12 outubro 2012

Tabela Comparativa HB20 x Etios

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Uma das mais didáticas e ilustrativas tabelas comparativas que construi, nos ambitos que considerei mais importantes comparar e destacar entre os dois novos modelos da Hyundai e da Toyota, para ajudar na sua decisão de compra. Por serem modelos novos, ainda não temos como avaliar a depreciação do veículo e qual será mais visado.

Download da Tabela Comparativa (PDF)


Etios Hatch 1.3 XS
Ontem eu fui na concessionária verificar o carro e fazer um test-drive. Ao olhar por fora, a primeira impressão que vi foi um carro robusto, é elegante, de aparência mais clássica, forte e espaçoso. Percebi que o acabamento para fechar as portas não era dos melhores, foi necessário dar uma batidinha mais forte. Já no banco de trás, os passageiros podem realmente ficar tranquilos pois é bastante espaçoso e confortável, mesmo para alguem alto como eu de 1,80m, me senti com uma boa ergonomia, os bancos são confortáveis, mas o material parecia ser muito mole para um zero, o que me levantou a dúvida: "Será que não vai amolecer muito?"

O Painel
Já no banco do motorista a impressão é outra. A posição para direção é excelente. E mesmo a visualização do painel central é muito boa, de certo modo é mais confortável no sentido de não tirar muito o foco da pista, mas por outro lado é "estranho", e até mesmo "feio", o painel não é muito didático quanto aos demais instrumentos de medição. Para ser sicnero, o painel claramente é um grande desgosto. Não só isso, mas o porta-luvas, ao se abrir tal, apesar de ter um grande espaço, a abertura dele é mais feia ainda; é um item que não foi pensado no designe e comodidade; pois é uma tampa enorme. Outro grande desconforto é a abundancia enorme em plástico de baixíssima qualidade nítida. Aquele plástico fino, duro que parece que vai quebrar, ou começar a se soltar e fazer muito ruído em pouco tempo e de uma cor também desagradável, um tanto 'cinza-desbotado'. O freio de mão, também é um item que lembra um 'made in china', a impressão que dá é que o cabo de aço vai estourar na sua mão de tão barulhento e mecânico. Outra coisa que incomodou muito é ao mexer nas peças que direciona a saída do ar, fazia um barulho como se tampas de plástico batessem forte, é um pequeno detalhe que mostra como economizaram em qualidade na parte interna. É tão fraco o painel, que nos lembra a versão antiga do Uno ainda mais simplificada, há um espaço inútil entre o freio de mão e o cambio, de modo a ficar um cambio com o seu corpo bem grande, como de um trator..

Banco do Passageiro
Por outro lado, a postura para se dirigir é muito confortável com o banco, faltou um ajuste de altura para o banco do motorista, mas ele vai uma boa distância para trás, sem que perca a ampla visão que o vidro da frente permite; e o banco tem uma excelente ergonomia, e algo raro de se ver, inclusive para o apoio de cabeça.. Porém, o volante é naturalmente baixo, ele vem com um ajuste de altura, mas mesmo no mais alto não chegou a ser algo muito ideal para a minha estatura, mas nada reclamável.Já o conjunto de embreagem, freio e acelerador são excelentes para se pisar, a embreagem não é fundo e é macia, porém, todos estão relativamente mais próximos ao banco do motorista, ideal talvez para alguem de uma estatura abaixo de 1,75m, porém, com as minhas pernas, já tive um pouco de desconforto com relação a isso, apenas uma postura fixa me permitia andar sem que o volante batesse em minhas coxas.

Dirigibilidade
Fiz um test-drive no modelo 1.3 XS, com ar-condicionado, vidros e travas-elétricas e rádio, tudo sai por R$ 38.800. E a primeira impressão foi excelente. Andei muito num Polo 1.6 8V do meu irmão e o etios não deixou nada a desejar para o Polo (alias, menos barulhento até), talvez por ser mais leve, o carro tinha um excelente arranque, retomada e potência. Infelizmente o local não tinha subida, mas era muito bom em questão a desempenho do motor, além disso, o barulho não era tão silencioso quanto do Corola, mas era um barulho confortável. Além disso, a direção é extremamente macia, podia girar, com o carro parado, com 1 dedo tranquilamente, e ela se estabilizava bem, não ficando mole conforme pisava mais; do mesmo modo era a troca de marchas, não cheguei a por a 5ª; mas era um carro que parecia que sua zona de conforto para a 5ª estaria entre uns 110 - 130 km/h, acima disso, parecia que o motor iria chiar, mas faltou testar. Passei propositalmente em alguns buracos e joguei o carro de um lado para o outro e a suspensão se manteve muito boa, praticamente nem senti os buracos ou a jogada de um lado para o outro, era super silencioso passar pelos buracos e não se perdia o controle nas curvas mesmo fortes. Também testei o ABS, era dia de garoa, a pista estava toda molhada, acelerei até 80 km/h e pisei com tudo, e para a minha surpresa, acredito que nem em 10 metros, o carro parou totalmente, SEM DAR TRANCO ALGUM, foi uma freada super gostosa, meu corpo não foi para frente, o carro não derrapou, nem senti qualquer pressão no volante e o carro nem foi para nenhum dos lados. Me fez sentir uma tremenda segurança e conforto para freadas bruscas.

Avaliação Final
Para dirigir, parece ser um carro impecável, que correspondeu muito as minhas exigentes expectativas; diria até que foi um enorme prazer dirigi-lo. Porém, por outro lado, a parte interna do carro dá um tremendo desgosto, que te faz lembrar que você está num super popular de baixíssimo custo e qualidade, de que logo, com o tempo, todas aquelas peças de plástico te traria outro grande incomodo: peças moles e barulho. É um carro em que a Toyota investiu no motor, direção, freios e suspensão mas por outro lado, eu diria que "RETIROU" da parte interna. E além disso, outra coisa negativa ao meu ver, é um ar-condicionado caro - R$ 2.700,00 - para incluir como opcional na versão X, e o carro só possuir vidros e travas elétricas na versão XS de 38.800,00. O rádio também é dos mais simples, não tem um painel para vídeo, tem apenas um USB, antena rádio e o cd-player. E apenas na versão XLS se possuí revestimento nas portas com tecido ao invés de plástico, versão que custa 42.800. Ou seja, para se ter um carro mais confortável e agradável na parte interna, é preciso pagar um preço alto; preço tal que talvez vale mais a pena gastar em outros carros mais robustos. Enquanto pudemos ver as demais marcas investirem mais no designe do painel, e conforto interno, o Etinos deixou isso por último por um preço mais caro, mas por outro lado, sem dúvida, deixou uma maquinaria forte e segura.

Ponto forte
Conjunto motor, direção, suspensão e freios.

Porto fraco
Acabamento interno, painel, portas, maçanetas de baixíssima qualidade. A Toyota pecou nisso e será o o item que irá esbarrar muito com o consumidor brasileiro.

Financeiro: No geral me pareceu um carro caro. Acredito que por esse preço deveria ter investido mais na parte interna também. Te faz ficar muito atrás se pelo mesmo preço não compensa pegar um usado de melhor qualidade interna. Além disso, o carro é um lançamento, não sabemos como será sua aceitação e assim o valor de sua depreciação, o que nos deixa sem referência para avaliar seu preço se não está muito acima do que realmente vale. Acredito, que a um preço mais justo para cada versão estaria pelo menos entre 2 e 3 mil a menos.


HB20 ( Em Breve )

Tirotei no Metro Luz em São Paulo - Caos!!

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Hoje mais um episódio da vida conturbada na grande conurbação que é nossa capital. Sai do trabalho por volta das 18h30 e me dirigi a estação do metro São Bento, linha azul por volta das 18h40. Meu propósito era ir até a estação Luz para pegar a linha amarela para ir até o Butantã e assim para a faculdade. Mas bem, todos os meus planos foram alterados.



18h40 - São Bento
Chego ao metro, o qual continha aquele clássico aviso nos auto-falantes: "Devido a remoção de usuário na via na estação Luz, os trens estão andando com velocidade reduzida e maior tempo de parada nas estações." Porém, sem mais noticias, eu vi que não era normal, pensei que alguem se suicidou e estava dificil remover o corpo. Tudo parado, o trem não saia, e nenhum passava no outro sentido e uma multidão de pessoas esperando, ao mesmo tempo que a força da linha foi desligada. Passaram 20min. e eu percebi que tinha dado algum merda e que não teria prazo para retornar, além que no minimo levaria uns 5 trens para eu conseguir entrar com a multidão que se formara de pessoas que siaram do trabalho.

19h15 - Luz
Policia, helicóptero, catracas ravadas, uma multidão de pessoas sentadas e esperando, esta era a cena. E como sempre, o Metro é um supremo mestre em esconder informações, pois ninguem fica sabendo de nada. A linha azul plenamente parada ainda. Já a linha amarela estava com grande movimento sentido Butantã.

