O último conto, a Última Batalha, do Crônicas de Nárnia de C. S. Lewis, é o melhor de todos em muitos aspectos, sobretudo no do drama que chega até soar suspense. E de todos, é de um cunho teológico e cristão ainda muito maior.
Fé entre a verdade e a mentira
De inicio, o primeiro grande conflito e batalha é travado no ambito da crença. Manhoso, o macaco egoista e mau-intencionado, cobre o burro Confuso com uma pele de leão, fazendo-o passar por Aslam. Enganando assim todos os narnianos, os quais nunca viram Aslam pessoalmente, mas que o respeitavam, temiam, sabiam que era como um leão falante, e estavam dispostos a morrer por ele. Menos Passofirme, o centauro que observara atentamente as estrelas e percebera que algo horrível estava para acontecer em Narnia, e que não havia profecia nas estrelas que Aslam apareceria em Narnia. E desde modo, Manhoso, o macaco, consegue dominar Narnia na palma da mão, fazendo acordo com os calormanos, fazem dos narnianos escravos, causando mal, dor, trabalhosos forçados, matando criaturas, e derrubando as arvores das dríades. Estavam destruindo o mundo de Nárnia, estavam destruindo os próprios narnianos. Mas ninguem levantava um "a" de rebelião, ou o faziam, até que então viam Aslam, ou melhor, Manhoso. Acreditavam - na audácia do macaco - que fizeram grande mal, que haviam pisado muito na bola com o Leão, e por isso estavam sendo castigados.
Mais adiante, Tirian, Jill e Eustáquio descobrem toda a farsa e o trama feito entre o macaco e o carlomano Rishda Tarcaã, e que o Leão, era na verdade um jegue com pele de leão. E no meio disso, eles conseguem libertar vários anões que estavam sendo levados para trabalharem de escravos nas minas de Tirosc pelos calormanos. Contam a eles então "a verdade", mas a resposta que receberam foi:
"- Escutem aqui, meus chapas - disse o anão negro, cujo nome era Grifo -, não sei quanto a vocês, mas já estou cheio dessa história de Aslam. Já escutei sobre ele mais do que gostaria de ouvir para o resto da vida.
...
- Vocês devem estar pensando que somos fracos da bola, isso, sim - disse Grifo - Já fomos enrolados uma vez e agora querem nos enganar de novo. Não queremos mais saber de conversa sobre Aslam. Vejam só! Olhem para ele! Um burro velho de orelhas compridas!
...
- E, pelo jeito, você conseguiu uma imitação ainda melhor! - retrucou Grifo - Não, muito obrigado. Já nos fizeram de bobos uma vez e ninguém vai nos enganar de novo."
Neste ponto vemos um ponto muito especial abordado por C. S. Lewis, e praticamente, muito aplicavel ao nosso mundo hoje. É praticamente um paralelo feito para o que aconteceu basicamente com a Igreja Católica na Idade Média, e outras religiões, sobretudo pagãs, que houveram no mundo, que propagaram uma "fé enganosa", através de ousados "MACACOS", usando de crenças (talvez até verdadeiras) das pessoas, para dominá-las, enriquecer os próprios bolsos, e se dar muita comodidade com nozes e bananas, enquanto os demais, passavam miséria, ou trabalhos forçados entre outros. E sempre tentavam controlá-los a partir do medo.
Além disso, quando fizeram acordo com os calormanos, tiveram que tambem aceitar e fazer acordo com a crença dos calormanos no seu deus Tash. O qual era o oposto de Aslam (certamente, descrito como se fosse uma representação do diabo, ou Satanás). E assim, começaram a enrolar os narnianos, mudando as crenças, e dizendo que Aslam e Tash eram o mesmo, apenas nome diferentes, ou quando Aslam ficava bravo. E entrava num mar de contradições, que quando complicava muito, lançava o medo sobre os acovardados, ignorantes e ingênuos. E mais, e nisso, o Macaco se dizia ser o unico mediador entre Aslam e os narnianos. Só ele podia falar pessoalmente com Aslam. Pois, ele não queria que ninguem descobrisse que ali, na verdade, Aslam não estava, e que era Manhoso, logo, um engano. Isso, também foi o que aconteceu, sobretudo na Igreja Católica, quando passou a fazer acordos e alianças com o Estado Romano, e com povos pagãos, acabou tendo que adquirir para si costumes pagãos, tiveram que mudar os tempos e a Lei, mudaram coisas na Palavra de Deus, e questões da Biblia, e passaram a colocar o Papa como o mediador supremo entre Deus e o homem, e padres entre homens e Deus para pedir perdão.
Mas por fim, qual foi o resultado, o mal de tudo isso? Mesmo, quando Tirian libertou os enganados Anões. Pensou que os anões passariam imediatamente para o seu lado, e lutariam por Narnia, e pela verdade, e pelo verdadeiro Aslam. Mas não, os anões, se tornaram egoistas. Querendo cuidar do próprio nariz. Não queriam mais acreditar mais em nada, passaram a tomar a postura, semelhante a que hoje em dia muito se vê, a dos céticos, agnósticos e ateus. Querendo cuidar do próprio nariz sem se submeter a ninguém.
Aí está uma grave consequencia dessa confusão e enganos feitos com a religião. E que aconteceu no nosso mundo, e hoje se mostra por uma diversidade imensa de denominações cristãs e pagãs, e cada uma falando uma coisa, e misturando várias coisas contraditórias em si, como "Aslam" e "Tash". E então, muitas pessoas, com raiva de serem enganadas, com raiva de saberem as verdadeiras causas de muita igrejas e pessoas (a de 'bananas e nozes'), se opõe a tal crenças, e simplesmente passando a acreditar e não crer em mais nada. Um efeito ainda mais devastador; impedindo-os de verem e lutarem pela causa, pela fé verdadeira.
O Clima de Fim de Mundo
A Última Batalha tem um clima super denso, de tenso, de perseguição, a todo momento os que crem na verdade, que não são enganados pelo falso Aslam, são perseguidos. Assim como Tirian foi condenado a morte. E os narnianos um a um eram mortos. Tirian e os demais fiéis narnianos passam por uma ultima batalha após serem, aparentemente, mortos. Mas antes disso, ocorre que praticamente tudo dá errado. Chega a ser desesperador, pois todos os planos dão errado, desde a queda de Cair Paravel, a morte de Passofirme, e a astúcia do Macaco, em dizer que haviam pessoas por aí andando com um burro com pele de leão dizendo que era as Aslam, misturando a verdade com a mentira, de modo que preveniria os narnianos a acreditar na verdadeira história da farsa.
Todo este clima de fim de mundo, é descrito na Biblia que ocorreria nos ultimos dias da Terra, antes da Volta de Jesus. Os verdadeiros cristãos, que realmente souber da verdade, irão passar por uma terrível perseguição, enquanto tentariam pregar a verdade para os demais, e indecisos, que a esta altura estariam sendo enganados pelos poderes politicos e religiosos, inclusive, ao "Falso Cristo" que iria aparecer fingindo ser o próprio Jesus, mas que a própria Biblia deixa avisado que é Satanás, e nos dá claros sinais de como saber que é o falso.
A doutrina do arrebatemento
Outra coisa presente em Nárnia é uma doutrina, provavelmente da religião de Lewis, do qual a morte não é bem uma morte. Mas quando se morre, se vai imediatamente para o Céu, ou para algum tipo de inferno. Como se a morte em si, o "sono" dito por Jesus, não ocorresse. Ok. Mas vamos deixar isso de lado.
O fim de Nárnia
Acontece então que Nárnia é destruida, de um modo muito destruidor, em que há muitas calamidades bizarras na natureza, como um tipo de dilúvio, a queda das estrelas, uma plena escuridão, o fim da das arvores, de modo que fica totalmente desolada e sem vida, apenas com alguns seres, descritos como se fossem demonios. O que me fez lembrar muito na doutrina do Milênio da Igreja Adventista, em que Satanás e seus anjos (os demonios) ficariam presos na Terra desolada e vazia por mil anos. Mas não sei se Lewis conhecia isso, ou tinha essa idéia, ou parcialmente.
Não se brinca com o Inimigo
Manhoso (o macado) e o Rishda Tarcaã ambos não acreditavam nessas figuras, como Aslam e Tash. E invocaram o nome dele, como brincadeira e zombaria, e dizendo que era o mesmo que Aslam. Bem, no final, Tash, aparece, e fica com eles, que lhes pertenciam. E aparentemente os levam para o Inferno (algo que aparentemente Lewis também acreditava).
Os anões céticos
Há uma descrição também um tanto estranha de um grupo de anões que aparentemente forma salvos, para este aparente Céu descrito. Contudo, que ficaram presos em suas mentes, de tão céticos, imaginando ainda estar dentro do celeiro, na escuridão, com frio, rodeado de capim, e paredes de todas de madeira, e ali ficavam, não acreditando em nada. Não aceitavam ajuda nenhuma. Nada Aslam podia fazer. Eles simplesmente decidiram descrer em Aslam e em qualquer coisa surreral e extraordinária. E então se aprisionariam nisso, que chamavam de realidade.
"- Viram só? - disse Aslam. - Eles não nos deixarão ajudá-los. Preferem a astúcia à crença. Embora a prisão deles esteja unicamente em suas próprias mentes, eles continuam lá. E têm tanto medo de serem lubridiados de novo que não conseguem livrar-se. Mas, venham comigo, meus filhos. Tenho um outro trabalho a fazer."
No Céu
Lewis passa os ultimos 2 capitulos apenas tentando descrever o Céu, a Nova Vida, a verdadeira vida. O encontro com todos os amigos, e parentes, dos mais antigos ao mais novos, os que morreram, os que foram transladados (Ripchip), todos com muita felicidade e alegria. E uma descrição incrivel, uma verdadeira pintura surrealista, que não ousarei descrever com as minhas palavras, mas se quer saber, então leia.
Os salvos ignorantes
Entre os carlomanos, um sincero, foi salvo, para o Céu, recebendo a benção de Aslam, era Emeth. Ele era um servo de Tash, pelo menos acreditava nisso. E detestava Aslam. De modo que seu encontro com Aslam foi assustador para ele. E então ele faz uma descrição que acho que vale a pena escrever:
"- Passei por muita grama e muitas flores e encontrei saudáveis e deleitosas árvores de todos os tipos, até que, em um lugarzinho estreito entre dois rochedos, avistei vindo ao meu encontro um enorme Leão. ... Então prostei-me aos seus pés, pensando: "Esta é certamente a hora da minha morte, pois o Leão (que é digno de toda a honra) bem saberá que, durante toda a minha vida, tenho servido a Tash e não a ele. No entando, melhor é ver o Leão e depois morrer do que ser Tirosc do mundo inteiro e viver sem nunca havê-lo encontrado." Porém, o glorioso ser inclinou a cabeça dourada e me tocou a testa com a língua, dizendo: "Filho, sê bem-vindo!" Mas eu repliquei: "Ai de mim, Senhor! Não sou filho teu, mas, sim, um servo de Tash!" "Criança", continuou ele, "todo o serviço que tens prestado a Tash, eu o considero prestado a mim." Então, tão grande era o meu anseio por sabedoria e conhecimento, que venci o temor e resolvi indagar ao glorioso ser: "Senhor, é verdade, então, como disse o macaco, que tu e Tash sois um só?" O Leão deu um grande rugido, dizendo: "É mentira! Não porque ele e eu sejamos um, mas por sermos o oposto um do outro é que tomo para mim os serviços que tens prestado a ele. Pois eu e ele somos tão diferentes, que nenhum serviço que seja vil pode ser prestado a mim, e nada que não seja vil pode ser feito para ele. Portanto, se qualquer homem jurar em nome de Tash e guardar o juramento por amor a sua palavra, na verdade jurou em meu nome, mesmo sem saber, e eu é que o recompensarei. E se algum homem cometer alguma crueldade em meu nome, então, embora tenha pronunciado o nome de Aslam, é a Tash que está servindo, e é Tash quem aceita suas obras. ..."
Algumas pessoas, tanto cristãos, como até ateus, tem esta idéia ingênua, de que ou você acredita e professa o nome, e vive "uma norma de uma religião" e assim é um servo de Deus, ou o contrário. Mas não. Quantos não serão os ignorantes salvos? Quantos não serão aqueles que talvez todos pensemos, até o próprio, pensar que viveu em prol de algo ruim, ou de uma fé errada, mas, que, sem nós mesmos saber, estavam servindo a Deus. Sim, a salvação, a redenção não será exclusividade dos cristãos, dos que professam e seguem tradições. Mas, provavelmente, a maioria seja por pessoas ignorantes, pelos o que menos imaginávamos. É bem provavel, que a maioria dos professos cristãos, seja, como disse Jesus: "Nunca vos conheci." "Apartai-vos de Mim."
A verdadeira história da vida
Outra sacada muito boa de Lewis, é em descrever a nova vida, não como um "Que pena! eu morri. Mas ainda bem que agora estou aqui." Mas muito pelo contrário, estar no Céu, faz com que tal lugar parece ainda mais real do que era o mundo (seja Nárnia ou a Terra). Os fazem realmente sentir em casa. Como se sempre perteceram aquele lugar. Era o lugar que na verdade a vida inteira sempre quiseram estar. Toda a vida anterior, até então, não se podia ver exatamente como uma realidade, ou a verdadeira vida em si, mas como se foi um sonho, ou a primeira página ou capitulo de um livro, o livro da vida de cada um, da história de cada um. Aliás, um grande paradoxo com o feitiço da serpente verde sobre Rillian, Jill, Eustáquio e o Brejeiro, em a Cadeira de Prata, quando os tentava convencer de que o mundo, o céu, Aslam não passavam de um sonho, que a realidade era apenas ali nas profundesas, na caverna, no mundo daquela rainha. Aliás, esta foi a idéia principal do filme Matrix. - Será que pegaram da onde?
E encerro este com a última estrofe do livro:
"E, à medida que Ele falava, já não lhes parecia mais um leão. E as coisas que começaram a acontecer a partir daquele momento eram tão lindas e grandiosas que não consigo descrevê-los. Para nós, este é o fim de todas as histórias, e podemos dizer, com absoluta certeza, que todos viveram felizes para sempre. Para eles, porém, este foi apenas o começo da verdadeira história. Toda a vida deles neste mundo e todas as suas aventuras em Nárnia haviam sido apenas a capa e a primeira página do livro. Agora, finalmente, estavam começando o Capítulo Um da Grande História que ninguém na terra jamais leu: a história que continua eternamente e na qual cada capítulo é muito melhor do que o anterior."
