25 maio 2012

Na Medida da Luz de Cada Um - Como Lidar com as Pessoas

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"Nossa posição diante de Deus depende, não da quantidade de luz que temos recebido, mas do uso que fazemos da que possuímos. Assim, mesmo o pagão que prefere o direito, na proporção em que lhe é possível distingui-lo, acha-se em condições mais favoráveis do que os que têm grande luz e professam servir a Deus, mas desatendem a essa luz, e por sua vida diária contradizem sua profissão de fé."

Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 217


É muito comum de se ver em praticamente todas as denominações religiosas um certo tipo de 'idolatria' quanto ao conhecimento, ou a quantidade informação e luz que recebeu. Algumas pessoas que acredita que se deve julgar as pessoas conforme as aparências. A aparência do que ela conhece, a aparência do quanto ela estuda algo, da aparência das coisas que ela faz, da aparência da denominação religiosa que ela pertence ou não, da aparência do que ela veste ou come e etc. Isto sempre foi muito comum, inclusive é quase que um 'orgulho' que sempre foi reprovado por Deus, por meio de seus profetas - em toda a Bíblia vemos isso acontecer.

Nos Evangelhos vemos muito Jesus, qual, este, repreendia muito o julgamento e preconceito que os judeus tinham para com os 'gentios' (aqueles que não eram judeus). judeus como os de Belem, parente de Jesus, que odiaram e rejeitaram a Ele, quando falou que Deus encontrou fé entre os gentios e não em seu povo; ao povo qual tiveram o privilégio de 'conhecer' os ensinos dos profetas, terem as Escrituras e tudo mais. E quantos não eram os rabis, mestres da lei, sacerdotes, fariseus, que se achavam 'o tal' mas que no fundo...

O mesmo ocorre hoje no mundo. É comum ver indagações e preocupações, sobretudo dos crentes, para com os 'néscios' (como são chamados), sobretudo para com os povos indígenas. Há quem diga que uma pessoa que morrer 'néscia' está totalmente perdida; pois apenas uma pessoa que conhecer a mais profunda e sólida teologia (da atualidade) e aceitá-la é que será uma boa pessoa e salva. Eu particularmente acredito que há mais esperança para os néscios do que para os teólogos.

Todavia, é um fato histórico que o auge de uma religião é quando ela é nova. Isto implica que as pessoas que entram nela, entram porque realmente aceitam essa luz, e renunciam a um sistema anterior de vida. Ou seja, nas entrelinhas, para uma grande mudança deste tipo, é algo que precisa ser realmente genuíno ou muito forte. Já, quando esta religião passa a ter gerações (ou seja, começa a passar de pais para filhos), começa a se gerar uma 'tradição'. Não é mais necessariamente a aceitação de uma luz, uma 'mudança de sistema', o que sugere algo genuíno; mas o sistema já passa a ser o sistema deles, eles são acomodados a viverem a consequência de uma causa e não necessariamente a causa desta consequência (ou seja, tradições se valor e entendimento algum). Na verdade, de certo modo, ao viver a 'consequência', apenas porque é uma tradição passada pelos antepassados, dificilmente a 'causa' disto. De modo que a pessoa tenta se importar e transmitir estas consequências aos próximos, e por não terem tido aa vivencia da causa, também não se preocupam muito com a propagação da causa - na verdade, talvez nem saibam o que isso significa.

Por outro lado, também é muito comum, pessoas que como os judeus, por ser um 'judeu' (ou um 'cristão', ou um 'evangélico', ou x, ou y...) acham que isso dá a ele algum tipo de 'salvo conduto'.

"Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade." Mateus 7:22-23

Quantos hoje não ficam invocando o nome de Deus, até usando como interjeição de frase (o que no meu ver, é um grande erro - blasfêmia, pois está escrito: "Não tomarás o nome do Senhor Teu Deus em vão."). E pessoas que estudam a Bíblia, que pregam, falam, e fazem um monte de coisas pela religião, ou faz até mesmo coisas 'miraculosas'; pessoas que fazem obras voluntárias, servem de missionários ou de ajuda humanitária num campo de refugiados [claro, coisas que alguem de qualquer religião e até um ateu também faz]. Mas que por fim, estas pessoas, que APARENTAM serem de Jesus; podem simplesmente não terem NADA de Jesus.("Nunca vos conheci.")

"Nunca vos conheci."
Que palavras duras e fortes. Isso me faz pensar na cena de um pai que apenas anos após o nascimento foi conhecer o filho, mas que sempre o enviou cartas, presentes, falou de seu filho para seus amigos e companheiros, mas esse, se fecha totalmente para com ele, nega sua paternidade, repreendendo o pai com as palavras: "Nunca te conheci. Sai daqui. Me deixa em paz."

Conforme a Luz de Cada Um

Enquanto isso, há muitas pessoas (claro, não muitas pensando no todo, mas provavelmente mais do que nas igrejas) que talvez não pertençam a nenhuma denominação que não conhecem absolutamente nada de Bíblia, pessoas que talvez nem mesmo leram jamais um livro de filosofia na vida; pessoas até mesmo que possam ser ladrões, assassinos, presidiários, beberrões, glutões, pervertidos sexual, depravados, infiéis, vaidosos, entre tantas outras coisas moralmente explicitamente erradas diante das Escrituras. - Aliás, diga-se de passagem, se lermos as Escrituras, nos iremos deparar com muitos de nossos defeitos por escancarados. - Pois bem, tais pessoas, elas simplesmente podem ter um fraco, opaco, e pequena luz, conhecimento (até mesmo prefiro chamar de CONSCIÊNCIA) do que é certo e errado, de qual o seu dever; e que de coração, as vezes mesmo sendo difícil para ela, elas o fazem: " acha-se em condições mais favoráveis do que os que têm grande luz e professam servir a Deus, mas desatendem a essa luz".


É ridiculo quando vemos as vezes 'marqueteiros da própria imagem', dizendo que fizeram isso e aquilo; se achando justo aos próprios olhos. (Já leste o que Salomão diz sobre quem se acha justo?) Pessoas que se vangloriam de terem feitas muitas coisas 'boas'. (que acham serem boas). Todavia, a própria Bíblia declara que a melhor boa obra de uma pessoa não passa de "trapos de imundice". Pode ser duro isso, mas é preciso entender bem isto, a amplitude das coisas. E aprender a humildade como a que Paulo teve ao dizer "Quer morrais, quer vivais, bendito seja o nome de Deus".

Creio que um exemplo claro disto, seja a alimentação. Suponha que você coma vários alimentos, ou talvez qualquer alimento. Suponha que você ame comer pão integral torrado com uma super maionese especial, caseira, nutritiva, de soja; a qual é muito saudavel para você. E aí, você prepara o mesmo prato para um amigo; ele não percebe ou desconfia que tenha maionese, pois ele não gosta. E ai ao comer, ele passa mal. Você pode ter tido a melhor de todas as intenções, mas sem saber, aquilo provocou algum mal no próximo. E eu sou assim, meu estomago tem rejeição a maionese, quando como, passo mal, fico fraco, com refluxo e vomito - e as vezes, fico horas ruim até terminar a digestão. Assim em geral pode ocorrer para com todas as coisas que fazemos; até mesmo em trabalhos voluntários em algum lugar do mundo apelidado carinhosamente de inferno. Até mesmo quando a anunciar as verdades da Palavra de Deus, podemos transforma-la numa doença, num ferimento, ao invés de a cura. Acha isso um absurdo? Que jamais devemos poupar de ensinar algo sobre a Bíblia para alguém? O próprio Jesus, poupou de contar coisas aos seus discípulos porque eles ainda não podiam suportar:

"Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora." João 16:12

Paciência para Ensinar
Não basta sabermos algo, termos luz, ou querer transmita-la para alguem, mesmo que por boas intenções e por amor a tal pessoa. Temos que buscar ter 'sensibilidade' para descobrir quando revelar tal questão para tal pessoa. em outro momento, nas Escrituras, o apóstolo diz que uma pessoa ao ao se tornar uma rescém cristã ela é como um bebe, e tem que se alimentar de 'leite', só quando ela crescer, desenvolver mais, é que estará preparada para comer um alimento mais sólido.

E acredito que isto pode ir contra a correnteza de muitos crentes, os quais acham que a vida cristã, a missão de cada um, é dar um banho de conteúdos, informação, livros, páginas e mais páginas, textos e mais textos, para uma pessoa; como um tipico professor universitário trata seus alunos - confesso que eu já pensei assim. E há quem ainda julgue que se tal pessoa não suportar, resistir, se encher, achar muito chato, entre tantos outros, é uma péssima pessoa, uma falsa seguidora, uma descrente, ou seja lá qual seja a conotação ruim; na qual, nas entrelinhas, nós - sem querer - nos acusamos, pois nos colocamos na condição de Deus e julgamos se Deus aceita ou não tal pessoa. Mas contrário a isto, Jesus Cristo nos ensina a ter paciência, e muita paciência.

Ora, um pai não vai falar sobre sexualidade, com seu filho assim que ele aprende a falar. O mérito da sabedoria está em ceder, em ouvir, em deixar de dizer e não em mostrar que você tem informação ou entendimento superior. Imagine Jesus, o quão não foi humilhante, e ao mesmo tempo PACIENTE para ele, deixar a sua onisciencia, tomar a condição humana, e viver entre pessoas que não compreendiam as Escrituras (quanto mais entenderiam como Ele criou o Universo?). Quão não foi, ele, paciente, ao conviver com seus discipulos que não entendiam o que Ele ia fazer, que Ele iria morrer, ao invés de libertá-los do domínio de Roma, ou das fraquezas deles, ou das burrices e coisas que desconheciam? Em nenhum momento vemos na Bíblia, Jesus, pegando os discípulos e falando: "Pois bem, agora teremos 2 semanas seguidas, sem parar de seminários, para entenderem tudo o que não entenderam sobre as Escrituras e sobre Mim." Não. Mas é no cotidiano, de repente, andando aqui e ali, numa conversa aqui ou ali, numa frase aqui ou ali, num sermão aqui, outro ali, Ele vai deixando uma parabola ou outra, e em muitas das vezes, não joga uma conclusão ou afirmativa explicita, mas jogando questionamentos, idéias, provocações, para que fossem pensando, questionando aquelas palavras, analogias; e, assim, tirando as próprias conclusões. Por outro lado, Ele não demonstrava polpar muito os "mestres da lei", os rabis, sacerdotes, fariseus, pois, Jesus tratava cada um conforme a luz de cada um, conforme o conhecimento de cada um. E como em uma de suas próprias parábolas Jesus afirma "A quem muito é dado, muito será cobrado."

Todavia como é dificil hoje muitas vezes sermos e vermos pessoas impacientes. As vezes, pessoas que conhecem uma outra pessoa, e logo de cara dizem: "Minhas condições são A, B, C, e D." E ai, se a pessoa não aceita, ou em dado momento falha com a D; tal já é cortada da sua vida.É um tremendo erro isso. A Bíblia nos ensina a ser pacientes um com os outros; além disso, nos ensina a perdoarmos uns aos outros, perdoar os nossos inimigos, mesmo que não peçam perdão. Jesus diz para orarmos pelos nossos inimigos, por aqueles que nos tramam e fazem o mau. Temos que aprender a amar os outros, a remendar os corações, construir e reconstruir lares, familias, vidas, relacionamentos, amizades, namoros, noivados, casamentos, cidades, relacionamento com Deus e não o contrário: Destruir, separar, cortar, abandonar. Em uma das parabolas Jesus diz que o bom pastor é aquele que vai atrás da ovelha perdida. (quão temos visto isto, sobretudo entre os lideres das igrejas?). Temos que aprender a parar de dizer "Adeus!" e aprender a dizer mais "Até daqui a pouco."

