a qual é universal. Eu, em uns 7 anos de estudo - diria que 90% da Bíblia - no séc. XXI d.C. cheguei nas mesmas conclusões que um homem chegou (porém teve que estudar dezenas de anos) também estudando e pensando muito, contudo, obras principalmente de filósofos pagãos (tanto gregos quanto romanos), os quais provavelmente, muitos nem ouviram falar no Torá dos hebreus, no inicio da Era Cristã.

Sim, de fato, não vejo praticamente nenhuma novidade em suas palavras, que eu desconheça (até agora); mas apenas aprofunda, em sua descrição mais expositiva, e com uma linguagem muito convicente ao mesmo tempo, uma liguagem deliciosa, quase que uma poesia em prosa.

Há muitas frases que parecem ser plágios da Bíblia, talvez o maior motivo - acredito - para o mito de que ele trocou cartas com Paulo de Tarso (contudo, os analistas dizem que as supostas cartas, não tem nenhum traço da linguagem e exposição de Sêneca; e os especialistas no caso dizem que, de fato, Sêneca não conheceu Paulo e nem o que seria a Bíblia.

Também faz suas justas considerações para com as músicas e os músicos; também a música que ainda engatinhava em sua formação. Porém, creio que ele mudaria o discurso se conhecesse a música de Bach. Provavelmente dedicaria obras e pensamentos a avaliar suas músicas.

"Qual é o meu objetivo, quando faço amizade? Ter um ser por quem dar minha vida, um ser que eu seguirei até o exílio, que defenderei com todas as minhas forças contra a morte. A relação que tu me descreves é comércio e não amizade; nela só procuramos vantagens pessoais, nela só vemos o que ganharemos."

As considerações de Sêneca para os relacionamentos humanos realmente me impressionaram. E reafirmaram para mim quanto aquilo que chamo de um "relacionamento afetivo educativo" que é o mais verdadeiro relacionamento, amor, amizade. Contudo, isso me intrigou ainda mais em algo que eu nunca havia pensado: "Por que Deus criou os homens, entre outros? Porque, em Sua sabedoria, teve o objetivo de amar seres por quem dar a Sua vida." - Isso é realmente uma consideração extraordinária, inédita para mim. Jesus disse que a maior prova de amor é morrer pelo seu próximo. Porém a vontade e busca sabedoria por tal nivel de afeto, como o motor impulsor para se ter um relacionamento; é algo simplesmente magnífico. E em todos esses anos de muitos sermões que ouvi, garanto que talvez a a maior parte não chega aos pés do que nas primeiras 40 páginas do livro de Sêneca que agora leio.

Algo me intrigou muito me levou a pensar muito também sobre aquilo que chamamos de Educação; bem propício para o atual momento que estou cursando uma disciplina de Filosofia da Educação na FE-USP.

Sêneca disse: "(A sabedoria) forma a alma, a afeiçoa, regra a vida, guia as ações, mostra o que se deve fazer ou evitar; fica no leme e dirige através dos obstávulos o nosso percurso agitado." [texto 1]

Em outro momento o livro destaca uma essêncua do princípio estóico: "A impassibilidade e a invulnerabilidade do Sábio em frente aos golpes da Fortuna, a necessidade de nos libertarmos das paixões, o elogio da RAzão que faz de nós seres próximos do Divino." [texto 2]

E em outro momento Sêneca diz uma simplesmente extraordinária:
"Tu desejas saber a minha opinião sobre as "artes liberais". Para mim, nenhuma tem vlaor, nenhuma pode ser posta na categoria dos bens, porque todas têm o dinheiro por objetivo. [...] Será que o caminho da virtude nos é facilitado pelo conhecimento das leis do escandir, pela arte de escolher as palavras, pelos relatos mitológicos, pela aprendizagem dos princípios da métrica? O que nisso tudo liberta do medo, apaga os desejos, refreia as paixões?" [texto 3]

E diante dessa perspectiva questiono o que é "educação"? Atender os principios democráticos? Porém, o que é democracia? A grande realidade que vejo é que o que chamamos de "educação" não passa de uma fabrica de produção para atender uma demanda de modo de produção capitalista; é a formação de cidadãos para o Estado, e a de profissionais para as empresas e a máquina capitalista. Ou seja, não passa de algum treinamento tecnicista e robotizador.

Contudo, onde está o desenvolvimento da autonomia de pensamento? E onde está o que vemos no "texto 1", "texto 2" e no "texto 3"?'

Entram quando crianças e há aqueles que na velhecie continuam nas Universidades. Porém, que ainda não se libertaram do medo, dos desejos, das paixões. Apenas com informações ténicas sobre ciências, música, burocracias administrativas, funcionamento das leis humanas, e, talvez, com os bolsos cheios; enquanto caminham para a morte; gerando mais pessoas como eles.

