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27 setembro 2012

A Tranquilidade da Alma não se Alcança em Viagens

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Pensas que só a ti isso sucedeu; admiras-te, como se fosse um caso raro, de após uma tão grande viagem e uma tão grande variedade de locais visitados não teres conseguido dissipar essa tristeza que te pesa na alma!? Deves é mudar de alma, não de clima. Ainda que atravesses a vastidão do mar, ainda que, como diz o nosso Vergílio, as costas, as cidades desapareçam no horizonte, os teus vícios seguir-te-ão onde quer que tu vás. Do mesmo se queixou um dia alguém a Sócrates: "Porquê admirar-te da inutilidade das tuas viagens - foi a resposta, - se para todo o lado levas a mesma disposição? A causa que te aflige é exactamente a mesma que te leva a partir!" De facto, em que pode ajudar a mudança de local, ou o conhecimento de novas paisagens e cidades? Toda essa agitação carece de sentido. Andares de um lado para o outro não te ajuda em nada, porque andas sempre na tua própria companhia. Tens de alijar o peso que tens na alma; antes disso não há terra alguma que te possa dar prazer!

Temos de viver com essa convicção: não nascemos destinados a nenhum lugar particular, a nossa pátria é o mundo inteiro! Quando te tiveres convencido desta verdade, deixará de espantar-te a inutilidade de andares de terra em terra, levando para cada uma o tédio que tinhas à partida. Se te persuadires de que toda a terra te pertence, o primeiro ponto em que parares agradar-te-á de imediato. O que tu fazes agora não é viajar, mas sim andar à deriva, a saltar de um lado para o outro, quando na realidade o que tu pretendes - viver segundo a virtude - podes consegui-lo em qualquer sítio. 

Sêneca, Cartas a Lucílio

08 setembro 2012

Retribuir ao Inimigo

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“Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem.”
Mateus 5:43-44

Nos dias de hoje está cada vez mais difícil de se ter qualquer lição de verdadeiro e genuíno amor. O qual é pregado pelo mundo como um ‘contrato’ do tipo “enquanto não cometer mancada, ou enquanto isso, enquanto aquilo...”; ou seja, é praticamente um ‘amor’ com data de validade; ou então, é um amor sentimental que irá fluir conforme seu estado de humor, seus hormônios, bem estar, desejos. Mas e o amor divino? O amor envolto de princípios, atitudes, ações? Amor que pode exigir o sacrifício próprio e a contrariar nossos instintos? Este, raramente se verá algo no mundo; inclusive acredito que já nascera quem nunca terá ouvido nada sobre isso em sua vida.

Jesus deixou uma lição bem clara sobre o amor. O qual não requer condições ou retribuições da pessoa. Qual também não se baseia em sentimentos de ‘bem-estar’ digamos assim. Mas algo que está acima de tudo isso, que exige sacrifício da nossa natureza egoísta, da emoção e atitude de raiva/ódio. Ele disse para “AMAR e ORAR” pelos nossos inimigos, por aqueles que tentam nos destruir, fazer o mal, nos matar.

Todavia, isto não é visto como um acréscimo em nossa vida. É visto como uma verdadeira oportunidade de ‘o amor acontecer’, de o ‘amor se manifestar’. Ou seja, são nessas ações realmente ‘difíceis’ (digamos), que requerem renuncia e sacrifício, aprender a andar na contramão do que o mundo ensina, na contramão do que nossas emoções requerem, é que então realmente podemos demonstrar e provar do amor de Deus.

“Porque Ele faz raiar o sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos. Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa vocês receberão? Até os publicanos fazem isso! E se saudarem apenas os seus irmãos, o que estarão fazendo de mais? Até os pagãos fazem isso! Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês.” Mateus 5:45-48

É na escuridão que a Luz é realmente provada; e ela não faz concessão de quem iluminará; todos ao seu redor será iluminado por ela. Do mesmo modo é esse amor por Jesus ensinado. É quando o momento se torna escuro, sombrio, tenebroso como a meia noite, quando seu coração quer disparar em ódio e raiva, é quando o individualismo quer passar por alto e indiferente o desconhecido; é neste momento, que realmente, a sua luz será provada, e ver-se-á provada. E se ela se manifestar, for verdadeira, todos ao seu derredor irão receber, serão iluminados, sejam merecedores ou não; pois a luz não vem deles, mas irradia do emissor.

Alias, Jesus também não inovou nada no seu discurso, apenas alfinetou ainda mais a multidão que estava com ele que se esquecera ou não se atentaram para a lei que é encontrada no Antigo Testamento.

“Não guardem ódio contra o seu irmão no coração; antes repreendam com franqueza o seu próximo para que, por causa dele, não sofram as consequências de um pecado.
Não procurem vingança, nem guardem rancor contra alguém de seu povo, mas ame cada um o seu próximo como a si mesmo. Eu sou o Senhor.” Levítico 19:17-18

Aqui está mais um ousada filosofia e ousadia do cristianismo que se opõe a tudo o que se vê hoje. E você, vai encarar?

Recomendo o filme "A Ultima das Guerras", um excelente filme que trata este tema.

26 agosto 2012

Reflexões sobre influência da Mídia

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Recomendo aqui uma solene conversa sobre influencias da mídia. É uma modesta conversa sobre pequenas influencias das produções midiáticas, de modo a não sermos fantoches, ou seja, os passivos, mas os ativos, controlarmos o que vemos para não perdermos a sensibilidade e distinção entre o que é bom e o que não é, o que é lixo e o que é realmente bom e louvável. Que cada um possa fazer suas reflexões.

Nesta segunda parte, sobre Mensagens Sublimares utilizadas nas mídias.

25 agosto 2012

Cristianismo de Jesus X Cristianismo da Multidão

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Estou lendo a densa obra "O Desejado de Todas as Nações", escrito por Ellen G. White. É uma densa obra falando sobra a vida de Jesus Cristo, pensamentos sobre a Sua vida e suas mensagens dadas a toda humanidade.

Ainda não o terminei, todavia, muitas coisas já pensei, muitos pensamentos já fui provocado. E um deles que me parecem mais estranhos é o de que apesar de haverem muitas religiões que se dizem cristãs e muitos professos cristãos. Ou seja, 'seguidores de Cristo' (ou seja, de Jesus Cristo). O que menos se ver é uma reflexão desses sobre Ele, sobre Seus ensinamentos, quanto mais o realmente seguir.

Um dos grandes destaques sobre a Vida dEle, é que Ele foi diferente de qualquer lider que podemos pensar na História. Multidões foram a Ele, mas em geral, por interesses próprios. Muitos o seguiam, pois acreditavam - através de percepções erroneas das Escrituras e dos lideres religiosos - que Ele viria aqui na Terra par trazer a eles bênçãos para o agora, coisas terrenas. Uma das mais comuns e fortes era a de que Ele iria libertar Israel do dominio de Roma, e não só isso, mas que governaria Israel, e que assim, através dEle Israel dominaria o mundo. De modo, que todos eles, de dominados, passariam a ser dominadores. E muitos se apagavam a Ele, acreditando que por se mostrarem mais próximos e mais efetivos, tais iriam receber honras especiais. Por fim, todos estavam buscando prosperidade, riquezas, glórias, poder terreno. Eram ambições que moviam os corações deles.

Chegou num certo ponto quais essas multidões acreditavam ser "é agora ou nunca", e neste momento Jesus deu um basta. Mostrando a tais que não era isso. E que além disso, disse o que realmente era. Dizendo que a nua e crua palavra da verdade, de que eles precisavam morrer para o eu, para as próprias ambições, egoismos, serem humildes, arrependerem dos seus erros. E que mais ainda, que deveriam seguir os passos dEle, o exemplo dEle. Mas isto não agradava a ninguém, pois Jesus vivia como um semi-mendigo, quase como um morador de rua, que não tinha onde repousar a cabeça, que apenas tinha as próprias humildes vestes, era feio, vivia andando pra cá e para lá, e não vivia para si, mas vivia atendendo as pessoas, ajudando elas, consolando; não era uma vida de extravagancia, de posses, de riquezas, ou qualquer coisa do tipo, era uma vida de luta, e que sofria forte oposição de grande parte da sociedade, sobretudo os lideres da nação. Ou seja, NINGUÉM SUPORTARIA VIVER como Jesus, ser quem era Jesus. A multidão NÃO QUERIA SER COMO JESUS. Mas por que O seguiam? Porque acreditavam que tudo iria mudar, que isso era apenas por pouco tempo, até Ele dominar tudo, e elevar Israel a uma condição de Nação soberana que dominaria tudo e a todos; e ai, todas as suas ambições se concretizariam.

Quando Jesus deixou bem claro que estavam enganados. E o que Ele estava propondo eram que vivessem ao Seu exemplo. E que as suas promessas de uma 'vida melhor' - digamos assim - não estava aqui, mas na vida futura, na Casa de Seus Pai. Diante disto:

"Muitos, pois, dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir?"
João 6:60

E após isto, muitos o abandonaram. De modo que Ele até perguntou para os seus discípulos próximos, se estes também não queriam ir. ...

O que dizer do Cristianismo de hoje, comparado ao discurso de Jesus Cristo?
O discurso que temos ouvido de muitos supostos cristãos tem sido o discurso de Jesus realmente, ou o discurso da multidão?

Temos ouvido o Cristianismo do próprio Jesus, ou o Cristianismo que as multidões desejaram?

Qual deles você escolhe?

