28 maio 2009

4ª Sinfonia de Tchaikovsky

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A 4ª Sinfonia de Tchaikovsky é uma obra única e extraordinária. A primeira vez que ouvi foi no final de março - se não me engano - no Teatro de Santo André, tocada pela Orquestra Sinfônica de Santo André sob a regência de Carlos Moreno. Dez daquelas primeiras notas puxadas pelos metais, e já me apaixonei pela música e a ouvi atentamente até o final; mas sinceramente, na primeira vez não consegui entender nada, apenas “curti” a música pela música; mas logo que cheguei em casa, baixei da Internet e comecei a ouvi-la; creio que escutei umas 20 vezes ou mais, em pouco mais de 2 meses, até que me acostumei com o som, entradas, conversas. E no último mês, escutando mais atentamente, além de pegar uma partitura e tentar acompanhar a orquestra com o meu trompete... - o que é embaçado, ler num andamento de 160 colcheias por minuto é fogo!!! Mas estou melhorando, já consigo ir nuns 145. - decidi fazer uma análise interpretativa.

Bem, quanto a interpretação, primeiro vou fazer umas colocações mais específicas dos momentos da música, para depois uma análise visando mais o geral.

1º Movimento – Andante sostenuto

Numa idéia geral ele é uma introdução mostrando uma visão de importância dos temas tratados, das memórias passadas, do claro e do escuro, dos momentos tristes e alegres, e a consideração, com os metais dando ênfase em ressaltar essa solenidade, importância e atenção do tema do destino: daquilo que de fato ocorre na vida, querendo ou não.

[0 – 1:05] As trompas e demais metais dão o forte e distingue anuncio de atenção, o qual não se costuma ver nas outras sinfonias, tampouco na primeira nota do primeiro movimento. A intenção não é outra, é chamar a atenção sim, com força total, é um berro, um estrondo tão forte, maior do que qualquer outra coisa que você já deve ter ouvido, é como um trovão, um raio; o qual ainda é reforçado com aquelas inesperadas pausas repentinas que mais parece um impacto de um cometa na nota final do bombo sinfônico. Esse anuncio de atenção porém, é diferente do que se vê no quarto movimento, este é muito solene, está anunciando que tem algo MUITO IMPORTANTE a dizer, não é para fazer o pessoal pulae das poltronas, pelo contrário, é para encravar a bunda dos ouvintes nos acentos, e abrirem bem ouvido, congelarem e prestarem o máximo de atenção no que a música tem a dizer.

[1:05 – 5:16] As madeiras e as cordas tomam a cena introduzindo uma questão importante que será muito tratada na música, misturando todas essas coisas, porém não é bem uma mistura, tudo faz parte, tudo está unido, inseparável, mas ao mesmo tempo, bem marcado em momentos. As violas e cellos dão aquele teor fortíssimo de profundeza, que aquilo de fato significou e significa muito, mas com um certo arrependimento, tristeza; e no final, uma alegria passa a crescer e desenvolver.

Ponto: [3:35 – 4:45] Se observa ali um valor praticamente materno. Se era consideração de Tchaikovsky para com a sua vida, talvez questões praticamente maternas com a vida, ou para com sua amiga, ou outro, não sei. Mas ali se vê um valor da magnitude e caráter do ramanho do valor materno, é claramente expresso.

[5:16 – 7:36] O cenário muda e agora vemos algo muito mais voltado para amizade, brincadeiras, segredos, o amigo confidente; é como se visse um retrato da infância e dali lembrasse das travessuras, inocência e dos amigos da época.

[7:40 – 8:48] Há uma renovação dizendo o quanto tudo isso foi valoroso; há um forte reconhecimento, a idéia mais idealística de gratidão passa a surgir; de modo, que vemos uma imagem anuviada, mas que no fundo se sabe que se trata do amor verdadeiro; não do amor que se tem por uma mulher, um relacionamento em si, mas o amor amor mesmo, aquele valor máximo que excede todas as coisas.

[8:48] Mais um forte chamado. Nos lembrando do inicio da sinfonia; praticamente no meio do primeiro movimento; talvez fazendo o mesmo chamado, para a parte final do movimento.

[9:00 – 12:20] Alguns momentos difíceis da vida. Contudo, não consegui interpretar muito bem e definir, o que alguns instrumentos conversavam, creio que seja algo do tipo “Passamos por isso [essas dificuldades] juntos.” Não consegui observar essa colocação no singular.

Ponto: [10:37] Ressalta a importância do companheirismo, quando parecia que estava todo desesperado. E numa resposta, acho que dos violinos 2, vemos a frase “Você estava lá.” Contudo, acho que também poderia ser, uma colocação de auto-reconhecimento “Passei/passamos por isso.” Ou podia ser "Por que isso foi acontecer?" (são semanticas muito próximas, no modo como foi dito)

Ponto: [12:08] Uma ênfase concluindo novamente o valor dsso. Creio que nesse momento, Tchaikovsky se prendeu e desenvolveu uma harmonia que buscasse abrir nossos olhos e observar que o valor disso é algo grande demais, que quebra, rompe, vai para fora de nossas medidas.

[12:22 – 14:50] Semelhante ao que vimos por volta dos 5, 6 minutos. Mas com uma cara mais adolescente, mais jovem, praticamente uma juventude. Brincadeiras, aventuras; mas não numa intensidade tão infantil e com uma idéia muito próxima, é como se não chegou a aproveitar tudo o que podia. Aos 14 minutos vemos uma espécie de conversa de perguntas, mas sem respostas, do tipo: “Lembra disso?”

[14:50 - ] Uma rápida visão geral de todas as coisas passadas, quase que uma rápida folheada no diário, onde só se vê algumas fotos maiores e de destaque; e todas elas já foram ditas na música.

[15:30 - ] Há mais um chamado. Uma chamado como no primeiro, porém meio que dizendo: “Acha que ouviu de tudo? Sente-se, inclina seus ouvidos, preste atenção, que isso foi apenas uma introdução, agora vem o denso.” E então se há uma rápida finalização dessa introdução, muito bem feita, pois não termina a música, como vemos em algumas sinfonias. Ela puxa a idéia do segundo movimento tendo-se tudo o que se viu em mente; e dá uma vaga idéia do que apenas viria no quarto movimento.

[17:00] Fecha-se o movimento colocando a essência desse movimento. Não consegui compreendê-lo o que é exatamente (Dizem ser o destino). Mas posso dizer que é muito forte, era para ser eterno, mas há um certo desgosto por ser limitado; é meio amargo.

2º Movimento – Andantino (canzona)

Esse movimento começa com o oboé, com toda a sua expressão triste e melancólica refletindo, de modo um pouco cansado e desabafando consigo mesmo, sincero. É como no final de um dia trabalhoso, você senta-se em algum lugar tranqüilo e começa a pensar no dia, na vida, porém, arrastado pela melancolia, tristeza, decepção; há a tentação de se entregar a total desesperança, chutar o balde, chutar a vida.

E essa reflexão vai se tornando mais séria, profunda; ao mesmo tempo, que paralelamente a harmonia vai crescendo, se tornando mais forte. É como se apesar de olhar tudo aquilo, começa a se retirar algumas lições, alguns fragmentos de realização e esperança.

