22 maio 2014

Maior Fóssio de Dinossauro Encontrado no Mundo

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Hoje me deparei com essa importante e extraordinária noticia qual, infelizmente, não é dada o devido valor:

Resumindo, se trata da descoberta de um dinossauro que estimam medir 20m de altura (isso mesmo, maior que um prédio de 5 andares, a extensão da sua cabeça à calda de 40m, além de seus poucos 80 toneladas de peso (pense em reunir 14 elefantes).

Porem há 2 fatos importantes nisso e que são poucos focados. Um deles é a respeito do "tamanho" desses animais pré-historicos. Olhe bem, não são apenas dinossauros, há registros de serpentes gigantes, crocodilos gigantes, aves gigantes, entre tantos outros GIGANTES. No reino aquatico inclusive. E este dinossauro gigante, em destaque, era por cima herbivoro! Ou seja, imagine quais eram as condições naturais da época. De modo que nos retoma duas possibilidades muito fortes, ou ambas sao verdadeiras, mas o fato é que uma delas, no minimo, deve ser: (a) havia uma vida natural extraordinária, muito mais vasta, de proporções muito maiores, do que hoje encontramos na Amazonia; (b) os Sistemas dos animais eram muito desenvolvidos e otimizados no consumo de energia inclusive na absorção de energia, o que tambem tem que estar relaciona que "os alimentos" da epoca deveriam oferecer grande capacidade de nutrição.

Esse primeiro fato, nos leva vermos claramente de um passado no qual o bioma era extraordinariamente favoravel a vida, e havia condições muito mais favoraveis para a sobrevivência de animais tao gigantes. Como na propria materia admite: "Outros fósseis do sítio arqueológico indicam que quando este dinossauro gigante viveu a paisagem local era muito verde, cheia de flores e árvores."

O outro fato, está na quase comica declaração no final da materia: "Os titanossauros provavelmente acabaram se reunindo perto de uma fonte de água e podem ter morrido depois de terem ficado presos na lama."
Esta declaração - no minimo questionavel, mas para mim, quase risível - nos faz pensar numa possibilidade quase absurda. No qual temos que imaginar um ser vivo que viveu muitos anos e enfrentou muitos obstáculos pelo caminho até desenvolver uma altura de 20m e uma possivel envergadura de 40m, de repente, cometer um equivoco de se "aprisionar" na lama de modo fatal. Quais as chances disso acontecer? (bem, e dai, já temos aquelas medidas probabilisticas de 1/p). Depois, há outro fato ainda mais forte. PAra um ser como esse de 20m de altura, ter ficado preso na lama, ele teve o super asar de ter encontrado um posso de lama simplesmente gigante! Conheço algumas represas em São Paulo, e nenhuma delas, provavelmente seria suficiente para prender a criatura, ele poderia atravessar essas represas. Ele teve que se deparar com um grande poço de lama, de muitos metros de profundidade, e com uma sucção tao forte e instantanea que seria extremamente dificil para ele voltar atras (lembre, que ele poderia usar um pescoço gigantesco para se acorar a algo, como se faz um trator com sua garra) (probabilidade de 1/q). E outra coisa incrivel, a cabeça desse dinossauro tambem caiu ou se enfiou nessa lama, ao invés de ter ficado para cima tentando respirar, talvez ele tentou enfiar a cara na lama para se impulsionar e essa lama era tao incrivel q ele nao teve forca nem mesmo para tirar seu pescoço. (probabilidade de 1/w).

Logo, a probabilidade disso acontecer é a de 1/p x 1/q x 1/w. Se você for pensar nesses numeros p, q e w vai pensar simplesmente que: Esse dinossauro ganhou na loteria. E nós, ganhamos 2 loterias a mais de encontrá-lo.

O fato - e isso foi pouco abordado, repare que na materia apenas se tem a ultima pequena frase e mensão sobre isso - é que para tal fossio ter sido preservado, foi necessario que ele fosse submerso por uma quantidade EXTRAORDINARIA de lama/barro! E quando digo extraordinaria, digo que é muito maior do que a quantidade que voce já ouviu falar sobre deslisamento de terra em montanha e serras nos dias de hoje. Mesmo uma tsunami não teria sido suficiente, para faze-lo atolar e afundar tantos metros na lama, no maximo o teria ferido com o impacto e os objetos. E, certamente, para ele ter se atolado assim, deve ter sido pego de surpresa, foi algo mais repentino.

Se você ajuntar os fatos 1 e 2 verás que tais colaboram para o modelo biblico de um diluvio. Uma inundação extraordinaria, que moveu quantidades continentais de terra e lama. Foi algo repentino. Acabou com esses gigantes animais. E ao mesmo tempo, o mundo descrito ser antes do diluvio, havia condições sistemicos favoraveis a uma vida longa e de grande porte. Dado que na descrição biblia, é visto que antes do diluvio a expectativa de vida era de séculos para os seres humanos.

Pena que isso é pouco discutido.
Como estastico de risco, sei que, em termos de probabilidade, existem infinitos cenários. Porém, sei tambem, que nem todos eles sao plausiveis. E alguns, a rigor, são impossiveis de ocorrer. A ideia é filtrar os cenários possíveis. Porém, a linha de pesquisa com posicao filosofica naturalista, não pensa assim, e admite possibilidades quase sem significado e absurdos, alem de apostar em probabilidades ocasiosas em grandesas de numeros astronomicos.

O Grande Problema é a discussão do que poderia ter sido um diluvio, como ocorreu, e quais foram as causas (veja que a questao da causa primaria, sendo como uma manifestacao divina - modelo biblico - é o ultimo dos itens). Porem, os Naturalistas, rejeitam o todo, rejeitam essa possibilidade muito interessante e plausivel, devido a este "ponto intragavel". Mas um fato ocorre, e já houve diversas publicações, estudos, e evidencias sobre isso: Um cenário de uma grande e extraordinária inundação no mundo, explicaria MUITA COISA que o passado nos preservou.

18 maio 2014

Dê o dedinho

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Todos já ouviram falar que "o tempo cura". Mas o queremos dizer com isso? E por que isso acontece?

Se olharmos bem, a resposta está no verbo 'mudar'. Estamos em contaste mudança, a todo instante.  Enquanto digito essas palavras. Apenas hoje, milhões de células minhas e suas morreram, outras novas surgiram, outras mudaram de lugar, como os glóbulos vermelhos em constante mudança por meio de nossas correntes, sempre a fluir.

O nosso pensamento também está sempre a mudar e fluir. Não só o pensamento mas nossos próprios sentidos e percepções. Repare como observamos um brinquedo quando tínhamos 6, 12, 16 e 25 anos de idade e como observamos agora. As coisas estão a mudar. E embora o passado tenha já existido, agora ele não existe mais senão em nossas memorias. 

Porém, por outro lado, fruto em parte do nosso pensamento estático, em parte ao racionalismo, ao cientificismo, naturalismo, entre tantas outras coisas, tendemos a sempre nos basear no passado. 

O presente, desse modo, é algo novo ou apenas uma projeção ou imagem desse passado? Talvez, estejamos sendo loucos ao ponto de perpetuar um passado em nossas vidas, ao invés de viver pelo novo. Mas, mais burros ainda, está diante do fato de que a maioria de nós tendemos a perpetuar os momentos ruins e difíceis do passado ao invés daqueles bons e maravilhosos, e a isso chamamos de traumas.

Fico a imaginar: ainda bem que os bebes não escolhem nascer. Pois, se antes de nascer, pudessem observar todo passado do mundo, e o carregassem para o presente, possivelmente não escolheriam essa vida ou este mundo, se lhe dessem esta oportunidade.

Porém, infelizmente, assim tendemos a lidar com as pessoas. Tendemos a carregar este passado até que "não o carregamos mais", ou seja, finalmente nos livramos dessa escravidão e nos abrimos para um novo mundo de possibilidades. E a isso chamamos de "o tempo cura", um certo tipo de esquecimento ou amadurecimento dos fatos e das emoções. 

Por que atribuímos ao tempo? Porque, como falamos, o passado apenas existe em nossas memorias. E como um sábio homem, chamado Salomão, certa vez disse: "quem não continuar a aprender, esquece o que já sabe." Nossa memoria está destinada ao esquecimento conforme vamos deixando essas lembranças, este passado de lado. E não me refiro apenas a memoria da informação, mas a emocional e sensorial inclusive. Com o tempo vamos deixando os traumas no passado e realmente nos abrindo para o futuro qual chamamos os dias invisíveis mas vivos em nossa mente. E assim, voltamos a abrir portas que um dia fechamos e não tivemos mais coragem para abrir.

Pensando nisso, uma das coisas que me deixa mais de queixo caído é o ensinamento bíblico do perdão. É o ensino para uma vida sem portas fechadas, sem carregar um passado duro. Uma vida sempre limpa e livre.

Veja o que a Bíblia diz quanto a uma pessoa que vai levar uma oferta a Deus: "Portanto, se você estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta.” (Mateus 5:23-24)

É simples: "Va logo fazer as pazes!" Por que esperar? Por que ir dormir com a cabeça quente, cheio de pensamentos que inflamam sua mente e bem estar? Por que passar o resto da vida com aquele 'espinho na carne' te incomodando? Podemos ser tão leves! Por que carregar inimigos pela vida?

Com o tempo e a mudança do amadurecimento, vamos percebendo isso. Percebendo não somente que o guardar rancor e magoas é uma tremenda besteira. Mas que nos corrói por dentro e que, no fundo, lá no fundo dos nossos pensamentos, está o desejo inerente de "resolver as coisas". De não termos inimigos, fazer as pazes, sentirmos leves. Se, carregar rancores no peito. É acalmar a consciência. Por que criar um inimigo? Por que não reconquistar um amigo?