11 fevereiro 2011
07 fevereiro 2011
Lewis - Narnia - Obediencia e Desobediencia
"O paulama ia atrás, falando sempre, embora não fosse mais possível entender o que dizia. E nem queriam. Pensavam em banhos, camas e bebidas quentes. A idéia de um atraso era insuportável."
"A verdade é o seguinte - disse Eustáquio: - A gente estava tão ansioso para chegar aqui, que não demos bola para mais nada. Eu, pelo menos. Desde o momento em que encontramos aquela mulher com o cabaleiro que não dizia bulhufas, não pensamos mais em coisa nenhuma. E quase esquecemos o príncipe Rilian."
C. S. Lewis - Cronicas de Nárnia - A cadeira de prata
"A cadeira de prata", do Crônicas de Nárnia, claramente mostra seu foco religioso que Lewis quer transmitir. Fala basicamente sobre obediência em seguir os caminhos e orientações de Deus. Pelo menos é isto o que fica claro até a metade do conto. Aslam deu a missão a Jill e Eustáquio de encontrar e resgatar o filho do rei Caspian. Deu 4 sinais claros para Jill seguir. Disse para repeti-los, e na ordem, todos os dias, de manhã e antes de dormir. (o que podemos pensar muito bem na devoção que devemos ter com o Estudo da Bíblia, para ficar atento a vontade de Deus, os sinais que nos dá e tudo mais). Mas logo de cara ela falha no primeiro.
E mais tarde, quando estava indo para o norte, enfrentando o frio, a neve. Eis que aparece uma belíssima e encantadora mulher, e oferece um "conforto". Para irem para a casa de Harfang, que ali teriam muito luxo, conforto, comida quente, doces, cama quente, seriam bem tratados pelos gigantes, muito bem recebidos e etc. O que ocorreu foi uma ilustração das muitas vezes que somos sutilmente tentados com "boas coisas", que nos confortarão, trarão cômodo e alivio. Aliás, quem não iria gostar de uma lareira quentinha, quando já se está há dias congelando no gelo cortante nas montanhas geladas? E assim foi, os 2 garotos aos poucos não foram pensando cada vez mais em chegar em Harfang, e cada vez menos nos sinais de Aslam. Aliás, Jill a certa altura nem mais os repetia.
O mesmo não ocorre com nós? Por exemplo, quando somos cegados pelo dinheiro, pelo status, de modo que passamos a lutar e pensar tanto em tal, porque com tal teremos luxo, conforto, uma boa casa, um saldo tranquilo no banco, um bom carro, viagens e mais viagens, etc. E ai se foca, começa a pensar tanto nisso, e passa a trilhar tanto a isso. Mesmo em meio a muitas dificuldades, trabalhando muito, dormindo pouco, entre tantas outras dificuldades, que quanto mais sofre, mais cegamente deseja chegar em "Harfang". E acaba não pensando em mais nada, esquecendo todo resto, principalmente a religião, e deixando a meditação na Bíblia por esquecida.
Em certo ponto do caminho, eles chegam num lugar, que se parassem para pensar um pouquinho, perceberiam que estariam num lugar que era mais um sinal dado por Aslam, "as Ruinas Abandonadas". Mas quando ali estavam, e começaram a investigar, viram, ao longe as luzes de Harfang. E sem pensar duas vezes, correram para lá. Apesar do paulama estar convencido de que era ali, e que era o sinal de Aslam. Pois também, de certo modo, queria experimentar um pouco daquele conforto, mesmo sendo pessimista quanto a Harfang, e mesmo a bela mulher, sabia que cheirava armadilha. (bem, ele era um pessimista)
E assim, do mesmo modo, ficamos tão loucos para se obter essas coisas, chegar em nosso 'Harfang', nesse sonho para todo o homem. Que quando nos vemos, passamos por algo, e ignoramos até mesmo os sinais de Deus, a Sua Palavra, e aquilo que anteriormente Ele havia nos alertado; nos afastando cada vez mais, dos Seus caminhos, mesmo quando estamos indo para o norte, onde Ele havia dito para seguir.
Então, chegam a Harfang. E ali em Harfang ocorre tudo como a bela mulher disse. Foram muito mimados. Porém, mais tarde, descobriram que tinham a intenção de comê-los e então fogem dali por um fio. E é assim que Satanás trata com nós, nos enche dessas ilusões, de conforto, cobiça, de querer isso e aquilo, vai nos desviando dos caminhos de Deus, até chegarmos em Harfang. E ali, ele, nos mima, na verdade, usa a lareira, a comida, a cama macia e quentinha, os banhos quentes, par anos prender como corrente; de modo até mesmo a fazer com que esqueçamos da nossa missão, do porque estávamos indo para o norte, e, ainda mais, o motivo pelo qual fomos trazidos para "Nárnia". Mas que por fim, o seu desejo, é uma pura armadilha para nos devorar, e para acabar de vez com os planos de Aslam para conosco.
Mas esse não é o fim. Durante uma noite, Aslam aparece num sonho a Jill. E no dia seguinte, de repente, todos se dão conta, todos caem na real. E do mesmo modo, Deus nos hora ou outra sempre acaba nos "relembrando" ou dando um puxão de orelha, que faz com que reconheçamos nossos erros e falhas. E mesmo apesar de ter errado, cometido todos esses erros, que apenas atrapalharam, lhes fizeram sofrer mais, perder tempo, e colocaram ainda mais em perigo, ainda assim, Deus ainda dá esperanças de voltar para o Seu caminho e concluir a missão.
Ainda não cheguei no final da história. Mas aposto que Aslam, e sua missão para os garotos, irá ser retribuida com um grande maravilhoso presente no final. Assim como foi para Susana, Pedro, Caspiam, Lucia e Edmundo no passado. Assim será para nós.
"A verdade é o seguinte - disse Eustáquio: - A gente estava tão ansioso para chegar aqui, que não demos bola para mais nada. Eu, pelo menos. Desde o momento em que encontramos aquela mulher com o cabaleiro que não dizia bulhufas, não pensamos mais em coisa nenhuma. E quase esquecemos o príncipe Rilian."
C. S. Lewis - Cronicas de Nárnia - A cadeira de prata
"A cadeira de prata", do Crônicas de Nárnia, claramente mostra seu foco religioso que Lewis quer transmitir. Fala basicamente sobre obediência em seguir os caminhos e orientações de Deus. Pelo menos é isto o que fica claro até a metade do conto. Aslam deu a missão a Jill e Eustáquio de encontrar e resgatar o filho do rei Caspian. Deu 4 sinais claros para Jill seguir. Disse para repeti-los, e na ordem, todos os dias, de manhã e antes de dormir. (o que podemos pensar muito bem na devoção que devemos ter com o Estudo da Bíblia, para ficar atento a vontade de Deus, os sinais que nos dá e tudo mais). Mas logo de cara ela falha no primeiro.E mais tarde, quando estava indo para o norte, enfrentando o frio, a neve. Eis que aparece uma belíssima e encantadora mulher, e oferece um "conforto". Para irem para a casa de Harfang, que ali teriam muito luxo, conforto, comida quente, doces, cama quente, seriam bem tratados pelos gigantes, muito bem recebidos e etc. O que ocorreu foi uma ilustração das muitas vezes que somos sutilmente tentados com "boas coisas", que nos confortarão, trarão cômodo e alivio. Aliás, quem não iria gostar de uma lareira quentinha, quando já se está há dias congelando no gelo cortante nas montanhas geladas? E assim foi, os 2 garotos aos poucos não foram pensando cada vez mais em chegar em Harfang, e cada vez menos nos sinais de Aslam. Aliás, Jill a certa altura nem mais os repetia.
O mesmo não ocorre com nós? Por exemplo, quando somos cegados pelo dinheiro, pelo status, de modo que passamos a lutar e pensar tanto em tal, porque com tal teremos luxo, conforto, uma boa casa, um saldo tranquilo no banco, um bom carro, viagens e mais viagens, etc. E ai se foca, começa a pensar tanto nisso, e passa a trilhar tanto a isso. Mesmo em meio a muitas dificuldades, trabalhando muito, dormindo pouco, entre tantas outras dificuldades, que quanto mais sofre, mais cegamente deseja chegar em "Harfang". E acaba não pensando em mais nada, esquecendo todo resto, principalmente a religião, e deixando a meditação na Bíblia por esquecida.
Em certo ponto do caminho, eles chegam num lugar, que se parassem para pensar um pouquinho, perceberiam que estariam num lugar que era mais um sinal dado por Aslam, "as Ruinas Abandonadas". Mas quando ali estavam, e começaram a investigar, viram, ao longe as luzes de Harfang. E sem pensar duas vezes, correram para lá. Apesar do paulama estar convencido de que era ali, e que era o sinal de Aslam. Pois também, de certo modo, queria experimentar um pouco daquele conforto, mesmo sendo pessimista quanto a Harfang, e mesmo a bela mulher, sabia que cheirava armadilha. (bem, ele era um pessimista)
E assim, do mesmo modo, ficamos tão loucos para se obter essas coisas, chegar em nosso 'Harfang', nesse sonho para todo o homem. Que quando nos vemos, passamos por algo, e ignoramos até mesmo os sinais de Deus, a Sua Palavra, e aquilo que anteriormente Ele havia nos alertado; nos afastando cada vez mais, dos Seus caminhos, mesmo quando estamos indo para o norte, onde Ele havia dito para seguir.
Então, chegam a Harfang. E ali em Harfang ocorre tudo como a bela mulher disse. Foram muito mimados. Porém, mais tarde, descobriram que tinham a intenção de comê-los e então fogem dali por um fio. E é assim que Satanás trata com nós, nos enche dessas ilusões, de conforto, cobiça, de querer isso e aquilo, vai nos desviando dos caminhos de Deus, até chegarmos em Harfang. E ali, ele, nos mima, na verdade, usa a lareira, a comida, a cama macia e quentinha, os banhos quentes, par anos prender como corrente; de modo até mesmo a fazer com que esqueçamos da nossa missão, do porque estávamos indo para o norte, e, ainda mais, o motivo pelo qual fomos trazidos para "Nárnia". Mas que por fim, o seu desejo, é uma pura armadilha para nos devorar, e para acabar de vez com os planos de Aslam para conosco.
Mas esse não é o fim. Durante uma noite, Aslam aparece num sonho a Jill. E no dia seguinte, de repente, todos se dão conta, todos caem na real. E do mesmo modo, Deus nos hora ou outra sempre acaba nos "relembrando" ou dando um puxão de orelha, que faz com que reconheçamos nossos erros e falhas. E mesmo apesar de ter errado, cometido todos esses erros, que apenas atrapalharam, lhes fizeram sofrer mais, perder tempo, e colocaram ainda mais em perigo, ainda assim, Deus ainda dá esperanças de voltar para o Seu caminho e concluir a missão.
Ainda não cheguei no final da história. Mas aposto que Aslam, e sua missão para os garotos, irá ser retribuida com um grande maravilhoso presente no final. Assim como foi para Susana, Pedro, Caspiam, Lucia e Edmundo no passado. Assim será para nós.
Reavivamento
"Onde quer que a Palavra de Deus tenha sido fielmente pregada, seguiram-se resultados que atestaram de sua origem divina. Pecadores tiveram a consciência despertada. Coração e mente eram possuídos de profunda convicção. Tinham uma intuição da justiça de Deus, e exclamavam: "Quem me livrará do corpo desta morte?" Romanos 7:24. Ao revelar-se a cruz, viram que nada, exceto os méritos de Cristo, seria suficiente para a expiação de suas transgressões. Pelo sangue de Jesus tiveram "a remissão dos pecados passados". Romanos 3:25
Essas pessoas creram e foram batizadas, e se levantaram para andar em novidade de vida, pela fé no Filho de Deus seguir Seus passos, refletir Seu caráter, e purificar-se a si mesmos como Ele é puro. As coisas que antes odiavam agora amavam; e as que antes amavam passaram a odiar. Os orgulhosos se tornaram mansos, os vaidosos e arrogantes se fizeram sérios e acessíveis. Os ébrios se tornaram sóbrios, os devassos, puros. Os cristãos procuravam não "o adorno... exterior, no frisado dos cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário... porém o homem interior do coração, unido ao incorruptível de um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus". I Pedro 3:3 e 4.
Os despertamentos se caracterizavam por solenes apelos ao pecador. Os frutos eram vistos nas pessoas que não recuavam da renúncia, mas que se regozijavam de que fossem consideradas dignas de sofrer por amor a Cristo. Notava-se uma transformação naqueles que haviam professado o nome de Jesus. Foram estes os efeitos que, em anos passados, se seguiram às ocasiões de avivamento religioso.
Muitos dos reavivamentos dos tempos modernos têm, no entanto, apresentado notável contraste. É verdade que muitos professam conversão, e há grande afluência às igrejas. Não obstante, os resultados não são de molde a autorizar a crença de que houve aumento correspondente da verdadeira vida espiritual. A luz que brilha por algum tempo logo fenece.
Avivamentos populares muitas vezes excitam as emoções, satisfazendo o amor àquilo que é novo e surpreendente. Conversos ganhos desta maneira sentem pouco desejo de ouvir as verdades bíblicas. A menos que o serviço religioso assuma algo de caráter sensacional, não lhes oferece atração.
Para toda pessoa verdadeiramente convertida, a relação com Deus e com as coisas eternas será o grande objetivo da vida. Onde nas igrejas populares de hoje existe o espírito de consagração a Deus? Os conversos não renunciam ao orgulho e amor do mundo. Não estão mais dispostos a negar-se, tomar a cruz e seguir o manso e humilde Jesus, do que antes da conversão. O poder da piedade quase desapareceu de muitas das igrejas.
(...)
Onde quer que homens negligenciem o testemunho da Bíblia, desviando-se das verdades claras que servem para provar a alma, e que requerem a renúncia de si mesmo e a do mundo, podemos estar certos de que ali não é outorgada a bênção de Deus.
