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03 agosto 2011

Coleção Completa de A História das Coisas

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Eu considero toda esta série de videos imprescindível para todos para ter uma noção um pouco melhor sobre o como as coisas são, como o mundo funciona. Claro é muito mais complexo, e falta toda uma abordagem, sobretudo histórica e antropológica, além de cultural e religiosa. Mas é muito bom, e extremamente didático.


A História das Coisas

A História dos Cosméticos

A História dos Eletrônicos

A História da Água Engarrafada

A História dos Cidadãos Unidos VS FEC (Eleições Federal dos Estados Unidos) -

A História do Comércio de Carbono



23 novembro 2009

Reclamando por Seus Direitos

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A grosso modo, um cidadão é aquele que cumpre suas obrigações e sabe e possui seus direitos. E quanto as obrigações, temos os impostos que o Governo cobra com zelo, com uma carga tributária massacrante no Brasil e sem a menor esperança de "surgir uma tendência de queda". Por outro lado, as questões dos direitos é utopia, no qual o cidadão tem 2 principais problemas:
1. conhecer seus direitos;
2. mecanismo de cobrar seus direitos.

Por que não criam um site, e fazem uma lista clara e simples, de todos os direitos; no qual, você pode, na frente de cada um colocar (direito recebido ou não), ou algo do tipo (satisfatório / não-satisfatório). E ao mesmo tempo um mecanismo simples, claro e efetivo de se cobrar por esses direitos. Pois nos atuais moldes, é uma burocracia tremenda, preciso recorrer a advogados muitas vezes, ter gastos; de modo, que dependendo é melhor "sofrer o prejuízo".

Mas nós consumidores, como podemos cobrar nossos direitos? Eu recomendo o seguinte:

1. Seja curto, "grosso" e chato.
Seja mais ou menos assim com a empresa/atendente: "Se você não sabe resolver, me passe para quem resolve." ou "Como resolvemos isso agora?" ou "Como serei ressarcido?"
2. Cobre uma multa. Se a empresa não querer ressarci-lo. Cobre uma multa. Aliás, você foi prejudicado. Isso é uma "lição", "castigo" por não cumprir os compromissos e contrato. E um exemplo de ressarcimento é você cobrar o "proporcional". Sempre faça essa cobrança financeiro e não apenas "implore" para que cumpram o que deveriam cumprir. Outro detalhe, ao ligar para Ouvidoria, SAC, Reclamações, ou seja lá o número que não seja 0800, pergunte se está sendo cobrado e pulsos e diga que irá querer ser ressarcido tais. (seja chato)
3. Ameace de verdade. Não dê tempo para a empresa te enrolar. Tempo é dinheiro. ("Time is money.") Você está sendo prejudicado. Se de imediato a empresa não resolver o problema ou não tomar medidas efetivas, então diga: "Ok. Então estarei acionando os órgãos responsáveis do Governo dos direitos do consumidor.", ou "Farei um Boletim de Ocorrência agora mesmo.", ou "Vou reclamar no Procon." - Mas faça!

Eu recomendo fazer reclamações em sites do tipo o Reclame Aqui, independente se foi bem atendido ou não. Pois com isso, gera-se uma estatistica para com a Empresa o que é importante. A ocorrência deve ficar descoberta. Pode servir de dica para outros consumidores.

Você pode fazer o Boletim de Ocorrência
ou pelo telefone: (11) 3311-3882
ou pelos e-mails: webpol@policiacivil.sp.gov.br / eletronica@policiacivil.sp.gov.br

Reclamar no Procon
ou pelo telefone: 151 (8h - 17h) (é cobrado pulsos)

Casos especiais:

1 - Telefônica e Speedy
Tal lidera o rank de reclamações em telecomunicações, ao mesmo tempo, em insatisfação em lidar com isso. Atualmente estou com problema no Speedy, e vou ser curto e grosso, pois se perde a paciência. Até a Anatel perdeu, e no primeiro semestre deu um ultimato na "grande crise de conectividade" na Telefônica - Speedy. Com ela seja chato ao dobro, se você sabe que o problema não é em sua casa, e o técnico não resolveu; não siga o protocolo de atendimento padrão deles (que é te enrolar); haja agressivo; reclame para eles; e ao mesmo tempo, faça reclamações nos demais órgãos, e comunique a Anatel.

2 - Prolemas Municipais
Moro em Santo André, mas trabalho em Mauá. Há anos havia um problema de rua esburacada aqui. Todos já haviam desistido de reclamar. O que eu fiz? Fiz um longo e persuasivo e-mail contando os detalhes, e enviei para tudo qualquer e-mail (todos na mesma lista, sem ocultar), quais e-mails:
- secretarias de transporte;
- empresas de transporte;
- órgãos de defesa do consumidor;
- policia rodoviária, municipal, federal;
- órgãos do governo do Estado de São Paulo;
- órgãos da prefeitura de Santo André (que faz divisa na região);
- sobretudo, aos órgãos municipais.
- ESPECIAL, para jornalistas de jornais da região, SPTV, Folha de São Paulo...
Resultado, em menos de 1 mês, 80% dos e-mails foram respondidos, de modo que medidas foram tomadas. Recebi um e-mail, da prefeitura de Santo André, eles mandaram uma equipe e tiraram fotos comprovando o problema e me encaminharam tais... entre outros... e por assim foi. Um pouco mais de 1 mês e recebi um e-mail de alguma Policia me informando que um "processo judicial contra a prefeitura foi aberto". Pouco tempo depois recebi um e-mail e saiu uma notificação no jornal que a Prefeitura de Maua finalmente ia reasfaltar de verdade o lugar. E de fato, agora, faz em torno de 1 mês que estão realmente REFAZENDO a avenida - e bem feito.

3 - Empresas de Transporte
Anote a placa e horário ou o número do onibus, e se possível pegue o nome do cobrador ou motorista. E reclame na empresa. Conheço um caso real, na empresa, onde o motorista da van bateu boca com o funcionário, porque não queria "pegar o caminho mais rápido" e chamou o funcionário de "chato"; no dia seguinte, a empresa trocou o motorista da linha. Devemos realmente pegar no pé, se realmente querermos que as coisas melhorem. E eu já peguei motorista cheirando cerveja, fumando, fazendo barbeiragem, correndo mais do que devia, fazendo manobras indevidas, "não cumprindo horário" (às vezes, dois onibus passando ao mesmo tempo).

Últimas Considerações
Infelizmente, podemos dizer, que, em geral, as pessoas agem como animais acomodadas; que, na maioria das vezes, não vão ter a minima pressa e vontade de resolver seu caso; e que só vão realmente agir, e correr, se você soltar um leão atrás. Só vão agir se forem incomodadas.
É comum você muitas vezes passar e-mails para as pessoas entre outros, e ela olha e ignora o e-mail. Porém, coloque assim no titulo do assunto: "IMPORTANTE (ou URGENTE): Solução ou Processo Judicial". Vamos ver se não irá responder com a devida atenção.

E digo mais, devemos agir como pessoas afetivas e educativas. Jamais devemos pender para a impunidade, mas sim para a punição, a correção; para de resolver com uma piada, rindo do problema, não dando valor nem para as pequenas nem para as grandes causas. Seja com crianças, seja com adultos. Pois ações vão formar o caráter da pessoa. E aí depois não reclame de politicos corruptos e que não resolvem os problemas da população mas apenas os próprios interesses, pois eles nada mais som do que um retrato da sociedade que os elegeu.

Lembre-se que você não está cobrando de uma pessoa fisica, mas de uma pessoa juridica. Não maltrate as pessoas; não xingue; não ofenda; não humilhe. Mas não tenha dó da instituição. A instituição está lucrando milhões, provavelmente, enquanto você está sendo prejudicado. E, infelizmente, muitas só vão tomar alguma atitude, quando a questão mexer com o bolso deles.

E por fim, se de último caso, você realmente quer dar um xeque-mate. Descubra os nomes dos "bam-bam-bams" responsáveis sobre a questão da empresa. E pergunte: "Abro um processo em seu nome, ou no nome da empresa?" Se a pessoa te "virar as costas".

Vivemos em sociedade e se cada um fazer o que bem entender, não dá, virá um caos e os que mais irão sofrer são os que possuem menos "poder" para acionar seus direitos. O que teoricamente, numa democracia, todos deveriam ter igualmente. Se você ver algum bar, vendendo cerveja ou cigarro para de menor, abra a boca, se quiser, nem notifique a local, apenas abra o site e faça um B.O.. Por fim, precisamos ser chatos com um mundo e um bando de adultos que se comportam como crianças mimadas e acomodadas; caso contrário, a seta da tendência estará sempre direcionada ao "pior". - Depois não reclame.
Outro caso de sucesso
Eu havia assinado a coleção Grandes Compositores da Música Clássica da Abril. Mas depois quem disse que eu conseguia cancelar a assinatura? Pelo site era impossível, não havia link, botão para isso, o que era bem diferente da facilidade para assinar. Nem mesmo telefone para isso tinha. Por fim mandei uma mensagem para a Abril SAC eles responderam enrolando e depois passaram um numero de telefone (não 0800) para ligar. Fiquei bravo e me recusava a ligar, perder meu tempo e dinheiro ligando para cancelar uma assinatura; e logo de cara percebi a embromação. Até que fiz uma reclamação no site Reclame Aqui (veja aqui), a Abril retornou, e em menos de 1 mês a situação foi resolvida e fui reembolsado. Contudo abri há 1 semana uma reclamação contra a Telefonica - Speedy e ainda não tive retorno. Segundo que vendo as estatisticas do site Reclame Aqui a Abril resolve e retorna mais de 90% dos casos, já a Telefonica...

21 janeiro 2009

Discurso de posse de Barack Obama

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"Meus companheiros cidadãos:

Estou aqui hoje sujeito à tarefa diante de nós, grato pela confiança que me foi concedida, consciente dos sacrifícios suportados por nossos ancestrais. Agradeço o presidente Bush por seu serviço à nação, bem como pela generosidade e cooperação que ele mostrou ao longo dessa transição.

Quarenta e quatro americanos agora já prestaram o juramento presidencial. Essas palavras foram ditas durante ondas crescentes de prosperidade e águas calmas de paz. E, de tempos em tempos, o juramento é feito em meio a nuvens carregadas e tormentas violentas. Nesses momentos, os Estados Unidos prosseguiram não apenas por causa de nossa habilidade ou pela visão daqueles no alto escalão, mas porque nós, o povo, permanecemos fiéis aos ideais de nossos ancestrais, e fiéis aos nossos documentos de fundação.


Tem sido assim. E precisa ser assim com esta geração de americanos.

