07 junho 2010

Consumo, Um Vazio ao Cubo

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Em 24 horas pude vivenciar um contraste astronomico. No feriado de 3/junho participei de uma trilha na Serra do Mar e no dia seguinte fiz compras no Shopping. – Que contraste!

Na praça de alimentação do Shopping comecei a reparar o ambiente, com centenas, talvez milhares de pessoas, correndo, e fazendo muito barulho. Se abrisse os ouvidos para prestar atenção nos sons ambientes, ficaria estressado, com dor de cabeça e severamente incomodado. Já na Serra do Mar, não estava cercado por milhares de pessoas, mas uma quantidade ainda maior de árvores e plantas que de algum modo tornava a contemplação do ambiente aconchegante. O que dizer então do som? Uma mistura de uma serena quietude, ao som de fundo, calmo de um rio e uma cachoeira, e que em alguns momentos era enriquecido pelo cantar dos pássaros. Ali na Serra do Mar, poderia tranquilamente amarrar uma rede entre duas arvores e passar horas contemplando aquilo, já no Shopping, não diria o mesmo.

Ainda na praça pude reparar na expressão de muitas pessoas enquanto comiam. E em geral, não se via nenhuma expressão de satisfação com aquilo que comia, apesar de ter visto isso em duas crianças ao morder o MacLancheFeliz. Eram comum ver pessoas usando condimentos além do que já havia, tomando alguma bebida junto; um casal, não socegou enquanto não compraram um shop. Ao mesmo tempo, que muitas pessoas pareciam estar em dúvida se realmente deveriam ter comido aquilo. E mesmo após a refeição, se via as pessoas sentadas de algum modo apreensivas, talvez com indigestão; mas não se via o animo e a gratidão por tal refeição. Na verdade, era uma paisagem de horrores de guerra a praça de alimentação.

Já na trilha que diferença. Além de poder beber da cristalina água direto do manancial, que revigora o corpo no primeiro gole, e que realmente da gosto de beber. Após 3 horas de caminhada paramos de vista para uma bela cachoeira para uma refeição. E não só o ambiente, mas a atividade física em si, proporcionou um enorme prazer e satisfação ao comer simples alimentos, alguns amassados, levados de casa; e nem foi preciso comer tanto para se sentir plenamente satisfeito. E o mesmo podia ver nos olhos daqueles que me acompanhavam.

No Shopping, praticamente todos estavam “bem vestidos”, isto é, com roupas aparentemente novas e pouco desbotadas. Mas que ao mesmo tempo, intocáveis, de modo algum se interagiam com o ambiente e as coisas, de modo que pudesse sujar a roupa, ou desfazer o penteado, ou mesmo suar a camisa. Assim, pareciam um monte de robôs perambulando pelas vitrines e lojas, tão próximos, mas ao mesmo tempo, tão individualizados que pareciam intocáveis e de algum modo solitários. Na trilha, a história era outra, todos com roupas simples, velhas, mas confortáveis. Não se importavam de interagir com o ambiente. Alias, muitos ficamos sujos de lama. Ora se sentava na lama e em pedras, ora interagia com galhos, plantas e flores, na maioria das vezes, molhadas. Vazia-se todos os movimentos possíveis até mesmo se arrastando. Todos suavam, todos fediam, mas de algum modo, isso não importava, não incomodava ninguém. Havia toque, não éramos isolados, mas um só com a natureza e o próximo. O que dizer então das vestes das plantas, arvores, rochas e dos pássaros?

No Shopping um sentimento de ambição, vaidade e poder sempre pareava no ar. Esse era o cheiro do consumo, e das pessoas pegando e avaliando roupas e coisas, tentando responder a pergunta: “Se eu comprar isso, me fará melhor, mais feliz?” Se a resposta era “não”, então descartavam, e iam para o próximo objeto; até que houvesse algum “sim”, e então, no caixa, mostravam seu poder de adquirir-se ‘felicidade’, com seus cartões de crédito. [O que dizer dos infelizes, que diziam “Sim”, mas o bolso, “Não”?] Eu mesmo passei por isso. É uma mistura de infelicidade e esperança ao escolher e experimentar peças de roupa. Por mais que tentasse seguir o ideal de Sêneca de se vestir de modo a ser uma benção para os outros, demonstrando a simplicidade, o contentamento, a falta de ambição e vaidade, mas ao mesmo tempo, mostrando a elegância digna de todos os homens e da sabedoria; ora eu me via em algum pensamento vaidoso, se aquilo me caiu bem; ora quase como se precisasse comprar aquilo para de algum modo sentir melhor. Até gastei mais do que pretendia, porque não bastava uma camisa, uma calça, era necessário uma para o trabalho, uma para igreja, uma para o casual. - Quanta vaidade!

Talvez seja o mais infeliz dos consumidores, ou o único que se sente mal ao se consumir coisas desnecessariamente [que muitos diriam necessário]. Mas enquanto saia de uma loja, um pensamento passou em minha mente: “Por que para cada peça de roupa que eu compre, eu não compre 2 para um pobre necessitado? Aliás, está tão frio.” Mas logo isso foi rejeitado quando pensei em meu orçamento. Porém, e se um garoto me abortasse e dissesse: “Tio quanta roupa você comprou. Me dá uma?” – Oh! Egoísmo, onde eu te fuzilo?!


Já na trilha não havia tais pensamentos. As roupas eram realmente roupas. Apenas reparávamos se tais roupas eram confortáveis, nos mantinham bem aquecidos e nos protegiam dos arranhões. Me sentia um afortunado, pela minha calça de mais de 5 anos secar rapidamente após molhar. E quantas peças de roupas? O mínimo possível, apenas o suficiente, caso contrário, até mesmo se tornaria um fardo na mochila e em nossos ombros.

Ali dentro do mato, como é simples. É tão pouco o que precisamos. Ë sempre suave, é paz, é satisfeito, é tranqüilo. Até o ar parece nos inspirar vida e energia. Já na cidade, tudo gira em uma utopia, nunca é o suficiente, nunca é satisfatório; e muito se faz para consumir, e viver, num lugar onde o ar, realmente, apenas nos inspira um pouco de morte.

Lá nossas pernas nos locomoveram por mais de 20 km. Aqui, que sirvam apenas para desembarcar do transporte e caminhar pelo Shopping, tão plano e liso, que as pernas nem parecem necessárias.

Acho que nos Shoppings, vemos a essência de uma vida urbana capitalista. Acho que vejo muitas das essências de um ser humano pós-moderno.

Que deprimente.

Por outro lado, como isso alimenta na alma a esperança de uma vida retirada. A qual, se não ocorrer aqui, neste mundo; virá no por vir, na casa que Jesus preparou.

31 maio 2010

Mais um ano para a coleção

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A partir de hoje posso acrescentar mais uma frase ao meu estoque: "Há 24 anos, eu...", bem, na possibilidade do tempo agora é possível, contudo, seria uma mentira; pois acho que minha memória mais antiga é de quando eu devia ter uns 6 anos.

Mas é intrigante, foi um aniversário de certo modo único. Pois acho que eu não avisei ninguém, só meus familiares mais próximos fizeram questão de lembrar desde ontem. E hoje ainda contei com a sorte do Orkut ter esquecido meu aniversário, o que fez com que não tivesse trocentos mil scraps com a palavra "Parabens", como nos outros anos. Ah, o pessoal do trabalho também lembrou, porque lá tem um quadro de aniversariantes do mês... Mas até onde vai a relevância disso?

Bem, sou atipico com aniversários. Detesto tal dia, pois de certa forma minha mente acaba querendo focar o eu. E aí se eu for ficar pensando em mim, olhando para mim etc... ixi. vai dar merda, ou algum tipo de depressão. Acho que por fim, acaba criando alguma expectativa, desejo, de autosatisfação, de receber alguma atenção, foco... e se não correspondido, acaba criando uma ansiedade, que na sua ausência não ocorreria.

Mas aproveitando esse dia, deixar isso para o lado, até mesmo as reflexões... porque tenho muito trabalho para fazer. E parabens a todos que não fazem aniversário hoje. Pois não fazem desse dia especial, assim sendo, não fazem dos demais dias menos especiais. Vamos lá, que a Fortuna não está preocupada com meu calendário.

Porém, aproveitando, todo aniversário é uma ótima oportunidade de se refletir nesse texto:
Uma Carta de Aniversário

15 maio 2010

Um Dia de Impacto

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"É necessário que Ele cresça e eu diminua." - João 3:30


Milhões de pessoas na América do Sul deve ter visto hoje uma forte mobilização da Igreja Adventista do Sétimo Dia na entrega de algumas revestinhas, que ao todo seriam mais de 10 milhões. Bem, a minha igreja entregou 16mil na região central de Santo André pela manhã. Eu e alguns amigos (
Elcio: sax soprano
Hugo e Renato: sax alto
Elton: trombone
Robert: flauta
Patrizia: violino
) fomos até o calçadão da Oliveira Lima, super movimentado pelo intenso comércio no sábado.O interessante foram algumas pessoas ficarem ao redor vendo, outras ficavam mais de longe, mas todos que passavam olhavam, e rapidamente todos foram distribuídos, na verdade, até faltaram. E eu não vi nenhum no chão, nenhum que foi jogado fora.

Não sei quais serão os frutos desse trabalho, eu tendo a ser pessimista e não esperar muita coisa. Mas, de ultima hora meus planos para a tarde mudou. Ao invés de ir para casa, fui para o Parque Central em Santo André, onde algumas familias da igreja se reuniram para fazer um piquinique (um almoço), e ali passei uma deliciosa tarde em meio aquele paisagismo e ambiente que tende ao bucólico. E em meio a tantas reflexões de algumas coisas surpreendentes que ocorreram no dia que me deixaram super feliz... aliás, hoje, pude perceber que uma amiga me perdoou de uma besteira que fiz. - [Caro leitor, você não imagina o que isso significa para mim, ainda mais nesse caso especial.] - O triste é ver como passa tão rápido esses instantes, de modo que muitos amigos, apenas verei semana que vem.


