09 agosto 2011

Nova Crise - Tic-Tac

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Claramente uma nova Crise está acontecendo, talvez apenas os sintomas após o 'benegripe' perder seu efeito quando foi tomado em meio a crise de 2008.

As analises e repercussão do que ocorre está muito peculiar, ao meu ver. De inicio, a mídia simplesmente NÃO FALAVA, permanecia o assunto em oculto, algo que eu já vinha chamando a atenção há muitas semanas, em maio já fazia meus comentários com os colegas do trabalho. Mas ninguém nem aí. Agora hoje, depois da incrível 'sapencada', ASSIM COMO foi em 2008, a mídia teve que falar, e falou bastante; foi a matéria principal do Jornal da Noite da Rede Globo.

Todavia a imprensa foi muito contraditória. Houve desde 'economistas' dizendo que "o Brasil não será afetado" ou "será pouco afetado" a comentários do tipo "Crise pode deter crescimento do Brasil" (disse Mantega) - creio que os comentários deste foram os mais reais, todavia, com alguns "indicadores chutes" para dar um toque de 'acalmar as atenções', querendo comparar que o que a crise de hoje é muito fraca, apenas um pequeno tremor, comparado a de 2008.

Comentários super contraditórios foram encontrados. Houve quem disse que os bancos estão SUPER CONFORTADOS para contornar e lidar com a Crise. Um absurdo, diga-se de passagem, a palavra "Crise" já gera desconforto nos bancos. E se houvesse conforto, a situação da Europa estaria resolvida.

Bem, o mais certo e provável, é que o impacto 'a CURTO e MÉDIO' prazo desta crise não serão tão devastadores quanto eu pensei (e pensei mesmo). Todavia, a forma como tal tem sido anunciada nos canais economicos e noticiários são sempre muito desarticulados e limitados quando se pensa num contexto maior e no longo prazo. Por exemplo, não se faz a ligação disso com os problemas de revolta social crescente em todo o mundo (até na Inglaterra tem ocorrido barbaridades esta semana); além de questões de fome, falta de água, desertificação. Uma enormidade de coisas que estão acontecendo no mundo. Claro, podemos olhar para a História e tirar centenas de exemplos de situações piores pelos quais passamos (não foi o fim do mundo) e certamente hoje estamos mais preparados, pelo menos intelectual e tecnologicamente. Todavia há algumas questões únicas desta se formos pensar apenas nos últimos séculos (ou décadas, se preferir). Pois, como Eric Hobsbaw, a grande autoridade atual em História, disse, estamos na Era dos Extremos. Aliás recomendo muito ler esta entrevista para a Folha qual ele diz que o Estados Unidos perderia a superioridade, em 2007, e hoje, 4 anos depois, vemos o conceito dos EUA cair, pela primeira vez.

Isto é algo único em toda a História; pois nunca houve tanta pressão, sobre diversos aspectos. Nunca houve TANTA GENTE no mundo, e é um número crescente. É uma questão extremamente alarmante para as próximas décadas e já está num estado cronico. Há a questão também da destruição da Natureza, esgotamento dos recursos naturais, problemas da água potável, excesso de lixo, varrimento dos oceanos; e uma tendencia absurda de aumento nas commodities nas próximas décadas. A grave questão do desemprego em todo mundo; o risco de recessão e desaquecimento da economia; visto, que a grosso modo, o Capitalismo só funciona no modo 'aquecimento'; o que o salvou o mundo, em sentido econômico, da Grande Depressão da Crise 1929 foi a II Guerra Mundial. - Hitler não foi o único culpado, por uns é visto até como um salvador. - Logo, estamos sim sobre o risco de voltar para uma Grande Depressão econômica no mundo.

Mas enquanto isto a várias coisas andando juntas. O envelhecimento da população, com o aumento da pop. e da expectativa de vida; que está gerando uma grande Crise Previdenciária. Além disso temos os conflitos chamadas de Guerra Cambial, eu particularmente chamaria de Guerra Economica. É uma Guerra acontecendo, porque todo país quer vender, lógico; o Brasil, commodities, e os desenvolvidos, tecnologia e manufaturados.

Neste ponto tenho que reconhecer que o Brasil é um país muito favorecido. Talvez o que está, hoje, na posição mais confortável no mundo; devido a sua imensidão, a preservação que ainda possui de Natureza, e por ser um grande produtor de commodities, sobretudo, de alimentos; e ter grandes reservas de água e petróleo. Ou seja, teóricamente, tem a Base (em questão de recursos) para se auto-sustentar tranquilamente. E isto atraí investidores estrangeiros. Todavia, isto, como eu digo, ocorre no atual momento. Neste contexto. Pois o Brasil não é tão simples, há o próprio risco interno, devido aos seus grades problemas de corrupção, desigualdade social, concentração de riquezas; e tem suas fronteiras pessimamente 'protegidas'.

Há quem diga que Guerra é coisa do passado, coisas hoje que só ocorre com "fanáticos do mundo árabe" ou miseráveis na África. Bem, eu digo que isso não ocorre com a Europa e EUA hoje, porque a situação ainda é confortável, ainda há CREDIBILIDADE no sistema, ainda há ESPERANÇA. Repito, a nossa melhor referencia é 1929, e ela gerou uma Grande Depressão que resultou num mundo SEM CREDIBILIDADE, SEM ESPERANÇA; numa Alemanha passando fome, entre outros, o conforto passaria. Ou seja, quando isso ocorre, em geral, se tem os ingredientes para uma revolta social, politica, ou mesmo internacional. Veja na Inglaterra, hoje. País Europeu de 1º mundo, está tendo uma grande Crise Social, com revoltas com pessoas que chegaram a um ponto de dizer "Dane-se o mundo! Vou cuidar de mim mesmo." A população inglesa acredita, confia, que a Policia irá conseguir deter a revolta. É uma esperança. Mas, e se passa 2, 3 semanas, 2 meses, e nao consegue, e pelo contrário a coisa só cresce e espalha...? Ou seja, e quando começar a perder a credibilidade?

Assim é no mundo, a paz que ocorre entre o G8, G20, entre muitas cadeiras na ONU, entre o Brasil e o mundo, é porque ainda há credibilidade; há esperança, há valor, há moral. Mas estas coisas começam a sumir? Talvez se resulte numa mudança no 'tom de voz' com que os aliados do Brasil fale com este. Iraque, México, tiveram seus exemplos de grandes petroleiros; o próximo é o Brasil, e como será a relação dos EUA conosco nesse sentido?

Bem, por fim, sem querer extender mais o texto, é que a questão é: "TUDO ESTÁ SOB CONTROLE."

É isso o que tentam nos transmitir os Governos, a Mídia, inclusive nos familiares. Porque, enquanto a grande massam "ACREDITA" que "tudo está sobre controle", então, de fato, o mundo permanece num certo controle virtual. E é isso o que está acontecendo nesta Crise, estão tentando nos convencer de que TUDO ESTÁ SOB CONTROLE, pois, se acreditarmos nisso, esse caos (que irá acontecer) irá demorar mais para chegar, se consegue extender por mais tempo a degradação, diminuindo o ritmo, amenizando os impactos e problemas no curto e médio prazo. Porque a partir do momento que as pessoas (em massa) começa a acreditar que "NÃO ESTÁ SOBRE CONTROLE" tudo entra em caos.

Sabe qual é a diferença da Crise de 2008 para esta de 2011? Apenas uma. Em 2008 as pessoas acreditaram que não estava sob controle. E nesta, ainda se acredita que está. Mas eu já aviso que "controle" é uma ilusão.

O que aconteceu nos Estados Unidos, a ilusão, o fator virtual, é "acreditar" que os EUA irá nível AAA, ou seja, pode emprestar dinheiro, e fique tranquilo que ele irá pagar fielmente. Ou seja, credibilidade. Mas algo aconteceu lá, não é por menos, que foi rebaixado para AA+. Isso significa perca de credibilidade para quem era visto como supremo, praticamente sem risco; é um tremendo impacto. É dizer "que não está sob controle". A Dilma ficou revoltada com esse rebaixamento, falou que "isto não era momento de rebaixar"; ou seja, ela quis dizer, que quando se está enfrentando uma crise, não se pode fazer uma coisa dessa por mais justa que seja, porque o seu impacto é devastador. Pense nisso. Pense no que a Dilma está querendo dizer. Extrapolando, alguem que você emprestou muito dinheiro não te paga umas 'gordas' parcelas combinada, e tem vários sinais de que as coisas não está muito bem, mas aí, ele te pede ainda mais dinheiro, e você vai tratá-lo exatamente como antes, quando pagava tudo certinho e as coisas iam bem? Segundo a Dilma sim. Se formos extrapolar ainda mais, Dilma está dizendo que devemos alimentar, até mesmo, 'um Gigante Morto', contanto, que isto venha impedir uma Crise Global pior. Lembra bem na Crise de 29, quando o Governo comprava Café e queimava, para salvar os cafeicultores.

Parece ser uma questão distante, quando pensamos em dinheiro apenas como algo "virtual" para se queimar a vontade. Mas a importância da questão é quando se olha para o seu valor físico, para quando pensamos 'em pessoas', para quando pensamos em nós, nos pais, família.

Eu realmente não quero, não quero mesmo, uma crise. Acho que ninguém quer. Mas não quero também que as pessoas sejam iludidas e manipuladas grosseiramente pela mídia, como estão sendo. Creio que cada um deve refletir e tentar compreender isto. Pois é de suprema importância. Pois vivemos numa bomba relógio que pode explodir nas próximas décadas, e estes apenas são os primeiros sinais.

Sinceramente, creio que o Sistema Financeiro, sofrerá sequelas dessa crise no sentido de ser menos atrativo a investidores decepcionados; e mais receosos no futuro. Este já é um sinal de descredito.

03 agosto 2011

Crise - Tensão e Incerteza

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Incerteza, ou seja, aversão ao risco, falta de confiança no futuro. É assim que, em geral, os mercados mundiais têm se comportado este ano. Me recordo em 2009, no ano do SUPER BOOM pós-crise, no qual, sobretudo em março, uma super onda de otimismo atacou os investidores e todo mundo saiu comprando que nem doido, de modo que tal, que muitas ações dispararam mais de +100% no ano (algumas mais de 300%). E em meio a tudo aquilo, alguns economistas e analistas, como uma voz contraditória, dizia que toda aquela onda era insustentável; que a crise não tinha sido contida, ela ainda continuaria e seus principais efeitos seriam sentidas a partir de 2010, 2011.

Bem, este ano demonstrou bem claramente isto, além do desaquecimento da economia global, temos a crise do Euro, países como a Grécia, Portugal e Itália um pouco na corda bamba. Questões como a Dívida dos Países, como a dos Estados Unidos. Qual poderíamos aproveitar para pensar na do Brasil, qual o Lula fez questão de pagar a divida para com o FMI fazendo outra divida com um juros maior (apenas para usar de MARKETING politico nas eleições); e agora, aumentará a divida com obras de infra-estrutura entre outros para a Copa de 2014 e as Olimpiadas. Apostando que isto atraira muito dinheiro estrangeiro, sobretudo de Turistas. Bem, gasta todo esse dinheiro e tals, e ai, chega 2014, e a crise está mais profunda, sobretudo nos maiores turistas (Europa e EUA), e aí, recebe poucos turistas... E aí, como fica?