Que estamos em meio a uma crise é bem conhecido agora. Nosso país está em guerra, contra uma ampla rede de violência e ódio. Nossa economia está gravemente enfraquecida, consequência da ganância e da irresponsabilidade da parte de alguns, mas também de um fracasso coletivo nosso em fazer escolhas difíceis e em preparar o país para uma nova era. Lares foram perdidos; empregos eliminados; empresas fechadas. Nosso sistema de saúde é muito caro; nossas escolas reprovam muitos; e cada dia traz novas provas de que as formas como usamos a energia reforçam nossos adversários e ameaçam nosso planeta.

Esses são os indicadores da crise, sujeitos a dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profunda, é a perda de vitalidade da confiança em nossa terra --um medo persistente de que o declínio dos Estados Unidos é inevitável, e de que a próxima geração precisa reduzir suas metas.

Hoje digo a vocês que os desafios que encaramos são reais. Eles são sérios e são muitos. Eles não serão enfrentados com facilidade ou em um período curto de tempo. Mas saibam disso, Estados Unidos: eles serão enfrentados.

Neste dia, nos reunimos porque escolhemos a esperança no lugar do medo, unidade de propósito no lugar do conflito e da discórdia.

Neste dia, vimos proclamar o fim das discordâncias mesquinhas e das falsas promessas, das recriminações e dos dogmas gastos, que por muito tempo estrangularam nossa política.

Continuamos a ser uma nação jovem, mas, nas palavras da Bíblia, é chegada a hora de deixar de lado as coisas infantis. É chegada a hora de reafirmar nosso espírito de persistência; de escolher a nossa melhor história; de levar adiante esse presente precioso, essa nobre ideia, passada de geração em geração: a promessa de Deus de que todos são iguais, todos são livres e todos merecem uma chance de buscar sua medida plena de felicidade.

Ao reafirmar a grandeza de nossa nação, entendemos que a grandeza nunca é dada. Ela precisa ser merecida. Nossa jornada nunca foi feita de atalhos ou de deixar por menos. Não foi uma trilha para os fracos de coração --para aqueles que preferem o lazer ao trabalho, ou apenas a busca de prazeres e riquezas e fama. Ao invés disso, tem sido uma jornada para os que assumem riscos, os realizadores, os que fazem as coisas --alguns celebrados, mas mais frequentemente homens e mulheres obscuros em suas obras--, que nos conduziram pelo longo e acidentado caminho em direção à prosperidade e liberdade.

Por nós, eles empacotaram suas poucas posses terrenas e viajaram pelos oceanos em busca de uma nova vida.
Por nós, eles deram duro em fábricas precárias e cruéis e colonizaram o oeste; suportaram o estalar do chicote e lavraram a terra dura.
Por nós, eles lutaram e morreram, em lugares como Concord e Gettysburg, Normandia e Khe Sahn.

Repetidas vezes esses homens e mulheres deram duro e se sacrificaram e trabalharam até suas mãos ficarem calejadas para que pudéssemos viver uma vida melhor. Eles viram os Estados Unidos como maiores que a soma de nossas ambições individuais; maiores que todas as diferenças de nascimento ou riqueza ou políticas.

Essa é a jornada que continuamos hoje. Continuamos a ser a nação mais próspera e poderosa da Terra. Nossos trabalhadores não são menos produtivos do que quando a crise começou. Nossas mentes não são menos inventivas, nossos bens e serviços não são menos necessários do que foram na semana passada ou no mês passado ou no ano passado. Nossa capacidade não diminuiu. Mas nossa hora de permanecermos imóveis, de proteger nossos estreitos interesses e adiar decisões desagradáveis --essa hora certamente passou. A partir de hoje temos de nos levantar, sacudir a poeira e começar de novo o trabalho de refazer os Estados Unidos.

Para todos os lados que olhamos há trabalho a ser feito. A condição da economia pede ação, ousada e rápida, e vamos agir --não apenas criando novos empregos, mas um novo fundamento para o crescimento. Vamos construir estradas e pontes, redes elétricas e linhas digitais que alimentem nosso comércio e nos una. Vamos restaurar a ciência a seu lugar de direito, e utilizar as maravilhas da tecnologia para elevar a qualidade dos serviços de saúde e reduzir seu custo. Vamos manipular a energia solar e dos ventos e da terra para abastecer nossos carros e dirigirmos nossas fábricas. E vamos transformar nossas escolas e faculdades e universidades para atender as demandas de uma nova era. Tudo isso podemos fazer. E tudo isso vamos fazer.

Agora, há alguns que questionam a escala de nossas ambições --que sugerem que nosso sistema não pode tolerar tantos grandes planos. As memórias desses são curtas. Pois eles esqueceram o que este país já fez; o que homens e mulheres livres podem alcançar quando a imaginação se une ao propósito comum, e a necessidade à coragem.

O que os cínicos não conseguem entender é que o terreno sob eles mudou --que os argumentos políticos envelhecidos que nos consumiram por tanto tempo não mais se aplicam. A pergunta que nos fazemos hoje não é se nosso governo é grande demais ou pequeno demais, mas se ele funciona --se ele ajuda famílias a encontrar empregos com um salário decente, uma previdência que eles consigam pagar, uma aposentadoria que seja digna. Onde a resposta for sim, pretendemos seguir adiante. Onde for não, os programas serão encerrados. E aqueles de nós que lidam com o dinheiro público serão responsabilizados --para gastar sabiamente, reformar maus hábitos e conduzir nossos negócios à luz do dia--, porque apenas então poderemos restaurar a confiança vital entre um povo e seu governo.

Nem está diante de nós a dúvida se o mercado é uma força para o bem ou para o mal. Seu poder de gerar riqueza e expandir a liberdade não tem iguais, mas a crise nos lembrou de que, sem um olhar vigilante, o mercado pode sair de controle --e que um país não pode prosperar quando favorece apenas os prósperos. O sucesso de nossa economia sempre dependeu não apenas do tamanho de nosso Produto Interno Bruto, mas do alcance de nossa prosperidade; de nossa habilidade de estender a oportunidade a todo aquele que a queira --não por caridade, mas porque essa é a rota mais certa para nosso bem comum.

Para nossa defesa comum, rejeitamos a falsa escolha entre nossa segurança ou nossos ideais. Nossos pais fundadores, diante de perigos que mal podemos imaginar, esboçaram um texto para garantir a regra da lei e os direitos do homem, um texto expandido com o sangue de gerações. Aqueles ideais ainda iluminam o mundo, e não vamos desistir deles em nome da conveniência. E para todos os povos e governos que nos assistem hoje, das grandiosas capitais à pequena vila onde meu pai nasceu: saibam que os Estados Unidos são amigos de todas as nações e de cada homem, mulher e criança que busque um futuro de paz e dignidade, e que estamos prontos para liderar mais uma vez.

Lembrem-se de que gerações anteriores derrotaram o fascismo e o comunismo não apenas com tanques e mísseis, mas com alianças vigorosas e convicções duradouras. Elas entenderam que nosso poder sozinho não pode nos proteger, nem nos dá direito a fazer o que quisermos. Ao contrário, elas sabiam que nosso poder cresce com seu uso prudente; nossa segurança emana da justeza de nossa causa, da força de nosso exemplo, das qualidades temperantes da humildade e da contenção.

Somos os guardiões desse legado. Guiados por esses princípios mais uma vez, podemos enfrentar essas novas ameaças que exigem esforços ainda maiores --uma cooperação e compreensão ainda maiores entre as nações. Vamos começar a entregar de forma responsável o Iraque ao seu povo, e forjar uma paz muito duramente conquistada no Afeganistão. Com velhos amigos e antigos inimigos, vamos trabalhar incansavelmente para reduzir a ameaça nuclear, fazer retroceder o espectro de um planeta em aquecimento. Não vamos nos desculpar por nosso modo de vida, nem vamos esmorecer em sua defesa, e para aqueles que buscam fazer avançar suas metas pela indução ao terror e massacrando inocentes, dizemos a vocês agora que nossa determinação é mais forte e não pode ser quebrada; vocês não podem nos esgotar e vamos derrotar vocês.

Pois sabemos que a colcha de retalhos de nossa herança é uma força, não uma fraqueza. Somos uma nação de cristãos e muçulmanos, judeus e hindus --e não-religiosos. Somos moldados por cada idioma e cultura, vindo de cada canto desta Terra; e porque experimentamos o gosto amargo da guerra civil e da segregação, e emergimos daquele capítulo obscuro mais fortes e mais unidos, não podemos evitar acreditar que os velhos ódios um dia vão passar; que as linhas tribais em breve se dissolverão; que enquanto o mundo se torna menor, nossa humanidade comum se revelará; e que os Estados Unidos têm de desempenhar seu papel em conduzir uma nova era de paz.

Para o mundo muçulmano, buscamos um novo caminho para seguir adiante, baseado no interesse mútuo e no respeito mútuo. Para aqueles líderes ao redor do mundo que buscam colher conflitos, ou culpar o Ocidente pelos males de sua sociedade: saibam que seus povos os julgarão pelo que podem construir, não pelo que destroem. Para aqueles que se agarram ao poder através da corrupção e da mentira e silenciando dissidentes, saibam que vocês estão do lado errado da história; mas que estenderemos a mão a vocês se estiverem dispostos a abrirem os punhos.

Para as pessoas das nações pobres, nos propomos a trabalhar com você para fazer suas fazendas florescerem e deixar águas limpas correrem; para nutrir corpos famintos e alimentar mentes famintas. E para aquelas nações como a nossa que usufruem de relativa fartura, dizemos que não podemos mais mantermos a indiferença ao sofrimento fora de nossas fronteiras; nem podemos consumir os recursos do mundo sem considerar os efeitos. pois o mundo mudou, e precisamos mudar com ele.

Ao considerarmos as estradas que se abrem diante de nós, lembramos com humildade aqueles bravos americanos que, nesta exata hora, patrulham desertos longínquos e montanhas distantes. Eles têm algo a nos dizer hoje, bem como aqueles heróis que jazem em Arlington sussurram através dos tempos. Nós os honramos não apenas porque eles são os guardiões de nossa liberdade, mas porque eles incorporam o espírito de servir, uma vontade de realizar algo maior que eles mesmos. E, neste momento --um momento que definirá uma geração--, esse é precisamente o espírito que tem de habitar em todos nós.

Pois, por mais que o governo possa fazer e tenha de fazer, no fim é sobre a fé e a determinação do povo americano que esta nação se apoia. É a gentileza de abrigar um estranho quando as barragens se rompem, é o desprendimento dos trabalhadores que preferem um corte em suas horas trabalhadas a ver um amigo perder o emprego que nos observam em nossas horas mais difíceis. É a coragem do bombeiro de subir uma escadaria cheia de fumaça, mas também a disposição dos pais em nutrir um filho que no fim decidem nosso destino.

