29 abril 2013

Sonhadores X Realidade

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Observação e interpretação. Sou um idealista sofredor em muitos aspectos, pois talvez muito sonhador. Acredito muito no poder do bem (digamos assim). De que uma vez que as pessoas conseguissem ver claramente os valores, o bem,  o certo a se fazer,  o reconheceria e se sentiriam provocados por sua consciência a fazer o certo porque é o certo a se fazer.

Todavia descobri que não é bem assim. Mesmo você se esforça com todos os seus longos esforços sofistas para convencendo fazer se tocar,  por fim na maioria das vezes poucos realmente vão se tocar e adotar essa postura que notaram ser correta. Já a maioria, diante de todo o seu contexto de vida pessoal essa consciência pode ser fraca, pode reconhecer até que ela está fazendo algo ruim e que a idéia que lhe foi apresentada é boa, mas está talvez morta em uma percepção de dever, de que fazer aquilo não é para ela.

Podem até mesmo chegar a conclusão patética, no meu ver, de que o outro é uma pessoa melhor do que ela. Mas ao mesmo tempo esse juízo de valores não a incomoda. Não lhe perturba tão pouco tiro o sono, a querer realmente conhecer os valores, a reconhecer sua condição e a querer mudar e se tornar uma pessoa coerente com tais.

É uma grande carga na vida, talvez muitos traumas ou simplesmente falta de observação, que as impedem de tal percepção de significado. Talvez mal reconhece a si mesmo. Mas sonhador, sempre ponho esperança nas pessoas, talvez seja um método.

Mas o duro para todo idealista é reconhecer que não tem esse método. E que talvez o único que venha a funcionar seja o do tempo. As experiências,  doenças, rasteiras, dores, perdas, dificuldades... Essas que podem trazer tanta maturidade quanto autoconhecimento. Como ajudar quando não querem ou negam ajuda?

A busca do método não pode acabar. Mas as vezes sem saber, nossos métodos tenha plantado uma semente que com o tempo venha a germinar e crescer. E as vezes, temos que maquinar experiências sensíveis em que o discurso não teve êxito. E ter muita paciência.

Mas o maior desafio para o sonhador é o de abandonar sua expectativa futura. E ser mais real. A pessoa mudou ou não?  Está lutando para isso? Caso contrário criamos expectativa em cima de uma fantasia. E quanto maior a expectativa do sonhador, maior é o tombo até o chão.

Vivendo e aprendendo

23 abril 2013

Luto

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Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração.
Eclesiastes 7:2

A Caverna de Platão

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Alegoria da caverna - Platão

Imaginemos um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.

Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder mover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira. Pelas paredes da caverna também ecoam os sons que vêm de fora, de modo que os prisioneiros, associando-os, com certa razão, às sombras, pensam ser eles as falas das mesmas. Desse modo, os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade.
Imagine que um dos prisioneiros consiga se libertar e, aos poucos, vá se movendo e avance na direção do muro e o escale, enfrentando com dificuldade os obstáculos que encontre e saia da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza.

Caso ele decida voltar à caverna para revelar aos seus antigos companheiros a situação extremamente enganosa em que se encontram, correrá, segundo Platão, sérios riscos - desde o simples ser ignorado até, caso consigam, ser agarrado e morto por eles, que o tomaram por louco e inventor de mentiras.
Platão não buscava as verdadeiras essências na simplesmente Phýsis, como buscavam Demócrito e seus seguidores. Sob a influência de Sócrates, ele buscava a essência das coisas para além do mundo sensível. E o personagem da caverna, que acaso se liberte, como Sócrates correria o risco de ser morto por expressar seu pensamento e querer mostrar um mundo totalmente diferente. Transpondo para a nossa realidade, é como se você acreditasse, desde que nasceu, que o mundo é de determinado modo, e então vem alguém e diz que quase tudo aquilo é falso, é parcial, e tenta te mostrar novos conceitos, totalmente diferentes. Foi justamente por razões como essa que Sócrates foi morto pelos cidadãos de Atenas, inspirando Platão à escrita da Alegoria da Caverna pela qual Platão nos convida a imaginar que as coisas se passassem, na existência humana, comparavelmente à situação da caverna: ilusoriamente, com os homens acorrentados a falsas crenças, preconceitos, ideias enganosas e, por isso tudo, inertes em suas poucas possibilidades.

(DR)

21 abril 2013

19 abril 2013

A Necessidade do Outro

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O terapeuta Willard F. Harley Jr. realizou uma pesquisa que serve como uma eloquente comprovação de que "Deus os fez homem e mulher" (Marcos 10:6, ou seja, duas coisas diferentes que, juntas e em harmonia, formam uma outra coisa muito melhor). Em sua prática profissional, chegou a dez necessidades emocionais básicas que o ser humano tem em relação ao cônjuge: diálogo ou atenção, afeto, realização sexual, segurança financeira, apoio doméstico, aparência atraente, companheirismo, honestidade, admiração e comprometimento com a família.O ponto curioso dessa pesquisa, e que serve como mote principal de seu livro "Ela precisa, ele deseja", é que se você der às pessoas casadas um papelzinho com esses dez itens pedindo-lhes que façam um ranking do que eles acham mais importante atribuindo números de 1 a 10, com poucas variações as cinco primeiras necessidades apontadas pelas mulheres serão as cinco últimas apontadas pelos homens e, claro, vice versa.

Eu fiz o teste em um grupo de amigos e cheguei praticamente ao mesmo resultado. Se as mulheres costumam apontar o afeto como a necessidade número um, os homens, mais previsíveis, colocam realização sexual no topo. A lista das mulheres geralmente continua com diálogo, segurança financeira, apoio doméstico e comprometimento com a família, justamente os itens que estarão mais para o final da lista dos homens.

E. no entanto, pessoas feitas diferentes e com necessidades tão diferentes são colocadas por Deus para viverem juntas. Mais que isso, Ele as fez sentirem-se atraídas uma pela outra, as fez desejarem viver juntas. Por que?

A regra de ouro da Bíblia talvez seja a chave para a resposta. "Ame a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo". A regra de ouro, o mandamento do qual dimanam todos os outros, mostra que nossos afetos devem estar divididos entre nós mesmos e objetos externos a nós. O pecado inaugurou um centro de gravidade fortíssimo dentro do nosso peito que faz com que só olhemos para fora e só admitamos cuidar das necessidades e interesses de qualquer outra criatura do Universo quando estivermos de barriga cheia, e olhe lá... Para o Criador, contudo, a plenitude de nossa realização como criaturas Suas só é alcançada quando vivemos para os outros, quando o egoísmo típico do pecado é pisado e reduzido a pó.

O casamento, portanto, com seu descasamento entre as necessidades de homem e mulher, é uma escola fantástica. A paternidade leva esse conceito a um patamar muito mais radical, fazendo que não interesse o quanto estamos cansados ou doentes, se nosso filho está chorando a prioridade absoluta passa a ser automaticamente ele, mas tenho pra mim que a lição de serviço dada pela paternidade só é absorvida em toda sua envergadura quando antes você absorveu essa outra lição: a de amar um semelhante seu a um ponto tal que passe a querer abrir mão de seus interesses para satisfazer as necessidades dele. E, fazendo, sentir-se mais feliz do que estaria se estivesse cuidando de si somente.

Quando se dá conta disso, as diferenças entre homens e mulheres passam a deixar de ser motivo para piadinhas e se tornam motivos para louvor.


Por Marco Aurelio Brasil

16 abril 2013

As Batatas Venceram 2

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Era novembro. Tago muito amigo de Bego , um dia deu-lhe um conselho:
- Bego. Recuse bananas.

Bego sem entender. Um dia discutiu com Tago no Leilão. Com as unhas dos dentes se enfrentaram. Tago levou as sementes.

Sem se falarem. Um recusava olhar para o outro. Um dia tago disse:
- Bego, me ajude a plantar?

Bego ofendido, queria  joelhos. Virou a cara dizendo:
- Plante voce mesmo.
- Farei isso mesmo! - disse Tago- tom ameaçador e determinado.

Forte chuva chegou. Bego mal plantou correu até Tago:
- Tago. Me dê algumas bananas?
- Eu plantei sozinho. Não ajudou. Que se vire.

A chuva foi mais forte. Em pouco tempo todas bananas morreram. Tago foi até bego.
- Bego. Me desculpe. Me ajude a colher o que sobrou?
- Tenho centeio. Não me ajudou. Coma o que plantou.

Dezembro passou e a chuva não mais retornou. Fracos e sem dinheiro , plantaram no seco.

- Tago não tenho o que comer. Por favor. Dei-me algo parã comer.
- Desculpe Bago, comi minha última banana ontem.

Os doís se abraçaram e choraram. Sem mais centeio nem bananas. Apenas doís que no fundo eram amigos teimosos sem mais orgulho. Perderam o tempo foram a cidade .

- Batatas! Últimas tenho. Quem tem bananas ou centeio?

As Batatas Venceram 1

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Ei ! Preste atenção no que vou te contar. Uma história. Quase verídica. Mas mais verdadeira que o real.

Havia um coelho que gostava de cenoura. Passava a vida toda procurando por uma.
- Oba! Mais uma cenoura! Olha que bonita. Laranjinha... Vou levá-la para casa.
- Deixe-me ver... Sim! Essa é a 3592! Ahh! Quantas cenouras eu tenho!

Ao mesmo tempo muitos trabalhavam para o coelho. Pois era o unico que tinha quase todas cenouras. Limpavam a casa. Penteavam-lhe os pelos.

Um dia o coelho notou que suas cenouras estavam apodrecendo. Não sabia o que fazer. Mas deu assim mesmo.

No dia seguinte ninguém veio trabalhar. Não sabia o motivo. Não entendia. Saiu a procura  mas nada encontrou. Ninguém para admirar suas cenouras. Ninguém parã lhe servir a sopa. Ninguém para limpar a toca.

Que dia cruel foi para aquele coelho. Dia que notou que só tinha um monte de cenouras estragadas. Dia que percebeu que era escravo dos trabalhadores. Bastou perder-lhes..

Cenouras. Um monte de cenouras.

15 abril 2013

Maíza Ribeiro - Palestras (NÃO DEIXE DE VER ISSO POR NADA!!!)

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Não quero aqui 'puxar o saco' dessa mulher, por um momento esqueça a mulher. Mas pense na mensagem, nas palavras, e ditas com um 'poder' que toca o mais profundo da mente e do coração, um tremendo impacto sob a sua vida. Foi tão extraordinário, que pela primeira vez na minha vida eu vi em uma igreja, palestras tãaaoo longas, (de 3 horas) com todo mundo com 130% de atenção!! Sem conversas, sem nem levantar para ir ao banheiro, todos ali, até o último segundo! Em minha vida, em meus 26 anos, de tudo que já ouvi tanto em aulas em cursinhos, faculdade, em palestras dos mais diversos gêneros  em livros e artigos que li, em sermões que já ouvi de pastores de oratória renomeada ou de conhecimento teológico do mais profundo... etc. Bem, em minha vida, eu nunca havia testemunho palavras tão poderosas! Tremendas! Que te motiva a lutar contra o que você é, que te dão mais do que coragem, mais do que motivação, te dá o IMPETO de se abraçar a verdade, ao que é certo, a acreditar e confiar no Poder do Amor, e a enfrentar com esperança e confiança as mais tremendas lutas e provas desta vida.