(...)
É obra da conversão e santificação reconciliar os homens com Deus, pondo-os em harmonia com os princípios de sua lei. No princípio, o homem estava em perfeita harmonia com a lei de Deus. O pecado, porém, alienou-o do Criador. O coração estava em guerra com os princípios da lei de Deus. "O pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar." Romanos 8:7. Mas "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito" para que o homem pudesse ser reconciliado com Deus, restaurando à harmonia com o seu autor. Esta mudança é o novo nascimento, sem o qual a pessoa "não pode ver o reino de Deus". João 3;16 e 3.
O primeiro passo na reconcialiação com Deus, é a convicção do pecado.
(...)
Sem a lei, os homens não possuem verdadeira convicção do pecado e não sentem necessidade de arrependimentos. Não se compenetram da necessidade do sangue expiatório de Cristo. A esperança da salvação é aceita sem uma mudança radical do coração ou reforma da vida. São assim abundantes as conversões superficiais, e multidões se unem às igrejas que nunca se uniram a Cristo.
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Os seguidores de Cristo devem tornar-se semelhantes a Ele - pela graça de Deus devem formar caráter em harmonia com os princípios de Sua santa lei. Isto é santificação bíblica.
O cristão sentirá as insinuações do pecado, mas sustentará luta constante contra ele.
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Cometer pecado conhecido faz silenciar a voz do Espírito e separa a alma de Deus.
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E a igreja muitas vezes incentiva o mal, a fim de encher o seu tesouro, que o amor a Cristo é demasiado fraco para suprir.
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Deus é roubado nos dízimos e ofertas, enquanto consomem no altar das destruidoras concupiscências mais do que dão para socorrer os pobres ou para o sustento do evangelho. ... Os cristãos dariam um exemplo de temperança e sacrifício. Seriam então a luz do mundo.
Somos transformados pela contemplação. ... Somente à medida que se restabelecer a lei de Deus à sua posição correta, poderá haver avivamento da primitiva fé e piedade entre o Seu professo povo.
Ellen G. White, O Grande Conflito Ed. Condensada, cap. Qual o Exito dos Modernos Reavivamentos
Essas pessoas creram e foram batizadas, e se levantaram para andar em novidade de vida, pela fé no Filho de Deus seguir Seus passos, refletir Seu caráter, e purificar-se a si mesmos como Ele é puro. As coisas que antes odiavam agora amavam; e as que antes amavam passaram a odiar. Os orgulhosos se tornaram mansos, os vaidosos e arrogantes se fizeram sérios e acessíveis. Os ébrios se tornaram sóbrios, os devassos, puros. Os cristãos procuravam não "o adorno... exterior, no frisado dos cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário... porém o homem interior do coração, unido ao incorruptível de um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus". I Pedro 3:3 e 4.
Os despertamentos se caracterizavam por solenes apelos ao pecador. Os frutos eram vistos nas pessoas que não recuavam da renúncia, mas que se regozijavam de que fossem consideradas dignas de sofrer por amor a Cristo. Notava-se uma transformação naqueles que haviam professado o nome de Jesus. Foram estes os efeitos que, em anos passados, se seguiram às ocasiões de avivamento religioso.
Muitos dos reavivamentos dos tempos modernos têm, no entanto, apresentado notável contraste. É verdade que muitos professam conversão, e há grande afluência às igrejas. Não obstante, os resultados não são de molde a autorizar a crença de que houve aumento correspondente da verdadeira vida espiritual. A luz que brilha por algum tempo logo fenece.
Avivamentos populares muitas vezes excitam as emoções, satisfazendo o amor àquilo que é novo e surpreendente. Conversos ganhos desta maneira sentem pouco desejo de ouvir as verdades bíblicas. A menos que o serviço religioso assuma algo de caráter sensacional, não lhes oferece atração.
Para toda pessoa verdadeiramente convertida, a relação com Deus e com as coisas eternas será o grande objetivo da vida. Onde nas igrejas populares de hoje existe o espírito de consagração a Deus? Os conversos não renunciam ao orgulho e amor do mundo. Não estão mais dispostos a negar-se, tomar a cruz e seguir o manso e humilde Jesus, do que antes da conversão. O poder da piedade quase desapareceu de muitas das igrejas.
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Onde quer que homens negligenciem o testemunho da Bíblia, desviando-se das verdades claras que servem para provar a alma, e que requerem a renúncia de si mesmo e a do mundo, podemos estar certos de que ali não é outorgada a bênção de Deus.
(...)
É obra da conversão e santificação reconciliar os homens com Deus, pondo-os em harmonia com os princípios de sua lei. No princípio, o homem estava em perfeita harmonia com a lei de Deus. O pecado, porém, alienou-o do Criador. O coração estava em guerra com os princípios da lei de Deus. "O pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar." Romanos 8:7. Mas "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito" para que o homem pudesse ser reconciliado com Deus, restaurando à harmonia com o seu autor. Esta mudança é o novo nascimento, sem o qual a pessoa "não pode ver o reino de Deus". João 3;16 e 3.
O primeiro passo na reconcialiação com Deus, é a convicção do pecado.
(...)
Sem a lei, os homens não possuem verdadeira convicção do pecado e não sentem necessidade de arrependimentos. Não se compenetram da necessidade do sangue expiatório de Cristo. A esperança da salvação é aceita sem uma mudança radical do coração ou reforma da vida. São assim abundantes as conversões superficiais, e multidões se unem às igrejas que nunca se uniram a Cristo.
(...)
Os seguidores de Cristo devem tornar-se semelhantes a Ele - pela graça de Deus devem formar caráter em harmonia com os princípios de Sua santa lei. Isto é santificação bíblica.
O cristão sentirá as insinuações do pecado, mas sustentará luta constante contra ele.
(...)
Cometer pecado conhecido faz silenciar a voz do Espírito e separa a alma de Deus.
(...)
E a igreja muitas vezes incentiva o mal, a fim de encher o seu tesouro, que o amor a Cristo é demasiado fraco para suprir.
(...)
Deus é roubado nos dízimos e ofertas, enquanto consomem no altar das destruidoras concupiscências mais do que dão para socorrer os pobres ou para o sustento do evangelho. ... Os cristãos dariam um exemplo de temperança e sacrifício. Seriam então a luz do mundo.
Somos transformados pela contemplação. ... Somente à medida que se restabelecer a lei de Deus à sua posição correta, poderá haver avivamento da primitiva fé e piedade entre o Seu professo povo.
Ellen G. White, O Grande Conflito Ed. Condensada, cap. Qual o Exito dos Modernos Reavivamentos
04 fevereiro 2011
Crônicas de Nárnia - Aslam - C. S. Lewis
Há anos atrás, muito antes de pensar em ler Crônicas de Nárnia, minha amiga Paula, do GEA-USP, já comentava eufórica comigo sobre o livro que estava lendo, dos vários paralelos com as histórias da Bíblia, e o próprio Aslam, o Leão, como sendo uma representação de Jesus. Bem, isso fica absurdamente claro em "O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa", principalmente, sobretudo, quando Aslam é sacrificado carregando a culpa da traição de Edmundo. E que após sua morte, a Pedra de Aslam racha ao meio quando ele ressuscita. Assim como foi como foi na morte de Jesus, e depois, Este, também ressuscitou [Amém!].
Já também na estória do Principe Caspian, há um outro enfoque cristão. Um enfoque muito mais quanto a questão de ter fé no que não vê, no que a muito não se vê, e no que apenas parecia história da carochinha de gerações passadas. E a grande questão de seguir o que não vê. E de como a descrença cega nossos olhos. E do poder de Aslam para reanimar, tirar de praticamente um sono eterno, aqueles que pareciam mortos (como os espíritos das arvores e as dríades).
Já o Peregrino da Alvorada que terminei ontem tem um outro enfoque. Basicamente, o personagem principal da história se torna o rato Ripchip. Encantado por Aslam. Em certo momento recebe uma profecia através de uma canção:
Onde o céu e o mar se encontram,
Onde as ondas se adoçam,
Não duvide, Ripchip,
Que no Leste absoluto está
Tudo o que procura encontrar
E o que ele queria encontrar era a cidade, o país de Aslam. Já no Peregrino, aprendemos mais sobre algumas coisas que envolvem muito a coragem, a bravura, o de ir em terras além-mar, onde ninguem já fora, onde tudo era desconhecido. E novamente, Ripchip se faz o papel principal, como sendo o ser que o seu único medo é de sentir medo, um ser que transpira coragem e bravura. E a sua crença tão confiante quanto sua bravura e coragem de que a profecia é verdadeira. Até que finalmente chegam no fim do mundo. E Ripchip provavelmente foi para a terra de Aslam, o que não é dificil imaginar, o Céu, enquanto isso, a descrição do fim do mundo, e da cortina de luz, é cada vez mais uma tentativa de descrição de um lugar celestial.
Bem, mas o ultimo capitulo do Peregrino deixa escancarado as intenções de Lewis para com o livro. Aslam aparece sobre a forma de um Cordeiro (ops, o Cordeiro de Deus lembra algo?). Então:
- Por favor, Cordeiro - disse Lúcia -, é este o caminho para o país de Aslam?
- Para vocês, não - respondeu o Cordeiro. - Para vocês, o caminho de Aslam está no seu próprio mundo.
...
- Aslam! - exclamou Lúcia - Ensine para nós como poderemos entrar no seu país partindo do nosso mundo.
- Irei ensinando pouco a pouco. Não direi se é longe ou perto. Só direi que fica do lado de lá de um rio. Mas nada temam, pois sou eu o grande Construtor da Ponte. ...
...
- Está também em nosso mundo? - perguntou Edmundo.
- Estou. Mas tenho outro nome.[Deus?] Têm de aprender a conhecer-me por esse nome. Foi por isso que os levei a Nárnia, para que, conhecendo-me um pouco, venham a conhecer-me melhor.
Reescrevendo: "Foi por isso que, eu, C. S. Lewis, escrevi Nárnia, para que, conhevendo um pouco de Deus, venham a conhecer-Lhe melhor."
Fora o capitulo da Ilha do Dragão, em que Aslam tira a pele de dragão Eustáquia. Um claro paralelo quando Jesus disse que pode transformar um lobo numa ovelha. Ou quando o profeta diz que Deus retira as vestes imundas e dá vestes novas, limpas como a alva. Além, do método, ele teve que mergulhar várias vezes no rio, e de inicio, parecia nada acontecer. Muito semelhante a história dos 7 mergulhos de Naamã (II Reis 5), quando Elizeu diz para ele mergulhar no rio 7 vezes para curar da doença.
Em o Peregrino da Alvorada, o tema é a transformação e a busca por Aslam, crendo na sua profecia, e o caminho para o Céu. E é deixado claro, é preciso ter fé na profecia para ir as terras de além-mar. E preciso muita coragem e bravura, para enfrentar os piores medos, assim como os piores sonhos quando entram naquele lugar que é pura escuridão.
É preciso ter a determinação, o foco, e a coragem de Ripchip:
- Os meus planos estão traçados. Enquanto puder, navegarei para o oriente no Peregrino. Quando o perder, remarei no meu bote. Quando o bote for ao fundo, nadarei com as minhas patas. E, quando não puder mais, se ainda não tiver chegado ao país de Aslam, ou atingido a extremidade do mundo, afundarei com o nariz voltado para o leste, e o outro será o líder dos ratos falantes de Nárnia.
Engraçado, há um trecho especifico que eu juro ter lido, mas que já folheei e revirei as páginas por 2 horas e não encontrei. Que coisa. Será que foi fruto da minha imaginação? Seria perfeito para encerrar este post.
Já também na estória do Principe Caspian, há um outro enfoque cristão. Um enfoque muito mais quanto a questão de ter fé no que não vê, no que a muito não se vê, e no que apenas parecia história da carochinha de gerações passadas. E a grande questão de seguir o que não vê. E de como a descrença cega nossos olhos. E do poder de Aslam para reanimar, tirar de praticamente um sono eterno, aqueles que pareciam mortos (como os espíritos das arvores e as dríades).
Já o Peregrino da Alvorada que terminei ontem tem um outro enfoque. Basicamente, o personagem principal da história se torna o rato Ripchip. Encantado por Aslam. Em certo momento recebe uma profecia através de uma canção:
Onde o céu e o mar se encontram,
Onde as ondas se adoçam,
Não duvide, Ripchip,
Que no Leste absoluto está
Tudo o que procura encontrar
E o que ele queria encontrar era a cidade, o país de Aslam. Já no Peregrino, aprendemos mais sobre algumas coisas que envolvem muito a coragem, a bravura, o de ir em terras além-mar, onde ninguem já fora, onde tudo era desconhecido. E novamente, Ripchip se faz o papel principal, como sendo o ser que o seu único medo é de sentir medo, um ser que transpira coragem e bravura. E a sua crença tão confiante quanto sua bravura e coragem de que a profecia é verdadeira. Até que finalmente chegam no fim do mundo. E Ripchip provavelmente foi para a terra de Aslam, o que não é dificil imaginar, o Céu, enquanto isso, a descrição do fim do mundo, e da cortina de luz, é cada vez mais uma tentativa de descrição de um lugar celestial.
Bem, mas o ultimo capitulo do Peregrino deixa escancarado as intenções de Lewis para com o livro. Aslam aparece sobre a forma de um Cordeiro (ops, o Cordeiro de Deus lembra algo?). Então:
- Por favor, Cordeiro - disse Lúcia -, é este o caminho para o país de Aslam?
- Para vocês, não - respondeu o Cordeiro. - Para vocês, o caminho de Aslam está no seu próprio mundo.
...
- Aslam! - exclamou Lúcia - Ensine para nós como poderemos entrar no seu país partindo do nosso mundo.
- Irei ensinando pouco a pouco. Não direi se é longe ou perto. Só direi que fica do lado de lá de um rio. Mas nada temam, pois sou eu o grande Construtor da Ponte. ...
...
- Está também em nosso mundo? - perguntou Edmundo.
- Estou. Mas tenho outro nome.[Deus?] Têm de aprender a conhecer-me por esse nome. Foi por isso que os levei a Nárnia, para que, conhecendo-me um pouco, venham a conhecer-me melhor.