[3:00 – 3:40] É um momento mais forte dessa reflexão, até que a flauta (se não confundi o timbre com outra madeira) entra mostrando uma certa saída, uma perspectiva; uma idéia “O que construí até aqui.” E essa idéia vai sendo trabalhada e aumentada ao ser observada e relatada por outros aspectos, pontos de vista, assim como convida os outros instrumentos, numa espécie de momento de grande conversa: “É isso.” “Aconteceu aquilo.” “Verdade, teve isso.” “Uma esperança?”... várias palavras, frases e idéias vão sendo jogadas, por várias pessoas, e ficando mais claro.

[4:56] Marca o fim dessa cena crescente de luz; um breve auge, com a entrada do tímpano e trompete. Depois há uma volta àquela mesma cena do começo, de reflexão, em meio à muitas recordações. (repare bem, na sutileza da flauta de fundo... mostrando que há um raio de esperança sempre presente nessa mesma abordagem triste)

[7:35] A nuvem escura começa a passar e o sol a aparecer. O eu lírico começa a sair da fossa.
[por volta dos 8min] Passa a haver a conclusão do tema central desse segundo movimento. De modo deixando a idéia: “É duro, difícil mesmo, muita dor, dificuldade há na vida.” Mas com uma postura de “Eu consegui sobreviver a tudo isso. Posso encarar.”

[9:10 – fim] O fim do movimento termina com questionamentos, incertezas, dualidade; para ser sincero, creio que mais que dualidade, um conflito forte entre a luz e o escuro. A luz parece vencer no geral, mas ela não fica totalmente; essa plenitude não se alcança. Será que há uma sugestão que a felicidade é utópica, deixada por Tchaikovsky? (na melancolia parece que sim, mas no decorrer da sinfonia, vemos uma outra conclusão)


3º Movimento – Scherzo – Pizzicato Ostinato

É uma doideira esse movimento. Não dá se saber se o cara de repente fica louco, tem alucinações, se está bêbado, ou se tornou um impressionista; a melhor cena que me vem em mente é de ficar pulando, cavalgando como um louco nas estrelas.

[0:00 – 1:45] Você simplesmente fica para cá e lá, como que boiando sobre as ondas de um mar que ficam mudando de direção e nada fica definido. Será que Tchaikovsky está mostrando uma certa tentativa de fuga da questão?

[1:46 - ] Há algo novo, criativo. Há beleza naquilo (parece que o objeto é a vida). Mas que e torna claramente estranho; há novamente uma fuga da racionalidade e da sobriedade; simplesmente a pessoa passa a “viajar na maionese”.

[ 4 minutos ] Aí a coisa é toda misturada de novo. Me fez até lembrar de quando estava lendo Macunaíma, é bem aquilo. Agora sim aprecio o trabalho e dedicação do pessoal da corda para conseguir tocar e interpretar isso.

[ 5 minutos ] momento crescente da loucura, mas com cara de sóbrio. E essa loucura foi terminando, e a sobridez ficando mais forte e clara. Até que de repente, BOOM!!!


4º Movimento – Finale – Allegro con fuoco

[ Começo ] – BOOM!!! Não, não tem nada a ver com aquele inicial do primeiro movimento, apesar de forte e poderoso. É uma BOMBA, uma bomba de ânimo MUUIIIITO FORTE mesmo, que destrói e, de uma vez, todo aquele sentimento, mal estar, melancolia, depressão, desanimo, do segundo movimento "vai pro espaço", e que acaba com aquela doidera da incerteza do terceiro movimento; enchendo com ânimo e certeza do que será tratado agora: a conclusão final de tudo isso.

É um BOOM forte, mas pode ser visto também como uma reflexão histérica com bom ânimo para cima, saindo dessa melancolia e pegando os gostinhos aos poucos dessa carga de animo depositada; e vai se apegando mais desse gostinho, e mais, e mais, até que se encanta com graça e majestade [ 0:17 – 0:46].

[ 0:47 ] Mais poder ainda! Mais energia. Mais forças. Mais ânimo!

Então dá mais uma volta no quarteirão até que entra numa musiquinha:

[ 0:56 ] A musiquinha, até parece que saiu da sinfonia e entrou em outro lugar. É um convite a entrar na dança. Um convite a alegria, a sair da fossa. A essência agora é “meu, tenha alegria!” “Você pode encarar a vida com alegria.” "Venha dançar comigo que eu te mostro, coloco, alegria!"

[ 1:13 ] A profundidade desse poder de transformar o escuro em claro.

[ 1:35 ] Uma lembrança da dificuldade... é profundo. O agravamento dessa dificuldade, desse conflito, de quebrar as próprias cadeias é destroçado pelos trombones e tuba[?].

[ 2:35 ] Uma saída.

[ 2:48 ] Um desespero para sair. Porém, é como uma sugestão, como se alguém te pegasse pelos braços e começasse a te balançar falando bem forte: “Meu! Está me ouvindo? Sai dessa!!!! Anima-te!!!”

[ 3:00 ] Novamente, o BOOM. Mais uma injeção de energia. De ânimo. Essa é a ênfase do movimento.

[ 4:00 ] Há uma queda... uma recaída... De modo que aos 4:35 os violinos puxam para algo simplesmente desconcertante.

[ 5:35 ] Metais puxam tal ao clímax! Ao ponto de romper! De modo que aos 5:29 os pratos indicam a chegada a este ponto máximo, os trompetes puxando para cima, jogando a questão, “quase rompeu!” “É aqui!” “é o máximo”; e os trombones e tuba puxando a base e sustentação solene forte, importante, potente, profunda, da questão; dá quase para ter um ataque, uma convulsão em você; de tão forte, como esse “reclamo” dos metais desconcerta nossa alma, de tão profunda e forte que é.

[ 5:45 ] O Trovão!!! Que lembra aquelas pausas sinistras da abertura, mas que há uma forte diferença, como na presença dos pratos; é um fechamento, um toque final mais agudo; enquanto que o da abertura, mais grave. Mas sim, se trata de mais uma chamada de atenção. E quase que um efeito sonoro de parada cardíaca – hehe. Em seguida é como se a tempestade passasse, ou se literalmente a pessoa desmaiasse. A idéia de um infarto, de uma morte parece cair muito bem. Algo que foi crescendo em tal intensidade, que o coração explodiu, morreu; e que agora, veríamos de fato a vida. Não será que foi a morte dessa cadeia, da depressão?

[ 6:41 - final] O ressurgimento final. É a libertação da vida. Praticamente um renascimento. É a energia ao máximo!!! Esse ressurgimento, nascimento, começa indo devagar. É como se a pessoa após ter caído, levantasse meio atordoada, e visse um objetivo, a liberdade, a vida, a felicidade, a alegria. E então ela começa a andar em direção àquilo, então há um aumento no ritmo, na velocidade, a pessoa começa a apressar os passos, mas ainda é insuficiente, aí ela começa a correr, e a correr mais, e mais... até que corre e corre e corre com tudo, o máximo que puder, com todo coração; igual um louco, até que então, chega, e AGARRA esse prêmio.