E quando digo que o coração da educação é a educação do coração. Não poderia estar sendo mais certo que longe está a Educação disso, e tem tomada uma trajetória contrária (inclusive as instituições religiosas). Pois sim, de fato, se a verdadeira educação busca promover a liberdade; a liberdade só podemos encontrar na Lei de Deus. De fato, a essência de uma educação é puramente religiosa. Mas se as próprios denominações religiosas estão deixando a essência biblica do que é religião; então podemos imaginar os más lençois que estamos.

E onde estamos? Num mundo cada vez mais vergonhoso diante da sabedoria. Para o qual, as palavras de Salomao repercutem em meus ouvidos:

"Entretanto, porque eu clamei e recusastes; e estendi a minha mão e não houve quem desse atenção, antes rejeitastes todo o meu conselho, e não quisestes a minha repreensão, também de minha parte eu me rirei na vossa perdiçäo e zombarei, em vindo o vosso temor. Vindo o vosso temor como a assolação, e vindo a vossa perdição como uma tormenta, sobrevirá a vós aperto e angústia.
Então clamarão a mim, mas eu não responderei; de madrugada me buscarão, porém não me acharão. Porquanto odiaram o conhecimento; e não preferiram o temor do SENHOR: Não aceitaram o meu conselho, e desprezaram toda a minha repreensão. Portanto comerão do fruto do seu caminho, e fartar-se-ão dos seus próprios conselhos. Porque o erro dos simples os matará, e o desvario dos insensatos os destruirá. Mas o que me der ouvidos habitará em segurança, e estará livre do temor do mal."

Salomão - Prov. 1:24-33



Veja também:
Lúcio Anneo Sêneca

21 outubro 2009

Do mundo virtual ao espiritual

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Não é de minha perspectiva ficar copiando o que os outros já falaram, conteudo qual vemos em outros blogs e sites. Porém, aqui abro um caso particular, pois esse texto é simplesmente magnifico, digno das mais sinceras e profundas reflexões; pois de fato, ele nos provoca, e no final, a pergunta fica: "Como agir diante dessa provocação?"
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Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: "Qual dos dois modelos produz felicidade?"

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: "Não foi à aula?" Ela respondeu: "Não, tenho aula à tarde". Comemorei: "Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde". "Não", retrucou ela, "tenho tanta coisa de manhã..." "Que tanta coisa?", perguntei. "Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina", e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: "Que pena, a Daniela não disse: "Tenho aula de meditação!"

Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: "Como estava o defunto?". "Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!" Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais…

A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é ‘entretenimento’; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: "Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!" O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald’s…

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: "Estou apenas fazendo um passeio socrático." Diante de seus olhares espantados, explico: "Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz."


Frei Betto - Autor, em parceria com Luis Fernando Veríssimo e outros, de "O desafio ético" (Garamond), entre outros livros. Além de escritor, é também frei dominicano.

Texto: Frei Betto - enviado por e-mail pela servidora Suely Affiune
Imagem: www.ciudadredonda.org


ATENÇÃO: A responsabilidade deste artigo é exclusiva de seu respectivo autor (fonte).


Fonte: Mania de Escrever

04 setembro 2009

Lúcio Anneo Sêneca

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Terça-feira a noite e encontro um livro perdido no IME e pego-o. Bem, comecei a lê-lo e logo fiquei preso a tal leitura, não conseguia parar de devorar o pequeno livro "Sobre a brevidade da vida", de Sêneca. Fora que o tema do livro muito gira em torno do livro que estou escrevendo. É um livro incrivel, é de lembrar muito a Salomão, principalmente em Eclesiaste e um pouco de Provérbios quando fala da sabedoria. Mas o que mais me intriga é ele falando de um ponto de vista -aparentemente temporal - pagão (porém, parece mais um cético), sobre a própria temporalidade; isso é incrivel. Pois ele até mesmo acaba se auto criticando, assim como aos lideres da época, assim como a quem a carapuça servir, e que certamente cabe a maioria dos homens de hoje.

Quando a Sêneca (4 a.C.? - 65 d.C.), filósofo, ele viveu nos primódios do primeiro ano da era cristã, foi o principal conselheiro de Nero; porém, creio eu que não chegou a ter contato com os cristianismo. E agora, disponibilizo ao leitor dos curtos capitulos que falam sobre os 2 tipos de pessoas, os 2 modos de vida (onde um na verdade é estar morto-vivo); e deixo ao leitor as reflexões pertinentes.