Reescrevendo: "Foi por isso que, eu, C. S. Lewis, escrevi Nárnia, para que, conhevendo um pouco de Deus, venham a conhecer-Lhe melhor."
Fora o capitulo da Ilha do Dragão, em que Aslam tira a pele de dragão Eustáquia. Um claro paralelo quando Jesus disse que pode transformar um lobo numa ovelha. Ou quando o profeta diz que Deus retira as vestes imundas e dá vestes novas, limpas como a alva. Além, do método, ele teve que mergulhar várias vezes no rio, e de inicio, parecia nada acontecer. Muito semelhante a história dos 7 mergulhos de Naamã (II Reis 5), quando Elizeu diz para ele mergulhar no rio 7 vezes para curar da doença.
Em o Peregrino da Alvorada, o tema é a transformação e a busca por Aslam, crendo na sua profecia, e o caminho para o Céu. E é deixado claro, é preciso ter fé na profecia para ir as terras de além-mar. E preciso muita coragem e bravura, para enfrentar os piores medos, assim como os piores sonhos quando entram naquele lugar que é pura escuridão.
É preciso ter a determinação, o foco, e a coragem de Ripchip:
- Os meus planos estão traçados. Enquanto puder, navegarei para o oriente no Peregrino. Quando o perder, remarei no meu bote. Quando o bote for ao fundo, nadarei com as minhas patas. E, quando não puder mais, se ainda não tiver chegado ao país de Aslam, ou atingido a extremidade do mundo, afundarei com o nariz voltado para o leste, e o outro será o líder dos ratos falantes de Nárnia.
Engraçado, há um trecho especifico que eu juro ter lido, mas que já folheei e revirei as páginas por 2 horas e não encontrei. Que coisa. Será que foi fruto da minha imaginação? Seria perfeito para encerrar este post.
Verdadeiros Heróis
Lembro quando li um e-mail enviado pela minha amiga Ana, da USP, sobre uma critica (uma revolta) de um cidadão para com o Big Brother Brasil, que a Rede Globo insisti manter para o bem da humanidade. Em tal havia uma revolta, principalmente, com uma frase de Pedro Bial (se não errei o nome) que os participantes do BBB eram verdadeiros "heróis". Aquilo certamente deve ter sido revoltando para qualquer um que tenha um minimo de cerebro que funcione. Alias, o que há de heroismo em ficar a toa, num lugar luxuoso, com outras pessoas a toa, jogando palavras e idéias futeis pelo vento, e numa atitude pró-sexualismo antimoral, antivirtude, e tudo isso por ambição de dinheiro, sucesso e fama. - Qual é mesmo o antônimo de herói?
Então, hoje me deparo com uma reportagem nada especial, apenas sensacional, mas de um fato muito extraordinário. Pode ver nesse link: "Africano enfrenta..." Por mim, o titulo mereceria ser: "Homem enfrenta a morte por alimento, por sua familia e sua tribo".
Isso sim é amor. Já dizia a Palavra que não há maior prova de amor do que dar a sua vida por outro. Deus deu a vida por nós, através de Jesus. Este homem de algum lugar da Africa (alias, é um estereótipo chamar alguem de africano, é o mesmo de nos chamarem de latino), arrisca de fato a sua vida, escalando sem o que achariamos seguro numa escalada, para apanhar mel na copa de uma arvore, onde provavelmente levou umas ferroadas ainda, e se caísse, era morte certa. E lá embaixo estava sua mulher, seu filho.
Isso me fez lembrar do filme "Na Natureza Selvagem" (Into the Wild) - ótimo filme - em que certa vez o rapaz comenta de que a comida era mais saborosa quando ele tinha que lutar por ela, quando era um andarilho pelas ruas, e encontrava a comida com muita dificuldade, e, certamente, com muita fome. De modo, que em certo momento, ele saboreia uma maçã como uma noiva de seu casamento. Dizendo: "Você é a maçã mais deliciosa, mais saborosa, mais bonita, de toda a minha vida."
Ai estão os heróis, Bial. Pessoas que realmente encaram a morte e as adversidades da vida, com honra, sem se rebaixar, por amor a sua familia. Mulheres, parem de serem levadas apenas por um bife de musculos, um carro importado e um sorriso de capa de revista; para mais tarde, descobrir que tais não tem amam, não encaram a morte por você, e ai, acabam contribuindo para mais um ano recordista em divórcios. Homens, amem sua mulher como Deus amou você. Morram por ela todos os dias.
Então, hoje me deparo com uma reportagem nada especial, apenas sensacional, mas de um fato muito extraordinário. Pode ver nesse link: "Africano enfrenta..." Por mim, o titulo mereceria ser: "Homem enfrenta a morte por alimento, por sua familia e sua tribo".
Isso sim é amor. Já dizia a Palavra que não há maior prova de amor do que dar a sua vida por outro. Deus deu a vida por nós, através de Jesus. Este homem de algum lugar da Africa (alias, é um estereótipo chamar alguem de africano, é o mesmo de nos chamarem de latino), arrisca de fato a sua vida, escalando sem o que achariamos seguro numa escalada, para apanhar mel na copa de uma arvore, onde provavelmente levou umas ferroadas ainda, e se caísse, era morte certa. E lá embaixo estava sua mulher, seu filho.
Isso me fez lembrar do filme "Na Natureza Selvagem" (Into the Wild) - ótimo filme - em que certa vez o rapaz comenta de que a comida era mais saborosa quando ele tinha que lutar por ela, quando era um andarilho pelas ruas, e encontrava a comida com muita dificuldade, e, certamente, com muita fome. De modo, que em certo momento, ele saboreia uma maçã como uma noiva de seu casamento. Dizendo: "Você é a maçã mais deliciosa, mais saborosa, mais bonita, de toda a minha vida."
Ai estão os heróis, Bial. Pessoas que realmente encaram a morte e as adversidades da vida, com honra, sem se rebaixar, por amor a sua familia. Mulheres, parem de serem levadas apenas por um bife de musculos, um carro importado e um sorriso de capa de revista; para mais tarde, descobrir que tais não tem amam, não encaram a morte por você, e ai, acabam contribuindo para mais um ano recordista em divórcios. Homens, amem sua mulher como Deus amou você. Morram por ela todos os dias.
03 fevereiro 2011
Os Monópodes ou Tontópoles que são Os Tontos
Me surpreendi muito com a história que se passa na Ilha dos Tontos, no livro Crônicas de Nárnia, em O Peregrino da Alvorada. Claro, é uma história infantil e boba. Mas por detrás disso, encontro uma grande reflexão, num discurso que há entre Lúcia, o Mago e Aslam, sobre o povo, os tontos monópodes.
Creio que este trecho dá uma boa idéia de quem eram os tontos:
"... A gente invisível concordava com tudo. Aliás, era mesmo difícil discordar da maioria de suas afirmações:
- è o que eu vivo dizendo: quando uma pessoa tem fome, gosta de comer. - Ou: Está ficando escuro; de noite é sempre assim - Ou então: Vocês vieram pela água; é muito molhada, não é?" (Cap. O livro mágico)
Mais para frente, Aslam diz para o mago:
"- Está aborrecido, Coriakin, por ter de governar uns súditos tão apalermados como os que lhe dei?
- Não - respondeu o mágico - Sâo de fato muito estúpidos, mas não são perigosos. Já estou até gostando deles.Algumas vezes perco um pouco a paciência, esperando o dia em que poderão ser governados pela sabedoria e não por esta magia rudimentar.
- Tudo a seu tempo, Coriakin - disse Aslam."
(cap. Os anõezinhos do mágico)
Creio que este trecho dá uma boa idéia de quem eram os tontos:
"... A gente invisível concordava com tudo. Aliás, era mesmo difícil discordar da maioria de suas afirmações:
- è o que eu vivo dizendo: quando uma pessoa tem fome, gosta de comer. - Ou: Está ficando escuro; de noite é sempre assim - Ou então: Vocês vieram pela água; é muito molhada, não é?" (Cap. O livro mágico)
Mais para frente, Aslam diz para o mago:
"- Está aborrecido, Coriakin, por ter de governar uns súditos tão apalermados como os que lhe dei?
- Não - respondeu o mágico - Sâo de fato muito estúpidos, mas não são perigosos. Já estou até gostando deles.Algumas vezes perco um pouco a paciência, esperando o dia em que poderão ser governados pela sabedoria e não por esta magia rudimentar.
- Tudo a seu tempo, Coriakin - disse Aslam."
(cap. Os anõezinhos do mágico)
No caso, não se engane que eram pessoas novas, crianças esses tontos. Na verdade, pela narrativa do conto, muitos anos se passaram, talvez décadas, quem sabe centenas de anos, e ainda haviam essas pessoas tão tontas, ignorantes, quase incapazes de pensar e decidir. Simplesmente concordavam e seguiam se, reflexão alguma o que seu chefe dizia, até mesmo quando havia contradição (como mais a frente foi o debate entre Lúcia e o chefe, a respeito da beleza dos monópodes).
Bem, há poucos dias atrás, um ser impaciente coloca no orkut numa comunidade cristã "Ignorância tem cura?" E logo de cara, já começa a soltar a franga, e falar mal de todos os religiosos da igreja dele que ele julga serem ignorantes, cabeças fechadas, porque eles só sabem seguir algumas regras fixas bobas e não procuram entendê-las, nem nada, é uma regra, uma tradição, então ponto final. E isso o estava deixando louco. Pois para ele, seus "desqueridos" irmãos eram como os Tontópoles.
A verdade é que quantos tontópoles como os Tontos de Nárnia não conhecemos? Aliás, que julgamos tontos. Pois, se formos pensar bem. Aos olhos de Aslam, o próprio mágico, ou Lúcia, ou Edmundo podiam ser tontos. Aliás, sobre o olhar de um ser muito superior, certamente, somos criaturas incrivelmente tontas. Se tirarmos o Zoom de nós, veremos, que os Tontos somos nós mesmos. Mas dificilmente gostamos de reconhecer isso, preferimos nos achar legais, inteligentes, aqueles que sabem o que faz, que tem a razão. Por fim, gostamos de ser teimosos até mesmo quando sabemos estar errados.
Mas e mesmo quanto a essas pessoas que julgamos inferiores a nós, de algum modo, nem que seja quanto a serem mais tontos do que eu ou você. Estamos aborrecidos com estes filhos e filhas de Deus, que Ele colocou em nosso caminho? Cade a paciência para com eles? Cade a paciência mesmo que tenhamos que esperar anos? Por que tratá-los com certo desdém e desprezo?
Temos que aprender a suportar e tolerar o próximo. Nem diria aprender, mas simplesmente agir. Não se aprende a tolerar, simplesmente se tolera. Claro, que a pratica leva a fluencia. Mas não tem segredo. Jesus, Moisés, Deus já havia deixado para nós a Lei Aurea, devemos tratar o próximo como a nós mesmos. Ou, fazer ao próximo o que gostaríamos que fizessem a nós. Ou, amar o próximo assim como Cristo nos amou (até mesmo morrendo). O que isso quer dizer? Não devemos esperar por uma MAGIA que nos produza esse DESEJO. Creio que jamais iremos querer nos sacrificar por alguem que não seja algum tipo de forte apego afetivo, como um pai, mãe, filho etc. Logo, se o que você quer é na verdade dar um murro na pessoa, empurrá-la no trilho de trem, fazer com que simplesmente desapareça. Bem, é nesse exato momento, em que você deve, simplesmente se CONTRARIAR, se CONTRADIZER. Quer x? Então faça (-x). Simplesmente. Podemos fazer isso. Na verdade, somos bons em fingir. Isso, finjamos. Haja fingindo que gosta. E assim vai praticando. E verá, que a PRÁTICA, mesmo por fingimento, produz "magia". É dificil, e de certo modo, nunca soube de alguem que agiu com altruísmo e amor ao próximo, esperando uma magia interior impulsioná-la a isso. Mas sempre soube, e praticamente todos, que foi o contrário, que primeiro agiram, mesmo por má vontade, ou na marra, mas que isso produziu magia que impulsionou futuros movimentos.
Isso sim é praticar o amor. Amor não são impulsos mágicos do coração. Mas ações, principios que fazemos, mesmo que na marra. E o mais incrivel é que isso, o Amor, a ação, produz muitos impulsos mágicos. Impulsos até mesmo de amar, gostar e tolerar as tolices dos Tontos, dos Tontópodes, e dos Monópodes de nossas vidas.
Mas o que as crianças tem aprendido na escola? Certamente, nada de muito útil como isto, como amor, e lógica. Mas se tivessem aprendido. Se isso fosse mais ensinado e divulgado, ao invés das brigas, vinganças, impaciências entre outros. Com certeza seria um mundo um pouco melhor, e não haveriam tantos divórcios como está aceleradamente acontecendo.
02 fevereiro 2011
Casamentos e Divórcios - Onde vai parar?
Hoje me deparo com essa noticia no site da Folha: Número de Divórcios em São Paulo Mais que Dobra em 2010
O que está acontecendo com as familias, com os relacionamentos, com os casais? Onde isso vai parar? Já conheço uma porção de gente que não se casaram, apenas ajuntaram. E normalmente o que alegam quanto a isso são "vantagens burocráticas e financeiras" caso um dia venham a divorciar. Aliás, falam do divorcio como uma tragédia, ou uma doença iminente.
Quando era criança eu não conhecia nem sabia de ninguem que era divorciado. Agora, só na minha familia tem vários casos. O que essa gente tem na cabeça? E o "até que a morte o separe?" Ninguém mais honra o que promete perante Deus e os homens? O que tem de "impossível" assim em tolerar e amar o conjugue? Por que tanta falta de paciência e esperança, a achar que a unica solução (se é que se pode chamar isso de solução) é separar-se, e que cada um vai cuidar da sua vida.
Sim, estou revoltado com isso!
Falamos tanto de tecnologia, da Era do Conhecimento, da Informação, dos avanços na Psicologia, Medicina, disso daquilo... pessoas com Mestrado, Doutorado, PhD, e etcetc. E todos esses ismos de elogio da mordernidade. E contudo, o mais sagrado, a familia, o matrimonio, tem sido cada vez um caos mais caótico, a cada ano quebrando recordes. Daqui a pouco, vai ser difícil encontrar um casal de 60 anos, que seja o primeiro e único casamento de suas vidas.