E mais próximo ao pôr-do-sol, quando parei para estudar a Bíblia, no estudo do livro de João que estou fazendo, após um longo estudo de Isaías (foram uns 4 meses). Hoje me deparei com uma mensagem de João extraordinária:

"É necessário que ele [Jesus] cresça e que eu diminua. ... Aquele que o aceita confirma que Deus é verdadeiro."  João 3:30;33

E diante disso fiquei pensando muito. Quanto a mim mesmo. Será que o Evandro está diminuindo e Cristo crescendo? Quando olham para mim, falam comigo... qual é a impressão que eles tem: Evandro ou Jesus? Pois se for o Evandro, oh! lastima! O que tenho a oferecer? O que tenho de atrativo? O que posso fazer? E isso me fez questionar um pouco esse grande evento de hoje. O que será que estavam vendo as pessoas: "Um bando de cristãos distribuindo folhetos bonitinhos.", "A Igreja Adventista.", "O Sábado Sagrado." ou Cristo? Pois se não for Cristo, uma série de questionamentos me vêm em mente. Será que vale a pena? Não será que estamos desfocando da pessoa de Jesus?

Talvez tenha havido sempre um foco antropocentrico, isto é, no humano, na pessoa, no ser, aliás, até mesmo em instituições, na pessoa juridica. Mas João disse que deve ser exatamente o contrário. Creio até mesmo que na música está havendo muito mais uma experiência pessoal, que faz crescer a imagem do músico, ao invés de "diminuí-la" e fazer crescer a de "Jesus". Ninguém disse isso, mas acho que um pensamento muito comum hoje é o de considerar que "nenhum lado deve diminuir, mas ambos crescer." Ou seja, não é preciso diminuir a imagem do homem para crescer a de Cristo; mas que as duas devem crescer. Talvez, nisso podemos aprender e encontrar raízes dos atuais problemas laodiceianos do cristianismo.


Fica aí algo para pensarmos esta semana.

10 maio 2010

07 maio 2010

06 maio 2010

Problema está no conjunto de indivudos do conjunto e não no conjunto

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Sejamos sinceros:
- As pessoas estão contaminadas pelo consumismo; (logo há as várias causas que levaram a isso)
- O mundo não está somente insustentável, mas as prévias de um colapso (isso me faz pensar nos anjos que conteriam);
- A sociedade e economia estam a prévia de colapso (basta um forte estopim), ao mesmo tempo, dependentes do consumo que agrava a situação;
- A educação está uma bagunça;
- O que move a sociedade hoje é a ambição por dinheiro, status, ou algum tipo de neura de sobrevivência, e prazer.

É extremamente tentador dar-se ao pessimismo. Assim como, cada vez mais dificil manter uma serenidade estóica. De certo modo o mundo se torna intragável. Isso sim me parece um cumprimento das profecias biblicas. Na carta de Timóteo temas aquela profecia que as pessoas (professas cristãs) seriam como abaixo (II Tim cap. 3). De fato, em todos os tempos houveram pessoas assim, e é o que marcou a sociedade. Mas está profecia, está para descrever os "crentes". É como se dissesse: "Os que se dizem cristãos seriam assim...". E hoje tudo isso se mesclou numa cultura moderna, e está cultura está inserida na igreja.

- Amantes de si mesmos;
Isto significa até mesmo estar na igreja por amor a si ao invés dos outros. Viver por amar a própria vida ao invés de por amar o próximo. Preocupados na própria satisfação, nessa que seja meramente o convivio social ou a distração com palestras, sermões, shows, música. (além da vaidade que é inserida)
- avarentos;
Pessoas ecentricas preocupadas com o próprio nariz, nem aí para o outro, não ajudam com nada, não dispõe de seus recursos, não produzem nada, não dão satisfação de nada. É o mundo dele, é a vida dele, é a religião "pessoal" dele e o resto que se dane e que ninguem venha se intrometer. E quantas vezes já não ouvimos frases e idéias semelhantes: "Cuide da sua vida, que eu cuido da minha.", "Problema é meu.", "Não ponha o nariz onde não é chamado."...?
- presunçosos;
Pessoas que se permanecem céticas, ou que se bitolam numa idéia até que se prove o contrário, e que ficam mais se baseando naquilo que lhe convém. Aliás, quantos não agem assim para com as Leis de Saúde, para com os dízimos e ofertas, em confiar ou mesmo perdoar outras pessoas?
- soberbos;
Pessoas orgulhosas, pessoas que se acham, pessoas que não buscam a humildade, seja nos hábitos, seja na aparência, seja nas intenções. Preocupadas em ganhar dinheiro, com o seu 'desenvolvimento pessoal'; muitas vezes se tornando arrogantes, se achando superiords aos outros. Em geral desprezam o outro... Aliás, principalmente no que se diz sobre status, é dificil ouvir um doutor em engenharia dando ouvidos a um pedreiro. Aliás, há cultos, há 'unidades da igreja' que são diferentes, com um pastor diferente, focados para grupos de pessoas soberbas diferentes! E por cima ainda dizem que isso é questão de "método" pois o fim é o mesmo! [como se o meio não fosse um fim, ou parte]
- blasfemos;
É mais comum ver respeito para com Deus. Mas ainda muitos falam Seu nome em vão, aliás, repetem e falam do Seu nome indiferentemente. Além de não dar valor para tudo o que for de caráter santo. Um dos grandes exemplos é o corpotamento e o tipo de mentalidade manifestada no templo dedicado para Deus; há quem não contenha as próprias palavras, falam de assuntos frivolos, a conduta é de qualquer jeito, falam de qualquer jeito, se vestem de qualquer jeito, a postura é de qualquer jeito... a presença de Deus e a idéia de estar cultando a Deus é indiferente muitas vezes para com rotinas e coisas do dia-dia.
- desobedientes a pais e mães;
Não preciso dizer nada. E não apenas vale para os adolescentes e jovens, mas até mesmo para as crianças. Aliás, na seta contrária, até mesmo se vê muitos país considerando a igreja como algum tipo de creche. Para se livrarem temporariamente dos seus filhos, deixando-os em 'boas mãos'.
- ingratos;
Quando muito, a gratidão não passa de meras palavras de agredecimento que no dia seguinte já não importa. Aliás, o mais dificil de se ver é gratidão, e mesmo pelas coisas mais simples; há uma certa tendência das pessoas negarem algo, mesmo se quando querem agradecer.
- profanos;
Pessoas que violam ou tratam com irreverência coisas sagradas, como a saúde, a família, o matrimônio, o relacionamento com o próximo, o namoro, o casamento, o sexo, o templo, a Palavra de Deus etc. Ou então que mancham tais coisas, borrando um pouco a imagem de tais e que não se importam de deixar limpo e brilhando. E até mesmo injuriando tais coisas, ofendendo, fazendo piadas daquilo que é santo, é da vontade de Deus. Aliás, hoje virou moda pregadores e pastores ficarem fazendo piadas, como um método de domínio, de controle, de imposição... coisas quais até mesmo filósofos gregos já repreendiam de um discurso. Onde na Bíblia vemos uma piadinha quando se está pregando a Palavra de Deus? E ainda há quem diga: "Esse pregador não tem graça..." E muitas vezes, medindo tais pelos risos que provocam. Talvez devessem ser apresentadores de programas de piadas.
- Sem afeto natural;
Essa pesa! É o que digo quando praticamente morreram os relacionamentos afetivos educativos. E pergunto: "Por que as pessoas simplesmente não se irmanam?" E uma característica marcante hoje é o "não afeto", quanto pior ainda, o natural. Aliás, o problema logistico também faz crescer isso, com igrejas com um número cada vez maior de membros, impondo isolamentos, grupos, panelas e até mesmo exclusão.
- Irreconciliáveis;
Olhe quantos cristãos que não perdoam, que guardam mágoas, receios. Há um ancião que certa vez pregando: "A pessoa erra com voce 1, 2, 3 vezes. Você perdoa, mas depois disso, você pode até perdoar, mas já não confia mais nela. Porque cristão não é ser bobo." - Veja isso!!! Aliás, esse é o pensamento que muitos pais cristãos estão passando para os seus filhos. E pior ainda, depois, acabam tendo a idéia que Deus haje do mesmo jeito com as pessoas. Quando na verdade, para Deus, é passado, aliás, é como se esse erro no passado nunca tivesse acontecido. E mesmo a pessoa tendo que sofrer a consequencia, Deus vai estar junto, sofrendo junto, partilhando, compartilhando, dando forças para suportar e superar. Estamos criando uma cultura de mágoas, de não-perdão de irreconciliação, de desconfiança, de uma postura fechada; o que faz as pessoas cada vez menos se importar com os outros, mas importarem com o próprio nariz.
- Caluniadores;
Já estou cansado de ouvir pessoas que ficam fazendo calunias, nem que seja na declaração do Imposto de Renda; não pagando impostos; usando bens de Deus para o próproi mal bem. Aliás, um dos grandes problemas é que antes a Igreja Romana era cheia de luxo para o clero; e isso vem ocorrendo aos protestantes hoje, o seu clero, lideres, pastores, cheio de luxo, aluguel pago, gastos com transporte, hospedaria, hotéis de luxo, entre vários outros... e totalmente longe de uma idéia mais comunista (a la Atos 2) de suprir as necessidades e carências dos demais membros.
- Incontinentes;
Também está cheio de pessoas que não se contem, ou melhor, sem autocontrole, cheio de paixões e vicios. Sem moderação. Não moderam nas palavras, não moderam nos atos (e ainda tentam desuclpar o pecado como sendo "personalidade genética imutável" ="Nasci assim e vou morrer assim. Não reclame. Não vou mudar. Então não enche!"). Além disso, pessoas que não observam e não obedecem com autocontrole a ordem, seja em cerimonias, seja num culto, seja na postura, seja até mesmo no ensaio do coral, ou num momento de cantar entre outros... é praticamente um escravo da sua carne e natureza pecaminosa.
- Cruéis;
Outro dia, ouvi de uma 'amiga', 'cristã', dizendo que eu tive sorte dela não ser vingativa comigo, pois eu não faço idéia de como ela é cruel. Contudo, diante da psicologia critica, destaco que alguns dos maiores atos de crueldade é não dar valor, importância para o próximo; não é considerá-lo com dignidade; com justiça; considerar alguem digno de ser chamado pelo seu verdadeiro nome (pense nos apelidos). Sobretudo, quando olhamos sem esperança para alguem, condenando-as. Como certos 'professores' que falam para um aluno: "Você nunca será nada na vida. No máximo um lixeiro ou vendedor ambulante."  E quantos não são os que olham assim para os mais desinformados, de menor grau de escolaridade, mais pobres, necessitados...?
- Sem amor para com os bons;
É mais comum se ver atitude de critica ou de certo desprezo para com os bons.Alguns até colocam apelidos com um significado ofensivo: "Olha o santinho."
- Traidores;
Sobretudo no de trair a confiança dos outros. Dão pé atrás. Na hora H não cumprem, desaparecem. Larguar o cargo. Sem compromisso. Falam pelas costas. Abandonam, somem no meio do caminho, faltam quando não deviam. Sobretudo, traem Cristo. Até mesmo traem sua familia, amigos, esposa. Traem a si mesmos.
- Obstinados;
Há muita gente não só obstinadas na vaidade, no pecado, nas coisas erradas. Há um outro tipo de obstinação forte hoje que é a busca por coisas terrenas. Sobretudo titulos e dinheiro. Há amigos meus, sem necessidade, são obstinados a se tornarem médicos, ou outros objetivos não exatamente definidos e analisados. Empregando muito dinheiro, tempo, energia para tais coisas, muitas vezes se estressando, deixando de ter uma vida mais tranquila, e ocupar tal tempo com outras coisas, como a igreja, a familia, os amigos. Fora aqueles obstinados a ter tal coisa, ou em namorar tal pessoa. Alguns obstinados pela beleza até vão para uma mesa cirurgica. Outros gastam 10, 20 mil reais, apenas para saber a sensação de estar em outro continente. Passando por cima de muitas outras coisas de suprema importância, como a igreja, ajudar os pobres e necessitados, estudar a Palavra de Deus. Por fim, estão obstinados com as coisas terrenas, com este mundo. Enquanto isso, o Filho de Deus foi um simples carpinteiro que muitas vezes não tinha onde repousar ou cair morto; e que sua única obstinação era ajudar os pobres, necessitados, quebrantados de coração, restaurar o Reino de Deus, pregar a Palavra de Deus e salvar o pecador arrependido. Porém, somos ensinados o contrário desde criança; menos a sermos como Jesus.
- Orgulhosos;
Nem comento.
- Mais amigos dos deleites do que amigos de Deus;
- Vamos no show?
- Vamos.
- Vamos na praia?
- Vamos.
- Vamos na pizzaria?
- Vamos.
- Vamos ver o filme x?
- Vamos.
- Vamos viajar?
- Vamos.
...
- Vamos orar?
- "Hum" ok.
- Vamos estudar a Bíblia?
- Ah, deixe-me ver. Tem que marcar um dia. Acho que tenho tempo no sábado.
- Vamos cultuar e venerar a Deus (e sem música, teatrinho...)?
- Hum, acho que dessa vez não dá. Mas pode ficar tranquilo que vou na igreja toda semana.
- Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela.
Não são poucos os que não acreditam na eficácia do perdão, da benevolência, da solidariedade... Mas que apostam no "Big Stick", no castigo, nos processos, na denúncia, na briga, na discussão, no bater boca, na intimação, na cadeia, na sensura... e ainda dizem: "Nunca será como antes." - Nesse ponto, acho que Gandhi foi um dos mais cristãos, esse sim acreditou no poder da piedade, e conseguiu a independência do pais, sem nenhum ato ofensivo; diferente dos nossos exemplares "Norte-Americanos PROSTESTANTES", com a idéia de que a justiça e o bem é feito através de "super-heróis" fortes, brigões, violentos e armados até os dentes, mais poderosos que os vilões. Paz e liberdade para tais é sinonimo de potencial bélico. E a piedade? Deus diz para perdoarmos uns aos outros se dejarmos ser perdoados por Deus. - Quão hipócritas são muitos dos que professam perdão!