O Modo de Comunicação
Outra coisa importantíssima é quanto ao modo de tratar o próximo, quando vamos de encontro a eles, quando formos falar sobre algum problema chato, as vezes problemas de relacionamento, ou para repreender, e, sobretudo, para ensinar. E o exemplo maior disto está em Jesus, que em quase todos os momentos fora extremamente manso, embora outras, mais energético (e para variar, com os mestres da lei, sacerdotes, lideres - os que tinham mais luz); como o profeta Isaías profetizou "como ovelha muda vai para o matadouro"; podemos ver em Jesus, mesmo nos momentos mais duros, como no Getsemani, como perante Pilatos, ou os companheiros do Calvário, ele tratou com mansidão, sem ofensas, escolhendo cada palavra, procurando sempre alcançar o coração deles. Veja no sermão do monte entre tantos outros. Não temos a imagem de um homem gritando, fazendo escândalo, ou batendo na Bíblia, como muitas vezes vemos algumas pessoas fazerem pelas praças e igrejas. Mas com calma, suavidade. Assim como por Elias, Deus se manifestou não por um vulcão, uma ventania, furacão, tempestade, mas por uma 'brisa suave'.

Quanto a isso, as Escrituras nos deixam muitas considerações:

  • “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que seja boa para a necessária edificação, a fim de que ministre graça aos que a ouvem.” Efésios 4:29
  • “Da boca das crianças e dos que mamam tu suscitaste força.” Salmo 8:2
  • “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deves responder a cada um.” Colossenses 4:6

Perfeição
Todos - eu espero - sabemos que ninguém é perfeito; ninguém controla perfeitamente suas emoções, sentimentos, e, quanto mais, a própria língua (um dos temas prediletos de Salomão, basta dar uma bisbilhotada em Provérbios para encontrar várias passagens sobre isso). E, além disso, muitas pessoas, tiveram uma educação familiar, entre outros, as quais não aprenderam a ser agradáveis com o falar, até quando se esforçam para isso. Como uma mulher que certa vez conheci. Ela ficou surda, mas adorava falar, e a vi pregando, e ainda mais, a 'ouvi cantando'. Bem, como ela estava surda, ela não tinha noção de como era a sua voz, a articulação, volume, intensidade, projeção..., então mesmo que ela estivesse falando de coração, provavelmente com as melhores boas intenções, a voz ressonava como o barulho de um trem descarrilando; falava muito alto, como se estivesse brigando, xingando, além de mal pontuado e desafinado; mas ao mesmo tempo, dizendo coisas doces fofas - era um contraste interessante. E aí entra novamente a nossa paciência, em saber lidar com os outros, reconhecer aquilo que fazem, mesmo quando a forma que encontram para se expressar não nos agrada. É como quando uma criança que mal sabe escrever, faz aquelas obras de artes surrealistas (rabiscos) e diz com toda alegria para o seu pai: "Olha papai, eu desenhei você e a mamãe." Bem, se Deus formou e criou o homem, os planetas, as estrelas, desenhou o Universo; o que são as nossas 'obras de arte' para Ele, senão, 'rabiscos'? Todavia, Ele olha para o nosso coração. É isso o que o apóstolo quis dizer quando disse que o enfeite de uma mulher não seja no seu exterior, no frisado do cabelo, ou nas jóias e roupas, mas num coração puro e sincero pois é isto é o que é agradável para o Senhor.

A Obra de Arte para Deus, é o nosso CARÁTER, um coração transformado, sincero, com boas intenções, quando age por amor, quando reconhece o coração do outro com afeição e simpatia, quando se importa com o coração dos outros. Aquela mulher surda podia estar contando, algo que para mim era uma tortura auditiva, podia ser um poema que era música para os ouvidos de Deus; sendo que um narrador de conto de fadas profissional, mas apenas fazendo por profissão, falando as mesmas palavras, fizesse com que Deus tampasse os ouvidos. É isso o que vemos a Bíblia dizer, sobretudo no Antigo Testamento, quando muitas vezes fala que Deus deixara de ouvir as orações de seu povo; pois o coração deles estavam carregados de iniquidade.

Tiago nos deixa mais claro ainda.

"Meus irmãos, não sejais muitos de vós mestres, sabendo que receberemos um juízo mais severo.
Pois todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, esse é homem perfeito, e capaz de refrear também todo o corpo.
(...)
a língua, nenhum homem a pode domar. É um mal irrefreável; está cheia de peçonha mortal.
Com ela bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.
Da mesma boca procede bênção e maldição. Não convém, meus irmãos, que se faça assim.
(...)
Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom procedimento as suas obras em mansidão de sabedoria.
Mas, se tendes amargo ciúme e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade.
Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica.
Porque onde há ciúme e sentimento faccioso, aí há confusão e toda obra má.
Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia.
Ora, o fruto da justiça semeia-se em paz para aqueles que promovem a paz."
Tiago Cap. 3


Que assim possamos ser conforme este modelo para com as pessoas: com pureza, mansidão, moderação, tratável, cheia de misericórdia e bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia [sem falsidade e/ou mentiras]. E poderia acrescentar: sem inveja.

Valendo lembrar que no contexto fala para não ter um sentimento faccioso, ou seja, um sentimento que busca separar, se fechar, formar uma panela, e guardar algum tipo de rancor e ódio para o outro grupo. Como podemos ver muitas vezes com grupos - chamados de fanáticos ou extremistas - como torcidas de time de futebol que até se matam, ou mesmo grupos religiosos, entre tantos outros, como skinheads. Aliás, a Bíblia exalta que o mais importante de todo o fruto do Espírito Santo, é a MANSIDÃO.

Aprendamos com Jesus, para qual não se tratavam de judeus e gentios, mas de 'ser humano', filhos e filhas de Deus; pessoas com problemas, pessoas com traumas, doenças, sofrimento, pessoas que precisam de carinho, amor, ensino, luz, ajuda, coragem, mansidão, paciência, perdão, confiança, cura, pureza...


Que possamos meditar nisto neste sábado. E buscar a cada dia, orando a Deus, rogando para controlarmos a nossa língua, de modo a sair apenas palavras que sejam doces, calmas, tranquilizadoras, reconfortantes para alma; virtuosas, animadoras; Que nos dê paciência para viver com cada um, inclusive com nós mesmos, paciência para cair nos nossos erros mesmo que pela milésima vez e levantar, tentar de novo, até conseguir; Que nos dê capacidade para amar e perdoar os nossos inimigos, e a sermos mansos mesmo nos momentos mais duros; sabedoria e sensibilidade para saber o que dizer e quando dizer. E ao mesmo tempo, orarmos para que as pessoas possam também compreender mais o nosso coração e menos as nossas limitadas e corruptas formas de expressão.

17 maio 2012

É preciso ter peito para amar

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"Não existe investimento seguro. Amar é sempre ser vulnerável. Ame qualquer coisa, e seu coração certamente vai doer e talvez se partir. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto, você não deve entregá-lo a ninguém, nem mesmo a um animal. Envolva-o cuidadosamente em seus hobbies e pequenos luxos, evite qualquer envolvimento, guarde-o na segurança do esquife do seu egoísmo. Mas nesse esquife - seguro, sombrio, sem movimento, sem ar - ele vai mudar. Ele não vai se partir - vai se tornar indestrutível, impenetrável, irredimível. A alternativa à tragédia, ou pelo menos ao risco de uma tragédia, é a condenação.”
C. S. Lewis, Os Quatro Amores

...

Ninguem quer sofrer. Todos queremos nos distanciar das decepções e tristezas. E muitas vezes, quando passamos por uma dessas grandes decepções e dores. A primeira coisa que nos vêem em mente, é este sentimento egoísta de nos fechar a tal ponto de manter a certeza de nos manter intactos. Pois vivemos num mundo imperfeito, de pessoas imperfeitas. Mas acredito que por mais forte que este desejo de se isolar em si mesmo do mundo, no fundo do alma, ansiamos e desejamos encontrar pessoas pelas quais viver, por quem dar a nossa vida, por quem verdadeiramente amar; por quem, estarmos disposto a sofrer a mais dura dor. Caso contrário, apenas barganhamos com o nosso coração alguns trocados.

"Qual é o meu objetivo, quando fao amizade? Ter um ser por quem dar minha vida, um ser que eu seguirei até o exílio, que defenderei com todas as minhas forças contra a morte. A relação que tu me descreves é comércio e não amizade; nela só procuramos vantagens pessoais, nela só vemos o que ganharemos."
Sêneca, "Das Relações Humanas"


...


Que por mais duro que muitas vezes possa ser. Espero que não desistam. Que tenham coragem para acreditar e buscar. Aprender com nossos erros, e crescer, crescer não na malicia, não no engano; mas crescer em ter peito para cair e levantar. Peito para perder e buscar. Peito para acreditar em Deus sem que isso seja a partir de provas ou algum interesse egoísta. Peito para mesmo quando adultos, agirmos como crianças que se perdoam e no instante seguinte estão brincando juntas novamente. Peito para amar, mesmo quando este, no mundo, se acabar e egoismo reinar, dar as caras para apanhar. 


A você que um dia sofreu. Meus parabéns. Pois um dia ousou amar.
A você que sofre. Meus consentimentos, sei como é dificil parar em pé quando se perdeu o chão.
Mas coragem. Mesmo nos dias frios e chuvosos, acima das nuvens, um sol brilha. E, enquanto, Ele brilhar, a esperança surgirá.

16 maio 2012

Senhor dos Anéis X Game of Thrones

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Esta é a minha resposta a uma modinha popular que circula na Internet, dizendo 10 razões pelas quais "Game of Thrones" é melhor do "O Senhor dos Anéis".

1) Os personagens transam, escarram, defecam e ficam de ressaca
2) A linha entre bem e mal é muito mais tênue – se é que existe
3) Martin não abusa das descrições como Tolkien
4) Martin não tem nenhum princípio
5) O autor de Crônicas não se ofende se você encontrar alegorias nos livros
6) Ao terminar os capítulos de Crônicas o leitor está sem ar
7) Há mais reviravoltas na trama em um livro de Martin do que em todas as obras do Tolkien juntas
8) O leitor troca de olhos a cada capítulo
9) Há personagens para todos os gostos
10) As Crônicas de Gelo e Fogo duram mais


Resposta:


Game of Thrones é uma obra popular, com intenção de VENDER. Tem todos os ingredientes do que a cultura pop hoje curte, sexo, traições, dramas novelescas, histórias sem sentindo, não importa, mas o foco está no drama... baixa linha filosófica, os conceitos morais são diluídos, a modo 'new age' (anti-cristão) [pois ninguém quer ficar com a consciência pesada, então, nega-se a moral.. apesar que os resquicios de moral em cada leitor é a única coisa que faz de Game of Thrones interessante, pois é um drama que ainda tenta tocar esses 'resquícios', seja para destruí-los ou por em conflitos, gerando o drama interno no expectador]... não é uma obra de cunho e propósito realmente literário e artistico.

