13 dezembro 2006

Reforme, ou ficará dando voltas

Não era da vontade de Deus que os filhos de Israel vagueassem durante quarenta anos no deserto: Ele desejava levá-los diretamente a Canaã e ali estabelecê-los como um povo santo e feliz. Mas eles "não puderam entrar por causa da incredulidade". Hebreus 3:19. Semelhantemente, não era a vontade de Deus que a vinda de Cristo fosse tão demorada, e que Seu povo permanecesse tantos anos neste mundo de pecado e tristeza. A incredulidade separou-os de Deus. Usando de misericórdia com o mundo, Jesus retarda a Sua vinda, de modo que pecadores possam ouvir a advertência e encontrar nEle refúgio antes que a ira de Deus seja derramada.

Hoje, como nos séculas anteriores, a apresentação da verdade suscitará oposição. Muitos, com malícia, atacam o caráter e intuitos dos que permanecem em defesa da verdade impopular. Elias foi acusado de ser o pertubador de Israel, Jeremias um traidor, Paulo um profanador do templo. Desde aquele tempo até hoje, os que desejam ser leais à verdade têm sido denunciados como insubordinados, hereges ou facciosos.

A confissão de fé, feita pelos santos e mártires, aqueles exemplos de santidade e inabalável integridade, infundem coragem nos que hoje são chamados a estar em pé como testemunhas de Deus. Ao servo de Deus, no presente, é dirigida esta ordem: "Ergue a tua voz como a trombeta, e anuncia ao Meu povo a sua transgressão, e à casa de Jacó os seus pecados." "A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da Minha boca, e lhe darás aviso da Minha parte." Isaías 58:1; Ezequiel 33:7.

O grande obstáculo para aceitação da verdade é o fato de que isto implica incômodo e vitupério. Este é o único argumento contra a verdade que os seus defensores nunca puderam rebater. Mas os genuínos seguidores de Cristo não esperam que a verdade se torne popular. Aceitam a cruz, tendo em mente o que afirma Paulo: "A nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação." Lembram-se também de alguém da antigüidade, que teve "o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão." II Coríntios 4:17; Hebreus 11:26

Devemos escolher o direito porque é direito, e deixar com Deus as conseqüências. O mundo deve as grandes reformas a homens de princípios, fé e ousadia. Por tais homens tem de ser levada avante a obra da reforma para este tempo.

EGW, O Grande Conflito, cap. "Campeões da Verdade"



Sempre tem havido duas classes entre os que professa, ser seguidores de Cristo. Enquanto uma delas estuda a vida do Salvador e fervorosamente procura corrigir seus defeitos e conformar-se com o Modelo, a outra evita as claras e práticas verdades que lhes expõem os erros.

Os cristãos primitivos eram na verdade um povo peculiar. Poucos em número, destituídos de riqueza, posição ou títulos honoríficos, eram odiados pelos ímpios, como Abel foi por Caim (ver Gê. 4:1-10). Desde os dias de Cristo até hoje, os fiéis discípulos têm suscitado ódio e oposição dos que amam o pecado.

"Não vim trazer a paz, mas a espada." Mateus 10:34. O Evangelho é uma mensagem de paz. Mas, de modo geral, o mundo se encontra sob o domínio de Satanás o acérrimo inimigo de Cristo. O evangelho apresenta princípios de vida que se acham em discrepância com seus hábitos e desejos, e eles se erguem contra o mesmo. Odeiam a pureza que lhes condena o pecado, e perseguem aqueles que insistem em manter suas santas reivindicações. É neste sentido que o evangelho é chamado uma espada. (ver Mat. 10:34).
"Se Me perseguiram a Mim, também perseguirão a vós." João 15:20

Paulo declara que "todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos." II Timóteo 3:12. Por que, pois, parece a perseguição grandemente adormecida? A única razão é que a igreja se conformou com a norma do mundo, de modo que não suscita oposição. Haja um reavivamento da fé da igreja primitiva, e os fogos da perseguição serão novamente acesos.

EGW, O Grande Conflito, cap. "Os Primeiros Cristãos - Leais e Genuínos"



Com esses texto aprendemos as seguintes coisas:
  1. Não é da vontade de Deus que Jesus esteja demorando tanto para voltar;
  2. De certa forma, a culpa é nossa;
  3. A Igreja de Deus está no estado laodiceano, morna, sem levantar oposião do mundo;
  4. É necessário, e Deus envia, reformadores que preguem a verdade e restaura os princípios abandonados para a Igreja voltar à fé primitiva, e assim, Jesus voltar;
  5. Os reformadores sempre levantam oposição dos que amam o pecado, são acusados de insubordinados,hereges, facciosos, radicais, extremistas, fanáticos...;
  6. O grande obstáculo da aceitação da reforma é o incomodo e o vitupério;
  7. Devemos escolher e fazer o direito porque é direito, e deixar para Deus as conseqüências;
  8. Princípios, fé e ousadia estas são as características dos reformadores.


Nota: Ei!, Você!, tome uma decisão decisiva a urgente mensagem de Deus para este tempo, e entre nas filheiras da Reforma, para não ficarmos mais dando voltas no deserto e ir de vez rumo a Canaã celestial.

3 comentários:

Ana disse...

A culpa de muita coisa é sempre nossa mesmo. E parece que com o passar o tempo, o mudar se torna cada vez mais difícil. Mas acho que não só os cristãos estão acomodados, o mundo, como um todo, perdeu (ou está perdendo) a capacidade de se rebelar (em determinado aspecto).

Mudando de assunto, vc já leu "1984" de George Orwell? Acho que tem mto a ver com vc.
Abraço

Evandro Costa de Oliveira disse...

Bem, acabei de ler um resumo na net

http://www.duplipensar.net/george-orwell/1984-orwell-resumo.html

É interessante; porém, por enquanto já tenho outros livros em mente para ler.

Já leu o Candito e o Ingenuo de Voltaire?

ana disse...

O Ingênuo e o Cândido? Ainda não...