O ensino do perdão é uma das coisas mais extraordinárias que pode existir, se formos ver. Porém, cada vez mais ausente da humanidade, que caminha para o isolamento e o sentimento solitário. Obstinados. Pensando que o grande valor da amizade está em não cometer um erro contra o amigo, enquanto, a verdadeira amizade se consiste em levantar nossos amigos quando caem, corrigir e aconselhar quando errar, fazer as pazes quando brigam.

Fiquei surpreso (num sentido negativa) com o rompimento de uma tradição antiga. Pois parecem que as novas gerações não sabem mais o que é isso. Quando eu era a criança, há 15 - 20 anos atrás, tínhamos o comum ato de "DAR DEDINHO". Dar o dedinho, apertar o dedinho um do outro, era um ato de perdão. Isso era ensinado. E todos o praticavam. E acredite, o "dedinho" era milagrosa. Da birra e cara emburrada, estavam jogando videogame e futebol minutos a seguir, como se absolutamente NADA tivesse acontecido que tivesse machucado a relação deles. Na verdade, pelo contrário, sentiam-se ainda mais amigos do que nunca!

Todos que um dia já reconquistaram uma amizade antiga, que há meses, ou anos, havia se perdido por algum triste motivo x, sabem do que estou falando.

Enfim, ensinemos o perdão. Ajudemos o mundo a se tornar melhor, ou, pelo menos, mais humano.

14 maio 2014

Os Filhos de Hurin, J. R. R. Tolkien

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Os Filhos de Húrin é sem sombra de dúvidas um dos mais sombrios e trágicos livros que li em todos os tempos. Ao mesmo tempo, uma obra prima em termos de literatura.

Resumidamente, o livro conta sobre a Maldição de Morgoth sobre a familia de Húrin. Pois Húrin, um dos mais bravos e formidáveis homens, o enfrentou, de modo que foi o único ser, em eras, que conseguiu feri-lo, enfiando uma espada em seu pé, fazendo com que Morgoth ficasse manco pelo resto da existência sobre a forma humana. Além de enfrentá-lo em não se suceder a sua vontade, seu domonio, suas ofertas. Então Morgoth se enfureceu e lançou uma grande maldição sobre a familia de Húrin, e ao mesmo tempo, lançou um feitiço para que este ficasse no alto da montanha, petrificado, onde poderia contemplar tudo o que ocorreria sobre a terra-média, porém, sem poder se mover, expressar, e não morreria, até que fosse libertado do feitiço, para assim contemplar a conclusão da obra de Morgoth.

Daí, a história se foca em Turin, seu filho. Um homem bravo, muito forte. Que se tornou o mais formidável guerreiro. Ninguem era pareo para ele. E tinha o forte desejo de reencontrar sua mãe e filha e enfrentar Morgoth. E então, através dessa história, Tolkien explora diversas questões muito profundas, fortes e horripilantes para a causa humana.

Há poucos meses tive o privilégio de ler a fantástica obra Os Filhos de Húrin, obra de ilustre J. R. R. Tolkien. O livro - pertencente a saga do anel, a Terra Media - é uma das mais profundas e sérias obras, até mesmo sombria. Porém, de tempos muito anteriores ao do Hobbit. O livro conta a história da família de Húrin, especialmente de seu filho Túrin. Porem de uma forma sombria e trágica. Ao invés de contar sobre a magnífica história - talvez uma das melhores escritas por Tolkien - farei mais uma análise de seus conteúdos.

Os Cabeças Duras - Teimosos e Obstinados

Túrin filho de Húrin é o que mais se enquadra neste perfil. Homem vigoroso, se tornou o mais poderoso dos homens, sua força e habilidades eram inigualáveis, sem contar possuir grande e profundo conhecimento. Jovem e implacável, Túrin por muitas ocasiões não dava ouvido aos conselhos mais sábios, pois a coragem o dominava.

E assim prosseguia Túrin Turambar, um homem, de certo modo, escravo do seu orgulho e obstinação por encontrar seu pai e atacar Melkor (um poderoso calar que aprisionou seu pai e amaldiçoou sua família). Melkor querendo destruir e acabar com a honra da, família de Húrin, aproveita do orgulho de Túrin, e começa a "alimentar seu orgulho". Como? Dando-lhe vitorias. E assim enviava pequenos grupos orcs atrás de Túrin ou no seu caminho. E Túrin sempre tia vitória. Todos os que se colocavam em seu caminho morriam. Sobretudo devido a sua poderosa espada Anglachel, qual não deixaria por vivo a quem ferisse. E todos temiam seu nome e sua espada.

Porem essa obstinação, orgulho e mesmo ser precoce em muitos atos, levou vez pós vez, a maldição de Melkor se confirmar. Seus amigos morriam, alguns pela espada de Túrin, "no susto". Outros povos sofreram como os Noldors, um povo élfico que teve seu reino destruído pelo terrível Glaurung, o maligno dragão de Melkor. Como? Túrin se tornou o principal guarda e conselheiro de guerra dos Noldor, que ficavam numa alta montanha cercada por um profundo e feroz rio, era uma fortaleza intocável. Mas o orgulho de Túrin, e suas grandes vitórias, persuadiu o rei de construir uma ponte. Porem. Sem saber, que apenas, cumpria os propósitos de Melkor, pois numa batalha ainda maior, lançou sua verdadeira força oculta a Túrin, um grande e poderoso exército liderado pelo dragão Glarung. Que dizimou os noldors, e através da ponte, invadiram sua fortaleza e a tomou, aniquilando a todos que estivesse ali ou levando como escravo para Agband. As Artimanhas da Mentira

Não bastasse isso, o dragão podia enfeitiçar profundamente aquele que ouvisse suas tão meticulosas mentiras ou olhasse para seus olhos cheios de astucia.

Desse modo, Túrin acabou por dar ouvidos ao dragão. E foi para o ermo, onde apenas o afastou novamente de sua família encontra-lo. Já por outro lado, sua irmã caiu no feitiço do dragão. Foi tomada por uma, sombria loucura. O medo a perseguiu onde quer que fosse. O pavor e as trevas foram tão intensas que o dragão lançou em seu coração, que ela esquecera o próprio nome, os motivos, as palavras, o idioma, perdeu a fala e a memória, como se estes ficassem aprisionados por um manto de trevas em sua mente. E apenas uma coisa lhe restou, sair correndo desesperadamente para o leste, sem parar, sem rumo ou destino, como se estivesse fugindo de uma sombra que a perseguisse. Ela corria mais desfiguradamente do que um animal, nua, suja, com olhar vago e amedrontado.

Após isso e mais um grande tanto. Túrin acabou por matar o dragão quando este vinha a seu encontro em uma caçada heroica, porem que levou a morte seus companheiros novamente. O dragão, mesmo aparentemente vencido, ainda assim lançou um olhar sobre sua irmã e esta, no espanto, remorso e loucura, se suicidou nas correntes do rio Teiglin. Já Túrin, infelizmente deu-se por este ato, alem de alguns entendimentos e orgulhos do povo que terminaram por ruir seu coração e desejo pela vida. Suicidando-se com a própria espada que matara a todos que feristes.

A morte do dragão foi uma vitória sem comemoração. Para Melkor, o dragão nada importava, foi apenas mais uma criatura usada para seus desígnios. A maldição havia se concluído. Libertou Húrin do feitiço - a contemplação da miséria, ruina e fim de sua família e linhagem - e Húrin, foi ate o tumulo de Túrin, onde encontrou sua mulher, porem tarde demais. Esta também estava tão acabada e exausta que ali morrera. O livro é brilhante, e nada ingênuo ou infantil. Ele trata de assuntos muito sérios numa, narrativa excepcional que não te faz piscar os olhos. Mas sobretudo é um livro que trata sobre a maturidade, a obstinação, o negar os conselhos sábios e experientes, a arrogância e o orgulho. Como tais afetam a nossa vida e a dos que nos cercam.

Em contraparte, vemos nos desenrolar da historia, que se ouvissem os conselhos dos elfos, a maldição não teria se concluído, teriam defendido melhor os povos dos orcs, e a família teria se reencontrado não de maneira trágica. Porem Túrin representa o homem diante do seu pouco tempo de vida. Não vive por tanto tempo quanto os elfos. Ficar esperando? Eis o grande problema que assoma os homens. A impaciência da vida, por considerar haver pouco tempo de vida, e correr de forma louca atrás de suas realizações obstinadas, sacrificando as amizades, familiares e aqueles que cruzam seu caminho. E quanto maior o seu poder, maior é a maldição com qual afeta os outros. Pois no fim, temos um inimigo, Melkor, que lançou uma maldição contra nós, utilizando muitos artifícios para nos capturar em nosso orgulho, a fim de que a maldição se concretize.

É sempre bom lembrar que nessa obra, Tolkien tenta abordar temas humanos, da nossa vida. Alem disso, incluindo seus pensamentos religiosos, fortemente influenciados pelo catolicismo em que Melkor representa Satanás/Diabo. Alem disso podemos pensar mais claramente, na sua "criação maligna" o dragão não alado, que talvez poderíamos comparar a uma serpente gigante, qual tem, como principal e mais temível poder, o de enganar suas vítimas, e quem der ouvidos a sua influência estará correndo para a própria ruina e a dos outros que estão no nosso raio de influência. Já os elfos, são os conselheiros sábios, de muita experiência e anos de vida. Eles não sabem tudo, e nem podem prever exatamente como as coisas serão, mas, possuem sábios conselhos, tais representam os profetas e tutores.

