06 abril 2012

A História da Pascoa - Várias Tradições

Pascoa, para muitos apenas um feriado. Para outros, apenas ovos de chocolates e banquete com a familia. Mas por que existe tal data? Falarei aqui sobre basicamente as 3 tradições históricas: Judáica, Cristã e Pagã.

A Tradição Judáica
A origem pode ser vista no contexto do final de Gênesis e inicio de Êxodo, escrito por Moisés. Quando o povo hebreu estava nas mãos do Egito. Em que Deus escolheu Moisés para libertar e conduzir o seu povo para a Canaã prometida a seus antepassados, em origem, Abraão, e o nascimento de Israel, prometido a Jacó. Moisés foi até o Faraó, e rogou a ele, em nome de Deus, que libertasse seu povo, permitisse os hebreus que partissem. Mas o Faraó endureceu seu coração. E com isso, vieram 9 pragas, enviadas por Deus, as quais apenas afetaram os egpsios, mas não os hebreus, a estes, Deus os livrou. Mas mesmo assim, o Faraó se endureceu, não permitiu.

O sacrificio do cordeiro
A última praga, foi especial. Deus disse que todos sacrifissem um 'Cordeiro' puro, imaculado, limpo (um novilho), e aspergisse o seu sangue na porta de suas casas; pois a noite, visitaria todas as casas, e aquelas casas que não tivessem a marca de sangue em suas portas, o filho primogenito (o mais velho) daquele lar, morreria. E naquela noite, o filho do Faraó morreu desta maneira. E então, finalmente o Faraó permitiu que o povo hebreu saisse do Egito, mesmo que, aparentemente, uma loucura, ir uma multidão daquela para o deserto; todos morreriam. E mesmo assim, deram aos hebreus muitos utensilios, obejtos de ouro, prata, cobre etc. para sua peregrinação.

Esta data, este evento. O terrível dia da última praga. Mas que significou a libertação do povo de Deus das mãos do Egito, ficou marcado como o Dia da Pascoa.

O significado, na verdade era mais além. Os hebreus, já desde Noé, já possuiam a prática do sacrificio de um cordeiro limpo. Como simbolo do resgate do pecado (pois o salário do pecado é a morte), e que um dia viria o Cordeiro verdadeiro, que se sacrificaria em resgate da humanidade. E aqueles que aceitassem esse cordeiro, aceitassem seu sangue para salvar as suas vidas, essas seriam libertadas das mãos do inimigo, do pecado, da escravidão, e iriam para a Canaã, para o lugar que Deus os prometera, um lugar fértil, cheio de vida e paz que Deus lhes preparou. Mas aqueles que o recusassem, por recusar a salvação, apenas encontraria a morte.

Após a libertação do Egito, houve a peregrinação pelo deserto. E nesta longa jornada. Diz, a Palavra, que Deus, conduziu o seu povo, como uma nuvem, uma nuvem que todos os dias, sem falta, em toda a parte do dia, cobria o seu povo, protegendo do sol, do calor, e quando ela se movia, o povo seguia a nuvem; e que também, a noite, ao invés da nuvem, Deus se manifestavam como uma coluna de fogo, que aquecia eles do vigoroso frio da noite no deserto. E também diz que todos os dias, diariamente, Deus enviava Maná, chamado como o pão dos anjos, para eles se alimentarem, e nas sextas-feiras em dobro, para guardar para o sábado, pois no sábado não seria enviado. Em recordação do que posteriormente, no Sinai, ficou conhecido como o 4º Mandamento: "Lembra-te do dia de sábado para o santificar... pois em 6 dias Deus criou os céus, a terra e tudo o que nele há, e no sétimo descansou."