Abaixo uma relação dos principais indices de alguns paises, que atestam, que, em geral, este ano as coisas estão muito incertas - ao meu ver, tendendo para baixo. E que no Brasil, as coisas só não estão pior, porque se vendeu e o peixe do Pré-sal, da Copa, das Olimpiadas, do crescimento do mercado brasileiro, e sua capacidade agropecuária, e todo mundo, até agora, engoliu e tem muita esperança.

Fonte: Bloomberg

Australia

França

Alemanha

Inglaterra

Italia

Grécia

Brasil

Estados Unidos (Dow Jones)

Estados Unidos (NASDAQ)

Portugal

Russia

China


Reflitam sobre isso. E aconselho a pesquisar e refletir muito sobre aposentadoria e previdência. E tirem suas conclusões.

Coleção Completa de A História das Coisas

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Eu considero toda esta série de videos imprescindível para todos para ter uma noção um pouco melhor sobre o como as coisas são, como o mundo funciona. Claro é muito mais complexo, e falta toda uma abordagem, sobretudo histórica e antropológica, além de cultural e religiosa. Mas é muito bom, e extremamente didático.


A História das Coisas

A História dos Cosméticos

A História dos Eletrônicos

A História da Água Engarrafada

A História dos Cidadãos Unidos VS FEC (Eleições Federal dos Estados Unidos) -

A História do Comércio de Carbono



Bancos & Capitalismo - O Fim?

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A grosso modo, um Banco é visto como o simbolo máximo do Capitalismo. Um termo equivoco ao meu ver, visto que instituições com a mesma característica existia na Roma Antiga, quando ainda não se tinha o Capitalismo como Modo de Produção. Bem, a associação atual em Banco com Capitalismo se deve em geral a questão de serem grandes acumuladores de capital, a cada ano que passa, em geral, crescem absurdamente em bilhões acumulando sempre um patrimonio fisico e virtual cada vez maior.

Em termos simples, podemos resumir as principais contribuições de um banco nesses 3:
1. Segurador
2. Agente credor
3. Investidor

1. Segurador
Em temos antigos, as pessoas guardavam suas riquezas em casas, cofres, palácios, precisavam esconder bem, e também, os mais afortunados, contratavam seguranças, guardas, guerreiros, etc. Para proteger que sua fortuna não fosse roubada. Outros colocavam o dinheiro dentro do colchão, de buracos estratégicos na parede, em caixas de sapato. - Acredito que muitos ainda o fazem. Bem, o banco pode ser visto como um 'agente segurador'. Ou seja, alguem a quem você confia o seu dinheiro, ele irá proteger seu dinheiro, suas riquezas, sua fortuna. E em troca desta proteção, você praticamente permite que o banco utilize seus recursos para outros fins, mas sempre se comprometendo poder devolvê-lo em sua totalidade.

2. Agente Credor
Como o banco naturalmente acaba tendo um grande quantia de dinheiro em posse. Ele fornece empréstimos para outras pessoas que precisam do dinheiro, em grandes quantias; podendo, por sua solidez financeira, permitir pagamentos parcelados de muitos anos. E assim, fornece recursos para muitas pessoas, empresas entre outros.

3. Investidor
Devido também a ter muitas reservas de dinheiro, o banco age investindo em muitas coisas, e não só visando o próprio lucro; mas muitas vezes (e isso ocorre todos os dias) apenas para dar "saúde ao mercado", quais em muitas possuem operações de perca. Mas de tal modo, que faz com que o mercado continue a se movimentar; pois o Capitalismo é uma engrenagem que precisa estar sempre em movimento.

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Poupança
Você já pensou alguma vez o porque a poupança dá um pequeno retorno (mesmo que, normalmente, abaixo da inflação)? Donde vem o dinheiro do banco para ele depositar na sua poupança? Bem, antes de mais nada, é bom entender o que é a "poupança". A poupança de certo modo, significa 'emprestarmos' dinheiro ao banco. Ou seja, é um acordo financeiro, no qual damos (depositamos), R$ 10.000,00 por exemplo. O banco irá usar este recurso, com uma parte fazendo seu caixa, como um fundo de segurança, e outra parte usando para operações financeiras, ou mesmo emprestando o dinheiro para outras pessoas. E assim, os seus R$ 10.000,00 que podiam ficar parados na caixa de sapato em casa, é usado para movimentar o mercado, para outras pessoas usarem. E tudo isso, no acordo, o banco se compromete, dando a sua palavra, que você sempre poderá resgatar seu dinheiro, esses R$ 10.000,00; protegendo-o. E ao mesmo tempo, como você 'empresta' dinheiro para o banco, ele te paga um juros. É literalmente isso, o banco TE PAGA uma pequena taxa.

Bem, atualmente, o banco paga em torno de 0,6%. Mas quanto será que ele lucra? Bem, com os seus R$ 10.000,00 ele pode ter emprestado para uma pessoa, num cheque especial, por exemplo, com 4% de juros ao mes. Ou seja, só nisso, ele teve uma diferença (spread) de 3,4%. Está aí o lucro do banco. Além disso, soma as operaçoes no Mercado Financeiro, entre outros.

O Patrimonio de um Banco
É meio estranho dizer isto, mas há uma boa lógica um banco lucrar cada vez mais, isto, de certo modo trás saúde financeira, e para o mundo financeiro; apesar, que por outro lado, é uma concentração maior de riquezas. Que teoricamente é a grande contradição do Capitalismo.

Então, a grosso modo podemos dizer que um banco possuí quatro (4) blocos de recursos (no meu linguajar):

I. Depositados
II. Próprio
III. Emprestados
IV. Investidos
* há também a parte das ações do próprio banco no Mercado Financeiro, mas prefiro deixar este de lado.

Depositados: É a parte dos recursos depositados no banco pelos clientes (conta corrente, poupança...) usado como reserva, que não foi usado para empréstimo e investimentos.
Próprio: É os recursos próprios (que arrecadou através de lucros) que tambem não foi usado para outros fins.
Emprestados: Recursos emprestados para outros que são pagos a longo prazo, que pode lhe render lucro com o juros ou prejuízo pela inadimplência (não pagamento).
Investimentos: Recursos investidos no Mercado Financeiro, pesquisas, ou acordos especificos. Que pode valorizar, desvalorizar, e até mesmo perder todo o valor, ou dever. (é bem variável)

Se formos pensar de modo bem conservador, o banco realmente só possui em caixa "o dinheiro próprio". Com qual tem que ainda pagar funcionários, despesas gerais. E de certo modo os "Depositados". Todavia, este os clientes podem querer resgatar a qualquer momento. E grande parte dos seus recursos (arrisco-me a dizer, a maior) em empréstimos e investimentos.

É bom enfatizar que o valor depositado pelos clientes é maior do que I. E, talvez, maior do que I + II. Logo, o que aconteceria se todos os que emprestaram dinheiro ao banco quiserem resgatar seu dinheiro? É bem possível que o banco quebre.

CONFIABILIDADE
Logo, a saúde de um banco praticamente depende da confiabilidade de seus clientes no banco. De que tal pode honrar os seus compromissos. Que tal está fazendo uma boa administração dos recursos. Pois, quando o cliente do banco suspeita que virá uma crise sobre o banco, ou que o banco não conseguirá honrar os seus compromissos, ele, naturalmente, para proteger seu patrimonio, irá resgatar seu dinheiro.

Caso Desastre:
Suponha o seguinte caso:
Depositaram no banco: 1.000.000,00
O banco possui: 2.000.000,00

Total: 3.000.000,00
Despesas do banco: 1.500.000,00

Então o banco empresta: 1.000.000,00
Saldo: 2.000.000,00

Ai o banco investe 1.000.000,00
Saldo: 1.000.000,00

Bem, o tempo passa. E ocorre uma grande crise financeira no Mercado, então o banco resgata parte do que tinha investido, com prejuizo, e mantém outra parte para tentar dar o minimo de saúde para o mercado.

Saldo anterior: 1.000.000,00
Resgate: 200.000,00
Investido: 500.000,00 (em alto risco - em baixa)
Saldo: 1.200.000,00

Devido a uma crise financeira no pais, negócios fracos, alta do desemprego, ocorre um grande aumento de inadimplência, e a taxa de juros não era muito alta. De modo, que do emprestado, apenas retorna 200.000,00.

Saldo: 1.400.000,00

(percebe-se que o saldo está abaixo das despesas, e do saldo dos clientes)

O banco faz demissões, e toma atitudes para diminuir os gastos e custos fixos. Baixando as despesas para R$ 800.000,00

Naturalmente, os investidores e clientes do banco percebem que uma crise está acontecendo, que o banco está com uma saúde precária, e grandes clientes resgatam seu dinheiro para se proteger, pretendo o pior... Perda de 1.200.000,00

E assim se tem o saldo final de apenas: 200.000,00
E sendo que tem despesas de 800.000,00 para pagar.
E ainda 800.000,00 que pertencem aos seus clientes.

Bem, o banco chega num ponto que não pode honrar os compromissos. Os demais clientes querem resgatar seu dinheiro, e o banco se vê necessário vender todas as suas posições no Mercado Financeiro a custo de banana. Conseguindo mais 200.000,00. Mas ainda é o insuficiente para honrar os compromissos.
Então o banco tenta recorrer a um empréstimo de outro banco, mas o outro banco vê muito risco, pois a saúde do banco está péssima, e o cenário financeiro do mundo também ruim, e não empresta. Então, o banco recorre (por incrivel que pareça) ao Governo, e o Governo também diz não. Então o banco pede 'concordata'.

E aí o banco fecha as portas e é obrigado a honrar seus compromissos, tendo que vender o patrimônio físico e tudo mais, e na esperança que alguem compre. Mas e se ninguem comprar? E as pessoas, que tiveram suas contas congeladas não podendo resgatar o que colocou no banco?

Bem, isso, a grosso modo, de modo meramente didático, foi mais ou menos o que ocorreu na crise que ocorreu a poucos anos atrás, com a quebra do banco Lehman Brothers. E que espalhou como um efeito dominó, a partir do momento que tirou a saude financeira do Mercado, fez o Sistema Financeira, como um todo, perder credibilidade, e as pessoas passaram a resgatar seus investimentos, poupanças, conta corrente.

Em grandes crises financeiras do tipo, nada impede de que o próprio Governe mande congelar as contas bancárias (ninguem mais pode fazer saques); ou o banco fechar. Logo, poupança também tem risco; inclusive aposentadoria. Resumidamente, TUDO tem risco.

Mas e se os bancos fecham a porta, e o dinheiro volta para a mão das pessoas, o que ocorre?

Em primeiro lugar, uma crise total do capitalismo e panico... pois o MOTOR da engrenagem para de funcionar. O mundo, as pessoas, as empresas, o Governo... precisam de empréstimos. Quem vai emprestar? Como conseguir juntar um grande poder que estava espalhado nas mãos de muitos, concentrados sobre a administração dos bancos? Ao mesmo tempo, o que acontece com "a moeda"? Que em grande parte é controlada pelas operações de cambio, bem, também entra em grande crise. Passa a perder valor, uma grande corrida inflacionária passa a ocorrer, o dinheiro passa praticamente a parar de valer, pois perde credibilidade. E assim todo o comercio entra em caos também. E então, o Governo se vê num enorme desafio para conseguir controlar isto.