Os Filhos de Húrin é um livro sem final feliz, que apenas nos faz pensar seriamente sobre a vida e nossas escolhas. É um livro para fortalecer o peito para enfrentar as trevas da vida. Alem de ser um épico, no qual é preciso ter coragem para ler. Pois as mensagens nas entrelinhas são fortes e, não poucas vezes, nos deixam atônitos pois nos identificamos com elas.

Pois dentro de todos há um Túrin. Temos um inimigo dentro de nós.

07 maio 2014

Uma passadinha com as mudanças da vida

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Alguns talvez tenham percebido uma certa ausência de novos conteúdos no Blog. Sendo  o último publicado em 19/mar/14.  O que ocorre é que nunca trabalhei tanto na vida, em média de 10 – 12 horas/dia, mais a maioria dos domingos, e fora isso, a faculdade [último ano + estágio obrigatório numa escola na Vila Madalena toda sexta as 7h da manhã]. Além de, prazerosamente, passar alguns fins de semana e feriados cuidando da minha sobrinha lindafofa, Lorena. Além da minha namorada, Mylle. Tais estão constantemente a esmagar minhas energias e tempo para escrever. Por outro lado, tenho reservado algumas horas nos meus fins de semana de modo a dedicar-me a escrita. Mas ao invés de e-mails, cartas, posts... dedico-me, desde meados do ano passado, a escrever livros. Sim, finalmente - creio que já cresci a ponto de dar forma aos meus pensamentos.

O meu primeiro livro, já registrado na Biblioteca Nacional tem por título “A Revolta dos Injustiçados – Eustáquio & Tratado Sobre Envolvimento Cristão na Politica”. O assunto é um conjunto de ensaios abordando questões sobre justiça, desigualdade social, problemas públicos em geral e em como, uma pessoa que  se sente injustiçada, deve reagir diante disso. A ideia do livro é quebrar tabus e provocar o leitor a ter uma postura que talvez seja intragável, ao perceber, de forma logica, que suas revoltas são inúteis, que são injustas e também produzem outras injustiças. Mas, mais do que isso, o livro nos provoca a ideia mais solene de Justiça e que o principio básico a não ser violado é a Lei Aurea; e, baseado nela, enxergamos claramente todas as ações. É um Livro que nos provoca como cidadãos, professores, empresários, funcionários, políticos, cristãos, não-cristãos, pessoas, que querem lutar por um mundo melhor, a não dar um ‘tiro no pé’, isto é, apenas criando um outro mundo injusto. Ao mesmo tempo, fazendo uma defesa ao Estado Laico e uma critica aos cristãos que pretendem se envolver na politica em nome do cristianismo/igreja/bíblia.

A este Livro dei a forma de uma mistura de um Conto/Romance com capítulos reflexivos sobre os temas abordados no drama. A história narra a vida do pobre, infeliz, injustiçado e “gente boa” Eustáquio, que após um dia muito estressante, sofre com todas injustiças sociais da nação (governada pela mentirosa e corrupta de Dona Fultina). Com a ajuda de um policial, Delegado Justino, e um ancora do O Grande Noticiário, Jonas Locutor, Eustáquio faz uma denuncia pública em Rede Nacional que mobiliza todo o povo numa série de manifestações (inspirada “Na Revolta dos 10 Centavos – 2013”) que por fim, derruba o governo de Dona Fultina e leva Eustáquio a presidência.  [Clique Aqui para uma amostra do 1º Episódio de Eustáquio]

O Livro está, agora, passando por um pente fino numa minuciosa revisão que minha amiga, Anelise, está 
me ajudando; qual devo terminar em 1 ou 2 meses. Já estou pegando alguns contatos e entrando em contato com algumas editoras, mas creio que isso apenas será mais efetivo após o termino da revisão. E depois de fechado o contrato será feito a editoração, para finalmente chegar a publicação, que espero que ocorra até o final do ano.

Paralelamente, iniciei outro livro, sem título ainda, é uma obra que aborda um novo tema, uma nova palavra, umanova ideia, qual chamei de “Mandos”. A ideia original era passar para o papel o que a música significa para mim, mas ao ver isso, me esbarro nas tradições, crenças, ideias populares e concepções que cada um já tem sobre a palavra música. Por isso me vi necessário criar outra palavra, qual busco dar forma no transcorrer do livro. De modo a mostrar que música é apenas uma manifestação ou subconjunto de mandos. E que mandos simplesmente envolve tudo. Da Filosofia à Matemática, da Criação à Liberdade de Pensar, à Linguagem, à Origem das Palavras, à Comunicação e Expressão, à Pronúncia/Fonemas/Vogais/Consoantes, Idiomas, à forma como os homens se relacionam, à forma como a Natureza se relaciona, à Saúde Física-Mental-Espiritual. E assim, com uma série de provocações, ensaios, questionamentos e analises, construo uma nova identidade sobre a música e de como interpretá-la, através da concepção de mandos. De modo, levar o leitor a digerir as palavras ousadas de Beethoven: “A música é uma revelação maior do que toda sabedoria e filosofia.” Este, já conta com 9 longos e profundos capítulos mas ainda sem prazo – gostaria de publicá-lo ainda final de 2015. 


Mas, em especial, o motivo mais celebre é que quando estou com a minha sobrinha, simplesmente não penso em mais nada a não ser brincar, descobrir, aprender, ensinar e ficar bobo com essa garotinha mais linda do mundo, e o que tem de beleza tem de doçura e fofura, sobretudo, quando canta, ao chamar meu novo nome: "Tii-tiiu!"


Aqueles que quiserem ter um acompanhamento mais presente de algumas coisas interessantes que encontro na Internet, ou notificações de última hora, podem acessar o Blog do Evandro no Facebook, basta clicar aqui.

Somos os mais fracos humanos que já habitaram a Terra

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Como classe, somos os seres humanos mais fracos que já andaram no planeta. De acordo com uma nova pesquisa da Universidade de Cambridge (Reino Unido), a tecnologia pode ser a responsável por nos tornar mais lentos e fracos que todos os nossos antepassados.

Muitos aborígines australianos pré-históricos poderiam ultrapassar o recordista mundial Usain Bolt, nas condições atuais. Alguns tutsis, povo da Ruanda, já superaram o recorde mundial de salto em altura de 2,45 metros durante cerimônias de iniciação nas quais eles tinham que saltar pelo menos a sua própria altura para avançar para a idade adulta. Qualquer mulher Neandertal poderia ter ganhado uma queda de braço contra Arnold Schwarzenegger.

Por que somos tão fracos?
Segundo a pesquisadora Alison Macintosh, a evolução provocou mudanças na divisão do trabalho e na organização socioeconômica. Conforme homens e mulheres começaram a se especializar em determinadas tarefas e atividades, como o trabalho com metal e cerâmica, a produção agrícola e a criação de gado, isso afetou a mobilidade e força dos humanos modernos.

A pesquisa

Macintosh monitorou as alterações na estrutura óssea ao longo do tempo em esqueletos encontrados em cemitérios na Europa Central. O mais antigo datava de 5.300 aC e o mais recente de 850 dC.
A sua equipe chegou à conclusão de que os humanos modernos mostram um declínio na “mobilidade e resistência”, especialmente os homens.
A cientista descobriu que a mobilidade dos primeiros agricultores – 7.300 anos atrás – estava a nível de estudantes que são corredores profissionais hoje. Em pouco mais de três mil anos, nossa mobilidade foi reduzida para o nível de estudantes classificados como sedentários.
A teoria para explicar isso é que, com o tempo, nossos ossos da perna mudaram devido à atividade menos intensa.
“Ambos os sexos apresentaram uma queda em ântero-posterior, uma queda de fortalecimento do fêmur e da tíbia através do tempo, enquanto que a capacidade das tíbias masculinas de resistir à flexão, torção, compressão e caiu também”, disse Macintosh.
Ela acrescentou que, conforme os seres humanos fizeram a transição para a agricultura na Europa Central, a necessidade de viagens de longa distância e do trabalho físico pesado diminuiu. “À medida que as pessoas começaram a se especializar em outras tarefas, poucas estavam fazendo regularmente atividades que eram muito extenuantes para suas pernas”, afirma.
Os ossos das pernas das mulheres mostraram alguma evidência de mobilidade em declínio, mas essas tendências eram “inconsistentes”.
Ela acha que a variação pode ser devido ao fato de que as mulheres têm realizado mais “multitarefas” ao longo do tempo. Macintosh disse que havia evidência em dois dos mais antigos esqueletos femininos usados para análise de que elas realizaram tarefas com os dentes, o que significa que podem não ter feito trabalhos que requeriam ossos da perna mais fortes.

Perda explicável

De acordo com o Macintosh, os ossos são extremamente plásticos e respondem com uma rapidez surpreendente a mudanças.
Quando estão sob estresse, como longas caminhadas ou corridas, os ossos se tornam mais fortes, e fibras são adicionadas ou redistribuídas onde são mais precisas.
Macintosh afirma que, na Europa Central, a tecnologia e o aumento da especialização teve um grande impacto na nossa força nas pernas. “À medida que mais e mais pessoas começaram a fazer uma ampla variedade de atividades, menos pessoas precisaram ser altamente móveis, e com a inovação tecnológica, as tarefas fisicamente extenuantes foram provavelmente facilitadas”, disse. “O resultado global é uma redução na mobilidade da população como um todo, acompanhada por uma redução na força dos ossos dos membros inferiores”.

