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19 setembro 2012

A Crise Financeira de 2008

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Os desdobramentos da crise de 2008 são sentidos até hoje em todo o mundo. Inclusive no Brasil, onde nossos raquíticos resultados de crescimento do PIB comprovam que a “marolinha” foi mais forte do que se pretendeu.

Esta história pode ser contada tomando por início o segundo mandato de Bill Clinton, ainda no ano 2000, quando a crise do momento era o estouro da bolha das “ponto-com”. As empresas de tecnologia baseadas na internet estavam em pleno crescimento, quase todas com capital tangível mínimo. Era difícil avaliar estas empresas, ninguém sabia ao certo seu potencial de criação de valor, ou de potencial geração de caixa futuro, ou valor de marca, ou qualquer outro parâmetro utilizado em outras empresas. Muitas delas cresciam com prejuízos em sequência. Para se ter uma ideia da falta de indicadores, algumas delas eram avaliadas pelo número de cliques que recebiam dos usuários. Isso criou um ambiente especulativo quando estas empresas abriram o capital, e a rápida circulação de suas ações nas mãos de investidores de curto prazo criaram uma elevação irreal de valor de mercado – uma bolha.

O estouro da bolha ocorreu em 2000, quando os investidores perceberam que o valor das negociações não eram coerentes com o potencial de geração de lucro das firmas. O mundo ainda estava se recuperando do estouro da bolha em 2001, quando houve os ataques de 11 de setembro. A confiança do investidor se retraiu ainda mais, e os efeitos na economia real já eram sentidos. Como sempre se faz em tempos de crise, as taxas de juros foram fortemente reduzidas.

Quando os lucros começaram a se recuperar, ainda continuavam pequenos frente aos riscos. As taxas de juros ainda estavam em patamares muito baixos, haviam sido reduzidas para estimular o consumo (exatamente como o Banco Central está agindo hoje no Brasil). A pressão dos acionistas por retornos condizentes com os riscos pressionava por exploração de novos produtos. Os departamentos de projetos e desenvolvimento de novos produtos rapidamente se tornaram os mais pressionados nas empresas. A pressão era grande o suficiente para que a tolerância ao risco fosse mais flexibilizada. Neste momento começava a gestação de uma nova crise.

Projetos antigos, que estavam engavetados por risco elevado foram trazidos novamente à baila, em todos os segmentos empresariais, inclusive nos bancos. A invenção destes últimos foi um produto aparentemente de baixo risco: financiamento imobiliário. Acreditava-se que o risco era reduzido porque, na eventualidade de inadimplência, o imóvel dado em garantia seria retomado pelo credor. O raciocínio não está errado, a não ser que o imóvel seja passível de refinanciamento (e isso está ocorrendo no Brasil de hoje), ou que perca completamente seu valor. Assim, os bancos avançaram sobre mercados com baixa capacidade de pagamento, conhecidos como subprime (os melhores mercados são chamados de superprime e prime). Os mais pobres de repente tinham crédito para comprar casas.

Desnecessário dizer que o mercado imobiliário foi fortemente impulsionado, e o aquecimento do mercado valorizou os imóveis. Mesmo com a esperada inadimplência do mercado subprime, a valorização dos imóveis tornou o negócio muito atraente. A competição cada vez mais acirrada num mercado em expansão levou os bancos a avançarem sobre mercados de risco cada vez maiores, valorizando cada vez mais os imóveis a aquecendo o mercado imobiliário.

As operações financeiras desses financiamentos eram lastreadas em produtos tangíveis, que raramente perdem valor: os próprios imóveis. Os próprios compradores, percebendo os potenciais de ganho, passaram a refinanciar suas casas para avançar sobre imóveis maiores e melhor localizados. A inadimplência era muito maior que a média observada nos EUA, mas o aumento de preços sustentava a viabilidade das operações.

Mais produtos foram desenvolvidos, especialmente títulos de securitização destas dívidas. Um exemplo para entender como funciona este tipo de título: o banco A tem $1000 para receber de um mutuário. Havia um imóvel como lastro, então as agências de rating consideravam o título seguro, e davam nota máxima (baixíssimo risco, como AAA ou AA+) para o título. Para antecipar o recebimento, o banco aceitava colocar este título no mercado por, por exemplo, $900. Um título norte-americano, com nota máxima, lastreado em imóveis, num período de juros baixos eram muito atraentes. Foram comprados por fundos de pensão e aposentadorias de vários países, por fundos soberanos de países economicamente fortes, por bancos de investimentos europeus e asiáticos. Boa parte da economia global comprou estes títulos.

O esquema funcionou bem por poucos anos. Em 2004, alguns analistas começaram a apontar riscos de inadimplência. Em 2006 ganharam coro de vozes importantes, inclusive diretores do Fed. Em 2007, já era evidente que a inadimplência estava criando problemas de liquidez no sistema bancário norte-americano. Mas nada disso abalou a confiança dos investidores. Afinal de contas, os preços continuavam subindo. Até que, em algum momento, o mercado começou a se dar conta que os preços de mercado estavam elevados muito acima da realidade dos valores dos imóveis, e começou o movimento de retomada e busca de liquidez (para entender este risco, leia Como funciona a poupança). Os imóveis começaram a ser repassados a valores que caíam muito rapidamente, e os títulos estavam lastreados em valores muito mais altos pelos mesmos imóveis. Isto significa que os títulos perdiam valor com muita rapidez, e os bancos de investimentos perdiam valor na mesma velocidade.

Os resgates crescentes colocaram os bancos contra a parede, e o primeiro a secar foi o Citibank, que pediu ajuda ao governo e obteve. Em seguida, foi o Lehman Brothers, um tradicional banco de investimento criado como casa de comércio de algodão em meados do século 19 por imigrantes da Bavária. Um dos maiores bancos norte-americanos. Quando se viram na mesma situação do Citibank, não tiveram dúvida em pedir ajuda ao governo. Mas o pedido foi negado. Os correntistas de um dos maiores bancos do mundo assistiram então ao pedido de concordata mais impactante da história.

A quebra do tradicional banco de investimentos Lehman Brothers, no dia 15 de setembro de 2008, foi apenas o ponto culminante de um processo em curso já havia quase uma década. Não era, naquele momento, uma crise da economia real, ou uma crise financeira. Mas viria a ser em poucos dias. Boa parte da economia global estava encadeada como dominós em pé, e o Lehman Brothers era um dos primeiros da fila.

A crise de liquidez se espalhou pelo mundo todo. Para resgatar os bancos locais, os bancos centrais de várias regiões emitiram moeda flexibilizando o controle fiscal imaginando que a economia se recuperaria a tempo, mas isso não ocorreu. Grécia, Itália, Portugal, Espanha, Irlanda sofrem hoje para honrar compromissos monetários criados naquela época, cujos efeitos ainda são sentidos hoje.

Nota: o texto acima foi elaborado com base em três relatos aos quais assisti: uma aula do prof. Roy Martelanc (FEA-USP), uma palestra de William Handorf (Fed) na Fecomércio, em São Paulo e uma aula do professor Silvio Carvalho (FEA-USP e Itaú), esta última proferida no primeiro semestre de 2007, bem antes do auge da crise.