07 junho 2012

Escravos, Servos, Trabalho e a Bíblia

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Não digo ser muito comum, mas muitas vezes já vi supostos 'argumentos ateus', ou melhor ainda, 'anti-cristãos' (pois 99% das revoltas dos ateus são para com o cristianismo e a Bíblia, e raramente para as demais), é o usar uma mentalidade descontextualizada, ou melhor dizendo, um entendimento a desejar quanto a concepção de Escravidão da mentalidade de hoje, usando tal, como se fosse uma Virtude Moral (a qual não poderiam usar como argumento, fora de um contexto realmente cristão - ou seja, uma contradição para o acusador), dizendo que a Bíblia APOIAVA a Escravidão. Bem, então, aqui apresento um estudo mais profundo da questão.

1. De qual Escravidão estamos falando?
No Wikipedia temos a seguinte definição para o termo:
"A escravidão (denominada também escravismo, esclavagismo e escravatura[2]) é a prática social em que um ser humano assume direitos de propriedade sobre outro designado por escravo, ao qual é imposta tal condição por meio da força. Em algumas sociedades, desde os tempos mais remotos, os escravos eram legalmente definidos como uma mercadoria. Os preços variavam conforme as condições físicas, habilidades profissionais, a idade, a procedência e o destino." (link)

Ou seja, quando um humano passou a ter direitos sobre outro humano pela força. Se formos olhar bem, a grosso modo esta definição, estamos considerando, que um "Patrão" escraviza seus "Funcionários" hoje por meio do "trabalho", que seria a força, ou seja, se o funcionário pisar na bola, ou não atender as expectativas do patrão (detentor de poder, força), tal é demitido. Além disso, podemos dizer que as até mesmo uma pessoa jurifica exercem um poder aos seus funcionários. Aliás, de certo modo, tais, fazem um contrato com a empresa, se colocando como propriedade (de algum modo) da empresa; sobretudo o Estado. Somos escravos do Estado, através de um Contrato Social. Se violamos este contrato, somos punidos, ou a força entramos no eixo. Alias, este é o papel mais evidente da Policia. Na forma mais explicita, os presidiários são os exemplos mais claros de escravos. Além disso, "Os preços variavam conforme as condições físicas, habilidades profissionais, a idade, a procedência e o destino."; é a mesma condição do Mercado de Trabalho hoje, as pessoas tem um preço, conforme sua competencia, status, formação, curriculo, habilidades, experiência profissional, idade etc. A grande diferença talvez, é que a Empresa NÃO ARCA COM O CUSTO, ou seja, não é ela que tem que vender seu funcionário para outra empresa, quando quer se livrar dele. Mas ao contrário, é o profissional, a pessoa que tem que SE VENDER para a empresa, através das ENTREVISTAS.

Ou seja, por definição, não mudou nada. Por fim, Escravidão está dizendo ser quando uma pessoa tem poder sobre outra pessoa, de modo a usar 'métodos' de força para obrigá-la a fazer algo. Ou melhor ainda, podemos considerar como apenas um método de trabalho, quando a responsabilidade pelo quem é mandado é do próprio Dono. Diferente de hoje, quando o Dono não tem responsabilidades pelo funcionário. Mas o mais interessante, no processo histórico das últimas décadas, principalmente através de Sindicatos e Greves, os 'mandados' (trabalhadores), obrigaram (melhor dizendo, 'negociaram') os Donos a terem algumas responsabilidades sobre eles. Ou seja, por fim, as lutas sociais dos trabalhadores nas últimas décadas, foi um processo de escravizar os trabalhadores. E claro, e do mesmo modo, como hoje existem a lista das 100 Melhores empresas para se trabalhar, além de lugares inusitados como a Google e Facebook, um paraíso de trabalho para muitos, também há lista de empresas que abusam, exploram, dos seus trabalhadores, entre elas,  de certo modo, a Apple, qual através de uma sub-empresa na China, que é onde fabrica os brinquedinhos da SUPER MARCA para o mundo (como iphone, ipad, ipod...), a Foxconn, qual obriga muito trabalhadores a trabalharem coisas do tipo 20hrs por dia (se não me engano), e condições tão péssimas, que tem provocado muito suicidios de seus funcionários. E é simples, se eles não trabalharem, são descartados, e logo contratam mais um chines desesperado morrendo de fome para trabalhar no lugar, entre os zilhões de chineses.

Isto é um Contrato Social, ou melhor, um Contrato de Trabalho, que naturalmente fazemos, pois toda vez que formamos qualquer laço social, como na definição de George Orwell em seu famoso livro "1984", sempre abrimos mão de uma certa medida de nossa liberdade para recebermos em troca algum nível de proteção. Ao Estado, nos subtemos em grandes medidas, em troca, recebemos uma infra-estrutura, uma organização, que nos permite ter agua e comida, no mais grosso dos modos. Ou seja, a principio, a ESCRAVIDÃO, a principio, não tem problema algum. Nem hoje, nem no passado. No aspecto de comparar o Trabalho de hoje, com o dos tempos antigos.

2. O que foi a Abolição dos Escravos?
A Abolição que ocorreu há poucos séculos, não tem uma autoria de aspecto "moral", ou de "caridade", ou de "amor pelo próximo" (Lei Aurea como ficou também conhecida), ou seja, não estava interessados (os burgueses e ricos que a fizeram) em acabar com o sofrimento dos negros obrigados a trabalhar a força e dar mais dignidade de vida. Aliás, quais, Hollywood traz a ideia de que todo escravo, tinha pelo menos a marca de 100 chicotadas nas costa (o que é um grande equivoco). Mas a verdadeira identidade foi Interesse Econômico. Simplesmente, porque o Capitalismo estava crescendo. E 1 dos 3 pilares do Capitalismo é o MERCADO CONSUMIDOR. Ou seja, não era interessante para o capitalismo ter um monte de pessoas sem ganhar dinheiro, pois poderiam estar consumindo e, assim, fazer os burgueses enriquecerem com o consumo deles. E ao mesmo tempo, houve interesse, dos próprios Donos desses escravos, pois era mais barato e menos dor de cabeça, do que manter o escravo.

O Lado Negro da Abolição é que no curto e médio prazo, foi um terror para os escravos. Pois até então, os seus donos 'cuidavam' deles. Ou seja, davam moradia (mesmo que fosse uma péssima moradia em muitos casos, mas dava); dava comida para trabalharem; se adoentavam, ou morriam, eles tinham uma perda de patrimonial irrecuperável; e como era escravocata, a pessoa era escrava até morrer, mesmo velho, ainda era cuidado. Ou seja, quando acabou com isso, ao invés desse Dono ter todos esses gastos, dava um 'salário' ridiculo para tais escravos, e eles eram obrigados a se virar para viver com tal salário. Ou seja, tinham que correr e cuidar da própria moradia (sendo que nao podiam se distanciar muito das terras em que trabalhavam, logo, acabavam alugando uma terra, que, geralmente, era seu próprio dono, logo o que o Dono dava de salário parte recuperava, ou as vezes, tudo, e, até mesmo o ex-escravos criavam dividas para com os Donos, trabalhando para eles em troca de água, comida e moradia.). Imagine, de repente mudar o cenário, e o ex-escravo, ter que cuidar da própria alimentação, e depois, quando ficar velho, como o dono não pagou por ele (não comprou ele, não é um patrimônio), quando deixa de ser útil, e, assim que ficar velho, ele que se vire, "bye bye" (não havia ainda uma Lei de Aposentadoria, sobretudo para os ex-escravos).

Ou seja, logo que ocorreu a Abolição, os que mais sofreram foram os próprios escravos. Não pelos chicotes, mas pela Lei. Muitos morreram de fome. Imploraram para seus senhores lhes escravizarem novamente, cuidarem deles. Alias, a vida inteira foram escravos, não sabiam cuidar de si mesmos. Fora, que muitos vieram da Africa, não tinham familia por ali, estavam em terras desconhecidas; e lógico que não podiam sair invadindo qualquer terrinha e construindo sua fazenda; as terras estavam já tudo praticamente nas mãos dos Donos. E por assim, a definição de Escravo não mudou. Apenas mudou os interesses economicos de quem já tinha poder e descobriu um modo de aumentar este poder. E assim como, hoje, precisamos agora, competir um com os outros, como loucos, trabalhando 10h por dia, 1h de almoço, e depois mais 5h estudando, mais 4h de transporte, para dormir umas 4h por noite, para conseguirmos ser competitivos no Mercado de Trabalho, ganhar o nosso salário para sobreviver, e para garantir a nossa aposentadoria quando envelhecermos. E essas 'regalias' após a escravidão, só ocorrera muito tempo após ter sido Abolido, na época não se pensava nessas coisas que hoje podemos chamar de Direitos dos Trabalhadores.

3. O Grande Preconceito
Hoje todo mundo tem um grande preconceito quanto ao termo "Escravo", pois normalmente, sempre se usa a conotação de Escravos sendo torturados a trabalhar como num Campo de Concentração Nazista; ou muito torturados. Entre outros. Sendo, que não faz muito sentindo. Pois 1, em geral, os escravos eram 'comprados', ou seja, custavam para os Donos, não fazia sentido matá-los, ou feri-los e privá-los de modo a adoecerem e não conseguir ter um bom rendimento no trabalho, ou pior ainda, morrerem. E, 2, se ficassem castigando muito o coitado, ele não conseguiria trabalhar, se não fosse alimentado, não teria forças. Não eram tão baratos assim. Imagine, boa parte vieram da África, era necessário construir navios enormes, bancar uma tripulação para ir até a Africa, e lá tomar a força conquistarem tais homens, trazer de volta para a América; isto envolvia um custo enorme, logo, não eram vendidos tão baratos, e se o fosse, não teria sentido; pois ninguem, iria fazer tanto trabalho, para vendê-los baratos e não ganhar quase nada. E nisto, é bom lembrar que paises como Portugal e Espanha, se enriqueceram muito através do tráfego negreiro. Ou seja, escravo não era "tão descartável" assim como em geral, os filmes de BangBang dos EUA nos ensinaram.