Cap. XV

Nenhum deles [Zenão, Pitágoras, Demócrito, Aristóteles, Teofrasto e outros grandes sábios] vai te levar para a morte, todos te ensinarão a morrer; nenhum deles desperdiçará teus anos, te oferecerá os seus; nunca a conversa com eles será perigosa, nunca a amizade será fatal, ou o respeito dispendioso. Conseguirás deles tudo que desejas; eles não serão culpados, se não conseguires exaurir aquilo o que querias. Que felicidade, que bela velhice terá aquele que se propuser a ser cliente deles! Este terá com quem dialogar sobre as menores e maiores questões, a quem consultar todos os dias sorbe si mesmo, de quem escutar a verdade ser ser ofendido, e será louvador sem adulação para que se possa moldar à sua semalhança. Costumamos dizer que não está em nosso poder escolher os pais que o destino nos deu; porém, podemos ter um nascimento de acordo com nsosa escolha. Há famílias dos mais nobres espíritos, basta escolher a qual delas desejas pertencer e receberás não apenas o nome, mas também os bens, os quais não precisarás vigiar de forma miserável e mesquinha, pois quanto mais forem compartilhados, maiores se tornarão. Estes te levarão ao caminho da eternidade, te elevarão ao ponto mais alto de onde ninguém corre o risco de cair. Esta é a maneira de prolongar a vida, ou mesmo de transformá-la em imortalidade. As honras, os monumentos, tudo aquilo que a ambição decretou ou construiu com trabalhos logo há de ruir, uma vez que não existe nada que a passagem do tempo não arruíne ou ponha em desordem. Porém, não pode atingir os conhecimentos que a sabedoria construiu, pois nenhuma idade pode destruí-los ou diminuí-los. A próxima e as seguintes sempre vão aumentá-los mais um pouco, já que a inveja avista apenas o que está próximo de si, e admiramos com menos astúcia o que está distante. Assim, a vida do sábio se estende por muito tempo, ele não tem os mesmos limites que os outros, é o único que não depende das leis do gênero humano, todos os séculos o servem como a um deus. Algo se perde no passado? Ele recupera com a memória. Está no agora? Ele desfruta. Há de vir com o futuro? Ele antecede. A união de todos os tempos em um só momento faz com que sua vida seja longa.

Cap. XVI

Muito breve e agitada é a vida daqueles que esquecem o passado, negligenciam o presente e temem o futuro. Quando chegam ao fim, os coitados entendem, muito tarde, que estiveram ocupados fazendo nada. E por que invocam a morte, não se pode provar que tenham vivido uma longa existência. Sua imprudência atormenta-os com sentimentos incertos, os quais direcionam para as próprias coisas que temem: desejam a morte porque ela os amedronta. Não é argumento para nos levar a pensar que desfrutam de uma longa vida o fato de, muitas vezes, acharem que os dias são longos, ou reclamarem de que as horas custam a passar até o jantar, pois, se estão sem ocupação, sentem-se abandonados e inquietam-se com o ócio sem saber como dispor do mesmo ou acabar com ele. Assim, desejam uma ocupação qualquer, e o período de tempo entre dois afazeres é cansativo. E, certamente, é isso que acontece quando o dia do combate dos gladiadores é marcado, ou quando as aguarda qualquer outro evento ou espetáculo: desejam pular os dias que ficam no meio. Toda a espera por alguma coisa lhes é penosa, mas aquele momento que aspiram é breve e passa rápido, tornando-se muito mais breve por sua própria culpa, pois transitam de um prazer a outro sem permanecer em apenas um desejo. Seus dias não são longos, mas insuportáveis. Ao contrário, nos braços das prostitutas, ou entregues a bebedeiras! Talvez daí resulte o delírio dos poetas [Desde Platão, os poetas são criticados] que alimentam os erros dos homens com histórias nas quais se mostra Júpiter, embevecido pelo desejo do coito, duplicando a duração da noite. De que se trata, senão de exaltar os nossos vícios, já que os encontramos nos deuses e vemos na divindade um exemplo de fraqueza? Podem estes não achar muito curtas as noites pelas quais pagam tão caro? Perdem o dia esperando a noite; a noite, com medo da aurora.

12 janeiro 2009

Pérolas Teológicas Newtonianas

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Acabei de ler As Profecias do Apocalipse e o Livro de Daniel, de Isaac Newton (Editora Pensamento). É uma obra fascinante e indispensável na biblioteca de todo cristão e dos estudantes universitários, em particular. Apesar dos detalhes históricos exaustivos e dos vários trechos em latim não traduzidos, o livro revela a clareza do raciocínio do grande cientista inglês aplicado ao estudo da Bíblia. Os adventistas do sétimo dia ficarão especialmente impressionados ao perceber a semelhança do entendimento profético de Newton (um verdadeiro historicista) com a compreensão profética da igreja – com algumas divergências, naturalmente. Aqui e ali, espalhadas pelas 224 páginas da obra, há pérolas como estas:

“A autoridade dos imperadores, reis e príncipes é humana; a autoridade dos concílios, sínodos, bispos e presbíteros é humana. Mas a autoridade dos profetas é divina e compreende toda a religião” (p. 26).

“A predição de coisas futuras refere-se à situação da Igreja em todas as épocas: entre os velhos profetas, Daniel é o mais específico na questão de datas e o mais fácil de ser entendido. Por isso, no que diz respeito aos últimos tempos, deve ser tomado como a chave para os demais” (p. 26).