Ponto: [7:33] A mensagem foi dada. E agora, Tchaikovsky passa a finalizar o tema. Há todas aquelas saudações “obrigado.” “Muito obrigado.” “foi um prazer” “espero que tenham apreciado a música”. E nessa finalização vemos o fim do escuro; não vejo uma sombra dele.

[ Término ] O término é dado por conta dos metais (aliás, instrumentos MUITO exigidos no último movimento). É interessante notar a dinâmica e harmônia final dos metais: fazem lembrar da importância, solenidade... é como se pronunciassem no mais profundo das idéias, essas três fazes em uníssono: (1) “Lembram-se”, (2) “A mensagem foi dada”, (3) “Estou selando a carta (a mensagem)”.

Fim.

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Não há como no final você não estar com os olhos e a mente arregalados e suspirar: “Ual.”

Observando agora num ponto de vista mais geral. O tema tratado aqui é quanto a algo que é um fato que ocorre na vida; são os altos e baixos da vida; são as amargar lembranças de um passado que já ocorreu; são as decepções (no caso, Tchaikovsky teve uma no seu casamento); de modo, que a felicidade, a alegria plena nunca será plena, constante; quando parece que vai ser, vem algo e derruba agente.

Em nenhum momento Tchaikovsky diz que essas pedras, tropeços, fundos do poço são coisas simples. Não, ele demonstra em alguns momentos, em todos os movimentos que é ao ponto de ‘rasgar a alma’, como se fosse um leão que viesse enfiasse as garras no peito e abrisse com a maior fúria e destruição possível, te arregaçando para valer mesmo. De modo que é muito mais do que o choro da Serenata Noturna de Beethoven; pois não é tão temporal assim, é algo duro, que suas cicatrizes podem durar a vida toda. Tchaikovsky diz isso, mostra isso na música. Até no Scherzo, vemos que a pessoa fica louca.

Ele também fala do fato de que essas coisas ocorrem sem avisar muitas vezes, de repente na hora que estava bem, mais uma queda, mais uma lembrança amarga. Mas ele também admitiu que muitas vezes não estamos só, que há companheiros, há pessoas que nos ajudam, que nos dão forças para suportar. No primeiro movimento vemos um forte reconhecimento disso e um elevado sentimento de gratidão e significado.

Mas aí ele chega no quarto movimento e diz que tem uma luz no fim do túnel. E que lá fora há um paraíso. Que é possível passar e libertar-se de toda essa angústia, sofrimento. Que é possível viver, ter alegria, de ver o sol raiar de novo. Me lembra da sinfonia Heróica de Beethoven, em que tal relata da própria superação quanto a sua perda auditiva. Há uma libertação dessa fossa, melancolia, desgosto da vida. Todas aquelas coisas ruins, momentos escuros na vida vão ocorrer, mas liberte-se da tristeza, seja feliz, passe por tudo isso, mas no final, sorria, olhe para o sol, abra os braços e grite do fundo do peito “Uh HUUu!” Há uma vida. Agarre a vida, agarre as valores, as pessoas, amigos, e lute, grite pela liberdade, pela felicidade. Pois mesmo quando você está no fundo do poço, sem forças, desmaiado; vem a vida e te convida para dançar uma valsa com ela.

Essa ênfase dada ao quarto movimento é tão forte que se alguém 20 anos depois se lembrasse da música, Tchaikovsky gostaria que ela só conseguisse lembrar do quarto movimento. De modo que se a quarta sinfonia fosse uma laranja, e a espremêssemos, a essência seria o “Allegro”; e que assim deve ser a nossa vida; de modo que possamos espremer nossa vida e dizer “a alegria, a felicidade foi a essência dela”. É tão forte a exigência desse quarto movimento, é uma luz e claridade que quer acabar com a menor sombra possível - os metais que o digam.


Essa é a minha analise e interpretação feita até o momento, naquilo que escutei com atenção nesses últimos meses. E alguns trechos até toquei [trompete], tentando acompanhar a orquestra. Espero ter feito uma boa interpretação, já revisei várias vezes, ouvi diversas vezes. E gostaria de saber o que diriam os grandes intérpretes de Tchaikovsky, maestros e estudiosos da música. Se eu cometi algum erro, interpretei algo errado, por favor, me digam, se quiserem acrescentar algo também, fiquem a vontade.

Deixo aos leitores duas análises criticas dessa obra de arte, que achei muito interessante, e que talvez possa ajudá-lo a compreender melhor o que o mágico, infinito e fantástico mundo das idéias musicais tem a nos dizer nessa sinfonia:



“O compositor escreveu para Madame von Meck em 1878, é realmente o fanfare primeira ouvida na abertura ( "o kernel, a quintessência, o chefe pensamento de toda a sinfonia "), que significa" Destino ", sendo este" o que impede que um mortal poder de atingir a meta de felicidade ... Não há nada a ser feito, mas para apresentar a ele e lamentar em vão ". Como o compositor explicou ele, o programa do primeiro-movimento é "aproximadamente", que "toda a vida é uma alternância ininterrupta da dura realidade com rápida passagem sonhos e visões da felicidade ...". Ele foi sobre: "Não existe paraíso ... Drift, naquele mar até que engulfs e submerges você em suas profundezas." “



Faça o Download dessa sinfonia: Clique aqui.

26 maio 2009

ENEM e o Sábado

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Hoje fui atraido por uma noticia do Estadão - "Data pode impedir que judeus e adventistas façam o Enem" - e fui impressionado com algumas colocações ali.

1. "Enquanto vestibulandos de todo o País discutem as mudanças do Enem, alunos judeus e adventistas temem ser impedidos de prestar o exame, por motivos religiosos. A proposta inicial do Inep é realizar as provas em 3 e 4 de outubro, sábado e domingo, à tarde. Mas tanto judeus ortodoxos quanto adventistas são proibidos de escrever até o anoitecer de sábado, dia sagrado."

Essa colocação, infeliz, de Bruna Tiussu, escandaliza a religião. Pois em primeir lugar, ninguém é impedido, tão pouco o cristão; pelo contrário, ele tem a liberdade de optar por guardar o sábado ou não. E a palavra "temem" também foi forte. A religião que proibe não é religião. Temer o quê? Quando o que de fato sim ocorre, e cada vez mais no Brasil, são essas ações questionáveis (ENEM e Vestibular Unificado) e inflexíveis de modo a tentar igualar o modo, dia, hora em todo o país; mas que isso acaba não servindo para algumas pessoas que são simplesmente deixadas de lado, com pouco caso.

2. "A opção dada pelo Inep aos chamados candidatos sabáticos é a de que entrem nos locais de prova e fiquem em salas reservadas até o por do sol, quando começariam o exame. Líderes adventistas já concordaram com a proposta, mas os judeus não: o domingo do Enem cai no feriado do Sucot, quando valem as mesmas restrições do sábado."

A opção dada é vergonhosa, imagine o canditado ter que ficar literalmente trancado dentro de quatro paredes a tarde toda para só então depois, ao anoitecer realizar a prova. Logo, chegar tarde da noite em casa, para então comer algo e ir dormir, pois logo no dia seguinte haverá outra prova. É lógico que isso afeta o candidato, para começar a situação se torna diferente das dos demais; se essa é a solução, então que faça o mesmo com TODOS os alunos, trancando-os na sala a tarde toda para iniciar a noite, ou então mudando o horário da primeira prova para após pôr-do-sol.