Senhor dos Anéis é uma obra de cunho filosófico-literário-artistico. Qual Tolkien adaptou para levar principios e conceitos da Biblia para as pessoas, em especial aos jovens da época, em que não mais se interessavam pela Biblia. Além disso, num contexto social em que apelar para o sexual e paixões baixas é baixaria (diferente da cultura pop de hoje que as exalta). Além disso, o cunho filosófico é profundo, abrangente e claro em definir que o mal é mal e o bem é bem. Enquanto que no "Game", tenta misturá-los, e tenta persuadir que 'essa mistura' pode ser tanto boa quanto ruim, não é uma obra com peito para dizer: mal + bom = mal. Pois isto fere o conceito de diluição.

Tolkien,não escreveu o livro para ficar famoso, rico, e vender. Literatura em sua época, dificilmente era algo lucrativo. E "O Hobbit" ele escreveu de presente para o seu sobrinho. No Simarilion, vemos até uma conjectura Teológica sobre analogia da criação do mundo, das raças, sobre a Batalha no Céu descrico na Biblia entre Deus e Satanás, uma batalha através de 'produção musical'; o mundo que fora construído a partir dos conceitos desta música. O próprio Melkor figura que simboliza o diabo, Satanás, Lucifer, que buscou corromper as raças, sobretudo os humanos, até que não havia mais moralidade entre eles. É uma história enormemente profunda, com razíes que se alicerçam de além do centro da Terra; como o surgimento de Sauron, como Sauron se tornou assim (apesar que o filme não falta disto). A máxima do 'Anel do Poder', simbolizando o único poder do mal, que é a cobiça, o desejo de poder; e que este corrompe e destrói a humanidade. Além, do uso de figuras celestiais, e tentar descrevê-los, o que não é facil para uma mente humana, Tolkien teve que se recorrer a Bíblia para conseguir trazer caracteristicas deles, como carater, o modo como lida com os humanos, (Ainur); assim, como os magos enviados por eles, para tentar salvar a Terra-Média (como Gandalf, e Saruman que se correpera pelo desejo de poder e ambição). É tão intenso o cunho desta obra. Além dos idiomas criados, que carregam em si, em sua escrita, caracteristica, fonética, uma perícia incrivel sobre linguagem e arte...

O Senhor dos Anéis, tem um cunho artistico-literario altissimo, pois foi uma critica social-literaria a época, muito presa ao realismo, naturalismo, expressionismo, cientificismo (vivendo o positivismo), não davam valor a fantasias e metafisica. E assim, fez um estudo complexo e união de diversas mitologias, e criou um outro mundo, realidade; criou um idioma de forma tão complexa que soa real. Foi livros como Cronicas de Narnia (do seu companheiro de faculdade, Lewis) e seu Senhor dos Anéis, que transformou o mundo literarário; o qual influencia fortemente a cultura por vir, inclusive hoje. Provavelmente, sem tal obra. Não haveria "Game of Thrones" hoje; assim como não haveria "Star Wars", pois foi neste livro que George Lucas se inspirou; um dos filmes que mais inspirou a cultura e tecnologia, das últimas décadas.

Fins morais. O período das grandes guerras do mundo no inicio do século passado, estava desmorazliando e criando crises na sociedade de depressão, desesperança, abandono dos valores morais; e com isso um caos social-economico-politico. Está obra teve o propósito também de infundir os valores, ressuscitar, erguer-los, pois só assim a Inglaterra e o mundo sobreviveria ao caos da guerra. Do mesmo modo como C. S. Lewis foi convidado pela Rádio BBC para levar mensagens de animo e fortalecimento moral da população; e dái, ele fez incriveis discursos cristãos, para quais TODA INGLATERRA parava para ouvir seus discursos na rádio, discursos qual hoje podemos encontrar no livro "Cristianismo Puro e Simples"; que realmente, levantaram a moral do povo Inglês; e os animou e fortaleceu a lutar contra os Nazistas na Guerra. Sem contar, que Tolkien participou na Guerra das Trincheiras, viu a guerra com seus olhos, e com o seu coração...

Claro que 'Game of Thrones' é uma tentativa de aproveitar do impacto de "O Senhor dos Anéis", para gerar lucro e fama, adaptando para "os interesses da popular de hoje". Mas não chega nem na sola do pé do grande clássico, apenas vendido menos do que a Bíblia em todo o mundo.

'Game of Thrones' é apenas uma modinha, que daqui alguns anos, décadas (pelo menos até o povo se encher, e parar de passar na TV) ninguem mais irá ouvir falar, ou comentar.

'O Senhor dos Anéis' é uma obra que marcou e irá continuar marcando a história geração pós geração. Sobretudo porque não está agarrado a uma 'mentalidade e cultura pop temporal' mas sim a questões antropológicas universais e atemporais. Livro não feito para agradar a cultura pop da época, mas para provocá-o, chocar-se com ela, bater de frente.

Game of Thores pode ter mais bang-bang, drama novelesco, cenas mais fortes e picantes. (ou seja, um recheio mais agradável para o paladar muito estimulado por condimentos).

O Senhor dos Anéis tem um conteudo, um drama interno de cunho antropologico, religioso e filosófico rico; qual não precisou de cenas fortes, de dramas novelescos, cenas picanes, nem bang-bang... para provocar o leitor e transformar o mundo. É um livro qual, na BATALHA PRINCIPAL, supriu ela, ao invés de descrevê-la, como o foco de um bang-bang ou cena intensa, apenas diz que após o 1º dia de batalha, acamparam ao pé dos muros da cidadela, e no 3º dia fizeram um acordo contra o exercito inimigo. Claro, apesar do filme, também dar um pouco mais de foque nesse Bang-Bang e na pancadaria, muitas quais contraditórias com o livro, para também atrair mais o público hollywoodiano; e do mesmo modo, me disseram que na série da HBO também, pois me disseram que no livro de Game of Thrones não há essas cenas de sexo, e tanto selvageria e sangue como se vê na série... talvez, neste caso podemos culpar mais a mídia.

Assisti a série, Game of Thones e não sinto a minima falta, saudes. Alias, quantas séries parecidas já não foram feitas? Me lembra até aquelas séries de Conan, Shena, Hércules, só que com mais personagens, drama, e histórias mais amarradas; porém, num entrelaço infinito, como foi a série "Lost", que só vai ser encerrada, quando começar a perder público, e isto exigir o fim. Já Senhor dos Anéis, já perdi as contas de quantas vezes vi; e ainda me desperta incriveis reflexões só de lembrar, e desejo de assistir o filme novamente.

Game of Thrones conquistou o mundo pelo Marketing e Publicidade (alias, viva a Hollywood que mudou o gosto da cultura pop, para apreciar um livro assim). Senhor Dos Anéis conquistou o mundo pela arte e conteúdo.

20 abril 2012

Igreja - Ir? Por que?

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Creio que como todos os cristãos (não sei quanto se outras religiões há esse costume), um dia nos perguntamos: "Why? Por que ir à Igreja?" E por diversas vezes esta pergunta teclou em minha mente, procurando uma razão mais consistente do que o formalismo e a tradição.

Antes de mais nada, creio que seja bom deixar claro, que na minha concepção:
1. Igreja ≠ Denominação Religiosa
2. Igreja ≠Templo Religioso


1. Quanto a denominação
No meu ver, um dos versos que mais me deixa claro nas Escrituras é Atos 2:47 que diz:
"E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar."

Nesta concepção, Igreja é o nome dado ao grupo daqueles que Deus acolhe, pessoas que serão salvas. E quando, eu pelo menos, pensamos nisso, não tenho a concepção de que Igreja é um CNPJ, ou um Nome na Praça, ou Uma Denominação INSTITUCIONAL. Mas sim, de que Igreja, é um conjunto formado por pessoas espalhadas pelo mundo, das quais acredito que haverá tanto cristãos, como islãs, budistas, e - por que não? - ateus; do mesmo modo, como dentro dos Cristãs, há tanto protestantes quanto católicos, e das mais diversas denominações protestantes. Mas isto já é outro assunto.

Logo, quanto a isso, quero deixar bem claro, na minha visão, que NÃO VOU A IGREJA por achar que é o grupo exclusivamente certo, o qual será salvo, e que apenas pertecendo a ela, também estaria no grupo certo e seria salvo. Mas por outro lado, em certo momento da minha vida, no meu nível do entendimento que possuia, eu já pensei assim. O que quero dizer, é que, no meu entendimento de hoje, "uma denominação religiosa", em si, não há NENHUM motivo suficiente substancial para eu frequentar a 'igreja' (neste sentido denominacional).

2. Quanto ao Templo Religioso
Na Bíblia, vemos a ideia de "Templo religioso" como um local especificado, qual os homens consagraram para servir solenemente de lugar de adoração a Deus. Todavia, na Bíblia, o a palavra "igreja" só veio a surgir no Novo Testamento. E mesmo no Novo Testamento, igreja, de algum modo, tambem foi tratado com a conotação 'não de pessoas', mas 'de um lugar especifico para adoração ou reunião destas pessoas'.

Bem, mas no Antigo Testamento, crieo, que no meu ver, o conceito de Templo, veio dos Altares, onde eram feitos sacrificios de novilhos, conforme a tradição, as pessoas tinham que empilhar 12 pedras, e ai seria feito um altar para Deus. As vezes, tendas eram usadas como um templo. Até que então, no Exodo, vemos o Templo instruido por Deus a Moisés para que fosse construido durante a peregrinação no deserto, como uma semelhança do Templo Celeste. E ao mesmo tempo, é neste, que mais deixa claro, que o CENTRO da idéia de um Templo, era não só o Sacrificio de Jesus (o Cordeiro), mas o Plano da Salvação e Redenção do homem, como a parte do bode expiatório. Após isto, diz que Israel nunca mais teve um Templo realmente digno a Deus, até que então, Davi projetou um Templo e seu filho, Salomão, o construiu, o qual ficou conhecido como "Templo de Salomão", que foi edificado em Jerusalem, e que diz a literatura que era tão impressionante, que pessoas, lideres e governantes de outras nações e povos vinham até Jerusalem para conhecê-lo, como foi a Babilônia. E de depois mesmo este templo foi destruído, e depois reconstruido (Xerxes). E depois, no Novo Testamento, o que mais vemos não são Templos com esta denominação em si, pois de certo modo, é como se o Templo de Salomão ficou eternizado como o único que se valeria chamar de "Templo" entre os judeus, e então, tivemos a idéia de Sinagogas, como se fossem os novos modelos de templos.

Todavia, mesmo quanto a toda essa IMPORTANCIA humana dada aos templos, Jesus, outrora cutuca a mente daqueles religiosos dizendo que "não sobraria pedra sobre pedra" do 'templo'. E claramente evidenciando que ali não estava a RAZAO. Os templos em si, não são lugares, solos - repito - EM SI, sagrados, ou algo com que realmente devemos estar ali, ir ali. Apesar que há outro aspecto Espiritual (e que no meu ver envolvem anjos, que poderia ser mais profundamente abordada nesta questão), mas deixo isto para outro post. Não é por isso, que devemos ir ao Templo, para pisar Nos Átrios, da casa dedicada a Deus.

Logo, também o que quero dizer, é que no meu ver, o IMÓVEL em si, não há nada justificavel, substancial, que me sirva de motiva a ir à 'igreja' (no sentido de templo, imóvel ou construção civil).