Nossos desafios podem ser novos. Os instrumentos com que nos deparamos podem ser novos. Mas aqueles valores dos quais nosso sucesso depende --trabalho duro e honestidade, coragem e justiça, tolerância e curiosidade, lealdade e patriotismo--, essas coisas são antigas. Essas coisas são verdadeiras. Elas têm sido a força silenciosa do progresso ao longo de nossa história. O que se exige, então, é um retorno a essas verdades. O que se pede a nós agora é uma nova era de responsabilidade --um reconhecimento, por parte de cada americano, de que temos deveres para conosco, nosso país e o mundo; deveres que não aceitamos com rancor, mas que recebemos com gratidão, firmes na certeza de que não há nada tão satisfatório para nosso espírito, nada tão definidor de nosso caráter quanto entregarmos tudo de nós mesmos a uma tarefa difícil.

Esse é o preço e a promessa da cidadania.

Essa é a fonte de nossa confiança --a certeza de que Deus nos chama para dar forma a um destino incerto.

Esse é o sentido de nossa liberdade e de nossa crença --o por que cada homem e mulher e criança de cada raça e cada crença pode se juntar em celebração nesta magnífica avenida, e o por que um homem, cujo pai há menos de 60 anos podia não ser servido em um restaurante local, pode agora estar diante de vocês para fazer o juramento mais sagrado.

Vamos marcar esse dia com a lembrança de quem somos e quão longe chegamos. No ano do nascimento dos Estados Unidos, no mais frio dos meses, um pequeno bando de patriotas se juntou ao redor de fracas fogueiras à beira de um rio gelado. A capital foi abandonada. O inimigo estava avançando. A neve estava manchada de sangue. Em um momento em que o resultado da revolução estava em dúvida, o pai de nossa nação ordenou que essas palavras fossem lidas ao povo:

"Que isso seja dito ao mundo futuro (...) que nas profundezas do inverno, quando nada além da esperança e da virtude poderiam sobreviver (...) que a cidade e o país, alarmados por um perigo comum, avancem para enfrentar."

Estados Unidos. Diante de nossos perigos em comum, neste inverno de dificuldades, vamos lembrar essas palavras imemoriais. Com esperança e virtude, vamos enfrentar mais uma vez as correntes geladas, e as tempestades que podem vir. Que os filhos de nossos filhos digam que quando fomos testados, nos recusamos a deixar essa jornada acabar, que não recuamos, nem que hesitamos; e com olhos fixos no horizonte e com a graça de Deus sobre nós, levamos adiante nossa liberdade e a entregamos em segurança para as gerações futuras."


01 agosto 2008

"A Arte da Guerra" - Lutando a Caminho de Casa

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Liu Ji disse:
Quando você lutar com os inimigos, se eles baterem em retirada e se dirigem para casa sem qualquer razão aparente, será imperativo observá-los cuidadosamente. Se eles estiverem de fato esgotados e sem suprimentos, você poderá enviar comandos atrás eles. Mas, se for uma expedição a caminho de casa, você não conseguirá ficar no caminho dela.

A regra é:
"Não para um exército a caminho de casa"¹



Essa frase é formidável, chocante, inspiradora! Quando li ela, fiquei pasmo por um tempo razoável pensando na profundidade e em tantas coisas, valores que estão embutidos em sua bagagem.

Pense bem na cena. Um milênio atrás. Numa mentalidade que se valoriza muito a vida familiar, tanto é que as pessoas viviam em pequenas comunidades, em geral. Talvez tinha mulheres, filhos pequenos. Então é covocado pelo exército. Se despede em pouco tempo, e enfrenta, então, uma longa jornada por dias até o batalhão. Ali e feito os treinamentos entre demais coisas para preparar-se para a guerra. Depois de um bom tempo, segue jornada por meses, muitas vezes, por terras distantes; passando por sofrimentos, fadiga, pouca comodidade, saudade da familia, enfrentando enfermidades, apenas pelo companheirismo de seus colegas de unidade. Então, após meses de jornada, enfrentam um inimigo dificil. Vê muitos daqueles que passaram os últimos meses como amigos, companheiros, serem mortos, talvez tenha sido gravemente ferido. Depois, talvez passe por outras batalhas.

Após uns 2 anos de serviço, então chega uma hora em que o general diz: "Vamos para casa." Eu não consigo muito exprimir e imaginar o efeito moral, hormonal, fisico e mental que deve ocorrer na pessoa num momento desse. Pois aliás, o máximo que fiquei fora acampando foram uns 5, 6 dias acho; já longe de casa, mais tempo... contudo, havendo Internet, telefone e o maldito celular. Você acaba tendo noticias, a comunicação é mantida; o maior diferencial hoje, de certa forma, é praticamente a distancia (x, y, z), mas isso nem importa muito, pois até mesmo é possível se comunicar por uma webcan.

Como é que fica a moral dos soldados? Bem, o assunto do dia-dia no caminho de volta, é falar sobre a familia, o povoado, vilarejo, a mulher, filhos, a comida de casa, a rotina de casa e coisas do tipo. A cada momento cresce mais o anseio, o desejo, a vontade, o vislumbre, de se chegar, apalpar seu lar. Do mesmo isso se torna a luta, a preitada desses homens, a grande odisséia, a epopéia momentanea e única que corre em suas veias. Do mesmo modo, há uma terrível determinação e desespero em seus corações para alcançar esse sonho, que aí daquele que cruzar seu caminho!

Muitos já foram os generais, lideres e exércitos que se enfraqueceram, ocorreram revoltas, tumultos, entre outros, porque seus lideres ousaram "não voltar mais para casa." O filme "Rei Arthur", num que representa um pequeno grupo de soldados especiais romanos mostra um pouco dessa idéia.

Mas quem se ousará a tentar obstruir seu caminho? A determinação o fará lutar até a morte, pois chegar em casa é seu desejo. Não está lutando pelo seu general, não está lutando pela guerra, pelo país, mas pelo seu lar, para rever sua família. Pois de certa forma, a própria guerra não faz sentido se não for para em prol de sua familia e amigos; e agora, inimigos tentam interromper esse encontro com a sustentação de toda a causa?

Por outro lado, se for pensar naquela cena de "seguir o fluxo". Imagine um exército de pessoas com toda determinação, olhando fixo a linha do horizonte e para lá marchando com passos firmes e determinados, sem se importar com nada além de alcançar aquele ponto; e então, um rato surge no caminho, ou alguem entra na frente e tenta pará-los! Certamente será esmagado, pisoteado; ou então, ela passa a seguir o fluxo.

Outra coisa interessante é essa tendência humana em seguir fluxos. No filme "Forrest Gump" mostra dezenas de pessoas que começaram a seguir o cara em sua "corridinha" pelo país; certamente, ao observar e serem tocados pela determinação daquele homem; a certeza absoluta de prosseguir rumo ao horizonte, não se importante com o que há no caminho. Pessoas hoje mesmo, seguem. Cada movimento de etinia, grupos entre outros... são uma marcha; e quanto mais determinados, mais atraem pessoas convictas de seguir aquele alvo.

No final da Segunda Guerra Mundial qunado muitas tropas souberam do fim, da rendição das Alemanha, muitas pessoas imediatamente, que moravam na Europa, vizualizaram a direção de suas casas no horizonte e para lá foram. Muitas ficaram dias sem comer, mas não paravam de andar. Algumas em situações físicas das mais lamentáveis, mas não havia um segundo para seus corpos pensarem em si, desncansarem; chegar em casa era tudo!

...

Contudo essa casa, é um lar temporal, e querendo ou não, fútil, vaidoso, que se esvanece. Enquanto que há o supre lar, o Lar Celeste, aquele lar que Jesus nos prometeu. O lar do qual nenhum de nossos jamais pisou; mas antes estamos aqui, em terras longíquas. Contudo, estamos "a caminho de casa"?

Não é achismo, é questão de fato! O nosso testemunho diz por si, se estamos voltando para casa ou não, ou se apenas, estamos fazendo uma jornada "naquela direção". Olhe na Bíblia, e ali encontrará pessoas que estavam a caminho de casa, e pessoas que apenas faziam uma jornada. No Exodo vemos o povo hebreu no deserto, milhares de pessoas. Todavia, uma geração inteira se perdera, morrera, pois não estavam caminhando para casa, a Canaã prometida; desses, apenas um pequeno punhado de pessoas foram os que viveram, pois estavam rumo a Canaã.

E quanto aos mártires? Os apóstolos? Vemos claramente ali, um pequeno punhado de pessoas caminhando, lutando para chegar em casa; e que isso fora fazendo com que outros entrassem e entrassem. E ninguem conseguia entrar no caminho, ninguem conseguia interrompê-los. De modo, que muitos deles, foram mortos, pois era o único modo de tentar pará-los. Mas en vão. O sangue derramado era como sementes.

Mas e hoje? Estamos caminhando para casa? Agimos como um feroz e determinado exército em que nada mais importa a não ser alcançar aquele ponto no horizonte? Com tamanha disposição, determinação. Que não há quem consiga barrar, obstruir, parar, entrar no meio; nem mesmo Satanás e seus anjos. Ao tentar, serão empurrados para fora, ou pisoteados, ou passarão a seguir a maré? Pessoas que estão cansadas do exército, da guerra, da batalha, do inimigo, da terra peregrina, onde são forasteiros... mas estão naquele "harg" que brota do coração inundando cada célula, para chegarem ao lar.

Muitos infelizmente, tentam analisar isso por passos. Dizer "já demos tantos passos". Religiões, como denominações costumam fazer isso, "Oh, já crescemos e tantos x números no mundo." Mas isso também ocorre quando meramente se caminha naquela direção, se que se tenha o atributo semantico de "caminhando para casa".

Deveríamos hoje ser o mais formidável e notável exército a caminho de casa. Mas quão indeferentes temos sido, de modo a apenas parecer ser mais um movimento ideológico entre tantos outros. De modo, que o que sim vemos, é apenas um ou outro e não um exército que está realmente marchando rumo ao lar.

(Se reparar bem, essa cena mostra uma clara demonstração - se for ver o contexto - de um exército a caminho de casa.)

Pense sobre isso.