O ajuntamento de tudo isso, tanto do sacrificio da 10ª praga, quanto a libertação, quanto a proteção de Deus no deserto e o maná. Se tornaram o que a grosso modo poderiamos chamar de a Festa da Pascoa Judáica, constituida de:

- A pascoa (a passagem da 10ª praga no Egito);
- Os pães asnos [sem fermento] (em memória do Maná, e do significado do fermento, que simbolizava o pecado e a contaminação)
- As frutas amargas (em memória dos dias amargos nas mãos do inimigo)
- O cordeiro sacrificado (o Messias que deu a vida pelo mundo)
- a festa dos tabernáculos (festa em que passavam peregrinações pelo deserto, em recordação, memória das tabernas, aos acampamentos no deserto, a proteção, e a guia por 40 anos, que os levou a próspera Canaã, terra que derramava azeite, vinho, mel... e de modo, que a festa ficou muito ligada aos ciclos e a colheita agricola)

Praticamente, tais ocorriam no mesmo período, juntos.


A Tradição Cristã

A tradição cristã é um acréscimo a judaica; qual, os judeus, não observam.

O profeta Isaías profetizou, séculos antes, que o Messias, o Cordeiro de Deus, viria e libertaria o povo. E que Ele, como 'uma ovelha muda' irei para o matadouro, seria desprasado por todos e por ai vai... (não vou  falar das dezenas de profecias messiânicas agora).

O profeta Daniel, também, séculos antes, recebeu a explicação do Anjo, a profecia das 70 semanas (sendo que na Bíblia, 1 dia profético = 1 ano literal). A qual, em especial, falava traduzindo as datas. Que, basicamente, o Messias, iria iniciar o seu ministério, numa semana especial, mas que 3 anos, metade da semana, após iria morrer, 3, e que depois, disso, esta mensagem, o Novo Concerto, seria pregada ao mundo, chegaria ao coração de todos, romperia a tradição de particularidade dos hebreus, judeus, e chegariam inclusive aos néscios, aos incircuncidados, os gentios (como eram chamados), o que a morte de Estevão, um gentil, tornou evidente seu cumprimento..

No inicio do Novo Testamento, temos João Batista, aquele que foi profetizado também que viria para 'preparar o caminho'; este, quando viu a Jesus, disse que "Este é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.", "o qual não sou digno de tocar suas sandalhas.". João anunciou que Jesus era o Cordeiro, o cordeiro que desde os pais da humanidade, Adão e Eva foi simbolizado pelo sacrifício do novilho, o qual resgataria a humanidade. O cordeiro que desde o Éden, foi profetizado, como o filho da mulher que pisaria, esmagaria a cabeça da serpente (satanás) e que este o feriria o calcanhar. O cordeiro que foi simbolizado na Pascoa, como aquele que salvava as pessoas, a família dos que aceitavam o seu sangue, e que libertaria do cativeiro do inimigo, de Satanás, do pecado, da morte. E ali, Jesus, com seus 30 anos, conforme a profecia de Daniel, foi batizado, e inicio seu ministério; convocou 12 homens para segui-lo, seguir seus passos, e por ali, caminhou pela região da palestina, levando boas novas, mensagens de esperança, repreensões, e diversas lições, únicas, que hoje encontramos nos Evangelhos de Lucas, Mateus, Marcos e João; a qual, João descreve:

"Este é o discípulo que testifica dessas coisas e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro.
Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e, se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém!" (últimas palavras de João)

Bem, Jesus, no 3º ano, de ministério, com seus 33 anos, conforme a profecia de Daniel. Morreu numa cruz, como todos sabemos. Porém, isto, foi na época, da Pascoa, da festa dos pães asnos, da festa dos tabernaculos. E na última ceia em que estivera com seus discípulos. Jesus então criou mais 3 tradições:

1. Lavar os pés do seu semelhante;
"Porque Eu vos dei o exemplo, para que, como Eu voz fiz façais vós também". E assim, está ordenança deveria ser observada por seus discípulos para conservar sempre em mente as lições de simplicidade, humildade e serviço abnegado ensinadas por Jesus.