Fonte: Ricardo Trevisan
http://ricardotrevisan.wordpress.com/2012/09/18/a-crise-financeira-de-2008/

07 setembro 2012

Domingo – O Caminho Sendo Preparado

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Mais um grande - ao meu ver – passo (intencional) acaba de ser dado em direção ao Decreto Dominical. Pois os GRANDES PODERES da Europa estão EXIGINDO da Grécia, que diminuem o fim de semana de 2 dias para 1 dia, com a finalidade de ‘combater a crise financeira’.
Não acredita? Então olhe este link: "Grécia debate instituir o fim de semana de só um dia"

Sim, a grande novela da crise, que já dura há 4 anos, que é de "GRAVIDADE EXCEPCIONAL" (clique aqui), está intensa, com um alto risco não só para a Europa mas para todo o mundo; que ainda se consegue empurrar com a barriga (até quando), qual toda medida está longe de ser resoluta. A qual aqui no Brasil tem sido um tanto ‘escondida’ pelo Governo e pela Midia para fingir o bom momento da economia brasileira que está se endividando cada vez mais, com a intenção de transmitir confiança a Economia brasileira, e assim diminuir o efeito do medo o que pioraria ainda mais. Talvez essa seja a vantagem de se ter um povo tão ignorante e manipulável.

Mas vamos pensar bem. Há 5 anos atrás, ou melhor ainda, há 10 anos atrás, alguém defendia a ideia, ou acreditaria no que foi escrito há mais de 100 anos num livro por ai, um tal de “Grande Conflito”, de que o mundo passaria a adotar obrigatório o trabalho no sábado e a guarda do domingo (“Decreto Dominical”), que isso ocorreria nos Estados Unidos e na Europa e rapidamente se disseminaria pelo mundo; em consequência de uma GRAVE CRISE ECONOMICA, MORAL E CIVIL que assolaria as nações e acreditassem ser o este o meio para melhorar as coisas?
- Alguem, alguem?
- Doo-li uma...
- Doo-li duas...
- E dooo-li três.
A resposta é: Simplesmente, NINGUEM ACREDITAVA! quer dizer, só alguns poucos acreditavam. Mas em geral todos ridicularizavam a idéia. E hoje, é o que exatamente está  sendo proposto como EXIGÊNCIA pelos GRANGES PODERES da Europa. Que poderes? Ora!, estes poderes:

  • Comissão Europeia
  • Banco Central Europeu
  • FMI – Fundo Monetário Internacional

[Estão lá no link, logo no começo.]
Essas 3 entidades, certamente entre talvez as 5 mais poderosas do Mundo estão EXIGINDO isto da Grécia. Todavia, pois bem ‘só a Grécia’. Mas isto é o só o começo. Vários outros países estão na ‘lista de espera’ para uma crise, e não só na Europa. Alias, efeitos da Europa que podem se desencadear rapidamente por todo o mundo (inclusive o Brasil). Algo que o passado, como a II Guerra Mundial deixou evidente para todo o mundo não mais questionar, isto que ainda não era tão Globalizado como hoje. Ou ainda um exemplo ainda mais recente, a Grave Crise Financeira da quebra dos bancos e fundos que o mundo vivenciou em 2008, quando alguns especularam poder ser o fim do Sistema Financeiro, assim como foi em Roma que desencadeou a ruína do Império Romano, a moeda sem lastro. O mesmo risco correu agora. O Sistema Financeiro sem confiança, sem credibilidade, sem garantia, tudo poderia arruinar.

Além disso; Há 10, 15 anos atrás, quem acreditaria, que os Estados Unidos (A América Protestante) se uniria com o Vaticano (A Igreja Católica Apostólica Romana)? Alguem?

E aí, pudemos ver, a poucos anos atrás, o Presidente dos Estados, se me recordo, foi George W. Bush, permitiu que pela 1ª Vez em Toda a História, o Papa fosse ao pais, e se fizesse aquela cerimônia, como aqui no Brasil já é costume. Não só isso, como o presidente ainda beijou a mão do papa. Selando um claro acordo entre o Estado Norte-Americano e o Vaticano.
MAS OPA! OPA!
PERA Ai!!!
ISSO EU JÁ VI EM ALGUM LUGAR!!!
ONDE MESMO?

DROGA! HOJE NÃO SE ENSINA MAIS HISTÓRIA... (por que será?)

Huummm! Ah sim! LEMBREI!!!

Foi em ROMA. Quando Constantino, o Imperador de Roma, se uniu a Igreja Cristã, o Estado se uniu a Igreja. E dai surgiu o grande poder desta, qual, posteriormente tomou o poder da maior parte do Império Ocidental Romano, período conhecido como a Idade Média. E o que a Igreja Católica fez mesmo?
Ah! SIM! EU LEMBRO!!!
Ops! Melhor dizendo: Eu li! [pois não vivi tanto tempo assim]
A ICAR fundiu as crenças pagãs romanas, em geral, vindas dos gregos, e adotou o Domingo, o dia que era adorado ao deus Baal (o deus Sol). Opa, mas pera ai? Não acredita nisto? Então leia o estudo mais completo e profundo que existe sobre essa mudança que houve no Cristianismo da guardo do Sábado para o Domingo, feito pelo pesquisador, teologo, historicista Samuele Bacchiocchi (alias, elogiado até mesmo pelo próprio Papa por suas pesquisas) colocou em seu livro Do Sábado para O Domingo. Alias, fontes por disso se encontra por diversos lugares e textos históricos, a própria ICAR não nega.

- Ah! Mas isso é coisa do passado. Não é?
Na verdade, são bem realidade. O Papa, todo Vaticano, a Igreja Católica está fazendo fortes esforços para novamente estabelecer o Domingo como o dia de guarda em todo o mundo. E isto está acontecendo agora, na verdade, tem ficada cada vez mais intenso, desde a Crise de 2008. Olhe:

16 maio 2012
3 junho 2012
9 setembro 2007
28 agosto 2012
22 abril 2012
4 fevereiro 2012
4 março 2012
19 janeiro 2012
13 novembro 2011
5 julho 2011
6 maio 2011
24 maio 2012

Bem, e outras diversas noticias se pode encontrar procurando apenas pela Internet. Isso, sem olhar mais a fundo, e ver que muitos dos representes nos maiores poderes de praticamente todas as Noções, inclusive do FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu, estão ligados, 'em sintonia', com o Vaticano declaradamente.

Que engraçado, tudo isto já estava escrito há tantas décadas. E que iria acontecer.

"O movimento dominical está agora abrindo caminho nas trevas. Os líderes encobrem a verdadeira questão, e muitos que se unem ao movimento não percebem para onde aponta a tendência oculta... Estão agindo como cegos. Não veem que, se um governo protestante abandona os princípios que deles fizeram uma nação livre e independente, e, pela legislação, introduz na Constituição princípios que propaguem a falsidade e ilusão papal, eles estão se lançando nos horrores católicos da Idade Média. Muitos há, mesmo entre os que se empenham nesse movimento em favor da imposição do domingo, que se acham cegos aos resultados que virão após essa ação. Não veem que golpeiam a liberdade religiosa. Muitos jamais compreenderam as reivindicações do sábado bíblico e o falso fundamento sobre o qual repousa a instituição do domingo". Eventos Finais, p. 126, 127.