O rescem livro "A Neutralização do Adventismo" do Pr. George Knight, não o li, mas pelo que me disseram, focam que a igreja perdeu sua relevância, mas apontando principalmente por perder o foco da mensagem. Contudo, eu considero isso como sendo parte da cusa e consequencia. A maior causa ao meu ver, está ai em Timóteo. O questionamento creio que é mais para "São os adventistas adentistas?" Creio que a crise está não nas obras, mas porque ao invés de ovelhas pregando são lobos e isso gera um ciclo vicioso. De modo tal, que alguns consideram o adventismo como um conjunto ideal platônico formado pela "instituição-idealis + biblioteca do que se professa conhecer acreditar ser verdade", e não como um significado pessoal do indivuo da pessoa que incorpora essas coisas (as pessoas são meros números que sustem o sistema).

Lembro da aula de filosofia, sobre Ryle, ao observar uma imagem a qual se pode ver 2 figuras (1 cálice ou 2 rostos de perfil). Por mais que algumas pessoas se esforcem, acreditem que há as duas figuras e aceita isso, não consegue ver mais do que uma. Porque ainda não houve uma construção de significados e associações em sua mente que lhe permite realmente "ver" aquilo. Por mais que chore. Do mesmo modo, as pessoas acreditam nesse pensamento platonico de Adventismo e de mensagem adventista, mas simplesmente não o vêem, por mais que se esforcem e queiram, podem até chorar; mas não foi construido tal significado em sua mente que lhe capacita a de fato vivenciar a experiência de ver aquilo.
Por esse e outros n motivos. Apenas creio que um milagre divino pode reacender Laodicéia e por fim, concluir os eventos finais. Aliás, uma mudança de postura dos adventistas e de seus lideres, já ocnsideraria tal milagre. E assim, essa merda de mundo devastação da Lei de Deus passar de uma vez por todos, e viveremos (ou ser destruido logo de uma vez por todas) numa nova Terra, com uma sociedade e ambiente restaurado a imagem de Deus. Pois de resto, tudo parece demagogia que não leva a lugar algum (levar, leva, mas não onde queremos chegar).

28 abril 2010

Sêneca - Final do Livro

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Foram 2 maravilhosos meses de leitura do livro "Sêneca- As relações humanas: a amizade, os livros, a filosofia, o sábio e a atitude perante a morte"; o qual é composto de algumas das cartas de Sêneca para Lucílio.

Após ler tais obras, eu diria que a leitura de Sêneca seria  quase que um complemento a Bíblia necessário para qualquer um que busca compreender a significância do autêntico cristianismo; porém, o mais interessante de tudo é que Sêneca nunca foi cristão, nem o conheceu o cristianismo, tampouco lidou com a cultura e filosofia judáica; mas veio de uma origem da filósofos estóicos.

Por fim, há um monte de coisas que gostaria de poder compartilhar de tal filosofia; e deixo aqui o último capítulo, ou última carta deste livro - Carta CXXIII; a qual de certa forma é uma grande repreensão aos modismos, seguir a maioria, consumismo, e meros prazeres... pois tais conduzem a corrupção da alma [uma leitura bem vinda numa época dominada pelo capitalismo]. A qual, por motivos de preguiça plena, ao invés de redigi-la scaniei. Clique nas imagens abaixo para vizualizá-las.




E, também, gostaria de compartilhar um comentário que há no livro sobre o autor:

"[...] Mas não é o austero professor de filosofia que fala nas cartas, tampouco o retórico. A filosofia para ele tem uma finalidade inconfundível. Ela forma a alma, a afeiçoa, regra a vida, guia as ações, mostra o que se deve fazer ou evitar. Não se trata de dar à contemplação belas frases, mas sim de propiciar a busca do Bem. Procura-se conduzir uma alma de qualidade à sabedoria, a discernir os verdadeiros valores, a viver segundo a Razão, a guiá-la para a contemplação da Natureza, portanto do Divino. O verdadeiro conhecimento é aquele que permite descobrir a Natureza e vivver em harmonia com ela. Sobretudo, ele nos liberta do medo da morte. É missão do filósofo levar o homem a superar essa angústia.



Desse modo, para formar o seu discípulo, Sêneca parte do mais concreto. Recorre a eventos que tanto o remetente quanto o seu destinatário presenciam e vivem todos os dias, para, só então e a partir desses eventos concretos, desenvolver reflexões sobre a natureza deles. Meditações aprofundadas sobre a morte, sobre a amizade, sobre a filosofia, são na seqüência encaminhadas a seu destinatário. O professor-amigo é uma chama viva, sempre à procura, dando de si ao outro para dar-se a si mesmo."


Agora é seguir com o próximo da lista. Por enquanto, "Da Tranquilidade da Vida", também de Sêneca.

26 abril 2010

O Poder do Perdão

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"Tomem cuidado.Se o seu irmão pecar, repreenda-o e, se ele se arrepender, perdoe-lhe. Se pecar contra você sete vezes no dia, e sete vezes voltar a você e disser: Estou arrependido, perdoe-lhe."
Lucas 16:3 - 4

Nos últimos dias, minha mente pensou muito no perdão, principalmente pelo contexto qual estou passando; alias, qual - coincidencia? - foi parte do tema do sermão do Pr. Ronaldo Arco da UCB, neste sábado, no Dia Mundial dos Desbravadores. Mas sabe, esse tema - perdão - me lembrou muito das aulas de psicologia na faculdade.