Os incríveis humanos do passado

Um novo livro, “Manthropology: The Science of the Inadequate Modern Male” (algo como “Homemtropologia: A Ciência do Inadequado Humano Moderno”, em tradução livre), escrito pelo antropólogo australiano Peter McAllister, concorda bastante com a pesquisa de Macintosh.
Na obra, McAllister fala sobre estudos que chegaram a conclusões sobre a velocidade de aborígines australianos 20.000 anos atrás, baseadas em um conjunto de pegadas de seis homens perseguindo uma presa. Uma análise levou os cientistas a estimar que os aborígenes corriam a uma velocidade de 37 quilômetros por hora por um lago lamacento. Bolt, por comparação, atingiu uma velocidade máxima de 42 quilômetros por hora durante seu recorde no 100 metros na Olimpíada de Pequim.
McAllister afirma que, com treinamento e sapatos modernos em uma faixa de corrida, os caçadores aborígines poderiam ter alcançado velocidades de 45 quilômetros por hora. “Se eles podem fazer 37 quilômetros por hora em terreno muito macio, suspeito que há uma forte probabilidade de que eles teriam superado Usain Bolt se tivessem todas as vantagens que ele tem hoje”, diz.

Aliás, essa é só uma evidência de pegadas fossilizadas, do que poderiam nem mesmo ser os mais rápidos caçadores aborígenes da época.
Passando para o salto em altura, McAllister afirma no livro que fotografias tiradas por um antropólogo alemão mostram jovens africanos saltando alturas de até 2,52 metros nos primeiros anos do século passado.
“Era um ritual de iniciação, todo mundo tinha que fazer isso. Eles tinham que ser capazes de saltar a sua própria altura para avançar para a masculinidade”, conta. “Era algo que eles faziam o tempo todo e tinham vidas muito ativas a partir de uma idade muito precoce. Eles desenvolveram habilidades fenomenais no salto”.
Além disso, McAllister escreve que uma mulher Neandertal tinha 10% mais massa muscular do que o homem europeu moderno. Se treinada corretamente, ela teria alcançado 90% do volume de Schwarzenegger em seu auge na década de 1970. “Mas, por causa da peculiaridade de sua fisiologia, com um braço inferior muito mais curto, ela iria ganhar dele à mesa sem nenhum problema”, explica.
Muitos outros exemplos são dados no “Manthropology”. Por exemplo, legiões romanas completavam mais de uma maratona e meia por dia transportando mais de metade do seu peso em equipamentos, enquanto Atenas teve 30.000 remadores que podiam superar as conquistas de todos os remadores modernos.
McAllister apoia a mesma teoria de Macintosh sobre o declínio humano. “Nós simplesmente não somos mais expostos às mesmas cargas ou desafios que as pessoas no passado antigo e mesmo no passado recente eram expostas. Mesmo nossos atletas de elite não chegam perto de replicar isso. Estamos tão inativos desde a revolução industrial que realmente retrocedemos em robustez”. [Voanews, Independent]

Fonte: Hypescience

Nota: A suposta "evolução" do pensamento e habilidades do 'homem moderno', na verdade o está degradando: aumentando suas fraquezas e sua dependência das tecnologias. Algo a se pensar. [Evandro]

19 março 2014

O Homem e o Trabalho

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Por toda a História, podemos facilmente ver os Modos de Trabalhos no decorrer dos povos e da História. De certo modo, é dificil dizer que houve tempos em que trabalhar significou 'vida fácil', ou 'moleza', ou 'pouco esforço'; no máximo podemos apontar casos em que isso ocorreu. Mas claramente podemos ver as mudanças que ocorreram de tempos em tempos.

No inicio, o trabalho era principalmente da forma braçal, familiar. Pequenas agriculturas familiares ou tribais. Os trabalhos em geral, se davam durante a luz do dia. As pessoas trabalhavam durante o dia e a noite tinham o momento de convivencia com a familia/tribo, comiam melhor e etc.
É bom colocar que em tais tempos não havia a invenção humana das 'horas' e do 'relógio'. As pessoas não cronometravam seu tempo de trabalho. A duração do  'trabalho' ou melhor, das 'atividades', eram variáveis. Associavam a duração do dia. E ao verem que o sol iria se por, arrumavam as coisas, guardavam os animais, iam para casa. As vezes vinha chuva. E etc. O trabalho não era visto como uma trabalho, mas como atividades a desempenhar pela familia, pela sociedade, pelo próprio sustento etc.

O stress não existia. As relações afetivas eram muito mais fortes e profundas. As pessoas tomavam muito tempo uma com as outras. O próprio trabalho em si, geralmente era na companhia de outras pessoas, de modo que por muitas vezes, eram como momentos que temos com nossos amigos apenas nos feriados e fins de semana quando fazemos atividades juntas. Imagine amigos arando a terra, esperando a chuva passar, semeando sementes, cavando poços, demarcando território, preparando armadilhas, caças etc. Logo, no dia-dia, as atividades não só exercitavam o intelecto naturalmente e sem pressa, como também o corpo. E a noite era dedicada ao descanso.

Os trabalhos forçados ocorriam normalmente apenas quando pessoas eram obrigadas devido a escravidão, tiranos, guerras, ou tempos muito drásticos. E mesmo em tais, em geral, se obedecia como uma regra universal o trabalho diurno. Ainda mais, que a iluminação a noite era em geral precária.

Com os tempos, tecnologias foram sendo desenvolvidas. De inicio, a promessa do Ciência e da Revolução Industrial, seria que o homem conseguiria produzir tecnologias que o fizesse trabalhar menos, ter mais tempo para o lazer e a família, exercitar o intelecto, viver mais despreocupado. Porém, o tiro saiu pela culatra. Computadores foram inventados, e agora as pessoas precisam trabalhar na velocidade de um computador, como um computador. Sobre uma mesa, 100% focado, e só parar, quando o chip queimar. Milhões estão agora a trabalhar e trabalhar parados, de forma sedentária, de modo a se simularem como sendo uma máquina ao invés de homem, humano, amigos, família, tribo. Inventamos a tecnologia para termos noites bem iluminadas, com serviços, transporte, entre outros, e isto fez com que a noite, ao invés de 'pararmos', de termos o momento de união com amigos, familia, descanso; aproveitamos este 'tempo vago', para estudar, acrescentar novos acessórios e versões ao nosso robo (nosso corpo e mente) para assim, dar um upgrade na 'nossa máquina' e poder trabalhar mais, mais rápido, por mais tempo e mais concentrado. As noites se tornaram cada vez mais curtas. E inumeráveis problemas de saude criamos e passaram a existir, por causa de um modo doentio de se viver como um cancer.

A Bíblia é um livro que trata sobre o trabalho praticamente de capa a capa. Após a Criação, Deus dá ao homem o trabalho de administrar, ser a cabeça, o mantenedor, o organizador, o protetor do mundo. O homem responsável por cultivar a vida e as obras da criação. Já após o pecado, diz que "pelo suor do teu rosto comerás teu pão". O mundo que até então de forma harmoniosa, provinha os alimentos necessários ao homem. Agora ele teria que labutar, e desprender grande esforço, tempo e trabalho em prol de conseguir o seu alimento.

Salomão tem muitos provérbios a respeito do trabalho. Talvez seja a pessoa que mais é duro quanto a pessoas preguiçosas, vagabundas, que querem tudo na mão, que ficam só dormindo. Há vários duros provérbios sobre isso. Porém, há 2 pensamentos no livro de Eclesiastes que no meu ver são magnificos. Antes, é bom ressaltar que Salomão exalta o trabalhador diligente, o próprio Jesus faz uma parabola sobre o servo bom, aquele que com 1 moeda, conseguiu mais moedas. Mas veja com atenção:

"Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.
Eclesiastes 9:10"

Devemos fazer o melhor possível o trabalho que vier para fazermos. Darmos o melhor de si. Porém, novamente, os homens de antigamente eram muito mais sábios. Eles sabiam, assim como eu e você sabemos, que trabalhar demais é penoso, é um male, nos esgotam. A história de Jacó e Labão mostra claramente um caso em o patrão tornou o trabalho de Jacó um puro sacrifício. Salomão, diz uma pérola, uma frase super clara para todas as gerações pensarem e meditarem:

"Somente um homem muito tolo, tão tolo, que nem consegue encontrar o caminho de casa, se esgota de tanto trabalhar." Ecl. 10:15

É tolisse se esgotar de tanto trabalhar. O relógio da vida não para. Há tempo para todas as coisas, e destruirmos o tempo das coisas para inflar o tempo do trabalho é uma loucura! Mas isso o fazemos. Porém não o fazemos - geralmente - porque queremos. Mas porque a sociedade muitas vezes nos impõe condições que precisamos nos esgotar para sobreviver, como escravos. Já outras simplesmente porque o trabalho se tornou um cancer em nossa vida que não para de crescer e vai roubando a vida vital dos outros órgãos, inflando e inflando, até nos levar a tal ponto de loucura que só conseguimos pensar e viver em função do trabalho.E muitas vezes isso simplesmente ocorre pela ambição, pelo desejo de mais poder, dinheiro e a 'fantasiosa segurança'. Para quais Salomão alerta:

"Quem ama o dinheiro não se fartará de dinheiro; nem o que ama a riqueza se fartará do ganho; também isso é vaidade." Ecl. 5:10

Vale a pena lembrar que o homem que disse tais palavras, era aquele que se tornou um dos mais ricos reis de seus tempos, talvez o mais rico da Antiguidade.

O mundo, as empresas hoje estão nessa louca e insasiavel corrida por dinheiro e mais dinheiro. Nunca se farta. E está a provocar culturas e males na sociedade e em seus trabalhadores. Algumas alternativas estão surgindo mas ainda timidas. Temos que tomar cuidado, encarar o espelho e ter um encontro com nossos olhos inchados, dores de tantos movimentos repetidos, articulações atrofiadas, postura destruída, mente vazia para a vida, relacionamentos, amigos, parentes que se tornaram distantes, filhos que se tornaram desconhecidos, e percebermos que sempre haverá trabalho e mais trabalho, não importe o quão trabalhemos hoje.