19h30 - Paulista
Super cheio como se fosse o pico do horário de Rush, super lotado desde a saída da linha amarela, até as escadarias, e grande multidão para embarcar na linha verde. Quais estava com velocidade super reduzida.

20h00 - Tamanduateí
Estação estava super lotado. Trem demora uns 20 min. para aparecer. O qual prossegue super lotado tambem.

20h35 - Estação Santo André
Simplesmente parecia que era 18h30 da tarde, filas e mais filas nos pontos. Mas ao mesmo tempo, pouquíssimos onibus. E para ajudar, um caos de transito na Av. Perimetral, a principal que corta Santo André, no sentindo Mauá, provavelmente devido a chuva e há muitas pessoas indo para Rodoanel para viajar.

Um dia simplesmente tenso. Mostrando-nos cada vez mais o que seria de São Paulo em situações de emergencia, se o principal sistema de transporte travar, como o metro, CPTM... e para onde estamos nos dirigindo, para uma Conurbação parada qual no horário de pico não só a bicicleta ganha, mas até mesmo uma caminhada está compensando. E para onde iremos caminhar assim? Ou os Administradores de nossas cidades pensem um pouco para mudar as coisas, ou eles mesmo teram, daqui a pouco, de trocar seus luxuosos carros por bicicletas.

07 outubro 2012

Eleições 2012

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Decepcionante. Está é minha definição para as eleições ocorridas este ano para vereadores e prefeitos. Não só pelo período de 'propaganda', qual apenas foi midiática no modo mais esdruxulo possível, apenas musiquinhas toscas incomodando nossa vida, um monte de folhetos e papéis com frases de efeito, ou propostas ridículas que eram muito mais 'idéias' do que propostas; um monte de panfletos apenas contendo uma foto 'photoshopada' e um número. E por fim, para encerrar com chave de ouro, um total desrespeito a Lei que proíbe fazer propaganda no dia da eleição, sobretudo boca de urna, e aí, cada político procurou distribuir milhares de 'lixo', e tivemos um resultado nojento, degradante, de puro lixo espalhado pelas ruas da cidade.

Todavia, isto não passou despercebido. Olhando as eleições daqui de Santo André - SP, pelo site UOL, e percebe-se cada vez um número maior de votos nulos e brancos. Por exemplo, Santo André:

Prefeito
Nulos: 12,79%
Brancos: 7,28%
Total: 20,07%

Vereador

Nulos: 10,91%
Brancos: 7,48%
Total: 18,39%

Isso demonstra que 1/5 da população de Santo André está descrente dos candidatos, do Sistema. É bom lembrar que qualquer sistema, seja, politico, apenas se mantém quando se tem a confiança das pessoas, de certo modo, da maioria; caso contrário, apenas através da força militar é que tal poder irá conseguir se manter. Caso contrário haverá uma força contrária. Não sei se esse dia irá chegar. Mas não tenho fé/esperança no sistema e atuais candidatos, pois mesmo supostamente alguém honesto, justo, chegando lá, dicará de mãos atadas, ou com uma pistola apontada para a cabeça. Além disso, basta observar a declaração de bens dos candidatos para perceber o quão honestos são, com imóveis super deflacionados, ou com o valor de compra há x anos atrás; ou que não possuem automóveis... entre tantos outros bens que estão declarados com um valor super abaixo do declarado, ou em nome de terceiros.

Mas pensando no dia de hoje, e na indignação que vi pelas ruas da cidade, acho que a charge abaixo manifesta com precisão meu pensamento.


02 outubro 2012

O Estilo é Um Reflexo da Vida - Seneca

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Qual a causa que provoca, em certas épocas, a decadência geral do estilo ? De que modo sucede que uma certa tendência se forma nos espíritos e os leva à prática de determinados defeitos, umas vezes uma verborreia desmesurada, outras uma linguagem sincopada quase à maneira de canção? Porque é que umas vezes está na moda uma literatura altamente fantasiosa para lá de toda a verosimilhança, e outras a escrita em frases abruptas e com segundo sentido em que temos de subentender mais do que elas dizem? Porque é que nesta ou naquela época se abusa sem restrições do direito à metáfora? Eis o rol dos problemas que me pões. A razão de tudo isto é tão bem conhecida que os Gregos até fizeram dela um provérbio: o estilo é um reflexo da vida! De facto, assim como o modo de agir de cada pessoa se reflecte no modo como fala, também sucede que o estilo literário imita os costumes da sociedade sempre que a moral pública é contestada e a sociedade se entrega a sofisticados prazeres. A corrupção do estilo demonstra plenamente o estado de dissolução social, caso, evidentemente, tal estilo não seja apenas a prática de um ou outro autor, mas sim a moda aceite e aprovada por todos.

Não é possível o espírito ter uma tendência e a alma ter outra. Se a alma é sadia, senhora de si, severa e comedida, o espírito será igualmente grave e sóbrio; quando a alma é viciosa, o espírito também degenera. Não vês tu que, se a alma é débil, as pessoas arrastam o corpo e só a custo se movem? Que, se a alma é efeminada, até no modo de andar se nota essa moleza? Que, se ela é, pelo contrário, ardente e forte, a marcha se torna acelerada? Que ainda, no estado de loucura, ou de cólera (que, aliás, é um estado semelhante à loucura) o movimento do corpo se torna caótico, descontrolado, sem sentido definido ? Todos estes sintomas se tornarão mais evidentes ainda no que concerne ao espírito, já que este está totalmente impregnado pela alma, da qual recebe a sua forma, à qual obedece, a cuja lei se submete. 

27 setembro 2012

A Tranquilidade da Alma não se Alcança em Viagens

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Pensas que só a ti isso sucedeu; admiras-te, como se fosse um caso raro, de após uma tão grande viagem e uma tão grande variedade de locais visitados não teres conseguido dissipar essa tristeza que te pesa na alma!? Deves é mudar de alma, não de clima. Ainda que atravesses a vastidão do mar, ainda que, como diz o nosso Vergílio, as costas, as cidades desapareçam no horizonte, os teus vícios seguir-te-ão onde quer que tu vás. Do mesmo se queixou um dia alguém a Sócrates: "Porquê admirar-te da inutilidade das tuas viagens - foi a resposta, - se para todo o lado levas a mesma disposição? A causa que te aflige é exactamente a mesma que te leva a partir!" De facto, em que pode ajudar a mudança de local, ou o conhecimento de novas paisagens e cidades? Toda essa agitação carece de sentido. Andares de um lado para o outro não te ajuda em nada, porque andas sempre na tua própria companhia. Tens de alijar o peso que tens na alma; antes disso não há terra alguma que te possa dar prazer!

Temos de viver com essa convicção: não nascemos destinados a nenhum lugar particular, a nossa pátria é o mundo inteiro! Quando te tiveres convencido desta verdade, deixará de espantar-te a inutilidade de andares de terra em terra, levando para cada uma o tédio que tinhas à partida. Se te persuadires de que toda a terra te pertence, o primeiro ponto em que parares agradar-te-á de imediato. O que tu fazes agora não é viajar, mas sim andar à deriva, a saltar de um lado para o outro, quando na realidade o que tu pretendes - viver segundo a virtude - podes consegui-lo em qualquer sítio. 