Então, por que motivos?
Quando penso num "why?" não me vêm 1 único motivo em mente, mas um grupo de motivos. Não é minha intenção falar sobre TANTOS, aliás, às vezes, pode ser até mesmo apenas a 'responsabilidade' e o 'espirito de dever', para nos educar a sermos diligentes. E quanto a esses motivos, no meu ver, uma boa descrição de grande parte deles o C. S. Lewis descreveu no livro "Cristianismo Puro e Simples". Mas eis alguns motivos que considero muito substanciais:

1. Familia
Em geral, o senso de familia se dirigi muito para os laços consanguineos de 1º grau (pais, vós, irmãos, tios, primos); um senso de 'familia reduzida', ao meu ver e que, tambem, se faz fechar um pouco para um visão mais em prol da humanidade. Todavia, Jesus mesmo disse que a sua familia de sangue mesmo, não O entendia, e O rejeitou - como seus irmãos. Mas Ele adotou toda uma familia, uma humanidade, de judeus e e gentios. Ele se relacionou com pessoas, quais poderiamos considerar como mera Amizade, mas elevo-os a condição de familia.

Quando penso na Igreja, eu penso como uma grande familia, não uma familia fechada que vive para si, mas uma que quer se extender, expandir, incorporar e influciar ainda mais pessoas mesmo que não sejam desta familia, mas como se fossem. E, que ao mesmo tempo, pelo menos, um entende porque o outro vai ali, e é por causa 'desta familia'; são pessoas diferentes, de laços diferentes, mas possuem algumas convicções em comum. E nisto, há várias atribuições, como uma ajudar o outro, um zelar pelo outro; é uma familia estendida; e de certa modo, mais focada num propósito; enquanto a 'familia consanguinea' é muito focada mais nas 'reuniões de familias' e tarefas da vida.

2. Companheirismo e União
Numa conversa com meu amigo que participa de um grupo de ciclismo de 40 pessoas, toda terça a noite andam pelas ruas de São Paulo, ele disse, que é meio que "sem graça", ele não sente como um grupo unido, uma familia, um companheirismo, mas apenas como um ciclista, um grupo de pessoas andando de bike pelas ruas, e os afetos, papos não vão muito além disso. Mas quando é com um grupo familiar da igreja, é diferente, há aquela união, companheirismo. Além disso, um tende a ajudar a o outro, sobretudo quando há situações de desanimo, dificuldade, comemorações, entre tantos outros. Como diz nas Escrituras:

"Pensemos uns nos outros a fim de ajudarmos todos a terem mais amor e a fazerem o bem. Não abandonemos, como alguns estão fazendo, o costume de assistir às nossas reuniões. Pelo contrário, animemos uns aos outros e ainda mais agora que vocês vêem que o dia está chegando." Hebreus 10:24-25

Está união, é importante, não só para nós, no sentido de nos ajudar, mas também no de ajudar aos outros, a fortalecer os outros, como na fé, na esperança, nas provações e situações dificeis e privações que muitas vezes sofrem na vida por causa desta fé. [Sim, "liberdade religiosa", não é algo muito respeitado na prática. E creio que isto, só quem realmente vive uma religião, sabe o que é enfrentar esses obstáculos no Mercado de Trabalho, na Faculdade, no Emprego, nos Relacionamentos...]. A união motiva, inspira, sobretudo quando é preciso lutar contra uma multidão.

3. Relacionamentos Duráveis
Algum comum de se ter nos grupos religiosos é uma especie de marca indestrutivel pelo tempo. Claro, a afinidade pode-se perder com a ausência. Mas isto não vai impedir, que tais pessoas, mesmo que se encontrem depois de 5 ou 10 anos, ainda tenham um grande prestigio uma com a outra, lembraram dos velhos tempos, e mesmo as realidades deles - que partilham de coisas comuns - ainda serão novidades a serem assuntos de conversa. Além disso, eu vi isso com muitas pessoas e comigo, mas até me formar no colegial, eu praticamente, tive uns 5 grupos de amigos, e alguns GRANDES AMIGOS, mesmo algumas dessas amizades sendo mais intensas, com o tempo se perdeu, algumas, na vida adulta, por causa do trabalho. Mas, quanto os da igreja, duraram, permaneceram boa parte, e algumas delas, apenas diminuiu a intensidade, outras aumentaram, mas permanece. Tenho certa gratidão a Deus, em dizer, que tenho amigos ali, desde minha meninice. Claro, com o tempo, os assuntos, tempo, casualidades mudam, e agora mesmo, damos mais atenção para nossas namoradas entre outros afazeres, lutas da vida; mas mesmo quando nos encontramos, não temos dúvida, é nosso amigo, e podemos ter interessantes conversas.

Além disso, no Clube de Desbravadores, pude ver homens se formarem desde que tinham 9, 10 anos, e eu, apenas 17. Alguns casaram, alguns tiveram filhos, se formaram, e poder viver isso.

4. Aprender a Lidar com Pessoas e Desenvolvimento Pessoal
Uma das coisas mais interessantes que vejo na igreja é ter uma grande mistura de pessoas; cada um com suas peculiaridades comportamentais, habitos, vicios, tendências, jeito, desde pobres a ricos, bebes a velhos, magros a gordos, super estudiosos a super desleixados, esforçados e diligentes aos preguiçosos, experientes e novatos; os de familia mais tradicional e conservadora, aos mais rebelados e dissolutos, sérios aos zombadores. E nisto, você vai aprendendo a ter lições de humanidade, a entender mais as pessoas, o mundo; suas referências e 'variedades' ficam maiores.

E também, nisto, muitas vezes se incluem atividades e cargos (trabalhos voluntários), entre outras situações, que você aprende mais a perder a vergonha de falar em publico, a se comunicar num pulpito, a defender uma idéia, mesmo que filosófica, a ter um contato do tipo 'estudo' com o um Livro. Ter mesmo experiencias de liderança, administração, secretário, contador. E nisto, é fácil de se ver, que é comum achar pessoas cristãs de 14, 15 anos, que tem uma bagagem pessoal, de experiencias, muito mais ricas e envolventes (que envolvem muito mais areas da vida fisicamente, mental, espiritual, emocional), do que pessoas de 20, 30 anos, que as vezes apenas viveu fechado dentro de uma familia, da escola, viagens e trabalhos.

5. Projetos Edificantes
É comum nas adtividades e diversões comuns da sociedade coisas totalmente fragmentadas e temporais; muitas quais, as vezes só se gasta dinheiro, e tem alguns minutos ou horas de diversão, mas que no dia seguinte, já não lembra, não faz questão, não te impactou. Na Igreja, é possível fazer atividades, projetos e coisas de longo prazo, coisas voltadas para conteibuir, edificar, melhorar a vida das pessoas. E isto traz um certo sentimento de realização especial, uma satisfação de sentir-se útil, de estar investindo e as vezes, daqui 10 anos, colher o resultado. Além disso, uma grande quantidade de pessoas, podem se reunir sem fins lucrativos, para desenvolver obras e atividades em prol de outros, sobretudo os necessitados.

6. Alegria
 "Alegrei-me quando me disseram, vamos à casa do Senhor." Salmos 122:4

Poucas coisas são tão especiais e gratificantes quanto poder abrir o seu coração a Deus, como particularmente em casa ou das formas mais simples, erguer um cantico de louvor, entre outros. Mas quando se ajunta com outras pessoas, as vezes multidões, tudo desenvolve algo ainda mais especial. Assim como a parte da Música, a qual, ao meu ver, só faz verdadeiro sentido e valor, quando se trata de louvor. Nada como ver um coral de dezenas de pessoas reunidos, depois de ensaios para louvar o nome de Deus. E de certo modo, acho que o grande destaque aqui vem a ser os 'canticos de louvores'. Que no meu ver, tinha que ser algo mais enorme, gigante, congregacional, abortasse as massas, melodias simples de se cantar e cativar; mas ao invés disso, é facil ver votar-se para um aspecto teatral e de shows musicais (ver Problema 4).

7. Auto-Preparação
Meu querido amigo Eliezer coloca que "Paulo fala com Corintios que "nós somos templo de Deus, e que o Espírito dEle está em nós..." Se somos um templo, precisamos saber como se comportar, e como cuidar... só frequentando e respeitando a igreja que aprenderemos e ficaremos mais concientes do templo que somos."

De fato, se passamos a encarar como verdadeiras estas palavras de que somos o Templo de Deus, o Templo do Espirito Santo, tentaremos fazer deste modo.  Todavia, de onde viram nossas referências e ensinos (práticos) do que seria isto? E aí entra a Igreja, onde podemos tirar lições, exemplo, nos projetar nossas atitudes e como consideramos. A Igreja, se torna, de certo modo, um laboratório e uma arena, para por em prático, tentar compreender, tirar lições, desenvolver e aperfeiçoar nosso caráter. Pois, se não agimos com zelo para com as pessoas, as coisas da igreja; não faz muito sentindo 'internalizar' nossas atitudes para com Deus.

8. Abranger o Desinteresse dos Interesses Próprios
Em geral, quando uma pessoa não quer participar de uma Igreja, ou simplesmente ir, é que na verdade ela está dizendo que ela tem ou quer "outras coisas" que vê como sendo mais 'atrativas' ou 'lucrativas' ou 'interessantes' para SI. As vezes, é fazer cursos profissionalizantes, ou extracurriculares, ou idiomas, ou sair para diversões cotidianos com os amigos e familiares; em geral, apenas abrange o comum de uma vida no sentindo de trabalhar, comer e divertir-se. Mas quando passa a ir para a igreja, começa a abranger um outro aspecto da vida que é diminuir este EGOismo, e passar a de DOAR-se; sim, o doar-se, pode virar um hábito do carater. E nisto, quando vamos a Igreja, normalmente, não temos muito o que receber (normalmente as promessas são futuras), mas temos nosso tempo, nossa atenção, afeições, energia, pensamentos, sacrificio (destas outras coisas que poderia estar fazendo), em prol desta auto-doação, e ao mesmo tempo, criação e desenvolvimento de um espirito de querer conviver e compartilhar com esta familia; e isto chega ao ponto, no qual a balança pode mudar, no qual a pessoa decide por optar a Igreja do que aos Interesses pessoais, como trabalho, educação (ou melhor dizendo, diplomação ou curriculamento - pois Educação mesmo...).

Os Problemas de Ir a Igreja
Como envolve 'pessoas', problemas há de monte. Na própria Biblia, vemos problemas ocorrerem. Por exemplo, em Corintios em que as pessoas tinham a maninha de querer ficar falando em 'linguas estranhas' e se acharem ser 'o mais ban-ban-ban espiritualmente, pois diziam ter o Dom de Lingua'; e ai vemos, Paulo, enviando uma carta a tais reprovando tais, e tentando resolver e acabar com várias 'picuinhas'.
A Lista seria também muito inumerável. Mas creio que as principais seriam:

1. Ver que nem todos são 'santinhos'
Creio que só depois de um certo tempo, a pessoa consegue entender o significado de ser santo. Que é se separar para Deus. E que mesmo, com erros, esquivos, tenta manter a tendencia, se arrepender sinceramente, voltar atrás, e no longo prazo, podemos ver 'a direção' da vida de tal. Mas, também, podemos ver NITIDAMENTE, o joio crescer em meio ao trigo (como disse Jesus numa parábola), e tais, com o tempo, vão ficando cada vez mais nitido. Pessoas que realmente, não estão lá, por causa de fé. E as vezes, até mesmo os piores propósitos, como fingirem serem boas pessoas, receber reputação, status, favores; até mesmo, conseguir uma parceira para a Balada. E, em casos de pessoas de alta patente, até mesmo, dinheiro e votos. E muitas vezes, ver essas pessoas, com propósitos egoistas, muitas vezes desfilando nos lugares de honra, ou como 'lideres e símbolos' desta igreja (grupo de pessoas). E nisto, por exemplo, você em pouco tempo percebe que de 100, talvez 10 ou 5, estudam a Bíblia. Todavia, isto com o tempo, acaba se tornando parte do MOTIVO 4, visto acima, o de aprender a conviver e lidar com tais pessoas, e buscar medidas para ajudá-las e levá-las a algum tipo de reflexão e mudança..