Isto também atinge seriamente a sociedade. Aumento absurdo do desemprego, crise civil, saques, furtos; e uma corrida desumana pelos itens de base: higiene, água e comida.

A Roda do Capitalismo
O capitalismo, é uma roda que funciona com o movimento, e não um movimento qualquer, mas num no qual precisa haver acumulação de riquezas, o que não necessariamente é algo ruim. Todavia, este movimento de produção e consumo, necessita ser 'acelerado'. Isso significa que deve haver crescimento. O que se chama de Crescimento Economico. Todavia, sobretudo, desde a crise de 2008, se percebe, que o Crescimento Economico, está diminuindo, ou seja, a aceleração está caindo. Clara percepção disso está no "consumo", está caindo, ou seja, diminuição do 'consumismo', sendo um dos pilares do capitalismo. Ao mesmo tempo, que a produção está enfrentando um problema devido a alta cada vez maior das commodities, devido a fatores climáticos, aumento pela demanda de alimentos (por exemplo)...

Recomendo E MUITO, para quem ainda não viu, ver o vídeo abaixo (apesar de seu enfoque ambientalista):



Infelizmente, acho que muitos não conseguem compreender as implicações de todas essas coisas, no sentido de como pode afetar o mundo em todos os aspectos, social, politico, financeiro, trabalho, educação, saúde, acesso a alimentos e água, pacifidade, guerras.

Pois uma coisa é um mundo que funciona no modo "Esperança On": Paz, investimentos, saúde, educação, melhora do padrão de vida, prosperidade, exodo rural (migração para cidadesBlog do Evandro), desenvolvimento, organização, boas expectativas, desenvolvimento cultural...

E uma outra coisa é um mundo que funciona no modo "Esperança Off": Pessimismo, guerras, falta de investimentos, exodo urbano (migração para o campo), destruição, milicias, guerra civil, manifestações, protestos, paralisações, falta de recursos (inclusive em Saúde), racionamento, entre tantos outros...

E aí é só ver na História o que acontecia quando o "modo Esperança" estava On e Off. No ultimo grande Off, (crise 1929), tivemos em seguida a II Guerra Mundial. Depois, meio que ligou o modo On, sobretudo após a Queda do Muro de Berlim, praticamente marcando o fim da Guerra Fria, e a partir daí, tivemos praticamente 20 anos, de "Modo Esperança On". Mas isso parece estar acabando. Ao meu ver, já acabou. Mas, acho que a midia aprendeu a lição com 2008, e não ficar cotucando a tecla, e não intensificar e espalhar o pessimismo, mas buscar contê-lo.

O mundo necessita de um grande milagre. A Mídia tenta vender o peixe, que o Grande Milagre virá de malabarismos politicos e economicos e com revoluções tecnológicas que a ciência realizará; e assim, prega a esperança o povo. Todavia, questões como a Previdência, pouco são faladas. O projeto 85/95 da Dilma alguem disse alguma coisa? Falta do aumento da expectativa de vida para 150 anos na próxima geração, alguem fala das implicações sobre recursos naturais, água, comida, espaço, moradia, tráfego, poluição, lixo que isto implicaria, competitividade? Além da desertificação, erosão, 'varrimento' dos oceanos... Ninguem fala sobre isso. Questões que estão ocorrendo, importantíssimas, mas a mídia, está ocorrendo, para não disseminar o pânico. O que ocorre é como numa guerra, em que a Imprensa era obrigada apenas notificar coisas boas para animar a moral, animo e esperança do povo e dos soldados, e ocultar deles ou minimizar os 'contras'. Aliás, isto, sem falar da questão "moral" em que o mundo se encontra, como alguns dizem, já em divida com Sodoma e Gomorra.

Eu particularmente, não quero que isto ocorra, de certo modo, um grande temor, como nunca tive antes cresce dentro de mim, quando penso nisso e no meu futuro e da minha família, amigos e entes queridos; e no próprio cenário que pode vir a ocorrer no mundo (tendo a ser um tanto pessimista, quase melancólico). Todavia, isso gera um pouco de esperança que possa ser o cenário apocalíptico no qual ocorra os eventos finais que antecedem a volta de Jesus conforme as profecias bíblicas descrevem. Todavia, confeço que sou de uma geração mal acostumada, acomodada, que apenas viveu num mundo a grosso modo 'em paz', ou seja, pouco preparado, para enfrentar os desencomodos e o que pior pode acontecer. Será que estou preparado como Elias a viver anos no deserto bebendo de um riacho, alimentado por corvos, em meio a solidão, enquanto um mundo no caos; e ainda assim, manter as esperanças? Ao mesmo tempo, como se preparar? E quando? Do que minhas ocupações e atuais atividades e propósitos estão realmente valendo para a segurança futura?

31 julho 2011

Psicologia do Prazer da Reminiscencia e Mudança Comportamental e Preconceitos

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Do que adianta querer detalhar meus pensamentos, palavras, aprofundá-los, pingar todos os is, se por fim, as pessoas não leem o que escrevi; mas leem segundo suas perspectivas? (como evitá-las?)

Certo não é com todos que este incomodo fenômeno ocorre, mas sempre ocorre. Um post absolutamente claro sobre isto é o que fiz sobre a Constelação de Órion, se vê claramente em muitos comentários, que o leitor, creio eu não entendeu nem o primeiro parágrafo. Todavia, alguns entenderam, sim, alguns sim.

Bem, há uma perspectiva de psicologia crítica que estudei na faculdade que a grosso modo diz o motivo pelo qual é díficil quebrar 'gostos', 'perspectivas', 'filosofias de vida', 'hábitos', 'gostos pessoais', 'idéias' e sobretudo, a 'emoções'. A resposta pode parecer um pouco simples, mas é isto o que basicamente ocorre: "A pessoa se apega a elas."

Isto me faz lembrar do ditado biblico: "o contemplar transforma". Bem, essa tese é um pouco platônica no sentido da Teoria da Reminiscência, mas basicamente, argumenta que a pessoa se apega a coisa, pois lhe dá prazer toda vez que se recorda de tal.

Ou seja, suponha que você brigou com uma pessoa; e esta pessoa passou a ficar com ódio por você por um tempinho. Passa o dia seguinte, e está pessoa ao acordar, naturalmente não está mais com ódio de você, mas em algum momento se lembra de você, ou te vê, e então se recorda do episódio que ocorreu e do 'ódio' que teve. Apenas por lembrar-se da situação, inconscientemente, a memória é consultada. A consulta basicamente se consiste em se recordar do acontecimento mais semelhante possível passado, e então ver qual foi 'a reação' que você usou no passado. E então, naturalmente, tende a resgatar essa reação. Ou seja, quando a pessoa, se recorda do que aconteceu no passado, naturalmente, se recorda da sua reação no passado, e assim, se sente um pouco "armado", "protegido", "vantagem", e isto lhe dá prazer. É o prazer da reminiscência.

No exemplo, a pessoa ao ver o próximo, lembraria automaticamente do que ocorreu no passado, e de sua "reação" (o ódio, raiva), e isto lhe dá prazer, segurança... pois já passou por isso, foi assim que agiu. Isso é o natural. E lutar e enfrentar isto, significa lutar contra reminiscencia, não no sentido de provocar aminesia, mas no de contrariar a sua certeza (como reagiu no passado) e se possibilitar, abrir uma nova porta, para algo que não se sabe o que é. E isto é extremamente difícil, sobretudo, em quem 'não está acostumado' a ter boas experiências de perdoar alguém.

Outro aspecto importante é por exemplo a música. A ideia principalmente defendida é que, em geral, as pessoas não gostam "de música", "da música em si" (uma visão artística, como se denomina). Mas sim o que ocorre é que 'tal coisa' representa, associa na vida dele. Por exemplo, uma pessoa em geral que costuma ouvir muito rock, em geral, toca ou canta tais músicas, ou seja, teve momentos de dificuldade e superação para estes desafios de reproduzi-los (e há a questão do prazer da reminiscencia nisso), também teve a companhia de amigos que apreciam, teve conversas com esses amigos, teve situações no dia-dia que envolvera a presença da música, ou até mesmo saída para shows, e até possivelmente, num desses shows encontrou a pessoa que é seu parceiro hoje, além de também poder transmitir um conjunto de ideais culturais, como algo rock, ou metaleiro.

Ou seja, quando por um exemplo uma pessoa fala algo que sugere a ideais de oposição ao Rock, ou que tal pessoa simplesmente 'traia', seja, 'infiel' a tal. Na verdade, não está falando contra a 'música rock', mas sim a este conjunto de coisas: {superações, desafios, amigos, momentos de conversas, shows, cultura, estilo de vida, pensamentos, filosofia, custos, gasto de dinheiro para com o qual trabalhou e lutou, etc.} Por isso é uma grande, tremenda ENERGIA, vista como uma tremenda agressão, é um golpe forte contra o peito, algo que molda, que formou a vida daquela pessoa. Pois diga-se de passagem, quem realmente pensa e reflete sobre "a música" em si, são os que tem visão artística, e estes - taxados de loucos, incompreensíveis e excêntricos - são poucos.

Mas alguns podem afirmar que gosta de mais de 1 estilo de música. Bem, a explicação segundo tal teoria, é que tal pessoa não possui apenas 'uma conta bancária', mas 'duas'. Ou seja, teve tambem experiencias com outro grupo e tals. De modo, que se diz haver 3 tipos de ecléticos.

Os 3 Ecléticos
1- o da carência de pertencer

O primeiro tipo, é aquela pessoa que se considera eclética para com alguma coisa, hábito, gosto, filosofia, etc, qual se adere há MUITAS coisas, muitas, quase todas, quase fazendo indiferença. Tais pessoas, em geral, possuem uma certa crise de 'aceitação', elas precisam sentir que 'pertencem' a um grupo, ou então, a todos os grupos. É visto como possibilidades: quanto mais melhor. Não se nega, nem fecha nada (aparentemente).

Normalmente, tal pessoa teve uma vida construída dentro de muitas experiências mistas, e experiências que envolveram relacionamentos significativas na vida; como amizades, hobbies, namoros, trabalho... Ou seja, tais foram os blocos com quais construíram sua vida, e qual sua mente tem prazer de recordar. Como são muitos,  tende a dizer que por isso é alguém 'eclético'. Pois gosta de todos, quando na verdade, inconsciente a isto, esta na verdade a sensação de 'aceitação' de 'pertencer', ao recordar das experiências passadas.

Um Semi-eclético. Sim, na verdade, esta pessoa não é eclética. Pois as aceitoções dela se baseiam em cima do prazer da recordação, da aceitação, do pertencer. Isto implica que qualquer 'coisa' que implique em abandonar, retirar, algum desses blocos passados; são vistos como um tipo de vírus, inimigo. Então a pessoa pode tomar duas atitudes, uma 'menos eclética' que seria a de 'não se apegar a este, mas sim aos outros muitos', ou então, a 'mais eclética', apenas ter uma 'pequena relação com esta'.

Exemplo deste cético. Uma pessoa que diz acreditar em tudo qualquer coisa que é taxado de religião e supestição, desde rezar ave-maria, a ser batizada numa denominação protestante, a praticar budismo, a acreditar em horoscopo, consultar cartomante,  cristais energizantes etc. Bem, a pessoa diz ser eclética para a religião. Mas por exemplo, ela 'não se apega' a uma religião cristã prostante, pois tal, aboli a todas as demais. Ou seja, 'uma pelo menos tem que ficar de fora', logo, há uma preferência, uma escolha, há divisão, não é eclética.