2. Beber do puro suco da vide;
O vinho, que era um 'novo vinho' (termo usado para o suco novo da uva, ou seja sem a fermentação.. alias, pelas festas do período, não tomavam coisas com fermento, assim como o pão asno); simbolizava não só o sangue de Jesus derramado na cruz. O sangue simbolizado pelo cordeiro morto. O sangue aspergido nas portas no Egito no 10º mandamento. Mas o próprio Jesus, através do vinho, também simbolo da vitalidade, da alegria, da festa (presente em praticamente todas as festas, sobretudo casamentos no Egito - o primeiro milagre descrito foi o da transformação da água em vinho), ele também deixou este concerto, está promessa:

"E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide até àquele Dia em que o beba de novo convosco no Reino de meu Pai. E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras." Mat. 26:29

Ou seja, Jesus faz uma promessa que nunca mais beberia da uva, até que um dia, finalmente, com aqueles que estivessem com eles reunidos ali, no inicio da Era Cristã; até que um DIA, beberia com eles novamente, para celebrar, no Reino de Deus. Promessa qual, Jesus diz:

"Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.
Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. 
E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também."

A promessa de levá-los com Ele para o Céu, e que lá então, salvos do pecado, da morte, purificados pelo Sangue, se regozijariam para sempre. Assim como Jesus se representa como o Noivo, e aos seus seguidores (sua igreja) como a Noiva, está festa no Céu, seria como a festa deste casamento, em que ambos se ajuntariam, numa só carne, para nunca mais se separar. Ou seja, sem mais pecado (o qual significa separação entre o homem e Deus)

3. Comer do pão asno, sem fermento.
"Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isso em memória de mim" Lucas 22:19

O pão asno, sem fermento, simbolizava o corpo, a pessoa de Cristo, totalmente imaculado, o cordeiro puro, sem macha de pecado. Aquele que não pecou em todos os seus anos de vida. O ÚNICO que não mereceu a morte, que não merecia esta condenação, o salário do pecado. Mas este, entregou a si, entregou o seu corpo, para ser açoitado pela maldade. Ele que permitiu que todos os pecados do mundo, da humanidade, o meu, o seu, todos os pecados desde Eva até o último ocorrer, caissem sobre ele.


"Era desprezado e o mais indigno entre os homens, homem de dores, experimentado nos trabalhos e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.
Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados." Isaías 53:3-5


Não foram os ferimentos da Cruz, da tortura, que o matou, como alguns e alguns filmes dizem. Não foram OS  SOLDADOS ROMANOS propriamente dito que o mataram. A Cruz era um castigo, uma tortura romana, a qual a pessoa ficava ali, por dias pendurado; as vezes eram soltos, ou enviados para prisão depois. Ou então, eram deixados para morrer, numa morte muito lenta, e dolorosa, seja pela fadiga e dores musculares, seja pela insolação e a desidratação. Levavam dias para morrer. E no caso de Jesus, não, ele morreu em pouquissimo tempo, um recorde. Os próprios soldados se surpreenderam, lhe atravessaram o peito (como tinha sido profetizado), para certificar-se que morreu, e ao invés de jorrar sangue, diz que jorrou um liquido como água. Uma morte muito inexplicavel, a qual alguns cientistas, dizem que apenas, muita angustia poderia ter provocado uma dor assim. O que matou Jesus, não foi a cruz, a tortura, estes foram minimos, comparados a dor que sentia no peito, o sentir o peso dos pecados do mundo caindo sobre ele, o meu e o seu. Este peso, essa angustia que Ele já começara a sentir no Getsemani, quando pediu a Deus "Se possível, passe de mim esse calisse.", ou quando pediu para que os discipulos orassem com ele, de tanta angustia, angustia de morte, que sentia. E então, este Jesus, este Cristo, morreu, este corpo, este pão asno, sem fermento, sem macula, sem mancha, sem pecado, morreu, recebeu todos os pecados.