______________________
1. Sun Tzu, A Arte da Guerra, "Luta Armada".

11 fevereiro 2008

Liderança: Punição

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Diz assim no primeiro parágrafo, p. 96, do livro Dominando a Arte da Guerra:
Liu Ji disse:
O que fará os soldados em batalha avançarem e não ousarem recuar será uma rídiga punição para qualquer um que recue uma polegada. Desse modo, será possível alcançar a vitória.
A regra é: "A punição deve ser imediata" ("As Regras de Sima", "Os Deveres do Imperador").
O livro aborda de uma forma não muito conveniente para um cristão, pois encara com um certo desprezo a vida de outras pessoas. Diz de um general que matava suas tropas simplesmente para impor medo, de modo para que seus homens lutem até a morte, dando tudo de si, por medo de seu próprio general. Uma das coisas que esse - vitorioso - general fazia era de primeiro enviar 300 homens para atacar as linhas inimigas a fim de derrubá-las; contudo se não conseguissem e recuassem, ao chegar junto ao seu exército, todos seriam executados. E após, enviaria mais 300 ou 400 homens para o mesmo. E assim, em grupos de 300, 400 homens pretendia vencer a batalha. Acontece que aqueles homens chegavam numa situação que era assim: "Ou eles davam tudo de si, o melhor de si, sem recuar um único passo e destruissem a linha inimiga ou morreriam pelo inimigo ou pelo seu próprio exército."
Bem, não vejo como um exemplo de liderança - é contra o modelo bíblico - em que o incentivo de alguem dar o melhor de si seja a morte, principalmente em que seus próprios compatriotas são os executores. Mas refletindo naquele primeiro parágrafo, há um apelo muito forte: "Não permitir que ninguém recue uma única polegada. A punição deve ser imediata."
Alguns possuem, infelizmente, um esteriótipo equivocado quanto a punição, como ela em essencia fosse algo degradante, ruim, sofredor, violento etc. Mas encare como também sendo uma "repreensão", uma "correção", um "castigo". Do mesmo modo como diz o sábio "Pois Deus castiga os seus, assim como um pai a um filho a quem quer bem." Portanto, a repreensão, o castigo, a punição deve acontecer. E qual será a devida punição? Bem, isso vai depender totalmente do contexto e buscar iluminação divina para saber qual é o melhor, ou seja, aquilo que motivará a pessoa a não mais recuar; e que não seja por medo.
Agora, tratando quanto a questão de liderança. Voce pode estar liderando uma equipe, uma unidade, um time, e de repente, alguem recua uma polegada. De modo algum deve ser leviano com isso. Aquilo significa o primeiro passo para a derrota. O primeiro passo da desistencia, da desesperança, do fracasso, da desmotivação. E assim que ela der o primeiro passo, ela se sentirá menos ficuldade em dar o segundo passo, e isso também influenciará os demais a fazer o mesmo.
Pense como isso é profundo! A quantas coisas podem se aplicar! Na faculdade, nos estudos, no relacionamento, na comunhão com Deus. Jamais permita que alguem, sob sua liderança d~e o primeiro passo para trás. Assim que veres isso, imediatamente tome uma atitude de punição. Isso pode simplesmente querer dizer, voce bater um papo com a pessoa e mostrar o que aquela atitude quer dizer, para onde ela caminharia, e animá-la a continuar em frente.
Lembro muito de algumas cenas de jogos de futebol americano, em que o time da defesa, muitas vezes recebem uma ordem direto do técnico: "não ceda nenhuma jarda!". Isso acontece principalmente, quando o time offensivo está na nZone, faltando pouquissimas ou 1 jarda para o touchdown. E aí muitas vezes se v~e o jogo de corrido, aí a linha ofensiva tenta abrir um buraco na defesa para o corredor avançar uma única jarda e conseguir a pontuação; e ao mesmo tempo, em que a linha defensiva e todos dão o máximo de si para impedir que o outro lado consiga lhes empurrar uma jarda que seja. E todos ficam realmente impressionados e maravilhados quando uma defesa consegue defender 3 downs ou até mesmo 4, forçando o adversário a chutar um field gol, ou então até mesmo tomando a bola deles. Até me lembro do New York Giants na última temporada, que na final, a defesa simplesmente destruíu o melhor ataque de toda a temporada, do New England Patriots.
Veja por outro aspecto, no espiritual. Há uma guerra. Satanás tenta avançar, e Deus, lhe dá anjos e poder para defender-se para se manter firme, para resistir; e até mesmo para avançar. E essa é uma batalha em que não podemos ceder uma única jarda sequer! Não olhe para trás. Nunca pense em recuar. "Sempre avante! Sempre avante! manda o General!"
Antes de cobrar daqueles que voce lidera, por principio voce deve ser coerente. E agir do mesmo modo consigo mesmo. Voce deve ser um lider que não recua. Um lider que não desiste. Um lider que se matenha firme e reto mesmo que o mundo voltesse contra voce. E então está, por base, capacitado para cobrar de seus homens.
Mas lembre: "Punição não quer dizer ridicularizar." Punição é ser justo. E acima de qualquer coisa, punição deve ser e partir por principios e intuitos EDIFICANTES! Amar a pessoa e desejar que ela supere aquilo e venha a vencer, a desenvolver-se, para o bem pessoal e do grupo.

07 fevereiro 2008

Lições de "A Arte da Guerra" - Liderança

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Não é a Bíblia falando, mas sabedoria que proveio do oriente, dos antigos chineses, no livro A Arte da Guerra; o livro todo é incrivel, lembra muito Provérbios de Salomão; se você o ler, usando um livro de comentários sobre o A Arte da Guerra - estou usando o "Dominando a Arte da Guerra, Liu Ji e Zhuge Liang" - verá que é simplesmente extraordinário, as lições de tais, principalmente em colocá-las em prática na sua vida, especialmente quanto a questão de "liderança", "trabalho em grupo".

Liu Ji disse:
O que fará os soldados em batalha preferirem avançar a recuar, mesmo que seja pela sobrevivência, será a benevolência da liderança militar. Quando os soldados sabem que seus líderes cuidam deles como cuidariam de seus próprios filhos, eles amam os seus líderes como amam seus próprios pais. Isso faz com que queiram morrer na batalha, para recompensar a benevolência de seus líderes.
A regra é: "Respeite seus soldados como amados e eles, de boa vontade, morrerão com você." (Sun Tzu, A Arte da Guerra, "Terreno")

Não sei se percebeu - apesar de ser bem claro - aqui há um conselho básico para uma devida liderança: "Conquistar seus companheiros." Para isso, você não precisa ser dotado de um carisma especial, o livro nos apresenta alguns personagens que até mesmo mal falavam, mas que eram grandes comandantes. Mas sim você tem que revestir-se de benevolência, tratá-los como se fossem seus próprios filhos, isso não quer dizer mimá-los, mas amar como um pai ama um filho e luta para desenvolver o melhor nele.
Dessa forma, você conquista o respeito e a confiança da pessoa. E até mais, o verso diz, que a pessoa busca de algum modo querer recompensar. O que isso quer dizer? Quer dizer, que ele passa a ter atitude, em demonstrar sua consideração e valor pela sua liderança.
Na página 92, do Dominando A Arte da Guerra, há uma ilustração muito boa:

Durante a era dos Estados Antagônicos, quando o general Wu Qi, de Wei, era o governador militar do Rio Oeste, ele usou as mesmas roupas e comeu o mesmo alimento do mais inferior de seus soldados. Não usava uma esteira para se sentar e não cavalgava ao viajar. Ele, pessoamente, carregava as próprias provisões e comparilhava do trabalho pesado e das necessidades dos soldados.
Certa vez, quando um dos soldados sofria por conta de uma ferida supurada no braço, o próprio general sugou para fora o pus.
Quando a mãe do soldado ouviu falar disso, começou a se lamentar.
Alguém disse a ela: "O seu filho é um soldado; contudo, o próprio general sugou o pus da ferida dele - o que há para se lamentar?".
A mulher disse: "No ano passado, o general Wu fez a mesma coisa pelo meu marido e, meu marido lutou na batalha sem dar nenhum passo atrás, finalmente morrendo nas mãos do inimigo. Agora que o general tratou do meu filho do mesmo modo, não tenho idéia de onde ele morrerá. É por isso que estou me lamentando".
Foi porque Wu Qi era tão rigoroso consigo mesmo e tão imparcial em relação aos outros e porque ganhara o coração de seus soldados que um Senhor de Wei o mantinha como governador militar de Rio Oeste. Wu Qi lutou 76 grandes batalhas contra senhores de outros estados antagônicos e obteve completa vitória 64 vezes.

Repare bem nessa história. Veja qual foi a atitude do general. Ele não ficava se elevando, usando de luxuria, se fazendo de nobre, de topo social. Mas ele, convivia e se identificava com "o mais inferior de seus soldados". Se você quer liderar, não fica se enchendo de privilégios, entre outros, nos quais se forma um abismo entre você e seus subordinados, mas antes, trate-os, conviva com eles como se fossem seus irmãos. Não se polpe pelo próximo, pelo seus companheiros, pela sua equipe, mas antes tome um tiro por eles, e certamente ele te cobrirá até o quando for velho.
Seja:
1. rigoroso consigo mesmo
2. imparcial com relação aos outros
3. ganhe o coração de seus soldados
Esses são os segredos que Wu Qi nos ensina.

.....

Autoridade
Liu Ji disse:
Quando soldados em batalha avançarem e não ousarem recuar, isso significa que temem seus próprios líderes mais do que o inimigo. Se recuar e não ousarem avançar, isso significa que temem mais o inimigo do que seus próprios líderes. Quando um general consegue que suas tropas mergulhem direto no meio do combate furioso, é a sua autoridade e austeridade que trazem isso à tona.
A regra é: "Ser temido e ainda precavido produz um bom equilibrio" ("Diálogos de Li, Senhor de Wei").

É meio forte isso, e veja como é algo universal. Pense por exemplo na vida espiritual. As suas ações refletem uma atitude que é: "qual lado você preferiu", "qual lado você escolheu". NÃO HÁ EM CIMA DO MURO. Quando você exita em atender um lado, automaticamente quer dizer que você teme o inimigo mais do que seu lider. Poderíamos abordar e fazer um incrivel sermão aqui, quanto a questão do soldado nisso: "A quem você teme?" Contudo, a questão aqui é a liderança.