Sêneca, Cartas a Lucílio

22 setembro 2012

Pós Modernismo e Suas Implicações Para a Vida Cristã

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Segundo o criador do termo, Jean François Lyotard, a "Pós-Modernidade" é a ‘condição sociocultural e estética do capitalismo pós industrial e está relacionada ao rompimento de antigas verdades absolutas como o Marxismo e o Liberalismo, típicos da Modernidade (Lyotard; 1998).
O pensador brasileiro Sérgio Paulo Rouanet, em seu estudo "As Origens do Iluminismo", escreve que ‘ o uso do prefixo pós tem muito mais o sentido de exorcizar o velho (no caso, a Modernidade) que, propriamente, articular o novo (a pós-modernidade). Ele escreve:
"Depois da experiência de duas guerras mundiais, depois de Aushwitz, depois de Hiroshima, vivendo num mundo ameaçado pela aniquilação atômica, pela ressurreição dos velhos fanatismos políticos e religiosos e pela degradação dos ecossistemas, o homem contemporâneo está cansado da modernidade. Todos esses males são atribuídos ao mundo moderno. Essa atitude de rejeição se traduz na convicção de que estamos transitando para um novo paradigma. O desejo de ruptura leva à convicção de que essa ruptura já ocorreu, ou está em vias de ocorrer (…). O pós-moderno é muito mais a fadiga crepuscular de uma época que parece extinguir-se ingloriosamente que o hino de júbilo de amanhãs que despontam. À consciência pós-moderna não corresponde uma realidade pós-moderna. Nesse sentido, ela é um simples mal-estar da modernidade, um sonho da modernidade. É literalmente, falsa consciência, porque consciência de uma ruptura que não houve, ao mesmo tempo, é também consciência verdadeira, porque alude, de algum modo, às deformações da modernidade”.
Ainda segundo Rouanet, o sujeito pós-moderno é psicopatológico. Em termos de patologia social, a modernidade fez surgir coisas contraditórias como indústrias e a atitude liberal, a ciência, a tecnologia, a multiplicação da população pobre e de guerras racionais. A pós-modernidade marca o declínio da Lei-do-Pai, cujo efeito mais imediato no social é a anomia, onde a perversão se vê livre para se manifestar em diversas formas, como na violência urbana, no terrorismo, nas guerras ideologicamente consideradas “justas”, “limpas” ou “cirúrgicas”. A razão cínica é cada vez mais instrumentalizada. Isto é, não basta ser transgressivo, ou perverso-imoral, é preciso se construir uma justificativa “moral” para atos imorais ou perversos. Zizek (2004) cita o escabroso caso dos necrófilos, nos EUA, que se julgam no “direito” de fazer sexo com cadáveres. Ou seja, qualquer cadáver é “um potencial parceiro sexual ideal de sujeitos ‘tolerantes’ que tentam evitar toda e qualquer forma de molestamento: por definição, não há como molestar um cadáver”.
Na pós-modernidade a perversão e o estresse são sintomas resultados da falta-de-lei, da falta-de-tempo, e da falta-de-perspectiva de futuro, porque tudo se desmoronou (do muro de Berlin à crença nos valores e na esperança). “Tudo se tornou demasiadamente próximo, promíscuo, sem limites, deixando-se penetrar por todos os poros e orifícios”, diz Zizek.
No mundo pós-moderno o homem não se senta passivamente de braços cruzados e recebe conhecimento; antes, a interpretação do homem É a realidade. Essa confusão de objeto e assunto rotula o pós-modernismo de niilista e relativista. Nessa ótica nada é absoluto. Lógica, ciência, história, moralidade são meros produtos da experiência e interpretação individual. Pense nisso quando ouvir alguém dizer: "Essa é a MINHA verdade!" ou "O que importa é como EU vejo", ou "o que é verdade pra você, pode não ser pra mim e vice-versa!"
Ok! Mas em termos cristãos – adventistas – quais os efeitos ESPIRITUAIS que a Pós-Modernidade trouxe à vida da igreja?
Antes que você, leitor, pós-moderno ou não, me acuse de dogmatizar uma questão complexa como essa, devo ser honesto: vou basear esse texto em minha própria experiência!
Não é fácil escrever sobre pós-modernidade em um contexto cristão – que dizer em um contexto adventista! Como você já percebeu, a cosmovisão pós-moderna rejeita verdades tidas como absolutas; o que, em um contexto secular, leva a tratar como toleráveis, socialmente aceitos – e até incentivados – padrões morais e sociais extremamente questionáveis. Seria possível que tal forma de pensar possa moldar o pensamento cristão do século XXI? Uma rápida releitura dos parágrafos anteriores mostra que tal mudança de atitude já ocorreu.
Quem seriam os cristãos adeptos da tatuagem como estilo de vida? Ou adeptos do uso de jóias? Quem seriam os que montam ringues de luta-livre dentro do templo de adoração?
Sendo que a pós-modernidade rompe com os valores absolutos, não posso deixar de tomar o texto paulino de Romanos 12:1 e 2 como antídoto preparado por Deus justamente para essa ocasião.
"Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este presente século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimentais qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus."
Observe que o texto inspirado deixa claro que somente os que têm a mente renovada podem experimentar a ‘boa, agradável e perfeita vontade de Deus’. Uma paradinha no grego nos traz algumas jóias do pensamento de Paulo. Veja:
O verbo "conformar" aqui utilizado nos traz a idéia de tomar forma de algo. Como que encher uma forma de bolo com a massa. Assim, Paulo está dizendo que não permitamos nosso cérebro seja cheio de coisas que nada tem a ver com a eternidade (os "valores" pós-modernos?), de forma que ele se amolde às circunstâncias e às formas secularizadas de ver o mundo e a vida.
"Transformar", conforme usado nesse verso de Romanos é metamorfoomai, de onde vem o termo metamorfose – como a lagarta no casulo transformando-se (por metamorfose) em borboleta. O verbo aqui está na forma contínua, ou seja, Deus apela para que, "como a luz da aurora que vai brilhando até ser dia perfeito" (Provérbios 4:15), permitamos que o Espírito Santo nos conduza a uma cosmovisão mais bíblica e menos mundana. Todo esse processo nos permite experimentar, gradualmente, a boa, agradável e perfeita vontade de Deus!
Voltando à Pós-Modernidade e seu impacto na vida cristã, tiramos algumas conclusões:
  • Cristãos pós-modernos nivelaram estilos de música baseados no silêncio (PRESUMIDO) das Escrituras sobre o tema e, desta forma, trouxeram todo tipo de aberração chamada musical ao culto hodierno.
  • Cristãos pós-modernos armam ringue de luta-livre na igreja sob o álibi de que ‘é melhor perder sangue aqui que perder a vida para as drogas’
  • É a pós-modernidade cristã que atropelou os conceitos de modéstia cristã baseando-os nos conceitos de moda contemporâneos.
  • Foram os teólogos pós-modernos cristãos quem criaram o conceito de "pequenas igrejas grandes negócios" se valendo de toda sorte de manobras comerciais para sustentar o luxo e o espetáculo em detrimento de um culto pedagógico e centralizado na contemplação de Deus através do estudo das Escrituras.
  • É a teologia pós-moderna que rejeita verdades basilares da fé cristã como o Sábado do sétimo dia, o sono do ser humano na morte – bem como, entre adventistas, os que rejeitam o Espírito de Profecia na obra de Ellen G. White, legando ou no todo ou em parte aquelas verdades ao tempo da escritora.
  • É a cosmovisão pós-moderna que produz o "Ministério da palhaçada", do autógrafo no CD, do fã clube e da idolatria de seres humanos (cantores, pregadores, administradores…).
  • É a cosmovisão pós-moderna quem moldou pregadores do evangelho em animadores de auditório, ouvintes reflexivos em massa de manobra e adoradores em consumidores!
  • Mas como frisei no início, não posso nem quero dogmatizar a questão. Nem todos os pregadores se tornaram animadores de auditório. Nem todos os músicos são relativistas niilistas. Nem todas as igrejas são a porta de entrada de um parque de diversão. Nem todos os teólogos se venderam à conveniência social e cultural! O problema é a reação dos pós-modernos!
Há algum tempo, quando participava de acalorados debates virtuais acerca de questões que, indiretamente, diziam – e ainda dizem – respeito ao tema, lembro-me vividamente das reações. Não foram uma ou duas dúzias de vezes que os adjetivos ‘retrógrado’, ‘atrasado’, ‘fanático’ e etc., eram escritos na linha debaixo de minhas falas! Ou seja, no modo de reagir, os pós-modernos cristãos são tão fanáticos e apaixonados por suas posições relativistas como os adjetivos que ora dirigiam às vozes discordantes!
Esqueci do termo "maniqueísta"!
"Ai dos que chamam bem ao mal e mal ao bem! Que fazem da escuridão luz e da luz escuridão! (Isa 5:20)
O primeiro sintoma dos que deixam Jesus de lado como seu guia é a perda da noção do que é sagrado, depois dos princípios, valores e regras estabelecidas por Ele. Assim, abismo chama abismo (Salmos 42:7) e, tal qual uma engraçada analogia sobre o buraco, quanto mais tira (mais relegam a Deus), maior fica (o buraco espiritual e moral)!
Ter Deus como Guia da vida não significa uma vida alienada de tudo o que é atual ou moderno. O problema é a forma com a qual nos valemos dessas coisas. Cristãos não são seres infelizes que se ‘escondem atrás de um deus para dar sentido às suas vida e driblar sua covardia diante do desafio da vida’ – nas palavras de Dawkins.
Para a desgraça do pós-moderno é a sua própria consciência, governada pela fome de prazer e satisfação, quem rege a vida! Sobre a rejeição das orientações de Deus, a irmã White se expressou da seguinte forma:
"O plano de Satanás é enfraquecer a fé do povo de Deus nos Testemunhos. Em seguida vem o ceticismo no tocante aos pontos vitais de nossa fé, as colunas de nossa posição, depois as dúvidas acerca das Escrituras Sagradas, e então a caminhada descendente para a perdição. Quando os Testemunhos, nos quais se acreditava anteriormente, são postos em dúvida e rejeitados, Satanás sabe que as pessoas enganadas não pararão aí; e ele redobra os seus esforços até lançá-las em rebelião aberta, que se torne irremediável e termine em destruição." Testimonies, vol. 4, p. 211.
Neste texto a irmã White fala sobre os que têm posto duvidas sobre a obra do Espírito Santo por meio dos Testemunhos. Em seu tempo várias pessoas, dentro e fora da igreja, colocavam em dúvida a obra e os escritos dela. O livro "O Testemunho de Jesus", escrito por Francis McMillan Wilcox, editor da Review and Herald, periódico e editora adventista dos EUA, descreve algumas situações em que o Testemunho de Jesus foi colocado sob ataque e sempre se revelou obra de Deus.
No século XXI a obra de Ellen White permanece sob ataque dos céticos e cristãos pós-modernos. Pastores, líderes e administradores, cuja consciência – pervertida pelo pós-modernismo – sempre se deleita na crítica deletéria – entre os críticos existem os sinceramente desinformados – tem se mantido longe das orientações de Deus, permanecendo na trincheira de suas deduções e embalados por seus milhões doados pelos fiéis. Mas o que sempre me causa espanto é quando a crítica deletéria, a dúvida, a cavilação chega pelo lado de dentro!
"Quando homens se levantam, pretendendo ter uma mensagem de Deus, mas em vez de combaterem contra os principados e potestades, e os príncipes das trevas deste mundo, eles formam um falso esquadrão, virando as armas de guerra contra a igreja militante, tende medo deles. Não possuem as credenciais divinas. Deus não lhes deu tal responsabilidade no trabalho." Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos; pp. 22 e 23
Pela distorção dos postulados divinos, pela relativização dos valores cristãos, morais e humanos, pelo fundamentalismo pós-moderno frente aos cristãos tradicionais, pela destruição da imagem cristã perante a sociedade secular, por tudo isso e muito mais: o pós-modernismo (disfarçado de cristão ou não) é uma praga!