Assim como, dizia a profecia de Daniel, na 'metade da semana', aos 33 anos, morreu, e fez cessar então, as festas, as cerimonias da pascoa, no que diz respeito aos 'sacrificios'. Pois todos os sacrificios que simbolizavam o Cordeiro de Deus que seria morto pela humanidade, havia finalmente se cumprindo. Pois o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, morreu; finalmente, foi sacrificado. E assim deveria parar. 

Porém, como os judeus não-conversos ao cristianismo, não acreditaram que Jesus era o Messias, que Ele era o Cordeiro, que a morte na cruz, não foi finalmente o Sacrificio do Cordeiro, então, os judeus, não guardam esta ATUALIZAÇÃO do significado da Pascoa. Ao mesmo tempo, como não acrescentaram as cerimonias do lava-pés, do comer o pão asno como simbolo do corpo de Cristo, nem do beber vinho como do Seu sangue.



"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho Unigênito para que todos aqueles que nEle crê, não pereça, mas tenha a vida eterna."
João 3:16

Bem, e após a sua morte na sexta a noite, como um símbolo ainda mais especial para a guarda do dia de sábado, Jesus permaneceu na sepultura no sábado, morto. Mas que no primeiro dia (domingo), ressuscitou, e a tumba foi encontrada vazia.

E assim, para o Cristianismo, a pascoa passou a ser totalmente centraulizada na pessoa de Jesus Cristo, no Cordeiro de Deus. Aquele que liberta não do Faraó, mas das mãos do Inimigo, de Satanás, do pecado. Aquele que não nos conduzirá pelo deserto arabe para rumar a canaã terrestre, na Palestina. Mas que nos conduz por este mundo árido de amor até chegarmos na Canaã Celeste, a Casa do Seu Pai, a Vida Eterna, a Cidade Santa.

As tradições da Igreja Católica
A igreja, católica, não sei explicar os motivos. Acrescentou que na cerimonia da pascoa, tanto o pão, como o vinho, não apenas simbolizavam a Jesus, mas que, se tornavam, literalmente, o sangue e o corpo de Jesus (hóstia). Um dos dogmas católicos, apontados como heresia pelos protestantes. E que além disso, ao invés de tomar o vinho novo, o suco não fermentado, eles tomam o vinho fermentado, alcoólico.
Do mesmo modo, não sei de onde a ICAR tirou a idéia de 'não comer carne, mas apenas peixe' na Sexta-feira. Já ouvi falar, que tem a ver com a ver com Jonas que foi engolido por algum tipo de animal marinho.


A Tradição Pagã
Na tradição pagã, o que se entende por tradições de origens em crenças não-hebraicas, ou do Deus Hebreu.. mas em referência a outros 'deuses', e, em geral, politeistas. Vieram daí diversas crenças, que chegaram até a nossa cultura. Dentre estes:
1. O ovo;
2. O coelho.

Deixo claro que não sou sou entendido quanto a esta parte da tradição pagã. Mas no meu conhecimento, a idéia geral do que estes simbolizam é, basicamente: Fertilidade e Prosperidade.

Nota: as informações que coloco, aqui em diante, são originadas do site: Cetiscismo.Net

Ovo de Pascoa
Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Persephone. Na mitologia romana, é Ceres.

Estes antigos povos pagãos comemoravam a chegada da primavera decorando ovos. O próprio costume de decorá-los para dar de presente na Páscoa surgiu na Inglaterra, no século X, durante o reinado de Eduardo I (900-924), o qual tinha o hábito de banhar ovos em ouro e ofertá-los para os seus amigos e aliados.

O ovo é um destes símbolos que praticamente explica-se por si mesmo. Ele contém o germe, o fruto da vida, que representa o nascimento, o renascimento, a renovação e a criação cíclica. De um modo simples, podemos dizer que é o símbolo da vida.

Os celtas, gregos, egípcios, fenícios, chineses e muitas outras civilizações acreditavam que o mundo havia nascido de um ovo. Na maioria das tradições, este “ovo cósmico” aparece depois de um período de caos.