Contudo o que mais me intrigou foi a atitude da instituição adventista (IASD) - concordaram. Isso foi jogo politico, cedeu valores. Na Bíblia temos claramente os princípios do motico e razão pelo qual se deve guardar o sábado, e o que significa guardar o sábado - que diferentemente do que disse Bruna Tiussu não é "proibidos de escrever":

"Se desviares o teu pé do sábado, de fazeres a tua vontade no meu santo dia, e chamares ao sábado deleitoso, e o santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias palavras, então te deleitarás no SENHOR, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do SENHOR o disse."
(Isaías 58:13-14)

É um dia onde simplesmente não é um dia em que buscamos fazer a nossa vontade; buscar nossos interesses, ambições seculares; um dia sim inteiramente voltado para o Criador. E uma vez que se erra o valor atribuindo que o "problema" é o de "fazer a prova", se cai na questão do farisaísmo do tempo de Jesus. Qual é a diferença, dentro das Escrituras, entre fazer prova (pensar em diversas temas e escrever) e a diferença de ficar trancado dentro de uma sala?

É um "escape" que convém ao professo cristão, melhor assim o é pensar para tal. Partindo do pressuposto que dentro ali de uma sala, trancado, ele não estará cuidando dos próprios interesses, e adorando a Deus, assim como um sábado o deve ser. Não é isso o que vemos nas Escrituras; só o ato de no sábado ter que se preparar e deslocar para tal lugar, já mostra qual realmente é o "interesse"; só o ato de encarar essa prisão mostra a mistura que a pessoa faz entre o valor do sábado com o interesse secular.

Sim, ela pode levar uma Bíblia para ficar lendo-o, estudando, orando, e mesmo compartilhando coisas se outras pessoas ali estiverem. Porém, ela ainda está ali, no sábado, por um interesse. O que me lembrava muito bem de quando participava de um campeonato de futebol e que os jogos eram de sábado por volta do pôr-do-sol; eu me preparava para o jogo e ia para o local, mas só começava a jogar (às vezes) quando desse a noite chegava. Não vou ser hipócrita comigo mesmo, eu queria fazer do meu jeito, estava pouco me ligando para o sábado, mas ligando para o "temor" e a "obrigação" de guardar o sábado, estipulei de modo leviando e conveniente o que seria guardar o sábado, e fui, sabendo em minha consciência o pecado, mas preferindo acreditar que de nobre, algo havia em minha atitude, "que Deus não se zangaria" comigo. Porém, eu sabia que me enganava; mas optei por tal.

E de fato, a IASD transmitiu a idéia que no sábado é proibido escrever, é proibido pensar em português, matemática ou biologia; e que não há erro algum em ficar trancafiado, preso, fazendo nada, e na ociosidade. O valor do sábado lançado por terra. Para alguns pastores e lideres da instituição, esse direito de ficar trancado é uma vitória, um triunfo, uma bênção de Deus; quando na verdade é mais um sinal de Laodicéia, de corrupção para com os valores do mundo, talvez não se joga o sábado por terra como o fez a ICAR, mas jogou um caminhão de areia sobre.
Porém liberdade religiosa se limita a pessoa "observar" o acordo feito entre o Estado e a Igreja? Sendo que tais acordos deveriam existir? E o Estado Laico, como que fica? Historicamente sabemos no lugar em que esses apertos de mão dão.

Sim, todo esse sistema de ensino brasilieiro é lamentável, o objetivo da educação brasileira - formar cidadãos - mais lamentável ainda; esse foco em se adquirir números e incluir pessoas na faculdade jogou a educação pela janela do centésimo andar. O Estado quer formar o homem num robo, quer robotizar a educação no Brasil. Primeiro, a luta pela imposição do Darwinismo, depois, a exclusão do criacionismo das ciências; depois, querem "ensinar" crianças de 10 anos a usar camisinha e fazer sexo; agora haverá o 'ensino' do homossexualismo; agora, vemos uma estatização dos cursos supeiores e ingresso neles; e quanto aos valores religiosos, a liberdade, a guarda do sábado, também deixam de conto, como se fosse um espinho, que propos então quebrar a ponta do espinho, e o espinho aceitou.

Não é por menos que esse caos na educação ocorre. Um país que gasta milhões na luta contra a violência, o tráfico, a corrupção, mas que não consegue evitar que os futuros "cidadãos" sejam pacificas, temperantes, sóbrias e honestas. Não me surpreenderia se daqui alguns anos fosse proibido de ser Bíblia nas escolas - mas o Henry Potter (escrito por uma satânica que fez pacto com o *) já se incentiva. Talvez o ensino católico não fosse afetado, visto ser um pais de maioria católica e de forte presença da Opus Dei, tal que já aderiu ao evolucionismo e BigBang, talvez as instituições protestantes e mesmo israelitas estejam com os seus dias de liberdade contados - se já não fora retirado.

Felizmente eu já me ingressei no curso superior na USP, antes dessas coisas. E deixei de prestar alguns vestibulares porque só podiam ser feitos no sábado. Mas o que dizer dos meus amigos e conhecidos que prestarão vestibular esse ano e nos anos seguintes? Meu amigo Marino veio conversar comigo no sábado sobre isso, a filha dele, Paola, está estudando para entrar em medicina, um curso super concorrido, e que os "pontinhos do ENEM" fazem diferença. Um pais que diz "Universidade para todos." Cria ProUni (o questionável) para os pobres , cria cotas para ingressar quem tem mais melatonina; aumenta o número de vagas nas universidades, lotam as salas de aula, permite o surgimento das "Uni. UWÂRVIX" da vida que sugam o dinheiro dos alunos e lhes dão um diploma de areia. Mas que nunca lidou seriamente com os alunos que tinham aulas na sexta a noite e no sábado; e que agora, colocam mais uma barreira para esses. Qual será a próxima?

E em meio a tudo isso, vemos o exemplo de uma garota dizer: "Prefiro estudar mais para compensar a falta da nota do Enem na Fuvest", diz Mike Khafif, de 16 anos.

Esse é o meu MEC.
Esse é o meu Brasil.
Um país de todos.

20 maio 2009

Ruído Misterioso

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JAMES ALEXANDER
da BBC

Há décadas, pessoas em várias partes do mundo dizem aos médicos ouvir um roncar grave e persistente, de origem misteriosa e inexplicável.

Alguns acham que a culpa é do gás encanado ou das redes elétricas. Outros acreditam que seus ouvidos estão danificados, ou apelam para teorias conspiratórias para explicar o ruído.

Após anos de pesquisa, o audiologista David Baguley, do Addenbrooke's Hospital, em Cambridge, na Inglaterra, acredita ter chegado à origem do problema: os ouvidos de algumas pessoas estariam ficando supersensíveis, sugere o especialista.

Baguley disse que está trabalhando para desenvolver um tratamento para o problema usando técnicas de psicologia e relaxamento.

Fenômeno global

"É um tipo de tortura, algumas vezes você quer gritar", diz uma ex-diretora de escola, a aposentada britânica Katie Jacques.

Jacques disse à BBC que ouve um barulho grave e constante, como o de um motor a diesel. Segundo ela, o ruído é pior durante a noite.