Um dos pensamentos que mais insistia era: "Se todos fossem ensinados a amar e perdoar desde criança, era o fim dos psicólogos." Por quê? Porque a grande maioria dos problemas que se manifestam na verdade são transtornos e traumas do passado não superados (e os mais intensos, normalmente são atribuidos a infância). Claro, segundo Freud tudo era um trauma sexual de infância; mas hoje - ainda bem - a coisa é muito mais desenvolvida.

A vida é cheia de traumas e transtornos, alguns são nós que fazemos, outros são outros. Mas por que dói tanto? E o interessante, é que quanto mais intimo, mais dói. Há homens na história que suportaram a tortura mais cruel, mas que não suportaram a traição de algum ente muito querido, ou a sua própria culpa e se cuicidaram por fim. Se alguem que você não conhece faz algum mal, você por fim acaba pouco ligando; mas se for seu melhor amigo, ou irmão, ou seu pai, mãe, ou seu filho (não tenho filhos, mas isso me faz imaginar o que é ser um pai)... então a coisa é realmente forte, MUITO forte. É quase impossível de se pensar numa mãe traindo o próprio filho; então imagine o transtorno que é para um filho quando isso acontece! E de fato, um dos piores traumas existentes, são quando pais ferem os corações dos filhos quando crianças (como pais que abusam sexualmente de filhos, ou que traumatizam através de uma postura religiosa). Há uma grande aceitação de psicólogos que boa parte dos ateus e "anti-cristãos" eram filhos de pais cristãos, ou de parentes cristãos, em que o suposto cristianismo de tais traumatizou, quando eram criança. Aliás, o que imaginar das crianças que foram violentadas por padres? Esses traumas, são certamente um dos mais difíceis de se superar. Aliás, quão violento é para um filho o divórcio dos pais!

Mas há um outro trauma que considero ainda pior: É quando nós fazemos um mau para alguem que amamos. A culpa que isso carrega é imensurável. Ultimamente, houveram momentos que até me fez querer não ter existido, e então não teria feito tamanhas feridas. E aí, pode desenvolver um dos piores problemas: "Quando a pessoa não se perdoa."

Mas por que isso ocorre?
Segundo uma perspectiva da psicologia crítica, o homem tem 2 posturas: "Abertura" ou "fechadura". Um verdadeiro relacionamento só acontece quando nos abrimos, isso automaticamente envolve confiar, dar valor. Abertura é uma autodisposição a participar, compartilhar, carregar todas as experiencias, dores, alegrias, amarguras do próximo. Inclusive dar a própria vida por ele. E isso é uma essência do nosso ser. Quando pensamos no homem, temos que pensar nos relacionamentos que formam este homem. Ou seja, quando penso no Evandro, estou pensando em todos os relacionamentos para o qual ele é profundamente aberto (meus pais, amigos, familia, música, Deus, natureza, etc. -  sobretudo, as pessoas e Deus.); tais são o que me formam nesse homem que sou e pensa. Salomão já dizia que as amizades moldam o homem; diga com quem andas e direis que tu és, e por aí vai. Essa abertura são laços que criamos, cordas que sustentam nossa vida, existencia, ser; aquilo que acreditamos, que temos esperança, o que nos dá vontade, propósito, energia, disposição para viver. E isso apenas ocorre quando estamos com a porta aberta; formando um verdadeiro relacionamento afetivo educativo. Educativo, porque essas conexões te constrói, desenvolve, tanto você, quanto quem está na outra ponta da corda.

Enquanto não houver uma abertura, esses laços não são feitos. Uma postura fechada impede não só de criar o laço, mas até mesmo de compreender, ensinar. Como no trabalho de estágio que fiz na disciplina, e depois discutido em sala de aula com outros graduandos; as crianças que eram fechadas com o Evandro, simplesmente não se interessavam, não prestavam atenção, nem tinham a vontade de tentar entender o que ele dizia por mais didático que ele se esforçava; já as crianças que estavam abertas para com o Evandro, sobretudo as mais amigas: o Evandro até mesmo podia estar muito limitado na didática, e cometendo erros, mas elas se esforçavam naturalmente para compreender e entender. E por fim o professor descreveu isso, deste modo: quando se faz esses laços frutos de uma abertura, se torna plenamente intimo, tão intimo que é quase como dizer que "o seu pensamento é o pensamento do outro", a pessoa não se satisfaz se não compreender o que a outra ponta está pensando; ela quer fazer parte disso; e mais, pois isso é parte dela.
Isso me fez pensar nos pensamentos de Sêneca

"Se tu vês um homem como amigo sem teres nele tanta confiança quanto em ti mesmo, tu te enganas muito e só tens uma vaga idéia do valor da verdadeira amizade."
"Podieria citar-se muitos homens que sentiram falta não de um amigo, mas da amizade."
"Perguntas-me, escreve ele, que progresso eu fiz? Tornei-me meu próprio amigo." [Quando se tem uma verdadeira amizade]
"Se queres ser amado, ama!"
"Tiramos a grandeza da amizade, quando nela vemos um meio de ganhar alguma coisa."

E Sêneca desenvolve uma idéia de que a amizade se torna uma união tão intima, como se fosse uma só carne (ou seja, é como a corda fosse tão curta que as duas pontas fossem uma só.). Logo, quando se está amando ao próximo, quando se está educando o próximo, quando se está amando o próximo, quando se está perdoando o próximo, na verdade, por fim, está fazendo tudo isso a si mesmo. Que incrível é esse pensamento, pois Jesus disse: "Perdoem, e serão perdoados." Lucas 6:37
Mas aí acontece o trauma, uma das duas pontas pega uma faca e tenta cortar a corda. E, algumas vezes, é algo tão forte que chega a rompê-la. Em seguida, a vitima tende se fechar rapidamente. O homem se fecha = GRANDE TRAUMA. Na verdade o homem está arrancando o próprio braço, coração, ele está cortando fora aquilo que lhe forma; aquilo que forma sua vida, seus planos, vontades, pensamentos, desejos, motivações, sua base. E isso dói! E como dói! Por isso é tão duro fechar uma porta. Este é o maior trauma que pode ser feito. Quando fechamos a porta para alguem, para um relacionamento. E se fechamos, isso se torna um trauma não superado. A vida passa a entrar em desequilibrio, com uma das pontas cortadas; o todo não funciona em harmonia, e esta doença vai se desenvolvendo pelo resto da sua vida, e, na maioria, muito sutilmente, destruindo aos poucos muitas coisas do homem. Às vezes, o estrago é tanto, que tais pessoas precisam ir ao psicólogo. E aí, aquela busca pelos traumas não superados.

Que interessante: "Eis que estou a porta e bato..." Jesus propondo perdão, abertura, reconciliação; mas nunca impõe. Acho que a melhor definição de "santo", neste momento, é "sem traumas". Lucifer é assim, porque não perdoou. Deus é assim, porque muito perdoou.

Mas o que Jesus diz quanto a isso?
"Se [a pessoa] pecar contra você sete vezes no dia, e sete vezes voltar a você e disser: Estou arrependido, perdoe-lhe."
A solução é simples. Talvez Sêneca diria: "Se a corda arrebentar, salte e agarra-se na pessoa, abrançando-a. E não mais solte até ter remendado a corda." (isso não lembra: "quem muito é perdoado, muito é amado"?). De fato, Jesus foi o maior psicólogo que já existiu. Pois o perdão é algo simplesmente maravilhoso, alguns dizem ser divino. Ele consegue curar as duas pontas, sobretudo aquele que perdoa! E quando se perdoa, está remendando a corda. Eu diria ser um remendo com um nó de pescador duplo, triplo, quadruplo, n-plo; que deixa a corda que une os dois ainda mais grossa e resistente. (Quem é desbravador vai entender melhor.)

O perdão abre as portas. O perdão promove vida; dá ar fresco mesmo na chaminé. O perdão une. E mais, o perdão é a verdadeira cura para os traumas.

Hoje eu tenho uma cicatriz de mais ou menos 1,1cm no dedão direito, de quando era criança e brincando com meu primo, ele me fez cortar ao quebrar o vidro da janela com um soco (fiquei imensamente bravo com ele. Até lembro que lhe disse: "Olha o que você fez!"). Hoje eu olho para isso, e é até que agradável; porque isso criou um laço com meu primo, muito querido, ao invés de destruir. Do mesmo modo, creio que Jesus eternamente carregara as marcas das feridas em suas mãos com grande agrado, prazer, satisfação, alegria. As quais abriram suas mãos, mas abriram portas, uniram corações, criaram laços inseparáveis para toda a eternidade.

Satanás é quem não quer que perdoemos, assim como ele não perdoa. Satanás é quem quer que sejamos rancorosos, magoados, infelizes, fechados, com medo, desconfiados, perplexos, e com várias cordas cortadas (aliás, ele quer substituir tudo isso por falsos laços que estão presos a nada). Já Deus é o contrário. O perdão salva vidas, salva amizades, salva alegrias, salva afetos, salva orgulho, dignidade, valor, confiança, esperança, salva até mesmo casamentos e evita guerras.

Ah se simplesmente as pessoas perdoassem uns aos outros, estariam amando-as. Como seria o mundo, se simplesmente, as pessoas perdoassem tão facilmente quanto respiram.

Que tal hoje mesmo recuperar e criar novos laços, abrir as portas? Se você errou, seja humilde, como foi o homem segundo o coração de Deus: "Então, disse Davi a Deus: Muito pequei em fazer tal coisa; porém, agora, peço-te que perdoes a iniqüidade de teu servo, porque procedi mui loucamente." I Cronicas 1:21 E se pisaram na bola contigo, olha, é tão simples: se tal se arrependeu, e pede perdão, não pense em mais nada, não pense na faca, mas no nó; vá e abraceo. Perdoe-o, e estará se perdoando e superando um trauma. E mesmo que ele não queira o seu perdão, perdoe-o; porém, ele não se permitirá ser perdoado. Mas não deixe nenhuma sujeira no seu coração. Não faça um estoque de "provas criminais". Se livre dessas coisas que apenas escurecem a vida. Leve lá fora, todas essas coisas e queime-as, limpe a casa, abra as portas, e agora com espaço novo, limpo.