Uma coisa que o livro A Arte da Guerra deixa bem claro é que a liderança deve ser respeitada e temida. Temida não porque os soldados não confiam nela, e tem medo que tal faça merda, pelo contrário; Temida não porque a liderança é cruel, malvada, pelo contrário. Mas sim temida, porque possui autoridade, mantem a palavra e é exemplar quanto a RECOMPENSA. O livro aborda muito a questão da RECOMPENSA, o líder deve ser justo. Dar prêmios e condecorações aos que merecerem, ao mesmo tempo que até mesmo castigo, repreensões, ou execuções aos que merecerem tais. Veja uma ilustração que aborda o livro, de um fato que ocorreu:

Diz que no meio de uma guerra, um homem aristocrata orgulhoso e arrogante passou a ser o supervisor do exército, pois o general Rangju não havia conquista e não possuia confiança de seus tropas, então tal homem seria seu intermediário entre o comando das tropas. Só que chegou um certo dia, num periodo conturbado, e o supevisor não chegou ao quartel; Rangju reuniu as tropas e informou-os sobre o acordo com o novo supervisor.
À tarde, o nobre finalmente chegou. Rangju perguntou-lhe: "Por que está atrasado?"
- "Meus parentes, que são nobres, deram-me uma festa de despedida. Assim, fiquei por isso."
Rangju disse: "No dia em que um líder militar recebe suas orgens, ele esquece o seu lar. Quando uma promessa é feita em face da batalha, ele esquece sua família. Quando soam os tambores de guerra, esquece seu próprio corpo. Agora, estados hostis invadiram nosso território; o estado está em tumulto; os soldados estão expostos nas fronteiras; o senhor não consegue descansar em paz ou desfrutar de sua comida. As vidas de todo o povo dependem de você - como pode falar em festas de despedida?".
Rangju, então, chamou o oficial responsável pela disciplina militar e perguntou-lhe: "Segundo a lei militar, o que acontece com alguém que chega depois da hora indicada?"
O funcionário respondeu: "Supõe-se que seja decapitado".
E ele foi morto. Todos os soldados ficaram tementes ao seu lider. Viram que era um homem de palavra, exemplar e justo.
Finalmente, o senhor enviou um emissário com uma carta perdoando o nobre, que era, antes de tudo, o novo supervisor do exército. O emissário galopou direto para o acampamento com a mensagem do senhor.
Rangju disse: "Quando um general está em campo, há ordens do regente que ele não acata".
Também disse ao oficial da disciplina: "Há uma regra de que não deve haver galopes pelo acampamento. Contudo, agora, o emissário fez justamento isso. O que deve ser feito com ele?".
O oficial disse: "Ele deve ser executado".
O emissário estava petrificado, mas Rangju disse: "Não é apropriado matar um emissário do regente", e executou dois acompanhantes do emissário no lugar dele. Isso também foi anunciado ao exército.
Rangju enviou o emissário de volta para relatar isso ao senhor e, então, partiu com o exército. Quando os soldados acamparam, o próprio Rangju supervisiou a perfuração dos poços, a cnstrução dos fornos, a preparação da comida e da bebida e o cuidado com os doentes. Compartilhou com os soldados todos os suprimentos da liderança, comendo as mesmas rações que eles. Foi especialmente gentil com os fatigados e os enfraquecidos.
Depois de três dias, Rangju chamou as tropas à ordem. Mesmo aqueles que estavam doentes quiseram cooperar, ansiosos para entrar em batalha por Rangju. Quando os exércitos de in e Yan ouviram falar disso, retiraram-se do estado de Qi. Ranhju fez com que suas tropas os caçassem e golpeassem. FInalmente, recuperou o território perdido e retornou com o exército vitorioso.

Veja como é que ele conseguiu a vitória. Os inimigos fugiram só de saber do comportamento das tropas de Rangju. Imagine você querer encarar um exército, em que até os doentes fazem questão de lutarem, ansiosos para entar em batalha pelo seu lider. Isso é de fazer as pernas deles tremerem. Parece muito com a história de El Cid, um grande conquistador ali do período das Cruzadas. Onde todos o temiam, todos os europeus, os soldados da Igreja e dos reinados, assim como os muçulmanos. Todos quiseram destruí-lo, mas ninguem conseguiu. Todos o temiam, pessoas passaram a segui-lo voluntariamente por tême-lo. Fortalezas se renderam a ele, sem uma única resistência, só por temer sua fama.

Seja exemplar, seja um lider exemplar, de palavra, imparcial, que cumpri as leis, as normas, o código, o manual. Sendo exemplar tando na punição quanto na recompensa e nos prêmios. E terá soldados que lhe seguem, temendo e respeitando sua liderança. Lembro do filme "300 de Esparta", assista aquele filme; Leonidas liderando 300 homens contra mais de 1 milhão de inimigos; mas por quem tais homens lutavam? A quem temiam? Eles não exitavam nem mesmo num único olhar de medo. Eis um outro principio de liderança.

E gostaria de terminar essa reflexão - pois se fosse comentar cada trecho impressionante do livro, eu acabaria publicando uma enciclopédia, pois é incrivel mesmo; você lê uma página para e fica refletindo e fazendo analogias e como aplicá-las na vida... tanto é que isso faz do livro uma leitura que não rende, estou lendo a 9 meses esse livro que não é grande, e ainda faltam 50 páginas, por isso - com um comentário do "Dominando A Arte da Guerra", na página 95:

A regra é: "Onde há prêmios importantes, eles são homens valentes" ("As Três Estratégias", também em "Seis Segredos").

Isso nos faz tocar quanto a questão da recompensa. Quer ter funcionários valentes seja justo na recompensa, dando-lhe premios importantes. Entre outras áreas da vida. Principalmente para as pessoas não muito idealistas e mais materialistas é necessário recompensá-los com algo pelo qual vale a pena lutar. Por exemplo, veja no filme "Cruzadas", onde todos os moradores de Jerusalem são convocados a defender a sua cidade, e por que? Qual recompensa? Qual o prêmio? A garantia que o povo, eles e suas familias - mulheres e filhos - não seriam mortos pelo inimigo, mas conseguiriam livrar-se deles em liberdade e segurança. E todos deram o sangue, resistiram. Até que forçou o lider dos muçulmanos a fazer esse acordo.

Uma outra boa analogia seria quanto a "vida eterna"; mas não queria que esse fosse o foco dessa reflexão; mas algo mais voltado quanto a liderança mesmo.

Bem, espero que reflitam, aproveitem esse conhecimento e possam aplicá-los na vida. Assim como recomendo a todos que precisam liderar algo, trabalhar com equipe e coisas do tipo a leitura dessa incrivel obra, que me recorda muito a Provérbios de Salomão, A Arte da Guerra.

20 setembro 2007

Idolatria e Liderança

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A história do povo de Israel, no período de interpolação no deserto tem muita coisas a nos revelar e ensinar. Dessa vez, é quanto a questão de "liderança" e de "atitudes de um fiel servo de Deus nos casos mais caóticos".

Ali estava o povo de Israel acampados em torno do Sinai, após aquele incrivel evento no qual Deus esteve no meio deles através de uma nuvem densa e negra, na ocasião que falou verbalmente a eles Os Dez Mandamentos. Moisés e Josué foram até a montanha onde então receberiam as tábuas dos dez mandamentos escritos pelo dedo de Deus.

Mas o povo impaciente e com muitas influncias ainda embutidas em seus pensamentos em caráter do paganismo do período no Egito, logo começaram a imaginar que não sabiam mais o que teria acontecido a Moisés, se ele voltaria e etc. Até mesmo pensaram que os deuses, ou o Deus de algum modo o teria aprisionado de modo que iriam querer que o povo fizesse algo para Ele, de modo a agradar-Lhe e assim libertar Moisés. E aos poucos, muitos começaram a ter idéias pagãs, de fazer um bezerro de ouro para representar Deus, ou mesmo voltar para o Egito, entre tantas outras coisas.

"O culto de Ápis era acompanhado da mais grosseira licenciosidade, e o relato das Escrituras denota que a adoração ao bezerro levada a efeito pelos israelitas foi acompanhada por toda a devassidão usual no culto pagão. Lemos: "No dia seguinte madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se para comer e beber, e levantou-se para divertir-se." Êxo. 32:6. A palavra hebraica traduzida "divertir-se", significa divertir-se com saltos, cânticos e danças. Estas danças, especialmente entre os egípcios, eram sensuais e indecentes. ... Tal ocasião crítica exigia um homem de firmeza, decisão e coragem inflexível; um homem que tivesse a honra de Deus em maior conta do que o favor popular, a segurança pessoal, ou a própria vida. Mas o atual líder de Israel não era deste caráter. Arão, com fraqueza, apresentou objeções ao povo, mas sua vacilação e timidez no momento crítico apenas os tornou mais decididos. O tumulto aumentou." - Patriarcas e Profetas, 315 e 316

Arão temeu por sua segurança, pela sua vida. E ao invés de manter-se nobremente reto e inabalável pela honra de Deus, rendeu-se às exigências da multidão. Enquanto Moisés e Josué permaneciam no monte.

Ellen G. White faz a seguinte reflexão quanto a este episódio:
"Quantas vezes em nossos próprios dias é o amor aos prazeres disfarçado por uma "aparência de piedade"! II Tim 3:5. Uma religião que permite aos homens, enquanto observam os ritos do culto, entregarem-se à satisfação egoísta ou sensual, é tão agradável às multidões hoje como o foi nos dias de Israel. E ainda há Arãos flexíveis, que ao mesmo tempo em que mantêm posições de autoridade na igreja, cederão aos desejos dos que não são consagrados, e assim os induzirão ao pecado. " - P. 317

Sejamos sinceros, não são raras as vezes em que vemos coisa semelhane ocorrerem na igreja, principalmente em nivel institucional, acontecer. Pessoas com uma idéia leviana e pagã de Deus, na qual buscam "meios materiais", "emocionais", "sensitiveis" como modo de conseguir favor de Deus e mesmo adorá-lo. Ações que promovam glutonaria, bebedeira e diversão. E muitos vezes buscam colocar a "diversão" na própria adoração como nas músicas, colocando-lhe danças, pulos e esses "tiques nervosos".

E, infelizmente, há muitos lideres, como pastores, anciões, departamentais, e até os de liderança mais simples, como diretor JA, de escola sabatina, diretor jovem, um instrutor des desbravadores, um regente de um coral... tomam a mesma atitude de Arão. Ao invés de serem firmes, resolutos em fazer a vontade de Deus e não permitir a manifestação de tais características pagãs; cedem, aceitam. Temendo, na maioria das vezes não a vida, mas a popularidade, para não ser considerado um "quadrado", um ultrapassado; para não perder amigos, influencia; e sim, estar em harmonia "com a onda".

E o mais estranho de tudo, isso ocorrera logo após aquele sagrado evento que ocorreu no Sinai, nos quais ouviam os Mandamentos de Deus proferidos como trovões, de modo tal que quase fulminaram-lhes de tamanha santidade. De modo tal que fizeram-lhes pedirem a Moisés que Deus parece de falar com eles, mas que Moisés falasse as palavras e Deus para que não fossem mortos. Isso mostra como até mesmo nos eventos mais serenos, ou após um evento super consagrado, coisas tão horríveis e nojentas podem ocorrer com o povo de Deus.

Contudo, se parece por aqui, talvez muitos iriam suscitar o caráter de critica, duvida e até mesmo de abandono para com a Igreja. Mas a história tem mais a nos ensinar.