Testes de audição não conseguiram identificar qualquer problema nos ouvidos da aposentada. E, um detalhe importante, ela disse que só ouve o barulho quando está em casa.

Experiências semelhantes à de Jacques foram relatadas em várias cidades do mundo, de Vancouver, no Canadá, a Auckland, na Nova Zelândia.

E o problema parece estar crescendo, de acordo com a Low Frequency Noise Sufferers' Association, entidade que representa pessoas afetadas pelo problema.

A associação disse já ter sido contactada por 2 mil pessoas, e entre dois e três novos casos são relatados semanalmente. A maioria das vítimas é de mulheres com mais de 50 anos.

Teorias da conspiração

Vários componentes da vida moderna foram responsabilizados pelo problema: transmissores de telefonia celular, lixo nuclear e até comunicações de baixa frequência feitas por submarinos.

Também há muita especulação na internet sobre atividades militares secretas, contatos com alienígenas e até complôs de governos.

O misterioso ronco chegou até a ser tema de um episódio da série de ficção científica de TV Arquivo X.

O audiologista David Baguley calcula que um terço dos casos tenha origem no ambiente, o que permite que o problema seja localizado e resolvido.

"Pode ser um refrigerador ou um ventilador industrial, ou uma peça de maquinaria pesada em alguma fábrica local que está causando a perturbação e que pode ser desligada", disse o especialista.

Na maioria dos casos, no entanto, não há um ruído externo que possa ser gravado ou identificado.

Sensibilidade

Baguley explica que cada um de nós possui um controle interno de volume, que nos ajuda a amplificar ruídos baixos em momentos de perigo ou de concentração intensa.

"Se você está sentado perto de uma mesa esperando pelo resultado de um exame e o telefone toca, você se assusta", disse. "Se está esperando o adolescente chegar em casa depois da festa, a chave na porta faz um barulho alto, porque seu volume interno está supersensível".

Segundo Baguley, este é um mecanismo em que nos apoiamos em momentos de tensão, quando queremos que nossos sentidos estejam em alerta máximo.

O problema, no entanto, ocorre quando um indivíduo foca sua atenção em um ruído inócuo de fundo, e este ato de concentração aciona o botão de volume interno, aumentando o som.

"Isso se torna um ciclo vicioso", ele explica. "Quanto mais a pessoa se concentra no barulho, mais ansiosa e temerosa ela se torna, o corpo responde amplificando ainda mais o som e isso causa ainda mais incômodo e estresse".

Tratamento

Para tentar romper esse ciclo, Baguley está atualmente trabalhando em um projeto com o laboratório de acústica da University of Salford, em Manchester.

O estudo usa psicologia e técnicas de relaxamento para ajudar os que sofrem do problema a ficarem menos agitados e perturbados com o som.

O experimento ainda não foi concluído, mas Baguley disse que os resultados iniciais parecem promissores, permitindo que o barulho diminua e, em alguns casos, cesse por completo.

"Há anos tenho visto pessoas com este problema na minha clínica e tem sido difícil encontrar respostas, mas agora há esperança".

A aposentada Katie Jacques, no entanto, não está convencida. Ela continua achando que o barulho vem de fora, e não de dentro da sua cabeça.

"Não sei como posso explicar para as pessoas, mas isto [o ruído] não está na minha cabeça. É como se houvesse algo na sua casa que você quer desligar e não pode. [O ruído] está lá o tempo todo".



Nota:

Eu sou uma pessoa com um ouvido muito sensível, não sei se é mania mas costumo prestar atenção em cada som. Poucas não foram as vezes as quais eu não conseguia dormir por causa do barulho do "ponteiro do relógio" que estava na cozinha, ou pela água correndo na tubulação; sons de animais (cachorros, gatos) então... Sem contar quando está tendo alguma baladinha, barulho de festa longe e o som chega em minha janela. Eu simplesmente não consigo dormir. Porém, já com barulho de carro, ou gente conversando, consigo - isso me intriga.

Até agosto do ano passado eu estava tendo uma séria crise para dormir, levando mais de 1 hora para conseguir pegar no sono e dormir, mesmo deitado, por causa dos barulhos; até a vibração do motor da geladeira me chamava a atenção; até acordando durante o sono. Então comecei a usar protetor de ouvido para dormir. Foi uma das melhores coisas simples que mudou a minha vida. De inicio incomodava um pouco, mas depois acostumei, e é simplesmente colocá-lo, fechar os olhos e dormir; ele elimina todo o ruído de fundo em que o volume não seja muito forte; mas em geral, ele deve abaixar pelo menos uns 30 db; se for algo sem muita potencia então, ele elimina o som; e mesmo o som que sobra, ele abafa, não incomoda; dá para dormir.

19 maio 2009

A verdade é relativa?

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Protágoras: "A verdade é relativa. É somente uma questão de opinião."
Sócrates: "Você quer dizer que a verdade é mera opinião subjetiva?"
Protágoras: "Exatamente. O que é verdade para você, é verdade para você, e o que é verdade para mim, é verdade para mim. A verdade é subjetiva."
Sócrates: "Você quer dizer realmente isso? Que minha opinião é verdadeira em virtude de ser minha opinião?"
Protágoras: "Sem dúvida!"
Sócrates: "Minha opinião é: a verdade é absoluta, não opinião, e que você, Sr. Protágoras, está absolutamente em erro. Visto que é minha opinião, então você deve conceder que ela é verdadeira segundo a sua filosofia."
Protágoras: "Você está absolutamente correto, Sócrates."

A filosofia por trás do Pós-Modernismo não é nova. Sócrates já havia demonstrado a inconsistência lógica do relativismo há mais de 2.400 anos.

Salomão, certa vez, disse: "Não há nada novo debaixo do sol" (Ec 1:9)

Sofismas que previamente existiram ressurgem em nossos dias com nova roupagem semântica; não há nada de novo, somente coisas velhas acontecendo a pessoas novas.

Fonte: Michelson Borges

16 maio 2009

Por que é importante ter contato com a natureza

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Parece fácil associar uma bela paisagem, com árvores floridas e cachoeiras, a momentos de prazer. Estar em contato com a natureza transmite uma sensação de calma e tranquilidade e faz bem para a mente, certo? Mas isso quer dizer que a cidade pode fazer mal ao seu cérebro? Segundo um estudo da Universidade de Michigan, a resposta é sim.

O psicólogo Marc Berman publicou em janeiro um estudo em que mostrou como, depois de algum tempo andando numa rua barulhenta e movimentada, o cérebro humano perde parte de sua capacidade de guardar informações na memória. Isso explica também por que nos sentimos tão exaustos vivendo em cidades grandes.

Para chegar a essa conclusão, o cientista usou um grupo de estudantes da Universidade de Michigan, que foi submetido a testes e tarefas que exigiam atenção e concentração. A ideia era testar suas habilidades depois de um longo dia de trabalho com e sem o contato com a natureza. Já mentalmente cansados, os estudantes eram separados em dois grupos e tinham que andar por mais de 4 quilômetros. Uma parte fazia o trajeto por um viveiro de plantas da universidade e a outra andava por uma movimentada avenida. Em seguida, os jovens eram submetidos a um novo teste de concentração e memória, como decorar uma sequência de números de trás para frente. O grupo da cidade, além de ter chegado mal-humorado, saiu-se pior que o grupo que esteve em contato com a natureza.