Por Evanildo Carvalho [Link]

19 setembro 2012

A Crise Financeira de 2008

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Os desdobramentos da crise de 2008 são sentidos até hoje em todo o mundo. Inclusive no Brasil, onde nossos raquíticos resultados de crescimento do PIB comprovam que a “marolinha” foi mais forte do que se pretendeu.

Esta história pode ser contada tomando por início o segundo mandato de Bill Clinton, ainda no ano 2000, quando a crise do momento era o estouro da bolha das “ponto-com”. As empresas de tecnologia baseadas na internet estavam em pleno crescimento, quase todas com capital tangível mínimo. Era difícil avaliar estas empresas, ninguém sabia ao certo seu potencial de criação de valor, ou de potencial geração de caixa futuro, ou valor de marca, ou qualquer outro parâmetro utilizado em outras empresas. Muitas delas cresciam com prejuízos em sequência. Para se ter uma ideia da falta de indicadores, algumas delas eram avaliadas pelo número de cliques que recebiam dos usuários. Isso criou um ambiente especulativo quando estas empresas abriram o capital, e a rápida circulação de suas ações nas mãos de investidores de curto prazo criaram uma elevação irreal de valor de mercado – uma bolha.

O estouro da bolha ocorreu em 2000, quando os investidores perceberam que o valor das negociações não eram coerentes com o potencial de geração de lucro das firmas. O mundo ainda estava se recuperando do estouro da bolha em 2001, quando houve os ataques de 11 de setembro. A confiança do investidor se retraiu ainda mais, e os efeitos na economia real já eram sentidos. Como sempre se faz em tempos de crise, as taxas de juros foram fortemente reduzidas.

Quando os lucros começaram a se recuperar, ainda continuavam pequenos frente aos riscos. As taxas de juros ainda estavam em patamares muito baixos, haviam sido reduzidas para estimular o consumo (exatamente como o Banco Central está agindo hoje no Brasil). A pressão dos acionistas por retornos condizentes com os riscos pressionava por exploração de novos produtos. Os departamentos de projetos e desenvolvimento de novos produtos rapidamente se tornaram os mais pressionados nas empresas. A pressão era grande o suficiente para que a tolerância ao risco fosse mais flexibilizada. Neste momento começava a gestação de uma nova crise.

Projetos antigos, que estavam engavetados por risco elevado foram trazidos novamente à baila, em todos os segmentos empresariais, inclusive nos bancos. A invenção destes últimos foi um produto aparentemente de baixo risco: financiamento imobiliário. Acreditava-se que o risco era reduzido porque, na eventualidade de inadimplência, o imóvel dado em garantia seria retomado pelo credor. O raciocínio não está errado, a não ser que o imóvel seja passível de refinanciamento (e isso está ocorrendo no Brasil de hoje), ou que perca completamente seu valor. Assim, os bancos avançaram sobre mercados com baixa capacidade de pagamento, conhecidos como subprime (os melhores mercados são chamados de superprime e prime). Os mais pobres de repente tinham crédito para comprar casas.

Desnecessário dizer que o mercado imobiliário foi fortemente impulsionado, e o aquecimento do mercado valorizou os imóveis. Mesmo com a esperada inadimplência do mercado subprime, a valorização dos imóveis tornou o negócio muito atraente. A competição cada vez mais acirrada num mercado em expansão levou os bancos a avançarem sobre mercados de risco cada vez maiores, valorizando cada vez mais os imóveis a aquecendo o mercado imobiliário.

As operações financeiras desses financiamentos eram lastreadas em produtos tangíveis, que raramente perdem valor: os próprios imóveis. Os próprios compradores, percebendo os potenciais de ganho, passaram a refinanciar suas casas para avançar sobre imóveis maiores e melhor localizados. A inadimplência era muito maior que a média observada nos EUA, mas o aumento de preços sustentava a viabilidade das operações.

Mais produtos foram desenvolvidos, especialmente títulos de securitização destas dívidas. Um exemplo para entender como funciona este tipo de título: o banco A tem $1000 para receber de um mutuário. Havia um imóvel como lastro, então as agências de rating consideravam o título seguro, e davam nota máxima (baixíssimo risco, como AAA ou AA+) para o título. Para antecipar o recebimento, o banco aceitava colocar este título no mercado por, por exemplo, $900. Um título norte-americano, com nota máxima, lastreado em imóveis, num período de juros baixos eram muito atraentes. Foram comprados por fundos de pensão e aposentadorias de vários países, por fundos soberanos de países economicamente fortes, por bancos de investimentos europeus e asiáticos. Boa parte da economia global comprou estes títulos.

O esquema funcionou bem por poucos anos. Em 2004, alguns analistas começaram a apontar riscos de inadimplência. Em 2006 ganharam coro de vozes importantes, inclusive diretores do Fed. Em 2007, já era evidente que a inadimplência estava criando problemas de liquidez no sistema bancário norte-americano. Mas nada disso abalou a confiança dos investidores. Afinal de contas, os preços continuavam subindo. Até que, em algum momento, o mercado começou a se dar conta que os preços de mercado estavam elevados muito acima da realidade dos valores dos imóveis, e começou o movimento de retomada e busca de liquidez (para entender este risco, leia Como funciona a poupança). Os imóveis começaram a ser repassados a valores que caíam muito rapidamente, e os títulos estavam lastreados em valores muito mais altos pelos mesmos imóveis. Isto significa que os títulos perdiam valor com muita rapidez, e os bancos de investimentos perdiam valor na mesma velocidade.

Os resgates crescentes colocaram os bancos contra a parede, e o primeiro a secar foi o Citibank, que pediu ajuda ao governo e obteve. Em seguida, foi o Lehman Brothers, um tradicional banco de investimento criado como casa de comércio de algodão em meados do século 19 por imigrantes da Bavária. Um dos maiores bancos norte-americanos. Quando se viram na mesma situação do Citibank, não tiveram dúvida em pedir ajuda ao governo. Mas o pedido foi negado. Os correntistas de um dos maiores bancos do mundo assistiram então ao pedido de concordata mais impactante da história.

A quebra do tradicional banco de investimentos Lehman Brothers, no dia 15 de setembro de 2008, foi apenas o ponto culminante de um processo em curso já havia quase uma década. Não era, naquele momento, uma crise da economia real, ou uma crise financeira. Mas viria a ser em poucos dias. Boa parte da economia global estava encadeada como dominós em pé, e o Lehman Brothers era um dos primeiros da fila.

A crise de liquidez se espalhou pelo mundo todo. Para resgatar os bancos locais, os bancos centrais de várias regiões emitiram moeda flexibilizando o controle fiscal imaginando que a economia se recuperaria a tempo, mas isso não ocorreu. Grécia, Itália, Portugal, Espanha, Irlanda sofrem hoje para honrar compromissos monetários criados naquela época, cujos efeitos ainda são sentidos hoje.