Deus quer que entremos no Céu. Isso quer dizer a renovação da nossa mente, do nosso caráter, uma sáude perfeita, e isso, quer dizer, livre de todos os traumas; totalmente curados. Pois, se não perdoamos, por fim, não estaremos perdoando a nós mesmos, como então Deus nos perdoará?

O Maior Psicologo de todos os tempos nos deu a fórmula mágica da vida, da cura, dos relacionamentos. A Sua vida foi uma perfeita experiência de perdão. Todos os sacrícios de animais instituidos no passado significavam "Perdão". Quando Jesus morreu na cruz, exclamou "Perdão". E este perdão aponta, conduz para a vida, a eterna.

"E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas."
Marcos 11:25

22 abril 2010

Retribuição

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Hoje eu acabei de ver uma reflexão muito boa no blog da Vanessinha Meira, e uma das frases mais fortes era:

"Deus trouxe o seu melhor Cordeiro para aqueles que Lhe ofereciam os piores cordeiros."


O que eu e você temos oferecido para Deus? Mas oferecer para Deus, que é um ser ideal, que sempre agil coerente, amoroso e perfeito com nós, até nos motiva a querer dar o melhor para Ele. Aliás, não é isso o que cantamos em nossos louvores?

Mas Deus nos impele a agir com o próximo assim como Ele haje conosco. Ele nos perdoa, e nos diz para perdoar nossos devores. Ele nos ama e diz para amar o próximo como Cristo nos amou. Ele nos faz o bem, e diz para fazermos o bem ao próximo. E nesse caso especifico? Deus deu o Cordeiro perfeito para quem lhe dava do pior e ainda com múrmurio.

O que você, o que eu, o que nós oferecemos não somente para o próximo, mas para aqueles que nos enrolam, e que até mesmo xingam, e nos oferece apenas o pior de si? Temos oferecido/dado o nosso melhor para eles? Podemos até mesmo dizer: "Ela não merece!", mas e você, e eu, merecíamos o sacrificio de Jesus?

Outrora parece ser tão dificil perdoar. Mas quando olhamos para a cruz, somos movidos a tal ato misericordioso e amoroso.

Mas além disso, Deus não faz isso "por obrigação", com cara fechada; mas fazia com alegria e realmente do fundo do coração: “Não tenham medo. Estou trazendo boas novas de grande alegria, que são para todo o povo: hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2:8-11) Deus oferece o Seu melhor como um verdadeiro presente dado de coração. Assim sendo, o amor de Cristo deve nos mover a de modo igual, oferecer o nosso melhor, mesmo para quem oferece o seu pior para nós, e com grande alegria, como um grande presente.

E uma última lição. Deus enviou Cristo para se relacionar com as pessoas com o convite: "Vinde a mim...". Este é a intenção do maior de todos os presentes, o melhor de Deus. Um verdadeiro perdão, um verdadeiro amor ao próximo, um verdadeiro presente tem que ter esse propósito para com o próximo: "Vinde a mim." É um convite a um relacionamento amistoso - a fraternidade.


Que lições maravilhosas.
Que Deus maravilhoso.

Como ainda há gente que ousa difamar da Bíblia e dizer ser um livro violento, exclusivista, que impele a tantas coisas ruins. Sendo que aqui vemos a mais pura lição de Deus sobre o amor: "Dê o seu melhor até mesmo para quem lhe oferece o pior. Com alegria, amor e buscando a fraternidade."

19 abril 2010

A Triste e Dura Realidade e Futuro do Modo de Produção Capitalista

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Por favor, rogo a todo ser vivente que olhar esse post assista com atenção esse excelente video de aproximadamente 20 minutos.



Algumas considerações...


Eu sou muito cético quanto a esta esperança renovadora verde. Apóio sim as tecnologias verdes, o fim ao estilo de vida insatisfatório, consumismo, materialismo e todas as vaidades acopladas que até inundaram as denominações religiosas em suas liturgias e considerações práticas doutrinárias (vide ao post anterior). Também não dúvido do surgimento de novas tecnologias que permitam reverter globalmente muitos problemas geradas por esse sistema, como a poluição atmosférica, da água, produção energética, entre outros. Mas, na verdade, sou profundamente pessimista quanto a isso e por 3 principais razões:

1. A natureza do problema
Não é um problema de mera ordem humana (o homem é o único culpado pelo desenvolvimento histórico desse sistema caótico). Mas pela Bíblia temos também a ação de outros seres inteligentes, poderosos, que direcionaram a humanidade nesse sentido, através do pecado. A Bíblia prescreve 2 profecias cumpridas (uma delas implicita). A primeira diz que nos últimos dias viriam dias trabalhosos, e isto é um fato; tão trabalhoso o é, que hoje temos o stress como a doença do século, até crianças de 8, 10 anos sofrem com isso. E a segunda diz que aí do homem que destrói a natureza, Deus irá fazer justiça quanto a isso. Implicitamente está última consideração tem um cunho profético ao considerar como intríseco ao pecado, e a uma condenação natural que se acumularia pela Terra com o desenvolvimento do pecado, que levará o mundo (se já não o levou) a ser semelhante ou mesmo pior que Sodoma e Gomorra, no sentido pecaminoso.

2. Mega população
A perspectiva para daqui 50 anos é que a população mundial duplique. Ou seja, de 7 bilhões de pessoas para mais de 14 bilhões de pessoas. Isto carrega pelo menos 4 variáveis importantes:
i. necessidade de aumento de produção
ii. aumento de produção de lixo (nem que seja as excretas humanas)
iii. possibilidade de ampliação de mercado consumidor para as corporações (mais poder, mais dinheiro)
iv. 'apertamento' demográfico

(i )
Pelo menos duas coisas será necessário: água e alimentos. (pode-se pensar também em remédios, produtos de limpeza entre os demais do luxo moderno). Porém é o seguinte: se duplicarmos os reservatórios e o espaço destinado a produção de alimentos, o que acontece? Simples, não tem espaço no mundo para isso! Sobretudo com a necessidade de mega-cidades superpovoadas. Além disso, seria necessário desmatar o que sobrou das florestas. (e é provável que apenas isso não garanta). E, o único modo de se fazer isso é recorrendo aos venenos, tóxicos, sintéticos, transgênicos, destruição, tecnologia. Que por sua vez necessitam da outra parte do sistema, de recursos, destruição, mais sintéticos, tóxicos. Para aumentar a produtividade aumentando o minimo possível o espaço.

Logo, pensando na sobrevivencia manutenção da vida, é preciso engolir a dimiunição da qualidade dos alimentos, da água, na destruição do meio-ambiente; para poder, pelo menos, manter bilhões de pessoas vivas. E os problemas de saúde resultantes tentarão ser compensados (adiar a morte), por meio de drogas remédios. E claro, é dificil imaginar um cenário em que todos terão acesso a isto. Aliás, suponho que haverá até a necessidade de surgir a "ração", a unidade básica de consumo, alimentação do homem. Diversidade alimentar, tende a ser cada vez mais iguaria e escaço, um privilégio de poucos.

E isto não é coerente com qual perspectiva de mudança (reforma), mas sim medidas rápidas, emergênciais, uma após outra.

(ii)
Tudo isso faz com que aumente a necessidade também de "o que fazer com o lixo resultante". Não é nem dúvida que haverá um povoamento cada vez maior da população verticalmente. O lixo também irá necessitar de maior espaço para tal, ou então, queimar. Mesmo com o aumento da industria de reciclagem. Aliás, se cada homem cagar defecar 500 gramas de coco por dia, mais 1L de urina, sem contar as celulas mortas da pele que produzem toxinas e poeira; haverá uma necessidade gigantesca por uma ampliação do sistema de esgoto e unidades de tratamento de esgoto, além de mais volume de pó nos aspiradores. Por fim, tudo demandando ainda mais espaço. Ainda mais que o reaproveitamente do lixo, reciclagem, não ocorre na mesma velocidade de sua geração; ou seja, irá sempre acumular ainda mais.

(iii)
Quem domina o mundo hoje, com certeza está na faixa de idade acima dos 40 anos. E que para tais, a importância com essas coisas é minima, apenas aquilo que é mais viavel para lhe trazer mais lucro no curto prazo. Ao mesmo tempo, que uma imensa população é um imenso mercado consumidor. Então a ordem será: "Vamos produzir mais." Ou seja, de tudo o que se vende, e produz que necessita de tóxicos, matéria-prima e espaço, aumentará.

(iv)
A grosso modo, irá duplicar o número de pessoas ao seu redor. E elas ocupam espaço, respiram, falam, transpiram. O que pensar da necessidade de locomoção (transporte)? E a demanda e qualidade de ar? E o tamanho das casas? E o crescimento vertical da cidade, que gera sombras, pernumbras, bloqueia o vento, ilhas de calor, e consequencias. As pessoas passaram a viver mais apertadas. Logo, tudo o que se tem hoje tende a ser substituido por essa nova necessidade de estruturação do espaço urbano para maximizar o espaço. Ou seja, mais construção, mais obras, mais produtos, mais demanda. Nunca haverá tempo para reorganizar, parar, reformar, mudar as coisas. Apenas uma aceleração dos processos atuais, cada vez mais intenso. Porém, o espaço fisico da Terra continua o mesmo, limitado.

A melhor solução? Um genocidio mundial. Por guerra, doença. Mas quem estará disposto a morrer? E a ética? Bem, então, vamos nos apertar. Que o planeta Terra é como colo de mãe, sempre cabe mais um.

3. Blindagem do sistema
Por que haveria mudança? O que seria necessário para essa mudança? Na realidade, sem precisar discutir muito isso, quase todos reconhecem que não há, não existe essa ferramenta. Que se trata de uma mudança em larga escala, global, e acima de tudo, das elites; de mentalidade, a qual tais conscientizariam de tias coisas, e lutassem por tal mudança. Mas e o incomodo da mudança?  E meus investimentos? E o sofrimento que tal mudança gerará? O que eu vou sair ganhando com isso? Talvez daqui 20 anos eu morra.