“A mente é uma máquina limitada” disse Berman em entrevista ao jornal The Boston Globe. “Estamos começando a entender como caminhos diferentes em uma cidade podem exceder esses limites”. O cérebro de todos os animais funciona como um radar, sempre atento a possíveis ameaças. Numa cidade cheia de estímulos visuais e sonoros, o cérebro humano fica em constante estado de alerta. Ao andar na rua é preciso olhar os semáforos, o chão, para evitar buracos e desviar de pessoas distraídas. Ao mesmo tempo, é preciso “avisar” e controlar o cérebro para que ele não se concentre no que for irrevelante, como a conversa de um casal dentro do ônibus. Esse controle, segundo Berman, exige energia.

Essa atenção, chamada “focada”, é a mesma usada pela mente para fazer uma prova ou fechar um acordo financeiro. E ela pode se esgotar. Quando estamos em contato com a natureza, o ambiente calmo e sem ameaças permite que a mente relaxe e “recarregue as baterias” para a atenção focada.

Nem sempre é preciso estar na natureza para que ela traga benefícios. A simples visão de uma paisagem bucólica pode trazer calma e bom humor, como mostrou uma pesquisa do psicólogo Peter Kahn, da Universidade de Washington. Ele fez dois testes com grupos que trabalhavam em salas fechadas, sob níveis de estresse. No primeiro teste, um grupo não tinha janelas e outro, embora estivesse num ambiente fechado, tinha uma televisão onde passavam imagens da natureza, em alta definição. O grupo que assistiu à TV se mostrou mais bem disposto e com raciocínio mais claro. No segundo teste, adicionou-se um terceiro grupo, com uma janela com vista para natureza de verdade. Nesse segundo teste, o grupo da televisão não teve bons resultados. Para o pesquisador, ficou claro que a presença da natureza virtual não substitui a real, ainda que ela esteja em uma projeção de alta definição.

Fonte: Revista Época

08 maio 2009

A História Ortognatica do Evandro

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Olá internautas, especialmente aqueles que chegaram até aqui em busca de informações sobre alguns problemas odontológicos. Relatarei aqui o meu caso, o que talvez sirva até para um histórico de um futuro tratamento.

Quer tirar dúvidas e receber orientações? Acesse: Queroortognatica.blogspot.com.br

Atualmente estou para completar 23 anos. Mas desde criança, pequeno, se não me engano, quando bebe, tive problema de adenóide e assim de respiração, que foi tratado com drogas. Mas no desenvolver da vida, já aos 6 – 9 anos, eu respirava predominante pela boca, e dormia com a boca sempre aberta, babando muito; fora que freqüentemente tinha sinusite. Já naquela idade muitas vezes, ao correr, raramente, eu ouvia um som estranho no ouvido, como se houvesse uma pedrinha pulando dentro do ouvido. Mas nunca dei muita atenção a isso, nem meus pais, nas poucas circunstâncias que contava-lhes.

Aos 10 anos, se não me engano, eu já possuía alguns problemas na oclusão da mordida e o céu da boca fechado e fundo. Minha mãe levou-me a UMESP – Faculdade Metodista de São Paulo, onde comecei a tratar usando aparelho móvel; porém, não dava certo. Raramente eu usava-o, normalmente, quando minha mãe brigava, ou estava próximo ao dia de ir no dentista de novo. E em pouco tempo, houve uma certa desistência do tratamento.

Aos 12 anos, se não me engano, iniciei o tratamento com aparelho fixo com o um japonês chamado Roberto, que situava razoavelmente perto de casa. E ali fiz o tratamento por 2 anos. Até que por volta do meio do ano de 2000 retirei o aparelho e passei a usar um móvel(perereca) já com meus 15 anos. Mas com o tempo, fui deixando de usar o aparelho, e os dentes, aos poucos e poucos entortanto. Algo que ficou sempre claro para mim, que eu acompanhei no espelho, foi a minha mandíbula se deslocando para a esquerda conforme o tempo passava. O alinhamento dos dentes do meio da maxila superior e inferior começaram a se afastar; de modo que hoje, está com praticamente 1 dente de diferença.

Em 2004 ou 2005, sabendo de umas vagas de tratamento com a turma da pós-graduação da UMESP fui atrás de tratamento. Logo no primeiro dia, enquanto avaliavam alguma coisa, eles ficaram surpreso; e a dentista Fernanda (acho que era esse o nome) perguntou: “Ninguém nunca te falou que seu caso é cirúrgico?” A primeira vista eu tive um impacto forte com aquilo, pois nunca ninguém realmente falou. De modo, que na avaliação ali, detectaram as seguintes ocorrências:

- Prognatismo (classe 3)
- Assimetria facial
- Mordia cruzada
- Céu da boca fechado

A assimetria como pode ser visto na ressonância ao lado, há uma inclinação na formação da maxila superior e inferior, eu não medi essa inclinação, mas chuto, quase que uns 20 graus. Para tal, a dentista explicou a solução é cirúrgica, eles cortariam e retirariam a maxila superior então nivelariam corretamente.

Já a maxila inferior, o problema principal, é porque o lado direito é um pouco maior que o esquerdo; o que dá o efeito aparente de um queixo grande, acentuado para fora; e esse deslocamento da mandíbula para a esquerda. Então, para isso, na cirurgia, eles cortariam um pedaço desse lado, regularizando assim, o tamanho, usando uma placa de metal para uni-los novamente.

Além disso, o céu da boca fechado, seria aberto através do expansor, Hyrax (se não me engano), um aparelho especial que romperia o ligamento dos ossos do céu da boca e assim os afastariam, abrindo o céu da boca. Caso, devido a idade, ele não rompesse assim, seria necessário uma cirurgia a qual “racharia a sutura do palato superior”, e assim, depois abriria com o disjuntor, no minimo 5mm.

Também me falou sobre o pós-cirurgico, como talvez a pior fase da minha vida. Apenas após 2 semanas eu voltaria a falar. Os dentes de cima ficariam presos aos debaixo por elásticos, de modo, que por 40 dias eu não mastigaria, iria beber apenas liquido. E apenas após 6 meses a sensibilidade começaria a voltar na boca, lábios, entre outros. E nas duas primeiras semanas iria ficar horrivelmente inchado.

Isso assustou um pouco – não a mim – meus pais. Quando meu pai ouviu falar em cirurgia, já demonstração negação total. E a cirurgia seria feita pelo Hospital das Clinicas, sem custo algum. E foi a primeira vez que eu ouvi a palavra “bucomaxilofacial” e “cirurgião bucomaxilar”.

Após isso, meus pais insistiram em ir até o bucomaxilo do convênio médico (Amico, que depois se tornou sei lá o que e agora é Focus, acho). Fomos até o local, na Vila Mariana, em São Paulo. E o médico apenas de olhar falou que meu caso era realmente cirúrgico, mas que o convênio médico não cobriria pois consideraria uma cirurgia estética; apenas em caso de dor faria. Mas meus pais ficaram sabendo que realmente era cirurgia e ponto final.