2- O Eclético Sem Gosto
Este é aquele que simplesmente não liga (é primordial não ter um caráter artistico). Tanto faz um ou outro. Não tem um senso crítico, não tem bagagem; não tem informação significante; ou seja, não tem ferramenta para fazer juízo ou escolha, ou prefere não fazê-lo. São os chamados 'sem paladar', uma pessoa só aceita comer e por qualquer coisa na boca assim, sem distinção, sem preferência, caso ela não tenha paladar; ou seja, não sabe diferenciar o gosto. Assim, não sabe o que é azedo, ou amargo, ou doce. Mas pode reconhecer a forma visual ou o cheiro. Tal é basicamente uma pessoa sem sensibilidade. Mostre qualquer coisa para ela e ela diz que ela gostou, achou legal. Ou seja, se todos são, então, na verdade, nenhuma o é. A pessoa não possuí critérios, juízo, não há distinção, escolha. Normalmente estas escolhem o objeto momento apenas por aquilo que for conveniente ou dê na telha.

3- O Eclético Por Opção
Se trata na verdade de um pseudo-eclético também. Pois é uma pessoa que tem sim preferências, gostos, claramente, não se nega isto, e até mesmo não gosta de outros objetos. Mas escolhe experimentá-los, contemplá-los, tentar compreendê-los, com fins de uso. Nem que seja, apenas para buscar aprender. Como um policial pode buscar a opinião de um criminoso sobre falsificação. Ou uma pessoa que não gosta de tomar remédios, e que por ele, nunca tomaria nenhum, mas que se tiver algum remédio, toma qualquer um, não faz choro, nem birra. Algo que também costuma acontecer muito com alguem dentro de uma area profissional.


Bem, não quero mais prolongar estes textos.

Mas o fim de querer dizer tudo isto. É que é dificil lidar contra os preconceitos, manias das pessoas entre tantos outros, por isto, por causa da reminiscência. E quando digo manias, também me refiro a uma que vem me dando um tanto de dor de cabeça nos últimos tempos, que são pessoas que tem o hábito de ter uma reminiscência penosa, brava, e enraivecida de e-mails longos. Ou seja, escreva um email ou post no blog, com mais de 3 ou 5 linhas, com alguns paragrafos; que apenas da pessoa bater o olho naquilo, terá reminiscencia de alguma coisa no passado, qual sua reação é de imediada repuldia, e raiva. É impressionante, mas há pessoas que 'leram a carta antes mesmo de ler a primeira letra.' E quanto a essas, as palavras nada podem fazer, pois o que conta, não são seus significantes, mas sua quantidade.

Há ainda outros aspectos, como questões de 1ª impressão, fofocas, esteriótipos e a imagem que os outros formam de nós. Até mesmo com comentários brincalhões, te podem associar a uma ideia ou palavra não-desejável em suas reminiscencias. E depois quebrar isto é dificil.


Quando são quebrados...
A teoria propõe que não há como forçar uma quebra, sobretudo com palavras. As palavras só terão efeito, por aqueles, que já tem em suas reminiscencias o de apreciar as palavras, de ouvi-las, de dar algum valor com elas e querer compreendê-las, seus significantes e tudo mais. Mas os dois modos com que são quebrados é através do ABANDONO.

No modo 1, a pessoa sofre um grande trauma, mas um grande trauma mesmo, o suficiente para si mesmo querer remover essa pedra de si e jogar fora. De modo, com que tal Ação não é mais recordado com a Reação do passado, mas é recordado com a NOVA reação, a do trauma. E assim, a pessoa busca mudar.

No modo 2, a uma nova possibilidade. Se abre uma grande nova possibilidade. E muito forte, com que traumatize a atual, no sentido, de fazê-la ser considerada menor e/ou descartável; e de que, esta nova, vale a pena ser experimentada. A pessoa, a principio, pode não abandonar, mas é quase inevitavel que abandone; apenas, caso, há total decepção com a nova, e uma nova grande consideração pela antiga, é que pode haver um retorno.

......

Eu particularmente considero essa proposta psicologica muito interessante, que pode ser usado muito como uma ferramenta para compreender o homem e nossos relacionamentos e a lidar com eles. É lago que podia ser mais explorado ao meu ver. Mas, todavia, ela é um pouco 'banho de água fria'. Pois segundo tal, quanto mais tempo algo é colaborado; mais forte e intenso é sua reminiscencia, logo, mais difícil é de ser mudado. Sabe, isso me tirou um pouco as esperanças de lidar e tentar propor novidades e portas para adultos, e até mesmo alguns jovens.

14 julho 2011

O Terrível Mundo Que Está E Que Ficará

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Vivemos num mundo de ilusão. Mas não apenas num sentido poético, e sim, no qual, somos literalmente enganados como bobos para não ver a realidade, ou não nos dar conta do que realmente acontece.

Ilusões:
- Avanços da medicina;
- Grande momento financeiro do Brasil (copa, olimpiadas, pré-sal...)
- Grande melhorias na qualidade de vida...
- Pessoas mais inteligentes, graduadas, bonitas, ...
- Menos problemas sociais...
- Paz (sem guerras)...
- Temos estabilidade financeira...
- Temos um futuro seguro para os próximos anos e décadas de nossas vidas...
- Isso e aquilo...

Quem propaga isto?
- A mídia (TV, filmes, jornais, revistas, músicas...);
- As pessoas com a cabeça formada pela mídia;
- Os formadores de opinião;
- Os que gostam de viver na ilusão.

Bem, tudo isso nos entope de informação lixo. O que você viu hoje no Jornal que era tão importante mesmo? E na semana passada? E aí nos torna um tipo de ZUMBI. Umas antas que não pensam, com meras ROTINAS, a de acordar, comer, trabalhar, ganhar dinheiro, comer, consumir, fazer algo q nos dê prazer, e aí dormir, e tudo de novo. É um ciclo totalmente voltado para o agora, "o viver agora assim, porque é assim que o carrocel gira". O grande propósito é conseguir mais dinheiro, pois assim se consegue 'teoricamente' mais conforto e mais prazer, e mais "segurança".

Bem, e deste modo, simplesmente deixamos de pensar e de ver a realidade, porque estamos apenas vivendo esta ROTINA.

Qual a realidade?

Seria muito tempo tomar cada detalhe, mas resumidamente temos em: "A TOTAL DESTRUIÇÃO E OPOSIÇÃO DO PLANO ORIGINAL DE DEUS".

Qual era o plano original?
O Éden, o perfeito e maravilhoso jardim, equilibrado, sem catastrofes naturais, sem desmatamento, queimadas, destruição, a plena harmonia entre homem e a natureza, a plena harmonia entre o homem e os animais, a plena harmonia entre o homem com o homem, a plena harmonia da 'familia' (homem e mulher) e a plena harmonia entre o homem e Deus.

Ok. Quando olhamos para isto. Fica mais evidente. Não?

Bem, vamos comparar ainda mais. Pois segundo a Bíblia o caráter de Deus é manifestado pelos 10 Mandamentos, qual diz:

1. Não terás outros deuses, apenas Deus é Deus.
2. Não fará objetos de idolatria, nem idolatre nada feito por mãos humanas. Deus não pode ser representado por algo feito por mãos humanas.
3. Não blasfemar, nem tomar o nome de Deus em vão.
4. Guardar o sábado, porque Deus, criou o mundo em 6 dias e no 7º descansou.
5. Honrar o pai e a mãe. (isso inclui o valor da familia)
6. Não matar. (no sentido de crueldade, assassinato, atitude destrutiva, odiosa, de não dar valor... para o próximo... querer o sofrimento ou a morte da pessoa...)
7. Não adulterar (inclui nisso, "não trair" seus relacionamentos, seja uma amizade, um namoro, ou um casamento); ou seja, ser fiel.
8. Não roubar; não enganar... ser honesto...
9. Não mentir, não dar falso testemunho
10. Não cobiçar nada q outra pessoa tenha (mulher, carro, computador, casa, emprego, conta bancária, roupa, cabeo, tenis...). Aqui inclui ser humilde, contente com o que tem, não ser materialista, nem invejoso...

Bem, toda essa OPOSIÇÃO ao plano de Deus, é profetizado também em 2 Timóteo 3, que ocorreria no final dos tempos:

"Lembre disto: nos últimos dias haverá tempos difíceis.
Pois muitos serão
- egoístas;
- avarentos;
- orgulhosos;
- vaidosos;
- xingadores;
- ingratos;
- desobedientes aos seus pais;
- não terão respeito pela religião;
- não terão amor pelos outros;
- serão duros;
- caluniadores;
- incapazes de se controlarem;
- violentos;
- inimigos do bem;
- serão traidores;
- atrevidos;
- cheios de orgulho;
- amarão mais os prazeres do que a Deus;
- parecerão ser seguidores da nossa religião, mas com as suas ações negarão o verdadeiro poder dela."

Esta ai o diagnóstico antropológico do homem comum dos últimos tempos. Um homem totalmente oposto a vontade de Deus. E se inclui a isso. Também como dito por Jesus, as pessoas "se dariam em casamento". O casamento seria algo comum no sentido de "algo banal", as pessoas casariam como comprasse uma bala na padaria, experimentava, e se não gostasse, comprava outra bala. E hoje vivemos a sociedade do divórcio.

- O FIM DA FAMILIA
Bem, além dos fins dos casamentos. Outras coisas associados a isso temos: o fim do casamento entre homem e mulher. E agora, há relacionamentos entre homens com homens, mulheres com mulheres, e até mesmo com animais. Além disso, os relacionamentos se tornaram extremamente superficiais, as pessoas se tornaram apenas consumidores, ou objetos, ou com outras pessoas e casais, ou uma multidão. Até mesmo os namoros carregam a infidelidade, a falta de amor, respeito, a mera busca de prazer, entre outros. E nem preciso dizer, sobre os que 'ficam'; e nisso, temos como um monumento as BALADAS.. é o monumento no qual se diz que o homem é apenas um animal buscando satisfazer seus anseios sexuais, sem autocontrole. É a Era da Traição, do adultério, acabo de olhar para a tela de TV, e tem uma cena num seriado, em que um cara esta na cama com outra. É traição e sexo para todo lado. Aliás, tanto, que alguns psicologos e sociólogos dizem que já está havendo um efeito reverso, muitos já estão ficando 'cheios' de sexo, porque deixou de ser 'novidade', porque perdeu seu lado 'metafisico', porque 'não é mais proibido'. Sem contar o movimento pró-homossexualismo, que uma total oposição ao plano original de Deus "homem e mulher" (o qual forma uma familia).

- O FIM DO AUTOCONTROLE
Vivemos num mundo de descontrolados. Tanto nos hábitos, como uma grande quantidade de sedentários, obesos e viciados (bebidas, drogas, fumos, guloseimas, comida...), além dos viciados em sexo, na satisfação sexual, e que não conseguem conter o pensamento, ou discipliná-lo. E como prova disso, 70% ou mais, das pesquisas e mercado financeiro da Internet é pornografia.