Claro, haviam Donos malvados, assim como há chefes malvados hoje que exploram seus funcionários, até mesmo não pagando salário, ou enrolando para pagar, ou fazendo trabalhar muito mais, entre tantos outros, ou pagando quase nada, como 1 salário minimo. Hoje temos milhões de pessoas estressadas por causa do trabalho. Mas do mesmo modo, haviam bons Donos, bons chefes. Como os Donos do escravo George Washigton Caver, nos EUA, qual era um menino escravo, mas seus donos viram que ele era muito inteligente e deram estudos e o estimularam, não só o fazendo se tornar independente depois, mas um grande pesquisador, cientista biólogo, agronomo, inventor, que chegou a Universidade e se tornar professor. E do mesmo modo, houve no passado relações de Senhores e Servos saudáveis. Claro, nos filmes sempre mostra um monte de chicotes, como sempre mostra pessoas armadas e tiros; pois isto gera drama e excita o público.

4 - Nos Tempos Bíblicos 
Segundo a Bíblia, o povo Hebreu passou por algum tipo de submissão escrava (no sentindo não assalariado) ou talvez como algum tipo de serventia, do tipo trabalhar para ganhar sustento, como se acredita ter sido no modo Egipsio. Depois, também conta-se que por diversas vezes, o povo hebreu, já como Israel, também foram tomados, por outros povos, como por exemplo, os Babilônios, Medo-Persas, e mais explicitamente ainda, os Romanos. E consta, que mesmo sobre este dominio, hebreus como José e Daniel, foram pessoas que adquiriram muito status, se tornando governantes. Ou seja, é um povo que soube o que era ser Escravo, Em Jeremias, podemos ver muitas lamentações a respeito disso. Sendo que na época, a diferença entre servo e Escravo, a grosso modo, era praticamente, que o escravo era uma espolia de Guerra. Ou seja, um pais que dominasse o outro, a população de tal passava a se tornar escravo; para maioria das civilizações na História foi assim, para a Grécia, no período Heleunistico, com Alexandre (O Grande), foi um pouco diferente, pois, ele tentou submetê-los, através da Cultura e filosofia (aliás, o que esperar de quem foi pupilo de Aristóteles). Voltando, após o flash histórico, servo, em geral, era quando era alguém do próprio povo. Como era 'os métodos de força' dos Donos, variava, conforme o Dono e etc. E claro, ainda mais para a época, era comum, métodos que apelavam mais para a dor fisica, fome e cede. E as vezes,  quando o número era absurdamente alto de escravos, trazendo problemas sociais, inclusive falta de controle, como os Romanos, até mesmo faziam esquemas para reduzir o número de escravos, sendo que, na maioria das vezes, ao invés de libertá-los, simplesmente matavam eles. Bem, se lermos a Bíblia, raramente iremos ver partes que falam quanto a Israel dominar a outros povos, e o que fizera com tais povos no sentido de como tratou-os quanto a trabalho, exército, se torturavam eles, e essas coisas. Todavia, temos o caso descrito de Rute e sua nora, que mostrou uma boa relação, um caso formidável.


5. A Lei Biblica, A Lei de Israel para com As Relações de Dono e o Submisso

Em Israel, havia Leis 'Trabalhistas' (digamos assim), mais explicito no Tora, nos livros de Exodo e Deuteronômio, as quais deveriam ser imperativamente observadas. Algumas descrevo  a seguir

a) Perdão e liberdade em 7 anos
"Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas ao sétimo sairá livre, de graça." Êxodo 21:2. Ou seja, apenas duraria 6 anos, o que normalmente acontecia por divida. E ao sétimo ano, era totalmente perdoado da divida (mesmo que não paga), e deixava de ser escravo ou servo.

b) Assim como se tornou escravo, assim sairá
"Se entrou só com o seu corpo, só com o seu corpo sairá; se ele era homem casado, sua mulher sairá com ele." Êxodo 21:3 
Suponha que marido e mulher, e um dos dois se tornou livre, então o outro iria ser livrado junto com ele. Ou seja, a sua família não deveria ser prejudicado com isso. Mas se ele, se casou durante a serventia, e não antes, a condição era diferente. A Justiça estava no sentindo em 'assim como ele entrou', 'assim irá sair', não deveria ser prejudicado quanto a isso.

c) O Direito de Continuar a ser servo, se assim ele quiser

"Mas se aquele servo expressamente disser: Eu amo a meu senhor, e a minha mulher, e a meus filhos; não quero sair livre, então seu senhor o levará aos juízes, e o fará chegar à porta, ou ao umbral da porta, e seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre." Êxodo 21:5-6

Olha essa que interessante, para o caso, de o servo QUERER CONTINUAR a ser servo do seu senhor (uma opção que não foi dada na Abolição da Escravatura Moderna). Se assim o quisesse, iria receber um furo na orelha, indicando que ele seria servo do seu senhor para SEMPRE. Ou seja, até a sua morte, o seu senhor teria que cuidar da família dele, e eles trabalhar para seus senhores. Aliás, repare com "eu amo a meu senhor", isto deixa explicito, que tais relações de trabalho deveriam ser amistosas e saudáveis, de modo a até mesmo o servo amar ao seu Dono.

d) Punição para quem ferir uma mulher grávida
"Se alguns homens pelejarem, e um ferir uma mulher grávida, e for causa de que aborte, porém não havendo outro dano, certamente será multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e julgarem os juízes." Êxodo 21:22
Se um a mulher grávida de um servo for ferida, e tiver que abortar, o marido dela irá impor uma multa para o Dono, se os juízes acharem justo. Onde já se viu uma Lei semelhante quanto hoje? Muito atualmente, nas últimas 2 ou 3 décadas, mais precisamente, é que vemos alguns direitos na nossa Lei para com as mulheres grávidas. E alias, semelhante ao modo biblico. O qual o marido colocaria uma multa e este seria julgado pelos juízes. Ou seja, assim como hoje, alguem processa o ex-chefe, ou uma empresa, estipula um valor de indenização, e os juízes julgam.

e) "Olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé"
O famoso verso "Olho por olho, dente por dente" (Êxodo 21:24), que hoje é usada com uma má conotação de VINGANÇA, no contexto é usado como conotação de Justiça e Punição. Ou seja, se o servo for ferido, por exemplo por uma briga, e no caso, uma mulher grávida morrer, então o Dono iria pagar com a vida. (verso 22) Ou seja, traduzindo nos dias de hoje, se uma trabalhadora grávida de uma empresa, sofrer uma agressão no trabalho e morrer, o Dono dela, o Dono da empresa, iria morrer. (era mais ou menos isso). E nos versos seguintes continua a dizer, coisas do tipo: Se alguem cegar 1 olho de algum dos servos, então, a sua divida será automaticamente perdoada, e ele será deixado livre. Ou seja, se fosse hoje, se você se tornasse servo de alguem porque lhe deve 100 bilhoes de dólares, e alguem ferir seu olho, e você ficar cego, toda sua divida será perdoada e você vai para casa. E por ai vai vários exemplos. "Olho por olho, dente por dente", queria dizer para os DONOS: "Se alguem sobre os seus cuidados, sofrer qualquer coisa, nem que seja perder um dente, você vai ter que pagar por isso, e libertá-lo." A Lei de Israel não era uma Lei 'negociável' como a de hoje é entre sindicatos e donos, não era uma Lei comoda, muito menos INTERESSANTE para os Donos, não visava fazer os donos ter benefícios, lucrarem, pouca responsabilidade; pelo contrário, era uma Lei de dar medo.Uma Lei muito invejável, a qual a Lei de hoje se distância exponencialmente favorecendo burgueses e ricos.

f) Proibido sequestrar, raptar, tráfico de pessoas
"E quem raptar um homem, e o vender, ou for achado na sua mão, certamente será morto." Êxodo 21:16
Raptar, sequestrar alguem para vendê-lo era totalmetne proibido, e a punição era a morte. Ou seja, escravizar como foi na época do Tráfego Negreiro, que sequestravam os homens de suas tribos na África. Segundo a Lei de Israel, a Lei de Moisés, tais pessoas seriam punidas com a MORTE, por terem raptado, sequestrado. E ainda mais, aquele que tratasse uma pessoa como uma "mercadoria", este seria morto. Era uma Lei extremamente dura. Mostrando claramente, a filosofia de Deus, qual é inadimissível desrespeitar a vida de uma pessoa, ou seja, não poderiam ser tomados a força; e ao mesmo tempo, inadimissível, para Deus, tratar um ser humano, a sua criatura, como uma 'mercadoria'. Quando mais, segundo a Bíblia, Deus resgatou toda a humanidade, do pecado, com o valor do Seu sangue, comprou a humanidade com a própria vida. É uma grande blasfêmia vender alguém, assim como os irmãos de José fizeram com ele.

g) Mantimentos e Condições para Recomeçar a Vida

"E, quando o deixares ir livre, não o despedirás vazio. Liberalmente o fornecerás do teu rebanho, e da tua eira, e do teu lagar; daquilo com que o SENHOR teu Deus te tiver abençoado lhe darás." Deuteronômio 15:13-14

Quando a pessoa era perdoa e libertada, o seu Dono tinha que lhe dar recursos básicos para se manterem e recomeçar a vida. Semelhante a MODERNA ideia do Fundo de Garantia e do Seguro Desemprego, isto já havia na Lei Bíblica. Digo, parecida, porque a moderna, isto é um custo, qual o dono tem que pagar, ou é descontado do salário do trabalhador; mas que para Israel, deveria ser dado como uma doação.

