17 abril 2009

Impossível !!! [E. G. W.]

- Bom dia! - disse o homem de cabelos grisalhos achegando-se à mesa da recepção da Casa Publicadora Brasileira.

- Bom dia - respondeu simpaticamente a recepcionista. - Em que posso ajudar?

- Me chamo Marcos e gostaria de conhecer um de seus escritores.

- Claro, o senhor pode dizer qual escritor?

- Ellen White - respondeu o homem com um sorriso franco. Finalmente ia poder contatar a autora dos livros que leu com tanta voracidade.

- Desculpe-me, Sr. Marcos, mas Ellen White já não vive há quase um século.

O sorriso do leitor dissipou-se um pouco, mas ele manteve a compostura. Leu o nome da recepcionista no crachá preso à lapela e argumentou:

- Olha, Sra. Nadir, eu sei que a empresa deve ter a política de não ir fornecendo o endereço de seus escritores para qualquer pessoa, mas tenho um desejo real de mandar, pelo menos, um e-mail à Sra. Ellen White.

Foi a vez de Nadir manter a compostura. Ser recepcionista não é tarefa das mais fáceis. Faça chuva, faça sol, com pessoas simpáticas ou antipáticas, o sorriso deve sempre estar bem ali, mesmo quando alguém pede para conhecer um escritor que já faleceu há quase cem anos.

- Estou falando a verdade - insistiu a mulher, ainda sorrindo.

- Nadir - disse um rapaz se achegando à mesa, - você tem ai uma lista de ramais? Não sei onde foi parar a minha.

- Sim, Fernando - respondeu a recepcionista, entregou-lhe um papel e aproveitou a oportunidade: - Sr. Marcos, este é o Fernando Torres, editor de algumas revistas da Casa. Talvez ele possa ajudar.

Fernando cumprimentou o homem e perguntou o que desejava. Ao ouvir a resposta, sorriu.

- Ok, Nadir - disse o editor. - Gostei da piada - parou por um breve segundo e viu que apenas ele estava sorrindo. - É sério?

Os dois confirmaram com a cabeça.

Fernando conduziu o homem pelos corredores da editora. Conversaram pelo caminho até chegarem a uma sala de reuniões. Ali estavam outros dois editores, Michelson e Sueli. Apresentou-lhes o visitante e seu pedido.

- Certo, Fernando - disse Sueli. - Gostei da piada.

- É sério! - concluiu Michelson, ao olhar a expressão de Marcos.

A convite dos editores, o visitante sentou e foi logo falando:

- Creio que há um acordo entre os funcionários da editora para não fornecerem o endereço da escritora Ellen White. Noutro dia, mandei e-mail para o SAC e, já que eu estava de passagem por Tatuí, resolvi vir até aqui, mas a resposta tem sido a mesma.

- De fato - disse Sueli. - A Sra. White faleceu há quase um século.

- Impossível - Marcos meneou a cabeça. - Você já leu os livros dela sobre saúde? Ou sobre educação? São todos assuntos e descobertas atuais. É humanamente impossível alguém escrever com tamanha propriedade sobre esses temas, quando sequer havia estudos embrionários sobre eles.

- Ela foi inspirada por Deus - Michelson falou. - Por isso sua mensagem é tão atual e correta.

- Impossível - insistiu o visitante. - Olha, eu só quero mandar um e-mail, ou uma carta. Quero dar minhas congratulações pelas obras dela. Ganhei uma coleção de um amigo e fiquei fascinado com tudo, em especial com a análise que ela faz do tempo em que vivemos.

- Não são análises - disse um homem de cabelos brancos, recostado no umbral da porta, com um maço de revistas embaixo do braço. - São profecias.

Os três editores olharam para a porta. Não haviam percebido que seu redator chefe, pastor Rubens Lessa, havia, há alguns minutos, chegado na sala e parado para acompanhar o assunto.
Ele entrou e cumprimentou Marcos. Sentou-se à mesa e pediu:

- Fernando, por favor, busque na biblioteca um exemplar do livro Fundadores da Mensagem.