Eis aí o que estamos vendo no dia-dia pelos canais de comunicação:

  1. União do Estado com a Igreja Católica se consolidando cada vez mais forte, novamente. (e até mesmo nos Estados Unidos)
  2. Movimentos em prol da guarda do domingo, no lugar do sábado, ocorrendo em diversos lugares do mundo, e sendo fortemente pregado pelos lideres da Igreja Católica e de muitos outros grandes poderes, como o FMI e o Banco Central Europeu.


[isso é só o começo]

"No movimento ora em ação nos Estados Unidos a fim de conseguir para as instituições e usos da igreja o apoio do Estado, os protestantes estão a seguir as pegadas dos romanistas. Na verdade, mais que isto, estão abrindo a porta para o papado a fim de adquirir na América do Norte protestante a supremacia que perdeu no Velho Mundo. E o que dá maior significação a este movimento é o fato de que o principal objeto visado é a obrigatoriedade da observância do domingo, prática que se originou com Roma, e que ela alega como sinal de sua autoridade. É o espírito do papado - espírito de conformidade com os costumes mundanos, com a veneração das tradições humanas acima dos mandamentos de Deus - que está embebendo as igrejas protestantes e levando-as a fazer a mesma obra de exaltação do domingo, a qual antes delas fez o papado." - O Grande Conflito, p. 573

(Isso que você acabou de ler, estava lá, escrito, há mais de 100 anos atrás, onde ainda estava para nascer um americano que ainda sonharia com a hipótese que seu presidente receberia e beijaria a mão do Papa)


"A influência de Roma nos países que uma vez já lhe reconheceram o domínio, está ainda longe de ser destruída. E a profecia prevê uma restauração de seu poder." - Idem, 579

"E, convém lembrar, Roma jacta-se de que nunca muda. Os princípios de Gregório VII e Inocêncio III ainda são os princípios da Igreja Católica Romana. E tivesse ela tão-somente o poder, pô-los-ia em prática com tanto vigor agora como nos séculos passados. Pouco sabem os protestantes do que estão fazendo ao se proporem aceitar o auxílio de Roma na obra da exaltação do domingo. Enquanto se aplicam à realização de seu propósito, Roma está visando a restabelecer o seu poder, para recuperar a supremacia perdida. Estabeleça-se nos Estados Unidos o princípio de que a igreja possa empregar ou dirigir o poder do Estado; de que as observâncias religiosas possam ser impostas pelas leis seculares; em suma, que a autoridade da igreja e do Estado devem dominar a consciência, e Roma terá assegurado o triunfo nesse país." - Idem, 581


[Comentário meu: Triunfo qual pode ser observado há poucos anos, quando o Papa, após mais de 2, 3 séculos de protestantismo nos Estados Unidos, conseguiu finalmente, fincar seus pés no Governo Norte-Americano e nesta nação, até então que não o permitia.]


"Mediante os dois grandes erros - a imortalidade da alma [fortemente divulgada pela mídia e cinema norte-americano] e a santidade do domingo - Satanás há de enredar o povo em suas malhas. Enquanto o primeiro lança o fundamento do espiritismo, o último cria um laço de simpatia com Roma. Os protestantes dos Estados Unidos serão os primeiros a estender as mãos através do abismo para apanhar a mão do espiritismo; estender-se-ão por sobre o abismo para dar mãos ao poder romano [veja imagem ao lado - 2004]; e, sob a influência desta tríplice união, este país seguirá as pegadas de Roma, desprezando os direitos da consciência." - Idem, 588 


Pera! Mas e o Sábado? Onde está ficando nisso tudo?

"Assim terminou a criação do céu, e da terra, e de tudo o que há neles. No sétimo dia Deus acabou de fazer todas as coisas [criar] e descansou de todo o trabalho que havia feito. Então abençoou o sétimo dia e o separou como um dia sagrado, pois nesse dia ele acabou de fazer todas as coisas e descansou. E foi assim que o céu e a terra foram criados." Gênesis 2:1-4

"Lembra-te [não era um mandamento novo, apenas uma lembrança do verso acima] do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há e ao sétimo dia descansou; portanto, abençoou o Senhor o dia do sábado e o santificou." Exodo 20:8-11

Por fim

Bem, após ler tudo isso. Se é que leu. Apenas reflita, questione a realidade, o mundo, o que está acontecendo nos bastidores do poder e das Leis, das relações Trabalho x Religião. Pesquise, estude. Nunca tivemos tantas Bíblias na História, e nunca se estudou-as tão pouco. Estude estude, vá a fundo, até não restarem mais dúvidas. Até ter a plena convicção de não estar sendo enganado. E quando chegar lá, cavoque ainda um pouco mais. Provoque-se a entender o mundo, as influências que ocorrem no mundo. O motivo pelo qual a sociedade é como é hoje. Donde veio, como se chegou até aqui. Por que que é assim? Por que os livros são assim? Por que os filmes são assim? Por que as novelas são assim? Por que as escolas são assim? ... É apenas isso. Não precisa engolir o que eu disse aqui. Apenas quis provocá-lo a investigar esse tema, que ainda vai dar o que falar em todo mundo.

Apenas uma curiosidade

Nos Estados Unidos, ou melhor dizendo, no inglês, o nome do Domingo, é Sunday, que quer dizer literalmente "Dia do Sol". E nisso, se vê uma ligação, ao 'Deus Sol', e imagens sobre tal, que se observa na maioria dos povos pagãos(como o deus  (o "Deus Sol") no Egito Antigo), inclusive em alguns simbolos da Igreja Católica. E que tudo isso ascende da união de Roma Pagã com a Igreja Católica; alias, o 'a divindade Sol' era a mais cultuada pela maioria dos povos pagãos e astrólogos

Mas ai, você pode questionar: "Mas os Estados Unidos não é protestante?" Sim. Bem, teoriacamente, ou era, mas a maioria das denominações protestantes, foram protestante ao catolicismo em certos pontos, que forma contestados pelos reformadores que originaram tais, e a maioria em geral, se baseavam em: Venda de Indulgências, Taxas e Impostos da ICAR, confessar pecados para padres, ter um intermediador entre Deus e o homem, o Papa como sendo o representante de Deus, e variaos outros como tambem se pode ver nas "95 Teses de Lutero", que fez com que o Vaticano ficasse furioso com ele, e quase conseguiu matá-lo, se não fosse alguns o fazerem sumir do mapa. Mas pararam por ai, não prosseguiram com a reforma, e assim investigando mais as leis, tradições, cerimonias e a Biblia, e desfazer dos laços que ainda herdavam de Roma, como o caso do domingo. Mas houveram algumas denominações protestantes que perceberam o caso do domingo, mesmo sendo uma minoria, como a Batista do Sétimo Dia, Igreja Adventista do Sétimo Dia, Igreja de Deus do Sétimo Dia, Congregação Cristã do Sétimo Dia, Igreja Evangélica Sabatista, Igreja Sabatista Glória Vindoura, ... Há diversas outras denominações protestantes sabatistas pelo mundo, talvez as mais representativas sejam a Batista e a Adventista. Além, de claro, o Judaismo qual não aderiu a tradição da Igreja Romana e até hoje permanecem como os exemplos mais sólidos de sabatistas no mundo, inclusive isso é uma Lei em Israel.