“Rejeitar suas [de Daniel] profecias é rejeitar a religião cristã, pois que essa religião está fundada nas profecias a respeito do Messias” (p. 33).

“Pela conversão dos dez reinos à religião romana, o Papa ampliou o seu domínio espiritual, mas não se destacava ainda como um chifre da besta. Foi o seu poder temporal que o transformou num dos chifres. Esse poder foi adquirido na segunda metade do século VIII pela conquista de três daqueles chifres (...) Então, alcançando o poder temporal e um domínio acima de qualquer judicatura humana, o seu aspecto se tornou mais majestoso do que o dos outros chifres. Daí por diante, os tempos e as leis foram entregues nas suas mãos por um tempo, e dois tempos e metade dum tempo, ou seja, três tempos e meio, isto é, por 1.260 anos, desde que se considere como um tempo o ano calendário de 360 dias, e um dia como um ano solar” (p. 88).

Nas páginas 99 e 100, Newton deixa claro o porquê de o “chifre pequeno” não poder ser Antíoco Epifânio, como querem alguns. E arremata: “O próprio Cristo nos diz que a abominação da desolação, a que se refere Daniel, se instalaria nos dias do Império Romano (Mt 24:15).”

Sobre a confiança que Newton tinha nos Evangelhos, ele escreveu: “Temos assim, comparando os Evangelhos de Mateus e de João, a história da ação de Jesus de modo contínuo, durante cinco Páscoas. João é mais preciso no começo e no fim; Mateus, no meio. Aquilo que um omite, o outro registra. (...) Temos assim, nos evangelhos de Mateus e de João, todas as coisas contadas na devida ordem, desde o começo da pregação de João até a morte de Cristo” (p. 119, 121).

Revelação interessante esta: “Deleitavam-se os pagãos com os festivais dos seus deuses e não estavam dispostos a renunciar àqueles deleites. Assim, no propósito de lhes facilitar a conversão, [o papa] Gregório instituiu festas anuais aos santos e aos mártires. Eis porque, para enfraquecer as festas pagãs, as principais festas cristãs tomaram o seu lugar. (...) Foi esse o primeiro passo da religião cristã [católica] em direção à veneração dos mártires. Embora ainda não fosse uma adoração ilegal, predispôs os cristãos à veneração dos mortos, o que em pouco tempo se transformou em invocação dos santos. (...) O passo seguinte nessa invocação foi atribuir ao corpo, aos ossos e a outras relíquias dos santos o poder de operar milagres por meio das suas almas, que supostamente sabem o que fazemos ou dizemos e podem nos fazer o bem e o mal” (p. 151, 153).

Sobre o Apocalipse, Newton escreveu: “Tendo assim estabelecido a época em que deve ter sido escrito o Apocalipse, não preciso falar muito da sua autenticidade, já que estava tão em voga nos primeiros tempos que muitos tentaram imitá-lo, forjando apocalipses sob o nome dos apóstolos. E os próprios apóstolos, como já mencionei, o estudaram e citavam as suas frases” (p. 178).

“Se a pregação geral do evangelho está se aproximando, é a nós e à nossa posteridade que as seguintes palavras pertencem: ‘...todos os maus ficarão sem compreender. Os que são esclarecidos, porém, compreenderão. Feliz o leitor e os ouvintes das palavras desta profecia, se observarem o que nela está escrito.’ (...) A realização de coisas preditas com grande antecedência será um argumento convincente de que o mundo é governado pela Providência” (p. 180).
Eu já era fã desse que é um dos maiores cientistas de todos os tempos. Depois de ler esse livro, minha admiração só aumentou. Newton era também grande teólogo.[MB]

Por Michelson Borges
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Nota: Um lado da vida de Sir Isaac Newton que certamente você não estudará no Ensino Médio, tampouco no Ensino Superior. Mas que vale a pena conferir e conhecer. - "Do que se alimentava o coração e a mente daquele que foi, considerado por alguns, o maior gênio, matemático e físico da história?"

10 outubro 2008

Pausa...

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Sem querer, encontrei essa composição, em palavras num blog por aí...:






Na pausa não há música, mas a pausa ajuda a fazer a música.
Na melodia da nossa vida a música é interrompida aqui e ali por pausas.
E nós, sem refletirmos, pensamos que a melodia terminou.
Deus nos envia, às vezes, um tempo de parada forçada.
Pode ser uma provação, planos fracassados, ou esforços frustrados.
E faz uma pausa repentina no coral de nossa vida.
Nós lamentamos que a nossa voz tenha de calar-se, e tenha de faltar a nossa parte na música que sobe até aos ouvidos do criador.
Mas como é que o maestro lê a pausa?
Ele continua a marcar o compasso com a mesma precisão e toma a nota seguinte com firmeza, como se não tivesse havido interrupção alguma.
Deus segue um plano ao escrever a música de nossa vida.A nossa parte deve ser aprender a melodia e não desmaiar nas "pausas".
Elas não estão ali para serem passadas por alto ou serem omitidas, nem para atrapalhar a melodia ou alterar o tom.
Se olharmos para cima, Deus mesmo marcará o compasso para nós.Não nos esqueçamos, contudo, de que “ela ajuda a fazer a música”.
Com os olhos Nele, vamos ferir a próxima nota com toda a clareza sem murmurarmos tristemente: “Na pausa não há música”.
Compor a música da nossa vida é geralmente um processo lento e trabalhoso.
Com paciência, Deus trabalha para nos ensinar!E quanto tempo Ele espera até que aprendamos a lição !
Lembre-se, a pausa não dura muito.
Ela apenas serve para continuar a música!!!