Então, lá para Agosto ou Setembro de 2005 iniciei o tratamento na UMESP. Não lembro como foi sendo o processo. E em 2006, trocou de dentista (pela mudança de alunos); não me recordo do nome dela, mas ela colocou o aparelho fixo embaixo e disjuntor em cima. E assim foi indo, o que ela dizia ser “preparar para a cirurgia”. Até que chegou mais ou menos, por volta de julho ou agosto. (estou meio perdido nessas datas), quando ela falou duas coisas para mim:
1. Não podia fazer nada enquanto não retirasse os molares (pelo menos os inferiores); E que era para eu remarcar após ter retirado os molares.
2. Que pelo andamento e enrolação como ia na UMESP; ela me recomendou que buscasse um tratamento com alguém bom e particular. Pois ali poderia ficar anos e anos na Metodista e poderia não ficar muito bom, por cima.

Então, fui ver quanto ficaria para arrancar os sisos e ficaria um pocado caro. O aparelho continuou em minha boca. E eu meio que abandonei a UMESP, pois precisava arrancar os sisos primeiro, e parecia que eles se esqueceram de mim, também. Inexplicavelmente fiquei mais de 1 ano com aquilo na boca; sem nem mesmo trocar as borrachinhas. O que incomodava muito, até que não fazia praticamente nenhuma diferença.

Em 2006 entrei na USP, e logo fui na Faculdade de Odontologia para ver sobre o tratamento lá, pois a dentista recomendou. Mas logo me falaram que havia uma fila de espera, tinha que esperar a re-matricula para fazer o tratamento lá, e que só ocorreria lá para Agosto, ou Setembro, se não me engano. E acho que foi isso com que fez que ficasse todo esse tempo parado, na expectativa de tudo fazer na USP.

Mas chegou no final do ano, e não deu nada na USP. Então recorri a uma dendista particular, a Eliezabeth, que fica ao lado do Colégio Adventista de Santo André, onde estudei. E meus pais tinham muita confiança nela. Na época eu já trabalhava, mesmo ganhando pouco, resolvi ir atrás. Acho que lá para novembro de 2006 ou primeiros meses de 2007, fiz uma consulta da ela. E ela falou que eu precisava arrancar os dentes de siso primeiro.

Ai ok. No período de junho e julho os arranquei os dois molares inferiores, com o dentista Serrano, que meu vizinho se tratou e gostou muito. Aliás, eu gostei muito também, falei um pouco do meu caso; mas ele me falou de tratar com um cirurgião particular, e aquele valor de R$ 16mil, me veio a cabeça, então desconsiderei totalmente.

Em setembro, senão me engano, voltei na Elizabeth; e ali ela falou que talvez conseguiria fazer um tratamento sem a cirurgia, não ficaria tão bom quanto ela. Mas também disse que a cirurgia não deixaria 100%, e também corria riscos. E comecei o tratamento com ela. O que, senão me engano, foram 2 consultas em dois meses. (pagando uma mensalidade razoável que não me recordo do valor); chegou em janeiro, houve uma série de contratempos que não deu para fazer uma consulta, até que fiz no final de janeiro ou começo de fevereiro de 2008. Houve um certo conflito quanto a mensalidade nisso, aí, até que na consulta, ela começou a reparar na minha articulação (havia reparado antes também) e disse que eu tinha um problema de “disfunção da ATM”, e foi bem direto em dizer: “Eu não tenho condições de tratar isso. O melhor lugar para você tratar disso é na USP.” Então, cancelamos o tratamento e ela retirou os dois aparelhos: o fixo embaixo e o disjuntor em cima.

Foi a primeira vez que ouvi falar nesse negócio da ATM, nem sabia que ela existia: “Articulação Trans-mandibular”. Fiquei muito inconformado com o que fazer, mas a idéia que veio foi: “Agora preciso resolver isso na USP.”

Por volta de maio-agosto de 2008, vasculhei uma lista de e-mails de professores no site da Faculdade de Odontologia da USP e atirei e-mails. Com isso, uma porta se abriu do departamento de pós-graduação. Até que o André Abraão (acho q era esse o nome) entrou em contato comigo e marcou para eu ir até lá na clinica da pós-graduação. Fui lá, e ali fui super bem recebido por ele e outros alunos. Que falou do programa de pesquisa da USP, do tratamento e tudo mais. A cirurgia poderia ser feita no Hospital Universitário a custo zero, e tinha vários privilégios por ser aluno da USP.


Foto em que fica claro, visualmente, tais ocorrências, menos a da difunção da ATM. Aliás, para não constranger algumas pessoas, evito de dar esse sorrisão largo e aberto.

Passei a participar, e ali mesmo já começaram alguns exames inéditos para mim. Com um paquímetro, fizera várias medições na minha boca e mandíbula. E também o teste do toque, com o dedo ele pressionava vários músculos da face na região interna e externa eu tinha que dar uma nota de 0 – 10 para classificar a intensidade da dor. Também fiz uns raio-x ali. Marquei com uma outra garota lá que iria fazer o molde e tirar as medidas dos “eixos de inclinação” da minha boca; o Junior marcou de fazer uma tomografia no Hospital da Face, o Abraão, de fazer um exame que mediria o “ruído”, o som, o barulho da articulação, e outra garota marcou comigo de fazer uma ressonância magnética no Hospital Samaritano. E em menos de 1 mês fiz todos esses exames, rapidamente, sem custo algum; em apenas 2 ou 3 vezes que fui na USP. (as coisas pareciam ir rápidas). Tirando o da parte dos eixos, que ela não conseguia encontrar um eixo lá, ficou de remarcar, mas nunca tive um retorno.

Porém, para o tratamento em si, precisava esperar ser convocado, escolhido, para a pesquisa na pós-graduação. E apenas agora em abril/2009 isso ocorreria. Então fiquei aguardando.

Porém, em 2007 eu iniciei meus estudos com o trompete, o qual exige muito da boca, especialmente de toda musculatura facial, pescoço, os da respiração. Não sei até onde isso influenciou, mas ao mesmo tempo, ali pelo final de 2008, novembro, eu estava além de treinando trompete, também o canto para a cantata de natal do Pedra Coral. E certo dia levei um susto forte, quando pela primeira vez na vida, eu tive uma câimbra na mandíbula. Até então, minha articulação nunca me incomodou. Mas desde os exames na USP, eu de vez enquanto percebia sentir um certo incomodo na região das ATMs, principalmente após comer, falar muito, cantar; e não mais de uma vez na vida, mas várias, eu sentia fortes dores e incômodos na musculatura local quando falava muito e ria bastante, mas pensava ser normal.

Imagem demonstrando a diferença brusca entre as duas articulações.



Passei a me preocupar mais com isso e ao mesmo tempo me interessar mais pelo assunto, e comecei a pesquisar mais na Internet, e descobri uma multidão de coisas sobre o assunto; até mesmo comecei a reparar, que eu tinha esse problema desde criança. Pois aqueles estalos na articulação e barulho de pedrinha pulando (que eu ouvia desde a infância) eram sinais praticamente claros de problema na ATM; a qual, em combinação com outra coisa da respiração podem ter sido a raiz de todos os males.