O que está acontecendo com as familias, com os relacionamentos, com os casais? Onde isso vai parar? Já conheço uma porção de gente que não se casaram, apenas ajuntaram. E normalmente o que alegam quanto a isso são "vantagens burocráticas e financeiras" caso um dia venham a divorciar. Aliás, falam do divorcio como uma tragédia, ou uma doença iminente.
Quando era criança eu não conhecia nem sabia de ninguem que era divorciado. Agora, só na minha familia tem vários casos. O que essa gente tem na cabeça? E o "até que a morte o separe?" Ninguém mais honra o que promete perante Deus e os homens? O que tem de "impossível" assim em tolerar e amar o conjugue? Por que tanta falta de paciência e esperança, a achar que a unica solução (se é que se pode chamar isso de solução) é separar-se, e que cada um vai cuidar da sua vida.
Sim, estou revoltado com isso!
Falamos tanto de tecnologia, da Era do Conhecimento, da Informação, dos avanços na Psicologia, Medicina, disso daquilo... pessoas com Mestrado, Doutorado, PhD, e etcetc. E todos esses ismos de elogio da mordernidade. E contudo, o mais sagrado, a familia, o matrimonio, tem sido cada vez um caos mais caótico, a cada ano quebrando recordes. Daqui a pouco, vai ser difícil encontrar um casal de 60 anos, que seja o primeiro e único casamento de suas vidas.
30 janeiro 2011
Televisão - Puro Lixo
Há muito tempo que eu quase não assistia TV, não tinha nem idéia de como estava a grade de programação, até que nessas 2 últimas semanas, fiquei de molho em casa, e acabei até que vendo bastante (apesar que logo me entediava e ia fazer outra coisa). Bem, quem diria, que com 24 anos, ainda veria um episódio inédito do Chapolin.
Mas o que me impressiona é a enormidade de bobeira. Sobretudo na TV brasileira, como a Globo. Até mesmo nos jornais, parte (senão quase toda) são reportagens extremamente bestas. Quase que nos dá a impressão que o mundo está parado, ou todo mundo está numa festa embriagada. Fora isso, os comerciais também. Para se ter idéia, chegou a ter um comércio, no horário nobre deste domingo, em que durou quase 5 minutos. 1 minuto, (20%) foi apenas da propaganda de um novo programa da Rede Globo, com o nome "Amor e Sexo" que dispensa comentários. E então, praticamente, todo o restante de 4min. (80%), foi de uma propaganda bem apelativa de uma cerveja, com um cenário de sol, praia, pessoas em festa, ouvindo um batuque, dançando, todo mundo sorridente despreocupado com trabalho, uma mulher bem "gostosa" na roda e o grande mistério é se essa garota vai "tomar", e diz que vai, e ai, aparece uma celebridade (Ivete Sangalo) tentando convencer ainda mais, tudo com um som festivo de farra, e tons dourados, quentes.
Além disso, há comentários de algumas pessoas do BBB (nunca vi, nem quero ver), que este está praticamente o pior de todos... uma farra com muita suruba de tudo qualquer "fetiche" que se pode imaginar, só falta usarem animais. E hoje a tarde, minha mãe tentando procurar alguma coisa na TV, de repente, eu esculto ela soltar um comentário assim: "Só tem viado agora na TV." Pois num canal era um estilista gay falando das suas "grandes dificuldades de vida" que foi a de confeccionar uma peça de roupa Inca para um filme; noutro, eram travestis; noutro eram gays falando sobre preconceito; noutro, era aquele humor do tipo de homem fingindo de mulher. E por aí vai.
Meu! Isso é uma violência a sanidade e a nossa inteligencia! É um profundo ataque a moral, a cultura, e a sociedade brasileira. Como é que as coisas vão ficar? Enquanto isso, eu nunca vi nenhum programa sobre Arte, Antropologia, Literatura, Lógica na TV (desculpe, mas o que raramente se vê na TV Cultura, não representa). Aliás, o que a TV mostra como sendo música, nem merece esse nome, é apenas sensação, momento de sucesso e entretenimento, nunca algo sério e artistico. Como é difirente da Alemanha quando mostra concertos ao vivo da Filarmônica de Berlim. Debate religioso então? Mas sim, há muita sátira e escárneo, principalmente, nas novelas, sempre com um estereótipo simplório.
As séries então? A TV fede lixo. Os filmes então, agora tem até o canal Space, que basicamente é voltando apenas para filme de violência e ação sem sentido ou de terror. E boa parte dos filmes dos demais canais, tem seguido essa linha. Peguei vários filmes essa semana, um que assisti achei muito bom, chama "Um Sonho Possível" (The Blind Side) no qual o filme não apela para sexo ou violência, mas sim uma história verdadeira de altruísmo de uma familia que acolhe um garoto de rua e lhe dá um lar, educação, uma vida e tudo com muito amor; e mais raro ainda, num lar que parece que tudo vai bem, em que a mulher não tem problemas com os filhos, nem com o marido, e há sempre um aroma de respeito, harmonia e felicidade no lar; algo praticamente extinto dos filmes, séries e novelas. Se bobiar, as pessoas nem sabem mais o que é isso. Mas dúvido, que um filme como esse vá parar na tela da TV, como da Globo, talvez, um dia, passe uma única vez; ao invés.
Até mesmo o Discovey channel, tem diminuido drásticamente o número de documentários entre outros. E mostrado mais programas sensacionalistas. Sim, eu gosto pacas do Bear, e do A Prova de Tudo, porém, deixou de ser mera curiosidade, se tornou um amuleto do canal, mostrando muitas e muitas vezes, e agora com um carater muito mais exploratório, aventuresco e sensacionalista do que antes que era mais voltado para "técnicas de sobrevivência". Além disso, tem o programa "Sem Cortes e Sem Suro" que são puro videos sensacionalistas. Os demais programas são recheados de "assombrações", "monstros", "criaturas bizarras", DESTRUIÇÕES (quantos!), coisas sobre Guerra Ao Tráfico, sobre Terrorismo.
Além disso, quando tem retrato sobre o Brasil é sempre o Rio de Janeiro, ou a Bahia, ou algo em torno, de mulher de biquini e bunda bem "arrebitada", ou Carnaval, ou samba/pagode(e essas coisas), e uma imagem de beleza, preservação e biodiversidade da Mata-Atlantica tocamente longe da realidade. Mas por que Rio de Janeiro? Que é "um minusculo pedaço do Brasil". Ora temos o Distrito Federal, onde reside o poder politico da nação. Ora, temos os Paulistas, a maioria, que em geral é marcada por pessoas que estão longe da praia (talvez em alguns feriados), onde muitos não gostam de carnaval, e são caracterizados por serem muito trabalhadores, sem mata, sem praia, e com pessoas vestidas e terno, ao invés de gente semi-nua na praia tomando cerveja. Ou então, se partir para o Interior rico do nosso pais, encontraremos uma cultura ainda mais forte, em que a maioria (SIM A MAIORIA) não é carnavalesca, mas ainda de forte tradição moral, muitos, até mesmo carrancudo. Temos o calor infernal da Amazonia e o povo mais preguiçoso do mundo, segundo meu amigo que reside lá, que só quer saber de comer e dormir na rede (e sem praia), ou então, aqueles que vivem nas duras regiões áridas e sem infra-estrutura alguma, que em maioria, são aqueles que produz boa parte da Alimentação da nossa nação. Ou então, temos o nosso Sul, como o extremo sul do Rio Grande Sul, lugar super gelado, frio, longe daquela imagem de calor nas praias do Rio de Janeiro, e lugares de ainda forte tradição de uma cultura européia, muito diferente, da imagem divulgada de um Rio de Janeiro. PÔh! É um pais que tem a OSESP, que está entre as 50 melhores Orquestras do Mundo. Que tem o Teatro Municipal de São Paulo, e o MASP, que tem alguma riqueza arquitetonica ao invés de apenas favelas e quiosques. Também temos a Cidade Universitária da USP (SIM! TEMOS A USP) e a Unicamp!!! Quantos filmes não vemos no EUA sobre suas queridas Universidades, já no Brasil, tanto filme, quanto novela, fogem das escolas, pois aliás, brasileiro gosta de estudar?
Poh! E Futebol!!! Mais futebol!!!! O Brasil tem um dos melhores times de Volei do mundo, teve grandes feras na Natação, Judo, até mesmo no Tennis, hipismo, Basquete; há até Rugby, até mesmo Futebol de Salão (futsal). Mas não, é só futebol, só futebol de campo, e um pouco, de futebol de areia (ou melhor, DE PRAIA).
Que é isso! Sinceramente, se continuar assim, pouco motivo terei para ter uma TV quando tiver minha casa, se tiver, apenas será para usos selecionados. E claro, como andam as coisas, vou ter que impedir meus filhos de ver TV. Pois só vão ficar com ti-ti-ca na cabeça.
Ainda há um pouco de alivio na TV Cultura, por algumas programações, como o Prelúdio (ou é Interlúdio), alguns debates, por ainda mostrar concertos da OSESP (porém, precisam aperfeiçoar a gravação, o som transmitido não fica legal, totalmente sem sal, talvez, devessem entrar em contato com a Berliner).
Sim estou revoltado. Se a midia queria liberdade de imprensa. Jogaram ela pela janela, trocando liberdade por libertinagem, só mostrando escória e lixo.
Mas o que me impressiona é a enormidade de bobeira. Sobretudo na TV brasileira, como a Globo. Até mesmo nos jornais, parte (senão quase toda) são reportagens extremamente bestas. Quase que nos dá a impressão que o mundo está parado, ou todo mundo está numa festa embriagada. Fora isso, os comerciais também. Para se ter idéia, chegou a ter um comércio, no horário nobre deste domingo, em que durou quase 5 minutos. 1 minuto, (20%) foi apenas da propaganda de um novo programa da Rede Globo, com o nome "Amor e Sexo" que dispensa comentários. E então, praticamente, todo o restante de 4min. (80%), foi de uma propaganda bem apelativa de uma cerveja, com um cenário de sol, praia, pessoas em festa, ouvindo um batuque, dançando, todo mundo sorridente despreocupado com trabalho, uma mulher bem "gostosa" na roda e o grande mistério é se essa garota vai "tomar", e diz que vai, e ai, aparece uma celebridade (Ivete Sangalo) tentando convencer ainda mais, tudo com um som festivo de farra, e tons dourados, quentes.
Além disso, há comentários de algumas pessoas do BBB (nunca vi, nem quero ver), que este está praticamente o pior de todos... uma farra com muita suruba de tudo qualquer "fetiche" que se pode imaginar, só falta usarem animais. E hoje a tarde, minha mãe tentando procurar alguma coisa na TV, de repente, eu esculto ela soltar um comentário assim: "Só tem viado agora na TV." Pois num canal era um estilista gay falando das suas "grandes dificuldades de vida" que foi a de confeccionar uma peça de roupa Inca para um filme; noutro, eram travestis; noutro eram gays falando sobre preconceito; noutro, era aquele humor do tipo de homem fingindo de mulher. E por aí vai.
Meu! Isso é uma violência a sanidade e a nossa inteligencia! É um profundo ataque a moral, a cultura, e a sociedade brasileira. Como é que as coisas vão ficar? Enquanto isso, eu nunca vi nenhum programa sobre Arte, Antropologia, Literatura, Lógica na TV (desculpe, mas o que raramente se vê na TV Cultura, não representa). Aliás, o que a TV mostra como sendo música, nem merece esse nome, é apenas sensação, momento de sucesso e entretenimento, nunca algo sério e artistico. Como é difirente da Alemanha quando mostra concertos ao vivo da Filarmônica de Berlim. Debate religioso então? Mas sim, há muita sátira e escárneo, principalmente, nas novelas, sempre com um estereótipo simplório.
As séries então? A TV fede lixo. Os filmes então, agora tem até o canal Space, que basicamente é voltando apenas para filme de violência e ação sem sentido ou de terror. E boa parte dos filmes dos demais canais, tem seguido essa linha. Peguei vários filmes essa semana, um que assisti achei muito bom, chama "Um Sonho Possível" (The Blind Side) no qual o filme não apela para sexo ou violência, mas sim uma história verdadeira de altruísmo de uma familia que acolhe um garoto de rua e lhe dá um lar, educação, uma vida e tudo com muito amor; e mais raro ainda, num lar que parece que tudo vai bem, em que a mulher não tem problemas com os filhos, nem com o marido, e há sempre um aroma de respeito, harmonia e felicidade no lar; algo praticamente extinto dos filmes, séries e novelas. Se bobiar, as pessoas nem sabem mais o que é isso. Mas dúvido, que um filme como esse vá parar na tela da TV, como da Globo, talvez, um dia, passe uma única vez; ao invés.
Até mesmo o Discovey channel, tem diminuido drásticamente o número de documentários entre outros. E mostrado mais programas sensacionalistas. Sim, eu gosto pacas do Bear, e do A Prova de Tudo, porém, deixou de ser mera curiosidade, se tornou um amuleto do canal, mostrando muitas e muitas vezes, e agora com um carater muito mais exploratório, aventuresco e sensacionalista do que antes que era mais voltado para "técnicas de sobrevivência". Além disso, tem o programa "Sem Cortes e Sem Suro" que são puro videos sensacionalistas. Os demais programas são recheados de "assombrações", "monstros", "criaturas bizarras", DESTRUIÇÕES (quantos!), coisas sobre Guerra Ao Tráfico, sobre Terrorismo.