De brinde, uma reportagem do programa Sunday Morning do canal CBS, dos EUA, a respeito do domingo.

26 agosto 2012

Reflexões sobre influência da Mídia

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Recomendo aqui uma solene conversa sobre influencias da mídia. É uma modesta conversa sobre pequenas influencias das produções midiáticas, de modo a não sermos fantoches, ou seja, os passivos, mas os ativos, controlarmos o que vemos para não perdermos a sensibilidade e distinção entre o que é bom e o que não é, o que é lixo e o que é realmente bom e louvável. Que cada um possa fazer suas reflexões.

Nesta segunda parte, sobre Mensagens Sublimares utilizadas nas mídias.

09 julho 2012

Famosos e Atletas Vegetarianos

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As vezes, algumas pessoas questionam nós vegetarianos como se fossemos pessoas isoladas da sociedade, únicos no Universo, esquisitos, mas não estamos a sós. A seguir uma pequena lista, de famosos e grandes personalidades que são ou forma vegetarianos quando viveram.

Listas















Algumas outras personalidades:


Willem Dafoe


Pamela Anderson

Jean Claude Van Damme

Angelina Jolie

Tobey_Maguire

Bill Clinton

Richard Gere

Diana Agron

Abraham Lincoln

Adolft Hitler

Gustav Holst

James Cromwell

Pitágoras
(Fundou uma Escola de Matemáticos Vegetarianos na Grécia Antiga)

Rita Lee

Xuxa



Atletas Vegetarianos

Mike Tyson

Foi Campeão Mundial de Boxe Pesos Pesados por muitos anos seguidos.

Carl Lewis
É considerado um dos atletas mais rápidos do mundo. Em 1991, bateu o recorde dos 100 metros com um tempo de 9,86 segundos. É o maior medalhista olímpico de todos os tempos.


Martina Navratilova


Foi a primeira tenista a vencer nove vezes o torneio de Wimbledon, sendo seis vitórias consecutivas. Bateu o recorde de 74 títulos profissionais em 1984, e obteve durante sua carreira um total de 167 títulos.

Éder Jofre

Maior pugilista brasileiro, conquistou seus títulos sendo vegetariano e atribui muito de sua resistência à dieta vegetariana.

Edwin Moses


Entre 1977 e 1987 obteve 122 vitórias nos 400 metros com varas. Sua carreira inclui duas medalhas olímpicas de ouro, dois títulos mundiais e quatro recordes mundiais em sua especialidade. No auge de sua carreira obteve 122 vitórias consecutivas. Nenhum homem na história do esporte jamais dominou um
esporte como Edwin Moses dominou a corrida dos 400 metros com obstáculos. Esse medalhista de ouro olímpico passou 8 anos sem perder uma única corrida, e quando a Sports Illustrated concedeu-lhe o prêmio "Esportista do Ano de 1984", a revista publicou que "nenhum atleta de outro esporte consegue ser tão respeitado por seus colegas como o Moses no atletismo"

Leroy Burrel

Campeão olímpico em diversas modalidades de corrida.

Andreas Cahling

Fisiocuturista que ganhou o Mister Mundo em 1980.

Bill Pickering

Estabeleceu um recorde mundial nadando no canal que separa o país da França, mas a performance daquela ocasião foi pouco diante do fato de que com 48 anos, ele bateu um novo recorde mundial nadando no canal de Bristol. Bill Pickering é vegetariano.

Paavo Nurmi

O maratonista Paavo Nurmi, "Finlandês Voador", bateu 20 recordes mundiais em corrida à distância e ganhou nove medalhas Olímpicas de ouro.

Piero Venturano

O fisiculturista Piero Venturato é duas vezes campeão mundial de fisiculturismo e sete vezes campeão italiano, e cinco vezes campeão europeu.

Ridgely Abele

Campeão do Mundo de Karate.



Fontes:
http://grupoganapati.blogspot.com.br/2010/03/atletas-vegetarianos.html
http://www.vidavegetariana.com/site/especiais.php?page=especiais/atletas/atletas
Google em geral

07 junho 2012

Escravos, Servos, Trabalho e a Bíblia

9 comentários
Não digo ser muito comum, mas muitas vezes já vi supostos 'argumentos ateus', ou melhor ainda, 'anti-cristãos' (pois 99% das revoltas dos ateus são para com o cristianismo e a Bíblia, e raramente para as demais), é o usar uma mentalidade descontextualizada, ou melhor dizendo, um entendimento a desejar quanto a concepção de Escravidão da mentalidade de hoje, usando tal, como se fosse uma Virtude Moral (a qual não poderiam usar como argumento, fora de um contexto realmente cristão - ou seja, uma contradição para o acusador), dizendo que a Bíblia APOIAVA a Escravidão. Bem, então, aqui apresento um estudo mais profundo da questão.

1. De qual Escravidão estamos falando?
No Wikipedia temos a seguinte definição para o termo:
"A escravidão (denominada também escravismo, esclavagismo e escravatura[2]) é a prática social em que um ser humano assume direitos de propriedade sobre outro designado por escravo, ao qual é imposta tal condição por meio da força. Em algumas sociedades, desde os tempos mais remotos, os escravos eram legalmente definidos como uma mercadoria. Os preços variavam conforme as condições físicas, habilidades profissionais, a idade, a procedência e o destino." (link)

Ou seja, quando um humano passou a ter direitos sobre outro humano pela força. Se formos olhar bem, a grosso modo esta definição, estamos considerando, que um "Patrão" escraviza seus "Funcionários" hoje por meio do "trabalho", que seria a força, ou seja, se o funcionário pisar na bola, ou não atender as expectativas do patrão (detentor de poder, força), tal é demitido. Além disso, podemos dizer que as até mesmo uma pessoa jurifica exercem um poder aos seus funcionários. Aliás, de certo modo, tais, fazem um contrato com a empresa, se colocando como propriedade (de algum modo) da empresa; sobretudo o Estado. Somos escravos do Estado, através de um Contrato Social. Se violamos este contrato, somos punidos, ou a força entramos no eixo. Alias, este é o papel mais evidente da Policia. Na forma mais explicita, os presidiários são os exemplos mais claros de escravos. Além disso, "Os preços variavam conforme as condições físicas, habilidades profissionais, a idade, a procedência e o destino."; é a mesma condição do Mercado de Trabalho hoje, as pessoas tem um preço, conforme sua competencia, status, formação, curriculo, habilidades, experiência profissional, idade etc. A grande diferença talvez, é que a Empresa NÃO ARCA COM O CUSTO, ou seja, não é ela que tem que vender seu funcionário para outra empresa, quando quer se livrar dele. Mas ao contrário, é o profissional, a pessoa que tem que SE VENDER para a empresa, através das ENTREVISTAS.