Deus, no monte, avisa Moisés o que o povo estava fazendo. Havisou Moisés, sabia o que acontecia, o que é logico diante de Sua oniciência e onipresença. Então Ellen White escreve:
" "Deixa-Me, que os consuma", foram as palavras de Deus. Se Deus Se propusera a destruir Israel, quem poderia pleitear em seu favor? Quantos não teriam deixado os pecadores entregues à sua sorte! Quantos não teriam alegremente trocado um quinhão de labutas, encargos e sacrifício, pagos com ingratidão e maledicência, por uma posição de comodidade e honra, quando era o próprio Deus que oferecia o livramento! " - p. 318 (ênfase acrescentada)

Mas qual fora a atitude de Moisés? Ele intercedeu pelo povo. Amava o povo. Via esperança neles. Não lhe desejava a destruição e a morte. Isto não só servio para provar a Deus e capacitar Moisés ainda mais para ser o verdadeiro lider pelo qual lideraria ainda esse povo tão inculto e indisciplinado por longos anos no deserto; mas também serve para alertar a todos nós hoje, que um dia em seu pensamento deseja que seus irmãos, sua igreja, seja consumida, destruida, pelos erros que cometem. E a própria critica tem por base um coração com uma certa dose de vingança, raiva, ódio...

Abandonar, criticar etc. devido aos seus atos. Não é uma atitude de um verdadeiro cristão, de um servo de Deus. Mas sim a misericórdia, benevolência, mansidão, amor e esperança. Moisés rogou a Deus em favor daqueles que estavam praticando paganismo de modo tão repugnante; de modo algum concordava com a prática daquilo, não justificava o pecado; mas sim, sobressaia o amor pelos pecadores.

Continuando...
"Descendo do monte, Moisés e Josué, trazendo o primeiro "as tábuas do testemunho", ouviram as aclamações e algazarra da multidão exaltada, evidentemente em estado de selvagem alvoroço. Para Josué, soldado, o primeiro pensamento foi um ataque de seus inimigos. "Alarido de guerra há no arraial", disse ele. Mas Moisés julgou com mais exatidão a natureza daquela comoção. O ruído não era de combate, mas de orgia. "Não é alarido dos vitoriosos, nem alarido dos vencidos, mas o alarido dos que cantam eu ouço." Êxo. 32:15, 17 e 18.

Aproximando-se do acampamento, viram o povo a aclamar e dançar, em redor de seu ídolo. Era uma cena de alvoroço gentílico, imitação das festas idólatras do Egito; mas quão diverso do solene e reverente culto de Deus! Moisés ficou consternado. Acabava de vir da presença da glória de Deus, e, embora tivesse sido avisado do que estava acontecendo, não estava preparado para aquela hedionda mostra de degradação em Israel. Acendeu-se-lhe a ira. Para mostrar aversão pelo crime do povo, arrojou as tábuas de pedra, e elas se quebraram à vista de todos, significando com isto que, assim como haviam quebrantado seu concerto com Deus, assim Deus quebrava Seu concerto com eles.

Entrando no acampamento, Moisés passou através das multidões entregues à dissolução, e, lançando mão do ídolo, atirou-o ao fogo. Em seguida reduziu-o a pó, e, havendo-o derramado sobre a torrente que descia do monte, fez com que o povo dela bebesse. Assim se mostrou a completa inutilidade do deus que estiveram a adorar.

O grande líder chamou a seu irmão culposo, e perguntou-lhe severamente: "Que te tem feito este povo, que sobre ele trouxeste tamanho pecado?" Arão esforçou-se por defender-se, alegando o clamor do povo; declarando que, se não se tivesse conformado com seus desejos, teria sido morto. "Não se acenda a ira do meu senhor", disse ele; "tu sabes que este povo é inclinado ao mal; e eles me disseram: faze-nos deuses que vão adiante de nós; porque não sabemos o que sucedeu a este Moisés, a este homem que nos tirou da terra do Egito. Então eu lhes disse: Quem tem ouro, arranque-o; e deram-mo, e lancei-o no forno, e saiu este bezerro." Êxo. 32:21-24. Ele queria levar Moisés a crer que se operara um prodígio: que o ouro fora lançado no forno, e por um poder sobrenatural se transformara em um bezerro. Suas desculpas e prevaricações, porém, de nada valeram. Foi com justiça tratado como o principal culpado." - p. 319 e 320

"Se Arão tivesse tido coragem para se pôr do lado do direito, sem se incomodar com as conseqüências, poderia ter impedido aquela apostasia. Se houvesse inabalavelmente mantido sua fidelidade para com Deus, se houvesse mencionado ao povo os perigos do Sinai, e os tivesse feito lembrar de seu concerto solene com Deus, para obedecerem a Sua lei, ter-se-ia sustado o mal. Mas sua conformação com os desejos do povo, e a calma segurança com que se pôs a executar os seus planos, fizeram com que se atrevessem a ir mais longe, no pecado, do que antes lhes viera à mente fazer." - p. 320

Pessoal, quando hoje a idolatria, e toda sorte de ideologias pagãs baterem a porta. Não dê ouvidos como dera Arão. Sejamos firmes na Palavra de Deus, nos Seus designios e pricinipios. Inabaláveis. Mesmo que isso custe nossas vidas, como já ocorrera com muitos cristãos, em especial, apóstolos, os reformadores. Não apenas em vista as virtudes disso, as bênçãoes naturais que receberemos por estar fazendo conforme a vontade de Deus. Mas também em vista, que um simples "sinal verde" não apenas permitirá que o proposto ocorra, mas que seja introduzido toda uma "nova linha de ações pecaminosas". Permita hoje que a bateria seja tocada na igreja, e amanhã estará permitindo o "rock de Jesus". Começa a dizer que tem que erguer as mãos para ter favor de Deus e daqui a pouco estará cantando "erguei as mãos", com tudo mundo levantando as mãos, ou até mesmo batendo palma. Permita a maquiagem, daqui a pouco terá que permitir os demais ardonos. E por ai vai. Comece a dizer que há periodos de tempos mais sagrados e outros menos no sábado, e daqui a pouco bla bla bla. Comece a comer bolacha de maisena e daqui a pouco estará comendo bolacha recheada de chocolate. E por ai vai.

O pecado, as atitudes equivocadas... apenas conduzem a mais pecados, a perda de força moral, a perda de principios, a acomodação com tais... é conduzido ao que chamo de "anestesia para o pecado", você não o sente. Quando produz tal, não sente mais dor espiritual. Mais repugnancia e ódio por tal. E também começa a influenciar os outros com isso, a dizer "não tem nada demais". "qual o problema?", "isso era apenas no passado".

Pessoal, aprendamos com os erros de Israel. Aprendamos com os erros de Arão. E principalmente, aprendamos com a atitude de Moisés.

Recomendação: Sugiro a leitura do capitulo "Idolatria no Sinai" do livro Patriarcas e Profetas.

10 setembro 2007

Israel Recebe a Lei

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Essa reflexão está inspirada em Exodo 19-20 e no capitulo "Israel Recebe a Lei, 27" do livro "Patriarcas e Profetas" de Ellen G. White.


A Santa Lei de Deus; raros são as histórias ocorridas na Bíblia que demonstre uma serenidade, importância, temor e grandiosidade quanto ao evento ocorrido no Sinai. Na minha memória, o único evento, que em magnitude é comparado, certamente é o Calvário.

Primeiramente, Moisés, sozinho, foi chamado à montanha para encontrar-se com Deus. (veja Exodo 19). E ali, o Senhor começou a introduzir o evento que viria a frente. Mostrou-se como o libertador deles, e agora busca fazer uma espécie de "selamento", extremamente intimo.

"Vós tendes visto o que fiz aos egípsios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a Mim; agora pois, se diligentemente ouvirdes a Minha voz, e guardades o Meu concerto, então sereis a Minha propriedade peculiar dentre todos os povos: porque toda a Terra é Minha. E vós Me sereis um reino sacerdotal e o povo santo."

Então, Moisés voltou ao acampamento, reuniou-se com os demais lideres, disse a mensagem divina. E entraram num concerto solene com Deus, comprometendo-se a aceitá-Lo como seu Governador, súditos sob Sua autoridade. "Tudo o que o Senhor tem falado, faremos".

Novamente Moisés fora à montanha. E dessa vez, Deus marca um compromisso, um evento magnífico. "Eis que Eu virei a ti numa nuvem espessa, para que o povo ouça, falando Eu contigo, e para que também te creiam eternamente." Esta mensagem é grandiosa, um evento magnífico, no qual, não um ou outro participaria; mas todo povo OUVIRIAM Deus falando a Seu servo. Nunca Deus veio, literalmente, falar comigo; e creio que a grande maioria da humanidade não teve esse privilégio. Imagine, o Soberano do Universo, fazer-se presente a nós e falar-nos, com aquela voz, da qual ao falar tudo se cumpriu, e com Sua voz criou a Terra. E também seria de tal modo, que Moisés seria honrado perante todo o povo, de modo que teria respeito para poder liderar e crido.

"Deus Se propunha fazer da ocasião em que falaria a Sua lei uma cena de terrível grandeza, à altura do exaltado caráter da mesma. O povo deveria receber a impressão de que todas as coisas ligadas ao serviço de Deus, deviam ser consideradas com a maior reverência. O Senhor disse a Moisés: "Vai ao povo, e
santifica-os hoje e amanhã, e lavem eles os seus vestidos; e estejam prontos para o terceiro dia; porquanto no terceiro dia o Senhor descerá diante dos olhos de todo o povo sobre o Monte Sinai." Durante esses dias intermediários, todos deviam ocupar o tempo em preparação solene para comparecer perante Deus. Suas pessoas e vestes deviam estar livres de impureza. E, ao indicar-lhes Moisés os pecados, deviam dedicar-se à humilhação, jejum e oração, a fim de que o coração deles da fosse limpo da iniqüidade." (pag. 309 e 310)

Notem a importância que é dada para um evento no qual as pessoas vão encontrar-se com o Santíssimo! Deveriam preparar suas almas, de modo para estarem aptos para suportar a glória dAquele que odeia o pecado, e não serem fulminados por Sua glória. Tamanha era a santidade da presença de Deus, que até mesmo colocaram uma barreira ao redor do monte, para que nenhum homem nem animal introduzi-se no recinto sagrado; pois certamente, tão-somente tocá-lo, teriam uma morte instantânea.

"Na manhã do terceiro dia, volvendo-se os olhares de todo o povo para o monte, o cimo deste estava coberto de uma nuvem densa, que se tornou mais negra e compacta, descendo até que toda a montanha foi envolta em trevas e terrível mistério. Então se ouviu um som como de trombeta, convocando o povo para encontrar-se com Deus; e Moisés guiou-os ao pé da montanha. Da espessa treva chamejavam vívidos relâmpagos, enquanto os ribombos do trovão ecoavam e tornavam a ecoar por entre as montanhas circunvizinhas. "E todo o Monte de Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em fogo; e o seu fumo subiu como fumo de um forno, e todo o monte tremia grandemente." "A glória do Senhor era como fogo devorador no cume do monte", à vista da multidão congregada. "E o sonido da buzina ia crescendo em grande maneira." Tão terríveis eram os sinais da presença de Jeová que as hostes de Israel tremeram de medo, e caíram prostrados perante o Senhor. Mesmo Moisés exclamou: "Estou todo assombrado, e tremendo." Heb. 12:21.