Não há nada que permita tal mudança. Um exemplo é a saúde, até os médicos dizem que é preciso deixar os alimentos gordurosos, a açucar, fazer exercicios fisicos diariamente. Mas o próprio médico não segue tal preescrição. Qual religião sabe como é extremamente dificil levar as pessoas através de uma reflexão uma mudança no estilo de vida, conscientização. Aliás, até as religiões se levaram pelo modo de vida capitalista.

Que mulher irá abandonar suas vaidades? Que empresa de griffis, roupas, e moda, irá dizer: "Use está roupa pelos próximos 10 anos."? Que empresa de automóveis irá dizer: "Para de comprar carro, e vá andar de bicicleta."? Qual frigorifero irá dizer: "Võcê não precisa comer carne para viver."? Enfim, quando iremos ver uma atitude das corporações e da mídia para tais fins de mudança, que ao mesmo tempo seria o mesmo que dizer: "Eu não vou mais lucrar. Ou vou diminuir meus ganhos. Ou vou ter prejuízo."? Quando iremos ver um comercial dizendo: "Você não precisa consumir nada para ser feliz." A própria educação (a esperança de muitos) está moldada dentro desde sistema. Dúvida? Bem, "Educação pelas Competências" está aí (atender as exigencias das corporações - é assim que seu filho será condicionado ensinado até sair da faculdade)

Não há qualquer mecanismo que possibilite tais mudanças no mundo. É totalmente utopia essa esperança que algumas pessoas e grupos possuem. Pois diga-se de passagem, o que as pessoas fazem, quando não têm que trabalhar? Beber, ver futebol, satisfazer o apetite insasiável, beber mais um pouco, desfrutar de alguns prazeres, sexo, beber de novo, jogar video-game, beber, fazer uma viagem, beber, fofocar um pouco, beber, falar coisas sem importância, beber. Bem, alguns mudam um pouco, também fumam e usam drogas. Como a Bíblia diz, este povo só quer saber de comer, beber e divertir-se.

O cara nasceu, ficou décadas estudando, com 50 anos se torna diretor da Coca-Cola, gnahando milhões por ano. E aí vem um ambientalista com esse papo para ele? O que ele vai fazer?

É triste, pessimista, mas é a realidade. Olhe para a maioria das pessoas que você vê no seu dia-dia, até muitas que você considera colegas ou mesmo amigas, o que está escrito na testa deles? Bem, vou ler para você: "Vai a merda! Não estou nem aí para você." Se não ama o próximo irá amar o mundo, ou uma árvore, uma onça no meio da África?

Eu mesmo, quantas vezes não sou ridicularizado, mal-compreendido até mesmo por minha mãe, por meu desapego material, por ficar anos e mais anos, com a mesma roupa. Aliás, tem roupa que eu uso de mais de 10 anos atrás. Não ligo para aparência, mas me entristece quando na aparência vejo a vaidade e a futulidade das pessoas. Há quem me acha louco por considerar triste ver pessoas maquiadas. Mas por que precisam disso para se engarem serem felizes? A loucura do capitalismo é tão louca, que as pessoas até mesmo querem deixar de ser "consumidores" e se tornarem "produtos" e fazendo um auto-marketing ("Olhe, sou assim e assim, me consuma.") Aliás, como é cruel entrevistas e dinâmicas de grupo.

Sabe, o seriado Chaves foi uma das melhores séries que houve, é uma forte critica ao capitalismo, implicito. Para começar eles sempre estão com a mesma roupa. E não é por isso que se tornam menos homens, menos afeituosos, menos empáticos, menos valorosos. Aliás, o personagem mais ofensivo é o Sr. Barriga que representa o capitalismo. E o mais afetuoso é o Chaves, a pobre criança que anda em trapos, passa fome e ainda pede comida. E detalhe, ninguém tinha um celular no bolso. Nem um computador.

De vez enquando eu reparo um pouco no ambiente de trabalho e vejo um monte de pessoas olhando para uma tela de computador. E fico pensando: "É para isso que nascemos? Para ficar boa parte do nosso tempo com as mãos em cima de objetos de plásticos e nossa retina fixada em algumas polegadas de LCD?" Ainda mais, ontem mesmo, fazendo uma caminhada pela cidade, bebo água num parque, e a água era horrível, com um sabor de claro entre outras coisas que simplesmente, tinha que me esforçar para beber; e pensei: "Como pode? Não era esse o plano original de Deus para homem, beber uma água tão ruim." Mas ao mesmo tempo, tem gente bebendo litros de cerveja por dia. As pessoas que você gostaria de estar próximas, estão na maior parte do tempo "lá", lá onde você não pode estar, mas elas estão, e como você, na rotina de fazer algum trabalho, estudnado, pesquisando, se entrentendo com uma TV, computador, música. Ou simplesmente lá, onde suas condições financeiras não lhe permitem tal luxo de se deslocar até lá e voltar a tempo de cumprir seus direitos para manter o modo de produção capitalista.

E quem sai do sistema? Deixa de ser um consumidor? Bem, ou ele tem uma casa no campo e se sustem com a própria terra. Ou então, está jogado nas ruas de uma cidade, passando frio, fedor, fome, doenças.

A própria religião se conforma com essa realidade e não sustenta decidida oposição.

Estão todos comodos. Caminhando como zumbis para o precipicio. E creio eu que apenas há anjos tentando alertar. Mas apenas é um ou outro que realmente se toca e muda de direção. E que por fim, se não for a volta de Jesus, então não resta mais nenhuma esperança, o resto passa de utopia.

E aí já consumiu hoje?

...

Quem me conhece sabe que meu negócio é juntar e investir o que ganho. Mas não como a maioria para propósitos consumistas. Mas, sobretudo, para conseguir, talvez, futuramente, sair do sistema. Com recursos o suficiente para bancar o resto da vida em alguma comunidade bucólica autosustentável modelo, alienado desse mundo grudento e ao mesmo tempo, repugnante. Ou então, morrer tentando. Senão, vale logo morrer agora mesmo. E daí?

Por fim, apenas digo que há apenas uma única esperança. E apenas por causa disso, e amar pessoas, para as quais quero que desfrutam dessa esperança, é que vivo. E se não for isso, estou perdendo meu tempo, e não faz diferença alguma morrer ou viver; pelo menos, se morrer, acaba o sofrimento de lutar para viver e manter a razão e espiritualidade neste mundo tão vil; onde na testa e mãos de cada um, se encontram as palavras: "Vai a merda!" Escrito.

E para finalizar, vai um outro:

18 abril 2010

Nova Descrição no Orkut

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Compartilho aqui minha nova descrição no Orkut:

Arranque minhas riquezas,
Arranque minhas posses,
Arranque meus olhos,
meus braços, mi pernas;
Na ilha, isolada, me caves.
E até o ultimo folego consumir, serei o mais feliz dos homens.
Mas espere, não é só isso.
Mais do que isso; vale compartilhar.
Não o dia, nem a noite.
Mas de todos um só.
Passe. Acabe.
E ele continuará.
Não podes conter todas as estrelas no punho;
Mas pode conter toda a essência no coração.
Não um de pedra. Todavia, aquele que pode conter todas intempéries
da vida e da Fortuna
sem nunca infartar;
apenas sempre mais farto:
de felicidade e sabedoria
as quais compartilhar.
Com a Lua? Com o Sol?
Não.
Mas com todos os filhos e filhas
que um dia, sonharam em nascer.
Não meramente para viver.
Mas por quem morrer.

Por que aqui?
Porque, você.
E simplesmente, porque, você.
Se não fosse, você,
do que vale existir, viver?
Pois se isto não é morrer,
traz, à nulidade, o viver.

...

Se compreendermos a idéia de que Jesus morreu pelo mais misero dos homens; então, compreenderemos a vida, o valor das pessoas, como considerá-las e tratá-las. (E é simples, dando a nossa vida, por elas, mesmo a que mais desprezamos.)

29 março 2010

Impostos e o Transporte Público

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Não sei o que há na Lei quanto a isso, mas algo que já penso a um bom tempo é a sonegação de impostos que deve haver nas empresas de transportes, assim como um certo vácuo no direito do consumidor de comprovar seus gastos com transporte.

Hoje basicamente há dois modos de se pagar o transporte público: Usando cartões pré-pagos ou com dinheiro. Quando é se recarrega um cartão, tudo bem, recebemos uma nota comprovando tal pagamento. Contudo, e quando é com dinheiro direto no cobrador do onibús? E vamos ser razoáveis, a quantia longe chega de ser pequena. Ao meu ver deveria haver, enquanto não se migra para um sistema melhor por chips e cartões, uma alternativa, como máquinas simples que emitissem notas na hora, bastava o cobrador apertar o botão e o papel fosse impresso.

Bem, vamos ver onde isso vai dar.

21 março 2010

Bolas de Golfe

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Um professor, diante de sua classe de filosofia, sem dizer uma só palavra, pegou um pote de vidro, grande e vazio, e começou a enchê-lo com bolas de golf.
Em seguida, perguntou aos seus alunos se o frasco estava cheio e; imediatamente todos disseram que sim.

O professor então pegou uma caixa de bolas de gude

e esvaziou-a dentro do pote. As bolas de gude encheram todos os vazios entre as bolas de golf.

O professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio e voltou a ouvir De seus alunos que sim.
Em seguida, pegou uma caixa de areia e esvaziou-a dentro do pote.
A areia preencheu os espaços vazios que ainda restavam e ele perguntou novamente aos alunos, que responderam que o pote agora estava cheio.

O professor pegou um copo de café (líquido) e o derramou sobre o pote umedecendo a areia. Os estudantes riam da situação, quando o professor falou:

"Quero que entendam que o pote de vidro representa nossas vidas. As bolas de golf são os elementos mais importantes, como Deus, a família e os amigos. Com as quais nossas vidas estariam cheias e repletas de felicidade.