Nota: o texto acima foi elaborado com base em três relatos aos quais assisti: uma aula do prof. Roy Martelanc (FEA-USP), uma palestra de William Handorf (Fed) na Fecomércio, em São Paulo e uma aula do professor Silvio Carvalho (FEA-USP e Itaú), esta última proferida no primeiro semestre de 2007, bem antes do auge da crise.


Fonte: Ricardo Trevisan
http://ricardotrevisan.wordpress.com/2012/09/18/a-crise-financeira-de-2008/

08 setembro 2012

Retribuir ao Inimigo

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“Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem.”
Mateus 5:43-44

Nos dias de hoje está cada vez mais difícil de se ter qualquer lição de verdadeiro e genuíno amor. O qual é pregado pelo mundo como um ‘contrato’ do tipo “enquanto não cometer mancada, ou enquanto isso, enquanto aquilo...”; ou seja, é praticamente um ‘amor’ com data de validade; ou então, é um amor sentimental que irá fluir conforme seu estado de humor, seus hormônios, bem estar, desejos. Mas e o amor divino? O amor envolto de princípios, atitudes, ações? Amor que pode exigir o sacrifício próprio e a contrariar nossos instintos? Este, raramente se verá algo no mundo; inclusive acredito que já nascera quem nunca terá ouvido nada sobre isso em sua vida.

Jesus deixou uma lição bem clara sobre o amor. O qual não requer condições ou retribuições da pessoa. Qual também não se baseia em sentimentos de ‘bem-estar’ digamos assim. Mas algo que está acima de tudo isso, que exige sacrifício da nossa natureza egoísta, da emoção e atitude de raiva/ódio. Ele disse para “AMAR e ORAR” pelos nossos inimigos, por aqueles que tentam nos destruir, fazer o mal, nos matar.

Todavia, isto não é visto como um acréscimo em nossa vida. É visto como uma verdadeira oportunidade de ‘o amor acontecer’, de o ‘amor se manifestar’. Ou seja, são nessas ações realmente ‘difíceis’ (digamos), que requerem renuncia e sacrifício, aprender a andar na contramão do que o mundo ensina, na contramão do que nossas emoções requerem, é que então realmente podemos demonstrar e provar do amor de Deus.

“Porque Ele faz raiar o sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos. Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa vocês receberão? Até os publicanos fazem isso! E se saudarem apenas os seus irmãos, o que estarão fazendo de mais? Até os pagãos fazem isso! Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês.” Mateus 5:45-48

É na escuridão que a Luz é realmente provada; e ela não faz concessão de quem iluminará; todos ao seu redor será iluminado por ela. Do mesmo modo é esse amor por Jesus ensinado. É quando o momento se torna escuro, sombrio, tenebroso como a meia noite, quando seu coração quer disparar em ódio e raiva, é quando o individualismo quer passar por alto e indiferente o desconhecido; é neste momento, que realmente, a sua luz será provada, e ver-se-á provada. E se ela se manifestar, for verdadeira, todos ao seu derredor irão receber, serão iluminados, sejam merecedores ou não; pois a luz não vem deles, mas irradia do emissor.

Alias, Jesus também não inovou nada no seu discurso, apenas alfinetou ainda mais a multidão que estava com ele que se esquecera ou não se atentaram para a lei que é encontrada no Antigo Testamento.

“Não guardem ódio contra o seu irmão no coração; antes repreendam com franqueza o seu próximo para que, por causa dele, não sofram as consequências de um pecado.
Não procurem vingança, nem guardem rancor contra alguém de seu povo, mas ame cada um o seu próximo como a si mesmo. Eu sou o Senhor.” Levítico 19:17-18

Aqui está mais um ousada filosofia e ousadia do cristianismo que se opõe a tudo o que se vê hoje. E você, vai encarar?

Recomendo o filme "A Ultima das Guerras", um excelente filme que trata este tema.

07 setembro 2012

Domingo – O Caminho Sendo Preparado

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Mais um grande - ao meu ver – passo (intencional) acaba de ser dado em direção ao Decreto Dominical. Pois os GRANDES PODERES da Europa estão EXIGINDO da Grécia, que diminuem o fim de semana de 2 dias para 1 dia, com a finalidade de ‘combater a crise financeira’.
Não acredita? Então olhe este link: "Grécia debate instituir o fim de semana de só um dia"

Sim, a grande novela da crise, que já dura há 4 anos, que é de "GRAVIDADE EXCEPCIONAL" (clique aqui), está intensa, com um alto risco não só para a Europa mas para todo o mundo; que ainda se consegue empurrar com a barriga (até quando), qual toda medida está longe de ser resoluta. A qual aqui no Brasil tem sido um tanto ‘escondida’ pelo Governo e pela Midia para fingir o bom momento da economia brasileira que está se endividando cada vez mais, com a intenção de transmitir confiança a Economia brasileira, e assim diminuir o efeito do medo o que pioraria ainda mais. Talvez essa seja a vantagem de se ter um povo tão ignorante e manipulável.

Mas vamos pensar bem. Há 5 anos atrás, ou melhor ainda, há 10 anos atrás, alguém defendia a ideia, ou acreditaria no que foi escrito há mais de 100 anos num livro por ai, um tal de “Grande Conflito”, de que o mundo passaria a adotar obrigatório o trabalho no sábado e a guarda do domingo (“Decreto Dominical”), que isso ocorreria nos Estados Unidos e na Europa e rapidamente se disseminaria pelo mundo; em consequência de uma GRAVE CRISE ECONOMICA, MORAL E CIVIL que assolaria as nações e acreditassem ser o este o meio para melhorar as coisas?
- Alguem, alguem?
- Doo-li uma...
- Doo-li duas...
- E dooo-li três.
A resposta é: Simplesmente, NINGUEM ACREDITAVA! quer dizer, só alguns poucos acreditavam. Mas em geral todos ridicularizavam a idéia. E hoje, é o que exatamente está  sendo proposto como EXIGÊNCIA pelos GRANGES PODERES da Europa. Que poderes? Ora!, estes poderes:

  • Comissão Europeia
  • Banco Central Europeu
  • FMI – Fundo Monetário Internacional

[Estão lá no link, logo no começo.]
Essas 3 entidades, certamente entre talvez as 5 mais poderosas do Mundo estão EXIGINDO isto da Grécia. Todavia, pois bem ‘só a Grécia’. Mas isto é o só o começo. Vários outros países estão na ‘lista de espera’ para uma crise, e não só na Europa. Alias, efeitos da Europa que podem se desencadear rapidamente por todo o mundo (inclusive o Brasil). Algo que o passado, como a II Guerra Mundial deixou evidente para todo o mundo não mais questionar, isto que ainda não era tão Globalizado como hoje. Ou ainda um exemplo ainda mais recente, a Grave Crise Financeira da quebra dos bancos e fundos que o mundo vivenciou em 2008, quando alguns especularam poder ser o fim do Sistema Financeiro, assim como foi em Roma que desencadeou a ruína do Império Romano, a moeda sem lastro. O mesmo risco correu agora. O Sistema Financeiro sem confiança, sem credibilidade, sem garantia, tudo poderia arruinar.

Além disso; Há 10, 15 anos atrás, quem acreditaria, que os Estados Unidos (A América Protestante) se uniria com o Vaticano (A Igreja Católica Apostólica Romana)? Alguem?

E aí, pudemos ver, a poucos anos atrás, o Presidente dos Estados, se me recordo, foi George W. Bush, permitiu que pela 1ª Vez em Toda a História, o Papa fosse ao pais, e se fizesse aquela cerimônia, como aqui no Brasil já é costume. Não só isso, como o presidente ainda beijou a mão do papa. Selando um claro acordo entre o Estado Norte-Americano e o Vaticano.
MAS OPA! OPA!
PERA Ai!!!
ISSO EU JÁ VI EM ALGUM LUGAR!!!
ONDE MESMO?

DROGA! HOJE NÃO SE ENSINA MAIS HISTÓRIA... (por que será?)

Huummm! Ah sim! LEMBREI!!!

Foi em ROMA. Quando Constantino, o Imperador de Roma, se uniu a Igreja Cristã, o Estado se uniu a Igreja. E dai surgiu o grande poder desta, qual, posteriormente tomou o poder da maior parte do Império Ocidental Romano, período conhecido como a Idade Média. E o que a Igreja Católica fez mesmo?
Ah! SIM! EU LEMBRO!!!
Ops! Melhor dizendo: Eu li! [pois não vivi tanto tempo assim]
A ICAR fundiu as crenças pagãs romanas, em geral, vindas dos gregos, e adotou o Domingo, o dia que era adorado ao deus Baal (o deus Sol). Opa, mas pera ai? Não acredita nisto? Então leia o estudo mais completo e profundo que existe sobre essa mudança que houve no Cristianismo da guardo do Sábado para o Domingo, feito pelo pesquisador, teologo, historicista Samuele Bacchiocchi (alias, elogiado até mesmo pelo próprio Papa por suas pesquisas) colocou em seu livro Do Sábado para O Domingo. Alias, fontes por disso se encontra por diversos lugares e textos históricos, a própria ICAR não nega.