E então cessaram os trovões; não mais se ouviu a trombeta; a terra ficou calada. Houve um tempo de solene silêncio, e então se ouviu a voz de Deus. Falando da espessa escuridão que O envolvia, encontrando-Se Ele sobre o monte, rodeado de um acompanhamento de anjos, o Senhor deu a conhecer a Sua lei. Moisés, descrevendo esta cena, diz: "O Senhor veio de Sinai, e lhes subiu de Seir; resplandeceu desde o monte Parã, e veio com dez milhares de santos; à Sua direita havia para eles o fogo da lei. Na verdade ama os povos; todos os Seus santos estão na Tua mão; postos serão no meio, entre os Teus pés, cada um receberá das Tuas palavras." Deut. 33:2 e 3."

Este evento fora realmente impressionante, nem tanto pelo caráter "mirabolante", "incomum", e até mesmo sensacional. Mas pela grandesa do espirito de temor. Normalmente, nesses eventos que vemos hoje sensacionalistas, as pessoas se emocionam e curtem, pela novidade, pelas emoções de tal. Mas diferente fora esse evento, não se vê tais atitudes para com os que contemplavam o evento. Pelo contrário, temor, medo, como diz o escritor "TÃO TERRÍVEIS ERAM OS SINAIS DA PRESENÇA DE JEOVÁ".

Tal mostra qual são as verdadeiras conseqüências de quando Deus se faz realmente presente em um lugar. Estou cansado de ouvir, alguns comentários nas igrejas após a apresentação de algum grupo musical, especialmente o Pedra Coral, no qual canto, e ouvir as pessoas falaram "Deus se fez presente aqui." Ou aquelas "Eu senti a presença do Espirito Santo". Que enganho! O que sentiram fora sim um monte de consequencias dos nervos da pessoa, da liberação de certos hormonios, para com os efeitos das ondas sonoras de tais músicas sensacionalistas. Caso fosse algo que realmente trouxesse a presença de Deus, e todos enchiriam de temor, seria terrível estar na presença do Santo dos santos de modo estando tão manchado de pecado.

Um triste fato, é em ver que, em muito, tem-se perdido, até mesmo na igreja, e nas músicas de adoração, a ausencia dos igredientes básicos que deveriam compor-lhes: "Temor e serenidade". Hoje, até um impio, aquele mais afastado dos caminhos de Deus, consegue ouvir de boas "musicas gospel", e até mesmo dizer que gostou. Quando tais, deveriam como espada de fogo penetrar no mais fundo de seus corações. Sentirem e refletirem semelhantemente como fora Israel no evento no Sinai. Nesse ponto, digo que nossa bussula deixou de apontar para o norte; e cabe a nós a reforma, de modo que para lá volte o ponteiro a direcionar.

O Decálogo, as leis universais do amor de Deus, foram proferidas na ocasião. Dez preceitos breves, compreensivos, e dotados de autoridade, abrandem os deveres do homem para com Deus e seus semelhantes; e todos baseados no grande princípio fundamental do amor. "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo". (Luc. 10:27; Deut. 6:4 e 5; Lev. 19:18). Tais principios, os Dez Mandementos são aplicados desde os maiores até os pormenores, a todas circunstancias e condições existentes ao homem.

Então é soado o primeiro mandamento:

"Não terás outros deuses diante de Mim."

"Jeová, o Ser eterno, existente por Si mesmo, incriado, sendo o originador e mantenedor de todas as coisas, é o único que tem direito a reverência e culto supremos. Proíbe-se ao homem conferir a qualquer outro objeto o primeiro lugar nas suas afeições ou serviço. O que quer que acariciemos que tenda a diminuir nosso amor para com Deus, ou se incompatibilize com o culto a Ele devido, disso fazemos um deus." (p. 305)
O segundo:
"Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem embaixo na Terra, nem nas águas debaixo da Terra. Não se encurvarás a elas nem as servirás."

"O segundo mandamento proíbe o culto ao verdadeiro Deus por meio de imagens ou semelhanças. Muitas nações gentílicas pretendiam que suas imagens eram meras figuras ou símbolos pelos quais adoravam a Divindade; mas Deus declarou que tal culto é pecado. A tentativa de representar o Eterno por meio de objetos materiais, rebaixaria a concepção do homem acerca de Deus. A mente, desviada da perfeição infinita de Jeová, seria atraída para a criatura em vez de o ser para o Criador. E, rebaixando-se suas concepções acerca de Deus, semelhantemente degradar-se-ia o homem." (306)

Tal mandamento serve de repreensão não só para aqueles que costumam adorar imagens, estátuas. Mas também quando ao uso de "imagens representativas" de Deus. Como é comum ver no próprio meio cristão educacional, usando imagens ilustrativas com fins didáticas. Portanto a colocação é bem clara: "A tentativa de representar o Eterno por meio de objetos materiais, rebaixaria a concepção do homem acerca de Deus." POis pense bem, a própria Biblia coloca como "os olhos sendo as entradas da alma." Que concepções e limitações estão entrando em nossa alma através de tais imagens? Aliás, basta observar que nem mesmo Deus mostrou a sua face ao povo de Israel ali no Sinai, pois certamente seriam fulminados por Sua glória. Uma boa analogia para a situação é quanto a pornografia. Antes da industria pornográfica (dos filmes, revistas...) havia-se um respeito muito maior pelo corpo do próximo, especialmente das mulheres, até mesmo um temor a ver tais em trages menores e coisas do tipo. Mas então passou-se a publicar tais imagens de tal modo, que atualmente, perdeu-se na maior parte todo esse respeito e temor. E quanto a Deus então, que não só uma imagem representativa é divulgada, mas também tratando-se uma imagem totalmente expeculativa e irreal; certamente é um dos fatores que levam as pessoas a "estipular" uma imagem de Deus, de modo a "limitá-lo" em suas concepções, o que então, não faz que o respeito e o temor tendam ao infinito, mas a um ponto.

"Eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso." A íntima e sagrada relação de Deus para com Seu povo é representada sob a figura do casamento. Sendo a idolatria o adultério espiritual, é o desprazer de Deus contra a mesma apropriadamente chamado ciúme.

"Visito a maldade dos pais nos filhos, até a terceira e a quarta geração daqueles que Me aborrecem." É inevitável que os filhos sofram as conseqüências das más ações dos pais, mas não são castigados pela culpa deles, a não ser que participem de seus pecados. Dá-se, entretanto, em geral o caso de os filhos andarem nas pegadas de seus pais. Por herança e exemplo os filhos se tornam participantes do pecado do pai. Más tendências, apetites pervertidos e moral vil, assim como enfermidades físicas e degeneração, são transmitidos como um legado de pai a filho, até a terceira e quarta geração. Esta terrível verdade deveria ter uma força solene para restringir os homens de seguirem uma conduta de pecado.

"Faço misericórdia em milhares aos que Me amam e guardam os Meus mandamentos." Proibindo o culto aos falsos deuses, o segundo mandamento envolve a ordem de adorar o verdadeiro Deus. E aos que são fiéis em Seu serviço, promete-se a misericórdia, não meramente à terceira e quarta geração, como é ameaçada a ira contra os que O aborrecem, mas a milhares de gerações." (306)

O terceiro:
"Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão: porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o Seu nome em vão."

"Este mandamento não somente proíbe os falsos juramentos e juras comuns mas veda-nos o uso do nome de Deus de maneira leviana ou descuidada, sem atentar para a sua terrível significação. Pela precipitada menção de Deus na conversação comum, pelos apelos a Ele feitos em assuntos triviais, e pela freqüente e impensada repetição de Seu nome, nós O desonramos. "Santo e tremendo é o Seu nome." Sal. 111:9. Todos devem meditar em Sua majestade, pureza e santidade, para que o coração possa impressionar-se com uma intuição de Seu exaltado caráter; e Seu santo nome deve ser pronunciado com reverência e solenidade" (307)

Um outro fato que demonstra o temor que as pessoas têm perdido de Deus, é quanto ao modo como dEle falam, como pronunciam Seu nome, as situações, o tom etc. Cade o respeito, o termor? Quando muitas vezes é usado como interjeição, ou até mesmo piada? E o mais interessante desse mandamento, é que ele é o único que mostra um juízo especial, uma condenação. "PORQUE O SENHOR, NÃO TERÁ POR INOCENTE O QUE TOMAR O SEU NOME EM VÃO." Que palavras duras! Não há desculpa alguma para falar dEle de modo sem reverencia, sem solenidade, sem temor, sem humildade. E mais, é a frequencia dessa prática, que consequentemente, como um pecado contra o Espirito Santo, resulta-se em perca dos valores espirituais.
O quarto:
"Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou, portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou." Êxo. 20:8-11.

"O sábado não é apresentado como uma nova instituição, mas como havendo sido estabelecido na criação. Deve ser lembrado e observado como a memória da obra do Criador. Apontando para Deus como Aquele que fez os céus e a Terra, distingue o verdadeiro Deus de todos os falsos deuses. Todos os que guardam o sétimo dia, dão a entender por este ato que são adoradores de Jeová. Assim, é o sábado o sinal de submissão a Deus por parte do homem, enquanto houver alguém na Terra para O servir. O quarto mandamento é o único de todos os dez em que se encontra tanto o nome como o título do Legislador. É o único que mostra pela autoridade de quem é dada a lei. Assim contém o selo de Deus, afixado à Sua lei, como prova da autenticidade e vigência da mesma.

Deus deu aos homens seis dias nos quais trabalhar, e exige que seus trabalhos sejam feitos nos seis dias destinados a isso. Atos necessários e misericordiosos são permitidos no sábado; os doentes e sofredores em todo o tempo devem ser tratados; mas o trabalho desnecessário deve ser estritamente evitado. "Se desviares o teu pé do sábado, e de fazer a tua vontade no Meu santo dia, e se chamares ao sábado deleitoso, e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade. ..." Isa. 58:13. Tampouco fica nisto a proibição. "Nem falar as tuas próprias palavras", diz o profeta. Aqueles que no sábado discutem assuntos de negócios ou fazem planos, são considerados por Deus como se estivessem empenhados na própria transação de negócio. Para santificar o sábado não devemos mesmo permitir que nosso espírito se ocupe com coisas de caráter mundano. E o mandamento inclui todos dentro de nossas portas. Os que convivem na casa devem durante as horas sagradas pôr de parte suas ocupações mundanas. Todos devem unir-se a honrar a Deus por meio de um culto voluntário em Seu santo dia."