Do fundo do meu coração, de tudo o que já disse e escrevi neste Blog, não se compara quando digo: Não deixem de ver estes vídeos por nada!!!

Podem ser longos, várias partes, mas veja aos poucos, veja parte por parte, não precisa ser tudo no meio dia.

Nota:
Para quem não é adventista, veja apenas a parte de Domingo (os primeiros) - caso contrário vão ficar muito sem sentido ou sem entender muito do que é dito, para os adventistas, também vejam os demais.

Domingo








Sábado - JA Especial
Parte 1
Parte 2
Parte 3

Sábado - Manhã
Parte 1

13 abril 2013

Ao Encontro Inesperado da Música

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A música sem duvidas é a criação e o conjunto harmônico mais singular e preciso que existe no universo. Não há quem não adote sequer uma nota qual for, como trilha sonora de um momento ou uma canção como conforto em outro. Eu tenho sentido a necessidade e o chamado para uma mudança, algo como que eu pudesse ajudar. Quero fazer algo velho, que seja novo em minha vida. Posso começar ajudando alguém ou fortalecendo a mim mesmo, mas será?

É. Nada mais certo do que a música para isso, ela pode se encaixar perfeitamente no que eu pretendo fazer. Mas disso eu não sabia, só entendo agora. Não lembrava disso antes, mas Alguém olhava pra mim e por mim e Este conhecia a minha intenção, meu coração e assim resolveu me ajudar. Foi quando eu tomei a iniciativa de sair de casa, aqui em Macaé, Rio de Janeiro, por volta das 16:30h, sem um rumo certo. Só com a vontade de ter a oportunidade de encontrar algum lugar onde eu pudesse ajudar alguém naquele dia ou sei lá fazer o quê. Foi quando a música veio ao meu encontro e eu a senti. Passei por ela e não resisti, tive que entrar a fim de saber o que era. No centro da cidade, encontrei uma capela, parecia mais ser do tempo dos escravos, perdida ali no tempo, com janelas enormes azuis e por dentro madeira pura correndo o chão, com um piano no fundo da sala.

Assim que vi a porta aberta resolvi entrar sem pensar muito, e encontrei uma senhora, bem simpática por sinal que logo foi me contando o que acontecia por ali e tudo o que eu perguntava ela me dizia. Ela estava com sua netinha. Descobri que se tratava de uma escola, é, uma escola de música. Meus olhos brilharam. Sempre vivi música desde pequena, mas por algum tempo deixei-a de lado. Ela me convidou para que eu fosse ao encontro dos músicos lá dentro mas fiquei um pouquinho envergonhada na hora e resolvi ficar ali na entrada conversando mais. Aos poucos continuei rondando e adimirando o som que saia ali de dentro, até que surgiu o desejo de conhecer melhor, e então resolvi perguntar:

- Aula de piano? Tem aqui? E aula de canto?

Comecei teclado quando mais nova, mas parei. Não quis desenvolver na época, mas hoje, algo me chama sutilmente, sei disso. Andei escrevendo canções e acho que tenha algo relacionado. A resposta da senhora foi: SIM. Sim, aqui também tem aula de piano, e voz, mas você terá que conversar com a dona Inês. Foi quando eu pude encostar na janela azul, e observar os detalhes do chão corrido por madeira pura, e um piano bonito ao fundo, ainda podia adimirar os cabelos brancos da senhora idosa enquanto uma criança linda tocava um clássico perfeitamente enquanto a senhora lhe dava conselhos. Parecia que eu estava horas por ali, mas na verdade foram frações de minutos. A senhora logo me viu na janela e com um toque bem especial se levantou, mulher fina, logo percebi que era especial. Senti um sentimentozinho diferente, e chorei discretamente enquanto ela vinha ao meu encontro, logo sorriu. Aquilo me comoveu. Em um mundo louco que vivemos, encontramos pessoas que se dizem felizes com o tuntz tuntz nas raves ou o ''ai se eu te pego..'' nas baladas, se divertindo estranhamente e deliberadamente se tornando escravas dessa diversão, porque quando não as tem, se tornam seres vazios e melancólicos  E mesmo em meio a essa realidade me deparo com a cena de um futuro bonito, onde a música toma partida na vida de uma criança que por alguém especial a conduz. Fiquei emocionada meeeesmo!

E assim, não tive outra ideia se não  a de querer isso para mim também e assim espalhar isso adiante. Logo conversamos ali mesmo, e combinamos os horários a fim de começar logo. Acho que hoje tomei uma iniciativa, sim, uma decisão interessante, e espero daqui um tempo poder dizer como tem sido essa experiência, quero ser singular assim como a música, quero ser diferença assim como as canções, quero ser a mais afinada nota e liberar esta com um toque de doçura a todos. Farei o possível a fim de mover o impossível para aprender e dedicar-me a isso.



Se você seguir o que te chama pode encontrar aquilo que precisa hoje para mudar suas atitudes amanhã.

Por Gabriela Carvalho

12 abril 2013

Pesadelos

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Pesadelos. Era uma das pessoas que nunca tinha um pesadelo. Quando o tinha era mais uma tensa aventura digamos. Todavia, por experiência, compreendi o que é uma pessoa que sempre tem um mesmo pesadelo e sofre disso há muito tempo.

Pensava eu ser algo passageiro ou que com o tempo apreenderia a lidar. Mas na realidade, é sempre um intruso que volta e aparece em sua mente sem ser convidado. Presença o suficiente para te incomodar e mesmo aborrecer profundamente, pois diga-se de passagem, temos pesadelo por algo que realmente significa nos atormentar, angústias, fazer sofrer. Algo muito importe para nós. Quanto mais importante maior o trauma.

As vezes, não precisa dormir, ocorre mesmo acordado. As cenas, a imaginação lhe vem ali em mente, livre solta. E você se vê incapacitado, impotente vendo aquilo é não poder fazer nada. Apenas se esforçando para tirar aquilo logo da mente - quase em vão.  - Ao mesmo tempo, há as fontes geradoras. Quanto mais se aproxima mais o pensamento, a recordação e o pesadelo despertam.

Um problema de causa que precisa ser resolvido. Para então a mente começar a gerar um novo tratamento para o trauma e assim superar aos poucos. Ou então tentar fugir, seja em sempre ocupar a mente, ou tentar esquecer. Mas estes dois últimos tende a não funcionar. Talvez um pouco, mas vez ou outra volta.

Mas acredito: sim, o tempo pode curar. Sobretudo quando se usa o verdadeiro remédio para enfrentar os traumas: o amor.

08 abril 2013

Saudade

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"SAUDADE!
Por que sinto falta de você? Por que esta saudade?
Eu não te vejo mas imagino suas expressões, sua voz, teu cheiro.
Sua amizade me faz sonhar com um carinho,
um caminhar, a luz da lua, a beira mar.
Saudade este sentimento de vazio que me tira o sono,
me fazendo sentir num triste abandono, é amizade eu sei, será amor talvez...
Só não quero perder sua amizade, esta amizade...
que me fortalece me enobrece por ter você."
(Machado de Assis)

Beleza Unica - Benventude

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Geralmente associamos BELEZA a um padrão de cores, ou um padrão de formas, ou um padrão de proporção. Consideramos um pôr-do-sol bonito e uma foto ou pintura dele também.  Ontológico ou não encaramos o pôr-do-sol principalmente na praia ou montanhas como inegavelmente belo.

Pessoas também  Consideramos quanto mais aspectos de saúde, vigor e proporção áurea, como mais formosas. Mas estranhamente o conceito de beleza para pessoas, diferente do pôr-do-sol, que está em si, está na comparação ou equivalência com ícones da sociedade, que a grosso modo são pessoas famosas e ricas. Quase que podemos dizer que beleza é um valor de mercado. E neste infeliz sentido, beleza está associado com poder, ambição e inveja.

Mas nesse fim de semana tive uma reflexão mais clara que me surpreendeu a respeito disso. Eu já havia refletido ao ouvir uma peça para piano de Beethoven na qual ele usa sons e ritmos desagradáveis e inesperados para evocar a mais essência beleza que transcende a forma com qual ouvimos ou vemos, mas que transborda quando olhamos sua essência. Lógico, ninguém gostou e alguns até o consideraram louco. E mesmo eu não conseguindo ver sabia de alguma forma que ali havia algo além que eu não conseguia ver por mais que me esforçasse, me agitava. Queria saber.
Anos mais tarde ouvi a detestável obra "A Sagração da Primavera" eu odiei aquilo que me pareceu ser diabólico, mas que ao mesmo tempo era muito contemplativo como um pôr-do-sol que transcendeu as palavras "agradável" e "desagradável". Mais atônito foi quando vi críticas de pessoas declarando ser aquilo algo de grande beleza. Imaginei: só podia! estão loucos!

Mas eu tive que admitir ao contemplar outra realidade: A BELEZA É UM CONJUNTO QUE AUMENTA. Tudo é belo! Todas as coisas tem uma beleza única.  Compará-las ou descreve-las é poesia. Todas as pessoas, em todas as idades tem uma beleza única. Não há ninguém nem NADA tão belo quanto você, pois seu padrão de beleza é único! Suas cores, suas formas, seu contexto, sua história, até mesmo seu nome - sim seu nome - são únicos.

Você é uma pessoa singular. Não precisa trocar de roupa ou penteado para isso. É uma pena julgarmos nos comparando a outros pois substituímos a verdadeira por uma impostora e ao mesmo tempo sequestramos e roubamos a nossa verdadeira. A cada dia conquistamos uma nova beleza. Mesmo aos 98 anos temos uma beleza única qual poucos se aproximam. Não importa se perdeu um braço - ganhou uma nova beleza. Mesmo a ausência de forma e cor como a escuridão do universo revela o impressionante brilho das estrelas. E assim quanto mais passamos a reconhecer o belo mais veremos um mundo belo que nos rodeia. Estamos rodeados de beleza. Mesmo na mais sombria e escura noite.

Mas há outra palavra ainda mais funda não a conheço. Vou chamá-lá de BENVENTUDE.  Em primeiro lugar voce tem uma beleza única. É único! Por outro,  você pode usar todas as belezas para enriquecer, desenvolver, enobrecem, embelezar a vida sua e dos outros,  como tambem pode usar para empobrecer, atrofiar, destruir, desembelezar a sua vida e a vida dos outros.

Infelizmente, somos muito cegos pois vemos. E com isso acabamos muitas vezes por julgar a benventude dos outros pela beleza única que vemos. E ainda somos burros, pois é comum muito comum sermos atraídos por belezas únicas mas com uma BENVENTUDE miserável. Enquanto se fossemos espertos  nos aproximarmos dos benventosos para acrescentar.

A benventude de uma pessoa pode oscilar. E não devemos nos precipitar em julgar por uma onda negativa ou outra. Mas sim pela tendência. Para onde a maré está levando. Se para águas calmas ou atormentadas. E a esta tendência, vou chamar de CARÁTER. Mudar um caráter é possível assim como é possível mudar o curso da maré, ou sair dele. Mas é preciso muita perna pois nadar contra a maré cansa! Mas só assim é possível alcançar uma onda que te leva para águas tranquilas. Do mesmo modo. O caráter não é obra do acaso ou como nascemos. Mas uma vida de pernadas.