2. Ver que há muito ignorante falando bobeira
É muito comum ver pessoas falando abobrinha quando vão falar de Bíblia, ou pregar. As vezes a pessoa é novata. As vezes, ela não examina profundamente as Escrituras. As vezes, viu uma noticia na TV ou Internet e quer tentar associar aquilo - infelizmente. As vezes, quer usar coisas da Ciência que estão num outro contexto, como sensacionalismo. Mas o que mais doe, é ver pastores, sem conteúdo, sem conteúdo espirital, que mal consegue tirar lições da Palavra; ou interpretando coisas da própria vida, questionáveis, atribuindo a 'providências de Deus'. Todavia, isto tem um outro efeito, além do Motivo 4, que é o de te autoinstruir. Por exemplo, um bom modo de aprender, é ver alguem fazendo errado, vendo a argumentação errada dos outros, isso nos auto-instrui a um senso mais critico, e mesmo um desenvolvimento mais pessoal de buscar o correto, o que seria correto, ou como deveria ser dito. E além disso, parte do ambiente familiar da igreja, são os "comentários" após, como num almoço, onde sempre são feitas essas observações, e naturalmente, é compartilhado um debate de idéias; que para mim, particularmente, foi muito edificante na minha infância, 'ver meus tios discutindo, as vezes ficando bravos um com outro, com debates tão acalorados'.


3. Ver injustiças e abusos
É comum ver pessoas aproveitando e abusando do bom coração dos outros em servir a Deus. Do mesmo modo, é comum ver pessoas usando dinheiro da Igreja, usados egoisticamente para fins pessoais e de modos intemperantes. Todavia, isto também nos gerá mais um senso de justiça, e ao mesmo tempo, cria em nós um instinto e impeto de querer mudar, entrar em ação assim como Jesus expulsou os mercadantes do templo, e buscar edificar a igreja.

4. Perca de Propósito
A Igreja tem uma missão clara e bem definida na Palavra. Mas é o mais comum, é o de ver igrejas que após  um tempinho, entrarem na zona de conforto, voltam-se para as suas cerimonias, programações, um formalismo, um fim em si mesmo, um tradicionalismo não veemente significativo e espirituoso; e nisto começa a se absorver e se constituir apenas de coisas 'humanas'. Este sim, irá te provocar muitas coisas: a) desanimo; b) quero revolucionar tudo; c) orar mais; d) querer trocar ou sair de igreja; e) achar que não tem jeito; f) se acomodar do mesmo modo e perder ou aceitar está perca de propósito.



Por fim, no meu ver, a única coisa que não dá certo e serve de forte instinto para não ir a Igreja, é o do egoismo, dos interesses próprios, o não querer 'doar-se'. Pois, se alguns de fato vão a igreja com propósitos egoistas, interesses pessoais, como o de 'receber bençãos', seja $$$ muito dinheiro, ou curas milagrosas; na verdade, procuram uma Megasena com uma probabilidade maior de acerto; e para tais, existem um monte de denominações na praça, com o fim de sugar o dinheiro destes.

Na Dúvida, qual é a Religião Mais Certa?

"A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo." Tiago 1:27


Bem, está aí as minhas reflexões, de quem fala, há anos, de dentro do campo de batalha, e não das telas do cinemas. E você quais são o seus motivos?

16 abril 2012

Os Médicos de Hoje

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- Ola doutor... sinto isso e isso...
- Hum, você está com uma virose.
- Mas o que é? Qual vírus?
- Tome este anti-inflamatório, este antibioótico... Você tem alergia?
- Hum, tenho.
- Então tome este álérgico também.
- Se não melhorar em 3 dias, 'procure um médico'.
- "Pensei que você fosse um." - diz para si.

(passam 3 dias)

- Ola doutor[2]... sinto isso e isso... eu já passei no médico[1], e como não melhorei voltei aqui.
- hum, você tomou os remédios?
- Sim.
- Bem, tome este outro anti-inflamatório, este outro antibiótico... você é alérgico?
- Sou sim.
- Então tome mais este outro anti-alérgico.
- Mas não posso continuar com os outros?
- Estes são melhores. Se não melhorar em 3 dias, procure um médico[3].

(passam 2 dias)

- Doutor[3], eu estou muito mal, fraco, desidratado, sentindo muita dor... já passei por 2 médicos, falaram que era virose, para tomar...
- Ok, vou te encaminhar para enfermaria, ai você vai tomar sorinho com um dramin, neuvagina e adpirona na veia e irá se sentir melhor; e fazer um exame de sangue e urina.

(4 horas depois)

- Se sente melhor? - pergunta o médico.
- Sim.
- Seu exame de sangue ficou um pouco alterado, parece estar com uma infecção. Tome esse anti-inflamatório, esse antibiótico...
- Mas já estou tomando antiinflamatório e antibiótico há uma semana...
- Ah sim, então procure um clinico geral[4] 'para ver o que é'.

(2 dias depois)

- Olá médico[4], estou com isso e isso há 1 semana, e me disseram para procurá-lo.
- Hum, ok, sente-se na maca... mostre a lingua, tire a camisa...
- Bem, você parece estar com uma 'virose forte'... - enquanto vai escrevendo o receituário - Você
tem alguma alergia?
(...)
- Se não melhorar em 1 semana volte aqui.

(1 semana depois)

- Olá doutor[4]...
- Ainda não melhorou, bem, vou pedir para fazer um exame de sangue e urina...

(2 dias depois)

- É os exames parecem estar meio alterados... você quer tomar um soro, ou um remédio mais forte
para a dor?

(3 dias depois)

- Doutor[5], estou com isso e isso há quase 2 semanas, e passando muito mal, com diarréia e vomito...
- Bem, vou mandar te darem um soro com dramin e de dar esta receita; depois procure um gastro[6], pode ser algum disturbio gástrico-intestinal.

(5 dias depois)

- Olá doutor[6]...
- hum, vou pedir para fazer uma endoscopia e exame de fezes...

(2 semanas depois)

- Olá...
- Bem, os exames deram tudo normal... procure um endócrino... pode ser algum problema hormonal.

(1 semana depois)

[já na UTI]
- Médico[10] É seu estado parece estar um pouco grave. Vamos fazer alguns exames.

(3 dias depois)

[já no quarto internado]
- Identificamos que você está com uma bacteriose chamada
fjaoisjdoajpjpnklnelkshooionoasodalskldas, é muito rara, deve ter ficado resistente aos
antibióticos. Vamos tratá-la com um antibiótico mais forte tarja preta, peço que assine aqui e aqui.

(5 dias depois)
- Doutor[13], já me sinto melhor, mas estou sentindo meu corpo meio estranho, visão um pouco sensível e um pouco de dor de cabeça.
- Hum, procure um neuro e um oftamologista[14]; e tome este remédio se a dor ficar muito forte.
...

(1 semana depois)
- Identificamos que seu figado está um pouco inchado, que está com uma gastrite, e está com os olhos dilatados. Procure um gastro e um neurologista. [15]


(5 anos depois)
- Sinto muito senhora. Fizemos tudo o que podíamos, mas ele não resistiu ao transplante de rim.

14 abril 2012

06 abril 2012

A História da Pascoa - Várias Tradições

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Pascoa, para muitos apenas um feriado. Para outros, apenas ovos de chocolates e banquete com a familia. Mas por que existe tal data? Falarei aqui sobre basicamente as 3 tradições históricas: Judáica, Cristã e Pagã.

A Tradição Judáica
A origem pode ser vista no contexto que envolve o final do livro de Gênesis e inicio de Êxodo -  escritos por Moisés. Quando o povo hebreu estava nas mãos do Egito. Deus escolheu Moisés para libertar e conduzir o seu povo para a Canaã prometida a seus antepassados, em origem, Abraão, e o nascimento de Israel, prometido a Jacó. Moisés foi até o Faraó, e rogou a ele, em nome de Deus, que libertasse seu povo, permitisse os hebreus que partissem. Mas o Faraó endureceu seu coração. E com isso, vieram 9 pragas, enviadas por Deus, as quais apenas afetaram os egípcios, mas não os hebreus. Estes, Deus guardou. Mas mesmo assim, o Faraó se endureceu, não permitiu.

O sacrificio do cordeiro

A última praga, foi especial. Deus disse que todos sacrifissem um 'Cordeiro' puro, imaculado, limpo (um novilho), e aspergisse o seu sangue na porta e umbrais de suas casas; pois a noite, visitaria todas as casas, e aquelas que não tivessem a marca de sangue em suas portas, o filho primogenito (o mais velho) daquele lar, morreria. E, naquela noite, o filho do Faraó morreu desta maneira. E então, finalmente o Faraó permitiu que o povo hebreu saisse do Egito, mesmo que, aparentemente, ser uma loucura, ir uma multidão daquela para o deserto; todos morreriam. E, mesmo assim, deram aos hebreus muitos utensilios, qobjetos e ouro, prata, cobre etc. para sua peregrinação.

Esta data, este evento. O terrível dia da última praga. Mas que significou a libertação do povo de Deus das mãos do Egito, ficou marcado como o Dia da Pascoa.

O significado, na verdade era mais além. Os hebreus, já desde Noé, já possuiam a prática do sacrificio de um cordeiro limpo. Como simbolo do resgate do pecado (pois o salário do pecado é a morte), e que um dia viria o Cordeiro verdadeiro, que se sacrificaria em resgate da humanidade. E aqueles que aceitassem esse cordeiro, aceitassem seu sangue para salvar as suas vidas, essas seriam libertadas das mãos do inimigo, do pecado, da escravidão, e iriam para a Canaã, para o lugar que Deus os prometera, um lugar fértil, cheio de vida e paz que Deus lhes preparou. Mas aqueles que o recusassem, por recusar a salvação, apenas encontraria a morte.

Após a libertação do Egito, houve a peregrinação pelo deserto. E nesta longa jornada. Diz, a Palavra, que Deus, conduziu o seu povo, como uma nuvem, uma nuvem que todos os dias, sem falta, em toda a parte do dia, cobria o seu povo, protegendo do sol, do calor, e quando ela se movia, o povo seguia a nuvem; e que também, a noite, ao invés da nuvem, Deus se manifestavam como uma coluna de fogo, que aquecia eles do vigoroso frio da noite no deserto. E também diz que todos os dias, diariamente, Deus enviava Maná, chamado como o pão dos anjos, para eles se alimentarem, e nas sextas-feiras em dobro, para guardar para o sábado, pois no sábado não seria enviado. Em recordação do que posteriormente, no Sinai, ficou conhecido como o 4º Mandamento: "Lembra-te do dia de sábado para o santificar... pois em 6 dias Deus criou os céus, a terra e tudo o que nele há, e no sétimo descansou."