- A ERA DA MENTIRA
Mentira branca. Blefes. Pessoas buscando levar vantagem em negócios, ou para conquistar os outros. Ou buscando esconder as merdas que fazem, e por aí vai. Um mundo de sonegadores de impostos, de corruptos, de ladrões. Inclusive na politica, e no sistema judiciário. Aliás, grande parte da atual Crise Financeira tem o dedo da mentira, da falsidade, da sonegação, da hipocrisia.

- A ERA DA DESARMONIA AMBIENTAL
Tsunamis, vulcões, terremotos, furacões, enchentes etc. Em geral, em decorrência da má ocupação do espaço. Aliás, ocupar mais o que? Os desertos e geleiras? Agora está tudo destruido. A infra-estrutura natural está destruída. É preciso ter uma fé maior do que qualquer cristão (creio eu) para acreditar numa reversão. Cade as florestas? Animais? A realidade é:
- Desertificação: o mundo está se tornando árido, traduzindo, um grande deserto.
- As fontes de água potável estão cada vez mais escassas.
- A superficie e o solo estão sendo literalmente sendo revirados para a exploração do solo e de minérios.
- Enormes áreas estão sendo destruidas para se tornarem reservatórios de água.
- Há pouquissima terras com florestas preservadas.
- O que sobrou está sendo desmatado. (acompanhe nesse site, apenas os pontos de queimada no Brasil http://meioambiente.cptec.inpe.br/ Olhe os mapas do Brasil (que, teoricamente, é o que de verde sobrou no mundo)
- Há cada vez maior necessidade de espaço para o homem ocupar para viver, plantar, explorar e armazenar lixo; e agora, basicamente, o que sobrou, foi a Amazônia, que logo será coisa do passado, talvez algumas pequenas areas de reserva, ou parque;
- Os oceanos estão sendo literalmente varridos, de tamanha é a a intensidade da pesca... além de sua poluição;
- As chuvas estão cada vez mais acidas;
- O ar está cada vez mais poluído, sobretudo nas grandes cidades;
- A ocupação é tal data, e a paisagem natural tão alterada pelo homem, que de certo modo, qualquer fenomeno da natureza mais intenso e provocará grandes desastres, sobretudo, em números. E nisso tivemos tsunami no Japão, intensa temporada de furacões nos Estados Unidos, erupções vulcânicas na Europa e Chile, e até mesmo, no "calmo Brasil" ultimamente tem ocorrido ciclones, tornados, terremotos que assutou muita gente. Aliás, o que seria de uma tsunami nas costa brasileira? Ou um terremoto no centro de São Paulo?

A ERA DA SUPERPOPULAÇÃO
O mundo está cada vez mais entupido de pessoas. Extremamente entupido de pessoas. As pessoas estão literalmente exprimidas nas grandes cidades. Não estão exprimidas no inteior, porque no interior precisam EXPRIMIR o solo com produção de alimentos para alimentar essas pessoas. E a população ainda vai crescer muito. E detalhe, só no Brasil, estimasse em torno de 20% vivem abaixo da linha do Brasil. Imagine no resto mundo! São bilhões. E o que isso quer dizer? Quer dizer que não há 'infra-estrutura', nem comida, nem água, nem outras coisas em quantidade suficiente para atender as necessidades de todos. Ou seja. O mundo se tornou um CAMPO DE BATALHA, UMA SUPER COMPETIÇÃO PELA SOBREVIVÊNCIA  DO MAIS FORTE, e hoje, as regras são outras, não são espadas (apesar, que para muitos países ainda sejam armas) mas a demagogia, o currículo, o emprego, o status social, a conta bancária; coisas, que basicamente, apenas tem valor, devido ao sistema financeiro e o social que ainda o sustenta. Mas um vez que perde esta sustentação, e voltaremos para paus, pedras, espadas, armas e canhões. (e isso, dentro da própria cidade) E mais, um caos, desse tipo, que desestabiliza a sociedade hoje, sociedade qual, devido A ESTABILIDADE saiu do campo e foi para as cidades, e então um movimento inverso ocorreria, as pessoas da cidade, buscariam tentar ocupar o campo a força, pois é lá que está a comida. (claro, seria um caos total. Haveria muita ação militar. Mortes, guerras, protestos etc.)

INFLAÇÃO
Uso tal termo no sentido a dizer que "o dinheiro", no sentido de "sistema financeiro" está saindo do controle. Na verdade, já está caindo no abismo, e as poucas cordas que o sustentam já estão se rompendo. Pois as pessoas estão consumindo muito. Mas como disse, o mundo está na sua capacidade máxima. Na verdade, já passou em mais de 4x, segundo alguns artigos. E a população ainda está crescendo. São cada vez mais pessoas lutando pela 'pouca oferta' de água, comida, gasolina etc. E isso é no mundo todo. O que isso quer dizer? O preço dos alimentos está subindo, e vai subir cada vez mais. E provavelmente, em poucas décadas, a comida será "racionalizada", as pessoas receberão uma "ração", "a porção". Ao mesmo tempo quer dizer ainda maior desmatamento para se ter mais areas de produção. Sem contar, o solo já em grande parte desgastado pela agricultura e agropecuária intensiva. O solo que sofreu desertificação. Os mananciais de rios sendo destruídos. A aguá também ficando mais cara. Os serviços sanitários ficando mais caros. Sem contar os combustiveis. Além de haver uma iniciativa muito pequena, timida, e insuficiente em busca de fontes renováveis de energia.

Além disso, o mundo vive uma grande crise economica. Sim, ainda não terminou. Pois agora, o grande temor é o GRANDE CALOTE. Os paises que fizeram empréstimos enormes de outros, simplesmente não podem pagar. Não tem como. E nisso se assoma um conjunto de caos e temores. Veja a evolução do Ibovespa. O que ocorreu no último ano para cá? Ainda estamos nos 60mil pontos, alias, novamente, buscamos os 58mil pontos no indice. O que isso quer dizer? Quer dizer que os mercados, os INVESTIDORES, NÃO ESiTÃO OTIMISTAS; não estão crentes numa estabilidade e segurança financeira. E falando nisso. Quem te garantirá o aposentadoria? Quem te garantirá que a sua aposentadoria será suficiente para viver? Pois o problema previdenciário é outro. Graças a nossa idolatrada medicina, conseguimos fazer um dos maiores males ao mundo: "evitar que as pessoas morram" [isso talvez pareça ser um absurdo, principalmente quando pensamos em quem amamos, inclusive nós]; pois com isso, a população de idosos está aumentando muito, absurdo, e ao mesmo tempo, o de jovens, sendo cada vez mais contido. E aí fica: "De onde tirar tanto dinheiro para bancar tanto idoso?" "E no futuro? Serão ainda mais?". Vamos chutar baixo:

100mil aposentados que vivem 1 ano a mais é no minimo 1 salário minimo x 12 meses x 100mil, de custo por ano.

Ou seja: R$ 545,00 x 12 x 100mil = R$ 654.000.000,00 = 654 milhões de reais!

Ou seja, segundo IBGE, pop. idosa no Brasil hoje é de 21 milhões  [Custo Aposentadoria: R$ 137.340.000.000,00 são bilhões. = 4% do PIB] Imagine, se as pessoas param cada vez mais de morrer, e daqui uns anos, tenhamos uns 50 milhões de pessoas... passaremos para 10% do PIB!!! Mas como? E as outras coisas? Aliás, e onde arranjará comida para tanta gente, fora as que nasceram, e a do resto mundo? visto que o Brasil alimenta muitas nações.

E o lixo? O que faremos do lixo? Moro em torno de 4 km de um lixão. Bem, simplesmente, há uma enorme pirâmide, de base quadrada, com lado aproximadamente de 500m (ou seja 2km de perimetro), e que deve ter uns 80 a 100m de altura, e ainda está longe do topo da pirâmide. Pois é muuuuiiiitoooo lixo. É inacreditavel, só vendo para ver. Trabalhei por 2 anos ali perto, e eu via, todos os dias, uma quantidade incontavel de caminhões de lixo chegando e saindo. É muito lixo! Mas muito mesmo! Eu não consigo imaginar. O que vamos fazer com tanto lixo? Onde vamos colocar? E o lixo eletronico? Fora as coisas, que precisam ser incineradas. Reciclagem? Não nos enganemos, suponha que o máximo de tudo o que pudesse ser reciclável fosse reciclado, nem 5% do lixo poderia ser reaproveitado.

Todavia, o mundo gira em função de uma única palavra: CONFIANÇA.

Você precisa confiar que irá acordar amanhã cedo para dormir está noite. Você precisa confiar que seu dinheiro continuará valendo o que vale e que terá acesso a ele, e seu poder, para colocá-lo no banco. Você precisa ter confiança que terá retorno, para investir seu dinheiro. Você precisa confiar que sua cidade continuará ser bem abastecida por água e comida para continuar morando nela. Você precisa confiar que não haverá um desastre ambiental que destruirá o imóvel para comprar um. Você precisa acreditar, confiar! E é por isso que os formadores da opinião, a mídia, te fazem de ZUMBI; para você "não deixar de confiar" e continuar fazendo o sistema girar. Teoricamente, é como o nosso coração, vai funcionando, vai batendo, e quando tiver que infartar, que infarte, e pare de uma vez; não vai te avisar "olha, daqui 2 semanas vou infartar". Havia pessoas sim, que sabiam, com antecedência que a grande crise financeira aconteceria, que os bancos quebrariam; os relatórios não são feitos a cada 2 anos, da noite pro dia. E no pior momento da crise, quando tudo estava entrando em declinio, e num caos, a maior preocupação da midia foi a tentativa de CONTER O PÂNICO. Ou seja, evitar que as pessoas em grande escala, "percam as esperanças", "deixem de confiar"; pois tudo se desmoronaria.

A palavra chave para haver ordem, cooperação, lei, regras, sociedade, entre tantos outros é a "ESPERANÇA", é confiar. E no momento que isso acabe, como efeito dominó, tudo vai se desmoronando. Até que se chegue ao ponto, de cada um usar da própria força bruta, pequenas gangues, para tentar dominar, e ter melhores fatores de sobrevivencia.

. . . . . . . . . . . . .

O golpe da Fortuna, como diria Sêneca. E de repente, os expert em sobrevivencia, os que viveriam melhores e bem acomodados, não seriam os 'corporativistas' de hoje, mas os que estão acostumados a viver na miséria, e sem um teto... que sabe se virar comendo algo que encontra no lixo.

Bem. Tudo isto, é um super resumo superficial. E ainda há muito mais a se cavar ainda, quando pensamos em todos os movimentos sociais, filosóficos e religiosos que há por detrás disso etc.

Diante de tudo isso, o homem em geral costuma tomar algumas dessas posturas:

- Buscar produzir o máximo de hormonio do prazer (seja lá a(s) fonte(s) que lhe fornecem isso) no curto tempo de sua vida inútil, e sem sentido;
- Simplesmente viver segundo a sua rotina e não pensar nisso;
- Cultivar a fé pregada pela mídia de que os 'cientistas' (sacerdotes) vão desenvolver 'tecnologias' (poderes divinos) que irão resolver tudo, até mesmo tornar o homem imortal;
- Se voltar para a religião;
- Se suicidar.


E aí, como está preparado para as próximas décadas? E para o futuro?