h) Repouso Sabático - 1 dia de folga / semana
"Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas." Êxodo 20:10
Assim como todo Israelita que observavam a Lei de Deus, os servos, escravos, tinham que guardar o 4º Mandamento - guardar o dia de sábado [O Memorial da Criação, Gênesis 2:3]. Era proibido trabalhar, nem o servo, ou escravo, ou seja quem fosse. Ou seja, eles teriam 1 dia de folga na semana, jornada de 6 por 1, sempre aos sábados. (claro podia ser mais do que 1 dia de folga, dependendo do Dono. Além das outras festividades israelitas).

i) Ajudar os pobres
"Quando entre ti houver algum pobre, de teus irmãos, em alguma das tuas portas, na terra que o SENHOR teu Deus te dá, não endurecerás o teu coração, nem fecharás a tua mão a teu irmão que for pobre; Antes lhe abrirás de todo a tua mão, e livremente lhe emprestarás o que lhe falta, quanto baste para a sua necessidade." Deuteronômio 15:7-8
Quanto as causas das dividas, que normalmente levavam a tal condição, muitas vezes se pensa: "Ah! A pessoa era pobre não tinha como se sustentar e acabou fazendo dividas." Mas até isso, a Bíblia contesta. Pois de acordo com tal, quem tinha como ajudar o podre, era seu dever ajudar. 


j) Proteção ao que tentasse fugir
"Não entregarás a seu senhor o servo que, tendo fugido dele, se acolher a ti; contigo ficará, no meio de ti, no lugar que escolher em alguma das tuas portas, onde lhe agradar; não o oprimirás." Deuteronômio 23:15-16
Um servo/escravo que tentasse fugir e fosse capturado, não deveria sofrer punição, muito menos ser morto, mas antes, deveria ser protegido. Esta Lei mostrava a misericórdia e benevolência com que as pessoas deveriam ser tratadas. E não o contrário como é hoje, que algo semelhante numa empresa, normalmente é tratado como uma Demissão por Justa Causa. Nas entrelinhas, está Lei dizia que se ele tentou fugir, é porque o Dono está sendo um péssimo exemplo, está desonrando a Deus, e deveria acolhe-lo, mostrar sua hospitalidade, pagar a divida que fez para com o seu servo e com Deus, por ter tratado-o não justamente. Os donos tinham que ser carinhosos com seus servos.


k) A Razão Destas Leis
"E lembrar-te-ás de que foste servo na terra do Egito, e de que o SENHOR teu Deus te resgatou; portanto hoje te ordeno isso." Deuteronômio 15:15

Há mais diversas outras Leis, e exemplos bíblicos que falam sobre esta questão de trabalho, entre tantos outros. Destaquei algumas que mostravam a relação de trabalho entre Dono (senhor) e servo e/ou escravo. Mas creio serem estas serem suficientes para quebrar qualquer argumento dos 'anti-cristãos' e 'ateus' para em dizer que a Bíblia apoia a escravidão. E para encerrar esta sessão, apenas coloco mais 1.

l) Empréstimos sem Lucro
"Ao estranho emprestarás com juros, porém a teu irmão não emprestarás com juros; para que o SENHOR teu Deus te abençoe em tudo que puseres a tua mão, na terra a qual vais a possuir." Deuteronômio 23:20
Sem sombras de dúvidas, esta é uma das Leis que mais me surpreende. Deixa claramente, que as relações de trabalho não deveriam visar o LUCRO, a exploração, o enriquecer a custa dos outros; e, especialmente, em consideração ao Empréstimo, não deveria ser tratado como um produto financeiro, como hoje o é. Hoje, de certo modo, o Sistema Financeiro Capitalista, mais especialmente, as Instituições Financeiras, como Bancos, o grande produto que as vezem LUCRAR e ganhar muito dinheiro, talvez o principal produto em volume financeiro e rentabilidade (mas falta eu avaliar números para ter certeza, mas acredito que seja). É o Lucro sobre empréstimos. Ou seja, emprestar R$ 10.000,00 para uma pessoa, e cobrar, como dívida, R$ 20.000,00, e assim lucrar R$ 10.000,00 nesta operação.

Quanto a esta Lei, eu certa vez eu até conversando com meu amigo Elcio questionei: "Mas isto é um absurdo! E os riscos de inflação? A pessoa teria prejuízo no empréstimo?" E o risco de inadimplência? Pensava eu? E o risco de capital, de ficar com o dinheiro parado, enquanto podia estar sendo investido ou rendendo de outros modos? E eu pensei muito sobre isso. Pois, literalmente, emprestar dinheiro, segundo a Lei Bíblica era sofrer um prejuízo. Isto deixa ainda mais claro os conselhos de Salomão em Provérbios quanto a ser fiador de alguem, ou emprestar algum dinheiro; que deveria se evitar isto, e que, ao mesmo tempo, deveria por condições duras, fazer contratos fortes como até mesmo "que a pessoa dê suas roupas como garantia" (ou seja, se não pagar, a pessoa fica nú, até pagar), para ter o seu empréstimo pago. Pois lembra de uma da 1ª Lei exposta? A pessoa poderia fazer uma divida de 1bilhão com você, se tornar seu servo para pagá-la, e, no máximo em 7 anos, seria perdoado desta divida. Ou seja, um calote absurdamente alto!!! Foi então, que depois de muito pensar eu compreendi, que está Lei explorava bem o caráter da Lei de Deus, e da Lei de Israel. Emprestar significava um ato de misericórdia, renúncia e sacrifício próprio. Não era comodo, não era lucrativo; mas pelo contrário, era literalmente por a mão no fogo, era se sacrificar por alguém, era ser misericordioso. Aliás, isto ficou mais claro ainda, quando Jesus fala sobre isso através de uma parábola (A Parábola do Credor Incompassivo, Mateus 18:23-35), o qual resumidamente, em essencia significa, Perdão, e diz assim:
"Por isso o reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos; ... Então o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida."

E vale a pena olhar mais sobre esta parábola, e ver o que ela falava sobre perdoar. Que devemos perdoar uns aos outros, mesmo as nossas dividas impagáveis. É nisso que se baseia o Reino dos Céus. É uma lição sobre perdão. As Leis Biblicas, a Lei de Israel, a respeito do trabalho de Serventia/Escravos, era uma Lei de Perdão, que testificava, com ações duras para os credores, perdoar os devedores. E é assim, como Jesus disse no modelo de oração que nos deixou: "Perdoe as nossas dividas, assim como nós perdoamos os nossos devedores." A Lei baseada no perdão!  

A Lei de Trabalho A Força em Israel, na Bíblia, significava A Lei do Perdão. Foi a esta conclusão que eu cheguei.

Eu até me perguntei como uma nação poderia ter uma saúde financeira assim? Pois é o totalmente oposto de hoje. Todavia, atualmente, o Mundo Capitalista Contemporâneo está lidando com este dilema. Os países mega endividados, as suas dividas estão destruindo a saúde das nações, como o caso da Grécia, que tem provocado uma crise e temores em todo o sistema financeiro do mundo. Além dos Bancos dos Estados Unidos em 2008. E até o momento, as melhores soluções encontradas fora o PERDÃO DAS DIVIDAS. Muitos bancos foram resgatados pelos Governos, e no caso, a Grécia, teve 50%, metade, da sua divida perdoada, muitos bilhões de dólares perdoados (ou como os mais pessimistas dizem, Um Calote Histórico). Claro, por um lado, os ricos, os bancos, países, credores de tais, sofrem as consequências disso, no quesito perder poder financeiro. Todavia, esta foi a melhor situação pensando no todo, pensando na própria saúde. E hoje, uma reflexão podemos pensar quanto a isso. Pois Israel, foi fundamentada numa Lei de Perdão, e hoje, se tornou uma das mais poderosas nações do mundo, os Judeus, sempre retratados como ricos, detentores de grandes Corporações e fortunas. Será, que não é isso que está faltando ao mundo hoje para melhorar sua situação politica, social, econômica...? Aprender a perdoar?


5 - O Caso de Jesus
Quando o Messias veio a Terra, a grande maioria, inclusive o próprio João Batista considerava que Ele livraria o povo das mãos dos Romanos. Todavia, em nenhum momento Jesus se opõe a isso, e ainda mais, deixou claro que não é disso que ele veio 'se importunar'. Mas se sujeitou a uma vida sob o dominio de Roma, pobre, com trabalhos pesados e humildes. E num momento mais tenso, os chefões de Israel, interessada nos próprios interesses, e no que todos tinham grande expectativa, tentaram o por contra Roma, perguntando, se era justo pagarem tributo a Roma. E a resposta de Jesus foi "dái a César, o que é de César e a Deus, o que é de Deus." (Lucas 20:25) Jesus deixando claramente, para pagarem os tributos e impostos de seus dominadores; para continuarem a sujeitar-se a eles; e ainda mais, ensinou, a trabalhar em dobro, metaforicamente. Quando disse, se alguem pedir para que ande 1km, ande 2; se te pedirem 1 real, lhe dê 2 reais; e assim, sempre atender em dobro o pedido da pessoa. E ainda mais, disse para amar e orar pelos seus inimigos. Em outras palavras, o exemplo de Jesus, era totalmente proposto a qual tipo de modelo Sindical de hoje, sobretudo o de boicotes, greves.. E além disso, Ele disse para ricos darem tudo aos pobres. Disse, para as pessoas não procurarem juntar tesouros neste mundo.