O ajuntamento de tudo isso, tanto do sacrificio da 10ª praga, quanto a libertação, quanto a proteção de Deus no deserto e o maná. Se tornaram o que a grosso modo poderiamos chamar de a Festa da Pascoa Judáica, constituida de:

- A pascoa (a passagem da 10ª praga no Egito);
- Os pães asnos [sem fermento] (em memória do Maná, e do significado do fermento, que simbolizava o pecado e a contaminação)
- As frutas amargas (em memória dos dias amargos nas mãos do inimigo)
- O cordeiro sacrificado (o Messias que deu a vida pelo mundo)
- a festa dos tabernáculos (festa em que passavam peregrinações pelo deserto, em recordação, memória das tabernas, aos acampamentos no deserto, a proteção, e a guia por 40 anos, que os levou a próspera Canaã, terra que derramava azeite, vinho, mel... e de modo, que a festa ficou muito ligada aos ciclos e a colheita agricola)

Praticamente, tais ocorriam no mesmo período, juntos.


A Tradição Cristã

A tradição cristã é um acréscimo a judaica; qual, os judeus, não observam.

O profeta Isaías profetizou, séculos antes, que o Messias, o Cordeiro de Deus, viria e libertaria o povo. E que Ele, como 'uma ovelha muda' iria para o matadouro, seria desprezado por todos e por ai vai... (não vou  falar das dezenas de profecias messiânicas agora). [Ver Isaías 53]

O profeta Daniel, séculos antes, recebeu, por um anjo, informações sobre o que ficou conhecido como a profecia das 70 semanas (sendo que neste contexto profético da Bíblia: 1 dia profético = 1 ano literal). Que, basicamente, o Messias iria iniciar o seu ministério em uma semana especial, mas que, após 3 1/2 anos, metade da semana, após iria morrer, 3, e que depois, disso, esta mensagem, o Novo Concerto, seria pregada ao mundo, chegaria ao coração de todos, romperia a tradição de particularidade dos hebreus, judeus, e chegariam inclusive aos néscios, aos incircuncidados, os gentios (como eram chamados), o que a morte de Estevão, um gentil, tornou evidente seu cumprimento..

No inicio do Novo Testamento, temos João Batista, aquele que foi profetizado também que viria para 'preparar o caminho'; este, quando viu a Jesus, disse que "Este é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.", "o qual não sou digno de tocar suas sandalhas.". João anunciou que Jesus era o Cordeiro, o cordeiro que desde os pais da humanidade, Adão e Eva foi simbolizado pelo sacrifício do novilho, o qual resgataria a humanidade. O cordeiro que desde o Éden, foi profetizado, como o filho da mulher que pisaria, esmagaria a cabeça da serpente (satanás) e que este o feriria o calcanhar. O cordeiro que foi simbolizado na Pascoa, como aquele que salvava as pessoas, a família dos que aceitavam o seu sangue, e que libertaria do cativeiro do inimigo, de Satanás, do pecado, da morte. E ali, Jesus, com seus 30 anos, conforme a profecia de Daniel, foi batizado, e inicio seu ministério; convocou 12 homens para segui-lo, seguir seus passos, e por ali, caminhou pela região da palestina, levando boas novas, mensagens de esperança, repreensões, e diversas lições, únicas, que hoje encontramos nos Evangelhos de Lucas, Mateus, Marcos e João; a qual, João descreve:

"Este é o discípulo que testifica dessas coisas e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro.
Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e, se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém!" (últimas palavras de João)

Bem, Jesus, no 3º ano, de ministério, com seus 33 anos, conforme a profecia de Daniel. Morreu numa cruz, como todos sabemos. Porém, isto, foi na época, da Pascoa, da festa dos pães asnos, da festa dos tabernaculos. E na última ceia em que estivera com seus discípulos. Jesus então criou mais 3 tradições:

1. Lavar os pés do seu semelhante;
"Porque Eu vos dei o exemplo, para que, como Eu voz fiz façais vós também". E assim, está ordenança deveria ser observada por seus discípulos para conservar sempre em mente as lições de simplicidade, humildade e serviço abnegado ensinadas por Jesus.

2. Beber do puro suco da vide;
O vinho, que era um 'novo vinho' (termo usado para o suco novo da uva, ou seja sem a fermentação.. alias, pelas festas do período, não tomavam coisas com fermento, assim como o pão asno); simbolizava não só o sangue de Jesus derramado na cruz. O sangue simbolizado pelo cordeiro morto. O sangue aspergido nas portas no Egito no 10º mandamento. Mas o próprio Jesus, através do vinho, também simbolo da vitalidade, da alegria, da festa (presente em praticamente todas as festas, sobretudo casamentos no Egito - o primeiro milagre descrito foi o da transformação da água em vinho), ele também deixou este concerto, está promessa:

"E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide até àquele Dia em que o beba de novo convosco no Reino de meu Pai. E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras." Mat. 26:29

Ou seja, Jesus faz uma promessa que nunca mais beberia da uva, até que um dia, finalmente, com aqueles que estivessem com eles reunidos ali, no inicio da Era Cristã; até que um DIA, beberia com eles novamente, para celebrar, no Reino de Deus. Promessa qual, Jesus diz:

"Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.
Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. 
E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também."

A promessa de levá-los com Ele para o Céu, e que lá então, salvos do pecado, da morte, purificados pelo Sangue, se regozijariam para sempre. Assim como Jesus se representa como o Noivo, e aos seus seguidores (sua igreja) como a Noiva, está festa no Céu, seria como a festa deste casamento, em que ambos se ajuntariam, numa só carne, para nunca mais se separar. Ou seja, sem mais pecado (o qual significa separação entre o homem e Deus)

3. Comer do pão asno, sem fermento.
"Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isso em memória de mim" Lucas 22:19

O pão asno, sem fermento, simbolizava o corpo, a pessoa de Cristo, totalmente imaculado, o cordeiro puro, sem macha de pecado. Aquele que não pecou em todos os seus anos de vida. O ÚNICO que não mereceu a morte, que não merecia esta condenação, o salário do pecado. Mas este, entregou a si, entregou o seu corpo, para ser açoitado pela maldade. Ele que permitiu que todos os pecados do mundo, da humanidade, o meu, o seu, todos os pecados desde Eva até o último ocorrer, caissem sobre ele.


"Era desprezado e o mais indigno entre os homens, homem de dores, experimentado nos trabalhos e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.
Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados." Isaías 53:3-5


Não foram os ferimentos da Cruz, da tortura, que o matou, como alguns e alguns filmes dizem. Não foram OS  SOLDADOS ROMANOS propriamente dito que o mataram. A Cruz era um castigo, uma tortura romana, a qual a pessoa ficava ali, por dias pendurado; as vezes eram soltos, ou enviados para prisão depois. Ou então, eram deixados para morrer, numa morte muito lenta, e dolorosa, seja pela fadiga e dores musculares, seja pela insolação e a desidratação. Levavam dias para morrer. E no caso de Jesus, não, ele morreu em pouquissimo tempo, um recorde. Os próprios soldados se surpreenderam, lhe atravessaram o peito (como tinha sido profetizado), para certificar-se que morreu, e ao invés de jorrar sangue, diz que jorrou um liquido como água. Uma morte muito inexplicavel, a qual alguns cientistas, dizem que apenas, muita angustia poderia ter provocado uma dor assim. O que matou Jesus, não foi a cruz, a tortura, estes foram minimos, comparados a dor que sentia no peito, o sentir o peso dos pecados do mundo caindo sobre ele, o meu e o seu. Este peso, essa angustia que Ele já começara a sentir no Getsemani, quando pediu a Deus "Se possível, passe de mim esse calisse.", ou quando pediu para que os discipulos orassem com ele, de tanta angustia, angustia de morte, que sentia. E então, este Jesus, este Cristo, morreu, este corpo, este pão asno, sem fermento, sem macula, sem mancha, sem pecado, morreu, recebeu todos os pecados.

Assim como, dizia a profecia de Daniel, na 'metade da semana', aos 33 anos, morreu, e fez cessar então, as festas, as cerimonias da pascoa, no que diz respeito aos 'sacrificios'. Pois todos os sacrificios que simbolizavam o Cordeiro de Deus que seria morto pela humanidade, havia finalmente se cumprindo. Pois o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, morreu; finalmente, foi sacrificado. E assim deveria parar. 

Porém, como os judeus não-conversos ao cristianismo, não acreditaram que Jesus era o Messias, que Ele era o Cordeiro, que a morte na cruz, não foi finalmente o Sacrificio do Cordeiro, então, os judeus, não guardam esta ATUALIZAÇÃO do significado da Pascoa. Ao mesmo tempo, como não acrescentaram as cerimonias do lava-pés, do comer o pão asno como simbolo do corpo de Cristo, nem do beber vinho como do Seu sangue.



"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho Unigênito para que todos aqueles que nEle crê, não pereça, mas tenha a vida eterna."
João 3:16

Bem, e após a sua morte na sexta a noite, como um símbolo ainda mais especial para a guarda do dia de sábado, Jesus permaneceu na sepultura no sábado, morto. Mas que no primeiro dia (domingo), ressuscitou, e a tumba foi encontrada vazia.

E assim, para o Cristianismo, a pascoa passou a ser totalmente centraulizada na pessoa de Jesus Cristo, no Cordeiro de Deus. Aquele que liberta não do Faraó, mas das mãos do Inimigo, de Satanás, do pecado. Aquele que não nos conduzirá pelo deserto arabe para rumar a canaã terrestre, na Palestina. Mas que nos conduz por este mundo árido de amor até chegarmos na Canaã Celeste, a Casa do Seu Pai, a Vida Eterna, a Cidade Santa.

As tradições da Igreja Católica
A igreja, católica, não sei explicar os motivos. Acrescentou que na cerimonia da pascoa, tanto o pão, como o vinho, não apenas simbolizavam a Jesus, mas que, se tornavam, literalmente, o sangue e o corpo de Jesus (hóstia). Um dos dogmas católicos, apontados como heresia pelos protestantes. E que além disso, ao invés de tomar o vinho novo, o suco não fermentado, eles tomam o vinho fermentado, alcoólico.
Do mesmo modo, não sei de onde a ICAR tirou a idéia de 'não comer carne, mas apenas peixe' na Sexta-feira. Já ouvi falar, que tem a ver com a ver com Jonas que foi engolido por algum tipo de animal marinho.


A Tradição Pagã
Na tradição pagã, o que se entende por tradições de origens em crenças não-hebraicas, ou do Deus Hebreu.. mas em referência a outros 'deuses', e, em geral, politeistas. Vieram daí diversas crenças, que chegaram até a nossa cultura. Dentre estes:
1. O ovo;
2. O coelho.

Deixo claro que não sou sou entendido quanto a esta parte da tradição pagã. Mas no meu conhecimento, a idéia geral do que estes simbolizam é, basicamente: Fertilidade e Prosperidade.

Nota: as informações que coloco, aqui em diante, são originadas do site: Cetiscismo.Net

Ovo de Pascoa
Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Persephone. Na mitologia romana, é Ceres.