Na idade mais sóbria de seus pensamentos, concluiu salomão o ideal a respeito disso:
"Duas coisas te peço; não mas negues, antes que morra: Alonga de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza: dá-me só o pão que me é necessário;" Prov. 30:7-8


Eis o ideal. O homem não viver, não trabalhar em função do dinheiro e do poder, mas do seu sustento, fazendo tudo o que vier em suas mãos da melhor forma possível. Dando também a devida atenção para todas as partes, todos os órgãos, de forma harmoniosa entre todas as partes da vida. Seja a familia, os amigos, a saúde, a arte, o desenvolvimento intelectual, crescer em todos os saberes, crescer na visão de mundo, a sociedade; ao invés de meros robôs programadas e otimizados para desempenhar um determinado conjunto de operações sentado numa cadeira, numa mesa.

"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.
Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela."
2 Timóteo 3:1-5

26 janeiro 2014

Eclesiastes - A Realidade Nua e Crua

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"Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, pois naquele se vê o fim de todos os homens; e os vivos que o tomem em consideração. O coração dos sábios está na casa do luto, mas o dos insensatos, na casa da alegria."
Eclesiastes 7:2, 4

Quase todos - acredito eu - um dia param para pensar no significado de suas vidas, tão breves. Muitos dos grandes pensadores tentaram uma frustrado tentativa de criar uma ideia ridiculamente sem estrutura de que o propósito da vida é "Evoluir", ou isso, ou aquilo. No livro de Eclesiastes - um dos mais formidáveis na Bíblia, no meu ver - é um livro com declarações inquestionáveis que por fim deixam bem claro a realidade:

1. A ausência de significado na vida sem Deus; (C. S. Lewis desenvolveu melhor este pensamento, concluindo ainda além, de que a exclusão total de Tao leva ao homem a sua própria abolição. Ver "Aboliçaõ do Homem")

2. O que dá significado a vida? Comer, beber e diverti-se com o fruto do seu trabalho é o melhor que o homem pode fazer. Mas isso não faz sentido, não tem significado, é passageiro, é vaidade.

3. Nossas lutas, sonhos, trabalhos, realizações, relacionamentos e ambições são apenas exercícios de futilidade.

4. Com a morte, tudo perde o significado.

5. É tudo uma questão de tempo. (e a vida dura pouco)

Gostamos de diversão, alegria, risos, banquetes, carnaval, drogas, bebidas, baladas, muito sexo, filmes, teatros, danças, esportes porque essas coisas nos ajudam a escapar da realidade. Salomão de certa forma escarnece o homem que fica a perder tempo nessas futilidades. Pois essas coisas nos desviam, não nos faz pensar, nos anestesia para verdade nua e a crua.A verdade de que vaidade de vaidade tudo é vaidade. E que assim como a erva no campo, nasce, cresce, virá palha e passa, assim é o homem. Um dia você vai ser provado, e verás que não é melhor do que os animais. Um dia você irá morrer e virar pó, seja gordo, seja magro, seja rico, seja pobre, seja PHD, seja um ignorante, seja esportista, seja sedentário, seja de muitos amigos, seja apenas a si, assim como os animais, assim como a barata e a formiga. Você e eu passaremos.

Viver sem Deus, não tem significado, preenchimento algum. Talvez para alguns apenas demore mais para se deparar com essa realidade. E se entorpecer com essas 'distrações' apenas o evitará de tomar consciência disso.

Por outro lado, Salomão exorta a casa de funeral, ir aonde há luto. Por que? Porque simplesmente ali somos obrigados a pensar. Ali somos obrigados a nos deparar com essa realidade, o que de outra forma não faríamos. Nas palavras de Amin Rodor: "Isso não significa ser pessimista ou eliminar a alegria da vida, mas descobrir onde a verdadeira alegria e felicidade são encontradas em base permanente". E então, por fim, nos últimos versos de seu livro, Salomão declara: Temer a Deus e guardar os Seus Mandamentos, eis o dever de todo o homem. Aí está a única coisa que pode preencher, trazer razão, significado a vida do homem. A verdadeira satisfação não é encontrada "debaixo do sol", onde tudo passa; é experimentada apenas nAquele que está acima do sol.


08 janeiro 2014

Campori de Desbravadores da DSA 2014

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Está acontecendo, oficialmente iniciou hoje, dia 8 de janeiro de 2014, o Campori da Divisão Sul-Americana (praticamente toda América do Sul), na cidade de Barretos.

Ao todo, são estimados mais de 35mil desbravadores das mais diversas cidades, de todos estados do Brasil, e de vários países da América. É um dos eventos mais aguardados que ocorrem a cada 10 anos se não me engano. Muitos amigos de longa data se encontram lá neste momento, alguns em especial como o Eliezer que será investido em Lider Master, o Davis, a Patrizia, o Renato... - um ótimo Campori para vocês. E espero terem pique para suportar 10 dias de Sol acima dos 34 ºC.

Infelizmente, desta vez não pude ir (para quem foi em mais de 8 Camporis, é dificil ficar fora de um, nem que seja para poder visitar no fim de semana). Sim! Devido a grande quantidade de pessoas, foi limitado o acesso para visitantes. É necessário reservar uma vaga para visitar e pagar uma taxa de 25U$.

Para assistir Ao Vivo a programação que durará nos próximos 10 dias, entre fotos e outros, acesse:
Campori DSA 2014 - Ao Vivo [Link]

Galeria de Fotos do 1º Dia [Link]

Outros Vídeos [Link]


28 dezembro 2013

Tenha um Feliz 2014 com Pensamentos Produtivos

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"Diz o preguiçoso: Um leão está no caminho; um leão está nas ruas."
Provérbios 26:13

Pessoas que não passaram por grandes dificuldades na vida, ou muito mimadas, em geral, lidam de maneira muito frustrante com dificuldades, problemas e desconfortos. Outra grande parte das pessoas, exercitaram pouco ou mesmo nada o músculo da razão em lidar com problemas.

Matematicamente, podemos praticamente traduzir todos os problemas num sistema de equações. E todo sistema de equação tem 3 possibilidades:
- Sistema com uma solução possível e exata (precisa, perfeita);
- Sistema com muitas soluções possíveis e exatas (precisas e perfeitas);
- Sistema com solução impossível;

Porém, mesmo um Sistema com Solução Impossível, pode ter uma solução "aproximada".

O que quero dizer com isso? Todos os problemas que existem são contornáveis. A grande questão é encontrar uma solução (perfeita ou aproximada).

Porém, infelizmente, conhecemos muitas pessoas (por diversas vezes, nós mesmos), que tomamos uma postura totalmente negativa e empacada diante de um problema. E nessas situações, costumamos tomar uma postura de "autodefesa" de nos "justificar" - e fazemos isso inconscientemente.

Veja um exemplo:

- Capitão! E agora? Você nos trouxe para o meio de uma armadilha. Estamos cercados! O Exercito Russo está cercando o outro lado do rio. Outro grande exercito está vindo até nós pelo oeste, norte e sul! O Rio Berezina está com correnteza forte, águas congelantes! A temperatura está -20ºC. Estamos congelando. Com fome. Cansados. Doentes. Com pouca munição. A Artilharia não consegue se deslocar em meio a neve. É impossível atravessar o rio.

O que você faria numa situação dessas? Onde todos os fatores estão contra você. Onde tudo indica que você será uma presa fácil. E que provavelmente os inimigos irão te destruir, te matar, ou te levar como prisioneiro de forma torturante?

Essa História é verdadeira e realmente aconteceu na Rússia, em 1812, na Campanha de Napoleão de invadir a Russia, mas que foram pegos pelo forte inverno, e então tiveram uma extraordinária campanha para conseguir voltar a França, ainda vivos (pelo menos alguns milhares, entre os tantos que foram). A travessia do rio Berezina, foi considerada talvez a maior façanha da História militar. E apesar da derrota ao invadir a Rússia. Napoleão foi um extraordinário vitorioso em conseguir se tirar, fugir da Rússia, enquanto esta o perseguia com todas as forças. Napoleão se encontrava na situação mais dificil de todas.

Ele poderia fazer um anuncio de derrota. Reclamar dos fracassos e erros de seus comandantes, tropas. Das ordens não obedecidas. Da falta de planejamento. Da falta de treino. Fazer um discurso de derrota. Colocar a culpa em alguem. Ou ficar dialogando e apenas falando do erro, de como estão numa situação dificil, e de que não tem solução, e que não dá para atravessar o rio e que isso e aquilo. Como costumamos fazer com nossos problemas no dia-dia, perdendo grande tempo, se focando em ficar falando 'sobre o problema'.

Ao invés disso, Napoleão ordenou suas tropas que, em silencio, construíssem 2 pontes, próximas, em total silencio. Sem ascender fogueiras a noite (apenas o minimo necessário). Tomarem todos os cuidados possíveis para que os inimigos não os percebessem. Ao mesmo tempo, envio uma pequena tropa de cavalaria, em direção ao Sul, de modo a enganar o exercito que os aguardava do outro lado do rio, que eles se deslocariam para o Sul, e tentariam atravessar numa outra cidade. (e eles morderam a isca). Enviou uma pequena tropa de cavalaria a atravessar imediatamente o rio, e exterminar o pequeno grupo de soldados que observavam e guardavam o rio. De modo que em menos de 2 dias conseguiram terminar as pontes de forma bem improvisadas. E então, avançaram de forma ordenada, enviando algumas tropas a frente, pois a travessia de toda multidão, levaria muitas horas, e eles precisava proteger a outra margem, a ponte e a travessia.