14 junho 2011

O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei

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Finalmente, infelizmente terminei o livro, melhor, a saga. – Infelizmente? – Claro! Queria que a História continuasse. Bem, mas como pretendido aqui no Blog, comentei toda a saga individualmente: O Silmarilion, O Hobbit, A Sociedade do Anel, As Duas Torres e, agora, O Retorno do Rei. Primeiramente irei fazer alguns comentários sobre “O Retorno do Rei”, e depois alguns gerais sobre toda a Obra.

O Retorno do Rei
Dos 3 livros, este é o mais contraditório com o filme. Basicamente o filme é uma grande mentira do relato do livro. Logo na primeira página do livro já se vê escancarado uma, pois quando Gandalf e o jovem hobbit estava chegando em Gondor, avistaram, de longe, os faróis (aquela grande fogueira) acesa. Gondor pediu ajuda de Rohan sem Gandalf; ou seja, Denetor pediu ajuda. Bem, são tantas as contradições, que não vale a pena ficar falando uma por uma. Mas o que dizer dos casos, por exemplo:


  • O exército dos mortos não salvou Gondor, eles não chegaram de navio com Aragorn, Legolas e Ginli, e “lavou” Minas Tirith dos orcs. Mas apenas ajudou-os a destruírem a frota de navios que vinham com um batalhão enorme de inimigos sulistas, lá no sul, e pelo terror, e medo. E foi a base da força humana que salvaram Gondor. Na verdade, Gondor estava se defendendo muito bem; sobretudo quando chegou os cavaleiros de Rohan;
  • A Batalha em Gondor levou dias; os exércitos acamparam; e depois parece ter havido uma tentativa de negociação com os orcs para acabar com a batalha. Mas o livro não conta como ela acabou;
  • Não houve toda aquela novela de Aragorn com os mortos dentro da caverna. E os 3 não estavam a sós, mas junto havia um grupo enorme (se não me engano 300) dunenadains junto com eles;
  • Quando os hobbits voltaram para o condado, ela estava sobre o domínio de homens semi-orcs; e ele estiveram que lutar para reconquistá-la das mãos de Saruman; (pois é, Saruman não havia morrido em Isegard como mostrou a versão estendida; mas morreu no condado).


Bem, me detenho a mostrar mais um monte de contradições entre o livro e o filme, e nem preciso dizer que 99% das informações contidas no livro não foram passadas por alto no filme.

Analise do Retorno do Rei
O Retorno do Rei trás basicamente 2 aspectos principais: (1) a dura luta entre o bem e mau e (2) a peregrinação, ou algum tipo de conceito de inferno e purgatório.

A parte que ocorre sobre a luta dos homens contra Sauron, é basicamente uma ideia forte de luta entre as forças do bem (humanamente falando) contra as forças do inimigo. Todavia numa perspectiva de quando O INIMIGO PARECE SER MUITO MAIS FORTE, QUANDO NÃO HÁ ESPERANÇAS (lógica, ou visíveis). Ou seja, quando são 9 contra 1. Quando você já está arruinado e em total desvantagem, na contra o inimigo e suas tentações. O livro deixa claro a virtude de “LUTE ATÉ A MORTE”, só assim há honra. Não desistir (como fez Denetor quando perdeu todas as esperanças). Não perder a sobriedade pelo terror e medo; mas permanecer firme, focado, disposto a lutar até o último folego; além disso socorrer com pressa, e pra valer, com a própria vida, o aliado, o amigo que está sobre o ataque do inimigo. Não se deve exitar. Tolkien deixa sempre bem claro e energético as ações.

As Táticas do Inimigo
O Inimigo, Sauron, é falível. Ele por ser mau, está sempre cheio de dúvidas, ele está sempre rodeado por medo, e isso o enfurece, é falível. Comete erros e equívocos, ele mesmo se engana. Para começar, por achar que todos, principalmente os humanos pensam como ele, ou seja, são sempre levados pela ambição e cobiça por poder. Mas ao mesmo tempo, sabe propagar, fazer marketing das suas ideias e de se mostrar como um vencedor. Foi assim que ele enganou Denetor, com a Pedra (lembra daquele globo negro que estava com Saruman? Haviam pelo menos 3, outra com Sauron, e outra em Gondor). Pois através da pedra, Sauron permitiu mostrou todo o seu exército para o regente de Gondor, toda sua maquinaria, armas e forças, e conquistas que já estava efetuando no norte, sul, leste e oeste; e não havia como Gondor vencer; resistir, cedo ou tarde Sauron iria destruí-lo.

Isto era uma verdade. Sim, enganou Denetor com essa verdade. Por isso ele ficou louco, na verdade não foi bem falta de juízo, mas estava convencido de que iria morrer de qualquer jeito, então preferiu escolher o modo de morrer, como os antigos reis. Aliás, se o mesmo ocorre hoje na vida das pessoas, crio que muitos iriam ‘escolher’ o modo de morrer, simplesmente lhe dando a maior ambição ou prazer. Mas por outro lado, não mostrou para o regente as suas ‘incertezas’ e ‘dúvidas’, pois tais seriam raios de esperança. Aliás, o próprio Sauron desconhecia a demanda do Anel, e que Frodo estava indo para sua própria casa destruí-lo.

Ora, e quantas vezes não somos assim iludidos pelos fantasmas da dúvida, a partir de um monte de dados, mas apenas aqueles que visam tirar toda a nossa esperança?

A Peregrinação, ou Inferno, ou Purgatório
Esta parte é contada pelo esforço de Frodo e Sam para destruir o anel. O filme não chega nem a arranhar esses dois personagens, e pelo o que eles passaram. Ao ler o livro, ambos, ao meu ver, principalmente Sam, se destacam muito mais do que qualquer outro da Sociedade, talvez, apenas Gandalf esteja a altura. Mas se for ver bem, Ginli e Legolas foram inúteis, no sentido de não terem feito nada muito significativo. Até Merry e Pippin conseguiram salvar Faramir e Eowin, os quais acabaram se ligando (graças as atitudes dos dois hobbits) e depois casaram. Mas o que Frodo e Sam fizeram e pelo o que passaram é um absurdo!

Principalmente em Mordor, eles estavam literalmente no INFERNO. Era tudo seco e inóspito, o ar era sufocante e carregado de algum elemento angustiante; era uma terra escura, como uma noite bem fechada. Estava cheia de inimigos nojentos e fortes. Tudo foi extremamente torturante. A fome. As noites sem dormir ou mal dormidas. Gollun sempre por perto podendo estrangula-los quando dormissem. Fora a questão do medo. A exaustão física, ao ponto de estarem em farrapos, só pele e osso, desidratados ao extremo, sem forças para andar, tendo que literalmente se arrastar, com o corpo todo esfolado, ferido, sujos, fedorentos ao extremo, sem esperança alguma de que conseguiriam destruir o anel e tampouco que sobreviveriam; além de estarem em terras desconhecidas, e que até alguns meses atrás a vida para eles era a simples vida de um hobbit no condado. Mas que foi com essa peregrinação, com esse sacrifício próprio que venceu. De certo modo, pode-se dizer que eles fizeram tudo. Mas também “talvez” não teriam conseguido caso Aragorn, com Gondor, a partir da idéia de Gandalf não fosse até Sauron, para lutar contra ele; e muito menos, se as águias não tivessem vindo para lutar contra as nazgul.

E assim, o menor de todos, o mais simples, da vida mais humilde e símplice no campo – um hobbit – foi quem destruiu e acabou, pelo menos por um tempo, com o poder do Inimigo, de Sauron.

Por cima, coloco a questão também de no Retorno do Rei, mostrar dois casos de relacionamento afetivo, amoroso, conjugal. (Aragorn e Arwin; Faromir e a Ewoin) Porém, sem ser nos moldes que em geral o mundo prega; ou seja, algo movido pelos “desejos carnais”, pelas “entranhas”, pela “contrição dos vasos sanguíneo no estomago” (friozinho na barriga); nem pelos hormônios sexuais. Mas de for racional, sincera, com moral, caráter, paciência, há um longo tempo, há espera. Ninguem força a barra. Ninguem AGARRA a outra e dá aquele beijo, e já vai para cama. Ou muito menos “vão beber”, “encher a cara” para aí depois... É tudo muito diferente do que se está acostumado hoje. Há uma longa espera, mesmo quando já entraram de acordo. Há prudência! Eowin por exemplo, ainda retorna para a sua terra, Roham, deixa tudo em ordem com seu irmão, Eower. E aí só depois de muitos meses, quando o corpo do rei Theoden foi levado de Gondor para Rohan, é que então Faramir pede ela em casamento, na frente, de todos (e não a toma de forma escondida).

Para quem nunca viu, deixou o trailer do filme abaixo:

28 maio 2011

Salomão - A Educação e a Busca de Todo Homem

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Esses dias estive muito a pensar em Salomão por conta da leitura de Eclesiastes [para quem não conhece, uma síntese da vida de Salomão, de um homem que buscou por TUDO, e apenas encontrou ilusão e um caminho] que estou fazendo (de novo) e em pedagogia (facul). E três pensamentos, três versos não me saíram da cabeça:

"Na verdade, quem sabe o que é bom para o homem, nos poucos dias de sua vida vazia, em que ele passa como uma sombra?"
Cap. 6, verso 12

"E quando Deus concede riquezas e bens a alguém e o capacita a desfrutá-los, a aceitar a sua sorte e ser feliz em seu trabalho, isso é um presente de Deus. Raramente essa pessoa fica pensando na brevidade de sua vida, porque Deus o mantém ocupado com a alegria do coração."
Cap. 5, verso 19 e 20

"Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim ele não consegue compreender inteiramente o que Deus fez."
Cap. 3, verso 11


Na Faculdade de Educação da USP algo que sempre escuto, praticamente em todas as aulas que tive lá, sobretudo nas últimas que estive tendo de Didática e de Politicas Públicas da Educação Brasileira (POEB): "O que é educação para você?", "Por que educar?", "Qual é objetivo?", "Qual é o projeto de homem?", "Qual é o projeto de sociedade?"

Sempre! Sempre está pergunta. Por fim uma procura: O que é bom para o homem? O que é bom para a sociedade? É uma procura por um ideal, pelo um certo, por um razão. Alguns pedagogos falam como se tivessem as respostas, ou seja, sempre possuindo uma posição filosófica, raramente, uma cristã. E a coisa vaga continua. Mas como já disse Salomão: "quem sabe o que é bom para homem?" Quem pode responder essa pergunta? Um presidente? Um secretario da Educação? Um filósofo com PhD? Um super empresário? Uma estrela da música? Uma estrela de Hollywood? Um professor? Um pastor? A mãe, o pai? Quem? - Quem?

Rapidamente, nós cristãos tendemos apressadamente a dizer: "A Bíblia". Mas por que? Quem pode dizer que é melhor crer do que não crer? Tenho amigos que a vida se resume em trabalhar para conseguir dinheiro para conseguir ter status, e conseguir pegar o maior número de mulheres possível nos momentos de lazer. E essa é a vida dele. Agora, quem pode dizer que isso não é o melhor? Por que usar de toda a nossa moral cristã? Quem somos nós para dizer o que é melhor ou não? Pensando bem, quão loucura é pedirmos conselho. Porém, estamos no meio de um Jogo, como diria  Wittgeinstein, e temos que seguir algumas regras se queremos participar dele ao invés de sermos chutados para fora na primeira jogada.