Estes antigos povos pagãos comemoravam a chegada da primavera decorando ovos. O próprio costume de decorá-los para dar de presente na Páscoa surgiu na Inglaterra, no século X, durante o reinado de Eduardo I (900-924), o qual tinha o hábito de banhar ovos em ouro e ofertá-los para os seus amigos e aliados.

O ovo é um destes símbolos que praticamente explica-se por si mesmo. Ele contém o germe, o fruto da vida, que representa o nascimento, o renascimento, a renovação e a criação cíclica. De um modo simples, podemos dizer que é o símbolo da vida.

Os celtas, gregos, egípcios, fenícios, chineses e muitas outras civilizações acreditavam que o mundo havia nascido de um ovo. Na maioria das tradições, este “ovo cósmico” aparece depois de um período de caos.

Na Índia, por exemplo, acredita-se que uma gansa de nome Hamsa (um espírito considerado o “Sopro divino”), chocou o ovo cósmico na superfície de águas primordiais e, daí, dividido em duas partes, o ovo deu origem ao Céu e a Terra – simbolicamente é possível ver o Céu como a parte leve do ovo, a clara, e a Terra como outra mais densa, a gema.

O mito do ovo cósmico aparece também nas tradições chinesas. Antes do surgimento do mundo, quando tudo ainda era caos, um ovo semelhante ao de galinha se abriu e, de seus elementos pesados, surgiu a Terra (Yin) e, de sua parte leve e pura, nasceu o céu (Yang).

Para os celtas, o ovo cósmico é assimilado a um ovo de serpente. Para eles, o ovo contém a representação do Universo: a gema representa o globo terrestre, a clara o firmamento e a atmosfera, a casca equivale à esfera celeste e aos astros.

Já quanto ao chocolate, bem eu não sei. Já ouvi dizer que alguns reis, ou mesmo povos consideravam o cacau como um alimento de deuses, por sua doçura. E aí imagino, que um dia, alguem teve a brilhante ideia de fazer ovos de chocolates. E como quase todo mundo gosta de chocolate (sobretudo as mulheres de TPM), rapidamente, isto virou moda, e uma tradição; na medida que a Industria de Alimentos, foi lucrando e investindo nisso (sobretudo em propaganda).

Coelho da Pascoa
Coelhos não colocam ovos, isto é fato! A tradição do Coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700. O coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa.

Uma outra lenda conta que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho passou correndo. Espalhou-se então a história de que o coelho é que trouxe os ovos. A mais pura verdade, alguém duvida?

No antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da Antigüidade o consideravam o símbolo da Lua. É possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa.

Mas o certo mesmo é que a origem da imagem do coelho na Páscoa está na fertililidade que os coelhos possuem. Geram grandes ninhadas! Assim, os coelhos são vistos como símbolos de renovação e início de uma nova vida. Em união com o mito dos Ovos de Páscoa, o Coelho da Páscoa representa a renovação de uma vida que trará boas novas e novos e melhores dias, segundo as tradições.


Por fim
Bem, apenas uma reflexão por fim. Se formos pensar em geral na cultura brasileira. No que hoje significa a pascoa, eu diria que temos:
1. Tradição judáica: aprox. 0%
2. Tradição cristã: aprox. 10% (que leva a sério)
3. Tradição pagã: aprox. 0%
4. Tradição capitalista: 99%

Tradição Capitalista
Sim, esqueci de falar sobre a tradição capitalista.

Bem, nos meus 20 e poucos anos, não vi pessoas sacrificando cordeiros, nem fazendo qualquer semelhança com a festa dos tabernáculo, ou dos pães asnos e ervas amargas, como os judeus faziam (não sei se ainda fazem). Também, vejo, mesmo nas familias cristãs, e nas cerimonias religiosas que na Pascoa sempre ocorrem nas denominações cristãs, que apenas um número muito reduzido de pessoas levam a sério, o verdadeiro significa e se importam com ele. E também, nunca vi, alguem dar a minima para os significados pagãos da fertilidade e prosperidade, apesar de a maioria usar seus símbolos.

O que sim vejo, é uma cultura de consumo, semelhante ao que fizeram com o Natal. Onde, por consumo, e em especial, ligado ao prazer do apetite ou a glutonaria, comprar ovos de chocolate, e dar-lhes de presente. O que envolve todo um tipo de cerimonia de consumo, que hoje existe. A necessidade das pessoas comprar algo conforme a moda da época. Sem significado algum, além de confirmarem que realmente gostam de chocolate, ou que preferem chocolate à saúde, ou que então, aproveitam o feriado, e esse consumo, para dizer que se importam com alguém dando presente para elas, ou aproveitando o feriado para fazer passar com a família.

Creio que esta é nova tradição, de natureza consumista,  que emergiu nas últimas décadas, e que possui o maior número de seguidores na atualidade.

16 março 2012

A Abolição do Homem - C. S. Lewis

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Estou fazendo uma releitura da incrível obra filosófica do Lewis, quase que uma apologéica da crença de que há valores, virtudes, absolutas, objetivas e intrisecas, independente do ponto de vista humano, que não são violáveis mesmo com a História.

Bem, hoje decidi que vou fazer um estudo mais profundo desta obra, fazendo uma análises bem lógicas da sua argumentação entre outros. A principio vou esboçar tudo num papel, ai não sei como vou fazer para passar por aqui. Pois de certo modo, não gosto de explicar no modo "texto", linhas de raciocinio, gosta de, literalmente, desenhar.

13 fevereiro 2012

1984 – Provocações Finais

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1984 não é um livro para qualquer um ler, não recomendo para adolescentes, nem mesmo jovens, apenas para pessoas que acreditam terem já alcançando algum tipo de maturidade filosófica, intelectual (sim, acredito ser necessário ter lido já um bom repertório filosófico entre muitas outras coisas), pois neste sentido ele é muito denso, trata de várias questões, um monte, de certo modo, quase sobre tudo, sobre o Mundo em que vivemos, sobre o individuo, suas ações, comportamentos, a mente, a memória, o que é ‘realidade’, o que é ‘registro’, sobre politica, o poder do Estado, o “Coletivismo Social X Individualidade”; relações de poder. A sempre hierarquia das classes: Alta, Média e Baixa. E muitíssimas reflexões sobre tudo, sobre consumo, indústria, produção, educação, mídia, monitoração do individuo, controle social, controle do pensamento, controle da mente, linguística, epistemologia, idiomas, sobre ‘palavras’, religião, e o mais incrível, ‘bons argumentos contra o cristianismo’ (o que é Raaaaaaro de se ver - bons).

O livro me trouxe várias reflexões, vários questionamentos, provocações, ideias, claro, não vou falar de todas. Apenas de algumas que acho que quero destacar.

O Senso de Segurança
A Oceania dominada pelo Partido, formou um conceito, uma clara idéia na mente de todos os seres pensantes que sempre estão sendo vigilados pela Policia do Pensamento, não há onde esconder, não tem nem como esconder um pensamento, se a pessoa pensa algo contra o partido (crimideia), é apenas questão de tempo, não há como se esconder, cedo ou tarde será pega, e apagada da História, nunca existira.

Todavia, houve um momento em que ele baixou as guarda, ao mesmo tempo, que com isso tinha alguma consciência que isto significava a sua morte, já estava morto por ter pensado assim. E acabou conhecendo um quarto no meio da prole, onde tinha seus encontros com sua Julia. Não havia teletela. E o dono do local parecia ser uma pessoa carismática. E ele ficou por meses tendo seus encontros amorosos, achando que naquele cantinho, naquele quarto, estava seguro e refugiado do mundo. Mas ali foi apenas uma cilada preparada pela Policia do Pensamento para ele. Havia uma teletela escondida atrás do quadro, esperando apenas uma confissão dele para pegá-lo no flagra.

O senso de segurança se passou a não existir. A única teórica segurança que havia era em viver de modo a não causar nenhum tipo de problema para o partido. E isto incluía em estar de acordo com seus propósitos e a sua idéia de que de Guerra, como se a Guerra, as outras nações é a que fossem as culpadas, pelos bombardeios. Pois de outro modo, estava sempre, em constante vigilância.

Temos uma reflexão, uma critica aqui sobre o que significa a Policia. E não apenas isto, mas os meios, mas os instrumentos de MONITORAMENTO do individuo. Pois por um lado, quanto maior e mais complexa a sociedade, mais ordem é necessária, e para haver ordem, é preciso haver monitoração e controle. Ou seja, é preciso abrir mão, em partes da sua liberdade. Liberdade no sentido de fazer as coisas sem estar sendo vigiado e controlado pelo Estado. E por outro lado, se não houvesse, como seria? E hoje, se formos ver, é uma questão presente. Enquanto estamos desenvolvendo melhores meios de monitoramento da população. Não haverá de chegar um momento, no qual cada individuo possa estar em constante controle ou observação? Por um lado, utopicamente, não haveria de ser nenhum problema ser monitorado, contanto que sua liberdade estivesse garantida, e não aparecesse uma policia do pensamento apagando sua vida. Mas isto, apenas seria possível num Poder, semelhante ao que vemos na Biblia, qual diz que há Anjos Redatores, que anotam cada passo nossa, mas que por outro lado, não vemos eles se intrometendo e nos obrigando a nada. Todavia, o Estado, Partidos, Empresas e por ai vai, está preocupado apenas com Poder. E isto, inclui, o poder sobre o individuo, de controla-lo, de fazer segundo a sua vontade. Se o radar viu que a pessoa passou da velocidade, tal leva um multa, e se a pessoa tentar fugir da multa, o Estado, possui instrumentos, para obriga-lo a pagar, ou então, manda-lo para a cadeia. (é o Estado controlando).

Até que ponto, podemos realmente admitir que o Controle, o Poder do Estado, é algo bom? Visto que este, significa, a morte do individuo mesmo que numa escala pequena. Em quanto que os Estados Totalitários numa escala maior. Uma coisa, o livro me deixou claro, “Segurança significa escravidão”. Todavia, por outro lado, não nos é mais possível viver sem Controle, sem subordinar-se há um grande poder. O grande problema que por fim temos é, ao meu ver, CONFIANÇA. Podemos realmente confiar no Estado? E quando falamos nisso, estamos falando nas pessoas que compõe o Estado. Podemos realmente confiar nelas? Que razões temos para confiar? Apesar de hoje, claramente ser um covil de ladrões, praticamente em toda a História o fora, até mesmo em Israel, ao ler o Antigo Testamento, acredito que vemos mais pessoas não-confiáveis no Poder, no Estado, (alias, o povo que clamou por um Rei, pois Deus não queria este modelo de organização para Israel). Até mesmo Salomão, em grande parte do seu tempo, apenas colaborou para a ruina de Israel. Vemos claramente na Biblia, que o único modo ideal, é quando o Poder está nas mãos de Deus, no sentindo, que as pessoas que estão no poder, elas estão totalmente rendidas a guia de Deus, a vontade dEle, e não ao próprio egoísmo, ambições e achismos, ambições terrenas e passageiras – diga-se de passagem. Mas isto, mesmo em Israel, foi raro de se ver; e não espero nos dias de hoje. Mesmo quando SUPOSTAMENTE, o Cristianismo chegou ao Poder na Europa – a Idade Média – as pessoas que compuseram o Poder (o Clero), bem, em nome de Deus, praticamente, se opôs totalmente a tudo quanto realmente era da vontade de Deus. Como está escrito em Daniel: “Lançou a verdade por terra.”; “Mudou os tempos e as leis.” E colocou o próprio homem, como no lugar de Deus, com autoridade e poder tão quão. (bem, é o que diziam para os homens)

O Ministério do Amor
Quando a pessoa saia dos padrões. A Policia do Pensamento prendia ela e a enviava para o “Ministério do Amor” (nome totalmente irônico). E lá, tal passava por uma violenta e cruel tortura, contudo o que me fez questionar o que é a tortura. Mas simplesmente levava ao ponto não só de experimentar o sofrimento e a dor, mas de esvaziar-se totalmente de si.