Na Índia, por exemplo, acredita-se que uma gansa de nome Hamsa (um espírito considerado o “Sopro divino”), chocou o ovo cósmico na superfície de águas primordiais e, daí, dividido em duas partes, o ovo deu origem ao Céu e a Terra – simbolicamente é possível ver o Céu como a parte leve do ovo, a clara, e a Terra como outra mais densa, a gema.

O mito do ovo cósmico aparece também nas tradições chinesas. Antes do surgimento do mundo, quando tudo ainda era caos, um ovo semelhante ao de galinha se abriu e, de seus elementos pesados, surgiu a Terra (Yin) e, de sua parte leve e pura, nasceu o céu (Yang).

Para os celtas, o ovo cósmico é assimilado a um ovo de serpente. Para eles, o ovo contém a representação do Universo: a gema representa o globo terrestre, a clara o firmamento e a atmosfera, a casca equivale à esfera celeste e aos astros.

Já quanto ao chocolate, bem eu não sei. Já ouvi dizer que alguns reis, ou mesmo povos consideravam o cacau como um alimento de deuses, por sua doçura. E aí imagino, que um dia, alguem teve a brilhante ideia de fazer ovos de chocolates. E como quase todo mundo gosta de chocolate (sobretudo as mulheres de TPM), rapidamente, isto virou moda, e uma tradição; na medida que a Industria de Alimentos, foi lucrando e investindo nisso (sobretudo em propaganda).

Coelho da Pascoa
Coelhos não colocam ovos, isto é fato! A tradição do Coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700. O coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa.

Uma outra lenda conta que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho passou correndo. Espalhou-se então a história de que o coelho é que trouxe os ovos. A mais pura verdade, alguém duvida?

No antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da Antigüidade o consideravam o símbolo da Lua. É possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa.

Mas o certo mesmo é que a origem da imagem do coelho na Páscoa está na fertililidade que os coelhos possuem. Geram grandes ninhadas! Assim, os coelhos são vistos como símbolos de renovação e início de uma nova vida. Em união com o mito dos Ovos de Páscoa, o Coelho da Páscoa representa a renovação de uma vida que trará boas novas e novos e melhores dias, segundo as tradições.


Por fim
Bem, apenas uma reflexão por fim. Se formos pensar em geral na cultura brasileira. No que hoje significa a pascoa, eu diria que temos:
1. Tradição judáica: aprox. 0%
2. Tradição cristã: aprox. 10% (que leva a sério)
3. Tradição pagã: aprox. 0%
4. Tradição capitalista: 99%

Tradição Capitalista
Sim, esqueci de falar sobre a tradição capitalista.

Bem, nos meus 20 e poucos anos, não vi pessoas sacrificando cordeiros, nem fazendo qualquer semelhança com a festa dos tabernáculo, ou dos pães asnos e ervas amargas, como os judeus faziam (não sei se ainda fazem). Também, vejo, mesmo nas familias cristãs, e nas cerimonias religiosas que na Pascoa sempre ocorrem nas denominações cristãs, que apenas um número muito reduzido de pessoas levam a sério, o verdadeiro significa e se importam com ele. E também, nunca vi, alguem dar a minima para os significados pagãos da fertilidade e prosperidade, apesar de a maioria usar seus símbolos.

O que sim vejo, é uma cultura de consumo, semelhante ao que fizeram com o Natal. Onde, por consumo, e em especial, ligado ao prazer do apetite ou a glutonaria, comprar ovos de chocolate, e dar-lhes de presente. O que envolve todo um tipo de cerimonia de consumo, que hoje existe. A necessidade das pessoas comprar algo conforme a moda da época. Sem significado algum, além de confirmarem que realmente gostam de chocolate, ou que preferem chocolate à saúde, ou que então, aproveitam o feriado, e esse consumo, para dizer que se importam com alguém dando presente para elas, ou aproveitando o feriado para fazer passar com a família.

Creio que esta é nova tradição, de natureza consumista,  que emergiu nas últimas décadas, e que possui o maior número de seguidores na atualidade.

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