Pesquisei e pesquisei, comecei a me monitorar mais, sempre fazer aquele teste do toque para tentar mensurar como estava a dor. Apesar de insignificante mas era sempre uma pedra no sapato. Então acabei ficando 2 semanas com uma dor bem chata, uns 3 de 0 a 10, mas que não parava nunca. Foi quando procurei por “Cirurgia Ortognatica” no Orkut e encontrei algumas comunidades, participei de tais, conheci várias pessoas que tinham casos semelhantes, fizeram os procedimentos cirúrgicos, estavam fazendo. E o que mais me impressionou foi a quantidade e enorme de resultados pós-cirurgicos. Todos gostaram muito dos resultados, alguns até tiveram que trocar de identidade; outros 2 dias após a cirurgia estavam praticamente 100%, nem inchou. Ali recebi várias indicações de cirurgiões e lugares para se tratar em São Paulo. Mandei e-mail para tais explicando meu caso, recebi ótimas noticias e propostas.Mas, aguardava ainda a USP. Em Janeiro falei com o Junior e ele falou que havia boas chances de eu ser selecionado. A seleção deve ter ocorrido agora em abril, eu ainda não recebi nenhuma notificação, espero ligar em breve e saber o que ocorreu.

A ressonância ao lado mostra claramente uma má formação e desenvolvimento ósseo do lado esquerdo.

Porém, de janeiro para cá, eu coloquei em plano a longo prazo isso, pois de fato, não me incomodava; tirando aquilo que ocorreu em novembro. Eu também não me preocupo com a estética e muitas pessoas, ficaram surpresas quando contei para elas dos problemas, pessoas que conviviam há anos comigo e que nunca notaram nenhuma anomalia.

Mas do começo de abril para cá, houve uma piora crescente e considerável. E como se estivesse perdendo a mobilidade das articulações. Há uma sensação cada mais maior de pressão, tensão e queimação local. A monitoração dos exames de toques pioraram; não houve sinais de melhoras. Domingo passado, dia 3 de maio, eu fui correr e fiquei impressionado com o barulho que a articulação estava fazendo, não era pedrinha, era uma “pedreira”; fora que agora qualquer movimento que faço, mesmo que seja para alongar o pescoço, a articulação e musculatura local estala e num som forte, para mim; claro, que só estando do dentro do meu ouvido você ouviria; mas está forte. E o incomodo é cada vez maior. Nos últimos ensaios do coral nesse fim de semana, a coisa foi tamanha, que eu pensei em sair do coral e parar de cantar.

O problema também é que conheci casos na Internet de pessoas que a dor chegava a tal ponto, que tinha que fazer compressas de água quente e fria todos os dias. Outros passaram a viver tomando remédios para a dor até terminar o tratamento. Não quero isso de modo algum. E antes que o problema era apenas na ATM da esquerda, a tensão e dor normalmente é na da direita; apesar que os estalos e desvio parece ocorrer apenas na da esquerda.

Engraçado que tocando trompete nunca acontece o nada na articulação; então tenho boas perspectivas para tal. Apesar que ele força a musculatura, de modo que ela fica mais tensa e dolorida, às vezes.

Vamos ver que fim deu na USP, caso contrário, vou correr atrás do particular mesmo. Apesar que isso vai detonar meu orçamento. Fora que, provavelmente, terei que fazer um monte de exames, pois os da USP não posso retirar e a tomografia não ficou muito boa, teria que refazer. Mas pelo menos tenho a ressonância.

Contudo, o receio de usar aparelho novamente, ainda mais quando estou tento os melhores resultados e avanços no trompete, não é nada legal. Mas agora estou numa boa época, jovem, ótimo para se recuperar de cirurgias, e, teoricamente, com a formação óssea já bem desenvolvida, tanto é que a cirurgia não é muito recomendada para menores de 20 anos, pois depois, o osso pode crescer um pouco anormal.

Julho de 2009, do dia 6 de julho uma nova coisa passou a acontecer na minha articulação. Ao acordar, já aconteceram duas vezes, a última hoje (dia 12), de forçar bastante ar na bochecha da direita e ouvir uns sons muito internamente na região da ATM da direita, um som que lembra uma mistura de "microestalos liquidos"; não sei explicar, só que logo passa. E maiores problemas tem ocorrido agora na ATM da direita (as duas já estão comprometidas, não só mais a da esquerda). No dia 8 ao tomar café da manhã, toda vez que eu abria a boca ocorria esse som de "microestalos liquidos" internos que eu esculto pelo canal auditivo direito (a minha direita); porém, após comer, e ficar um bom tempo com a boca em repouso, o som passou. Mas ontem, dia 11, o mesmo som começou a ocorrer no meio do almoço e durou por várias horas - bastava eu abrir a boca que o som ocorria. Mas desde então passou, mas creio que irão ocorrer mais vezes.

10 de Agosto de 2009, encontrei um local mais próximo de casa que faz há um dentista especializado em tratar do tipo, assim como me recomendaram a fazer a cirurgia pelo próprio Bucomaxilo do plano de saúde. Porém, terei que fazer mais alguns exames. Bem, mas espero iniciar o tratamento ainda esse ano; descobri que esse problema ortognático tem me impedindo muito meus avanços no trompete. Além disso, aquele som liquido na região entre o ramo da mandíbula, o percoço, a orelha e a articulação se tornou constante, todos os dias ocorre; quando acordo, e também tem sido frequente sua duração no decorrer do dia. E de muito apalpar, tenho quase certeza que se trata de algum liquido, que lembra muito qdo se aperta uma bucha de louça cheia de água e detergente; apesar de indolor, incomoda, e às vezes cria uma certa pressão na região, o que me leva a ficar cotucando e massageando a região

23 de Setembro de 2009. Terminei de fazer uma limpeza geral e um canal nos dentes. E me planejei para agora, já correr atrás do exames, e quem sabe, já iniciar o tratamento no final desse ano. Pois nessas últimas 2 semanas, minhas articulações tem judiado bastante (Também não sei se o fato de ter treinando muito no trompete colaborou para isso); a musculatura local tem estado sempre bem dolorido, teve dia que tivesse que passar Cataflan para dar uma aliviada; além disso, já comecei a ter dor de cabeça por causa das articulações. E em alguns momentos uma sensação de travamento, mas não chega a ser, tipo, a musculatura da articulação tipo, enrigesse. Não sei se tem ligação, mas tenho notado meu ouvido mais sensível, também.
24 de Novembro de 2009. Já fiz os exames mas tenho enrolado para fazer a consulta com o bucomaxilo, pretendo fazer ainda este ano. Contudo, faziam quase 2 semanas que eu não sentia nada nas articulações; creio eu que foi por ter corrigido algumas coisas na minha embocadura no trompete, com quais deixei de exercer muita força nas articulações. Mas ontem', repentinamente, começou uma incomoda dor de cabeça do lado esquerdo, entre a orelha e a nuca e que dura até hoje; e notei que a regiao da articulação está bem sensível e dolorida; ao mesmo tempo, não sei há uma ligação direta entre essa dor e a articulação, pode ter sido um mal jeito apenas.
Recomendo familiarizar-se com os procedimentos e ver vários casos. Recomendo muito o seguinte blog: http://www.ortodontia-contemporanea.blogspot.com/


2010 - Inicio o tratamento. Acompanhe no seguinte link:
A História Ortognática do Evandro - Tratamento