As bolas de gude são as outras coisas que importam: o trabalho, a casa bonita, o carro, etc.

A areia representa todos as pequenas coisas. Mas se tivéssemos colocado a areia em primeiro lugar no frasco, não haveria espaço para as bolas de golf e para as de gude.

O mesmo ocorre em nossas vidas. Se gastamos todo nosso tempo e energia com as pequenas coisas nunca teremos lugar para as coisas realmente importantes.

Prestem atenção nas coisas que são primordiais para a sua felicidade.

Brinquem com seus filhos, saiam para se divertir com a família e com os amigos, dediquem um pouco de tempo a vocês mesmos, busquem a Deus e creiam nEle, busquem o conhecimento, estudem, pratiquem seu esporte favorito.

Sempre haverá tempo para as outras coisas, mas ocupem-se das bolas de golf em primeiro lugar. O resto é apenas areia."

Um aluno se levantou e perguntou o que representava o café.
O professor respondeu: "que bom que me fizestes esta pergunta, pois o café serve apenas para demonstrar que não importa quão ocupada esteja nossa vida, SEMPRE HAVERÁ LUGAR PARA TOMAR UM CAFÉ COM UM AMIGO."

08 março 2010

Homenagem as mulheres

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Por muitas vezes me perguntei: “Por que Deus criou primeiro o homem para depois criar a mulher?”, “Por que não o contrário?” E nunca cheguei numa resposta plenamente satisfatória; creio que há mistérios em torno disso que só na eternidade serão compreendidas. Talvez, livrou a mulher dessa angústia, pois foram feitas para sempre estar em companhia. Porém, sempre pensei um pouco no tempo que Adão teve sem a parceira; um homem, sozinho no mundo. Os animais em seu redor tinham suas companheiras, e certamente um nível de relação e afeto indescritível, antes de haver o comportamento selvagem decorrido do pecado. E nesse tempo, Adão deve ter profundamente ter compreendido talvez a necessidade de uma parceira e realmente valorizar ela.


Então, Ellen G. White, deixou-nos essas maravilhosas palavras: “Eva foi feita de uma costela tirada do lado de Adão, significando que ela não o deveria dominar, como a cabeça, nem ser pisada sob seus pés como se fosse inferior, mas estar a seu lado como sua igual, e ser amada e protegida por ele. Como parte do homem, osso de seus ossos, e carne de sua carne, era ela o seu segundo eu, mostrando isto a íntima união e apego afetivo que deveria existir nesta relação” (O Lar Adventista, p. 25).

O homem assim como a mulher foram criados com um propósito de relacionamento intimo e afetuoso, amoroso, para com toda a criação e Seu Criador. Deus não criou Eva para completar Adão, mas sim, ela era parte de Adão, não um pedaço, mas o todo. É a mulher que forma o homem. O homem sem a mulher não passa de um aleijado, um homem sem costela.

É interessante notar que estatisticamente a população feminina é superior a masculina; nascem muito mais mulheres do que homens. Gosto de pensar nisso comparando a natureza. Penso em árvores, em jardins e campos. Os homens talvez poderiam ser comparado as arvores, aqueles troncos sólidos firmes, que firmam o solo, dá abrigo, conforto. Já as mulheres por sua vez são as folhas e flores desta, as quais embelezam em suas formas e cores, que dão vigor e brilho, são elas que absorvem a luz do sol transformando em energia para a árvore e nutrem todo o demais. Logo, do que seriam os homens sem as mulheres? Certamente uma arvore seca sem folhas, só aos galhos cheio de pontas, num solo seco que mais parece implorar para o lenhador: “Corte e queime.” De fato, assim como existem mais folhas e flores do que arvores, existem mais mulheres do que homens.

Deus foi um pintor extraordinário ao criar a mulher. Com formas e gestos tão graciosos e delicados, um jeito de ver, de encarar, de sentir, de expressar, que suaviza e encanta. Qual dos homens, do mais pobre ao mais rico, do mais feio ao mais formoso, do mais estúpido ao mais gentil ora não desejou em seu coração fazer tudo, trocar tudo, por uma mulher? Quem já não se rendeu a uma mulher, nem que seja a própria mãe?

Infelizmente o mundo de pecado,a sociedade, deturpou toda essa belíssima obra da Criação. Como o ato sexual, um sistema simplesmente maravilhoso extraordinário, no qual Deus formou órgãos, hormônios e toda uma série de coisas para promover o máximo de prazer, enquanto literalmente o casal é uma só carne, promovendo uma situação e um momento talvez divino; com o qual Deus dá uma idéia do Seu prazer em criar o homem, a vida; pois é através disso que se concebe mais uma vida. Infelizmente, muitas pessoas jogaram tudo isso por terra, enganadas apenas por um prazer egoísta. Homens que violentam mulheres; atos que muito mais se aproximam da mais estúpida violência do que a um gesto de carinha e afeto. De modo, que muitos apenas olham para as mulheres como objetos: “tenho um carro, um vídeo-game, uma mulher.” Até mesmo, tratando mulheres como objetos descartáveis e sem valor, que ora um dia dizem as mais maravilhosas frases, ora abandonando-as e indo para outra. – Qual mulher é descartável!? Fico imaginando como deve ser duro para Deus ver alguém descartando por quem Ele deu a vida, como se fosse um lixo, ou menos prestável.

Casamentos se dissolvem como castelos de areia; homens e mulheres que ficam sozinhos pelo resto de suas vidas; talvez acompanhados, mas vazios; ora sem a costela que protege seu coração, ora sem seu coração. A pornografia e deturpação que a sociedade promoveu em torno do relacionamento entre os homens e mulheres, muitas vezes, até nos fazem ter um certo receio de falar sobre essa questão que na verdade se trata de um presente de Deus, de uma obra maravilhosa de Suas mãos. Sim, de fato, a mulher foi feita da costela de Adão. E isso é algo maravilhoso! É para ser motivo de eterna alegria e gozo. E não de lágrimas, tristeza e abandono.

Muitas vezes sou tomado por um certo inconformismo quando me deparo com mulheres na faixa dos 20 – 30 anos num desespero tremendo por encontrar um homem; muitas vezes apelando para aquilo que lhes próprio destrói, o que muitas vezes me fez desprezá-las. Mas passei a compreender isso melhor diante do fato de que ela foi feita da costela de Adão. Logo, o que é dela sem Adão? Além disso, o que é uma mulher sem Adão e sem Deus para consolá-la? E então passo a compreender melhor a dura realidade que muitas delas lidam. Pois, além disso, o que tem ocorrido com nós homens? Nós que deveríamos ser os guardiões delas, muitas vezes temos sido seus inimigos e agressores; os que deveriam ser seus companheiros, muitas vezes têm trocado-as pela companhia da bola, do carro, da TV, da comida, da bebida, dos amigos. Além disso, quantos homens tem permitido crescer um tumor no lugar da costela, trocando a mulher por um outro homem? E por fim, há menos homens; o que deve levar muitas a pensar: "Corra ou vai ficar sem." E há quem aceite a última maçã podre, para não ficar só.

De fato as mulheres sofrem nesse mundo de grandes desafios para elas. Os próprios homens que não mais lhe garantem estabilidade, conforto e um lar, fazem por necessário as mulheres lutarem por tudo. Tendo que por muitas vezes trabalhar como homens, mesmo em serviços braçais pesados e estressantes, e ainda assim, arrumar a casa e cuidar dos filhos; pois poucas não são as divorciadas, viúvas, ou simplesmente abandonadas.

Porém, em consolo a elas, convoco-lhes a alegria.
Como na poesia de Schiller, eternizada pela 9ª de Beethoven:
Alegria, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Tua magia volta a unir
O que o costume rigorosamente dividiu.
Todos os homens se irmanam
Ali onde teu doce vôo se detém.
Quem já conseguiu o maior tesouro
De ser o amigo de um amigo,
Quem já conquistou uma mulher amável
Rejubile-se conosco!
Sim, mesmo se alguém conquistar apenas uma alma,
Uma única em todo o mundo.
Mas aquele que falhou nisso
Que fique chorando sozinho!

É nessa expectativa de alegria e gozo que veio homenagear nesse dia as mulheres de minha vida. Talvez, não tenha minha costela ainda, mas antes de qualquer melancolia, digo que sou compensado pela amizade e companhia de vós que preencheis colorindo minha vida. São como as flautas e violinos numa orquestra que dão a alma a uma música, ora com seus doces sons, ora com o timbre capaz de rasgar o coração e sempre unindo todos os timbres e sons a uma só essência. Aliás, o que dizer de nossas mães as quais tem um dia exclusivamente dedicado?

Espero um dia poder, se não na vida, então na eternidade, poder recontribuir simplesmente pela parte da minha vida que vocês são. Há um pensamento de Sêneca que diz que, de fato, pouco é a vida que vivemos para nós, mas muito para os outros, especialmente para nossos amigos e companheiros, ou mesmo trabalhando para alguém. E diante disso, agradeço a Deus por ter me abençoado com uma vida florida nesse sentido, de muitos extraordinários amigos e amigas, pelos quais não colocaria apenas a mão no fogo, mas os pés e todo o resto.

Às minhas avós, minha mãe, minhas tias, primas, sobrinhas, amigas, colegas e a todas as quais esta mensagem chegar, dedico este poema como um pequeno presente e que, espero eu, possa-lhe alegrar pelo menos nesse dia dedicado a todas as mulheres.

Ah Mulher! Como és bondosa, educadora
Que mesmo na azáfama do dia-a-dia
Educas a prole com paciência e sabedoria
Que brotam de tu’Alma protetora.

Protetora e geradora pelo desejo de Deus
Abençoando-lhe com o dom Sagrado da gestação
E um Amor de Maria pelos filhos teus,
Infinito, eternamente gravado no coração.

És a fonte suprema da Vida,
Uma terna poesia dos cantares de Salomão,
Inspiração dos poetas e de toda uma nação.
Ser de Luz Divinamente Concebida!