Ao exercito que mordeu a isca, percebeu que foram enganados, voltaram com furia total, de modo a conter a travessia. Porém, Napoleão fortificou com centenas de canhões, cobrindo as duas margens do rio, do ponto de travessia. E enviou uma forte tropa, com a missão de conter a todo o custo o ataque do exercito que vinha do Sul. Enquanto a outro, de conter o ataque que vinha do Oeste, de modo a dar tempo do maior numero possível de pessoas atravessarem as pontes, antes deles a queimarem.

Os Exércitos de forma heroica e gloriosa conseguiram conter os ataques, não regredindo um passo sequer na linha de defesa. E uma grande parte do Exercito conseguiu atravessar seguradamente a ponte. Porém, já nas últimas horas da travessia, foi um total caos, e dezenas de milhares jaziam ali, numa das cenas mais horrorizantes descritas na História das Guerras.

A travessia do Rio Berezina foi considerado um dos maiores feitos da genialidade estratégica de Napoleão em guerras. O Exército Napoleônico era terrível e implacável! E os próprios russos adquiriram enorme admiração por esse grande feito. Pois a volta para casa, foi a grande vitória do exército derrotado.


Voltando a questão, caro leitor. Percebe que Napoleão tinha um problema X, com diversos parâmetros monstruosos? Esse problema tinha uma solução perfeita? Talvez, quem sabe? Mas aparentemente não, pois parecia impossível. Então Napoleão sem perder tempo (pois não tinha 1 segundo sequer para ficar reclamando da má sorte), se focou em desenvolver e executar uma estratégia para resolver o problema de maneira aproximada. Ou seja, dezenas de milhares morreram. Perdeu muitas tropas. Muitos dos seus melhores homens. Centenas, talvez milhares de artilharia. E por muito pouco quase foram pegos. Porém, conseguiu ainda que com uma perca X, uma enorme vitória.


2014 está chegando, ou já chegou. E certamente, vamos lidar com um monte de situações e problemas em nossas vidas. Se querermos ter um Feliz Ano Novo, Prosperidade, Grandes Conquistas e Vitórias neste próximo ano, devemos seguir está grande característica de todo grande líder e homem. Quando se deparar com um problema. Para de reclamar do problema, ou de ficar dialogando o quão difícil ele é, ficar chorando pelo leite derramado, ao choramingar pela má sorte, ou ficar apontando para os outros que a culpa é deles. Você vai ter um problema em mãos, em nenhuma atitude dessas irá resolvê-lo. Apenas irá agravar conforme mais tempo se perde. Ao invés disso, pense, trabalhe, tende em procurar resolvê-lo, se não há uma solução perfeita, qual então a melhor, mais próxima a se fazer. Que atitudes assertivas a se tomar.

E certamente irá se surpreender com resultados impressionantes. E com grandes conquistas neste ano.
Além disso, perceberá o quão tempo perdeu com demagogias, palavras inúteis, que não levaram a lugar algum.

Wilson era um cara que chegou aos 50 anos de vida com a saúde muito debilitada. Um homem sedentário que bebeu e fumou a vida inteira, se via agora com uma grave complicação na sua saúde, e com o pé necrosado. Os médicos condenavam sua morte que poderia vir em pouco tempo. Porém Wilson, não ficou choramingando sobre seu estado de saúde, seus problemas, seu pé, o caos que provocou nesta saúde em todos seus 50 anos de vida, maus hábitos... Se agarrou ao objetivo de viver, sobreviver, e adiar o mais possível a morte. Foi assertivo. Perguntou ao médico o que poderia ser feito para tentar salvá-lo. O médico disse que teria que amputar até o joelho uma das pernas. Fazer um longo tratamento para a infecção. Teria que parar de beber e fumar. E adotar um novo estilo de vida. Wilson topou a ideia, parecia ser a solução mais 'aproximada', e com melhores chances de sucesso. Amputou a perna. Mas longo encomendou uma prótese. Quase morreu num doloroso tratamento com fortes remédios. Mas meses depois, já havia parado de beber e fumar. Adotou uma alimentação saudável. Mudou para o campo. Passou a ter uma tranquila rotina com muitos trabalhos manuais e atividade física. E para a surpresa de todos. 10 anos depois estava escalando as maiores montanhas do mundo, com um porte físico que nunca teve em sua vida.

Procure falar e pensar menos dos problemas. Eles não merecem nenhuma fama.
Procure falar, pensar e agir mais em como solucioná-los.

19 novembro 2013

Punição de Apedrejar na Bíblia

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Por que havia a ordem de 'execução' do modo "apedrejamento" na Bíblia?

Segundo uma amiga que me questionou isso, a incomoda muito essa ideia deste 'tipo de morte', 'jeito de morrer'. No ver dela, há 2 coisas que são totalmente intragáveis:

1.) É doloroso, torturante e demorado;
2.) É feito por várias pessoas.

Na concepção dela, um Deus de amor, não permitiria e não ordenaria tal coisa. Antes, caso fosse necessário mesmo a pena de morte, deveria ser:

1.) Rápido / instantâneo / sem dor se possível;
2.) Executado por 1 só pessoa.

Quanto a questão de um Deus violento que mantar, que é sanguinário, tenho um outro post tratando disso: Um Deus Malvado Que Manda Matar

Primeiro, vou tratar da questão 1 levantada.

1) Processo Torturante de Morrer
É inegável que morrer apedrejado deve ser algo muito torturante. Nosso corpo suporta várias pancadas. Muitas. Dado também que uma pessoa comum não aguenta levantar, tampouco arremessar pedras pesadas, acredito eu que o peso destas dificilmente passam de 1kg. E pelas condições climáticas, e da região, entre outros, creio que não era comum encontrar muitas pedras com agulos agudos, retos; logo, deveria ser mais difícil terem pedras que causasse uma 'boa perfuração' - para poder criar algo fatal de primeira. Logo, a morte deveria ocorrer após uma longa mutilação, acredito eu que principalmente por hemorragia, ou então, por algum traumatismo craniano. Por sorte, alguém levaria uma pedrada na cabeça de modo que rapidamente perderia a consciencia.

É dificil dizer o que seria uma morte 'mais agradavel', quanto a métodos. Certa vez, vi um documentário falando sobre a História disso. E mostra como foi a 'evolução' (que ironia) em provocar a morte. Em que haviam as variáveis: Ser rápido, ser de pouco esforço, causar menos sofrimento. Houveram vários métodos na História, coisas do tipo, asfixiar a pessoa, afogar, jogar de um penhasco, (que talvez seja bem pratico, mas não é todos que tem um penhasco por perto). Apunhalar o coração, cortar o cranio no meio, cortar a cabeça fora, degolar etc. Porém, muitos desses métodos eram 'pouco eficazes'. Muitos não morriam. Muitos ficavam gravemente feridos. Até mesmo a sangria, há muitos relatos históricos, como o de Seneca, que não morrera. As espadas não eram afiadas como nos filmes, fazer um ferimento mortal não era muito constante. E por mais sanguinario que podemos imaginar que eram os carrascos e os incumbidos de matar, era uma tarefa desagradável. E no decorrer da história, muitos modos foram usados, como tecnologias. Uma delas foi a Guilhortina, na Idade Média, que veio posterior ao enforcamento. Porém, até mesmo a guilhortina, ocorria situações de ficar com a lamina cega, ou não ser fatal, criando cenas tensas, em que era necessários vários golpes, fora que as vezes ela emperrava. Muito mais para frente surgiu a Cadeira Elétrica, que veio como uma promessa de uma morte rápida e indolor, e mais recentemente ainda, o uso de drogas injetáveis, câmara de gás entre outros.

Pensando no contexto da epoca, creio eu ser muito dificil dizer quais seriam as 'possibilidades' de modo de se matar. Sobretudo um menos torturante. E assim fico a pensar, em qual posição do rank ser apedrejado seria o pior? Mas certamente, ser degolado deveria ser o melhor modo, segundo minha amiga, para as condições da época. O que também seria um processo violento, bem rude, e bem tenso. Mas certamente, havia algum aspecto especial no apedrejamento, que nos faz pensar: Por que este modo que, provavelmente, é mais doloroso, torturante, do que outros? Apesar, que talvez fosse menos, pois creio eu que em algum momento a pessoa desmaiaria no meio do processo. Mas certamente era algo horrível.

2) Feito por várias pessoas
Pensando no método é meio lógico pensar que deveria ser executado por várias pessoas, até mesmo para ser menos torturante. Poderia ser trabalho demasiado para 1 só pessoa. Talvez ela até mesmo cansasse o braço a ponto de não conseguir mais fazê-lo estando a pessoa ainda viva. E certamente, isto aumentaria ainda mais a agonia.

O Motivo do Método do Apedrejamento / Lapidação

Não sei, não sei mesmo ao certo o motivo pelo qual foi escolhido este método. Mas cabe primeiro lembrar que tal era uma forma de punição, descrita no Torá, para as seguintes violações da Lei:

1. Bestialidade* cometida por homem;
2. Bestialidade cometida por mulher;
3. Blasfêmia;
4. Relações sexuais com uma virgem comprometida;
5. Relações sexuais com enteada;
6. Relações sexuais com mãe;
7. Relações sexuais com madrasta;
8. Ao amaldiçoar os pais;
9. Instigar indivíduos à idolatria;
10. Idolatria;
11. Instigar comunidades à idolatria;
12. Necromancia (espiritismo / consultar os mortos);
13. Sacrificar o próprio filho ao deus Moloch;
14. Homossexualidade;
15. Pitonismo (prática pagã, mulheres que se tornavam como 'sacerdotistas dos oráculos');
16. Rebeldia dos filhos contra os pais;
17. Desrespeitar o shabat;
18. Bruxaria.
(Fonte: Wikepedia, não conferi se consta essa lista mesmo na Bíblia)
* Bestialidade: relações sexuais de homens com animais.