Fernando assentiu e saiu da sala. O editor, então, se apresentou e disse:

- Nós acreditamos que Ellen White foi inspirada por Deus para produzir seus escritos. Por isso ela pôde escrever com tamanha propriedade sobre vários assuntos.

- Educação - disse Sueli.

- Saúde - Michelson completou.

- Relacionamento familiar, história - concordou Marcos. - Não sei se acredito nisso. É tudo muito exato e algumas coisas, em especial sobre saúde, ela jamais poderia ter escrito sem qualquer base científica. Eu pensei que ela estava fazendo uma espécie de resenha sobre as atuais descobertas da ciência nessa área.

- Podemos dizer que é uma resenha, mas foi o Autor da ciência quem deu para ela todas as informações para seus escritos - disse Rubens Lessa.

Fernando retornou à sala com alguns livros nas mãos. Entregou uma surrada edição do Fundadores da Mensagem para o redator chefe, que o abriu na página 142. Com o livro aberto, narrou um pouco da história da profetisa e, em especial, a parte em que o autor fala da morte dela, em 1915, e o último parágrafo: "Hoje... sua influência ainda vive através das milhares de páginas de seus escritos, e no imortal espírito de divina conquista que possuía."

O Sr. Marcos tomou o livro nas mãos. De fato, não tinha como argumentar. Ellen White estava morta, há quase um século. Conversou mais um pouco com os editores e recebeu de presente alguns livros da editora.
Ao sair do prédio da CPB, olhou para traz e sussurrou:

- Impossível - mas depois completou: - Humanamente impossível.

Obs: é, infelizmente, um conto ficcioso.

Por Denis Cruz

Fonte: (Outra Leitura)



Comentário: Era de 17 anos, minha idade, quando li pela primeira vez um livro de Ellen G. White. Quanto a leitura do texto, não li com preconceitos, apenas com a idéia na cabeça que ali poderia encontrar alguma orientação ou luz sobre algo que eu buscava esclarecimento - se eu devia ou não terminar um relacionamento com uma garota. Porém, eu tinha um certo medo (vamos dizer assim) quanto a tal nome, pois sempre ouvi falarem dela, associando com "as catastróficas profecias dos fins dos tempos" e eu via muitos jovens, principalmente, guspindo o nome dela como se fosse uma velha chata, uma bruxa.

Mas revirei alguns livros que minha mãe possuia, e que nunca ousei tocar. Olhava o indice de cada a procura de algo relacionamento a minha necessidade intelectual no momento. Até que me deparei com o livro "Mente, Caráter e Personalidade", na sessão "Problemas da Juventude", no capítulo "Paixão e Amor Cego". E o li.

Foi uma experiência magnífica, eu nunca havia lido algo igual. Nunca fui num psicólogo, mas creio, que até mesmo ele se surpreenderia se tivesse lido. É tudo muito claro, a verdade é tão a tona exposta, é tão convicente; e ao mesmo tempo, sua consciência percebe tão nitidamente a verdade daquelas palavras, que há um enorme alívio por ter encontrado aquilo. É como se estivesse com muita vontade de beber água e após caminhar por muitas dunas, melhor, por 17 anos de dunas, finalmente chego em um oasis e mergulho a água num pequeno lago de água cristalina e fresca.

Após aquele dia passei a ler, ler, ler e ler aquele livro; ao terminar, fui ler outros; ao todo, hoje, já - que me recordo - 10 livros de Ellen G. White, mais trechos e capitulos a parte de outras obras; só neses 10 livros, foram, pelo menos, 5.000 páginas. E até hoje continuo a ler. Atualmente, terminei de ler o "Patriarcas e Profetas", e estou lendo "Preparação para Crise Final" que tem muitos textos dela, e ao terminá-lo, pretendo iniciar "Profetas e Reis".