Ou seja, por definição, não mudou nada. Por fim, Escravidão está dizendo ser quando uma pessoa tem poder sobre outra pessoa, de modo a usar 'métodos' de força para obrigá-la a fazer algo. Ou melhor ainda, podemos considerar como apenas um método de trabalho, quando a responsabilidade pelo quem é mandado é do próprio Dono. Diferente de hoje, quando o Dono não tem responsabilidades pelo funcionário. Mas o mais interessante, no processo histórico das últimas décadas, principalmente através de Sindicatos e Greves, os 'mandados' (trabalhadores), obrigaram (melhor dizendo, 'negociaram') os Donos a terem algumas responsabilidades sobre eles. Ou seja, por fim, as lutas sociais dos trabalhadores nas últimas décadas, foi um processo de escravizar os trabalhadores. E claro, e do mesmo modo, como hoje existem a lista das 100 Melhores empresas para se trabalhar, além de lugares inusitados como a Google e Facebook, um paraíso de trabalho para muitos, também há lista de empresas que abusam, exploram, dos seus trabalhadores, entre elas,  de certo modo, a Apple, qual através de uma sub-empresa na China, que é onde fabrica os brinquedinhos da SUPER MARCA para o mundo (como iphone, ipad, ipod...), a Foxconn, qual obriga muito trabalhadores a trabalharem coisas do tipo 20hrs por dia (se não me engano), e condições tão péssimas, que tem provocado muito suicidios de seus funcionários. E é simples, se eles não trabalharem, são descartados, e logo contratam mais um chines desesperado morrendo de fome para trabalhar no lugar, entre os zilhões de chineses.

Isto é um Contrato Social, ou melhor, um Contrato de Trabalho, que naturalmente fazemos, pois toda vez que formamos qualquer laço social, como na definição de George Orwell em seu famoso livro "1984", sempre abrimos mão de uma certa medida de nossa liberdade para recebermos em troca algum nível de proteção. Ao Estado, nos subtemos em grandes medidas, em troca, recebemos uma infra-estrutura, uma organização, que nos permite ter agua e comida, no mais grosso dos modos. Ou seja, a principio, a ESCRAVIDÃO, a principio, não tem problema algum. Nem hoje, nem no passado. No aspecto de comparar o Trabalho de hoje, com o dos tempos antigos.

2. O que foi a Abolição dos Escravos?
A Abolição que ocorreu há poucos séculos, não tem uma autoria de aspecto "moral", ou de "caridade", ou de "amor pelo próximo" (Lei Aurea como ficou também conhecida), ou seja, não estava interessados (os burgueses e ricos que a fizeram) em acabar com o sofrimento dos negros obrigados a trabalhar a força e dar mais dignidade de vida. Aliás, quais, Hollywood traz a ideia de que todo escravo, tinha pelo menos a marca de 100 chicotadas nas costa (o que é um grande equivoco). Mas a verdadeira identidade foi Interesse Econômico. Simplesmente, porque o Capitalismo estava crescendo. E 1 dos 3 pilares do Capitalismo é o MERCADO CONSUMIDOR. Ou seja, não era interessante para o capitalismo ter um monte de pessoas sem ganhar dinheiro, pois poderiam estar consumindo e, assim, fazer os burgueses enriquecerem com o consumo deles. E ao mesmo tempo, houve interesse, dos próprios Donos desses escravos, pois era mais barato e menos dor de cabeça, do que manter o escravo.

O Lado Negro da Abolição é que no curto e médio prazo, foi um terror para os escravos. Pois até então, os seus donos 'cuidavam' deles. Ou seja, davam moradia (mesmo que fosse uma péssima moradia em muitos casos, mas dava); dava comida para trabalharem; se adoentavam, ou morriam, eles tinham uma perda de patrimonial irrecuperável; e como era escravocata, a pessoa era escrava até morrer, mesmo velho, ainda era cuidado. Ou seja, quando acabou com isso, ao invés desse Dono ter todos esses gastos, dava um 'salário' ridiculo para tais escravos, e eles eram obrigados a se virar para viver com tal salário. Ou seja, tinham que correr e cuidar da própria moradia (sendo que nao podiam se distanciar muito das terras em que trabalhavam, logo, acabavam alugando uma terra, que, geralmente, era seu próprio dono, logo o que o Dono dava de salário parte recuperava, ou as vezes, tudo, e, até mesmo o ex-escravos criavam dividas para com os Donos, trabalhando para eles em troca de água, comida e moradia.). Imagine, de repente mudar o cenário, e o ex-escravo, ter que cuidar da própria alimentação, e depois, quando ficar velho, como o dono não pagou por ele (não comprou ele, não é um patrimônio), quando deixa de ser útil, e, assim que ficar velho, ele que se vire, "bye bye" (não havia ainda uma Lei de Aposentadoria, sobretudo para os ex-escravos).

Ou seja, logo que ocorreu a Abolição, os que mais sofreram foram os próprios escravos. Não pelos chicotes, mas pela Lei. Muitos morreram de fome. Imploraram para seus senhores lhes escravizarem novamente, cuidarem deles. Alias, a vida inteira foram escravos, não sabiam cuidar de si mesmos. Fora, que muitos vieram da Africa, não tinham familia por ali, estavam em terras desconhecidas; e lógico que não podiam sair invadindo qualquer terrinha e construindo sua fazenda; as terras estavam já tudo praticamente nas mãos dos Donos. E por assim, a definição de Escravo não mudou. Apenas mudou os interesses economicos de quem já tinha poder e descobriu um modo de aumentar este poder. E assim como, hoje, precisamos agora, competir um com os outros, como loucos, trabalhando 10h por dia, 1h de almoço, e depois mais 5h estudando, mais 4h de transporte, para dormir umas 4h por noite, para conseguirmos ser competitivos no Mercado de Trabalho, ganhar o nosso salário para sobreviver, e para garantir a nossa aposentadoria quando envelhecermos. E essas 'regalias' após a escravidão, só ocorrera muito tempo após ter sido Abolido, na época não se pensava nessas coisas que hoje podemos chamar de Direitos dos Trabalhadores.

3. O Grande Preconceito
Hoje todo mundo tem um grande preconceito quanto ao termo "Escravo", pois normalmente, sempre se usa a conotação de Escravos sendo torturados a trabalhar como num Campo de Concentração Nazista; ou muito torturados. Entre outros. Sendo, que não faz muito sentindo. Pois 1, em geral, os escravos eram 'comprados', ou seja, custavam para os Donos, não fazia sentido matá-los, ou feri-los e privá-los de modo a adoecerem e não conseguir ter um bom rendimento no trabalho, ou pior ainda, morrerem. E, 2, se ficassem castigando muito o coitado, ele não conseguiria trabalhar, se não fosse alimentado, não teria forças. Não eram tão baratos assim. Imagine, boa parte vieram da África, era necessário construir navios enormes, bancar uma tripulação para ir até a Africa, e lá tomar a força conquistarem tais homens, trazer de volta para a América; isto envolvia um custo enorme, logo, não eram vendidos tão baratos, e se o fosse, não teria sentido; pois ninguem, iria fazer tanto trabalho, para vendê-los baratos e não ganhar quase nada. E nisto, é bom lembrar que paises como Portugal e Espanha, se enriqueceram muito através do tráfego negreiro. Ou seja, escravo não era "tão descartável" assim como em geral, os filmes de BangBang dos EUA nos ensinaram.