Se formos olhar bem esses motivos, nem mesmo fala de prostituição e adultério, motivo qual tanto é falado. Mas acredito que como a maioria a grande maioria destes termos são atitudes que acreditamos que devem ser de algum modos punidas.

Mas o que me choca mais, e creio que ao leitor também. É que na própria Biblia, vemos uma multidão de ocorrências desses 18 itens, no qual, ninguem era apedrejado! Logo, por que havia punição para uns e não para outros? Será que não houve algum engano nessa história?

Eu particularmente, creio que havia uma 'didática' envolvida na questão do apedrejamento. Os quais venho a expressar:

1. Mostra o quão é repugnante o pecado para Deus e o quão Deus o considerada destrutivo para a Sociedade
Mesmo nos dias de hoje, há 'crimes' que consideramos piores e mais puníveis do que outros. Sobretudo hoje, as principais formas de punição são duas: Dinheiro e Retenção. Ou seja, a pessoa tem que pagar X e/ou cumprir Y anos de retenção numa prisão, ou domicilio, ou exilado. E conforme mais grave se considera, maior são os valores de X e Y.

Na Bíblia, do mesmo modo. Tudo começou com o pecado original. O primeiro de todos. O pecado em si. A separação do homem para com Deus. A punição foi "a morte". De agora em diante passaria a ocorrer a morte. O surgimento da morte, é a demonstração primária máxima de como o pegado é repugnante para Deus. Perceba que a "mentira" não está na lista de apedrejamento, mas questões que agridem a Familia o são como relações sexuais inapropriadas, ofender aos pais , homossexualismo.

Logo, só de uma pessoa pensar em quão terrível seria uma punição para o ato x, pensaria ela o quão aquilo é ofensivo para a Lei, para a Deus, o quão aquilo é errado. E testemunhar uma punição, a convenceria de vez.

2. O Lado Educativo da Punição
Hoje no Brasil não temos a pena de Morte. Mas temos algumas punições para certas coisas que são do tipo prisão praticamente até o fim da vida. Em alguns Estados dos EUA temos ainda a pena de morte para algumas coisas. Entre essas Penas máximas, está por exemplo o homicídio. Matar alguém conscientemente, ou ser um grande traficante de drogas, entre outros.

Como no item I, todas essas coisas são extremamente repugnantes para Deus. E como Paulo diz, "eu não reconheceria o pecado se não fosse a Lei". Ou seja, apenas através da Lei podemos reconhecer um pecado. Ou seja, a partir da norma divina podemos reconhecer o que está contra tal. Porém, vou ainda mais a fundo, que é apenas a partir da Punição, que podemos saber, reconhecer, de um modo mais claro e didático, o quão - para aquela norma, aquela Lei - grave é. Ou seja, suponha que a punição para o adultério fosse dar água para os camelos, e certamente, todos iriam considerar essa questão não de muita importancia. Agora já quando esta é vista como merecedor da morte, e ainda de uma 'penosa' (em todos os sentidos) morte, ai a visão é outra.

Hoje, no Brasil, estão tentando elevar a punição para quem é pego dirigindo com uma concentração de alcool não permitida no sangue. Porque assim querem aumentar a importância a esta questão. E fazer as pessoas pensarem 5, 10, 15 vezes antes de tomar uma latinha de cerveja e pegar no volante. Mas há décadas atrás, não havia a menor punição praticamente.

3. O Lado Simbólico Desta Punição
É incrivel como vemos certas relações na Bíblia que esclarece outras. Nesta questão do apedrejamento, uma grande luz me veio em mente no Livro de Daniel, no Capitulo 2, quando se descreve o sonho profético de Nabucodonosor. No qual, resumidamente, uma Estatua representava todos os reinos do Mundo da Antiguidade até os Fins dos Tempos, até que então "UMA PEDRA" mas que "NÃO FOI LANÇADA POR MÃO ALGUMA" acertou o pé dessa estatua (os últimos reinos) e a derrubou. E esta Pedra instaurou seu Reino para sempre. E, mais a frente, a própria Biblia descreve que a Pedra Angular é Jesus.

Mas não só isso, se formos ver bem, a Pedra é usada como uma figura por diversas vezes na Biblia. O monte no qual era feita a oferta, era composto por 12 pedras. Da 'pedra' Moisés tirou a agua para saciar o povo. Davi, atirou uma pedra em Golias para o derrotar. Samuel colocou uma PEDRA entre Mispa e Sem, para dizer "Até aqui nos ajudou o Senhor". E por assim vai. Se formos ver bem. A Bíblia é repleta de exemplos no qual a Pedra representa um claro poder de Deus no sentido de subjugar/vencer o mau, o pecado.

As pedras que deveriam ser lançadas contra tais merecedores da punição. Deveriam ser arremessadas com este sentido, com este simbolo de aniquilamento de um grande mau.

4. A Distorção Desta Punição
Quando me vem a mente um caso de apedrejamento na Bíblia. Eu não me recordo de mulheres, nem de crianças, nem de adulteros, ou outros. Mas o de Estevão. Não sei, não conheço os registros históricos do quão isso foi ou não comum em Israel. Todavia, no Evangelho, vemos Jesus mostrando claramente, que aqueles homens que pretendiam apedrejar a mulher, estavam com uma visão totalmente distorcida a respeito desta punição e da Lei. Pois eram pessoas, que a rigor, mereciam tão quão ou mais - do que aquela mulher - tal punição segundo a Lei. Eram homens que não estavam limpos do pecado. Eram homens que estavam com 'ódio' (e Jesus disse que aquele que tem pensamentos ruins para com o irmão, já 'matou'). Entre um monte de outras coisas.

5. A Negligencia do Plano do Perdão
Na Bíblia vemos pouco se falar sobre Punição, mas muito sobre o perdão. Para se haver uma punição tal qual, de acordo com a Lei. Deveria haver um longo período de julgamento. Muito mais do que isso. Muito mais do que um julgamento. Um LONGO período, no qual sacerdotes, levitas, mestres da Lei, familiares, e até mesmo o povo era envolvido, num importante e longo processo de simplesmente buscar FAZER DE TUDO para a pessoa ter um único motivo pelo qual não merecia sofrer tal punição; e sobretudo, levar a pessoa a pessoa ao arrependimento, se retratar e etc. E apenas, em ultima circunstancia, quando todas as tentativas foram tomadas, depois de um longo processo, um longo tempo, tudo não adiantou para retirar a obstinação pelo pecado de tal pessoa, aí então, este recurso deveria ser usado (e certamente com muito pesar, pois deveria ser feito com amor: assim, como deveria ser a dor de um pai em matar seu filho, como foi o caso de Abraão.).

A própria Bíblia diz que há apenas um único pecado imperdoável. (o chamado Pecado Contra o Espirito Santo). Que é a obstinação total. É ficar totalmente surdo para ouvir a voz de Deus. Virar 100% escravo do pecado. É negar toda possibilidade de arrependimento e retratação. Pois, a própria Bíblia diz que o Espirito tem a função de convencer as pessoas do pecado. Ou seja, no grosso modo, o único pecado imperdoável é aquele pecado no qual a pessoa não quer arrepender-se por nada!

6. Uma Parte de Todos
Tenho aqui um motivo para uma punição coletiva. Minha amiga não gostou nada da idéia de muitas pessoas jogarem as pedras, ao invés de apenas uma. Mas perceba, que todo o povo, toda a cidade é chamado a uma UNIDADE. Era algo gravíssimo, no qual todos deveriam tomar parte. Todos tinham a responsabilidade. E ao a pessoa tomar parte na punição, ela estaria enfrentando a Lei que diz que "com a medida que julgar, serás julgado". Pensaria a pessoa: Será que fiz tudo por tal pessoa? Procurei ser o melhor exemplo? Procurei fazer de tudo para convencer ela, mostrar para ela o seu erro? Orei por ela? E essa pessoa, tinha que - convencida de sua parte - de tomar parte nesta questão tão dura, que seria a de apedrejar uma pessoa. (imagine se fosse sua filha, ou seu primogênito!!!) E assim, não haveria um carrasco, mas seria todo o povo, ou representantes destes que teriam que fazer. No final das contas, perceba que é uma punição de um povo; é uma obra tremendamente didática.

7. Mostrar o Lado de Deus
Até está punição, creio que houve 2 grandes momentos no qual Deus deu uma lição do que significava o mau. E o que Ele faria pelo homem, e para por fim no mau. E o quão desagradável, duro e pesado seria para Ele punir o pecador. O primeiro exemplo, está em Genesis quando o casal Adão tiveram que sacrificar a ovelha muda e pura. O segundo grande exemplo, foi o de Abraão em sacrificar seu filho. E então, veio este exemplo, de matar uma pessoa a pedradas. O que, para alguem com coração amável, bondoso, misericordioso, piedoso, com amor ao próximo, deveria ser muito duro, triste penoso. (Repito, que tal ação não deveria ser tomada por alguém com raiva, ódio, bravo, bêbado, fora de si, violento... - pessoas para quais isso talvez até soaria um divertimento).