Em grosso modo, Jesus tentou deixar bem claro para as pessoas não serem interesseiras. Não fazerem seu senso de justiça pensando em recompensas, em ganhar algo, em enriquecer, em ganhar poder, em lucros, e coisas desse tipo. Pois como já afirmava as Escrituras, 
"Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores." 1 Timóteo 6:10 
 Ou seja, se formos pensar bem; este era tanto o desejo de escravos e servos quanto o dos Donos; ambos estavam no mesmo barco, só mudava a posição de cada uma, o Interesse, a Cobiça (proibido pelo 10º mandamento da Lei de Deus). E Jesus estava ensinando para ambos saírem desde barco, e irem para uma nova dimensão, a de, como Pedro, andar sobre as águas. Não precisam, do patrimônio, ou propriedade privada (barco), nem de poder de consumo (comprar o barco), apenas precisavam segui-Lo. O mesmo Jesus que replicava as palavras de Moisés (sim estava na Lei antiga também), amar ao próximo como a si mesmo, fazer ao próximo o que gostaria que te fizessem, ser um pacificador...


"Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus; "
Mateus 5:5-9


6 - Conclusão Final
Não há acordo entre o modelo Bíblico de Leis que deveriam reger seus cidadãos quanto a questão de escravos e servos, além da filosofia da moral biblica de como deveria ser o comportamento, e o modo de lidar com o próximo. Ou como em Isaias 58 anuncia,

"Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes livres os oprimidos, e despedaces todo o jugo?
Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres abandonados; e, quando vires o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne? "
Isaías 58:6-7

Não há conciliação da Bíblia para o modelo de Escravatura que houve nos séculos recentes; sobretudo, para com a violência, ou exploração, ou tráfego. E além disso, já impunha Leis Trabalhistas, muitas quais, apenas muito recentes, nas últimas décadas, através de greves, entre outros protestos, em muitos lugares do mundo criaram Leis Trabalhistas palidamente semelhantes em teor de justiça e comprometimento do dono, do rico; pois a de hoje, foram feitas através de 'negociar', ou seja, ainda tem um certo grau de conforto para os Donos, patrões; enquanto que a biblica, foi imparcialmente feita pelo Senhor, ou pelo Moisés (como alguns alegam), que era o Lider de Israel, mas qual fez Leis que fossem extremamente duras para com os Donos que não cuidassem muito bem dos seus servos; e que por cima, em 7 anos, de um jeito ou de outro, não importa o que fosse, seriam libertados. E acima de tudo, está Lei, e o trato deste relacionamento entre 'quem manda e quem é mandado', tinha que manifestar o caráter de Deus, como exemplificado com Jesus, e sobretudo, a respeito do Perdão Divino; pois financeiramente, quem sempre saia perdendo era o dono, o credor, o patrão; mas a este, Deus prometia bençãos sem medidas. Era uma Lei contra o a Exploração, o Interesse e o Lucro e fundamentada no Perdão e Amor ao Próximo. Tal semelhança, não podemos encontrar nos modelos de trabalho em nenhum lugar no mundo na História, seja no Mercantilismo, seja no Capitalismo, tampouco na Abolição dos Escravos em 1888.

25 maio 2012

Na Medida da Luz de Cada Um - Como Lidar com as Pessoas

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"Nossa posição diante de Deus depende, não da quantidade de luz que temos recebido, mas do uso que fazemos da que possuímos. Assim, mesmo o pagão que prefere o direito, na proporção em que lhe é possível distingui-lo, acha-se em condições mais favoráveis do que os que têm grande luz e professam servir a Deus, mas desatendem a essa luz, e por sua vida diária contradizem sua profissão de fé."

Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 217


É muito comum de se ver em praticamente todas as denominações religiosas um certo tipo de 'idolatria' quanto ao conhecimento, ou a quantidade informação e luz que recebeu. Algumas pessoas que acredita que se deve julgar as pessoas conforme as aparências. A aparência do que ela conhece, a aparência do quanto ela estuda algo, da aparência das coisas que ela faz, da aparência da denominação religiosa que ela pertence ou não, da aparência do que ela veste ou come e etc. Isto sempre foi muito comum, inclusive é quase que um 'orgulho' que sempre foi reprovado por Deus, por meio de seus profetas - em toda a Bíblia vemos isso acontecer.

Nos Evangelhos vemos muito Jesus, qual, este, repreendia muito o julgamento e preconceito que os judeus tinham para com os 'gentios' (aqueles que não eram judeus). judeus como os de Belem, parente de Jesus, que odiaram e rejeitaram a Ele, quando falou que Deus encontrou fé entre os gentios e não em seu povo; ao povo qual tiveram o privilégio de 'conhecer' os ensinos dos profetas, terem as Escrituras e tudo mais. E quantos não eram os rabis, mestres da lei, sacerdotes, fariseus, que se achavam 'o tal' mas que no fundo...

O mesmo ocorre hoje no mundo. É comum ver indagações e preocupações, sobretudo dos crentes, para com os 'néscios' (como são chamados), sobretudo para com os povos indígenas. Há quem diga que uma pessoa que morrer 'néscia' está totalmente perdida; pois apenas uma pessoa que conhecer a mais profunda e sólida teologia (da atualidade) e aceitá-la é que será uma boa pessoa e salva. Eu particularmente acredito que há mais esperança para os néscios do que para os teólogos.

Todavia, é um fato histórico que o auge de uma religião é quando ela é nova. Isto implica que as pessoas que entram nela, entram porque realmente aceitam essa luz, e renunciam a um sistema anterior de vida. Ou seja, nas entrelinhas, para uma grande mudança deste tipo, é algo que precisa ser realmente genuíno ou muito forte. Já, quando esta religião passa a ter gerações (ou seja, começa a passar de pais para filhos), começa a se gerar uma 'tradição'. Não é mais necessariamente a aceitação de uma luz, uma 'mudança de sistema', o que sugere algo genuíno; mas o sistema já passa a ser o sistema deles, eles são acomodados a viverem a consequência de uma causa e não necessariamente a causa desta consequência (ou seja, tradições se valor e entendimento algum). Na verdade, de certo modo, ao viver a 'consequência', apenas porque é uma tradição passada pelos antepassados, dificilmente a 'causa' disto. De modo que a pessoa tenta se importar e transmitir estas consequências aos próximos, e por não terem tido aa vivencia da causa, também não se preocupam muito com a propagação da causa - na verdade, talvez nem saibam o que isso significa.

Por outro lado, também é muito comum, pessoas que como os judeus, por ser um 'judeu' (ou um 'cristão', ou um 'evangélico', ou x, ou y...) acham que isso dá a ele algum tipo de 'salvo conduto'.

"Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade." Mateus 7:22-23

Quantos hoje não ficam invocando o nome de Deus, até usando como interjeição de frase (o que no meu ver, é um grande erro - blasfêmia, pois está escrito: "Não tomarás o nome do Senhor Teu Deus em vão."). E pessoas que estudam a Bíblia, que pregam, falam, e fazem um monte de coisas pela religião, ou faz até mesmo coisas 'miraculosas'; pessoas que fazem obras voluntárias, servem de missionários ou de ajuda humanitária num campo de refugiados [claro, coisas que alguem de qualquer religião e até um ateu também faz]. Mas que por fim, estas pessoas, que APARENTAM serem de Jesus; podem simplesmente não terem NADA de Jesus.("Nunca vos conheci.")

"Nunca vos conheci."
Que palavras duras e fortes. Isso me faz pensar na cena de um pai que apenas anos após o nascimento foi conhecer o filho, mas que sempre o enviou cartas, presentes, falou de seu filho para seus amigos e companheiros, mas esse, se fecha totalmente para com ele, nega sua paternidade, repreendendo o pai com as palavras: "Nunca te conheci. Sai daqui. Me deixa em paz."

Conforme a Luz de Cada Um

Enquanto isso, há muitas pessoas (claro, não muitas pensando no todo, mas provavelmente mais do que nas igrejas) que talvez não pertençam a nenhuma denominação que não conhecem absolutamente nada de Bíblia, pessoas que talvez nem mesmo leram jamais um livro de filosofia na vida; pessoas até mesmo que possam ser ladrões, assassinos, presidiários, beberrões, glutões, pervertidos sexual, depravados, infiéis, vaidosos, entre tantas outras coisas moralmente explicitamente erradas diante das Escrituras. - Aliás, diga-se de passagem, se lermos as Escrituras, nos iremos deparar com muitos de nossos defeitos por escancarados. - Pois bem, tais pessoas, elas simplesmente podem ter um fraco, opaco, e pequena luz, conhecimento (até mesmo prefiro chamar de CONSCIÊNCIA) do que é certo e errado, de qual o seu dever; e que de coração, as vezes mesmo sendo difícil para ela, elas o fazem: " acha-se em condições mais favoráveis do que os que têm grande luz e professam servir a Deus, mas desatendem a essa luz".


É ridiculo quando vemos as vezes 'marqueteiros da própria imagem', dizendo que fizeram isso e aquilo; se achando justo aos próprios olhos. (Já leste o que Salomão diz sobre quem se acha justo?) Pessoas que se vangloriam de terem feitas muitas coisas 'boas'. (que acham serem boas). Todavia, a própria Bíblia declara que a melhor boa obra de uma pessoa não passa de "trapos de imundice". Pode ser duro isso, mas é preciso entender bem isto, a amplitude das coisas. E aprender a humildade como a que Paulo teve ao dizer "Quer morrais, quer vivais, bendito seja o nome de Deus".