Aquele que é sábio certamente apreciará sua beleza única. Mas além disso,  o que mais lhe importará sera olhar para a benventude do seu coração. Pois assim como olhar para o sol não lhe dá vida, aliás pode cega-lo, mas sim o seu calor que não vemos. Da mesma maneira, não é a beleza de uma pessoa, mas seu coração que apenas nos pode dar vida, ou, infelizmente, tirá-lá. E além disso disso, temos que admitir: Assim como o Sol que não vemos, é o coração, que em sua essência, nos aquece.

05 abril 2013

O Significado do Casamento

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Casamento, um dos maiores marcos e sonhos na vida de todo - pelo menos da maioria - homens e mulheres. Mas que pode vir a ser uma das maiores ruínas e traumas, como uma separação, um divórcio.
Mas para falarmos de CASAMENTO, antes, precisamos nos basear no que é ou no que constitui um casamento. Há várias visões pelo mundo, e não poucos pensa pouco nisso. Acredita que você concorda que está sendo uma tendencia muito forte no Ocidente - está crescendo - a ideia de que casamento é apenas a união decisiva de morar junto com alguém com fim de construir uma família. Mas, se me permite, usarei uma definição mais profunda e incomoda para quem visa não levar muito a sério este, a visão da vontade de Deus.

Casamento no Livro do Amor é símbolo de muita coisa. Demorei anos para sacar, mas compreendi que casamento significa TODO O SUMO da História da Redenção e do Amor de Deus pelo homem. Pois simboliza o supremo casamento que é o de Deus com o Homem. Deus e o homem de forma misteriosa se tornaram uma só carne para toda eternidade na pessoa de Jesus Cristo, qual carregará eternamente as marcas do Homem crucificado em carne e osso assim como eu e você. Ou seja, casamento também é religião (re-ligar o homem com Deus), casamento deve buscar e lutar para o homem se religar com Deus, um ajudando o outro na caminhada espiritual aqui na Terra, se um cair o outro levantar, se um estiver indo para um lado perigoso o outro puxar pelo braço. Na bíblia, muitas vezes, encontramos Deus se tratar como o Noivo e os homens, a Noiva. E que devemos nos preparar para esta festa de casamento "para que onde Eu estiver, estejais vós também."

Além disso casamento é a base da família. A qual também é comparada a Igreja (o povo de Deus, que espera pelo Noivo). O casamento também simboliza a maneira como devemos tratar um ao outro e viver buscando religar as pessoas uma com as outras e com Deus. Ou seja, casamento deve ser um poder com o propósito de que juntos, irão unir forças para buscar ajudar outras pessoas a mudarem para melhor e a ter um encontro com Jesus.

E como máxima disso, Deus criou o homem e a mulher. A mulher, de uma costela do homem. Mostrando que assim como de Si, Deus criou o homem. Do homem, Deus fez a mulher. Declarando desta forma que o homem tem a responsabilidade de a simbolizar Deus na relação e agir de tal modo digno fazendo de tudo pela mulher assim como Ele, sacrificando-se a própria vida, deixando todo o Seu Reino, Sua Onisciência  Sua Onipotência, Sua Onipresença, se humilhando de Deus para a condição de um homem pobre, esnobado, ridicularizado, mal compreendido, que viveu em função de levar vida as pessoas, e que ainda assim, por elas foi traído da pior forma por todos os seus mais próximos, sofrendo uma penosa tortura, e tendo seu coração moído, triturado pelos erros, pelos pecados de todos os homens e mulheres que um dia já viveram e cometeram em suas vidas. Assim como Deus morreu pelo homem, o homem deve morrer pela mulher.

Com esta união ambos deveriam viver juntos, unidos, companheiros, buscando cada vez mais aprofundar nos princípios e atos de amor um para com o outro, cativando e gerando mais sentimentos e boas emoções. Sempre a plenitude! Sempre buscando o mais pleno nesta relação! Tão pleno que Deus criou o mecanismo pelo qual se faria essa plena ligação, a sexualidade. Deus em sua sabedoria criou todo um sistema no ser de ambos para que literalmente se tornem uma só carne físico e espiritual. E além disso, até mesmo a forma como se dá, também representa a relação de Deus com o homem. Da mesma forma como não somos nós que entramos no coração de Deus, mas Ele entra em nós batendo na porta (um convite sempre pacifico e respeitoso, movido pelo amor por se importar com a pessoa querer fazer o maior bem possível na vida do outro, fazê-la feliz, transformá-la, "ceiar com ela", dar-lhe água da vida) . Assim também não é a mulher que entra no homem mas o homem (que representa a Deus) que entra na mulher. E nesta, acredito eu, quem tem o maior prazer é a mulher. Da mesma maneira como Deus dá a vida e bênçãos ao homem, o homem é quem fertiliza e doa a mulher. É o homem quem planta a semente da árvore da vida no ventre da mulher. E a partir deste supremo ato de símbolo máximo, divino, a árvore gera frutos! Gera mais vida! Um bebê! Uma família! E assim criando e dando o maior presente que Deus pode dar a mulher: um filho.

Vou ainda mais. Deus em sua bondade, criou em nosso organismo todo um sistema de nervos, vascularização, hormônios, para que através desse ato, de toda essa representação, tanto o homem quanto a mulher tivessem a suprema sensação física e psíquica de prazer, satisfação. Algo que fornecesse tanta saúde, vigor, energia para os dois os unindo tão intimamente, de modo a sentir ali talvez a melhor experiência da vida, e ao mesmo tempo quase que 'um dos maiores motivos da vida', o prazer de viver, o prazer da vida, o prazer de viver e desfrutar do casamento, do presente de Deus para o homem, e nisto compreender que é exatamente este pleno gozo, felicidade e paz, neste momento de relação que Deus quer para a vida de todo aquele disposto a religar-se com Ele, aceitar os Seus caminhos e a vida que nos oferece.

É uma máxima! SIM! O casamento é uma máxima! No Livro do Amor, o casamento significa uma máxima de todas as máximas. Casamento qual é estabelecido, para Deus, quando ambos se unem numa só carne.  Ou seja, da mesma maneira como Deus, através de Jesus, se entregou pelo homem na cruz e com sangue, religando assim o homem para com Deus. Da mesma maneira o homem e a mulher ao entregarem seus corpos, com sangue selam esta divina união em uma só carne, e, sobretudo para a mulher. Pois em sua primeira relação, Deus criou uma marca física de modo a dizer e estabelecer "este corpo, esta pessoa, agora é unida em uma só carne com este homem", "está pessoa é casada".

Claro estupro é uma outra história infeliz. Um ato de violência que não tem esse significado.
Mas e as pessoas que tem relações com muitas pessoas? No plano de Deus é evidente que era para ser um homem e uma mulher. E mesmo na Cultura já corrompida de milênios atrás, não se tinha o pensamento do "sem compromisso", como fortemente hoje se cresce no Ocidente; o que é considerado uma imoralidade pois é o oposto do que significa a relação de Deus para com o homem, é o oposto do casamento. E no exemplo do mulherengo Salomão que não negou-se nenhum desejo, para ele significou ter muitas mulheres (700 mulheres e 300 concubinas - I Reis 11:3), e teve que assumir um casamento para com a maioria, com toda responsabilidade; mas claro, que essa loucura, provavelmente já a partir da 2ª mulher, se tornou uma bola de neve de destruição para a família de Salomão e para a sua vida, como declara o texto "suas mulheres lhe perverteram o coração e o seu coração não era perfeito para com o Jeová seu Deus, como o coração de Davi, seu pai". De modo que o próprio Salomão declarou "Deus fez as coisas simples, mas o homem complica tudo" (Eclesiastes 7:29).

Houve um dia, em que povos que foram totalmente na contramão da vontade de Deus, dos Seus planos e significados. Apesar da maioria - senão todos - os povos foram preservando ao longo do tempo, mesmo que se degradando com o distanciamento, o significado original de modo que em quase todos os lugares e etnias do mundo hoje ainda vemos uma grande solenidade, festa e significado muito grandioso como um grande marco na vida de um homem e uma mulher.

Mas O Livro do Amor destaca 2 povos - Sodoma e Gomorra - que viviam, na máxima luxúria, libertinagem, depravação sexual. Em outras palavras, total desconsideração para o casamento. Viviam como vemos hoje em muitos lugares onde normalmente jovens se entregam a farra, a paquera livre, ao ficar, ao sexo, a imoralidade total, como nas famosas "Casas de Festa Funk Carioca" - diga-se de passagem, com pessoas que nunca viram na vida. Mas voltemos: Eram povos tão escravizados pelos prazeres sexuais, que não tinham significado, o único era o de satisfazer seus prazeres e desejos. Pasme! Até mesmo as crianças! Faziam sexo um com os outros, pessoas do mesmo sexo ou não, até com animais, faziam em grupo, faziam com familiares,  filhos com pais, pais com filhos, o estupro era comum (e assim não era classificado) ao ponto de ser considerado um direito, se podia fazer sem ser penalizado pela Lei (Como em A República, Sócrates dizia ser o direito de um herói de guerra). A Lei desses povos estava em acordo com as práticas da nação. Violência e uniões totalmente opostas ao plano de Deus! Desta maneira fazendo a máxima oposição a Ele, a religião, ao amor e a todo o significado original dele para com a humanidade e as pessoas que se tornaram escravas do libido. Em outras palavras, com suas atitudes aqueles povos estavam urinando e defecando na cruz e ainda dando rizada loucamente (uuhuuu!) pelo efeito do vinho! De maneira tal, que o Tora descreve que apenas havia Ló e sua família naquela cidade que eram justos, que não participava daquele povo mesmo em meio a ele, não andava nos seus caminhos, tinham ainda um senso de família e da vontade de Deus. Apesar da mulher dele sentir "afeto e desejo" por aquele povo, aquela cidade. Descreve que os 2 anjos mal deram as caras na cidade e logo uma multidão de pessoas estavam a ponto de arrombar a casa de Ló, tomá-los a força, pois queriam fazer sexo com eles, queriam estuprá-los! Que por fim, Deus deu a ordem que iria destruir por completo aquelas duas cidades, de modo a nunca mais florescer vida ali. Foi a sentença, a condenação máxima dada a um povo, uma cidade, pessoas: destruídas pelo fogo. Mas Deus foi além disso! Deu uma clara ordem para que, em sua fuga, nem ao menos olhassem para trás  - tamanha era a indignação, repúdio e condenação daquelas cidades. Como dando uma clara condenação a nós hoje: "Sai delas, não se misture com essa gente!"

A condenação e destruição de Sodoma e Gomorra foi a máxima em toda a História Bíblica. Nem o Dilúvio equipara-se! É o maior chamado de Deus para aquilo que é a máxima condenação. Em outras palavras, Sodoma e Gomorra simbolizam a destruição do casamento, a destruição do significado da relação entre Deus e o Homem é a máxima ofensa a Deus! É a violêncio contra tudo o que é bom e tem algum louvor. Significa a mais pura essência da operação dos satanicos planos do Inimigo.

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Vimos o significado, o plano original, a máxima oposição, distorção e a plena repudia e condenação de Deus para tais atitudes anti-casamento. Agora, passemos para o ponto mais chave para os dias de hoje.