26 setembro 2008

Livro: Jesus, o maior psicólogo que já existiu

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"Jesus, o maior psicólogo que já existiu", Mark W. Baker. Confeço, comprei porque estava numa promoção tentadora, e tinha um pouco de curiosidade em ler esse livro por alguns comentários que ouvi. Mas eu estava com grande receio, um grande preconceito com livros que fala sobre religião, sobre Jesus, a Bíblia; sobretudo, quando o autor se identifica como um "profissional" de alguma área. E então fico já imaginando as especulações, as forçadas que ocorrerão. E como é um livro muito lido, vendido, normalmente se imagina que não tem um conteudo muito bom, e sim algo bem leviano, genérico e bem do tipo "auto-ajuda" [me dá enjoo].

Todas essas minhas expectativas foram quebradas ao ler o primeiro tópico do primeiro capitulo. Era um livro do tipo que eu estava procurando. Ele faz uma abordagem bem mais analitica; e já aprendi algumas coisas. Apesar de dar alguns chutes na trave; como a visão do autor sobre o que é racicinio lógico e objetividade. Mas que será muito útil para alguns igredientes que busco colocar no livro que estou digitando.

Mas realmente, é um livro incrivel. Faz uma abordagem de modo que me identifico no modo, apesar de buscar abranger a varias outras questões. Porem, o autor se prende a fazer quanto a aplicação para lidar com as pessoas (esse seria o tema do livro). Ao mesmo tempo, usando alguns exemplos de casos de pacientes, no qual aplicou alguns desses ensinamentos.

Uma amostra do material:

"Jesus sabia que as pessoas jamais poderiam entender completamente a vida se usassem apenas o intelecto. Ele não dizia: "Vou ensinar a vocês o que é a verdade." Ele dizia: "Eu sou a verdade." Ele sabia que a mais elevada forma de conhecimento decorre dos relacionamentos em que existe confiança mútua, e não de grandes quantidades de informação. Jesus respondia às perguntas diretas com metáforas para atrair as pessoas para um diálogo e um relacionamento com ele."
(p. 17)

"... É psicologicamente impossível colocar completamente de lado a influência da nossa mente sobre a maneira como percebemos as coisas, sobretudo porque na maioria das vezes não temos consciência de que tudo o que conhecemos intelectualmente passa pelo filtro das nossas crenças."
(p. 17)

Mal o comecei a ler e já o recomendo. É um daqueles livros simples em quantidade de conteudo - é pequeno, nem 200 páginas. Contudo, é uma leitura devagar, pois te faz pensar muito. Cada parágrafo é uma análise, um texto no qual se pode refletir bastante. Creio que no fim, seja um livro bem denso. Bem, diferente, do "Arco-Íris Sobre o Inferno" que li semana passada, biografia de Saburo Arakari, no qual você vai lendo e lendo, quase que 1 pag/min. Mas sim, mais num estilo dos livros de Ellen White; aliás, agora estou nas ultimas 200 páginas para terminar o "Patriarcas e Profetas" (quase 2 anos de leitura rs).
Depois:
Só o inicio do livro foi interessante. No decorrer do livro não suportava mais. Pois o autor atribuia uma autopromoção de si e da carreira de psicólogo (aquele que quer relacionar com os outros, mas tem que ser por dinheiro). Além da forma como ele critica um homem que foi até ele e que achava que não precisava, era um cara perfeito - vamos assim dizer - e por ter deixado o autor entre as pernas, ele diz que "o problema do cara era que ele era perfeito e achava que não precisava de ajuda, e que a mulher dele se sentia frustrada por ter um marido perfeito, ela se sentia inútil e inferior pois não sabia o que podia melhorar ou ajudar seu marido." Uma conclusão no minimo bizarra, forçada e tendenciosa!
Ai o livro começou a forçar muito a significancia dos casos. Começou a colocar muitos problemas doutrinários nas idéias. Como um capitulo que diz que as pessoas não são nem boas nem más. A forma como ele julgava seus pacientes, e sempre fazendo a marketing da Psicologia (não faz uma critica a tal). Você lê o livro e a mensagem que ele mais trás é "vá a um psicologo, pois ele é o mais semelhante/próximo a Jesus no modo de resolver seus problemas". O livro não busca de fato analisar a vida de Jesus sobre um olhar da psicologia; mas sim, ele pega os seus casos, pega algum caso de Jesus, e ai tenta forçar o método de Jesus (explicando) como se fosse o método que ele usou com o seu paciente. (vários casos, ele foge do tema, contexto e verdadeiro sentido do fato biblico, força, distorce, entre outros...).
Pouco mais da metade do livro e eu não aguentava mais ler aquela carta de publicidade. Então parei de ler o livro, após ler um capitulo que disse algumas coisas, com quais cheguei a concluir: "Depois dessa eu paro!"
Por fim. NÃO PERCAM SEU TEMPO, INTELIGÊNCIA com esse livro. Não passa de uma propaganda, querendo por na sua cabeça que você deve procurar um psicologo (de preferência o do livro, pois ele faz como Jesus) para qualquer problema que você tem; nem que seja para bater um papo.
>>>> NÃO RECOMENDO!