Creio que um exemplo claro disto, seja a alimentação. Suponha que você coma vários alimentos, ou talvez qualquer alimento. Suponha que você ame comer pão integral torrado com uma super maionese especial, caseira, nutritiva, de soja; a qual é muito saudavel para você. E aí, você prepara o mesmo prato para um amigo; ele não percebe ou desconfia que tenha maionese, pois ele não gosta. E ai ao comer, ele passa mal. Você pode ter tido a melhor de todas as intenções, mas sem saber, aquilo provocou algum mal no próximo. E eu sou assim, meu estomago tem rejeição a maionese, quando como, passo mal, fico fraco, com refluxo e vomito - e as vezes, fico horas ruim até terminar a digestão. Assim em geral pode ocorrer para com todas as coisas que fazemos; até mesmo em trabalhos voluntários em algum lugar do mundo apelidado carinhosamente de inferno. Até mesmo quando a anunciar as verdades da Palavra de Deus, podemos transforma-la numa doença, num ferimento, ao invés de a cura. Acha isso um absurdo? Que jamais devemos poupar de ensinar algo sobre a Bíblia para alguém? O próprio Jesus, poupou de contar coisas aos seus discípulos porque eles ainda não podiam suportar:

"Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora." João 16:12

Paciência para Ensinar
Não basta sabermos algo, termos luz, ou querer transmita-la para alguem, mesmo que por boas intenções e por amor a tal pessoa. Temos que buscar ter 'sensibilidade' para descobrir quando revelar tal questão para tal pessoa. em outro momento, nas Escrituras, o apóstolo diz que uma pessoa ao ao se tornar uma rescém cristã ela é como um bebe, e tem que se alimentar de 'leite', só quando ela crescer, desenvolver mais, é que estará preparada para comer um alimento mais sólido.

E acredito que isto pode ir contra a correnteza de muitos crentes, os quais acham que a vida cristã, a missão de cada um, é dar um banho de conteúdos, informação, livros, páginas e mais páginas, textos e mais textos, para uma pessoa; como um tipico professor universitário trata seus alunos - confesso que eu já pensei assim. E há quem ainda julgue que se tal pessoa não suportar, resistir, se encher, achar muito chato, entre tantos outros, é uma péssima pessoa, uma falsa seguidora, uma descrente, ou seja lá qual seja a conotação ruim; na qual, nas entrelinhas, nós - sem querer - nos acusamos, pois nos colocamos na condição de Deus e julgamos se Deus aceita ou não tal pessoa. Mas contrário a isto, Jesus Cristo nos ensina a ter paciência, e muita paciência.

Ora, um pai não vai falar sobre sexualidade, com seu filho assim que ele aprende a falar. O mérito da sabedoria está em ceder, em ouvir, em deixar de dizer e não em mostrar que você tem informação ou entendimento superior. Imagine Jesus, o quão não foi humilhante, e ao mesmo tempo PACIENTE para ele, deixar a sua onisciencia, tomar a condição humana, e viver entre pessoas que não compreendiam as Escrituras (quanto mais entenderiam como Ele criou o Universo?). Quão não foi, ele, paciente, ao conviver com seus discipulos que não entendiam o que Ele ia fazer, que Ele iria morrer, ao invés de libertá-los do domínio de Roma, ou das fraquezas deles, ou das burrices e coisas que desconheciam? Em nenhum momento vemos na Bíblia, Jesus, pegando os discípulos e falando: "Pois bem, agora teremos 2 semanas seguidas, sem parar de seminários, para entenderem tudo o que não entenderam sobre as Escrituras e sobre Mim." Não. Mas é no cotidiano, de repente, andando aqui e ali, numa conversa aqui ou ali, numa frase aqui ou ali, num sermão aqui, outro ali, Ele vai deixando uma parabola ou outra, e em muitas das vezes, não joga uma conclusão ou afirmativa explicita, mas jogando questionamentos, idéias, provocações, para que fossem pensando, questionando aquelas palavras, analogias; e, assim, tirando as próprias conclusões. Por outro lado, Ele não demonstrava polpar muito os "mestres da lei", os rabis, sacerdotes, fariseus, pois, Jesus tratava cada um conforme a luz de cada um, conforme o conhecimento de cada um. E como em uma de suas próprias parábolas Jesus afirma "A quem muito é dado, muito será cobrado."

Todavia como é dificil hoje muitas vezes sermos e vermos pessoas impacientes. As vezes, pessoas que conhecem uma outra pessoa, e logo de cara dizem: "Minhas condições são A, B, C, e D." E ai, se a pessoa não aceita, ou em dado momento falha com a D; tal já é cortada da sua vida.É um tremendo erro isso. A Bíblia nos ensina a ser pacientes um com os outros; além disso, nos ensina a perdoarmos uns aos outros, perdoar os nossos inimigos, mesmo que não peçam perdão. Jesus diz para orarmos pelos nossos inimigos, por aqueles que nos tramam e fazem o mau. Temos que aprender a amar os outros, a remendar os corações, construir e reconstruir lares, familias, vidas, relacionamentos, amizades, namoros, noivados, casamentos, cidades, relacionamento com Deus e não o contrário: Destruir, separar, cortar, abandonar. Em uma das parabolas Jesus diz que o bom pastor é aquele que vai atrás da ovelha perdida. (quão temos visto isto, sobretudo entre os lideres das igrejas?). Temos que aprender a parar de dizer "Adeus!" e aprender a dizer mais "Até daqui a pouco."

O Modo de Comunicação
Outra coisa importantíssima é quanto ao modo de tratar o próximo, quando vamos de encontro a eles, quando formos falar sobre algum problema chato, as vezes problemas de relacionamento, ou para repreender, e, sobretudo, para ensinar. E o exemplo maior disto está em Jesus, que em quase todos os momentos fora extremamente manso, embora outras, mais energético (e para variar, com os mestres da lei, sacerdotes, lideres - os que tinham mais luz); como o profeta Isaías profetizou "como ovelha muda vai para o matadouro"; podemos ver em Jesus, mesmo nos momentos mais duros, como no Getsemani, como perante Pilatos, ou os companheiros do Calvário, ele tratou com mansidão, sem ofensas, escolhendo cada palavra, procurando sempre alcançar o coração deles. Veja no sermão do monte entre tantos outros. Não temos a imagem de um homem gritando, fazendo escândalo, ou batendo na Bíblia, como muitas vezes vemos algumas pessoas fazerem pelas praças e igrejas. Mas com calma, suavidade. Assim como por Elias, Deus se manifestou não por um vulcão, uma ventania, furacão, tempestade, mas por uma 'brisa suave'.

Quanto a isso, as Escrituras nos deixam muitas considerações:

  • “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que seja boa para a necessária edificação, a fim de que ministre graça aos que a ouvem.” Efésios 4:29
  • “Da boca das crianças e dos que mamam tu suscitaste força.” Salmo 8:2
  • “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deves responder a cada um.” Colossenses 4:6

Perfeição
Todos - eu espero - sabemos que ninguém é perfeito; ninguém controla perfeitamente suas emoções, sentimentos, e, quanto mais, a própria língua (um dos temas prediletos de Salomão, basta dar uma bisbilhotada em Provérbios para encontrar várias passagens sobre isso). E, além disso, muitas pessoas, tiveram uma educação familiar, entre outros, as quais não aprenderam a ser agradáveis com o falar, até quando se esforçam para isso. Como uma mulher que certa vez conheci. Ela ficou surda, mas adorava falar, e a vi pregando, e ainda mais, a 'ouvi cantando'. Bem, como ela estava surda, ela não tinha noção de como era a sua voz, a articulação, volume, intensidade, projeção..., então mesmo que ela estivesse falando de coração, provavelmente com as melhores boas intenções, a voz ressonava como o barulho de um trem descarrilando; falava muito alto, como se estivesse brigando, xingando, além de mal pontuado e desafinado; mas ao mesmo tempo, dizendo coisas doces fofas - era um contraste interessante. E aí entra novamente a nossa paciência, em saber lidar com os outros, reconhecer aquilo que fazem, mesmo quando a forma que encontram para se expressar não nos agrada. É como quando uma criança que mal sabe escrever, faz aquelas obras de artes surrealistas (rabiscos) e diz com toda alegria para o seu pai: "Olha papai, eu desenhei você e a mamãe." Bem, se Deus formou e criou o homem, os planetas, as estrelas, desenhou o Universo; o que são as nossas 'obras de arte' para Ele, senão, 'rabiscos'? Todavia, Ele olha para o nosso coração. É isso o que o apóstolo quis dizer quando disse que o enfeite de uma mulher não seja no seu exterior, no frisado do cabelo, ou nas jóias e roupas, mas num coração puro e sincero pois é isto é o que é agradável para o Senhor.

A Obra de Arte para Deus, é o nosso CARÁTER, um coração transformado, sincero, com boas intenções, quando age por amor, quando reconhece o coração do outro com afeição e simpatia, quando se importa com o coração dos outros. Aquela mulher surda podia estar contando, algo que para mim era uma tortura auditiva, podia ser um poema que era música para os ouvidos de Deus; sendo que um narrador de conto de fadas profissional, mas apenas fazendo por profissão, falando as mesmas palavras, fizesse com que Deus tampasse os ouvidos. É isso o que vemos a Bíblia dizer, sobretudo no Antigo Testamento, quando muitas vezes fala que Deus deixara de ouvir as orações de seu povo; pois o coração deles estavam carregados de iniquidade.

Tiago nos deixa mais claro ainda.

"Meus irmãos, não sejais muitos de vós mestres, sabendo que receberemos um juízo mais severo.
Pois todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, esse é homem perfeito, e capaz de refrear também todo o corpo.
(...)
a língua, nenhum homem a pode domar. É um mal irrefreável; está cheia de peçonha mortal.
Com ela bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.
Da mesma boca procede bênção e maldição. Não convém, meus irmãos, que se faça assim.
(...)
Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom procedimento as suas obras em mansidão de sabedoria.
Mas, se tendes amargo ciúme e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade.
Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica.
Porque onde há ciúme e sentimento faccioso, aí há confusão e toda obra má.
Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia.
Ora, o fruto da justiça semeia-se em paz para aqueles que promovem a paz."
Tiago Cap. 3


Que assim possamos ser conforme este modelo para com as pessoas: com pureza, mansidão, moderação, tratável, cheia de misericórdia e bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia [sem falsidade e/ou mentiras]. E poderia acrescentar: sem inveja.