Mas então, Salomão ainda diz outra coisa. Diz que Deus colocou no homem "o anseio pela eternidade". É dificil imaginar outra espécie de animal ter esse desejo. Já que homem pode dizer com plena sinceridade que não o possui? Aliás, de certo modo, este anseio é o 'queijo' (pensando num rato correndo numa esteira tentando morder um pedaço de queijo suspenso) que faz o homem se mover, a sociedade e o mundo se mover: A busca pela eternidade! A busca por afastar a morte! A busca por enfrentar e vencer a morte! A busca para sempre viver! E poder cada vez mais aproveitar e desfrutar a vida!

Aqui talvez esteja o calcanhar de Aquiles de qualquer anti-religioso: o seu anseio pela eternidade. "E que os cientistas consigam achar um meio, logo, antes que eu morra, de perpetuar a vida!", no fundo, é um pouco do pensamento destes e de nós. Mesmo pouco se importando por questões demográficas e recursos naturais, fora mobilidade e urbanismo. O que nos faz pensar um pouco do pensamento darwnista da "sobrevivência do mais forte", quando lemos o verso abaixo:


"Descobri que todo trabalho e toda realização surgem da competição que existe entre as pessoas. Mas isso também é absurdo, é correr atrás do vento." Cap. 4, verso 4

Ou seja, se formos pensar numa pedagogia. Logicamente estamos pensando em 2 coias. (1) Na busca pela eternidade, por adiar a morte. Isto quer dizer, promover meios que sustentem ao máximo a vida. Ou seja, investir para que haja uma sociedade cada vez mais autosuficiente, com grandes avanços na medicina; em prender e exterminar aqueles que colocam a nossa vida em perigo; em cultivar alimentos para comer; controlar os reservatórios de água para bebermos; isto basicamente. O resto ou é um egoismo extra (se isso pode ser dito), pois não basta de buscar com mais vantagem a eternidade (poder). Aliás, porque temos caminhar jutnos de mãos-dadas como pensaria um Marxista comunista, nesta busca? Ainda mais num mundo, que daqui uns anos, não dará conta de manter tanta gente, não seria melhor exterminar alguns? Ops! Mas não eu, por isso, preciso de poder para poder obrigar que outro morra, enquanto eu ainda consiga prolongar e possibilitar viver ainda mais. Ao mesmo tempo, temos que pensar numa PEDAGOGIA, não das DIFERENÇAS como propôs uma filosofa, mas a pedagogia da competição. Ensinar a competir. Aliás, pensando mais a frente, caso eu tenha poder. Por que querer educar todo mundo? Fazer deles poderosos e poderem competir comigo, tirar minha vantagem nesta busca? 

E assim se vai add infinitun toda essa busca pela eternidade, e discussões pedagógicas. Há várias discussões e propostas, mas sempre girando em torno do mesmo eixo e as perguntas finais são sempre as mesmas.

Mas Salomão ainda diz que um homem que é abençoado muito por Deus, em riquezas, um trabalho prazeroso entre outras coisas; tal NÃO LIGA. Não se importa. Pois estão curtindo. Como Jesus disse: "Os ricos já tem seu consolo." E assim, tais não ficam pensando nessa questão que realmente importa: "Ansiamos pela eternidade, mas não a temos, e a morte se aproxima." Mas os 'poderosos' estão desfrutando do presente, iludidos com o que seus hormonios podem propocionar, nessa vida sem sentido e vazia, até que a morte chegue. E aí está: mais um que desfrutou de prazer enquanto viveu por alguns anos e que agora jaz no pó da terra.

Salomão chegou até mesmo a pensar como Nietzsche pensou: "Por isso desprezei a vida, pois o trabalho que se faz debaixo do sol pareceu-me muito pesado. TUdo era inútil, era correr atrás do vendo. Desprezei todas as coisas pelas quais eu tanto me esforçara debaixo do sol." (Cap. 2, verso 17 e 18)

E aí fica ainda a questão: Qual é o objetivo? Que projeto de homem? E a eternidade? E a educação? Para que educar? Para apenas formar servidores para os poderes? Para formar apenas pessoas que podem prolongar um pouco mais a vida na Terra, uma vida vazia e sem sentido? Ou educar em prol da Eternidade?

Todavia, ETERNIDADE. Esta palavra só existir numa perspectiva metafisica, religiosa! Como assim! Pois segundo a física, o tempo pode deixar de existir. Claro! Podemos negar a metafisica (será?) e a religião! Como podemos! E qual é a eternitiva senão dar o mesmo loop atrás e repetir toda a história de novo com milhões de perspectivas, teorias e projetos pedagógicos, e politicas e etc. E aí estudar e ler mais livros e livros. E mais informação, e mais coisas produzida pelo homem. E como Salomão disse "Não há limite para a produção livros." (cap. 12, verso 11) Ou seja, de certo modo, podemos nos enrolar indefinidamente, até chegarmos ao nosso túmulo. E a demanda continuará. Aliás, como disse a apóstolo "Estão sempre aprendendo, e jamais conseguem chegar ao conhecimento da verdade." (2Tim.3:7)

Mas então vêm o cristianismo, a Bíblia, e propõe um caminho, uma rota para a salvação. Porém, é uma rota dura em muitos aspectos. Pois de certo modo, ela é uma abnegação 'desta vida' como assim podemos dizer. Ou seja, pelo menos pelo periodo de tempo que estamos acostumados a chamar de vida e achar que é a 'única possível de obtermos'. Então, abrir mão dessa vida, dos tesouros e prazeres terrestres, por causa de uma ÚNICA remota possibilidade, de qual não temos como ter 100% de garantia (como para tudo nessa vida, além de que a morte se aproxima). Podemos recusar. Mas é isso que o cristianismo oferece, uma vida eterna. Aquilo que é o grande anseio de todo homem. É pegar ou largar, e se largar, não há outra coisa para pegar. Pois todos estamos debaixo da mesma condenação, crente ou não, bonzinho ou maldoso, um pervertido sexual, ou monge de 90 anos virgem, ou vilão ou um assistente social, não importa. Como Salomão disse: "O que acontece ao tolo também me acontecerá. ... Como pode um sábio morrer como um tolo?" (cap. 2, verso 15 e 16)

Por fim a única coisa que nos resta, nem que seja como uma esperança, é a proposta de Deus. E por fim, é esta a conclusão que Salomão teve, pois nada faz sentido, tudo é ilusão, é correr atrás do vento, e mesmo assim, ansiamos pela eternidade, mas estamos condenados a morte, e somos literalmente burros, não sabemos o que é melhor ou não; e podemos ler e escrever incontáveis livros, e ao virar a última página, a Interrogação sempre continuará em pé, em fonte Ariel Black tamanho 56 e negrito; a menos que estejamos iludidos. Iludidos como alguns gostam de fazer com discursos sofistas, com drogas e bebidas.

E assim Salomão termina:
"Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão:

Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos, porque isso é o essencial para o homem. Pois Deus tratá a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mau."
(últimas palavras de Eclesiastes)

Por fim, justiça, platonicamente falando, será feita. E ou seremos punidos com a morte (como de certo modo já estamos convencidos e acostumados a ver), ou então recompensados com a vida eterna se tivermos ido pelo caminho que Ele propôs.

E agora pedagogos, que caminho tomar? Ainda continuar com o mesmo? E com as mesmas dicussões? Até quando? Pode ser intrigante, mas nosso anseio pela eternidade, por desfrutar e prolongar ao máximo nossa vida, pode muito bem fazer com que deixemos nosso passaporte para aquilo que mais ansiamos, a eternidade. Pois diga-se de passagem: Se hoje lhe fosse permitido escolher a eternidade ou qualquer outra coisa, o que escolheria? Bem, mas intrigantemente, o cristianismo disse que Deus, que Jesus, optou pela morte, para poder nos oferecer a eternidade. Como disse Salomão: Quem pode compreender totalmente os feitos de Deus? Inclusive o homem.

Procuramos a eterna paz. Onde a encontraremos?

22 maio 2011

O Senhor dos Anéis - As Duas Torres

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O livro basicamente é uma contradição ao filme. Em quase tudo, já faz quase 1 mês que o li, e só de relance algumas contradições que lembro:
- Não houve aquela batalha com os Wargs, no qual Aragorn caiu num penhasco e depois perambulou até chegar ao forte;
- Eomer não abandonou o rei Theoden de Rohan, ou foi expulso de modo que Gandalf foi atrás dele e só chegou naquela manhã do ultimo dia de batalha;
- Não foi Ginli quem tocou a trombeta, ele se separou dos demais junto a Eomer no meio da batalha, sendo encurralado para as cavernas; Mas no final ganhou na contagem de Legolas por um;
- Os Elfos não ajudaram Rohan na batalha;
- Saruman não morreu, não caiu da torre, como mostra na versão extendida;
- Faromir era muito honrado, ele não forçou Frodo, Sam e Gollun para as batalhas em Gondor, nem quis usar o anel, mas antes ajudaram-lhes;
- logo no inicio, os Orcs carregando Pippin e Merry não brigaram porque queriam comê-lo; na verdade foi um confronto entre 3 raças de Orcs, uns do Norte, outros de Mordor e outros de Orthanc, qual um queria ir para cada lado;

Bem havia vários outros.

Mas quanto ao livro em si, a vista grossa é difícil ver algo além de um livro épico, de uma grande história de aventura. Contudo, vemos algumas coisas interessantes, especialmente a questão da "companhia". O circulo de amizade e fraternidade sempre está muito presente. O que seria de Frodo sem Sam? Ao ler o livro eu fiquei extremamente impressionado com Frodo e Sam, especialmente Sam. Pois Sam é basicamente aquele simples hobbit (pequeno, nem 1metro e 20 de altura, simples, que por ele passava o resto da vida como um simples jardineiro), mas que fez feitos e de uma bravura extraordinária. E vamos assim dizer "POR AMOR A FRODO", mas Tolkien não fala de um amor corruptivel, de um amor erótico, vamos assim dizer, aquilo que levianamente, na mentalidade de hoje pensaríamos: Frodo e Sam formariam um belo casal. Não! Longe disso. Um mais genuino amor de amizade e companheirismo. E além disso, do outro lado da História, feitos semelhantes ocorrem entre Merrin e Pippin; e também com Aragorn, Legolas, Gimli e Eomer, entre outros Dedenadains que aparecem vindo do norte para seguir Aragorn.

Também outra questão tratada é quanto a cobiça do Poder (representado pelo anel). Pois muitos pensam, como Boromir, simplesmente: "Por que não pegar tanto poder e usar para o bem? Para lutar e acabar com a vontade maligna de Sauron?" Pois algo que até Frodo já notara é que, este poder o controlaria, a pessoa o usaria sim, para tais feitos, mas ao mesmo tempo, se tornaria um autoritário. E algo que eu pensei quanto a isso foi: Por que simplesmente Deus não pega um cristão bem fiel e consagrada e lhe dê muitos poderes, coisas absurdas, como um tipo de Superman, e ao mesmo tempo extraordinário intelecto que ninguem conseguiria debater contra ele? Por que não dá riquezas para aqueles cristãos super humildes, simples, que trabalham e se dedicam muito para suas coisas, para a obra, para a igreja, mas que ao mesmo tempo, possuem uma vida de miséria, ou que precisam se matar de trabalhar; pois ai poderiam dedicar ainda mais tempo e recursos para tais frentes? E o Frodo então até mesmo chega a concluir que o próprio desejar estas coisas já é uma corrupção.