11 agosto 2008

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"... Mas seus filhos não haviam crescido sem a idéia de consideração para com qualquer pessoa a não ser para consigo mesmos; e agora não se preocupamvam com quem quer que fosse."

"... Aqueles que têm muito pouca coragem para reprovar o mal, ou que pela indolência ou falta de interesse não fazem um esforço ardoroso para purificar a família ou a igreja de Deus, são responsáveis pelos males que possam resultar de sua negligência ao dever."

"O exemplo dos que adminisram em coisas santas deve ser de maneira que incuta no povo a reverência para com Deus, e o receio de O ofender."

"Todavia, Ele não manifestou os frutos do verdadeiro arrependimento. Confessou sua falta, mas deixou de renunciar ao pecado."

"Quanto maior for o conhecimento da vontade de Deus, tanto maior o pecado daqueles que a desatendem."

"Transgrediam a lei que nela se continha; pois o seu mesmo culto à arca determinou a formalidade, a hipocrisia e a idolatria. Seu pecado os separara de Deus, e Ele não lhes poderia dar a vitória antes que se arrependessem e abandonassem sua iniqüidade."

"O coração deve render-se a Deus - deve ser subjugado pela graça divina - antes que o arrependimento do homem possa ser aceito."


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Essas frases foram retiradas do livro Patriarcas e Profetas, dos capítulos "Eli e Seus Filhos" e "A Arca Tomada pelos Filisteus". São dois capitulos extraordinários que todos deveriam ler, estudar e refletir, pois são realmente muito poderosos em suas mensagens. Se puder, assim que possível estarei disponibilizando-os na integra para leitura.

Para ler tais capítulos, inclusive toda a obra, entre outras, acesse o site:
www.ellenwhitebooks.com

08 janeiro 2007

Frases para reflexão

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Neste feriado eu fiz uma retrospectiva um pouco do ano retrasado e até dei uma olhada no meu antigo diário de 2004/05, e tirei algumas frases marcantes, e gostaria de compartilha-las para uma profunda reflexão.

"Por que a humildade é tão grande?" (15/06/04)

"De tantp resistir, o inimigo desistirá de tentá-lo." (idem)

"Se não consegue deixar de comer o açucar, a carne, coisas tão simples. Como conseguirá deixar o mundo e viver em Cristo?" (28/08/04)

"Ocupar as pessoas com as coisas da vida, para que não tenham tempo de buscar, orar, clamar a Deus. É a moderna tática de Satanás." (11/09/04)

"Jesus quer habitar em nós - ele se oferece: não como hospede passageiro, mas morando em nosso coração." (25/09/04)

"Se Deus manda, mal não vai fazer."
"Se sua vida vive como um barco na tempestade, falta você cumprir o que Deus ordena."
"Vale a pena confiar nEle; mal não vai fazer." (04/10/04)

"Deus vai falar o que você precisa ouvir." (06/10/04)

"Você sempre foi o motivo, a razão de Cristo para tudo."
"Não perca este encontro no Céu por nada. Pois esse não terá segunda vez."
"Pode ser difícil aceitar Cristo. Da mesma maneira como foi difícil para o Pai ver seu Filho sofrer na cruz por você." (8/10/

"Esconhecer o poder de Deus não adianta. Ou aceita a Deus como Deus, ou não adianta."
"Cedo ou tarde, todos precisam de Deus."
"Ou volte sua vida para Deus. Ou verá a vida comendo sujeira." (9/10/04)

"O fato de que uma pessoa fez algo muito ruim a você é muito pequeno comparado ao que você fez a Deus."
"Pecado em promoção." [referindo-se a certas revistas na banca de jornal]
"Como que trai o marido, isso e aquilo." [referindo-se as novelas]
"Curso para pecar em 5 dias, gratuito." [idem]
"Jesus, especialista em casos perdidos." (Udolcy Zukowski)

"Para o maior pecador é preciso do maior Redentor." (7/12/04)