Valendo lembrar que no contexto fala para não ter um sentimento faccioso, ou seja, um sentimento que busca separar, se fechar, formar uma panela, e guardar algum tipo de rancor e ódio para o outro grupo. Como podemos ver muitas vezes com grupos - chamados de fanáticos ou extremistas - como torcidas de time de futebol que até se matam, ou mesmo grupos religiosos, entre tantos outros, como skinheads. Aliás, a Bíblia exalta que o mais importante de todo o fruto do Espírito Santo, é a MANSIDÃO.

Aprendamos com Jesus, para qual não se tratavam de judeus e gentios, mas de 'ser humano', filhos e filhas de Deus; pessoas com problemas, pessoas com traumas, doenças, sofrimento, pessoas que precisam de carinho, amor, ensino, luz, ajuda, coragem, mansidão, paciência, perdão, confiança, cura, pureza...


Que possamos meditar nisto neste sábado. E buscar a cada dia, orando a Deus, rogando para controlarmos a nossa língua, de modo a sair apenas palavras que sejam doces, calmas, tranquilizadoras, reconfortantes para alma; virtuosas, animadoras; Que nos dê paciência para viver com cada um, inclusive com nós mesmos, paciência para cair nos nossos erros mesmo que pela milésima vez e levantar, tentar de novo, até conseguir; Que nos dê capacidade para amar e perdoar os nossos inimigos, e a sermos mansos mesmo nos momentos mais duros; sabedoria e sensibilidade para saber o que dizer e quando dizer. E ao mesmo tempo, orarmos para que as pessoas possam também compreender mais o nosso coração e menos as nossas limitadas e corruptas formas de expressão.

13 fevereiro 2012

1984 – Provocações Finais

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1984 não é um livro para qualquer um ler, não recomendo para adolescentes, nem mesmo jovens, apenas para pessoas que acreditam terem já alcançando algum tipo de maturidade filosófica, intelectual (sim, acredito ser necessário ter lido já um bom repertório filosófico entre muitas outras coisas), pois neste sentido ele é muito denso, trata de várias questões, um monte, de certo modo, quase sobre tudo, sobre o Mundo em que vivemos, sobre o individuo, suas ações, comportamentos, a mente, a memória, o que é ‘realidade’, o que é ‘registro’, sobre politica, o poder do Estado, o “Coletivismo Social X Individualidade”; relações de poder. A sempre hierarquia das classes: Alta, Média e Baixa. E muitíssimas reflexões sobre tudo, sobre consumo, indústria, produção, educação, mídia, monitoração do individuo, controle social, controle do pensamento, controle da mente, linguística, epistemologia, idiomas, sobre ‘palavras’, religião, e o mais incrível, ‘bons argumentos contra o cristianismo’ (o que é Raaaaaaro de se ver - bons).

O livro me trouxe várias reflexões, vários questionamentos, provocações, ideias, claro, não vou falar de todas. Apenas de algumas que acho que quero destacar.

O Senso de Segurança
A Oceania dominada pelo Partido, formou um conceito, uma clara idéia na mente de todos os seres pensantes que sempre estão sendo vigilados pela Policia do Pensamento, não há onde esconder, não tem nem como esconder um pensamento, se a pessoa pensa algo contra o partido (crimideia), é apenas questão de tempo, não há como se esconder, cedo ou tarde será pega, e apagada da História, nunca existira.

Todavia, houve um momento em que ele baixou as guarda, ao mesmo tempo, que com isso tinha alguma consciência que isto significava a sua morte, já estava morto por ter pensado assim. E acabou conhecendo um quarto no meio da prole, onde tinha seus encontros com sua Julia. Não havia teletela. E o dono do local parecia ser uma pessoa carismática. E ele ficou por meses tendo seus encontros amorosos, achando que naquele cantinho, naquele quarto, estava seguro e refugiado do mundo. Mas ali foi apenas uma cilada preparada pela Policia do Pensamento para ele. Havia uma teletela escondida atrás do quadro, esperando apenas uma confissão dele para pegá-lo no flagra.

O senso de segurança se passou a não existir. A única teórica segurança que havia era em viver de modo a não causar nenhum tipo de problema para o partido. E isto incluía em estar de acordo com seus propósitos e a sua idéia de que de Guerra, como se a Guerra, as outras nações é a que fossem as culpadas, pelos bombardeios. Pois de outro modo, estava sempre, em constante vigilância.

Temos uma reflexão, uma critica aqui sobre o que significa a Policia. E não apenas isto, mas os meios, mas os instrumentos de MONITORAMENTO do individuo. Pois por um lado, quanto maior e mais complexa a sociedade, mais ordem é necessária, e para haver ordem, é preciso haver monitoração e controle. Ou seja, é preciso abrir mão, em partes da sua liberdade. Liberdade no sentido de fazer as coisas sem estar sendo vigiado e controlado pelo Estado. E por outro lado, se não houvesse, como seria? E hoje, se formos ver, é uma questão presente. Enquanto estamos desenvolvendo melhores meios de monitoramento da população. Não haverá de chegar um momento, no qual cada individuo possa estar em constante controle ou observação? Por um lado, utopicamente, não haveria de ser nenhum problema ser monitorado, contanto que sua liberdade estivesse garantida, e não aparecesse uma policia do pensamento apagando sua vida. Mas isto, apenas seria possível num Poder, semelhante ao que vemos na Biblia, qual diz que há Anjos Redatores, que anotam cada passo nossa, mas que por outro lado, não vemos eles se intrometendo e nos obrigando a nada. Todavia, o Estado, Partidos, Empresas e por ai vai, está preocupado apenas com Poder. E isto, inclui, o poder sobre o individuo, de controla-lo, de fazer segundo a sua vontade. Se o radar viu que a pessoa passou da velocidade, tal leva um multa, e se a pessoa tentar fugir da multa, o Estado, possui instrumentos, para obriga-lo a pagar, ou então, manda-lo para a cadeia. (é o Estado controlando).

Até que ponto, podemos realmente admitir que o Controle, o Poder do Estado, é algo bom? Visto que este, significa, a morte do individuo mesmo que numa escala pequena. Em quanto que os Estados Totalitários numa escala maior. Uma coisa, o livro me deixou claro, “Segurança significa escravidão”. Todavia, por outro lado, não nos é mais possível viver sem Controle, sem subordinar-se há um grande poder. O grande problema que por fim temos é, ao meu ver, CONFIANÇA. Podemos realmente confiar no Estado? E quando falamos nisso, estamos falando nas pessoas que compõe o Estado. Podemos realmente confiar nelas? Que razões temos para confiar? Apesar de hoje, claramente ser um covil de ladrões, praticamente em toda a História o fora, até mesmo em Israel, ao ler o Antigo Testamento, acredito que vemos mais pessoas não-confiáveis no Poder, no Estado, (alias, o povo que clamou por um Rei, pois Deus não queria este modelo de organização para Israel). Até mesmo Salomão, em grande parte do seu tempo, apenas colaborou para a ruina de Israel. Vemos claramente na Biblia, que o único modo ideal, é quando o Poder está nas mãos de Deus, no sentindo, que as pessoas que estão no poder, elas estão totalmente rendidas a guia de Deus, a vontade dEle, e não ao próprio egoísmo, ambições e achismos, ambições terrenas e passageiras – diga-se de passagem. Mas isto, mesmo em Israel, foi raro de se ver; e não espero nos dias de hoje. Mesmo quando SUPOSTAMENTE, o Cristianismo chegou ao Poder na Europa – a Idade Média – as pessoas que compuseram o Poder (o Clero), bem, em nome de Deus, praticamente, se opôs totalmente a tudo quanto realmente era da vontade de Deus. Como está escrito em Daniel: “Lançou a verdade por terra.”; “Mudou os tempos e as leis.” E colocou o próprio homem, como no lugar de Deus, com autoridade e poder tão quão. (bem, é o que diziam para os homens)

O Ministério do Amor
Quando a pessoa saia dos padrões. A Policia do Pensamento prendia ela e a enviava para o “Ministério do Amor” (nome totalmente irônico). E lá, tal passava por uma violenta e cruel tortura, contudo o que me fez questionar o que é a tortura. Mas simplesmente levava ao ponto não só de experimentar o sofrimento e a dor, mas de esvaziar-se totalmente de si.

Nisto, tem uma das maiores revoluções, de tudo o que era visto antes sobre tortura, se vamos assim pensar. O que eles estavam se importando não era em ‘obter informações’ da pessoa, força-lo a dizer nomes, culpados, e dizer tudo. Mas sim, mudar o pensamento, o caráter, a personalidade dele. Antes, ele odiava o Partido, e só sairia de lá quando amasse Partido. Mas não por mera palavras, ou para tentar convencer os torturadores de modo para quem parem com a tortura e o libertem. Mas só iriam soltá-lo quando realmente estivesse ‘curado de sua loucura’. Conseguiam descobrir um modo, algo em especial (claro uma tortura em especial, um modo) de alcançar o mais profundo de sua mente e destruir suas últimas barreiras, para realmente mudarem seu pensamento.