- Ah! Mas isso é coisa do passado. Não é?
Na verdade, são bem realidade. O Papa, todo Vaticano, a Igreja Católica está fazendo fortes esforços para novamente estabelecer o Domingo como o dia de guarda em todo o mundo. E isto está acontecendo agora, na verdade, tem ficada cada vez mais intenso, desde a Crise de 2008. Olhe:

16 maio 2012
3 junho 2012
9 setembro 2007
28 agosto 2012
22 abril 2012
4 fevereiro 2012
4 março 2012
19 janeiro 2012
13 novembro 2011
5 julho 2011
6 maio 2011
24 maio 2012

Bem, e outras diversas noticias se pode encontrar procurando apenas pela Internet. Isso, sem olhar mais a fundo, e ver que muitos dos representes nos maiores poderes de praticamente todas as Noções, inclusive do FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu, estão ligados, 'em sintonia', com o Vaticano declaradamente.

Que engraçado, tudo isto já estava escrito há tantas décadas. E que iria acontecer.

"O movimento dominical está agora abrindo caminho nas trevas. Os líderes encobrem a verdadeira questão, e muitos que se unem ao movimento não percebem para onde aponta a tendência oculta... Estão agindo como cegos. Não veem que, se um governo protestante abandona os princípios que deles fizeram uma nação livre e independente, e, pela legislação, introduz na Constituição princípios que propaguem a falsidade e ilusão papal, eles estão se lançando nos horrores católicos da Idade Média. Muitos há, mesmo entre os que se empenham nesse movimento em favor da imposição do domingo, que se acham cegos aos resultados que virão após essa ação. Não veem que golpeiam a liberdade religiosa. Muitos jamais compreenderam as reivindicações do sábado bíblico e o falso fundamento sobre o qual repousa a instituição do domingo". Eventos Finais, p. 126, 127.

Eis aí o que estamos vendo no dia-dia pelos canais de comunicação:

  1. União do Estado com a Igreja Católica se consolidando cada vez mais forte, novamente. (e até mesmo nos Estados Unidos)
  2. Movimentos em prol da guarda do domingo, no lugar do sábado, ocorrendo em diversos lugares do mundo, e sendo fortemente pregado pelos lideres da Igreja Católica e de muitos outros grandes poderes, como o FMI e o Banco Central Europeu.


[isso é só o começo]

"No movimento ora em ação nos Estados Unidos a fim de conseguir para as instituições e usos da igreja o apoio do Estado, os protestantes estão a seguir as pegadas dos romanistas. Na verdade, mais que isto, estão abrindo a porta para o papado a fim de adquirir na América do Norte protestante a supremacia que perdeu no Velho Mundo. E o que dá maior significação a este movimento é o fato de que o principal objeto visado é a obrigatoriedade da observância do domingo, prática que se originou com Roma, e que ela alega como sinal de sua autoridade. É o espírito do papado - espírito de conformidade com os costumes mundanos, com a veneração das tradições humanas acima dos mandamentos de Deus - que está embebendo as igrejas protestantes e levando-as a fazer a mesma obra de exaltação do domingo, a qual antes delas fez o papado." - O Grande Conflito, p. 573

(Isso que você acabou de ler, estava lá, escrito, há mais de 100 anos atrás, onde ainda estava para nascer um americano que ainda sonharia com a hipótese que seu presidente receberia e beijaria a mão do Papa)


"A influência de Roma nos países que uma vez já lhe reconheceram o domínio, está ainda longe de ser destruída. E a profecia prevê uma restauração de seu poder." - Idem, 579

"E, convém lembrar, Roma jacta-se de que nunca muda. Os princípios de Gregório VII e Inocêncio III ainda são os princípios da Igreja Católica Romana. E tivesse ela tão-somente o poder, pô-los-ia em prática com tanto vigor agora como nos séculos passados. Pouco sabem os protestantes do que estão fazendo ao se proporem aceitar o auxílio de Roma na obra da exaltação do domingo. Enquanto se aplicam à realização de seu propósito, Roma está visando a restabelecer o seu poder, para recuperar a supremacia perdida. Estabeleça-se nos Estados Unidos o princípio de que a igreja possa empregar ou dirigir o poder do Estado; de que as observâncias religiosas possam ser impostas pelas leis seculares; em suma, que a autoridade da igreja e do Estado devem dominar a consciência, e Roma terá assegurado o triunfo nesse país." - Idem, 581


[Comentário meu: Triunfo qual pode ser observado há poucos anos, quando o Papa, após mais de 2, 3 séculos de protestantismo nos Estados Unidos, conseguiu finalmente, fincar seus pés no Governo Norte-Americano e nesta nação, até então que não o permitia.]


"Mediante os dois grandes erros - a imortalidade da alma [fortemente divulgada pela mídia e cinema norte-americano] e a santidade do domingo - Satanás há de enredar o povo em suas malhas. Enquanto o primeiro lança o fundamento do espiritismo, o último cria um laço de simpatia com Roma. Os protestantes dos Estados Unidos serão os primeiros a estender as mãos através do abismo para apanhar a mão do espiritismo; estender-se-ão por sobre o abismo para dar mãos ao poder romano [veja imagem ao lado - 2004]; e, sob a influência desta tríplice união, este país seguirá as pegadas de Roma, desprezando os direitos da consciência." - Idem, 588 


Pera! Mas e o Sábado? Onde está ficando nisso tudo?

"Assim terminou a criação do céu, e da terra, e de tudo o que há neles. No sétimo dia Deus acabou de fazer todas as coisas [criar] e descansou de todo o trabalho que havia feito. Então abençoou o sétimo dia e o separou como um dia sagrado, pois nesse dia ele acabou de fazer todas as coisas e descansou. E foi assim que o céu e a terra foram criados." Gênesis 2:1-4

"Lembra-te [não era um mandamento novo, apenas uma lembrança do verso acima] do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há e ao sétimo dia descansou; portanto, abençoou o Senhor o dia do sábado e o santificou." Exodo 20:8-11

Por fim

Bem, após ler tudo isso. Se é que leu. Apenas reflita, questione a realidade, o mundo, o que está acontecendo nos bastidores do poder e das Leis, das relações Trabalho x Religião. Pesquise, estude. Nunca tivemos tantas Bíblias na História, e nunca se estudou-as tão pouco. Estude estude, vá a fundo, até não restarem mais dúvidas. Até ter a plena convicção de não estar sendo enganado. E quando chegar lá, cavoque ainda um pouco mais. Provoque-se a entender o mundo, as influências que ocorrem no mundo. O motivo pelo qual a sociedade é como é hoje. Donde veio, como se chegou até aqui. Por que que é assim? Por que os livros são assim? Por que os filmes são assim? Por que as novelas são assim? Por que as escolas são assim? ... É apenas isso. Não precisa engolir o que eu disse aqui. Apenas quis provocá-lo a investigar esse tema, que ainda vai dar o que falar em todo mundo.

Apenas uma curiosidade

Nos Estados Unidos, ou melhor dizendo, no inglês, o nome do Domingo, é Sunday, que quer dizer literalmente "Dia do Sol". E nisso, se vê uma ligação, ao 'Deus Sol', e imagens sobre tal, que se observa na maioria dos povos pagãos(como o deus  (o "Deus Sol") no Egito Antigo), inclusive em alguns simbolos da Igreja Católica. E que tudo isso ascende da união de Roma Pagã com a Igreja Católica; alias, o 'a divindade Sol' era a mais cultuada pela maioria dos povos pagãos e astrólogos

Mas ai, você pode questionar: "Mas os Estados Unidos não é protestante?" Sim. Bem, teoriacamente, ou era, mas a maioria das denominações protestantes, foram protestante ao catolicismo em certos pontos, que forma contestados pelos reformadores que originaram tais, e a maioria em geral, se baseavam em: Venda de Indulgências, Taxas e Impostos da ICAR, confessar pecados para padres, ter um intermediador entre Deus e o homem, o Papa como sendo o representante de Deus, e variaos outros como tambem se pode ver nas "95 Teses de Lutero", que fez com que o Vaticano ficasse furioso com ele, e quase conseguiu matá-lo, se não fosse alguns o fazerem sumir do mapa. Mas pararam por ai, não prosseguiram com a reforma, e assim investigando mais as leis, tradições, cerimonias e a Biblia, e desfazer dos laços que ainda herdavam de Roma, como o caso do domingo. Mas houveram algumas denominações protestantes que perceberam o caso do domingo, mesmo sendo uma minoria, como a Batista do Sétimo Dia, Igreja Adventista do Sétimo Dia, Igreja de Deus do Sétimo Dia, Congregação Cristã do Sétimo Dia, Igreja Evangélica Sabatista, Igreja Sabatista Glória Vindoura, ... Há diversas outras denominações protestantes sabatistas pelo mundo, talvez as mais representativas sejam a Batista e a Adventista. Além, de claro, o Judaismo qual não aderiu a tradição da Igreja Romana e até hoje permanecem como os exemplos mais sólidos de sabatistas no mundo, inclusive isso é uma Lei em Israel.