Claro, haviam Donos malvados, assim como há chefes malvados hoje que exploram seus funcionários, até mesmo não pagando salário, ou enrolando para pagar, ou fazendo trabalhar muito mais, entre tantos outros, ou pagando quase nada, como 1 salário minimo. Hoje temos milhões de pessoas estressadas por causa do trabalho. Mas do mesmo modo, haviam bons Donos, bons chefes. Como os Donos do escravo George Washigton Caver, nos EUA, qual era um menino escravo, mas seus donos viram que ele era muito inteligente e deram estudos e o estimularam, não só o fazendo se tornar independente depois, mas um grande pesquisador, cientista biólogo, agronomo, inventor, que chegou a Universidade e se tornar professor. E do mesmo modo, houve no passado relações de Senhores e Servos saudáveis. Claro, nos filmes sempre mostra um monte de chicotes, como sempre mostra pessoas armadas e tiros; pois isto gera drama e excita o público.

4 - Nos Tempos Bíblicos 
Segundo a Bíblia, o povo Hebreu passou por algum tipo de submissão escrava (no sentindo não assalariado) ou talvez como algum tipo de serventia, do tipo trabalhar para ganhar sustento, como se acredita ter sido no modo Egipsio. Depois, também conta-se que por diversas vezes, o povo hebreu, já como Israel, também foram tomados, por outros povos, como por exemplo, os Babilônios, Medo-Persas, e mais explicitamente ainda, os Romanos. E consta, que mesmo sobre este dominio, hebreus como José e Daniel, foram pessoas que adquiriram muito status, se tornando governantes. Ou seja, é um povo que soube o que era ser Escravo, Em Jeremias, podemos ver muitas lamentações a respeito disso. Sendo que na época, a diferença entre servo e Escravo, a grosso modo, era praticamente, que o escravo era uma espolia de Guerra. Ou seja, um pais que dominasse o outro, a população de tal passava a se tornar escravo; para maioria das civilizações na História foi assim, para a Grécia, no período Heleunistico, com Alexandre (O Grande), foi um pouco diferente, pois, ele tentou submetê-los, através da Cultura e filosofia (aliás, o que esperar de quem foi pupilo de Aristóteles). Voltando, após o flash histórico, servo, em geral, era quando era alguém do próprio povo. Como era 'os métodos de força' dos Donos, variava, conforme o Dono e etc. E claro, ainda mais para a época, era comum, métodos que apelavam mais para a dor fisica, fome e cede. E as vezes,  quando o número era absurdamente alto de escravos, trazendo problemas sociais, inclusive falta de controle, como os Romanos, até mesmo faziam esquemas para reduzir o número de escravos, sendo que, na maioria das vezes, ao invés de libertá-los, simplesmente matavam eles. Bem, se lermos a Bíblia, raramente iremos ver partes que falam quanto a Israel dominar a outros povos, e o que fizera com tais povos no sentido de como tratou-os quanto a trabalho, exército, se torturavam eles, e essas coisas. Todavia, temos o caso descrito de Rute e sua nora, que mostrou uma boa relação, um caso formidável.


5. A Lei Biblica, A Lei de Israel para com As Relações de Dono e o Submisso

Em Israel, havia Leis 'Trabalhistas' (digamos assim), mais explicito no Tora, nos livros de Exodo e Deuteronômio, as quais deveriam ser imperativamente observadas. Algumas descrevo  a seguir

a) Perdão e liberdade em 7 anos
"Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas ao sétimo sairá livre, de graça." Êxodo 21:2. Ou seja, apenas duraria 6 anos, o que normalmente acontecia por divida. E ao sétimo ano, era totalmente perdoado da divida (mesmo que não paga), e deixava de ser escravo ou servo.

b) Assim como se tornou escravo, assim sairá
"Se entrou só com o seu corpo, só com o seu corpo sairá; se ele era homem casado, sua mulher sairá com ele." Êxodo 21:3 
Suponha que marido e mulher, e um dos dois se tornou livre, então o outro iria ser livrado junto com ele. Ou seja, a sua família não deveria ser prejudicado com isso. Mas se ele, se casou durante a serventia, e não antes, a condição era diferente. A Justiça estava no sentindo em 'assim como ele entrou', 'assim irá sair', não deveria ser prejudicado quanto a isso.

c) O Direito de Continuar a ser servo, se assim ele quiser

"Mas se aquele servo expressamente disser: Eu amo a meu senhor, e a minha mulher, e a meus filhos; não quero sair livre, então seu senhor o levará aos juízes, e o fará chegar à porta, ou ao umbral da porta, e seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre." Êxodo 21:5-6

Olha essa que interessante, para o caso, de o servo QUERER CONTINUAR a ser servo do seu senhor (uma opção que não foi dada na Abolição da Escravatura Moderna). Se assim o quisesse, iria receber um furo na orelha, indicando que ele seria servo do seu senhor para SEMPRE. Ou seja, até a sua morte, o seu senhor teria que cuidar da família dele, e eles trabalhar para seus senhores. Aliás, repare com "eu amo a meu senhor", isto deixa explicito, que tais relações de trabalho deveriam ser amistosas e saudáveis, de modo a até mesmo o servo amar ao seu Dono.

d) Punição para quem ferir uma mulher grávida
"Se alguns homens pelejarem, e um ferir uma mulher grávida, e for causa de que aborte, porém não havendo outro dano, certamente será multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e julgarem os juízes." Êxodo 21:22
Se um a mulher grávida de um servo for ferida, e tiver que abortar, o marido dela irá impor uma multa para o Dono, se os juízes acharem justo. Onde já se viu uma Lei semelhante quanto hoje? Muito atualmente, nas últimas 2 ou 3 décadas, mais precisamente, é que vemos alguns direitos na nossa Lei para com as mulheres grávidas. E alias, semelhante ao modo biblico. O qual o marido colocaria uma multa e este seria julgado pelos juízes. Ou seja, assim como hoje, alguem processa o ex-chefe, ou uma empresa, estipula um valor de indenização, e os juízes julgam.

e) "Olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé"
O famoso verso "Olho por olho, dente por dente" (Êxodo 21:24), que hoje é usada com uma má conotação de VINGANÇA, no contexto é usado como conotação de Justiça e Punição. Ou seja, se o servo for ferido, por exemplo por uma briga, e no caso, uma mulher grávida morrer, então o Dono iria pagar com a vida. (verso 22) Ou seja, traduzindo nos dias de hoje, se uma trabalhadora grávida de uma empresa, sofrer uma agressão no trabalho e morrer, o Dono dela, o Dono da empresa, iria morrer. (era mais ou menos isso). E nos versos seguintes continua a dizer, coisas do tipo: Se alguem cegar 1 olho de algum dos servos, então, a sua divida será automaticamente perdoada, e ele será deixado livre. Ou seja, se fosse hoje, se você se tornasse servo de alguem porque lhe deve 100 bilhoes de dólares, e alguem ferir seu olho, e você ficar cego, toda sua divida será perdoada e você vai para casa. E por ai vai vários exemplos. "Olho por olho, dente por dente", queria dizer para os DONOS: "Se alguem sobre os seus cuidados, sofrer qualquer coisa, nem que seja perder um dente, você vai ter que pagar por isso, e libertá-lo." A Lei de Israel não era uma Lei 'negociável' como a de hoje é entre sindicatos e donos, não era uma Lei comoda, muito menos INTERESSANTE para os Donos, não visava fazer os donos ter benefícios, lucrarem, pouca responsabilidade; pelo contrário, era uma Lei de dar medo.Uma Lei muito invejável, a qual a Lei de hoje se distância exponencialmente favorecendo burgueses e ricos.