És a flor singela desabrochada no jardim,
Exalando ternura e um doce frescor
De perfume no ar com cheiro de jasmim.
Tu és o verdadeiro Manto sublime do Amor.

Enfim, és Mulher, Mãe, dedicada
Esposa, amante, amiga, companheira,
Nasceu pra amar e ser amada, guerreira,
Mas sem perder sua essência delicada.

Elias Akhenaton

26 fevereiro 2010

Sabedoria e Relações Humanas

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"A filosofia não é uma arte feita para agradar a massa; não é feita para uma vã exposição; não reside nas palavras, mas sim nas coisas. Não serve para matar o tempo nem para alegrar as nossas horas vagas; ela forma a alma, a afeiçoa, regra a vida, guia as ações, mostra o que se deve fazer ou evitar; fica no leme e dirige através dos obstávulos o nosso percurso agitado."

Sêneca

Ano passado, num acontecimento inusitado encontro um livro perdido na USP, sem nome, telefone nada, até coloquei na comunidade no orkut que encontrei o livro, podendo assim a pessoa que perdeu encontrá-lo comigo. Porém, acabou ficando. A capa do livro era um nome bem interessante: "Sobre a brevidade da vida", o autor, Sêneca, tal qual nunca ouvi falar. ...

E fiquei surpreso com várias coisas. Talvez a maior de todas foi reparar que,se não fosse por conhecer o suficiente da biografia de Sêneca e saber que ele não teve uma educação judaica-cristã, eu diria que o discurso dele é baseado na Bíblia; sobretudo, nas obras de Salomão, como Provérbios e Eclesiastes.

De fato ele não tem uma mensagem cristocentrica, mas foi o que faltou. Porém, se você ver bem todas as coisas de sua filosofia, praticamente chegamos numa ótima visão da verdade e da vontade de Deus; e como tais se tornam práticos na constituição e formação do homem. De certa forma, após conhecer tais obras, eu diria ser um complemento até que essencial para quem deseja estudar a Biblia, em especial os provérbios.

Outro fato interessante é a objetividade e valor absoluto da sabedoria a qual é universal. Eu, em uns 7 anos de estudo - diria que 90% da Bíblia - no séc. XXI d.C. cheguei nas mesmas conclusões que um homem chegou (porém teve que estudar dezenas de anos) também estudando e pensando muito, contudo, obras principalmente de filósofos pagãos (tanto gregos quanto romanos), os quais provavelmente, muitos nem ouviram falar no Torá dos hebreus, no inicio da Era Cristã.

Sim, de fato, não vejo praticamente nenhuma novidade em suas palavras, que eu desconheça (até agora); mas apenas aprofunda, em sua descrição mais expositiva, e com uma linguagem muito convicente ao mesmo tempo, uma liguagem deliciosa, quase que uma poesia em prosa.

Há muitas frases que parecem ser plágios da Bíblia, talvez o maior motivo - acredito - para o mito de que ele trocou cartas com Paulo de Tarso (contudo, os analistas dizem que as supostas cartas, não tem nenhum traço da linguagem e exposição de Sêneca; e os especialistas no caso dizem que, de fato, Sêneca não conheceu Paulo e nem o que seria a Bíblia.

Também faz suas justas considerações para com as músicas e os músicos; também a música que ainda engatinhava em sua formação. Porém, creio que ele mudaria o discurso se conhecesse a música de Bach. Provavelmente dedicaria obras e pensamentos a avaliar suas músicas.

"Qual é o meu objetivo, quando faço amizade? Ter um ser por quem dar minha vida, um ser que eu seguirei até o exílio, que defenderei com todas as minhas forças contra a morte. A relação que tu me descreves é comércio e não amizade; nela só procuramos vantagens pessoais, nela só vemos o que ganharemos."

As considerações de Sêneca para os relacionamentos humanos realmente me impressionaram. E reafirmaram para mim quanto aquilo que chamo de um "relacionamento afetivo educativo" que é o mais verdadeiro relacionamento, amor, amizade. Contudo, isso me intrigou ainda mais em algo que eu nunca havia pensado: "Por que Deus criou os homens, entre outros? Porque, em Sua sabedoria, teve o objetivo de amar seres por quem dar a Sua vida." - Isso é realmente uma consideração extraordinária, inédita para mim. Jesus disse que a maior prova de amor é morrer pelo seu próximo. Porém a vontade e busca sabedoria por tal nivel de afeto, como o motor impulsor para se ter um relacionamento; é algo simplesmente magnífico. E em todos esses anos de muitos sermões que ouvi, garanto que talvez a a maior parte não chega aos pés do que nas primeiras 40 páginas do livro de Sêneca que agora leio.

Algo me intrigou muito me levou a pensar muito também sobre aquilo que chamamos de Educação; bem propício para o atual momento que estou cursando uma disciplina de Filosofia da Educação na FE-USP.

Sêneca disse: "(A sabedoria) forma a alma, a afeiçoa, regra a vida, guia as ações, mostra o que se deve fazer ou evitar; fica no leme e dirige através dos obstávulos o nosso percurso agitado." [texto 1]

Em outro momento o livro destaca uma essêncua do princípio estóico: "A impassibilidade e a invulnerabilidade do Sábio em frente aos golpes da Fortuna, a necessidade de nos libertarmos das paixões, o elogio da RAzão que faz de nós seres próximos do Divino." [texto 2]

E em outro momento Sêneca diz uma simplesmente extraordinária:
"Tu desejas saber a minha opinião sobre as "artes liberais". Para mim, nenhuma tem vlaor, nenhuma pode ser posta na categoria dos bens, porque todas têm o dinheiro por objetivo. [...] Será que o caminho da virtude nos é facilitado pelo conhecimento das leis do escandir, pela arte de escolher as palavras, pelos relatos mitológicos, pela aprendizagem dos princípios da métrica? O que nisso tudo liberta do medo, apaga os desejos, refreia as paixões?" [texto 3]

E diante dessa perspectiva questiono o que é "educação"? Atender os principios democráticos? Porém, o que é democracia? A grande realidade que vejo é que o que chamamos de "educação" não passa de uma fabrica de produção para atender uma demanda de modo de produção capitalista; é a formação de cidadãos para o Estado, e a de profissionais para as empresas e a máquina capitalista. Ou seja, não passa de algum treinamento tecnicista e robotizador.

Contudo, onde está o desenvolvimento da autonomia de pensamento? E onde está o que vemos no "texto 1", "texto 2" e no "texto 3"?'

Entram quando crianças e há aqueles que na velhecie continuam nas Universidades. Porém, que ainda não se libertaram do medo, dos desejos, das paixões. Apenas com informações ténicas sobre ciências, música, burocracias administrativas, funcionamento das leis humanas, e, talvez, com os bolsos cheios; enquanto caminham para a morte; gerando mais pessoas como eles.

E quando digo que o coração da educação é a educação do coração. Não poderia estar sendo mais certo que longe está a Educação disso, e tem tomada uma trajetória contrária (inclusive as instituições religiosas). Pois sim, de fato, se a verdadeira educação busca promover a liberdade; a liberdade só podemos encontrar na Lei de Deus. De fato, a essência de uma educação é puramente religiosa. Mas se as próprios denominações religiosas estão deixando a essência biblica do que é religião; então podemos imaginar os más lençois que estamos.

E onde estamos? Num mundo cada vez mais vergonhoso diante da sabedoria. Para o qual, as palavras de Salomao repercutem em meus ouvidos:

"Entretanto, porque eu clamei e recusastes; e estendi a minha mão e não houve quem desse atenção, antes rejeitastes todo o meu conselho, e não quisestes a minha repreensão, também de minha parte eu me rirei na vossa perdiçäo e zombarei, em vindo o vosso temor. Vindo o vosso temor como a assolação, e vindo a vossa perdição como uma tormenta, sobrevirá a vós aperto e angústia.
Então clamarão a mim, mas eu não responderei; de madrugada me buscarão, porém não me acharão. Porquanto odiaram o conhecimento; e não preferiram o temor do SENHOR: Não aceitaram o meu conselho, e desprezaram toda a minha repreensão. Portanto comerão do fruto do seu caminho, e fartar-se-ão dos seus próprios conselhos. Porque o erro dos simples os matará, e o desvario dos insensatos os destruirá. Mas o que me der ouvidos habitará em segurança, e estará livre do temor do mal."

Salomão - Prov. 1:24-33



Veja também:
Lúcio Anneo Sêneca

Criando Botões Personalizados no Excel

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O Excel 2003 tem uma outra ferramenta extremamente útil para você personalizar sua área de trabalho diante de suas necessidades e maximizar seu trabalho. É a ferramenta de criar botões personlizados, assim como também se pode criar barras de ferramentas personlizadas.

Como exemplo, para entender o processo. Vamos usar um simples e bem útil modelo prático.


Eu inclui o botão de aplicar filtros para colunas; bem mas vamos dizer era um saco toda hora ter que ir em Dados\filtrar e desmarcar o "AutoFiltro". Então resolvi criar um botão personalizado para isso.

Para criá-lo é bem simples.

1.) clique com o botão direito na barra de ferramentas e vá em "Personalizar"


2.) Na janela aberta vá em Macros e arraste o botão "Personalizar botão" para o lugar na barra de ferramentas onde deseja colocá-lo.


3.) AInda com a janela de Personalizar aberta, clique o botão direito no botão criado, e vá em "Atribuir macro". E aí é só escolher uma macro criada; a qual pode ser qualquer macro, como no caso, uma para remover o auto filtro. O código é bem simples:

Sub remove_filter()
Selection.AutoFilter
End Sub




Pronto, seu botão está criado.
Caso você queira PERSONLIZÁ-LO (a imagem), também há algumas ferramentas:

1. Você pode clicar com o botão direito, e ir em "Alterar imagem do botão", com algumas pré-formatadas;


2. Você pode copiar a imagem de um outro botão;


3. E pode editar a imagem, e até mesmo desenhar sua própria imagem.