Posteriormente, a deturpação e destruição foi tamanha que mesmo o povo hebreu, a Nação de Israel, o povo de Deus deixou de lado muitos aspectos do plano de Deus e começou a haver pessoas querendo "desfazer" seus casamentos. Obstinada a destruírem a relação, através de Moisés Deus deu ao seu povo ainda uma instrução com o fim de MINIMIZAR o problema e as consequências, não deixando ainda de ser uma destruição, um caos. Permitiu o divórcio, fazendo uma carta um documento publicamente para deixar bem claro, para todos que interrogassem, da escolha feita por tais - pois diferente da nossa cidade, eles se importavam com os casamentos e as famílias um dos outros. E em meio a isso Jesus foi interrogado.


"Alguns fariseus aproximaram-se dele para pô-lo à prova. E perguntaram-lhe:
- "É permitido ao homem divorciar-se de sua mulher por qualquer motivo? "
Ele respondeu:
- "Vocês não leram que, no princípio, o Criador ‘os fez homem e mulher’ e disse: ‘Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne’? Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe".
Perguntaram eles:
- "Então, por que Moisés mandou dar uma certidão de divórcio à mulher e mandá-la embora? "
Jesus respondeu:
- "Moisés lhes permitiu divorciar-se de suas mulheres por causa da dureza de coração de vocês. Mas não foi assim desde o princípio. Eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério".
Os discípulos lhe disseram:
- "Se esta é a situação entre o homem e sua mulher, é melhor não casar".
Jesus respondeu:
- "Nem todos têm condições de aceitar esta palavra; somente aqueles a quem isso é dado..."

(Mateus 19:3-11)


Este dialogo é bem claro, que apenas em caso de imoralidade sexual (trair sexualmente), digamos assim, a pessoa tem um trauma grande o suficiente, que lhe dá o direito perante a Lei de Deus de de fato divorciar daquela com quem se uniu em uma só carne. Pois isso já manifesta o mesmo rompimento que o homem fez com o Criador ao comer do fruto proibido. Se você pensar um pouco nisso, o quão forte isso é, é quase como dizer: uma vez casado, caso é para sempre, e se você tiver relações com outra, estará adulterando. E por isso, seus discípulos disseram: "Se é assim, então é melhor não casar!" Pois olha que tamanho risco! - o que mais evidência como é algo FORTE para Deus o casamento. - E o próprio Jesus, declara, que muita gente não consegue ouvir estas palavras. Como diz em outro lugar, se Jesus fosse revelar as máximas dos planos de Deus, as pessoas não suportariam! Ele mesmo disse que tinha muitas coisas qual revelar, mas que elas não suportariam. Ele deixava de poder dar mais luz, porque tais não estavam capacitadas e preparadas para suportar! - Que misericórdia!

- Opa! Então se ela trair e tiver relação sexual com outro, então posso pular fora?! Então tem uma saída! Não é tão dificil assim, ainda mais nos dias de hoje em que atração de TV é ver gente pulando cerca.

Espere! Jesus não disse apenas isso. Olha o que também diz:


"Vocês ouviram o que foi dito: ‘Não adulterarás’. Mas eu lhes digo: qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração."
Mateus 5:27-28

Em outras palavras: todos já adulteraram. Todos adulteraram para Deus. Talvez várias vezes no mesmo dia. E Agora?!

Voltemos para o que significa casamento. Quando o homem TRAIU Deus. Deus tinha todos os motivos para ceder a acusação do Diabo de abandonar o homem, se divorciar do homem, largá-lo, deixá-lo. Mas Deus fez isso? Não. Deus perdoou. Deus lutou e foi atrás para resgatar, para refazer, reconstruir este casamento. E é isso o que Ele quer que façamos ao invés de divorciar. Claro, não há como obrigar. E todos esses grandes males ocorrem apenas porque somos teimosos, "por causa da dureza dos corações de vocês".



"Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: "Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? "
Jesus respondeu: "Eu lhe digo: não até sete, mas até setenta vezes sete.
"Por isso, o Reino dos céus é como um rei que desejava acertar contas com seus servos. ..."
(Mateus 18:21-23)


Isto é casamento.


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Nota:

"Como anteriormente disse Isaías: "Se o Senhor dos Exércitos não nos tivesse deixado descendentes, já estaríamos como Sodoma, e semelhantes a Gomorra"."Romanos 9:29

Os últimos dias seria como Sodoma e Gomorra (Lucas 17:29-32).
Estamos quase lá.


Evandrus




04 abril 2013

O que é o amor?

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Hoje é tão comum e difícil acreditar nisso; que ainda pode acontecer verdadeiro e sincero amor entre um casal, que como digo, mesmo que a outra contraia um câncer  ou uma grave debilidade, o outro assuma viver ao lado dela, cuidando dela com todo carinho.

Hoje está cada vez mais comum ouvir demagogias, discursos, encenações, músicas, palavras, cartas e canções sobre amor. Até desenhos de coração, ou caracteres como S2. Mas estamos cada vez mais carentes de atos de amor, ações amorosas, de certo modo, a essência do amor, que são atitudes amorosas.

Hoje está tão comum ver pessoas descartando outras. Tratando-as como objetos. Que joga no lixo assim que se cansar da cor, do cheiro, do sabor; ou apenas, para experimentar um novo objeto de desejo. E com isso, talvez, a maioria das relações, e até mesmo casamentos, terminam.

Hoje está cada vez mais comum desacreditar no amor. Muitos já desistiram. Outros estão à desistir. Mas em meio a isso, ainda podemos encontrar amor entre verdadeiro entre pessoas, amor que pode nos encorajar, motivar, dar esperanças, de no fundo, fazer aquilo que todos queremos mas temos medo. As vezes, medo de ser destruído pela 3ª ou 8ª vez. Seja para incomodar sua paz, seja para dar asas ao seu coração, compartilho um belo vídeo, que por si, poupa todas estas inúteis palavras.


03 abril 2013

No Coração da Vovó

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E quando as lágrimas jorram o rosto e molham o travesseiro. Noite sem sentido de descanso, mas de recordação, de dor, de lembranças, de afeto e empatia. Aquele desejo de contar de apenas agradecer , graças a ela estou vivo eu mais outros 17 netos, 13 bisnetos,  8 filhos + 2 que já se foram. 40 vidas geradas por 1 única vida. Uma família em que todos tinham respeito e amor pela amável vó que foi e é a união de toda família, a famosa "casa da vó" palco de todos reunidos; lugar de  festas, brigas, aniversários, conversas, nosso Lar.

É duro perder duas tão amadas pessoas em 1 mês. Mas mais difícil talvez seja ver o fim. O sofrimento. O salário do pecado, do erro. Mais lágrimas.  Naquela visita ao hospital, onde de alguma maneira, agora ainda mais vivo, eu sei! Ela estava se despedindo de mim, seu neto. Por que não voltei, não lhe agradeci, não lhe dei um beijo na testa? Talvez não fosse o momento. Pois no fundo eu sinto que no fundo elá nunca duvidou do amor e do carinho de sua família por elá. Seus filhos que jamais a abandonaram.

Um exemplo de pessoa forte, teimosa, fibra, batalhadora e humilde, acima de tudo a pessoa mais simples e humilde e bom humor que já conheci. Bastava estar sentada na mesa com sua família e se tinha tudo o que precisava na vida parã se sentir feliz e em paz. Suas lembranças e histórias da infância, da roça, seus conselhos, seus desconselhos, seus pés de moleque, de quando eu era apenas um menino e fez curativo em meus dedos após me cortar com uma gilete (como chorei aquele dia... como choro agora)... Sua casa vó, foi meu Céu meu lar,  onde sempre queria estar. Que exemplo que grande exemplo!, fazia sol ou chuva, não perdia um só culto  e brigava com os filhos parã sempre à igreja levar, mesmo quando já não tinha mais forças para andar.

Vai em paz vó. E o grande consolo em todos os nossos corações é o de ternos mais do que fé, a mais pura certeza e convicção de estar em paz com Deus. Que tudo apenas será um breve sono para a ressurreição. Pois o Céu é para pessoas assim tão grandes, quais, o coração humilde e simples não coube neste mundão.

Vai com Deus  vó. E se for possível, seja o estado que estiver, que um anjo lhe escreva essa mensagem em teu coração .

Até logo.

De teu neto, Vando.

29 março 2013

Os Mais Genios e Transcendentais Escritores da História

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Os escritores dos livros da Bíblias foram os mais extraordinários, geniais e transcendentes literários de todos os tempos, ou então precisamos aceitar que foram inspiração divina. Sei que posso ser aqui chamado e declarado ser suspeito e não o nego; do mesmo modo como você pode ser considerado suspeito em não concordar, pois podemos estar carregados de tendências, visões e sentimentos tendenciosos  ao se analisar tal obra. Mas veja por seus próprios olhos e tire suas conclusões.

Declaro que ou os Livros da Bíblia são de uma autoria ou melhor dizendo inspiração transcendente e divina ao homem ou foram escritos pelos mais extraordinários artistas como escritores literários, históricos e criadores de argumentações inusitadas, conceitos absurdamente extraordinários. Quais deveríamos consagrar tão fantásticas mentes que produziram concepções, histórias, cronologia, coesões, lições, um manual de análise do ser humano tão profundo, num período histórico tão largo, pode tantos autores diferentes produzirem tais, pois não há homem no mundo hoje que em todo seu conhecimento e intelecto conseguiria produzir algo equivalente. Mas se você acredita que sim, então seja crítico, criterioso a si mesmo. Então me mostre alguém, me mostre uma obra a altura em todos os aspectos literários, descritivos, de robustez como as implacáveis associações de significados de nomes, seus usos e construção no decorrer histórico milenar, sobretudo os de referência e uso para Jesus. Pois eu, em minha grande ignorância, o mais próximo que conheço e que não passa da ponta da unha do pé de um gigante é a obra "O Senhor dos Anéis" que foi o trabalho de uma vida de uma genial mente de conhecimento literário,  filosófico, histórico, geográfico e antropológico único, Tolkien de Cambridge, todavia, além de não chegar perto, esta obra prima ele se baseou na própria Bíblia. O que nos leva a um outro fortíssimo critério: tem que ser um autor néscio de um uso e conhecimento bíblico, pois no mínimo teria sido inspirado. Apesar que mesmo autores que se baseavam não conseguiram reproduzir ou fazer algo equivalente.

Venho agora destacar alguns dos aspectos mais extraordinários e convincentes  .