f) Proibido sequestrar, raptar, tráfico de pessoas
"E quem raptar um homem, e o vender, ou for achado na sua mão, certamente será morto." Êxodo 21:16
Raptar, sequestrar alguem para vendê-lo era totalmetne proibido, e a punição era a morte. Ou seja, escravizar como foi na época do Tráfego Negreiro, que sequestravam os homens de suas tribos na África. Segundo a Lei de Israel, a Lei de Moisés, tais pessoas seriam punidas com a MORTE, por terem raptado, sequestrado. E ainda mais, aquele que tratasse uma pessoa como uma "mercadoria", este seria morto. Era uma Lei extremamente dura. Mostrando claramente, a filosofia de Deus, qual é inadimissível desrespeitar a vida de uma pessoa, ou seja, não poderiam ser tomados a força; e ao mesmo tempo, inadimissível, para Deus, tratar um ser humano, a sua criatura, como uma 'mercadoria'. Quando mais, segundo a Bíblia, Deus resgatou toda a humanidade, do pecado, com o valor do Seu sangue, comprou a humanidade com a própria vida. É uma grande blasfêmia vender alguém, assim como os irmãos de José fizeram com ele.

g) Mantimentos e Condições para Recomeçar a Vida

"E, quando o deixares ir livre, não o despedirás vazio. Liberalmente o fornecerás do teu rebanho, e da tua eira, e do teu lagar; daquilo com que o SENHOR teu Deus te tiver abençoado lhe darás." Deuteronômio 15:13-14

Quando a pessoa era perdoa e libertada, o seu Dono tinha que lhe dar recursos básicos para se manterem e recomeçar a vida. Semelhante a MODERNA ideia do Fundo de Garantia e do Seguro Desemprego, isto já havia na Lei Bíblica. Digo, parecida, porque a moderna, isto é um custo, qual o dono tem que pagar, ou é descontado do salário do trabalhador; mas que para Israel, deveria ser dado como uma doação.

h) Repouso Sabático - 1 dia de folga / semana
"Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas." Êxodo 20:10
Assim como todo Israelita que observavam a Lei de Deus, os servos, escravos, tinham que guardar o 4º Mandamento - guardar o dia de sábado [O Memorial da Criação, Gênesis 2:3]. Era proibido trabalhar, nem o servo, ou escravo, ou seja quem fosse. Ou seja, eles teriam 1 dia de folga na semana, jornada de 6 por 1, sempre aos sábados. (claro podia ser mais do que 1 dia de folga, dependendo do Dono. Além das outras festividades israelitas).

i) Ajudar os pobres
"Quando entre ti houver algum pobre, de teus irmãos, em alguma das tuas portas, na terra que o SENHOR teu Deus te dá, não endurecerás o teu coração, nem fecharás a tua mão a teu irmão que for pobre; Antes lhe abrirás de todo a tua mão, e livremente lhe emprestarás o que lhe falta, quanto baste para a sua necessidade." Deuteronômio 15:7-8
Quanto as causas das dividas, que normalmente levavam a tal condição, muitas vezes se pensa: "Ah! A pessoa era pobre não tinha como se sustentar e acabou fazendo dividas." Mas até isso, a Bíblia contesta. Pois de acordo com tal, quem tinha como ajudar o podre, era seu dever ajudar. 


j) Proteção ao que tentasse fugir
"Não entregarás a seu senhor o servo que, tendo fugido dele, se acolher a ti; contigo ficará, no meio de ti, no lugar que escolher em alguma das tuas portas, onde lhe agradar; não o oprimirás." Deuteronômio 23:15-16
Um servo/escravo que tentasse fugir e fosse capturado, não deveria sofrer punição, muito menos ser morto, mas antes, deveria ser protegido. Esta Lei mostrava a misericórdia e benevolência com que as pessoas deveriam ser tratadas. E não o contrário como é hoje, que algo semelhante numa empresa, normalmente é tratado como uma Demissão por Justa Causa. Nas entrelinhas, está Lei dizia que se ele tentou fugir, é porque o Dono está sendo um péssimo exemplo, está desonrando a Deus, e deveria acolhe-lo, mostrar sua hospitalidade, pagar a divida que fez para com o seu servo e com Deus, por ter tratado-o não justamente. Os donos tinham que ser carinhosos com seus servos.


k) A Razão Destas Leis
"E lembrar-te-ás de que foste servo na terra do Egito, e de que o SENHOR teu Deus te resgatou; portanto hoje te ordeno isso." Deuteronômio 15:15

Há mais diversas outras Leis, e exemplos bíblicos que falam sobre esta questão de trabalho, entre tantos outros. Destaquei algumas que mostravam a relação de trabalho entre Dono (senhor) e servo e/ou escravo. Mas creio serem estas serem suficientes para quebrar qualquer argumento dos 'anti-cristãos' e 'ateus' para em dizer que a Bíblia apoia a escravidão. E para encerrar esta sessão, apenas coloco mais 1.

l) Empréstimos sem Lucro
"Ao estranho emprestarás com juros, porém a teu irmão não emprestarás com juros; para que o SENHOR teu Deus te abençoe em tudo que puseres a tua mão, na terra a qual vais a possuir." Deuteronômio 23:20
Sem sombras de dúvidas, esta é uma das Leis que mais me surpreende. Deixa claramente, que as relações de trabalho não deveriam visar o LUCRO, a exploração, o enriquecer a custa dos outros; e, especialmente, em consideração ao Empréstimo, não deveria ser tratado como um produto financeiro, como hoje o é. Hoje, de certo modo, o Sistema Financeiro Capitalista, mais especialmente, as Instituições Financeiras, como Bancos, o grande produto que as vezem LUCRAR e ganhar muito dinheiro, talvez o principal produto em volume financeiro e rentabilidade (mas falta eu avaliar números para ter certeza, mas acredito que seja). É o Lucro sobre empréstimos. Ou seja, emprestar R$ 10.000,00 para uma pessoa, e cobrar, como dívida, R$ 20.000,00, e assim lucrar R$ 10.000,00 nesta operação.

Quanto a esta Lei, eu certa vez eu até conversando com meu amigo Elcio questionei: "Mas isto é um absurdo! E os riscos de inflação? A pessoa teria prejuízo no empréstimo?" E o risco de inadimplência? Pensava eu? E o risco de capital, de ficar com o dinheiro parado, enquanto podia estar sendo investido ou rendendo de outros modos? E eu pensei muito sobre isso. Pois, literalmente, emprestar dinheiro, segundo a Lei Bíblica era sofrer um prejuízo. Isto deixa ainda mais claro os conselhos de Salomão em Provérbios quanto a ser fiador de alguem, ou emprestar algum dinheiro; que deveria se evitar isto, e que, ao mesmo tempo, deveria por condições duras, fazer contratos fortes como até mesmo "que a pessoa dê suas roupas como garantia" (ou seja, se não pagar, a pessoa fica nú, até pagar), para ter o seu empréstimo pago. Pois lembra de uma da 1ª Lei exposta? A pessoa poderia fazer uma divida de 1bilhão com você, se tornar seu servo para pagá-la, e, no máximo em 7 anos, seria perdoado desta divida. Ou seja, um calote absurdamente alto!!! Foi então, que depois de muito pensar eu compreendi, que está Lei explorava bem o caráter da Lei de Deus, e da Lei de Israel. Emprestar significava um ato de misericórdia, renúncia e sacrifício próprio. Não era comodo, não era lucrativo; mas pelo contrário, era literalmente por a mão no fogo, era se sacrificar por alguém, era ser misericordioso. Aliás, isto ficou mais claro ainda, quando Jesus fala sobre isso através de uma parábola (A Parábola do Credor Incompassivo, Mateus 18:23-35), o qual resumidamente, em essencia significa, Perdão, e diz assim:
"Por isso o reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos; ... Então o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida."