"Os seres humanos são como crianças 'em uma floresta assombrada'; perdidas, com medo da noite que 'nunca foram felizes e nem muito bons.'" (W. H. Auden)

"Porque o homem finito não compreende o poder e a grandesa de Deus." (15/01/05) (ver. ROm. 1:18 e 21)

"Afinal, como é doce a voz do silêncio." (fev. 2005)
"Quem tem poder: você ou a escolha?" (I Campori de Lideres AP, 2005)

"Eu não vou me enterrar porque me dizem que a morte está chegando. Mas quando eu for para a minha cova, minha cabeça estará erguida." (poema, filme "Mentes Perigosas")

"O homem que fez menos que seu melhor, não fez nada. O homem que fez seu melhor, fez tudo o que podia, isso é, nada." (inicio de 2007)

12 outubro 2006

A voz da Ciência ecoa até nós

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Nesse feriado, entre outras coisas, aproveitei para dar uma estudada na História da Matemática, estudei um pouco sobre os principais simbolos da Matemática, Astronomia... enfim, da Ciência. E ali encontrei frases incríveis de tais que gostaria de compartilhar com vocês. (hum, a do Pascal é demais!)

"Uma vez que nós astrônomos, somos como sacerdotes do Grande Deus em relação ao livro da natureza, seu grande benefício para convosco não está em que se lembrem de nós com base glória de nossa mente, mas, acima de tudo, com base na glória de Deus." - Johannes Kepler

"Eu queria ser um teólogo, e por longo tempo fiquei inquieto de não ter terminado meus estudos. Agora, no entando, percebo que através de meu esforço, Deus foi celebrado na Astronomia." Johannes Kepler

"Embora minha mente tenha pertencido ao Céu, a sombra do meu corpo ainda permanece aqui." - Johannes Kepler

"Eu concordo que uma filosofia leviana fará sua mente humana voltar-se ao ateismo. Porém uma filosofia profunda fará sua mente voltar-se para a religião." - Francis Bacon

"O coração tem razões que a própria razão desconhece." - Blaise Pascal

"Aposto com vocês que, matematicamente falando, crer em Deus é mais lucrativo do que descrer dEle. (diz Pascal)
- Como? - (perguntam-lhe)
- É simples. (responde Pascal). Você pode, enquanto ateu ter tudo o que um crente possui: família, saúde, cultura, princípios, etc. Enquanto ateu, você pode ainda argumentar que ninguém pode provar-lhe, para longe de qualquer questionamento, que Deus existe. Logo, se você e um crente morrem, é possivel dizer que a vida de vocês terminou num empate. Tudo o que um teve, o outro também possuía. Assim, se você estiver certo em seu ateísmo, o empate continua, pois ambos terão o mesmo fim. Porém, se o crente estiver certo. Então haverá um desempate, pois não será possível que ambos desfrutem da mesma sorte diante do juízo de Deus.
(concluindo Pascal)
- Se eu aposto por Deus e Deus existe - meu ganho é infinito.
- Se eu aposto por Deus e Deus não existe - não perdi nada.
- Se eu aposto contra Deus e Deus existe - então minha perda será infinita."
Blaise Pascal

"Por favor, meu Deus, jamais me deixe sozinho." - Ultimas palavras de Blaise Pascal

"A Sabedoria de Deus Manifesta nas Obras da Criação" - Obra de Robert Boyle

"Vejam vocês a que ponto pode chegar o cérebro desse homem que descobriu a gravidade e nos revelou maralhas admiráveis. Ao ficar velho e caduco, Newton começou a estudar esse tal livro que chama de Sagrada Escritura, e, para mostrar fé no fabuloso absurdo desse livro, afirma que devemos acreditar que o conhecimento humano aumentará a tal ponto que seremos capazes de viajar a 80 km por hora. Isso é ridículo!" - Voltaire (Quem foi o ridículo, o crente ou o ateu?)

"O Universo, por si só, exige a existência de um ser superior que foi capaz de fazer dele uma realidade. Se não há um Deus Criador, então, fica difícil, senão impossível, explicar a existência da vida." - Guttfried Wilhelm Leibnitz

"Senhores, se não existe Deus, então, quem fez esses maravilhosos astros que estão lá em cima? O Universo é obra de um Criador." - Napoleão Bonaparte

"Quando algo nos tira o sono, ou quando somos agitados pelos pequenos cuidados dessa vida, basta dar uma olhada para as estrelas e nos será mostrada a pequenez de nossos próprios interesses." - Maria Mitchell

"O mundo do conhecimento é muito vasto e a mente humana tão limitada em poder! Nós atingimos o além e reforçamos cada nervo. Porém, o que conquistamos foi apenas a minuscula parte de uma vasta cortina que separa o infinito de nós." - Maria Mitchell

"Cada fórmula que expressa a lei da natureza é um hino de louvor a Deus." - Maria Mitchell

"Nunca se envolvam numa teoria científica que vocês não possam provas pela experimentação." - Louis Pasteur (tremam evolucionistas)