1) Se juntarmos o significado dos nomes dos primeiros seres humanos da família da Adão. Podemos claramente formar uma frase com um significado construtivo no qual se conta ou resume toda a História da Redenção, todo seu fundamento de origem, o passar até o que seria visto milênios mais tarde no Novo Testamento. Algo simplesmente único em toda literatura, por mais que alguns autores tem se esforçado parã refazer esse efeito durante a História, nenhum conseguiu fazer algo tão linear, claro, fiel ao todo, sobretudo a um futuro muito distante, de modo que exigiria 2 coisas no mínimo:

i) que o autor inicial tivesse uma ideia do todo. Como se você reescrevesse um livro lido e muito bem estudado, de modo a enriquece-lo e melhora-lo ainda mais. Ou seja, quem escreveu Gênesis  conhecesse o novo testamento também  Algo que por evidentemente por centenas de razões nem os mais céticos analistas da Bíblia conseguem negar que o autor(es) de Gênesis e dos Evangelhos são pessoas diferentes e de períodos muito distantes diferentes. Pois os próprios judeus guardaram milenarmente o Tora enquanto rejeitaram o Novo.

ii) que os autores desse futuro soubessem claramente qual era o tema e continuação do pensamento do autor inicial de milênios depois. Como se tal tivesse deixado um script ou instruções de como continuar. Todavia isso não ocorre. O script e as instruções não foram dadas e cada um escreveu a história do seu jeito. Exemplo claro disso são os 4 evangelhos, cada autor escreve da sua maneira, suas observações,  seu estilo, seus pontos de vistas de observar os mesmos fatos. São 4 obras diferentes. Mas que coincidem em seguir o todo se complementando. Além disso, o próprio Jesus, em suas declarações mostrou como o próprio povo e mestres que tinham o Tora na ponta da língua, não compreendiam o que foi escrito e deixado nos primórdios. E há diversas coincidências não propositais muitas quais foram descobertas nas últimas décadas, que atestam que apenas com todo o conhecimento e tecnologias de busca de hoje e especialistas, foi possível descobrir muitas dessas. Além de os próprios autores do Novo atestaram que muita coisa tanto sobre o Antigo tanto sobre as recentes palavras de Jesus, APENAS foram entendidas após Sua morte e Ressurreição. Ou seja, alguém ter feito tais propositalmente naquela época sem o conhecimento histórico posterior teria sido, no mínimo, uma das maiores façanhas de produção literária e conhecimento humano e com tão precários recursos e informações.

Tanto o item i quanto ii exigem uma fé digna de mover montanhas. Uma possibilidade não medida, pois considerar esta possibilidade é negar as condições já comprovadas serem inconcebíveis.

2) A Profundidade
Há 10 anos estudo e leio com frequência tal volume de livros, sendo Provérbios e Eclesiastes meus favoritos, leituras semestrais obrigatórias. Todavia com o passar dos anos, das leituras e releituras com mais compreensão, entendimento, experiências vividas, informações.. não encontramos neste o que tão comum vemos em outros livros  que é um conteúdo limitado que chega até mesmo a entendiar, ou não deparar com algo e dizer "este livro está falando bobeira". Mas muito pelo contrário. Quanto mais se busca neste livro, mais se encontra, e sempre você fica com a impressão de que ainda tem muito mais a te oferecer. E de certo modo, é escrito com tamanha maturidade, que não encontramos nele vamos assim dizer "manias inexperientes ou de gente muito jovem e impulsiva" que busca um sensacionalismo  ou umas generalizações provocantes, ou uma escrita que busca seduzir o leitor a convencê-lo emocionalmente. Se formos observar bem, grandes feitos miraculosos são descritos e tratados não de maneira primordial e mirabolante mas de maneira simples com destaque secundário, muito mais focado nos significados do que nos artifícios.

3) O Extraordinário Poder Argumentativo Transcendente de Jesus
Todos concordam, acredito eu, que  "É muito trabalhoso desenvolver uma boa pergunta, quão mais, uma boa resposta." E isso é uma das coisas mais impressionantes na Bíblia, sobretudo a pessoa de Jesus. Não se encontra nada equivalente aos demais personagens de todos os livros. Mas nele encontramos uma simplicidade e ao mesmo tempo poder de argumentação ímpar e singular .
As vezes é tão simples que nos soa óbvio e muitas vezes não damos a devida atenção. Mas veja esse exemplo.

"Entrando Jesus num barco, atravessou o mar e foi para a sua própria cidade. Alguns homens trouxeram-lhe um paralítico, deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: "Tenha bom ânimo, filho; os seus pecados estão perdoados". Diante disso, alguns mestres da lei disseram a si mesmos: "Este homem está blasfemando! " Conhecendo Jesus seus pensamentos, disse-lhes: "Por que vocês pensam maldosamente em seus corações? Que é mais fácil dizer: ‘Os seus pecados estão perdoados’, ou: ‘Levante-se e ande’? Mas, para que vocês saibam que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados" — disse ao paralítico: "Levante-se, pegue a sua maca e vá para casa". Ele se levantou e foi. Vendo isso, a multidão ficou cheia de temor e glorificou a Deus, que dera tal autoridade aos homens." Mateus 9:1-8

É incrível sim! É de deixar o interrogador totalmente desestruturado, quieto, abalado, sem saber o que dizer ou fazer. Como rebater a esse argumento?!

Os gregos, a filosofia grega ficou famoso pelo logos pois agora tudo de certa forma se envolvia numa luta pelo melhor argumento. E vários autores, como Sócrates, criavam e defendiam métodos de como vencer um debate, como argumentar, um dos mais famosos ficou conhecido como Método Socrático.

Mas quando vemos mais num todo para Jesus e o contexto, vemos que aqueles perspicazes homens que de toda maneira planejavam cuidadosamente perguntas e situações para conseguir apanhá-lo pois inclusive diversas vezes se diz que eles planejavam como matá-lo , acabavam por ficar calados ao pegá-lo de surpresa com tais questões e ele responder improvisadamente, ou como se tivesse tirado lá do fundo da manga uma resposta absurdamente muito bem planejada que superava absurdamente o que várias cabeças inteligentes discutiram por horas. Mais do que isso, respondia com tamanha autoridade que fazia parecer aquelas perguntas uma boba questão de 1+1. Tal autoridade que ao mesmo tempo o personifica claramente como se fosse não apenas um pleno conhecedor de todas aquelas questões e situações, mas como o Criador de tais.

Repare bem, a descrição de Mateus, das pessoas diante daquilo. Não eram crianças bobas e ingênuas. Elas ficaram tão perplexas, ceticamente desconstruídas, mas coerentemente construídas, que reconheceram que apenas Deus poderia conceder tal poder e autoridade.
Onde se encontra um argumento como esse? Ele não atacou ou confrontou a acusação deles. Mas os provocou com uma questão ainda maia poderosa e que evocava ao divino. Ou seja, na pergunta de Jesus deixou claro que poder humano algum poderia fazer tal coisa apenas o divino o miraculoso.

Todavia, devido a cultura de hoje, o leitor não pode cometer um típico erro de não ver o contexto. Pois diferente do contexto de hoje, naquele contexto eles tinham claramente a concepção de que apenas Deus pode perdoar pecados, nós apenas podemos perdoar as pessoas em suas falhas. Mas literalmente remover e limpar a pessoa de tal pecado só Deus. Outra coisa, fato 2, na Lei e na mentalidade de todos ali, naquela época, diferente do nosso contexto de hoje, alguém blasfemar se dizendo ser Deus, ou era um cara totalmente louco, sem juízo, ou um suicida, pois isso significava a condenação a morte. Hoje ainda se vê um zé ou outro se dizendo ser divino, mas não vemos em nenhum momento em todos milênios de Bíblia uma situação que algum louco se disse ser Deus. Ou seja, quando Jesus, conscientemente, diz ser autoridade para perdoar os pecados daquele paralítico, ele está assumindo, e dizendo ser o próprio Deus. E todos ali sabiam disso, essa foi a grande interrogativa dos que o queriam matar, pensaram finalmente ter conseguido fisgar numa armadilha que o condenaria a morte. Pois ou ele era o mais tremendo louco, qual não temos o menor motivo para acreditar em suas palavras, um verdadeiro impostor, ou temos que aceitar que ele era quem dizia ser, Deus.

O curar milagrosamente o paralítico é totalmente secundário. O mais importante e forte era o perdoar pecados e se declarar Deus! E diante disso, Ele apela para o seu poder divino, dizendo que para um humano o que é mais fácil? Ou melhor dizendo, o que é possível para um humano? Apenas falar umas palavras, ou promover uma ação impossível, qual ninguém tinha capacidade?! Jesus não era daquele região, estava passando por ali, mas as pessoas eram dali, sabiam e conheciam aquele paralítico, sabia que não era uma farsa.

Ao operar o milagre, todos sabiam que apenas um poder divino ou sobrenatural podia tal coisa. Em grossas palavras ou Deus ou o Diabo dera tal poder a ele de fazer tal coisa. E mesmo depois ele sendo acusado de ter um demônio ele dá outra resposta extraordinária. Todavia, muitos ali, talvez, a maioria não o reconheceram e aceitaram como Deus, mas apenas que Deus lhe deu poder parã fazer tal (o que não está errado) ainda ficaram com receio de admitir ele ser divino, O Perdoador. 
Mas ao mesmo tempo Jesus os colocou em xeque assim como coloca a nós. Se Deus lhe dá poder para tal, então Deus está com ele. Logo por que não aceitar suas palavras o que inclui aceitar ele quem ele diz ser que é? Pois chegamos num tremendo impasse. Não podemos optar pelo meio termo. Ou temos que admitir que Ele era Deus, verdadeiro, todas as suas palavras verdades, da máxima moral. Ou temos que considera-lo o maior impostor, louco, mentiroso, enganador, inspirado por demônios ou o mais tremendo farsante e ilusionista, e assim, não dar credibilidade quanto a tudo o que disse.

Podemos ainda pensar em diversos aspectos ÚNICOs na Literatura quanto a este argumento. Um deles é o fato de estar sendo acusado de ser o maior farsante, culpado, uma condenação a morte ( o que hoje é raro se ver no Ocidente: pena de morte) e ele reagir de maneira serena, calma, sem brigar, se defender, ou partir ofensiva a seus acusadores. Mas como num jogo de xadrez, tomar um xeque e em seguida fazer uma manobra extraordinária com um peão não só se livrando do xeque mas dando um xeque mate, com apenas duas perguntas ditas com alguns poucos segundos para se pensar.  Além disso, quanto tempo Sócrates não levaria para desconstruir a argumentação deles. Enquanto isso com poucas palavras, Jesus parte para uma praticidade, não argumentando com palavras mas com ação, uma experiência, demonstração. De modo tão claro, que qualquer pessoa em qualquer cultura e tempo, assim como hoje, compreende claramente apenas lendo rapidamente. E ao mesmo tempo não querendo rebaixar o outro mas o dando oportunidade de pensar, julgar, retratar. E isso tambem é único e singular na literatura e ocorre várias vezes como Jesus.
Há ainda doís outros grandes particularidades que gostaria de destacar.

1. O conforto dominante sobre o argumento. Mesmo sendo acusado de ser condenado a morte (isso é o que soava na mente de todos). Diante disso ele busca argumentar evocando a um milagre. Quem faria isso? E ainda mais com tamanho conforto. Se alguém te acusa perante o tribunal de voce ser um assassino, aponta a arma para a sua cabeça, voce iria dizer o que? Iria dizer: o que é mais fácil? Dizer que não matou tal pessoa ou dizer para ela voltar a respirar e andar? E então, aquela pessoa que todos viram ser decapitada, de repente abre as portas do tribunal eufórica falando que está viva. ... Bem. Quem contaria com ou usaria tão argumento?

Não é um argumento evasivo, pelo contrário, ele pula com os doís pés na fogueira e diz ateiam fogo.