E vale a pena olhar mais sobre esta parábola, e ver o que ela falava sobre perdoar. Que devemos perdoar uns aos outros, mesmo as nossas dividas impagáveis. É nisso que se baseia o Reino dos Céus. É uma lição sobre perdão. As Leis Biblicas, a Lei de Israel, a respeito do trabalho de Serventia/Escravos, era uma Lei de Perdão, que testificava, com ações duras para os credores, perdoar os devedores. E é assim, como Jesus disse no modelo de oração que nos deixou: "Perdoe as nossas dividas, assim como nós perdoamos os nossos devedores." A Lei baseada no perdão!  

A Lei de Trabalho A Força em Israel, na Bíblia, significava A Lei do Perdão. Foi a esta conclusão que eu cheguei.

Eu até me perguntei como uma nação poderia ter uma saúde financeira assim? Pois é o totalmente oposto de hoje. Todavia, atualmente, o Mundo Capitalista Contemporâneo está lidando com este dilema. Os países mega endividados, as suas dividas estão destruindo a saúde das nações, como o caso da Grécia, que tem provocado uma crise e temores em todo o sistema financeiro do mundo. Além dos Bancos dos Estados Unidos em 2008. E até o momento, as melhores soluções encontradas fora o PERDÃO DAS DIVIDAS. Muitos bancos foram resgatados pelos Governos, e no caso, a Grécia, teve 50%, metade, da sua divida perdoada, muitos bilhões de dólares perdoados (ou como os mais pessimistas dizem, Um Calote Histórico). Claro, por um lado, os ricos, os bancos, países, credores de tais, sofrem as consequências disso, no quesito perder poder financeiro. Todavia, esta foi a melhor situação pensando no todo, pensando na própria saúde. E hoje, uma reflexão podemos pensar quanto a isso. Pois Israel, foi fundamentada numa Lei de Perdão, e hoje, se tornou uma das mais poderosas nações do mundo, os Judeus, sempre retratados como ricos, detentores de grandes Corporações e fortunas. Será, que não é isso que está faltando ao mundo hoje para melhorar sua situação politica, social, econômica...? Aprender a perdoar?


5 - O Caso de Jesus
Quando o Messias veio a Terra, a grande maioria, inclusive o próprio João Batista considerava que Ele livraria o povo das mãos dos Romanos. Todavia, em nenhum momento Jesus se opõe a isso, e ainda mais, deixou claro que não é disso que ele veio 'se importunar'. Mas se sujeitou a uma vida sob o dominio de Roma, pobre, com trabalhos pesados e humildes. E num momento mais tenso, os chefões de Israel, interessada nos próprios interesses, e no que todos tinham grande expectativa, tentaram o por contra Roma, perguntando, se era justo pagarem tributo a Roma. E a resposta de Jesus foi "dái a César, o que é de César e a Deus, o que é de Deus." (Lucas 20:25) Jesus deixando claramente, para pagarem os tributos e impostos de seus dominadores; para continuarem a sujeitar-se a eles; e ainda mais, ensinou, a trabalhar em dobro, metaforicamente. Quando disse, se alguem pedir para que ande 1km, ande 2; se te pedirem 1 real, lhe dê 2 reais; e assim, sempre atender em dobro o pedido da pessoa. E ainda mais, disse para amar e orar pelos seus inimigos. Em outras palavras, o exemplo de Jesus, era totalmente proposto a qual tipo de modelo Sindical de hoje, sobretudo o de boicotes, greves.. E além disso, Ele disse para ricos darem tudo aos pobres. Disse, para as pessoas não procurarem juntar tesouros neste mundo.

Em grosso modo, Jesus tentou deixar bem claro para as pessoas não serem interesseiras. Não fazerem seu senso de justiça pensando em recompensas, em ganhar algo, em enriquecer, em ganhar poder, em lucros, e coisas desse tipo. Pois como já afirmava as Escrituras, 
"Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores." 1 Timóteo 6:10 
 Ou seja, se formos pensar bem; este era tanto o desejo de escravos e servos quanto o dos Donos; ambos estavam no mesmo barco, só mudava a posição de cada uma, o Interesse, a Cobiça (proibido pelo 10º mandamento da Lei de Deus). E Jesus estava ensinando para ambos saírem desde barco, e irem para uma nova dimensão, a de, como Pedro, andar sobre as águas. Não precisam, do patrimônio, ou propriedade privada (barco), nem de poder de consumo (comprar o barco), apenas precisavam segui-Lo. O mesmo Jesus que replicava as palavras de Moisés (sim estava na Lei antiga também), amar ao próximo como a si mesmo, fazer ao próximo o que gostaria que te fizessem, ser um pacificador...


"Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus; "
Mateus 5:5-9


6 - Conclusão Final
Não há acordo entre o modelo Bíblico de Leis que deveriam reger seus cidadãos quanto a questão de escravos e servos, além da filosofia da moral biblica de como deveria ser o comportamento, e o modo de lidar com o próximo. Ou como em Isaias 58 anuncia,

"Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes livres os oprimidos, e despedaces todo o jugo?
Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres abandonados; e, quando vires o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne? "
Isaías 58:6-7

Não há conciliação da Bíblia para o modelo de Escravatura que houve nos séculos recentes; sobretudo, para com a violência, ou exploração, ou tráfego. E além disso, já impunha Leis Trabalhistas, muitas quais, apenas muito recentes, nas últimas décadas, através de greves, entre outros protestos, em muitos lugares do mundo criaram Leis Trabalhistas palidamente semelhantes em teor de justiça e comprometimento do dono, do rico; pois a de hoje, foram feitas através de 'negociar', ou seja, ainda tem um certo grau de conforto para os Donos, patrões; enquanto que a biblica, foi imparcialmente feita pelo Senhor, ou pelo Moisés (como alguns alegam), que era o Lider de Israel, mas qual fez Leis que fossem extremamente duras para com os Donos que não cuidassem muito bem dos seus servos; e que por cima, em 7 anos, de um jeito ou de outro, não importa o que fosse, seriam libertados. E acima de tudo, está Lei, e o trato deste relacionamento entre 'quem manda e quem é mandado', tinha que manifestar o caráter de Deus, como exemplificado com Jesus, e sobretudo, a respeito do Perdão Divino; pois financeiramente, quem sempre saia perdendo era o dono, o credor, o patrão; mas a este, Deus prometia bençãos sem medidas. Era uma Lei contra o a Exploração, o Interesse e o Lucro e fundamentada no Perdão e Amor ao Próximo. Tal semelhança, não podemos encontrar nos modelos de trabalho em nenhum lugar no mundo na História, seja no Mercantilismo, seja no Capitalismo, tampouco na Abolição dos Escravos em 1888.