Muitos que professam guardar o sábado têm sido um tanto hipócritas. Pois, onde estão suas palavras? Sua conversas? Pensamentos? Quantos são os casos no qual se vê que o sábado dura apenas até o fim do culto (meio-dia)? QUais os planos para tal tarde? Ou mesmo em pleno sábado, pensamento já no que se fará em seu término?
O quinto:
"Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na Terra que o Senhor teu Deus te dá."

Aliás, esse mandamento mostra que os dias que vivemos na Terra, são dados por Deus; é o tempo da graça. O mandamento não só nos fala para o nosso respeito e atitudes que devem horar nossos pais. Mas para com todas as nossas atividades, de modo que devem glorificar, honrar esse tempo que é um tempo dado por Deus. E tal mandamento também se aplica para que tenhamos respeito para todas as pessoas para quais deus delevou autoridade; como até mesmo os corruptos politicos.
O sexto:
"Não matarás"

"Todos os atos de injustiça que tendem a abreviar a vida; o espírito de ódio e vingança, ou a condescendência de qualquer paixão que leve a atos ofensivos a outrem, ou nos faça mesmo desejar-lhe mal (pois "qualquer que aborrece seu irmão é homicida"); uma negligência egoísta de cuidar dos necessitados e sofredores; toda a condescendência própria ou desnecessária privação, ou trabalho excessivo com a tendência de prejudicar a saúde - todas estas coisas são, em maior ou menor grau, violação do sexto mandamento."

Outra coisa que esse mandamento aponta é quanto a nossa negligencia para o cuidado da nossa própria saúde, do nosso corpo (templo do Espirito Santo - o que mais tarde passará a ocorrer no Novo Concerto). A neglegencia da luta para com os maus hábitos alimentares, inatividade fisica, entre outros. É uma violação ao mandamento de Deus. Não só estamos destruindo o templo do Espirito, mas matando algo que não pertence a nós, mas a Deus.
O sétimo:
"Não adulterarás." Êxo. 20:14.

"Este mandamento proíbe não somente atos de impureza, mas pensamentos e desejos sensuais, ou qualquer prática com a tendência de os excitar. A pureza é exigida não somente na vida exterior, mas nos intuitos e emoções secretos do coração. Cristo, que ensinou os deveres impostos pela lei de Deus, em seu grande alcance, declarou ser o mau pensamento ou olhar tão verdadeiramente pecado como o é o ato ilícito."

O que falar então de novelas, filmes, imagens, revistas, vestuários, expressões, linguagens etc. que estão infectados ou tendenciosos para o sexualismo, a pornografia, a excitação? Você pode muito bem não estar de olho "na mulher, ou no homem" de ninguem, ou muito menos com certas intenções; mas, pelo seu vestir, pelo modo como se expor, ou meramente falar, andar (como alguns "reboladores"...), estão transgredindo o sétimo mandamento de Deus. E ao mesmo tempo, desenvolvendo tendências em sua alma, e que também afetarão as próximas gerações.
O oitavo:
"Não dirás falso testemunho contra o teu próximo." Êxo. 20:16.

"Aqui se inclui todo o falar que seja falso a respeito de qualquer assunto, toda a tentativa ou intuito de enganar nosso próximo. A intenção de enganar é o que constitui a falsidade. Por um relance de olhos, por um movimento da mão, uma expressão do rosto, pode-se dizer falsidade tão eficazmente como por palavras. Todo o exagero intencional, toda a sugestão ou insinuação calculada a transmitir uma impressão errônea ou desproporcionada, mesmo a declaração de fatos feita de tal maneira que iluda, é falsidade. Este preceito proíbe todo esforço no sentido de prejudicar a reputação de nosso próximo, pela difamação ou suspeitas ruins, pela calúnia ou intrigas. Mesmo a supressão intencional da verdade, pela qual pode resultar o agravo a outrem, é uma violação do nono mandamento."
O décimo:
"Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo." Êxo. 20:17.

"O décimo mandamento fere a própria raiz de todos os pecados, proibindo o desejo egoísta, do qual nasce o ato pecaminoso. Aquele que em obediência à lei de Deus se abstém de condescender mesmo com um desejo pecaminoso daquilo que pertence a outrem, não será culpado de um ato mau para com seus semelhantes."

Como pode ver, o décimo mandamento é o total contraste da ideologia capitalista. A cobiça, o egoismo, a vaidade, o TER. Costumamos pensar na cobiça, apenas nos aspectos astronomicos, como os ladrões, assaltantes, corruptos. Mas pensa bem, e quando você vê uma pessoa x comendo algo em especial, e você fica com água na boca, e começa a desejar aquilo? Ou quando alguem vai até o palanque, ou a frente, recebe honras ou reconhecimento especial e você não... e lhe nasce um desejo de estar no lugar dela. Ou quando você "fura fila" nada mais tomando posso de uma colocação de ordem na qual pertencia por direito a outra. Ou mesmo quanto a carros, curriculo, dinheiro... quando se perde o espirito de humildade, de que você é um simples servo do Senhor, e começa a desejar coisas, achando que merece um pouco mais, já começa a transgressão. Jesus foi explicito para falar desse principio ao dizer "Contanto que tenhais com que comer e vestir, estejais contentes." Até mesmo quando estamos numa situação mais dificil, como a de Jó, e tudo vai mal, se não estarmos satisfeitos, com o pensamento "Estou muito melhor do que merecia"; e começar a reclamar da situação; e onde quer que estejamos não estar contentes, transgridesse o mandamento. Veja o exemplo do apóstolo, preso injustamente e nú nas mamorras frias, e ao invés de reclamar, resmungar, estava cantando hinos de louvores e gratidão a Deus...

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"Tais foram os sagrados preceitos do Decálogo, proferidos entre trovões e chamas, e com maravilhosa manifestação de poder e majestade do grande Legislador. Deus acompanhou a proclamação de Sua lei com mostras de Seu poder e glória, para que Seu povo nunca se esquecesse daquela cena, e tivesse a impressão de uma profunda veneração pelo Autor da lei, o Criador do Céu e da Terra. Desejava mostrar também a todos os homens a santidade, a importância e a permanência de Sua lei.

O povo de Israel estava dominado pelo pavor. O terrível poder da fala de Deus parecia tal que o não poderiam suportar seus trêmulos corações. Pois, ao ser apresentada diante deles a grande regra de justiça de Deus, compenetraram-se, como nunca antes, do caráter ofensivo do pecado, e de sua própria culpabilidade à vista de um Deus santo. Recuaram da montanha com medo e espanto. A multidão clamou a Moisés: "Fala tu conosco, e ouviremos; e não fale Deus conosco, para que não morramos." Êxo. 20:19-21. O líder respondeu: "Não temais, que Deus veio para provar-vos, e para que o Seu temor esteja diante de vós, para que não pequeis." O povo, entretanto, permaneceu à distância, olhando com terror a cena, enquanto Moisés "se chegou à escuridade onde Deus estava".

A mente do povo, cega e aviltada pela escravidão ao paganismo, não estava preparada para apreciar completamente os princípios de grande alcance dos dez preceitos de Deus. Para que pudessem os deveres expressos no Decálogo ser entendidos e impostos mais plenamente, deram-se preceitos adicionais, ilustrando os princípios dos Dez Mandamentos e dando-lhes aplicação. Estas leis foram chamadas juízos, tanto porque eram organizadas com sabedoria e eqüidade infinitas, como porque deveriam os magistrados julgar de acordo com elas. Dessemelhantemente aos Dez Mandamentos, foram transmitidas particularmente a Moisés, que as deveria comunicar ao povo."

Se tiver maior interesse, recomendo que leia da pág. 310 em diante do capitlo, que fala quanto aos juizos transmitidos por Moisés.

...

Como pode ver, estes são os 10 mandamentos um pouco mais desenvolvidos e abrengentes. Todos eles foram instituidos por Deus, ao Seu povo, de modo a ser exemplo ao mundo e a todas as gerações. Deus quer que seu povo abandone todas as baixas normas, influencia de idolatria, e buscar atingir as mais altas, os mais elevados patamares de perfeição, de observância de Seus Mandamentos. "Ser-Me-eis homens santos" (Exo. 22:31). Eis a vontade de Deus para conosco.

Quanto mais se estuda, reflete, aprofunda-se na Lei, mais se o homem percebe seus falhas, seus pecados, sua condição pecaminosa, sua necessidade não só do perdão de Deus, mas do Seu poder transformador. Por isso temos que buscar a Deus com todo nosso coração, nossas forças, empenho... estar transformados no sangue de Jesus, tão elevados nos principios de Deus, de modo que estejamos acima da Lei. Buscar a santidade, a consagração, a humildade, o temor, e todas as graças celestes. Não venhamos a buscar as baixas normas desse mundo corrompido no pecado, mas nas normas de Deus.

Observe a magnitude do evento do Sinai. Quando Deus se aprensentou como nuvem ao povo. Imagine, Ele poderia ter falado sobre tudo qualquer assunto, instruito há diversas coisas. Derramado diversos dons, poderes, feito diversos milagres. Mas não, Ele apresentou aquilo que é de suma importância, a Sua Lei, a essência, os principios de Sua sabedoria; o Seu caráter e vontade para com as pessoas expressos em 10 Mandamentos. A base 10, a mais utilizada pela matemática na Histórica. Basta olhar para as nossas mãos, ali estão marcadas os mandamentos de Deus: Duas tábuas, duas palmas (ou duas mãos), 10 mandamentos, 10 dedos.

Já pensara: Por que 2 tábuas? Por que não 3, ou 10, ou 1? Por que 10 mandamentos, por que não o resumo em 2?

Sempre que olhar para suas mãos, para uma montanha, para uma poderoza nuvem, trovões. Lembre-se de quem é Deus, e dos principios que devem reger nossa vida deixados por Ele no monte Sinai.

A Bíblia apresenta 4 momentos da história de maior importância, magnitude, glória, e mais impressionantes, onde Deus manifesta-se, falando. O primeiro: Na Criação; e ali, Ele falou, e tudo se fez. O segundo, no Sinai, Ele falou, apresentando os 10 Mandamentos. No Calvário, o sacrifio por todos os pecados fora cumprido, e a voz de Deus como trovão ecou, e rachou a terra ao meio, inclusive partindo o templo. E o quarto, o último, ainda por vir, é a volta da Jesus. Quatros eventos, intimamentos ligados de modo inseparáveis. Os de maiores importância, de maior enfase, onde todos os tesouros da Redenção estão escondidos para humanidade. Nos quais mais devemos estudar, contemplar, estudar:
- A Criação
- O Sinai
- O Calvário
- A Volta de Jesus