Mas talvez o que mais me surpreendeu no livro foi quanto aos Ents, as pastores de arvores. Tais que eram mais antigos que os Elfos, criados pelos Valar. Eles possuiam um idioma muito especial. Veja:

[Disse Barbárvore:] "Não se arrisquem a se embrenhar na floresta de Laurelindóreman! É assim que os elfos costumavam chamá-la, mas agora eles encurtaram o nome: Lothlórien, é como a chamam. Talvez estejam certos: talvez ela esteja sumindo e não crescendo."

Em outro momento Bárbavore explica mais sobre o seu idioma, extremamente único, comprido, longo. A pronúncia de seu próprio nome levariam séculos para ser dito. Porque para ele, os nomes, as palavras, deveriam carregar a História daquilo que se refere. É uma idéia incrível, eu achei extraordinário. Pois ultimamente tenho pensado muito sobre idiomas, linguas, a pronuncia, significado das palavras, principalmente a música me incubiu tal pensamento, ao pensar na relação da palavra, do seu som, pronúncia e a idéia, a ligação de tudo isso, acho que é mais facil de se desenvolver ao pensar numa música meramente instrumental. Aliás, Beethoven não chegou certa vez a dizer que achava 'a fala' algo inútil, pois a máxima expressão se conseguia obter pela música, sendo que a fala (palavras) são extremamente limitadas.

Aliás, o livro é uma grande lição de Tolkien sobre linguagem e idioma.

- Essa, eu acho, é a língua dos rohirrim - disse Legolas -; pois é parecida com a própria terra; em parte rica e suave, mas ao mesmo tempo dura e austera como as montanhas. Mas não consigo adivinhar o significado das palavras, embora perceba que estão carregadas com a tristeza dos Homens Mortais.

Outra questão muito ótima, que eu realmente gostei. É uma contradição a Karl Marx, um protesto de Tolkien para muitos pensadores pró-revolucionários socialistas, com a sua idéia fixa na cabeça de "luta de classes", e de acabar com a idéia "daqueles que tem autoridade sobre outros e dominam". Pois no Senhor dos Anéis, especialmente em Rohan, vemos um caso em que as coisas podem funcionar, com um Rei, um bravo rei que ama seu povo, e dá do seu sangue, e de sua familia para lutar e salvar a vida dos seu povo, e ser justo, e manter a paz. O que nos faz lembrar de Salomão, em seus provérbios que diz que quando um rei ruim morre, o povo se alegra, e quando uma boa pessoa é coroada como rei, o povo se alegra. Aliás, idéia qual vemos no livro A Arte da Guerra, quando diz que um homem capaz de amar milhões de pessoas e a morrer por eles, esta pessoa está então capacidade para se tornar o governante deste povo.

Também há a questão da traição, do amor pelos nossos inimigos. Gollum era na cara uma criatura má, traiçoeira, que estava só esperando o momento certo para agarrar seu pescoço e esmagá-lo. Mas ainda assim, precisavam de certo modo dele. E num desses momentos de fúria contra Gollun, Frodo lembra das palavras de Gandalf:

- É uma pena que Bilbo não tenha apunhalado aquela criatura vil, quando teve a chance! - disse Frodo.
- Pena? Foi justamente Pena que ele teve. E misericórdia. Não atacar sem necessidade. - disse Gandalf.
- Não sinto nenhuma pena de Gollum. Ele merece morrer.
- Merece! Suponho que sim. Muitos que vivem merecem morrer. E alguns que merecem viver morrem. Você pode dar-lhes vida? Então não seja tão ávido para condenar à morte em nome da justiça, temendo por sua própria segurança. Nem mesmo os sábios conseguem ver os dois lados.

Tais palavras é um verdadeiro balde de água vida no ridiculo sendo de justiça dos homens. Aliás, qual já admito que sou contra a pena de morte, e até mesmo prisões, nos moldes como é. Pois, apenas Deus tem a verdadeira capacidade de poder julgar. Aliás, o que costumamos usar de desculpa? Lógico, "Segurança". Mas que ridiculo. Falamos de segurança como se fosse algo bom, nesse sentido. Quando na verdade queremos falar sobre o nosso medo, e o desejo de não sofrermos ou morrer. Quando a verdadeira segurança é aquela que nos impele a morte, e a sacrificar a própria vida independente de nosso medo. É quando superamos todos os nossos temores, simplesmente ao confiar que Deus é justo Juiz e fará perfeita justiça a todos.

Faramir também tem um discurso, em poucas palavras, sobre como olha para a Guerra, a Paz e a Tradição:

"A guerra deve acontecer, enquanto estivermos defendendo nossas vidas contra um destruidor que poderia devorar tudo; mas não amo a espada brilhante por sua agudeza, nem a flecha por sua rapidez, nem o guerreiro por sua glória. Só amo aquilo que eles defendem: a cidade dos homens de Númenor, e gostaria que ela fosse amada por seu passado, sua tradição, sua beleza e sua sabedoria presente. Não que ela fosse temida, a não ser da maneira que os homens temem a dignidade de um homem velho e sábio."

O temor dos sábios. Salomão fala muito sobre isso, sobre o temor a Deus, e que tal é o princípio da sabedoria. Bem, Faramir diz bem aqui, "da maneira de um homem velho e sábio". Não é aquele simples 'medo' que alguns falam. Não é uma atitude e/ou emoção ruim, perjorativa de algum modo amarga e destruidora para o que teme. Mas totalmente pelo contrário, é algo ótimo, edificante, e até mesmo doce, que nos enche de gosto, esperanças, energia, como o respeito que temos por alguem que admiramos muito; mas é num nivel muito acima do significado destas palavras. Aliás, acho que é bem a idéia do que trata o finalzinho da 4ª sinfonia de Bruckner.

Há alguns outros aspectos e detalhes. Mas prefiro deixar para a conclusão final, em O Retorno do Rei.

Novamente, afirmo: O livro é 1000x melhor que o filme. Acho que verei com desgosto o filme da próxima vez.

16 maio 2011

O que querem ensinar em nossas escolas?

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Hoje li mais um texto amargo de se ler, do livro “Uma Vida de Professora” de Sandra Mara Corazza. Por que amargo? Ora, leia com seus próprios olhos:

“Os diferentes puros não existem, não lutaram tanto para existir, não foram dados a existir, para que a Pedagogia e o currículo apenas partissem de seus interesses e necessidades, para depois, então, eliminarem todas as diferenças, em nome dos interesses e necessidades dos mesmos, dos sujeitos-padrão, dos sujeitos-referência, dos sujeitos-verdadeiros.”

“Em educação, é tempo dos estudos culturais, feministas, gays e lésbicas, Pedagogia Queer, pensamento pós-estruturalista, pós-colonialista, pós-modernista, filosofia das diferenças, pedagogias da diversidade.”

“Hoje, somos educadores que educam em tempos pós-modernos. Se os tempos da Neutralidade Iluminada (Religiosidade e Cientificismo positivista) e da Suspeita Absoluta são filhos naturais da Modernidade e da educação moderna, este de agora, o do Desafio, é cria legítima da pós-Modernidade e da educação que lhe corresponde.”

“Esse é o tempo das pedagogias e dos currículos críticos, radicais, emancipatórios, progressistas, cidadãos. É tempo... De retirar o papel ingênuo, universalista e eterno da Pedagogia, dando-lhe o que ela sempre mereceu: ... muitíssimo forte para construir uma outra realidade, uma ou outra sociedade, um ou outro valor, um ou outro tipo de sujeito. É o tempo da revolução em educação.”

Não conheço a Sandra Mara Corazza, mas o discurso dela me lembra muito dos típicos ‘revolucionários esquerdistas marxistas’ que adoram uma greve da FFLHC-USP. (sem querer ofender, claro). Claro, tudo o que ela disse é muito questionável, fora as muitas generalições e colocações simplistas com algumas frases conclusivas e clichês. Mas isso mostra um pouco das atuais tendências e molde com uma parte considerável dos acadêmicos e dos formadores da Educação do Brasil, pensam, qual a ‘filosofia de vida deles’ ou seja, que ‘modelo de sociedade eles propõe’.

Não é só isso. Mas há muitas diversas concorrentes filosóficas sobre ensino no Brasil, apesar da visão protestante e mesmo cristã (católica) ainda ser muito forte, praticamente dominadora. Há, claramente, uma busca cada vez mais acentuada de buscar afastar o Teo da escola; para alguma perspectiva mais Rousseau, de desenvolver uma espécie de ‘individualismo naturalista extremo’, do qual não se pode, como se fosse uma ‘heresia’, ‘uma violação’, ‘um pecado’, doutrinar uma criança, ou lhe dar uma educação que o faça pensar em Deus, pois a ideia é que ele tem que ‘viver e crescer livre’ (como se não fosse isso o que o cristianismo propõe) sabendo aceitar (no sentido de achar ‘normal’) qualquer manifestação social e cultura (sem sendo critico), ou fazer oposição; e depois, quando já tiver na maioridade, então poder fazer a sua escolha livremente (sem que tenha sido ‘condicionado’ anteriormente). Sem contar a linha filosófica pragmática, na busca apenas de bem, direito e virtude máxima, buscar fazer com que tenha uma longa vida aqui na Terra, e fazer para que se prolongue o máximo a sociedade e mundo, nessas atuais condições de vida. Como se a máxima, a religião verdadeiro do homem fosse a “sobrevivência da espécie” e o resto é o de menos, contanto que colabore para isto.

Olhos atentos. Pois dias piores ainda virão, na escola, e consequentemente na sociedade formada por esta.

02 maio 2011

Assassinato do Osama Bin Laden

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Hoje não se ouve falar de outra coisa. Eu fico até com certa raiva, de toda essa manipulação da mídia norte-americana, do triunfo norte-americano, do triunfo do bem sobre o mal, da justiça feita. Quando foi feito sim um assassinato. Por que não o prenderam? Por que não o deram um julgamento? Não tiveram condições para isso? Gastaram bilhões, buscaram por 10 anos, meses de planejamento para esta invasão; para no fim dizer que no fim ele usou a mulher de escudo, e levou um tiro na cabeça? Não são os militares capazes de dar um tiro não letal. Mas o que mais me enraivesse é esse senso de 'autojustiça' do homem se achar Deus e dizer quem é justo morrer ou viver.

Em reflexão a isso. Exponho um pensamento de J. R. R. Tolkien, no livro "O Senhor dos Anéis":

Frodo: - É uma pena que Bilbo não tenha apunhalado aquela criatura vil [Gollun = Smeagoll], quando teve a chance!
Gandalf: - Pena? Foi justamente Pena que ele teve. E misericórdia. Não atacar sem necessidade.
Frodo: - Não sinto nenhuma pena de Gollun. Ele merece morrer.
Gandalf: - Merece! Suponho que sim. Muitos que vivem merecem morrer. E alguns que merecem viver morrem. Você pode dar-lhes vida? Então não seja tão ávido para condenar à morte em nome da justiça, temendo por sua própria segurança. Nem mesmo os sábios conseguem ver os dois lados.