Que homem em sã consciência faria tal coisa?! A menos que seja alguém realmente com autoridade e poder sobre a situação e que poderia fazer tal sem sombras de dúvidas. E isto é novamente algo inusitado em toda literatura. Pois geralmente,  na maioria dos casos que eu vi ou se vê, na mais forte hipótese, a pessoa então enfrenta a morte e a condenação, ou evocando as provas, misericórdia, tentando escapar, ficando calado, ou tentando usar algum forte argumento da Lei. Mas ninguém diz, algo do tipo " se vocês me jogar na fogueira, Deus vai me tirar de lá mesmo horas depois, sem queimar um fio de cabelo." E é o que ele fez com toda paz, tranquilidade r autoridade. Rogou a uma ação rápida, física, visualmente incontestável e sobrenatural, naquele instante. Esta era a defesa que ele usou. Onde se encontra tal argumentação?!

2. O autor do texto descreve não como uma pessoa que busca querer convencer, mas como alguém impressionado, descrevendo a cena de forma pulsante. Como se estivesse escrevendo uma carta tido maravilhado querendo contar parã alguém próximo "Você não vai acreditar no que eu vi hoje!" Tamanha que escreve com toda ingenuidade, livre de ceticismo, não preocupado em convencer mas em descrever meramente querer compartilhar algo que achou incrível! - Este tipo de literatura, ou mesmo das pessoas falarem, é muito comum, e provavelmente já aconteceu com nós mesmos, como por exemplo quando descrevemos e falamos para outros do nosso amor no início de um namoro, muitas vezes ingênuo e sem suspeitas. Ou seja, para Mateus ter escrito daquela maneira, ele estava realmente impressionado com algo que foi visto. Na pior das hipóteses ele havia sido enganado. Como comentei anteriormente a menos se Jesus fosse o maior impostor e farsante da História!  Ou seja, teríamos um autor vítima. Mas podemos observar e quando mais se estudar e analisar os 4 evangelhos escritas por pessoas dispostas a morrer por aquilo que escreviam (outro argumento MUITO FORTE), veremos essas características literárias de uma carta 'não-grega' digamos assim o de tentar argumentar parã convencer o outro de que o que foi escrito (as maiores ousadias da História sobretudo parã aquele contexto) mas o de apenas descrever a fim de compartilhar acontecimentos que faziam seus corações pulsarem a ponto de pôr em risco a própria vida para apenas compartilhar aquilo.

Para não entender mais este, concluo por aqui que por essas e outras razões, a Bíblia é um livro Único. Uma produção sem comparação não mais diversos aspectos. Com colocações tão extraordinariamente geniais, de modo que temos duas escolhas:


  1. Ou esta reunião de livro foi realmente feita por pessoas inspiradas por Deus, portanto verdadeiro.
  2. Ou este livro foram feitos pelos maiores literários da História, com mentes extraordinárias, geniais, incomparáveis a qualquer outro que conhecemos ou tivemos notícia. E ao mesmo tempo, foram os maiores farsantes, influentes e mentiroso da humanidade, e ao mesmo tempo artistas e perfeccionistas em criar uma literatura tão surreal, do qual no mínimo deveríamos reverência-Los como grandes mentes e escritores. E ainda assim temos um livro ímpar sem igual, neste mundo, com todos os melhores motivos para ser lido e estudado.

Qual posição você escolhe? Por que não descobrir por voce mesmo, com o seu próprio sério e profundo estudo desde?! É um desafio!

24 março 2013

A Pior Ferida

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"E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo." Mateus 10:28 Acho que de certo modo é um pouco utopia compreender sensivelmente este verso a menos que tenha passado por uma situação parecida. Claro, o verso fala, sobretudo, a respeito do Nosso Inimigo que quer levar-nos com ele para a destruição final. Todavia, aqui há também uma declaração, também, só que proporcionalmente menor, a respeito de pessoas e situações com quais tais podem ferir de maneira da mesma forma tão intensa, não ao ponto de matar, mas o de ferir fortemente seja o corpo, seja a alma como um todo. A pior ferida não é a que fere a carne, mas a que dilacera todos seus sonhos, perspectivas, ânimos e vontades; difíceis de curar, qual a cicatriz pode deformar toda sua vida. E assim, conduzindo a uma depressão, ou perdas de esperança e com isso, como se diz no jargão popular, ativar o 'dane-se', ou como outros diriam, 'chutar o pau da barraca'.

Quanto mais você entrega maior é o risco.
Entregar o seu coração a um humano, que como todos, comete falhas, é loucura. Pois a morte é certa. Talvez, não do corpo, mas do seu espirito. Não é como as outras feridas, que um dia curam. Por mais que cure e cicatrize, o órgão ferido morre. A vida perde as cores, perde o cheiro, perde o afeto de quem, um dia sonhou com as mais belas e lindas cores. Agora se vive embaixo de uma ponte. E é preciso de um forte, poderoso Poder restaurador e de muito tempo para superar isso.

22 março 2013

Mãe, O Paradoxo do Amor - Limites x Infinito

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Limites x Infinito. Óbvio muito óbvio a princípio para todos que o infinito não tem limites. O infinito supera qualquer limite. O infinito está além de qualquer limite.

Poetas, músicos, casais... Quantos não fazem as mais extraordinárias declarações sobre o amor infinito um para o outro. O amor que supera todas as coisas? Todavia basta isso ser posto a prova, ou melhor dizendo: uma oportunidade de ser demonstrado. Que uma peneira passa, o que, por fim, muitos são sacudidos.

Mas uma mãe. Ah mães! Talvez o exemplo maior mais próximo do infinito amor. Talvez a maioria o manifesta. Pois afinal o que pode um filho fazer, para uma mãe, que a faça perder o seu amor por ele? O que pode um filho fazer para a mãe que possa fazer ela nunca mais querer vê-lo ou conversar? Há um limite? Haverá a mãe de abandoná-lo?

Não é por menos que os filhos confiam tanto no amor de suas mães. Embora há mães que não amaram, não experimentaram o infinito amor e ate mesmo há aquelas que abandonam e matam seus filhos; são aquelas que simboliza o máximo amor neste mundo para um filho, mas agem de forma a estabelecer um limite no amor; as vezes sendo a própria vida, os interesses pessoais, a carreira, a imagem. E quão grave é para um filho não sentir que sua mãe tem um amor infinito por ele. Deve ser traumatizante!

Uma mãe nunca traí seu filho. É certo e sabemos disso que certamente existam filhos muito melhores do que nós. Filhos que dariam menos dor de cabeça, problemas para nossa mãe, inclusive filhos mais legais, inteligentes, calmos, bem temperados, animados e felizes. Mas não importa para uma mãe se há outros filhos melhores. Aquele é seu filho. E ela o vai amar de maneira única e especial como se fosse o único filho no mundo. Para ela não importa se ele é melhor ou mais feio. Para a mãe aquele é quem ela já decidiu por quem viver e se entregar. Pode até gostar dos outros filhos ou mesmo ama-los e cuida-los. Mas você, eu, somos os únicos para nossa mãe. Jamais ela nos traíra por outro. Do mesmo modo somos filhos do Amor Infinito. Somos, sem sombra de dúvidas péssimos filhos, na maioria das vezes O maltrataremos da pior maneira que é fazendo mal e odiando nosso irmão (seus outros filhos). O Inimigo até mesmo tentou nos tomar para si, nos tirar do nosso Amor Infinito. Ele podia ter nos deixado lá com ele, afinal foi o que escolhemos e quisemos. Mas não! Ele foi até lá e com a própria vida ele pagou pelo nosso resgate. Porque Ele nos ama infinitamente. Somos únicos. E por nada Ele deixa de nos amar.

Além disso sempre o Infinito Amor nos dá oportunidade. Oportunidade de amarmos. Oportunidade de sermos fiéis. Oportunidades para nossas mães demonstrar todo Amor e o que ele significa. É intrigante como uma trágica doença, muitas vezes, acaba por se tornar uma das maiores demonstrações de amor de nossas mães. As vezes, nossas mães são desastradas, não tem o menor jeito, faz tudo errado, e até mesmo nos enraivece. As vezes elas deixam de fazer atos de amor, brigam com raiva de nós, falam o que não diriam e nem pensariam se não tivéssemos abalado tanto suas emoções. Mas foram tentativas; assim como nós muitas vezes erramos, e até mesmo mentimos para elas, tentando. Mas é uma mãe. E nos ama. Não importa quantas vezes erramos ou quantas vezes elas erram. Estavam sempre nos amando. Sempre buscando se aproximar, perdoar e reconciliar; não importa quão mal você faça, desonre e humilhe ela e sua família, naquela noite gripado, de repente você acordará com ela te trazendo um cházinho quentinho, no meio da madrugada.

O Livro do Infinito Amor faz uma das mais incríveis declarações dizendo que "mesmo que uma mãe viesse de seu filho se esquecer, inda assim Eu não haveria de me esquecer de ti." ou seja, mesmo que o maior amor do mundo falhasse ou estabelecesse um limite, o amor dEle superaria e seria ainda maior. Jamais Ele esquece de um filho.

Até mesmo Hitler. Era um filho. Ele o amava infinitamente e estava disposto, se Hitler permitisse buscar o Pai. Ahh! a História seria outra! Não apenas perdoa-lo-ia de tudo. Mas transformaria Hitler numa outra pessoa. E o mais incrível é que quanto mais se perdoa, mais se ama. Diz o Livro do Amor que há muito maior festa no Céu por um desses "casos perdidos" que se voltou para o infinito amor, do que para qualquer outra coisa. Que tamanha é esta festa pois é declarada como a maior conquista. Pois a maior Vitória e Conquista que há para o infinito amor é o de perdoar, resgatar, voltar a conversar e ter um relacionamento íntimo com deu filho que havia ido para longe e estava destruindo sua vida. Quanto maior é o buraco e a distancia, maior e mais magnifica é a ponte.

Mas por que é tão difícil perdoar? Nós que somos tão limitados em amor. Sobretudo com quem não é nosso filho. E acredito que uma mãe tem a resposta. Uma mãe sacrifica todo seu orgulho e vaidade pelo filho. Uma mãe não quer "ganhar" algo pelo filho, ou de seu filho em troca. Claro! gostaria - e como! - receber carinho e reconhecimento de quem ama. Mas ela não se limita a isso. Acima de tudo ela perde e nega o seu próprio eu pelo seu filho. Seu filho vale mais do que tudo o que ela pode sofrer. Vale mais do que a própria vida.

Mas infelizmente temos a tendência natural de não perdoar e somos constantemente condicionados pela sociedade a estabelecer limites no nosso amor pelos outros. E por outro lado a valorizar ao extremo o nosso amor por nós mesmos, ao nosso ego e sentimentos, nossa vida.

Quando o Inimigo destruiu tudo o que Jó tinha: todos seus bens, sua família, sua saúde. Quando retirou tudo dele menos a vida. Jó ao invés de manifestar o 'SEU EU' que tudo havia perdido, do contrário se reconheceu como filho do Infinito, sua humildade e que de fato "nada tem". Pois "nu vim do ventre de minha mãe e nu voltarei parã lá. Deus o deu, Deus o tirou. Bendito seja o nome de Deus." Recebemos a vida de graça. Nunca tivemos o poder de nos dar a vida. Viemos nu. Sem nada. O que podemos dizer que é 'nosso' ? O que podemos levar conosco para cova? Nada! Inclusive nosso orgulho.