"Há muito de Deus para se conhecer, e as pesquisas que fazemos são apenas uma gota de um imenso oceano ainda inexplorado." - George Washington Carter

"Deus me deu de graça, como posso vendê-los a alguém?" - George Washington Carter

"Dominar o vôo espacial é uma tremenda realização. Porém, o que está aberto para a humanidade é apenas uma pequenina porta para a contemplação do espaço sideral. Apenas uma olhada através desses mistérios do Universo já nos confirma a crença de que certamente isso é obra do Criador. Oque eu não consigo entender é como alguns cientistas não crêem a clara presença de uma razão superior por detrás da existência do Universo. Isso é tão sérioquanto ver um teólogo que nega os acanços da Ciência." - Wernher von Braum

"Quanto mais acredito na Ciência, mais acredito em Deus" - Albert Einstein

"Deus se manifesta neste Universo incompreensível" - Albert Einstein

"O Universo é inexplicável sem Deus." - Albert Einstein

Veja também está apresentação em PowerPoint, de um discurso incrivel de Einstein.
(clique aqui)

É isto ai, se deliciem com essas maravilhosas dos maiores cientistas da História, que mais contribuiram para o avanço da Ciência. Há certamente outros, e os principais, também eram cristãos.

08 abril 2006

Grandes Frases de Matemáticos

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Lá estava eu estudando o Stewart (livro de Calculo), e na introdução me deparei com umas frases muito boas...

"Há uma diferença entre ler um texto de cálculo e uma jornal ou um romance, ou até mesmo um livro de física. Assim, não desanime se você tiver de ler uma passagem mais de uma vez para poder entendê-lo. VocÊ deve ter lápis, papel e uma calculadora à mão para esboçar um diagrama ou fazer um cáculo."

"O cálculo - muito justamente - é considerado um dos maiores feitos do intelecto humano. Espero que você descubra que ele não é somente útil, mas também intrinsecanmente belo."

James Stewart. Cálculo I, 4- ed. - Prefácio, Ao Estudante, pág. xi


Incrível! Não? Porém a última frase é um tanto questionável o termo "intelecto humano". Será que foi tal mesmo que proveio tal? Eu acredito que não foi do intelecto humano. Mas sim, da sabedoria de Deus pois Ele é a fonte de toda ciência e sabedoria. E um monte de homens que "receberam" tal ciência de Deus fizeram o Calculo. Porém, já têm alguns se "achando". Quanta vaidade! Quanto egoismo! Quanto antropocentrismo! ...


Semana passada estava estudando GA (Geom. Analit.) e teve uma no livro do Boulos que me fez até rir enquanto lia aquele assunto tão chato.

"Provavelmente, você vai achar muito estranho o objetivo deste capítulo: queremos "orientar o espaço". À primeira vista, não há nada de intuitivo nessa idéia, mas antes que você pense que se trata de "loucura de matemáticos", vamos fazer algumas analogias."

Geometria Analítica. Boulos & Camargo. Pág. 77


E no fim realmente, é muita doidera chata e chata, porém muito prática!!! aiaiai (quanta nomenclatura estranha). Mas fala é engraçado... "antes que você pense que se trata de ...."

13 dezembro 2005

Reflexão (11/12/2005 - Noite)

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O SENÃO DO LIVRO

Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho que fazer; e, realmente, expedir alguns magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade. Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás ínfino, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração direita e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem...
Machado de Assis
Memórias Póstumas de Brás Cubas

Não consigo pensar.
Não consigo estabelecer uma linha de raciocínio.
Não consigo estabelecer objetivos.
Estou como um moribundo tentado pelos instintos;
a única coisa que me controla no momento é o "Princípios".

Minha mente está febril para pensar - precisa dormi - e ativa demais para relaxar e dormir.

Estou passando por uma fase decisiva. Pois agora estou meio que sentindo na pele o que Jonas sentiu. Minha vontade é alcançar os objetivos de Deus em 2006, os quais são loucuras aos olhos humanos ("Vai pregar em Nínive"); mas, por outro lado, há o Evandro-eu tremendo de medo, querendo "fugir para Damasco". Pois o fardo a guerra é mui granioso. Mas para o poder dAquele que criou o universo, a vitória é certa; mas para isso, preciso negar-me totalmente, sem vacilar. E, no momento, isto está um tanto difícil.

O maior problema agora é que eu estou aceitando o desejo de vacilar, e fazer os desejos daquilo que aparentemente seria mais agradável - que pensamento mais momentâneo. Mas AI DE MIM se eu for por este caminho (o largo), pois no Dia do Juízo, aí sim, verei o que será bom, gostoso e agradável. Ou estarei feliz e louvando o Senhor, ou estarei entre aqueles que suarão sangue de tanta angústia e que rogarão para as pedras cairem sobre suas cabeças.

Uma decisão momentânea mas prolongada com conseqüências eternas.