Além disso, quando tem retrato sobre o Brasil é sempre o Rio de Janeiro, ou a Bahia, ou algo em torno, de mulher de biquini e bunda bem "arrebitada", ou Carnaval, ou samba/pagode(e essas coisas), e uma imagem de beleza, preservação e biodiversidade da Mata-Atlantica tocamente longe da realidade. Mas por que Rio de Janeiro? Que é "um minusculo pedaço do Brasil". Ora temos o Distrito Federal, onde reside o poder politico da nação. Ora, temos os Paulistas, a maioria, que em geral é marcada por pessoas que estão longe da praia (talvez em alguns feriados), onde muitos não gostam de carnaval, e são caracterizados por serem muito trabalhadores, sem mata, sem praia, e com pessoas vestidas e terno, ao invés de gente semi-nua na praia tomando cerveja. Ou então, se partir para o Interior rico do nosso pais, encontraremos uma cultura ainda mais forte, em que a maioria (SIM A MAIORIA) não é carnavalesca, mas ainda de forte tradição moral, muitos, até mesmo carrancudo. Temos o calor infernal da Amazonia e o povo mais preguiçoso do mundo, segundo meu amigo que reside lá, que só quer saber de comer e dormir na rede (e sem praia), ou então, aqueles que vivem nas duras regiões áridas e sem infra-estrutura alguma, que em maioria, são aqueles que produz boa parte da Alimentação da nossa nação. Ou então, temos o nosso Sul, como o extremo sul do Rio Grande Sul, lugar super gelado, frio, longe daquela imagem de calor nas praias do Rio de Janeiro, e lugares de ainda forte tradição de uma cultura européia, muito diferente, da imagem divulgada de um Rio de Janeiro. PÔh! É um pais que tem a OSESP, que está entre as 50 melhores Orquestras do Mundo. Que tem o Teatro Municipal de São Paulo, e o MASP, que tem alguma riqueza arquitetonica ao invés de apenas favelas e quiosques. Também temos a Cidade Universitária da USP (SIM! TEMOS A USP) e a Unicamp!!! Quantos filmes não vemos no EUA sobre suas queridas Universidades, já no Brasil, tanto filme, quanto novela, fogem das escolas, pois aliás, brasileiro gosta de estudar?
Poh! E Futebol!!! Mais futebol!!!! O Brasil tem um dos melhores times de Volei do mundo, teve grandes feras na Natação, Judo, até mesmo no Tennis, hipismo, Basquete; há até Rugby, até mesmo Futebol de Salão (futsal). Mas não, é só futebol, só futebol de campo, e um pouco, de futebol de areia (ou melhor, DE PRAIA).
Que é isso! Sinceramente, se continuar assim, pouco motivo terei para ter uma TV quando tiver minha casa, se tiver, apenas será para usos selecionados. E claro, como andam as coisas, vou ter que impedir meus filhos de ver TV. Pois só vão ficar com ti-ti-ca na cabeça.
Ainda há um pouco de alivio na TV Cultura, por algumas programações, como o Prelúdio (ou é Interlúdio), alguns debates, por ainda mostrar concertos da OSESP (porém, precisam aperfeiçoar a gravação, o som transmitido não fica legal, totalmente sem sal, talvez, devessem entrar em contato com a Berliner).
Sim estou revoltado. Se a midia queria liberdade de imprensa. Jogaram ela pela janela, trocando liberdade por libertinagem, só mostrando escória e lixo.
28 janeiro 2011
Reflexões sobre a vida e nosso papel no mundo
A rotina da vida parecia ir bem até que de repente passamos por situações que ninguém em sã consciência gostaria de passar. De início, por mais chocante e infernal difícil que possa ser, os primeiros dias são colaborados com o animo, esperança, boas memórias que ainda carrega, e acredita que logo irá melhorar. Mas os dias passam, e, de repente, você se dá conta de que tudo que lhe resta é o tempo que insiste em não passar, e assim, a boa rotina nunca volta.
De repente, você se dá conta que o mundo não se importa se você passa 2 semanas em casa. Na maior parte do tempo, sentado e deitado. Mal pode falar. Mal pode comer. E tudo o que lhe resta são livros, filmes, TV, música e o pseudo-social mundo da Internet. E-mails, chats, facebook, Orkut... Eis aí o mais próximo de se chegar da sociedade, das pessoas, dos ‘amigos’; quais se contentam com uma conversa atrás de um teclado.
Nessas horas, os passatempos se tornam “vícios sem sal”, pois quase não há outra coisa a fazer. - Ler? Já li. – Olhe para o lado e vê realmente quem se importou; quem esteve todo o dia cuidando de você. (isso que chamo de amor de mãe). Ao mesmo tempo, você percebe que facilmente seria esquecido pelos amigos, talvez sua morte apenas os chocasse por uns dias.
Há muito tempo para pensar. E algo que muito pensei é no meu papel na sociedade. Nessas horas duras de vida árida, você acaba sendo mais sério consigo, não tolerá vãs e fúteis imaginações, como um amor não correspondido, ou fantasias de uma promoção no emprego, ou uma pirula que instantaneamente lhe restabelece a saúde.Mas busca fatos e coisas claras e concretas. Não quer apenas se sentir bem, mas um remédio que acabe com a dor.
Olha para cá e para lá, e percebe que seu único verdadeiro laço de elo de metal é com a família. Mas percebe que a outra ponta continua vazia. Você percebe que você mesmo, facilmente, em pouco tempo, esqueceria de seus amigos, ou deixaria de dar atenção a eles.
Nisso, cada vez chagamos mais perto de conquistar a consciência de que a vida não faz sentido e que tudo é vão. Porém, no fundo, você está convicto, e na sua consciência, quer construir, quer formar algo para este mundo. Uma espécie de monumento que possa deixar para outras pessoas (até desconhecidas), algo que você pode fazer e que, de algum modo místico, comunicar virtude.
Talvez uma família, ou um livro ou música, de fato, procura algum tipo de arte. Coisas concretas, que em si parecem ser razões suficientemente boas para se mover. Mas e os sentimentos? Ora! Nessas horas é o que menos importar. Como a boca insensível e o constante desconforto, de algum modo lhe faz parar de ligar para isso, por mais azedo que seja. O que importa é cavar um poço, um reservatório, mesmo sem água. Para que quando vier chuva, ai sim fique cheio de água fresca que servirá de animo por bons tempos. Mas pode vir a estiagem – paciência. O que imposta é que o poço está lá, e quando viver a chuva...
Por fim, o que construímos de concreto, capaz de conter a água da chuva? A chuva são as bênçãos, os sentimentos, a alegria. A questão é qua devemos construir com tijolos, cavar... para encher com água. E não o contrário – paredes de água para conter tijolos.
O que realmente temos construído na vida que não seja uma ilusão?
Quanto ao próximo...
Sim. Foi na boca que operei. Mas nessas 2 semanas pude sentir, ter uma idéia experimental do que seria para o corredor perder suas pernas, ou um dia acordar paraplégico. É duro perceber que agora está cheio de limitações e seu corpo passa por uma longa adaptação que nunca chega, sempre demora. Parte da sua autoestima morre. A quase todo momento você é companheiro da solidão. Logo percebe que seus elos sociais vacilam com 2 semanas, como um bote a deriva no mar aberto, e você olha para todas as direções, e na linha do horizonte o mar some, e você não vê socorro, nem ninguém, apenas água.
E aí você pensa em como ocupar o tempo. E coisas do tipo: “O que realmente importa?” E aí você percebe que sempre quis muitas coisas e caminhos para a vida, mas precisa escolher e se focar num ou outro. E o mais incrível: Quando todas as paredes das amizades parecem desabar, você repara que Deus sempre está de pé ao seu lado. Assim, como sempre há um convite para abrir a Bíblia que está sobre a sua cama. E ao ler, de algum modo, algo irá conter os grilhões e ansiedades da alma, lhe dar paciência e um pouco de paz. - Só pode ser magia! É um livro mágico!
Esses dias me trouxeram um propósito. Me fizeram ver quantas pessoas não precisam de um consolo, de uma visita, de uma mera companhia. Talvez em seus leitos, ou próprias casas. Aliás, o que dizer dos moradores de rua? Talvez, pensem que o mundo virou as costas para eles, e nem mesmo tem onde repousar (como foi o Filho do Homem). Mais intrigante, foi um dia, voltando da academia, vi próximo ao trabalho, um morador de rua, sentado no cantinho que pegou debaixo da coluna de um arranha-céu, e lá estava ele, lendo atentamente sua Bíblia, como se fosse a única coisa pela qual vivia naquele momento.
O mundo está cheio de pessoas carentes da visita, da companhia, da ajuda de outros filhos de Adão, filhos de Eva, filhos de Deus. É o nosso dever com nosso coração ir até elas. Apenas não sentimentos. Mas logo descobrirmos quando o entretenimento “das ocupações e relações sociais da vida” para de roubar nosso tempo e atenção. E então podemos ver em nosso leito, e que, ao nosso lado, há um semelhante meu.
24 janeiro 2011
Sobre a fé, o futuro e nossas escolhas
"- Pois aí é que está o problema! - concordou Trumpkin. Os animais, na sua maioria, ficaram mudos e tornaram-se inimigos. Nunca se sabe de que gênero são; se a gente espera, pode ser tarde demais.
(...)
[Lúcia diz:]
- Não seria medonho se um dia, no nosso mundo, os homens se transformasse por dentro em animais ferozes, como os daqui, e continuassem por fora parecendo homens, e a gente assim nunca soubesse distinguir uns dos outros?"
Cap. O que Lúcia viu
Que grande ironia. De fato, quantos não são as pessoas hoje, talvez até nós, que por fora, aparentam ser homens, as vezes, belas pessoas. Mas que por dentro são animais, dispostos a atacar o próximo para saciar sua fome?
...............
"- Dizer o que teria acontecido? Não, a ninguém jamais se diz isso.
- Oh, que pena! - exclamou Lúcia.
- Mas todos podem descobrir o que vai acontecer - continuou Aslam. - se voltar agora e acordar os outros para contar-lhes outra vez o que viu, e disse que eles se levantem imediatamente e me sigam... que acontecerá? Só há um modo de saber..."
Cap. O retorno do Leão
Essa é aquela sempre presente questão: "O homem não sabe o futuro." O que vai acontecer? Só tem um jeito de saber, tentando. Mas como nessas horas sempre somos tentados a vacilar como céticos, medrosos, entre outros. Mesmo quando nossa consciencia nos diz: "Vai lá, tente."
............
"- Lúcia! - chamou Susana, baixinho.
- Que é?
- Agora estou vendo Aslam. Desculpe-me.
- Não tem importância.
- Mas sou muito pior do que você pensa. Acreditei que era ele... acreditei ontem mesmo... quando ele não queria que fôssemos pelo pinhal. E acreditei também hoje, quando você nos acordou. Isto é... no fundo acreditei... Ou podia ter acreditado, se quisesse... Mas estava com tanta pressa de sair da floresta... e... não sei como vou explicar. O que vou dizer a ele agora?"
Cap. O Leão ruge
Um dos grandes focos que Lewis deu no conto "O Principe Caspian" é a questão do homem em relação a fé em Deus. A um Deus que os antepassados falavam, mas que não aparece há muito tempo, tudo aparentando ser apenas uma "história da carochinha antiga" (como diz o anão). Ou mesmo, em duvidar no testemunho de outras pessoas, considerando-as loucas, que tiveram sonhos, ou ilusões, porque é mais conveniente para nós. Mas como Pedro diz, "se quisesse ter acreditado, eu poderia ter acreditado". Acho que isso, vale para todos. Porém, por que preferimos não acreditar? Talvez, como Pedro disse, "porque estamos com pressa", talvez pressa de "curtir a vida", "pressa de fazer logo isso e aquilo", "pressa para conseguir dinheiro", pressa para x e y, porque, aliás, como diria um "agnóstico convicto" com quem debati esses dias - "A vida é muito curta." - E assim, quantos não estamos trocando a unica esperança de eternidade, pela brevidade da vida? - E apressada.
(...)
[Lúcia diz:]
- Não seria medonho se um dia, no nosso mundo, os homens se transformasse por dentro em animais ferozes, como os daqui, e continuassem por fora parecendo homens, e a gente assim nunca soubesse distinguir uns dos outros?"
Cap. O que Lúcia viu
Que grande ironia. De fato, quantos não são as pessoas hoje, talvez até nós, que por fora, aparentam ser homens, as vezes, belas pessoas. Mas que por dentro são animais, dispostos a atacar o próximo para saciar sua fome?
...............
"- Dizer o que teria acontecido? Não, a ninguém jamais se diz isso.
- Oh, que pena! - exclamou Lúcia.
- Mas todos podem descobrir o que vai acontecer - continuou Aslam. - se voltar agora e acordar os outros para contar-lhes outra vez o que viu, e disse que eles se levantem imediatamente e me sigam... que acontecerá? Só há um modo de saber..."
Cap. O retorno do Leão
Essa é aquela sempre presente questão: "O homem não sabe o futuro." O que vai acontecer? Só tem um jeito de saber, tentando. Mas como nessas horas sempre somos tentados a vacilar como céticos, medrosos, entre outros. Mesmo quando nossa consciencia nos diz: "Vai lá, tente."
............
"- Lúcia! - chamou Susana, baixinho.
- Que é?
- Agora estou vendo Aslam. Desculpe-me.
- Não tem importância.
- Mas sou muito pior do que você pensa. Acreditei que era ele... acreditei ontem mesmo... quando ele não queria que fôssemos pelo pinhal. E acreditei também hoje, quando você nos acordou. Isto é... no fundo acreditei... Ou podia ter acreditado, se quisesse... Mas estava com tanta pressa de sair da floresta... e... não sei como vou explicar. O que vou dizer a ele agora?"
Cap. O Leão ruge
Um dos grandes focos que Lewis deu no conto "O Principe Caspian" é a questão do homem em relação a fé em Deus. A um Deus que os antepassados falavam, mas que não aparece há muito tempo, tudo aparentando ser apenas uma "história da carochinha antiga" (como diz o anão). Ou mesmo, em duvidar no testemunho de outras pessoas, considerando-as loucas, que tiveram sonhos, ou ilusões, porque é mais conveniente para nós. Mas como Pedro diz, "se quisesse ter acreditado, eu poderia ter acreditado". Acho que isso, vale para todos. Porém, por que preferimos não acreditar? Talvez, como Pedro disse, "porque estamos com pressa", talvez pressa de "curtir a vida", "pressa de fazer logo isso e aquilo", "pressa para conseguir dinheiro", pressa para x e y, porque, aliás, como diria um "agnóstico convicto" com quem debati esses dias - "A vida é muito curta." - E assim, quantos não estamos trocando a unica esperança de eternidade, pela brevidade da vida? - E apressada.
20 janeiro 2011
O Socorre de Deus na Doença
"O Senhor o sustentará no leito da enfermidade; tu lhe amaciarás a cama na sua doença."