É uma forma totalmente diferente de tortura, do passado. Que aliás, tente a ser, vamos assim dizer, a Punição da Policia do futuro, as armas do futuro. Não uma mera agressão ao corpo (“uma forma de controle e domínio ao corpo”), mas também uma forma de “controlar a mente”. E neste caso, controle da mente se constitui em curar a pessoa da loucura, e torna-la mais um ‘objeto’ com a ‘programação’ desejada pelo Partido. E nisto, se constitui em manter “o Sistema”, ou seja, “os trabalhos, as classes, o modo de vida, desejos, pensamentos”. E querendo ou não é isto o que eu particularmente vejo nas músicas, nos programas de TV em geral, na maioria dos filmes, e até mesmo no que se acha na Internet. É diferente se encontrar algo que se sai desta mentalidade de hoje. Além disso, uma das coisas que o Partido tinha praticamente abolido era o estudo da História e da Literatura antiga (imprópria), e veja só, não é exatamente o que estamos vendo hoje? E não apenas vendo nesses canais da mídia (os instrumentos de acesso dos Poderes para incumbir um pensamento as Massas), mas posso ver nas próprias pessoas. Pessoas quais, algumas ficam o dia inteiro com a TV ligada, ouvindo musicas de propósitos comerciais (praticamente quase tudo), e etc. Se vê claramente como é a mentalidade delas. Não vi nenhum personagem no livro 1984 que representasse bem esse tipo de pessoa, mas no “Admirável Mundo Novo”, tal pessoa podemos ver claramente representa na Lenina. São as pessoas comuns, que não questionam nada. Tornando-se anacefaladas, engolem tudo, sem senso critico; e só pensam em gastar, se divertir, não há nenhuma preocupação realmente séria antropológica, ou sobre o futuro, tão pouco, preocupação em conhecer, estudar e saber das coisas do passado, ou entender como as coisas funcionam.

A Nova Lingua
Reduzir a capacidade de expressão, pensamento (até onde isso depende de palavras), do individuo. Em outras palavras (forçando o caso), reduzir, mudar e controlar o idioma de modo a fazer as pessoas apenas a conseguir pensar como o partido.

Ou seja, suponha que o partido quisesse que tudo fosse 0, 1, 2, 3, .., 10. E ai, ensinasse a pessoa apenas a fazer operação de adição (+), e os números 0, 1, 2, 3,4,5. E por fim, a pessoa só iria conseguir fazer as seguintes operações:
x + y = k, (com x = [0, 5], y = [0, 5], ou seja, k = [0, 5], no conjunto dos naturais)

E ai, você pensa, ué: mas 5 + 5 = 10. E o máximo é 5, o que fazer? Simples, evidente que o Partido ensinava apenas algo do tipo 3+2=5 ou 5+0=5. Coisas, do tipo, pensar além disso. Além apenas desse “pequeno conjunto de palavras”, era totalmente ILEGAL, IMPRÓPRIO, HERESIA, é contra o partido, por exemplo, pensar na ‘subtração’ (-), ou multiplicação, ou nos números 6, 7 e 8.

Quando se contextualiza isto para a questão do idioma é exatamente isto. A pessoa só iria sabe ‘um pequeno conjunto de palavras’, e apenas saberia fazer ‘um pequeno conjunto de operações’ com tais palavras, e com isso, só iriam resultar num ‘pequeno conjunto de pensamentos e expressões’ (entre 1 e 5), que eram os pensamentos que o Partido iria querer. Qualquer anomalia no individuo, e este era enviado para o Ministério do Amor, para ele esquecer para ele poder aprender e acreditar (como diz no livro) que 2+2=5.

E isto está acontecendo hoje!!! Não é apenas o Internetês. Mas os livros por aí, as pessoas em geral. E nisto, estou falando das pessoas não só em comum. Mas mesmo uma pessoa mais executiva, com doutorado e tals. Mesmo que ela saiba 10 idiomas, em geral, você vai ver, e aí é uma pessoa apenas que conhece os termos referentes e voltados para o seu trabalho, área de atuação. Como no “Admirável Mundo Novo”, conhece, estuda, apenas aquilo que é útil para o seu trabalho, cargo, função na sociedade. E assim, é cada vez mais comum encontrar Engenheiros Moleculares, doutores em Astrofisica, mas que não sabe a diferença do Torá da Bíblia, ou quais foram os períodos da História, ou o que foi a Idade Média, ou a Revolução Francesa, ou a Industrial; tampouco sobre os pensadores gregos ( a origem da Razão), ou Agostinho (o pai da Teologia), etc. A geração de hoje já mal sabe o que foi a II Guerra Mundial, ou quem foi Hitler, ou a Guerra Fria, e mal sabe, o que aconteceu no mundo há 60, 70 anos atrás, pior, 30 anos atrás. E acham que o “atual estado e modelo das coisas” sempre foram assim e sempre serão assim. “o passado é o presente” e “o futuro é o agora” (como era os ditos axiomáticos das pessoas no livro).

O Poder
A parte da tortura é incrível, filosoficamente incrível, pois vai tirando de exemplos da História, de modo de como construir um Império Perpétuo. E ai vai vendo ponto por ponto porque todos os demais falharam. Alias, o propósito do Ministério do Amor de mudar a mentalidade das pessoas, ao invés de assassiná-las foi um aprendizado do passado para manter o controle e domínio do Partido. A Guerra também fazia parte deste objetivo. A Guerra não era mais por luta de território, ideológico, alimentos, era apenas para controlar o povo com um senso nacionalista, de submissão, de ideia de ‘inimigo em comum’ e com isso senso de fraternidade. E entre esses pontos, o MAIS CHOCANTE e claro, foi quando disse que todos os povos e impérios antigos, inclusive o Nazismo errou em ‘fantasiar’ e inventar outras coisas para o MOTIVO do ‘porquê’ fazer isto, mas que eles, tinham bem claramente bem definido, que o único propósito era “PODER”.

A grosso modo deixa claro uma coisa, tudo é uma questão de PODER. Qual é o propósito dos ricos, da Classe Alta, dos dominadores...? Poder. Simples assim. Não é dinheiro. Alias, dinheiro pode facilmente desvalorizar ou não significar. Mas dominar, ter controle sobre os outros, isso sim é PODER. Ou mais ainda, dizer quem pode viver ou morrer. Ou mais ainda, PODER para fazer a pessoa pensar o que você quer que ela pense (O Controle da Mente, a ULTIMA E MELHOR ARMA que pode ser feita para domínio). E de certo modo, o livro me fez pensar muito nisso. Me fez novamente, abrir mais o olho, e perder a ingenuidade, e novamente ver claramente, que quem busca Riquezas, Dinheiro, Status etc, busca poder. E nisto fica mais claro o que diz as Escritoras:
“O amor ao dinheiro [Poder] é a raíz de todos os males.”

E mais ainda, apesar de eu sentir uma grande atitude critica para com o Cristianismo do autor. Ele deixou bem claro, evidente, que tudo, o mundo, as coisas, o sistema não muda, é apenas o mesmo, a busca pelo TOPO DA PIRAMIDE, querer chegar na Classe Alta e manter o poder. Mas por outro lado, é exatamente o que o verdadeiro cristianismo bíblico se opõe. Pois Jesus criticou isso, chamava as pessoas a abandonar o poder, deixar isso da vida dela, chamou os riscos a dar tudo o que tem aos pobres, e eles mesmo não buscou riqueza, nem glória, nem status algum. O evangelho é loucura para este mundo, literalmente. Todavia ao mesmo tempo, uma coisa ficou fortemente gravada em mim: "Eu concordo com tudo isso!", "Qual é o problema?" Pois bem, vamos assim pensar, tirando o senso de moral, virtudes cristãs, é simplesmente poder, Lei do Mais Forte, Sobrevivência do Mais Forte; mas o autor, faz toda esta critica ao PODER, ao Estado, a morte do individo, o coletivismo, e ao mesmo tempo critica a religião, mas fica com os pés firmados num pseudomoralismo que vem de onde? De fato, sem uma verdadeira religião e Deus, o que temos no livro é apenas um modelo de máxima competência de dominio e poder, teoricamente 'o ideal' do animal chamado 'homem'. Então meu caro George, você apenas defendeu a Biblia por fim, criticou o que ela critica, expos parte do problema que ela expõe (a qual propõe origens mais profundas a causa), e colaborou ainda mais sobre as profecias da Biblia sobre os últimos tempos, últimos dias. A operação máxima de Satanás, o Ministério da Iniquidade, de escravizar o homem, a consciencia do homem, fazê-los escravos do pecado, ignorantes para com a verdade, que seriam dias trabalhosos e etc.

É mais um daqueles que criticam a Biblia não pelo incrivel conteudo. Mas porque a autoria desta obra incrivel é dada a Deus, e não a ele. Alias, diga-se de passagem, mais uma vez colabora ele, ao dizer no livro, que a Biblia foi abolida pelo Partido. E ao mesmo tempo, uma pessoa que passava pelo Ministério do Amor, ficava com marcas mentais tão profundas, que o Partido não se preocupava mais com ele, ele podia ler uma Biblia, e o Partido não daria a minima, nem a Policia do Pensamento, pois a consciencia dele estava totalmetne cauterizada para provocações e mudanças, além daquilo que o Partido queria que tal pessoa tivesse. (substitua "O Partido" por Satanás, e é exatamente o que a Bíblia diz). - Capitche!

E este ponto foi o que mais me chocou no livro. Fiquei perturbado com estes pensamentos por dias. Até onde não estou eu escravizado e corrompido neste sistema, também, apenas querendo poder? Entre tantas outras coisas. Pude ver mais claramente o quão ‘robotizado’ eu já não fui pelo Estado e pelos poderes. E me fez reavaliar e pensar em mutias coisas que já na vi na Licenciatura e sobre o papel da Educação e da Escola.

Bem, é isso ai. Um super resumo das principais provocações deste obra que recomendo para todos que tem maturidade, sangue frio, e quem está disposto a encarar a tristeza de se perder a ignorância, e em ver a realidade mais como é (um excremento de porcos).