Criamos nosso orgulho. E o defendemos pois consideramos a única coisa que "realmente nossa" que ninguém pode tirar; projetamos nele todo o nosso 'autovalor', que nós mesmos definimos e tentamos preencher. E quando alguém o tira... ah! que dor! - Sentimos que perdemos todo o nosso valor! Mas por outro lado apenas nos mostra nossa condição mais natural: Como um nada, que apenas recebeu a oportunidade de viver.

Mas nesse momento gera-se uma oportunidade. Pois totalmente esvaziados do nosso orgulho; Podemos preencher com o nosso VERDADEIRO valor. Um INFINITO valor! Pois o Amor Supremo deu tudo de Si por nós. O Infinito nos valoriza nós (finitos) mais do que a Si que é Infinito. O nosso único e máximo valor está em reconhecer que somos FILHOS do Amor Infinito. Qual podemos apreciar como uma pequena demonstração o de nossas mães.

Se reconhecemos isso, então não haverá espaço para o orgulho. Se reconhecemos isso iremos amar e demonstrar todo o nosso carinho pela nossa Super Mãe que nos ama com amor infinito. Se reconhecemos isso, iremos amar todos os nossos irmãos e lutaremos para perdoa-los e resgata-Los. Pois, no mínimo, sabemos que é o maior desejo de nossa Mãe . Que salvem seus outros filhos. Não importa se é Hitler ou Gandhi. Nos tornamos escravos do Amor. Pois viveremos não mais para satisfazer e engrandecer nosso orgulho que morrerá junto conosco, mas viveremos para amar infinitamente nossa mãe, e para amar infinitamente os seus filhos. E iremos viver para salvá-los, resgata-Los, restaurar tudo restaurar suas vidas suas famílias e seu relacionamento com a Mãe.

Perdoar? Perdoar é a ponte que fazemos. Perdoar é a escada que colocamos para o resgate. Perdoar é apenas um passo, ou o caminho para chegar ao nosso irmão - o filho de nossa mãe. Não é mais o tapete do nosso orgulho, mas sim passa a ser o braço do nosso infinito amor.

Quem quer ser o primeiro, seja o último. Quem quer ser servido, sirva. O único modo de nos darmos infinito valor é retirando o nosso finito impostor que se chama orgulho. Quando mais tiramos de nós, mais nos engrandecemos. Quando mais engrandecemos nossa humildade, mais dela recebemos. Por isso a humildade é tão GRANDE. É o frasco onde se preenche nosso valor e amor com a água da vida qual damos de beber para todos que estão sedentos por vida e amor.

Ah se soubéssemos e tentássemos praticar o amor a cada um como mães amam seus filhos. Onde hoje falta amor, amanhã o transbordaria. Perdão, reconciliação e família.. a cada dia praticaríamos; Seriam os princípios de todas as Leis. Ao invés de prisões teríamos lares. Ao invés de guerras, jantares em família. Ao invés de raiva e separação, abraços de amor, reconciliado com o pacto das lágrimas, a mais amorosa relação.

18 março 2013

O Livro do Perdão

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Hoje tive uma sacada enquanto, na chuva, corria pela cidade, mergulhado em meus pensamentos e mais profundos sentimentos: de que aquele livro em si, é um tremendo livro sobre "Perdão". Não seria errado dizer "O Livro do Perdão". Porém, antes que alguns me xinguem, não é apenas isto, e sim, mais completamente dizendo "A História da Redenção". Todavia, eu vejo que a redenção vista neste livro de certo modo, pode ser vista como um jeito divino de se perdoar.

Logo no inicio, lá nos primórdios, nos 3 primeiros capítulos, vemos um Deus que fez absolutamente TUDO por nós. O livro descreve bem em meios físicos e materiais que Deus preparou um Universo, Leis Naturais, um mundo físico, um planeta, animais, plantas, frutos, águas, enfim um ecossistema, um ambiente divino, exorbitantemente maravilhoso (o Éden) para o homem e a mulher. E além disso, criou-nos, formou nosso corpo, criou os sistemas, criou desde o sistema digestivo ao nervoso, e nos deu folego de vida. E ao mesmo tempo criou um relacionamento com nós.

Todavia, como uma espada de dois gumes que penetra até o fundo da alma, a O Livro do Perdão escancara os erros, as essências de todas as falhas de caráter  de traição, de oposição entre o homem e aos Princípios Naturais que Ele criou para a nosso bem. Os 2 primeiros escancarados foi o da OBEDIÊNCIA e da FIDELIDADE. A obediência em não comer daquele fruto, todavia, o homem se permitiu, decidiu ser guiado pela gula, pelo comer por prazer, satisfação, interesse próprio (egoísmo) ao invés de obedecer Aquele que fez TUDO por amor e apenas pediu 'essa demonstração, essa prova de obediência, de amor'. E nisso também, está a TRAIÇÃO, o homem traiu seu Deus. Traiu a confiança que foi depositada. Deus nos confiou o livre-arbítrio para usarmos para boas escolhas.

Cedo ou tarde, todos nós passaremos por tentações. Cedo ou tarde, sempre passaremos por uma situação para a qual 'estaremos avisados', 'teremos consciência', de que tal coisa será trair alguém,  trair a confiança de alguém, trair a crença de alguém em nós. E quando digo 'ser tentado', isso pode ser desde uma tentação simples como um mero pensamento que de repente pensou e passou, até mesmo um forte desejo, impulso, ou mesmo questionamentos de 'por que não?' e planejamentos de como fazer. No caso do Éden, houve um questionamento, um diálogo, e então, a serpente tocou no ponto da ambição, "sereis conhecedores como Deus", "conhecerá o bem e o mal". E quantos, devido a curiosidade, o querer saber como vai ser. Será que não vai dar certo? Etc. Especulando benefícios "para si" (egoísmo), acabam traindo!? - QUANTOS! - Ao mesmo tempo, deixando de confiar nAquele que proveu tudo o que era bom, que criou tais, que os amou, que lhes instruiu, que pensava no bem deles; desconsiderou as palavras dEle achando que 'talvez tenha encontrado algo melhor'.

Imediatamente, ao isso ser feito, ocorre uma SEPARAÇÃO. Aliás, o significado da palavra pecado é separação, mais especificamente, separação entre Deus e o homem. Logo, uma das consequências de se trair, é se separar, se afastar. Pois ao isso fazer, naturalmente, há um afastamento do seu coração, dos seus impulsos, da sua mente, dos seus desejos, para com aquele com quem era ligado. Em seguida, a Bíblia narra outra coisa, narra que aqueles que traíram  que se separaram de Deus, agora estavam envergonhados e se escondiam. E isso acontece, o peso da culpa cai sobre nós, ao mesmo tempo, que a culpa pode ter um efeito TERRÍVEL pois ela pode, se o permitirmos, engordar o nosso orgulho, crescer nosso instinto de auto-preservação, e com isso, ao invés de nos humilhar, confessar, arrepender, tomamos uma atitude totalmente contrária, da qual dinamitamos a única ponte que tínhamos para o outro lado, engradecemos absurdamente desproporcional os possíveis erros e 'estímulos' que nos tentaram, a fim de querer justificar nossos erros, quase como se o que fizemos fosse consequência ou até mesmo 'culpa do outro'. (exemplo disso, está quando Adão jogou a culpa sobre Eva, e eva sobre a serpente. No fim da história, só faltou a serpente jogar a culpa em Deus, pois em essência isso era o que todos faziam, culpavam a Deus). E outra reação que pode vir junto com isso, é ao mesmo tempo que aumentamos em demasiado o peso da balança do outro lado, aliviamos o peso do nosso lado, como alguns diziam "Foi apenas uma maçãzinha, que mal há nisso?" "Há tantas coisa piores que outros fazem." "Isso é tão comum." "Se você me ama vai entender, vai me desculpar." "Foi só uma vez." Sempre a fim de nos 'livrar', de tentar lutar contra a voz da nossa culpa, como se ela não devesse estar lá, quase como se quissemos dizer: "Deixe-me em paz." E desta maneira, se esconde. Se afasta, quer distancia da outra pessoa. Pois não quer encarar o erro que cometeu, não quer enfrentar a culpa.

O Livro do Perdão é recheada disso. Em todas páginas você verá um monte de histórias e estórias de pessoas que erraram, se vê de tudo qualquer tipo, desde os mais abomináveis até os mais 'bobos'. Mas erros. E por detrás de cada história é sempre possível ver esses estímulos, tentações que tais pessoas tiveram. E que tais tiveram a opção de escolher. E também qual foi a reação de cada um deles. E com isso, de maneira rica e abrangente, podemos ver quase que no absoluto e detalhado, um manual completo sobre tentações, sobre traição, sobre o homem traindo a Deus, se separando, fugindo, culpando os outros, se escondendo. Casos até mesmo como o de Pedro, que estava no seu auge de amor para com Jesus, 3 anos andando lado a lado, ouvindo cada palavra, vendo com os próprias olhos cada ato de bondade, misericórdia e mesmo milagres, e 'naquela mesma noite', na hora mais sombria, quando Jesus mais precisava da confirmação e daquele amigo, este amigo o TRAI terrivelmente, o negando publicamente 3 vezes, Aquele a quem dizia amar de todo coração, por quem morreria. O que deixa bem evidente, de que não importa quão alguém te ame ou próximo ela está com você, antes do sol se por, ou mesmo daqui alguns minutos ela pode te trair da maneira mais terrível. O Livro do Perdão nos adverte de todas ingenuidades para com as pessoas.

Mas a Bíblia também apresenta pessoas que reagiram diferente. Um deles foi Davi. Davi foi um dos reis de Israel escolhido pelo próprio Deus, colocado ali de maneira extraordinária. Só a história de como se tornou rei por si já foi incrível  Era um representante de Deus, todos os seus grandes feitos que o tornou famoso, rico, influente, famoso, todos foram ações de Deus na vida dele. Toda vez que ele seguiu a voz de Deus, que obedeceu. Mas quando rei, ele cometeu que mesmo nos dias de hoje, com um mundo tão imoral, ainda seria considerado totalmente repugnante e abominável. O que Davi fez? Davi sentiu desejo, uma forte atração, uma forte química e interesse por uma mulher casada, uma paixão que lhe tirava o sono. E então, Davi, tramou um plano e o pôs em prática, obrigou o marido dela, que era um guerreiro, um soldado obediente ao seu rei, para a guerra, de maneira proposital, pedindo para que fosse posto nas primeiras fileiras e deixado largado para morrer em combate. E assim foi, Davi, matou o marido desta mulher e então a tomou, e satisfez os seus sonhos com ela. Diferente de José no Egito, que quando a mulher do seu senhor tentou seduzi-lo para deitar com ela, ele se recusou dizendo que lhe convém primeiro obedecer a Deus (não adulterar, não cobiçar a mulher do teu próximo) do que aos homens; Davi traiu a Deus, traiu aquela mulher, traiu o marido dela, e além disso, devido a sua responsabilidade, traiu toda a nação. E em vários de seus salmos, entre outros, Davi declarava que seu pecado estava sempre diante dos seus olhos, a culpa o matava, esmigalhava sua alma e paz, lhe oprimia, lhe tirava a paz e a tranquilidade.