8. Deturpação Espalhou
Se olharmos para o Antigo Testamento, O Novo Testamento, e, mesmo entre muitos muçulmanos hoje. Veremos claramente, sem sombra de duvidas, uma total deturpação quanto a Lei de Deus e suas punições. Quais cometem atos que, creio eu, qualquer pessoa em sã consciência consideraria uma total barbaridade, brutalidade, de pessoas que tiveram seus corações e mentes totalmente obstinadas e fechadas para um condicionamento baseado não no amor ao próximo, mas no ódio e raiva. Pois antes de tudo, tais deveriam orar pelos seus inimigos, amá-los, e fazer de tudo para poder libertá-los do pecado, conduzi-los a Deus, ao arrependimento, a luz da Lei, as consequências dos atos. Fazer o possível para absolvê-los. E com coração duro e contrito tirar a vida como a de um pai ao seu filho, ao invés matar a pessoa como se fosse um misero inseto.

05 novembro 2013

Educação em Casa

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Como você acredita/quer/gostaria que se filho(a) fosse educado?

Essa é uma das perguntas mais fortes da História. Todos os grandes pensadores refletiram e palpitaram sobre isso. Mas, mais do que isso, em cada resposta, podemos ver o caráter da pessoa, a ideologia dela, a visão de mundo dela. Por fim, o que para ela é o ser humano. O que para ela é a vida. O que para ela é o ideal de cada um se tornar.

O site da Folha de São Paulo colocou uma matéria da BBC Brasil que claramente tenta persuadir a partir da opinião da docente Silvia Colello, da Faculdade de Educação da USP.


Respeito a opinião dela. Todavia, o 'melhor argumento' é dizer que fora da escola vai privar de experiências que o docente considera mais importante do que as experiencias que tal pode ter em outros lugares. - Eu esperava mais de alguem de tal titulo. E creio que certamente daria um discurso muito melhor do que essas poucas palavras da Folha. - Mas, a essência Do que ela manifesta não é baseado em uma episteme máxima da psicologia da Educação. Ou seja, "Prive seu filho da escola, e ele terá tais e tais problemas. Assim como privá-lo de cálcio, terá ossos fracos." Sócrates, em A República, vemos Platão descrevendo o que seria o ideal máximo da Educação. A Educação seria a robotização do homem pelo Estado (em sua máxima). Seria o FIM DA FAMÍLIA. O Estado tiraria o filho da mãe em seu nascimento (a mãe é vista apenas como uma gestante de bebes). O Estado então o educaria, definiria qual seria sua "carreira", sua função para a cidade. E assim seria, essa pessoa viveria para o Estado, ou melhor dizendo, para a Cidade. E isso, muitos séculos Antes de Cristo.

Este é um dos grandes pontos de vista da Educação, a educação como um meio de Condicionar as pessoas. Alguns autores desenvolveram ao máximo este modo de ideologia, e há literaturas de sobra sobre isto. Na pratica, também tivemos exemplos de monte na História de poderes que condicionaram suas crianças. Como o foi o Regime Nazista na Alemanha. Como foi a Igreja Católica na Idade Média.

Na USP, inclusive na própria Faculdade de Educação encontrei alguns alunos, normalmente os mais ligados aos Movimentos Estudantis, Revolucionários, Pró Maconha, Contra Feliciano, e tantos outros... que também tinham uma ideia interessante, mas que não é nada nova: A luta contra o Direito Privado da Família. Não conheço a vida, a história da garota que certa vez lançou uma máxima em uma sala de aula: "O que o Estado está fazendo para acabar com estes cristãos extremistas que fazem educação em casa?!" Na vida dela, deveria se abolir isso, deveria se abolir o Ensino Religioso, sobretudo o cristão - havia ódio em suas palavras. Além de claramente ver que seus pensamentos não era a favor da Liberdade Religiosa, nem do Estado Laico, mas sim do Estado Ateu; acreditava que o Estado deveria acabar com a Escola Privada e das religiões cristãs. E as Universidades Publicas, como a USP, apenas quem estudou na Escola Publica poderia participar. Na visão dela, o Estado - o poder - deveria controlar a vida de todos, de forma tão próxima como os fundamentos do Stalinismo que com chumbo, campos de concentração e trabalho escravo buscou abolir a religião da URSS.

O professor estancou suas 'revoltosas' palavras de motim contra os Princípios Cristãos (talvez fosse uma niilista). O professor não mencionou nada sobre religião. Apenas falou sobre a Educação de filhos de diplomadas, de embaixadores, filhos de artistas de circo, entre outros, que por não ter uma vida de ponto fixo, que estão em constante mudança e viagem, necessitam de uma educação mais maleável, e, que a maior parte ocorre no estado. Ou então filhos de fazendeiros, e quem vive em lugares remotos que muitas vezes estão à horas de uma vila ou cidade. Além do medo de muitas familias de enviarem seus filhos para escolas violentas em seus bairros.

Por outro lado, nos EUA está crescendo muito a educação familia, sendo o pais em que mais ocorre a educação familiar. E, acredite, se pesquisar irá encontrar vários ótimos resultados. Resultados de desempenho em provas. Resultados do ingresso nessas faculdades, no mercado de trabalho, em grupos, comunidades e etc. A grosso modo, podemos simplesmente justificar de que a Familia ainda acredita ter maior direito pelo seu filho do que o Estado e a sociedade. Cabe ao pai e a mãe um maior direito, e mesmo 'posse'. "É meu filho!" Poderia dizer uma mãe. E tais não estão nada contentes com a Educação que está ocorrendo nas escolas.
Veja:
Ensinar os filhos em casa ganha força no Brasil e gera polêmica (BBC Brasil)
Cresce número de pais que apostam na educação em casa no Brasil (Terra)
Sem motivação religiosa, educação domiciliar cresce nos EUA (Terra)
Educação domiciliar cresce nos EUA (BBC Brasil)

Motivos:
- Violência nas escolas;
- Crianças estupidas, egoístas, briguentas, violentas... (bullying);
- Más influencias;
- Apelo ao sexo, consumo de drogas entre outras praticas, imposta pela 'sociedade escolar';
- Ideologias discordantes da Instituição ou dos professores. Hoje, por exemplo, é uma grande tendencia o Estado querer condicionar o aluno a aceitar o homossexualismo, entre tantas outras coisas como sendo 'normais', que se opor a tais é mero "preconceito"... fora a abolição de muitos principios religiosos. Como instituições que não mais permitem o ensino de Criacionismo na escolas, ao invés disso, adotam o Evolucionismo como ideologia máxima e inquestionável;
- A criança passar muito tempo na escola, e pouco em outras atividades;
- Passar mais tempo com os filhos;
- Ser mais ativo na educação do filho;
- Não confiar a educação da pessoa 'mais importante' da sua vida na mão de terceiros que não os ama como seus pais;
- Os pais acreditam que podem dar uma educação melhor para os filhos, e que isso não signifique apenas "proteção".

Vamos pensar bem. Se hoje, nós adultos, pudéssemos ter total escolha, autonomia para escolher e decidir como gostaríamos de ser educados, certamente não iriamos escolher por passar metade da nossa vida dentro daquelas 4 paredes. Faríamos diferentes. E certamente, se fossemos ricos, poderosos para escolher detalhadamente como educar nossos filhos. Certamente escolheríamos os melhores professores para dar aula particular, como os antigos filósofos. Não o prenderíamos dentro de quatro paredes, com bundas sentadas por horas naquelas cadeiras, mas o faríamos ter uma educação ampla em muitas situações e lugares abertos, até mesmo viagens, ele se movimentaria mais.

Este tipo de Educação se instaurou principalmente no Ocidente, através de pensadores cristãos. Que trouxeram seus princípios religiosos para a Educação. Pois na "Educação Coletiva" digamos assim, o homem é visto como uma ferramenta. Educá-lo significa qualificá-lo de modo a servir, ações desejadas a esta comunidade; é, literalmente, criar uma ferramenta. Na "Educação Individualista", como na cristã, se tem o ideal de libertar o homem de si. De desenvolver no homem um 'poder moral', para a pessoa possuir o pleno autocontrole, dominar a si mesmo, dominar os seus pensamentos, seus desejos, suas emoções, seus hábitos... libertar-se, ser um homem livre, livre de suas concupiscência, não ser um escravo do trabalho; não viver de trabalho, mas trabalhar para viver. Não se subornar ao Estado, a Comunidade em suas más práticas e ações. É uma educação que não busca robotizar, dizer como a pessoa deve pensar, e viver, mas em lhe dar as ferramentas para expandir ao máximo seus pensamentos e como viver. Foi esta Educação Religiosa que permitiu muitas mentes magnificas que desenvolverem o Método Cientifico e as grandes evoluções da Ciência. Suas duas frentes diferentes.

Esses dias, estive numa praça bem badalada na cidade, numa tarde quente de domingo. Ali, uma população de talvez 500, 700 crianças e adolescentes, variando principalmente de 14 - 20 anos, pelo o que se via. E ali se via de tudo, eram predominantemente 'colegas de escola', bebendo, fumando, em suas libertinagens sexuais entre tantas outras coisas. Ali era uma manifestação máxima do que estavam aprendendo na 'cultura escolar'. Hoje podemos ver claramente onde a Educação está conduzindo as pessoas. Está conduzindo para uma sociedade de pessoas "sem peito" (como diria Lewis, que não sabem controlar a barriga por meio do peito), pessoas castradas de poderem viver valores morais, conduzindo para o fim da Familia. Onde as pessoas seriam tão suspeitas uma das outras quanto em 1984 de George Orwell, e tão bobas, infantis, sexualizadas, domadas por seus 'instintos' e sem valores de família, como no Admirável Mundo Novo de Huxley. As coordenadas já foram dadas.

O futuro... há, que tédio. Não há novidade. Mais uma página que se repete na História. Já prevista, muitos séculos antes de nascer.

E a pergunta continua: Quem você quer que seus filhos sejam? Quem você quer ser?