É extraordinário cada página, cada estrofe. Me recordo que nos 2 primeiros meses que o lia, levava até para escola - na época, terceiro colegial - e ficava lendo na sala de aula. Chegando muitas vezes a arregalar o olho e ficar eufórico com o que lia, com a magia e toda dinâmica, impacto, que aquela mensagem provocava. Poucas não foram, às vezes, que levava o livro até um amigo, apontava um trecho ou texto, lendo com ele tais palavras, então dizia: "Cara! Olha isso! É impossível um homem falar assim. Só mesmo inspirada por Deus." E ele concordava comigo, apesar, que na época achar que aquelas palavras mexiam tanto com ele, quanto comigo, não era o que exatamente ocorria.

De inicio, apesar de saber que ela já havia morrido por volta da virada do século XIX-XX. Não compreendia nada a idéia da diferença daquele período com o de hoje. Quais eram as condições daquela época. Quando compreendi melhor isso, mais fascinante as palavras ficaram. Pois muitas coisas - já perdi a conta - que ela anunciou, ocorreram e ocorrem hoje. A visão que ela tinha e as palavras eram extraordinárias. O que ela fala sobre educação, é algo que, só AGORA, os educadores, psicologos, pedagogos estão descobrindo como sendo o caminho para uma verdadeira educação. Sobre saúde nem preciso dizer nada. Ela não só estava MUITO a frente das Enciclopédias, Universidades, Bibliotecas de sua época, mas como está à frente da atualidade. E que nada, além da Bíblia, é comparável em tamanha sabedoria.
Não são obras moralistas, um manual de como se deve viver, nem tão pouco a "programar o pensamento do leitor". Mas sim uma "manual de uma vida feliz, coerente com a vontade de Deus e o bem do próximo", o qual não impõe, mas propõe como uma persuadão de tirar o fôlego.

Ao estudar a história dela, então...


Nota: Caso você queira ler alguma entre as dezenas obras, você pode adquirir pela Casa Publicadora Brasileira, ou ler através do site Ellen White Books.

Obras de Ellen G. White que mais me marcaram:
1. O Grande Conflito
2. Mente, Caráter e Personalidade
3. O Ministério do Amor (o mesmo que "Beneficiência Social" - acho)
4. História da Redenção
5. Caminho para Cristo

2 comentários:

Denis Cruz disse...

Olá, querido irmão.

Sou escritor e o autor do conto acima. Infelizmente esse conto tem circulado pela internet e por emails como se fosse real.

Não é real. É ficção.

Eu escrevo histórias de ficção e esta foi publicada, originalmente, na minha área “Nem te conto”, do site www.outraleitura.com.br onde publico, justamente, histórias inverídicas.

Quando o publiquei no Outra Leitura, deixei uma nota ao final explicando que se tratava de uma ficção, mas algumas pessoas, creio, não atentaram para tal nota e o têm repassado como real.

Em virtude de tal dissabor, eu optei por retirar o conto do site.

Assim, meu irmão, peço a gentileza de retirar o conto do ar ou, se preferir, anotar, com letras garrafais e negritadas acima do conto, que se trata de uma história inverídica. (eu prefiro a primeira opção: DELETE).

Fico muito feliz com a leitura e boa recepção da história, mas lamento o inconveniente que eventualmente ele venha causando para as “personagens reais” que sito na história. Em nenhum momento foi minha intenção causar qualquer constrangimento, mas elevar o nome da CASA e da profetisa E. White.

Grato pela compreensão e pela leitura e um grande abraço

Denis Cruz

Ps. Qualquer necessidade, favor me contatar via email deniscdacruz@hotmail.com

Evandro Costa de Oliveira disse...

Muito obrigado Deniz Cruz. Irei colocar a observação que tirou todo o valor da História; pois deixou de ser um fato.