De brinde, uma reportagem do programa Sunday Morning do canal CBS, dos EUA, a respeito do domingo.

02 setembro 2012

27 agosto 2012

Canal do Otário: Compra de Carros Populares

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Discordo um pouco desse vídeo no sentindo de se sujeitar a baixaria para fazer uma revolta e/ou crítica a uma injustiça. No meu ver é recorrer ao injusto para condenar o injusto. Pois logo, entramos num dilema: Quem merece a injustiça?

Pois bem, é um vídeo muito ilustrativo e didático, dando como exemplo o VW Gol 1.0, do assalto que é ao bolso do consumidor comprar um carro desse tipo. Que na verdade afeta toda a cadeia, o sistema. A grande questão é, um automóvel custa MUITO caro no Brasil. Por que? Porque é um dos principais meios pelo qual os ricos se enriquecem e roubam o dinheiro da população, e com a ajuda do Governo para isso.

Mais profundo que o vídeo apresenta, um dos grandes problemas da questão é: Lei do Mercado. Quando pensamos no mercado, é bem lógico o pensamento, suponha que você gastou 10 reais para montar um produto. E vende por 10 mil reais. Se um monte de pessoas compra, e ainda há um monopólia que a única opção das pessoas seja comprar, por que então você então diminuiria para 20 reais, e apenas ter 100% de lucro? É óbvio que não, ainda mais partindo da premissa de que não são honestos, ou pessoas buscando um preço justo e o melhor para o próximo e o todo. Pois, quando se pensa nisso em larga escala, os maleficios dessa ULTRA-CONCENTRAÇÃO DE PODER é imenso.

Qual seria o único modo de mudar isso? Simples: PARE DE COMPRAR CARRO ZEROS. Ou peça que barateiam pelo menos uns 40% (o que é pouco). E se isso crescer no Brasil, de modo que o número dos que compram começam a diminuir o lucro dessas montadoras e concessionárias; então eles iriam naturalmente diminuir o valor.



26 agosto 2012

Reflexões sobre influência da Mídia

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Recomendo aqui uma solene conversa sobre influencias da mídia. É uma modesta conversa sobre pequenas influencias das produções midiáticas, de modo a não sermos fantoches, ou seja, os passivos, mas os ativos, controlarmos o que vemos para não perdermos a sensibilidade e distinção entre o que é bom e o que não é, o que é lixo e o que é realmente bom e louvável. Que cada um possa fazer suas reflexões.

Nesta segunda parte, sobre Mensagens Sublimares utilizadas nas mídias.

25 agosto 2012

Cristianismo de Jesus X Cristianismo da Multidão

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Estou lendo a densa obra "O Desejado de Todas as Nações", escrito por Ellen G. White. É uma densa obra falando sobra a vida de Jesus Cristo, pensamentos sobre a Sua vida e suas mensagens dadas a toda humanidade.

Ainda não o terminei, todavia, muitas coisas já pensei, muitos pensamentos já fui provocado. E um deles que me parecem mais estranhos é o de que apesar de haverem muitas religiões que se dizem cristãs e muitos professos cristãos. Ou seja, 'seguidores de Cristo' (ou seja, de Jesus Cristo). O que menos se ver é uma reflexão desses sobre Ele, sobre Seus ensinamentos, quanto mais o realmente seguir.

Um dos grandes destaques sobre a Vida dEle, é que Ele foi diferente de qualquer lider que podemos pensar na História. Multidões foram a Ele, mas em geral, por interesses próprios. Muitos o seguiam, pois acreditavam - através de percepções erroneas das Escrituras e dos lideres religiosos - que Ele viria aqui na Terra par trazer a eles bênçãos para o agora, coisas terrenas. Uma das mais comuns e fortes era a de que Ele iria libertar Israel do dominio de Roma, e não só isso, mas que governaria Israel, e que assim, através dEle Israel dominaria o mundo. De modo, que todos eles, de dominados, passariam a ser dominadores. E muitos se apagavam a Ele, acreditando que por se mostrarem mais próximos e mais efetivos, tais iriam receber honras especiais. Por fim, todos estavam buscando prosperidade, riquezas, glórias, poder terreno. Eram ambições que moviam os corações deles.

Chegou num certo ponto quais essas multidões acreditavam ser "é agora ou nunca", e neste momento Jesus deu um basta. Mostrando a tais que não era isso. E que além disso, disse o que realmente era. Dizendo que a nua e crua palavra da verdade, de que eles precisavam morrer para o eu, para as próprias ambições, egoismos, serem humildes, arrependerem dos seus erros. E que mais ainda, que deveriam seguir os passos dEle, o exemplo dEle. Mas isto não agradava a ninguém, pois Jesus vivia como um semi-mendigo, quase como um morador de rua, que não tinha onde repousar a cabeça, que apenas tinha as próprias humildes vestes, era feio, vivia andando pra cá e para lá, e não vivia para si, mas vivia atendendo as pessoas, ajudando elas, consolando; não era uma vida de extravagancia, de posses, de riquezas, ou qualquer coisa do tipo, era uma vida de luta, e que sofria forte oposição de grande parte da sociedade, sobretudo os lideres da nação. Ou seja, NINGUÉM SUPORTARIA VIVER como Jesus, ser quem era Jesus. A multidão NÃO QUERIA SER COMO JESUS. Mas por que O seguiam? Porque acreditavam que tudo iria mudar, que isso era apenas por pouco tempo, até Ele dominar tudo, e elevar Israel a uma condição de Nação soberana que dominaria tudo e a todos; e ai, todas as suas ambições se concretizariam.

Quando Jesus deixou bem claro que estavam enganados. E o que Ele estava propondo eram que vivessem ao Seu exemplo. E que as suas promessas de uma 'vida melhor' - digamos assim - não estava aqui, mas na vida futura, na Casa de Seus Pai. Diante disto:

"Muitos, pois, dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir?"
João 6:60

E após isto, muitos o abandonaram. De modo que Ele até perguntou para os seus discípulos próximos, se estes também não queriam ir. ...

O que dizer do Cristianismo de hoje, comparado ao discurso de Jesus Cristo?
O discurso que temos ouvido de muitos supostos cristãos tem sido o discurso de Jesus realmente, ou o discurso da multidão?

Temos ouvido o Cristianismo do próprio Jesus, ou o Cristianismo que as multidões desejaram?

Qual deles você escolhe?

21 agosto 2012

18 agosto 2012

A Igreja está morta?

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Compartilho meu pensamento quanto a um recente questionamento no forum Adventista no Orkut:

A igreja está morta?

Aqui é bom pensar no que significa, em primeiro lugar, igreja. Igreja é o povo de Deus. Alguns estão adormecidos e irão despertar; outros estavam vivos e morreram na fé; e outros, mesmo que talvez poucos, estão mais vivos do que nunca na fé.

O povo de de Deus, a Igreja de Deus, está distribuida pelo mundo, em diversas religiões, sendo a Adventista uma delas. Até entre os ateus há alguém da igreja de Deus, que nem sabe.

Mas se formos voltar o pensamento ao passado, os próprios discipulos interrogaram a Jesus perguntando porque tão poucos aceitam, há tanto trabalho a fazer mas há tão poucos trabalhadores. Poderíamos dizer naquela época, a Igreja Judia está morta? E qual foi a resposta do Mestre? Ele disse, que muitos são chamados mas poucos aceitam. Pois estreito é o caminho que leva para vida a eterna e poucos entrarão por ali, mas largo é o caminho que leva para a morte e, infelizmente, é o escolhido pela maioria.

Está regra de proporção baixissima dos vivos na fé, se segue para todas as religiões, e tempos, em todo lugar do mundo e História. Inclusive hoje na IASD. Infelizmente, há lugares que há proporção de mortos é ainda pior, como no caso de alguns lugares na Europa, há estimativas de que em muitas cidades e até mesmo países, se há a ultima geração de cristãos.

Agora se formos pensar na Igreja como uma Instituição. Ela já entrou na sua fase mais 'empresarial' como qualquer outra instituição seja religiosa, financeira, politica... que se torna mais estavel, e tem um indice de crescimento bem pequeno comparado ao mais exponencial em seu inicio, quase que convergente para uma assindonta horizontal (matematicamente falando); e com isto pode também cair, é a tendencia hoje e do futuro: perder essa força de crescimento e cair.