Nisto, tem uma das maiores revoluções, de tudo o que era visto antes sobre tortura, se vamos assim pensar. O que eles estavam se importando não era em ‘obter informações’ da pessoa, força-lo a dizer nomes, culpados, e dizer tudo. Mas sim, mudar o pensamento, o caráter, a personalidade dele. Antes, ele odiava o Partido, e só sairia de lá quando amasse Partido. Mas não por mera palavras, ou para tentar convencer os torturadores de modo para quem parem com a tortura e o libertem. Mas só iriam soltá-lo quando realmente estivesse ‘curado de sua loucura’. Conseguiam descobrir um modo, algo em especial (claro uma tortura em especial, um modo) de alcançar o mais profundo de sua mente e destruir suas últimas barreiras, para realmente mudarem seu pensamento.

É uma forma totalmente diferente de tortura, do passado. Que aliás, tente a ser, vamos assim dizer, a Punição da Policia do futuro, as armas do futuro. Não uma mera agressão ao corpo (“uma forma de controle e domínio ao corpo”), mas também uma forma de “controlar a mente”. E neste caso, controle da mente se constitui em curar a pessoa da loucura, e torna-la mais um ‘objeto’ com a ‘programação’ desejada pelo Partido. E nisto, se constitui em manter “o Sistema”, ou seja, “os trabalhos, as classes, o modo de vida, desejos, pensamentos”. E querendo ou não é isto o que eu particularmente vejo nas músicas, nos programas de TV em geral, na maioria dos filmes, e até mesmo no que se acha na Internet. É diferente se encontrar algo que se sai desta mentalidade de hoje. Além disso, uma das coisas que o Partido tinha praticamente abolido era o estudo da História e da Literatura antiga (imprópria), e veja só, não é exatamente o que estamos vendo hoje? E não apenas vendo nesses canais da mídia (os instrumentos de acesso dos Poderes para incumbir um pensamento as Massas), mas posso ver nas próprias pessoas. Pessoas quais, algumas ficam o dia inteiro com a TV ligada, ouvindo musicas de propósitos comerciais (praticamente quase tudo), e etc. Se vê claramente como é a mentalidade delas. Não vi nenhum personagem no livro 1984 que representasse bem esse tipo de pessoa, mas no “Admirável Mundo Novo”, tal pessoa podemos ver claramente representa na Lenina. São as pessoas comuns, que não questionam nada. Tornando-se anacefaladas, engolem tudo, sem senso critico; e só pensam em gastar, se divertir, não há nenhuma preocupação realmente séria antropológica, ou sobre o futuro, tão pouco, preocupação em conhecer, estudar e saber das coisas do passado, ou entender como as coisas funcionam.

A Nova Lingua
Reduzir a capacidade de expressão, pensamento (até onde isso depende de palavras), do individuo. Em outras palavras (forçando o caso), reduzir, mudar e controlar o idioma de modo a fazer as pessoas apenas a conseguir pensar como o partido.

Ou seja, suponha que o partido quisesse que tudo fosse 0, 1, 2, 3, .., 10. E ai, ensinasse a pessoa apenas a fazer operação de adição (+), e os números 0, 1, 2, 3,4,5. E por fim, a pessoa só iria conseguir fazer as seguintes operações:
x + y = k, (com x = [0, 5], y = [0, 5], ou seja, k = [0, 5], no conjunto dos naturais)

E ai, você pensa, ué: mas 5 + 5 = 10. E o máximo é 5, o que fazer? Simples, evidente que o Partido ensinava apenas algo do tipo 3+2=5 ou 5+0=5. Coisas, do tipo, pensar além disso. Além apenas desse “pequeno conjunto de palavras”, era totalmente ILEGAL, IMPRÓPRIO, HERESIA, é contra o partido, por exemplo, pensar na ‘subtração’ (-), ou multiplicação, ou nos números 6, 7 e 8.

Quando se contextualiza isto para a questão do idioma é exatamente isto. A pessoa só iria sabe ‘um pequeno conjunto de palavras’, e apenas saberia fazer ‘um pequeno conjunto de operações’ com tais palavras, e com isso, só iriam resultar num ‘pequeno conjunto de pensamentos e expressões’ (entre 1 e 5), que eram os pensamentos que o Partido iria querer. Qualquer anomalia no individuo, e este era enviado para o Ministério do Amor, para ele esquecer para ele poder aprender e acreditar (como diz no livro) que 2+2=5.

E isto está acontecendo hoje!!! Não é apenas o Internetês. Mas os livros por aí, as pessoas em geral. E nisto, estou falando das pessoas não só em comum. Mas mesmo uma pessoa mais executiva, com doutorado e tals. Mesmo que ela saiba 10 idiomas, em geral, você vai ver, e aí é uma pessoa apenas que conhece os termos referentes e voltados para o seu trabalho, área de atuação. Como no “Admirável Mundo Novo”, conhece, estuda, apenas aquilo que é útil para o seu trabalho, cargo, função na sociedade. E assim, é cada vez mais comum encontrar Engenheiros Moleculares, doutores em Astrofisica, mas que não sabe a diferença do Torá da Bíblia, ou quais foram os períodos da História, ou o que foi a Idade Média, ou a Revolução Francesa, ou a Industrial; tampouco sobre os pensadores gregos ( a origem da Razão), ou Agostinho (o pai da Teologia), etc. A geração de hoje já mal sabe o que foi a II Guerra Mundial, ou quem foi Hitler, ou a Guerra Fria, e mal sabe, o que aconteceu no mundo há 60, 70 anos atrás, pior, 30 anos atrás. E acham que o “atual estado e modelo das coisas” sempre foram assim e sempre serão assim. “o passado é o presente” e “o futuro é o agora” (como era os ditos axiomáticos das pessoas no livro).

O Poder
A parte da tortura é incrível, filosoficamente incrível, pois vai tirando de exemplos da História, de modo de como construir um Império Perpétuo. E ai vai vendo ponto por ponto porque todos os demais falharam. Alias, o propósito do Ministério do Amor de mudar a mentalidade das pessoas, ao invés de assassiná-las foi um aprendizado do passado para manter o controle e domínio do Partido. A Guerra também fazia parte deste objetivo. A Guerra não era mais por luta de território, ideológico, alimentos, era apenas para controlar o povo com um senso nacionalista, de submissão, de ideia de ‘inimigo em comum’ e com isso senso de fraternidade. E entre esses pontos, o MAIS CHOCANTE e claro, foi quando disse que todos os povos e impérios antigos, inclusive o Nazismo errou em ‘fantasiar’ e inventar outras coisas para o MOTIVO do ‘porquê’ fazer isto, mas que eles, tinham bem claramente bem definido, que o único propósito era “PODER”.

A grosso modo deixa claro uma coisa, tudo é uma questão de PODER. Qual é o propósito dos ricos, da Classe Alta, dos dominadores...? Poder. Simples assim. Não é dinheiro. Alias, dinheiro pode facilmente desvalorizar ou não significar. Mas dominar, ter controle sobre os outros, isso sim é PODER. Ou mais ainda, dizer quem pode viver ou morrer. Ou mais ainda, PODER para fazer a pessoa pensar o que você quer que ela pense (O Controle da Mente, a ULTIMA E MELHOR ARMA que pode ser feita para domínio). E de certo modo, o livro me fez pensar muito nisso. Me fez novamente, abrir mais o olho, e perder a ingenuidade, e novamente ver claramente, que quem busca Riquezas, Dinheiro, Status etc, busca poder. E nisto fica mais claro o que diz as Escritoras:
“O amor ao dinheiro [Poder] é a raíz de todos os males.”

E mais ainda, apesar de eu sentir uma grande atitude critica para com o Cristianismo do autor. Ele deixou bem claro, evidente, que tudo, o mundo, as coisas, o sistema não muda, é apenas o mesmo, a busca pelo TOPO DA PIRAMIDE, querer chegar na Classe Alta e manter o poder. Mas por outro lado, é exatamente o que o verdadeiro cristianismo bíblico se opõe. Pois Jesus criticou isso, chamava as pessoas a abandonar o poder, deixar isso da vida dela, chamou os riscos a dar tudo o que tem aos pobres, e eles mesmo não buscou riqueza, nem glória, nem status algum. O evangelho é loucura para este mundo, literalmente. Todavia ao mesmo tempo, uma coisa ficou fortemente gravada em mim: "Eu concordo com tudo isso!", "Qual é o problema?" Pois bem, vamos assim pensar, tirando o senso de moral, virtudes cristãs, é simplesmente poder, Lei do Mais Forte, Sobrevivência do Mais Forte; mas o autor, faz toda esta critica ao PODER, ao Estado, a morte do individo, o coletivismo, e ao mesmo tempo critica a religião, mas fica com os pés firmados num pseudomoralismo que vem de onde? De fato, sem uma verdadeira religião e Deus, o que temos no livro é apenas um modelo de máxima competência de dominio e poder, teoricamente 'o ideal' do animal chamado 'homem'. Então meu caro George, você apenas defendeu a Biblia por fim, criticou o que ela critica, expos parte do problema que ela expõe (a qual propõe origens mais profundas a causa), e colaborou ainda mais sobre as profecias da Biblia sobre os últimos tempos, últimos dias. A operação máxima de Satanás, o Ministério da Iniquidade, de escravizar o homem, a consciencia do homem, fazê-los escravos do pecado, ignorantes para com a verdade, que seriam dias trabalhosos e etc.

É mais um daqueles que criticam a Biblia não pelo incrivel conteudo. Mas porque a autoria desta obra incrivel é dada a Deus, e não a ele. Alias, diga-se de passagem, mais uma vez colabora ele, ao dizer no livro, que a Biblia foi abolida pelo Partido. E ao mesmo tempo, uma pessoa que passava pelo Ministério do Amor, ficava com marcas mentais tão profundas, que o Partido não se preocupava mais com ele, ele podia ler uma Biblia, e o Partido não daria a minima, nem a Policia do Pensamento, pois a consciencia dele estava totalmetne cauterizada para provocações e mudanças, além daquilo que o Partido queria que tal pessoa tivesse. (substitua "O Partido" por Satanás, e é exatamente o que a Bíblia diz). - Capitche!

E este ponto foi o que mais me chocou no livro. Fiquei perturbado com estes pensamentos por dias. Até onde não estou eu escravizado e corrompido neste sistema, também, apenas querendo poder? Entre tantas outras coisas. Pude ver mais claramente o quão ‘robotizado’ eu já não fui pelo Estado e pelos poderes. E me fez reavaliar e pensar em mutias coisas que já na vi na Licenciatura e sobre o papel da Educação e da Escola.

Bem, é isso ai. Um super resumo das principais provocações deste obra que recomendo para todos que tem maturidade, sangue frio, e quem está disposto a encarar a tristeza de se perder a ignorância, e em ver a realidade mais como é (um excremento de porcos).