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O Livro do Perdão também mostra as consequências de tais erros. Todos sofrem e passam por consequências. Algumas, Deus misericordiosamente consegue diminuir, aliviar, mas sempre há consequências. As consequências do pecado de Adão e Eva foram as mais terríveis, o mundo que conhecemos hoje é a consequência. E diz que eles, no Dia da Redenção, se rastejaram e entoaram o mais cortante choro de lamentação e arrependimento ao tomar consciência dos terríveis resultados que seus erros causaram em todo este mundo, na vida de bilhões de pessoas, e na morte do próprio Deus. Pois o Livro do Perdão menciona que pelo pecado de um só homem todos se tornaram culpados, todos se afastaram de Deus; mas que também por um só homem, o fora redimido. Adão e Eva tiveram que testemunhar o primeiro caso de assassinato na História, um dos seus filhos matando o outro. Que terrível! As consequências são terríveis dos nossos erros e elas NUNCA se restringem apenas a nós, mas de alguma maneira se espalha, afetando o nosso próximo e onde vivemos, as vezes, imperceptível, pois nossos erros nos mudam em parte, e isso se reflete, se passa ao próximo. A Bíblia sempre deixa claro, erro apenas gera mais erro, é uma infecção altamente contagiosa. Nada se concerta com uma mentira, mas apenas se gera mais mentiras, mais erros, mais problemas. Davi acabou tendo sua família destruída, seu lar se corrompeu, e teve uma das piores coisas que se pode imaginar, que é um de seus filhos voltando-se contra seu pai e além disso, tomando sua mulher, tentando destruir seu reino, invocando o povo contra seu pai - o rei, fazendo guerra (e imagine quantas não são as famílias que sofreram com isso). Claro, o que Davi fez não tira a culpa de Absalão de suas escolhas e erros, mas houve parcela de culpa, houve influência, de certo modo, o erro de Davi foi um gerador de impeto, de impulso, de tendencia, para outros cometerem graves erros. E nisso, seu filho acabou morrendo numa batalha. A qual Davi lamentou profundamente: "Absalão Absalão meu filho. Meu filho, Absalão."

Mas o Livro do Perdão, mostra qual é a atitude de Deus. Apesar do Livro deixar escancarado que tais erros tornam tais infratores merecedores de serem destruídos, ou seja, deixar de existir; pois Deus foi o doador da vida, mas ao se trair e se separar dEle, se separaram da vida. Ou seja, se dinamitou a ponte que ligava a isolada e inóspita ilha para com o continente onde emanava vida e suprimentos. Logo, ainda estarmos vivos é atos de bondade e de graça de Deus que ainda joga suprimentos e bençãos para sobrevivermos, e nos dar uma chance. E se não vemos 'esse merecer' é porque estamos olhando com a 'luz apagada', precisamos ligá-la, acender a luz, que é a Lei. O Livro mostra claramente que  suas consequências afetam outros... bem, apesar de toda essa clara condenação que a Bíblia deixa escancarado, pondo o dedo la na ferida de nossa consciência de modo que nós mesmos nos convencemos desta culpa "quem me livrará deste corpo, esta morte?"... apesar de tudo isso, Deus nos perdoa.

É lamentável apenas essa frase "Deus nos perdoa", pois é uma frase, palavras e letras pequenas demais para declarar o quão imenso significa. É tão imenso, é tão grandioso, que O Livro do Perdão diz que até os Anjos não compreendem direito, até para eles é um MISTÉRIO. Como Deus em Sua justiça e perfeição perdoa? Sendo que, resumidamente, e o mais pálido comparativo, para esse perdão ter acontecido é como, se você tivesse cometido as mais terríveis desonras para o seu pai e sua mãe, xingado eles, roubado o dinheiro deles, matado o seu irmão, fugido de casa, arruinado sua família  matado outras pessoas, arruinado outras famílias  roubado bancos, feito maldades para toda cidade, e então, seus pais vão até o Juíz e dizem: "Perdoem meus filhos e em troca nós damos as nossas vidas." Justo? Claro que não! Desproporcional! Eram os pais, não cometeram nenhum erro. E no caso era Deus, não somos nem um grão de areia comparado a Ele, nós erramos, nós fizemos todas as barbaridades, blasfemamos dEle, desonramos Ele; mas mesmo assim. Ele se ofereceu voluntariamente em sacrifício trocando a sua vida, para nos perdoar. Para salvar uma coisa tão minuscula, temporal e insignificante comparado a Toooodoo Universo. Não! A frase "Deus nos perdoa" é uma enciclopédia de livros, tão grande que mesmo se todos os seres do Universo passassem dia e noite escrevendo sobre, nem toda eternidade seria suficiente para descrever o que essas 3 palavras significam e quão grandiosas são: "Deus nos perdoa".

O Livro do Perdão também diz que além dEle se sacrificar para nos perdoar e de nos afastarmos, de querer fugir, esconder, sumir da vida de tal; mostra que Ele vem atrás, Ele corre atrás dos pecadores. Ou seja, Deus corre atrás dos que separaram. Deus reconstrói pontes sobre o abismo. Deus vai atrás da ovelha perdida. Deus derruba um prédio se for preciso para ter que encontrar a moeda perdida. Deus corre para abraçar o filho banhado de bosta de porco e o beija e o dá de tudo de melhor, porque "ele estava perdido e voltou". Deus foi até Adão e Eva e chamou-os pelo nome, procurou por eles. Até que eles deram as caras. Deus fez um honrado profeta, Oseias, casar-se com uma prostituta para tentar reconciliar seu povo perdido. Deus enviou um profeta até Davi, para abrir os olhos dele do grave pecado que fez. E Davi, se arrependeu profundamente, e Deus o perdoou, e o restaurou, lhe deu paz novamente. Do mesmo modo, Jesus que foi traído e morto, ressurreto foi até os apóstolos, sobretudo Pedro que o negará 3 vezes, sentou-se com eles, comeu com eles, conversou com eles, e perguntou novamente a Pedro: "Pedro tu me amas?"

Mas o Livro do Perdão, como é um Manual Completo sobre o Perdão, também mostra muitas pessoas que mesmo Deus indo atrás, se obstinaram em seu egoismo, não admitiram seu erro, não suportaram a vergonha da culpa, se cegaram em seu pecado, em sua separação, e não quiseram, não deram ouvidos, não aceitaram o convite dEle de restaurar a relação. Odiaram a luz por ofuscar seus olhos, preferindo as trevas. Se obstinaram em seus caminhos contrários, suas magoas, sem obediência e fidelidade. Pessoas quais Deus procurou de muitas maneiras, de todas possíveis fazer com que voltassem atrás, para que aceitassem seu perdão e a reconciliação, restaurar, reerguer a relação, a vida, a paz, a felicidade, jogar a culpa e a magoa lá no fundo do mar. Mas que mesmo assim, não aceitaram. Pois o Pai por mais que se esforça dá livre-arbítrio para cada um tomar a própria decisão. Se Ele tinha poder para forçá-los, claro que sim, mas  Ele sempre quis e foi de sua vontade amorosa que ninguém o seguisse de maneira forçada e obrigada, mas voluntária.

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Bem, o Livro do Perdão é incrível  Mostra de maneira extraordinária o amor e o perdão extraordinário de Deus. Todavia o Livro do Perdão vai mais além, diz que da mesma maneira como Deus nos amou, morreu pelo nosso perdão, fez de tudo para ir atrás, tentar reconciliar, recuperar sem forçar; desta maneira também devemos agir para com as pessoas. Ele nos ensinou a perdoar. Até mesmo nos ensinou a orar dizendo "perdoe as nossas ofensas assim como perdoamos os nossos devedores". Mas não apenas perdoar, mas ir atrás, recuperar, reconstruir a relação, promover a paz, o bem-estar, a amizade, o amor, a confiança, a fidelidade. O Livro do perdão compara a relação de Deus com o Homem, como o Noivo com a Noiva, o Marido com a Esposa. É tão forte isso, que no plano de Deus ao instituir a família  o amor e a união em uma só carne entre o homem e a mulher declara um dever ao homem "amar a sua mulher assim como Jesus amou as pessoas e morreu por elas", amar como Jesus amou, perdoar como Jesus perdoou, ir atrás como Jesus foi atrás, resgatar como Jesus resgatou, buscar reconciliação como Jesus buscou, morrer se for necessário; mas não abandonar, a menos que por fim, esta seja a obstinada decisão da outra ponta, mesmo que se reconstrua a ponta, se recusar a atravessá-la. Pois Deus nos proíbe que as pegamos a força no colo para atravessar; tem que ser uma decisão pessoal.

O Livro do Perdão diz para todos aqueles que vão até uma igreja para adorá-Lo, ou dar-Lhe uma oferta, que se descobrirem ou saberem que alguma pessoa, algum parente, algum amigo, tem algo contra você, está magoado com você, você fez algo ruim para ela. É para você deixar tudo ali, pare o que estiver fazendo, sai da igreja, vá até tal pessoa, se reconcilie com ela, para então voltar e adorar a Deus. É impossível adorar, se voltar a Deus, sem que exerçamos o perdão!

Por fim, o Livro do Perdão também mostra uma atitude final de Deus em não só resgatar, mas o de livrar o homem resgatado do mal, o de restaurá-lo ainda mais perfeito do que era antes de cometer o primeiro erro. O Livro do Perdão mostra Deus por fim purificando o mundo eliminando todo o mal, todas as obras que tenham 'um átomo de erro' que seja, todos aqueles que recusaram deixar seus afastados maus caminhos e voltar-se para o bem (bastava apenas segurar a estendida mão dEle, que Ele os puxaria e tiraria do buraco - mas em seu obstinado orgulho, recusaram). Irá eliminar tudo isso, irá tornar o mundo ainda mais perfeito e belo do que era antes do primeiro erro ter sido cometido. E restaurará o homem que fisicamente se tornou tão debilitado, doente, feio, fraco, cheio de tendencias e impulsos a errar em homens totalmente, plenamente perfeitos, numa concepção de perfeito muito além do que podemos imaginar, semelhantes a anjos, quais nunca mais escolherão errar e assim se corromper, quais nunca mais irão morrer nem testemunhar a morte, pois ela foi vencida; quais nunca mais chorarão pois todas as lágrimas foram enxugadas; quais nunca mais sofrerão a dor, a traição, a ofensa, a brutalidade, não sofrerão erros, nem irão cometer mais erros para com ninguém. E da mesma maneira, o Livro do Perdão diz que dessa maneira devemos agir com o próximo que foi resgatado, um trabalho para recuperá-lo, limpá-lo, ensiná-lo, restaurar a saúde, a honra, robustecer seus laços, criar novos e mais fortes elos, um amor tão mais forte do que o anterior, lutar por promover um no outro a mais profunda felicidade e paz.


Isto em essência é o que o Livro do Perdão nos ensina e transmite em todas suas histórias e Leis. A superação que não vem em colocar um pedestal no nosso ego, não é uma auto-ajuda, mas é uma luta e ajuda pelo próximo, é erguermos o nosso próximo no pedestal e nos colocar na condição de servos, pessoas que vieram aqui neste mundo para servir, para restaurar, para ensinar o perdão, para perdoar, para construir vidas que estavam destruídas, para reerguer lares caídos, para encontrar os perdidos, para reconstruir pontes dinamitadas.

E para terminar, deixo-vos esta máxima: "Não há quem resista atos de desinteressado amor. Mas aquele que resistir, não se pode fazer mais nada."