Por isso, temos que pensar não na instituição, mas em cada individuo dentro desta igreja. Temos que procurar esquentá-la, tacar Fogo na Laodicéia (Apoc.3). Mas para isso, para podemos tacar fogo nos nossos amigos e companheiros e esquentar outros, primeiro precisamos esquentar nós mesmos com o calor do amor de Deus.

Lembrando que o calor de uma igreja não são os fogos de artificios, o quão alto é uma música, o quão popularesco seus eventos, o quão emotivos e lotados, seus cultos. Como certa vez EllenG.White colocou: os cultos de oração, os mais humildes, singelos e simples, estes sim, são o TERMOMETRO da igreja. Pois a verdadeiro religião não se consiste nos atrativos, mas no impeto do individuo quando não há atrativos. A verdadeira religião não se mede na fortuna dos bolsos, no tamanho e decoração do templo, da beleza exterior dos membros, nas suas roupas, frisado de cabelos, nivel intelectual, diploma acadêmico, ou emprego... mas SIM, o quão o individuo possui do caráter de Jesus Cristo. Este deve ser a verdadeira beleza de cada um, o verdadeiro atrativo: o caráter de Cristo Jesus revelado na vida, nos pensamentos, nos atos, no coração; e não em quão agitada e cheia pode parecer uma congregação.

05 agosto 2012

Música - Um Sistema Complexo

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Acredito que por ser matemático, tenho um encanto especial por música. Não só porque, de forma consistente, o estudo e desenvolvimento da música só veio a partir de matemáticos, como Pitágoras e a criação da escala pitagórica. Mas porque uma música se trata de lidar com uma quantidade enorme de variáveis; em primeiro lugar, na composição. Tomo por exemplo a 9ª Sinfonia de Beethoven. Uma música de aproximadamente 1 hora. Todavia, a música é um GRANDE LIVRO DE MATEMÁTICA. Por que digo isso?

- 7 anos foi o tempo aproximado da sua composição [você faz idéia de quantas páginas e notas há neste enorme livro?];
- Orquestração próximo de 30 instrumentos (pois na época alguns instrumentos necessitavam de várias afinações, pois no caso dos trompetes, não havia pistos ainda)
- 4 solistas + 4 vozes coral.

Ou seja, pensando apenas a composição num aspecto vertical, são em torno de 38 vozes. Matematicamente falando, só por aí, seria uma função de 38 variáveis. Mas não é só isso, na verdade este não é nem o começo; possuem as diversas dinâmicas, os tempos, os andamentos, as harmonias. Eu diria que, POR BAIXO, gira em torno de 50 variáveis.

50 VARIÁVEIS!!! É coisa pra caramba! Ou seja, a cada passo horizontal, a cada nota (em 1 hora de música) o compositor lida com 50 variáveis, no caso Beethoven. Claro, se usarmos outro exemplo, como Gustav Mahler na 8ª Sinfonia, apelidada de (A Sinfonia dos Mil). Qual apenas de orquestração temos algo em torno de 85 vozes!!! Somando instrumentos melódicos, órgão, percussão e vozes cantadas. É algo absurdamente de proporção gigantesca!!! Aliás, eu mesmo, não saberia dizer algo na Engenharia que foi feito lidando com tantas variáveis.

Claro, estou falando do lado da música erudita, qual tem essa grandeza gigante, diferente de uma música popular, qual o número de variáveis se reduz grandemente, inclusive o tempo de composição (algumas composições, mal passam de 10 páginas).

Mas destaco que ainda há outro aspecto da música. Não são apenas tais variáveis. No caso de Beethoven, não são apenas 50. Pois isto é apenas quanto a composição, o que está no papel. Há o aspecto da execução. A execução da música é a parte mais complexa de todas. Pois além dessas 50 variáveis, para cada instrumento há um subconjunto com um leque enorme de variáveis; variáveis, quais cada instrumentista, a principio, tem que dominar e ter na ponta da língua com horas e mais horas, dias e mais dias, meses e mais meses, anos e mais anos de estudos.

Acredito ter um pouco de autoridade para falar apenas do trompete. E para tal eu digo que existem muitas variáveis particulares. Além do instrumento (de certo modo, cada instrumento é único, cada um tem sua peculiaridade, sua cor, sua textura sonora... um instrumento com um leadpipe reverso por exemplo, ajuda numa resposta mais rápida do som, e diminui a resistência interna da coluna de ar, fazendo com que isso há mais facilidade e controle do instrumentista para fazer legatos e trabalhar a região aguda, todavia, ao mesmo tempo, em geral, diminui um pouco o brilho do som e a capacidade de volume sonoro que se pode produzir nos afinados em si bemol), bem, além disso, há a sua língua, a qual é um verdadeiro pincel, qual você pincela como serão entoadas as notas, ou articuladas, além disso há os bocais, uma coleção enorme de bocais (mouthpiece), qual cada um produz um timbre peculiar, e possuem também suas variáveis peculiares de uso - um bocal com um diâmetro de 3mm menor ou maior faz uma diferença absurda). Além disso, há questões como respiração, onde respirar, quanto de ar soltar naquele trecho, naquela nota, como fazer o crescendo, como controlar sua musculatura da respiração e da embocadura... além da embocadura, como deixar os lábios. As vezes, numa frase mais clara ou animada, fazemos um leve sorriso para deixar a nota mais 'apertada' e 'brilhante' (sai um som levemente mais animadinho).

Ou seja, cada instrumentista, cada músico envolvido, inclusive do coral, precisam lidar com mais uma grande quantidade de variáveis. E por fim, temos a regência. O Maestro que é quem vai coordenar tudo isso, é ele que vai lidar com todo esse conjunto enorme de variáveis; a condução das partituras, a execução dos músicos, e de modo, que tudo isso soe a poesia, a expressão daquela música. Sim, um maestro tem que lidar com centenas de variáveis, por isso, eles ficam meio loucos, e praticamente, tem uma vida inteiramente dedicada a música, ficam o dia inteiro analisando partituras, pensando, ensaiando e exigindo mínimos detalhes de cada músico; pois por mais que ensaiam horas e mais horas, é preciso lidar com tudo isso para soar perfeito em tempo real.

Qual a grande diferença, acima de tudo, de um músico, ou um maestro de uma matemático? Bem, um matemático, a principio, funciona como algo lento, que não usa/faz matemático em tempo real. Ele é mais quem prepara a matemática para ser usada em tempo real. E esse tempo real de uso, já definido por ele, vai ser, normalmente, executado por um programa de computador, que ele ou alguém programou, para fazer aquilo que ele produziu anteriormente. Já o músico, não, é preciso fazer essa produção em tempo real; tem que lidar com essa quantidade imensa de variáveis rapidamente. E isso, durante uma música, algo rápido, exige muito, em especial da mente. A mente de um músico acelera, parece que o 'tempo' aumenta, o que é 1 segundo para uma pessoa comum, para um músico se torna um grande período de tempo, no qual ele pensa em muita coisa; toca uma nota lendo já vários compassos a frente, olha para a nota e já pensa em mil maneiras de tocá-la, em como está soando o conjunto, no tempo, para sair no tempo certo, em harmonizar o som... são tantas coisas; e isto, numa fração de segundo. Claro, não tem como pensar em tudo em tão pouco tempo, por isso é necessário tantas horas de estudos, repetições e treinos, para fazer com que muito dessas questões sejam automaticamente resolvidas como um extinto, de tamanha influência.

De certo modo, um dos grandes prazeres do músico para com a música é exatamente este, em conseguir resolver uma função de muitas variáveis. Mas, claro, há ainda muito mais coisas. Muito mais! Além dos sentimentos, emoções, impressões e idéias que a música podem produzir. Além disso, da união que promove entre tantas pessoas que ao invés de competirem, se unem por um objetivo comum. Além disso, o de poder compartilhar, isto, que faz da música ter sentido, e não ser lastrada como um mero engano. A Música que Inebria a alma. No meu ver, a música é o maior instrumento filosófico e educativo que existe. Acredito que poderíamos dizer: "Diga-me que músicas você gosta de ouvir, e eu direi quem tu és." Mas isto é assunto para um outro post.

Para presentear, e como uma referência desta imensidão de complexidade, disponibilizo a integra da Sinfonia dos Mil de Mahler.

01 agosto 2012

Alimentação: Afetando a saúde de vossos netos

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Já dizia a Lei de Deus. Nossas ações afetam nossos descendentes, as próximas gerações; seja em aspectos educativos, financeiros, onde escolhemos viver e construir nossa vida, a filosofia de vida e/ou religião que vivemos; mas em especial, temos a alimentação. Muito de nossa saúde é consequencia dos atos de nossos antepassados.


http://hypescience.com/sua-alimentacao-afeta-o-dna-de-seus-netos/