Salmos 41:3
Obrigado Simone, verso perfeito para um momento como este. E de fato, Ele está.
13 janeiro 2011
Cirurgia Ortognática
Bem, estou prestes a fazer uma cirurgia, na sexta-feira. E estou, no diário, fazendo um diário de todo o meu caso, desde o que me levou a procurar o tratamento (e essa longa jornada de anos sendo enrolado por 'profissionais da saúde') até o tratamento que estou realizando.
E irei descrever bem, na medida do possível, tanto o pré quanto o pós cirurgico e a recuperação. Visto, que muitas pessoas que possuem o mesmo problema, enfrentam a mesma dificuldade que enfrentei "um vazio de informação e muito alarmismo".
Links
A Jornada até iniciar o tratamanto: "A História Ortognática do Evandro"
O Tratamento: "A História Ortognática do Evandro - Tratamento"
E irei descrever bem, na medida do possível, tanto o pré quanto o pós cirurgico e a recuperação. Visto, que muitas pessoas que possuem o mesmo problema, enfrentam a mesma dificuldade que enfrentei "um vazio de informação e muito alarmismo".
Links
A Jornada até iniciar o tratamanto: "A História Ortognática do Evandro"
O Tratamento: "A História Ortognática do Evandro - Tratamento"
06 janeiro 2011
Cegos e Céticos
- Lógica! - disse o professor para si mesmo - Por que não ensinam mais lógica nas escolas? - E dirigindo-se aos meninos declarou: - Só há três possibilidades: ou Lúcia está mentindo; ou está louca; ou está falando a verdade. Ora, vocês sabem que ela não costuma mentir, e é evidente que não está louca. Por isso, enquanto não houver provas em contrário, temos de admitir que está falando a verdade.
Susana olhou para ele muito séria: o professor não estava brincando.
- Mas como é que pode ser verdade, professor?
- E por que você duvida?
- Bem - disse Pedro -, então, se é verdade, por que não encontramos sempre o tal país fantástico ao abrir a porta do guarda-roupa? Não havia nada lá quando olhamos; nem Lúcia teve coragem de fingir que havia.
- E isso prova o quê? - perguntou o professor.
- Ora, ora, se as coisas são verdadeiras, estão sempre onde devem estar.
- Tem certeza, Pedro?
Ele não foi capaz de responder.
Cronicas de Narnia - O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupas, C. S. Lewis
Susana olhou para ele muito séria: o professor não estava brincando.
- Mas como é que pode ser verdade, professor?
- E por que você duvida?
- Bem - disse Pedro -, então, se é verdade, por que não encontramos sempre o tal país fantástico ao abrir a porta do guarda-roupa? Não havia nada lá quando olhamos; nem Lúcia teve coragem de fingir que havia.
- E isso prova o quê? - perguntou o professor.
- Ora, ora, se as coisas são verdadeiras, estão sempre onde devem estar.
- Tem certeza, Pedro?
Ele não foi capaz de responder.
Cronicas de Narnia - O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupas, C. S. Lewis
Um dialogo aparentemente simples, mas que envolve principalmente 2 coisas que destaco.
Por que não acreditar no relato de alguem sobre algo totalmente fora de nossas expectativas, crenças, naturais? Talvez porque estejamos muito presos ao naturalismo filosófico. E se hoje viesse alguem nos falando que entrou em Nárnia pelo guarda-roupas? - Claro, Lewis inventou esta estória. Mas o que me diz de alguem que relata ter visto e conversando com um anjo? Ou com Deus? O que dizer daqueles relatos que vemos na Bíblia? Sinceramente, creio, este impacto neste muro de pedra que as crianças tiveram ao ouvir sobre Nárnia, é o mesmo que a maioria de nós, senão todos, tem quando pensam a respeito do próprio Divino, daquilo que acreditamos realmente ser possível. Mas que de certo modo, se alguem dissesse que abriu o armário, e se deu com o 'sobre-natural' [sic] provavelmente todos duvidariamos; talvez, duvidariamos, a tal ponto, de abrir a porta do armario e não vermos nada. Ou então, como no inicio do Cronicas de Narnia, iriamos nos deparar com os animais de Narnia, inclusive o Leão, e seriamos incapazes de ouvir as vozes deles, apenas, grunitos, latidos, rangeres...
Outro aspecto, é quando a criança questiona, uma velha questão filosófica, "Ora, ora, se as coisas são verdadeiras, estão sempre onde devem estar." Não é este, de certo modo, implicitamente, a base do que imaginamos ser a Ciencia e o Método Cientifico? Tanto é que, apontamos como certo e verdadeiro, para aquilo que a Estatistica diz ser o mais ideal. "Sempre onde devem estar". Talvez esta seja a grande frustração dos homens modernos quanto não a religião em si, mas quanto a Deus, aos anjos, aos seres divinos. Talvez, uma frustração por não vê-los, ou por não senti-los quando vão a igreja, lêem a Bíblia ou oram... bem, talvez, algumas raras vezes. Olham e apenas vêem um guarda-roupa comum, sem uma luz no fundo que vem do lampião do bosque de Narnia, mas apenas um fundo de madeira compensada.
Até onde nossa imaginação não está presa? Sim, estamos escravos, quase como impedidos de imaginar, de crer, e - mais importante, talvez - de VER 'Nárnia'. Assim sendo, podemos estar cegos, e assim, deixamos de ver muitos fatos, realidades. E de maneira, ainda mais forte, ficamos cegos para o futuro, para a Esperança. Evitamos relacionamentos, evitamos grandes jornadas, aventuras, nos lançar a muita coisa, por temer o futuro, pois tudo o que vemos é o senso comum do armário comum, da porta fechada, de "estabilidade em primeiro lugar". Ora, temos que acreditar no que nosso olho vê, não é assim? Bem, já diria o budogue que seria o faro. E o que vemos senão a concupiscencia do mundo, a infinita jornada atrás da riqueza material, atrás do status academico e profissional, dos caros bens de consumos, de viagens caras por esse mesmo mundo (sim, é o mesmo e patético mundo). É isso o que vemos. Este é o nosso armário. Esta é a nossa esperança. Fora disso, somos tentados a simplesmente imaginar e acreditar: "É loucura!"
Acho que é isso. O mundo moderno talvez se resuma, em uma sociedade cega, uma sociedade incapaz de enxergar e acreditar em Nárnia.
04 janeiro 2011
O Encanto da Curiosidade
Ousado aventureiro, decida de uma vez:
Faça o sino vibrar e aguarde o perigo
Ou acabe louco de tanto pensar:
"Se eu tivesse tocado, o que teria acontecido?"
- Eu é que não entro nessa - disse Polly - Não quero ver perigo nenhum.
- Não adianta, Polly, não está vendo que agora é tarde demais? Já caímos na coisa. A gente vai passar a vida pensando o que teria acontecido se tivesse tocado o sino. Eu é que não quero ficar louco, pensando a vida inteira nisso. Eu, não!
- Não seja tão bobo. Que interesse pode ter o que teria acontecido?
- Quem chegou até este ponto, não tem mais saída: ou toca o sino ou fica maluco. É este o encantamento, você não entende? Já estou ficando empolgado... encantado...
C. S. Lewis, Cronicas de Narnia, cap. O Sino e o Martelo
-----
Isso renderia livros de filosofia! - Bravissimo, Lewis!
Faça o sino vibrar e aguarde o perigo
Ou acabe louco de tanto pensar:
"Se eu tivesse tocado, o que teria acontecido?"
- Eu é que não entro nessa - disse Polly - Não quero ver perigo nenhum.
- Não adianta, Polly, não está vendo que agora é tarde demais? Já caímos na coisa. A gente vai passar a vida pensando o que teria acontecido se tivesse tocado o sino. Eu é que não quero ficar louco, pensando a vida inteira nisso. Eu, não!
- Não seja tão bobo. Que interesse pode ter o que teria acontecido?
- Quem chegou até este ponto, não tem mais saída: ou toca o sino ou fica maluco. É este o encantamento, você não entende? Já estou ficando empolgado... encantado...
C. S. Lewis, Cronicas de Narnia, cap. O Sino e o Martelo
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Isso renderia livros de filosofia! - Bravissimo, Lewis!
27 dezembro 2010
A Amizade - Lewis
"... Eros pede corpos nus; a Amizade, personalides nuas.
Daí (se você me compreendeu bem) a prodigiosa arbitrariedade e irresponsabilidade desse amor. Eu não tenho a obrigação de ser amigo de ninguém, e ninguém no mundo tem a obrigação de ser meu amigo. Não há exigências, não há sombra de necessidade. A Amizade é desnecessária - como a filosofia, como a arte, como o próprio universo (pois Deus não precisava criar). Ela não tem valor de sobrevivência; ela é, antes, uma das coisas que dão valor à sobrevivência."
C. S. Lewis, Os Quatro Amores, p.100
26 dezembro 2010
Vou-me Embora pra Pasárgada - Bandeira
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brado
Subirei no pau de sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mais triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
- Lá sou amigo do rei -
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Manuel Bandeira
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brado
Subirei no pau de sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mais triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
- Lá sou amigo do rei -
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Manuel Bandeira
22 dezembro 2010
Alma, Sensibilidade e Arte
Para certas pessoas, e talvez especialmente para ingleses e russos, o que nós chamamos de "amor pela natureza" é um sentimento permanente e sério. Refiro-me àquele amor pela natureza que não pode ser adequadamente classificado como simples subespécie de nosso amor pela beleza. É claro que muitos objetos - árvores, flores e animais. - são belos. Mas os amantes da natureza de que trato não se preocupam muito com objetos individuais belos desse tipo. O homem que se preocupa os distrai. O aficionado em botânica é para eles uma péssima companhia num passeio. Está sempre parando e chamando a atenção para detalhes. Tampouco procuram "vistas" ou paisagens. Seu porta-voz, Wordsworth*, censura veementemente esse comportamento. Ele leva a uma "comparação entre cenas", faz você se "mimar" com "mesquinhas variações de cor e proporção. QUando você se mantém ocupado com essa atividade de crítica e diferenciação, você perde o que realmente importa - os "humores do tempo e da estação", o "espirito" do lugar. (...)
O que realmente importa são os "humores" ou o "espírito". Os amantes da natureza querem assimilar tão plenamente quanto possível o que a natureza, em cada momento e lugar, está, em termos metafóricos, dizendo. A riqueza, a graça e a harmonia evidentes de certas cenas não são mais preciosas, para eles, que a lugubridade, a desolação, o terror, a monotonia ou a "melancolia visionária" de outras. Mesmo o que não apresenta características especiais desperta neles uma reação positiva. É mais uma palavra pronunciada pela natureza. Eles se abrem para o caráter puro de qualquer lugar, a qualquer momento. Querem absorvê-lo, deixar-se impregnar inteiramente por seus matizes.
* Willian Wordsworth (1770-1850), poeta britânico.
Os quatro amores, C. S. Lewis, p. 26
Compare essa idéia de Lewis com essa do compositor Gustav Mahler.
Bem, não consegui achar agora a frase.(depois de 45min procurando no Google [este começa a mostrar sinais bem deficientes], só acha site com Ctrl+C e V ).
Quando achar termino o post.
O que realmente importa são os "humores" ou o "espírito". Os amantes da natureza querem assimilar tão plenamente quanto possível o que a natureza, em cada momento e lugar, está, em termos metafóricos, dizendo. A riqueza, a graça e a harmonia evidentes de certas cenas não são mais preciosas, para eles, que a lugubridade, a desolação, o terror, a monotonia ou a "melancolia visionária" de outras. Mesmo o que não apresenta características especiais desperta neles uma reação positiva. É mais uma palavra pronunciada pela natureza. Eles se abrem para o caráter puro de qualquer lugar, a qualquer momento. Querem absorvê-lo, deixar-se impregnar inteiramente por seus matizes.
* Willian Wordsworth (1770-1850), poeta britânico.
Os quatro amores, C. S. Lewis, p. 26
Compare essa idéia de Lewis com essa do compositor Gustav Mahler.
Bem, não consegui achar agora a frase.(depois de 45min procurando no Google [este começa a mostrar sinais bem deficientes], só acha site com Ctrl+C e V ).
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12 dezembro 2010
Nona - 9ª - Sinfonia de Beethoven (2)
Hoje assisti a 9ª Sinfonia de Beethoven com a Orquestra Sinfonica de Santo André e o Coral de Santo André, depois de um booomm tempinho desde que ouvi pela primeira vez. De lá para cá eu ouvi ela inúmeras vezes, em especial o 3º movimento, em que se tornou muitas vezes a minha música de nanar numa sexta. Além de ter ouvido diversas interpretações.
Das várias que ouvi, minhas prediletas são as de Fricsay de 1958, a de Furtwangler de 1954, a de Toscanini acho que é de 1950 e a de Karajan de 1977. Cada um tem suas peculiaridades, que as tornam únicas. Por exemplo, o 2º movimento de Toscanini é imbatível, ele faz uns crescendo absurdos! Inacreditáveis! Perfeitos! Já o 3º movimento, detestei, é rápido e até mesmo meio que sem alma, como que tocada por um ateu, num movimento muito cristão. A de Futwangler tem tudo de bom, é realmente extraordinário, todos os movimentos são impecáveis; mas não teve um segundo movimento tão extraordinário quanto o de Toscanini; mas tem, em certos aspectos, o melhor 3º movimento que já ouvi, sobretudo, sem dúvidas, a melhor interpretação daqueles clarins dos metais; pois em geral; é um dos únicos que realmente parece se encaixar com o que vem acontecendo no movimento. A do Karajan de 77 também é incrivelmente boa, sobretudo o 3º movimento, apenas os clarins dos metais neste não ficaram tão mesclados quanto a do Futwangler; e é um movimento que transborda alma; mas no quarto movimento parece não ter drama, o final parece chegar repentinamente. (Já acabou?!) E a do Fricsay é a mais equilibrada no todo mas nada que se destaca muito.
Bem, depois de ouvir todos esses monumentos. Em certos aspectos é difícil ouvir novamente a obra, sem que seja algo monumental. Há momentos que simplesmente me parece que os brasileiros, ou pelo menos a orquestra, os músicos, apenas tocam notas com suas devidas dinâmicas, mas não interpretam. Bem, o primeiro movimento, ao meu ver faltou energia, e uma crescente idéia clara do tema no decorrer; também faltou um pouco de acustica, o som dos contra-baixos estavam pesados demais, meio que tampando, de algum modo os demais nipes, as madeiras ficaram meio que com um som apagado, os cellos, sumidos, já a trompa mandou muito bem mesmo, acho que excepcional em todos os movimentos. Ficou no geral parecendo um discurso mal discursado, em que se chegou repentinamente no ponto final.
No segundo movimento, o que, segundo o regente, Carlos Moreno, era para soar como uma guerra, algo militar, uma luta; creio que perdeu essa energia e marcação e se tornou redundante por demais. Acabou se tornando 'um movimento longo', novamente, voltava a expor o mesmo tema quase como se não tivesse mais nada a propor, nenhuma expectativa a mais a nos dar. Alguns crescendendos ficou claramente do modo escada, ao invés de modo tão 'gradiente' como Toscanini fez. A guerra mesmo não se viu. Acho que faltou interpretação, talvez por parte dos musicos. Aliás, que guerra é essa? Depois de muito ouvir, é uma guerra contra a própria alma do homem, no sentido de contra a tudo aquilo que é fútil, ruim, paixões, a luta interior, e algum tipo de declaração contra a pobreza dos homens, no sentido espiritual, dos homens que não tem uma alma, dos homens que correm futilmente pela vida, dos homens que não buscam a verdadeira fraternidade, amor entre os próximos (como é escancarado no quarto movimento). É quase como a angustia de arrependimento. É essa luta, que acho que deve ficar evidente neste movimento. Mas isso se perdeu, ao meu ver, ficou parecendo apenas uma exposição do tema, repentinas vezes, de modo cansativo e sem energia.
O terceiro movimento, a oração. Bem, sabe quando as vezes as pessoas ou nós mesmos fazemos uma oração do tipo "rapisódia". Só para dizer que orou, rapidamente. Este movimento tem que abrir o coração para Deus, tem que ser profundo, tem que esquecer o tempo até se perder nele, é está a impressão que as de Karajan e Futwangler dão, você esquece do 'relógio', das horas passando, é como se o tempo congelasse ali, e ali você fica indeterminado, e tipo, você não quer sair, não quer que acabe nunca. É uma oração que cada vez você se expõe e abre mais para Deus, vai se elevando cada vez mais ao sublime (faltou muito essa 'elevação'); é quando o 'homem arrependido' do segundo movimento se entrega totalmente na mão de Deus e começa a receber a dádiva, a benção, e a mensagem dEle (o 4º movimento). Este movimento tem que preparar a alma para o 4º movimento. Eu sempre o escuto de olhos fechados, parece não fazer sentido algum de outro modo, talvez por estar acostumado a orar de olhos fechados. Bem, aí o canglor dos metais também ficou tão estranho com o todo quanto a do Toscanini, apesar que o segundo até que ficou melhor. Além de alguem das paletas ter dado 2 'apitadas' que simplesmente não se espera de um músico profissional, que foram tão grotescos quanto alguem na platéia soltando um berro.
O quarto movimento. Bem, até agora não ouvi nenhuma versão que me agradou totalmente no quarto. Talvez a de Fricsay seja a mais coerente no todo e a do Futwangler em diversos outros aspectos, porém energético demais, até quando não deveria ser. Mas a impressão que tive com a OSSA foi que correu com os primeiros movimentos para chegar logo neste 4º. Foi o movimento melhor trabalhado nas dinamicas entre outros. Talvez, no inicio o Carlos Moreno até exagerou no drama para expor o tema principal. Acho que não faltou energia, mas faltou uma energia mais coerente, focalizada num objetivo, parece ter sido uma energia que ficou muito dispersa. Ficou muito martelado e marcado o movimento, o coral cantou muito intensamente, parece que cada sílaba era um acento marcado, e sempre com muita potencia de voz (parecia até que queriam exibir a capacidade vocal... muito mais do que 'criar' um poema). O quarteto foram ótimos, o baixo principalmente, uol!, incrivel! Já o tenor começou um pouco afobado mas foi melhorando muito no decorrer, as mulheres foram boas, mas de algum modo, parece ter faltado voz nelas, para nivelar com os demais, sobretudo no contra-alto. Mas foi bom, foi bem energético, no sentido de alegre; o tema foi bem expostos sobre diversas cores e tons diferentes. Se percebia claramente que todos sairam embedecidos de alegria e animo, como é a proposta de Beethoven. (que diferença do final da Sagração da Primavera de Stravinsky, onde se parecia ter saido de uma cena de terror).
Outra coisa que faltou, bem, segundo o Carlos Moreno, para Beethoven não existia meio-termo, ou era claro ou era escuro. E acho que isso ficou faltando. Justamente esta evidencia do som escuro, e do som claro. Do inicio em ré menor, e do final em ré maior. Dando muitos tons intermediários, como o cinza. Até mesmo no quarto movimento, poucos foram os verdadeiros 'clarões'; e no terceiro, faltou o tom puro, o famoso "branco como a alva" que torna o mov. celestial. Já, na minha vaga memória do que lembro do concerto de 2009, este aspecto tinha sido muito bem trabalhado.
Outra coisa que faltou, bem, segundo o Carlos Moreno, para Beethoven não existia meio-termo, ou era claro ou era escuro. E acho que isso ficou faltando. Justamente esta evidencia do som escuro, e do som claro. Do inicio em ré menor, e do final em ré maior. Dando muitos tons intermediários, como o cinza. Até mesmo no quarto movimento, poucos foram os verdadeiros 'clarões'; e no terceiro, faltou o tom puro, o famoso "branco como a alva" que torna o mov. celestial. Já, na minha vaga memória do que lembro do concerto de 2009, este aspecto tinha sido muito bem trabalhado.
Não sei se foi isso, mas acho que houve um toque/foco popular. Sobretudo por ter meio que 'corrido' nos 3 primeiros movimentos, para chegar logo no mais popular, o 4º. E enfatizar muito a marcação e a energia, que em geral, é que mais 'comove' o comum brasileiro. Talvez isso foi até bom, levei muita garotada, alguns, primeira viagem na 9ª sinfonia e tals... e isso ficou bem mais agradavel para eles, se percebia o tédio bem exposto na cara deles, nos primeiros movimenots, no terceiro nem vi, fiquei de olhos fechados, mas não acho ter sido diferente; talvez os que mais se desligaram da música, mas no 4º movimento ficaram eufóricos. Ou seja, talvez um modo de 'atrair os novos', e buscar popularizar a música de Beethoven e erudita; se formos pensar a longo prazo.
Mas eles gravaram. Não creio que irão lançar um CD com esta gravação - eu não compraria, isto que admiro a OSSA. Acho que falta muito ainda para explorar mais a obra num sentido artístico, uma interpretação 'almatica'. Talvez até mesmo a necessidade maior de uma experiencia religiosa. Fico imaginando como pode um cara que nunca teve uma 'oração para valer' na vida, pode conseguir tocar o 3º movimento de modo a soar além do que a partitura e regência mandam. Acho que está 'falta de alma' fica exposto na OSSA por ter muita dificuldade em interpretar movimentos largos, acho que o único que ficou bom até hoje foi o da 5ª de Mahler - dos que ouvi; nos demais, a música tende a morrer. Mas em geral, os brasileiros são assim, talvez seja uma questão cultural essa dificuldade do brasileiro de interpretar 'o inverno' europeu e de ter tanta introspecção quanto se vê na História da Europa; do mesmo modo, como dizem faltar 'rebolado' e 'a energia de brasileiro' quando uma orquestra européia toca obras brasileiras, como O Guarani de Carlos Gomes, ou mesmo Santoro e Villa-Lobos.
Por que isso? O que falta para haver mais introspecção na cultura do brasileiro?!
10 novembro 2010
Textos Inspiradores
Well... há muito muito tempo não coloco nada no Blog. Devido há muitos fatores, entre os principais, total falta de tempo para poder dedicar a isto. E nem adianta fazer uma prévia do que aconteceu, foram muitas coisas. Na ultima semana já foram muitas coisas... alias, nas ultimas 24 horas já foram MUUUIIIIiitasss coisas...alias, tantas, que alguns são totalmente misteriosos até mesmo para a minha mente...
Bem, nos ultimos dias deu vontade de ler algo mais leve e religioso, e pela milésima vez peguei o Caminho a Cristo para ler... ... e algumas, entre centenas, de trechos compartilho para vossa apreciação.
"... Confessais os vossos pecados e entregais-vos a Deus. Vós quereis servi-Lo. Tão depressa isto fazeis, Deus cumpre Sua palavra para convosco. Se credes na promessa - credes que estais perdoado e purificado - Deus supre o fato...
Não espereis até que sintais que estais curado, mas dizei: "Creio; assim é, não porque eu o sinta, mas porque Deus o prometeu."" P. 51
"Consagrai-vos a Deus pela manhã; fazei disto vossa primeira tarefa. Seja vossa oração: "Tome-me, Senhor, para ser Teu inteiramente. Aos Teus pés deponho todos os meus projetos. Usa-me hoje tem Teu serviço. Permanece comigo, e permite que toda a minha obra se faça em Ti." Esta é uma questão diária. Cada manhã consagrai-vos a Deus para esse dia. Submetei-Lhe todos os vossos planos, para que se executem ou deixem de se executar, conforme o indique a Sua providência. Assim dia a dia podereis entregar às mãos de Deus a vossa vida, e assim ela se modará mais e mais segundo a vida de Cristo.
A vida em Cristo é uma vida de descanso. Pode não haver êxtase de sentimentos, mas deve existir uma constante serena confiança. Vossa confiança não está em vós mesmos; está em Cristo." P.70
"O gozo de nosso Salvador estava no erguimento e redenção dos homens caídos. ... Assim também os anjos estão sempre empenhados em trabalhar pela felicidade dos outros. Este é seu gozo." P. 77
"Quando o amor de Cristo é abrigado no coração, ele como o suave perfume, não pode ocultar-se. Sua santa influência será sentida por todos aqueles com quem entramos em contato." P. 77
"Se nos achamos revestidos da justiça de Cristo, e cheios do gozo proveniente da habitação de Seu Espírito em nós, não nos será possível calar-nos." P. 78
"Os mais humildes e mais pobres dentre os discípulos de Jesus, podem ser uma bênção aos outros. Talvez não tenham consciência de estar efetuando algum bem especial, mas por sua inconsciente influência poderão dar origem a ondas de bênçãos que se irão alargando e aprofundando, mesmo que nunca venham eles a saber dos benditos resultados, a não ser no dia da recompensa final. Não percebem nem sabem que estão realizando qualquer coisa de grande. Não se requer deles que se afadiguem com ansiedades acerca do sucesso. O que têm que fazer é simplesmente prosseguir tranqüilamente, realizando fielmente a obra que a providência de Deus designa, e sua vida não será em vão." P. 83
Bem, nos ultimos dias deu vontade de ler algo mais leve e religioso, e pela milésima vez peguei o Caminho a Cristo para ler... ... e algumas, entre centenas, de trechos compartilho para vossa apreciação.
"... Confessais os vossos pecados e entregais-vos a Deus. Vós quereis servi-Lo. Tão depressa isto fazeis, Deus cumpre Sua palavra para convosco. Se credes na promessa - credes que estais perdoado e purificado - Deus supre o fato...
Não espereis até que sintais que estais curado, mas dizei: "Creio; assim é, não porque eu o sinta, mas porque Deus o prometeu."" P. 51
"Consagrai-vos a Deus pela manhã; fazei disto vossa primeira tarefa. Seja vossa oração: "Tome-me, Senhor, para ser Teu inteiramente. Aos Teus pés deponho todos os meus projetos. Usa-me hoje tem Teu serviço. Permanece comigo, e permite que toda a minha obra se faça em Ti." Esta é uma questão diária. Cada manhã consagrai-vos a Deus para esse dia. Submetei-Lhe todos os vossos planos, para que se executem ou deixem de se executar, conforme o indique a Sua providência. Assim dia a dia podereis entregar às mãos de Deus a vossa vida, e assim ela se modará mais e mais segundo a vida de Cristo.
A vida em Cristo é uma vida de descanso. Pode não haver êxtase de sentimentos, mas deve existir uma constante serena confiança. Vossa confiança não está em vós mesmos; está em Cristo." P.70
"O gozo de nosso Salvador estava no erguimento e redenção dos homens caídos. ... Assim também os anjos estão sempre empenhados em trabalhar pela felicidade dos outros. Este é seu gozo." P. 77
"Quando o amor de Cristo é abrigado no coração, ele como o suave perfume, não pode ocultar-se. Sua santa influência será sentida por todos aqueles com quem entramos em contato." P. 77
"Se nos achamos revestidos da justiça de Cristo, e cheios do gozo proveniente da habitação de Seu Espírito em nós, não nos será possível calar-nos." P. 78
"Os mais humildes e mais pobres dentre os discípulos de Jesus, podem ser uma bênção aos outros. Talvez não tenham consciência de estar efetuando algum bem especial, mas por sua inconsciente influência poderão dar origem a ondas de bênçãos que se irão alargando e aprofundando, mesmo que nunca venham eles a saber dos benditos resultados, a não ser no dia da recompensa final. Não percebem nem sabem que estão realizando qualquer coisa de grande. Não se requer deles que se afadiguem com ansiedades acerca do sucesso. O que têm que fazer é simplesmente prosseguir tranqüilamente, realizando fielmente a obra que a providência de Deus designa, e sua vida não será em vão." P. 83
15 outubro 2010
Video para Reflexão
Este video foi enviado por minha amiga Simone, graduada em Pedagogia na USP, cursando Direito agora, e braço-direito do GEA e do CAJU. Simplesmente, um video fantástico para refletir, nos trazendo idéias básicas sobre propósito, caminho, direção, objetivo. E ainda uma grande lição, de autoreconhecimento da nossa vida e de quem somos. Bem, as aplicações vai a add infinitum.
Aproveite. Pois se eu postei aqui, num período ultra-mega-sem-tempo para postar qualquer coisa. É porque é realmente IMPERDÍVEL.
07 outubro 2010
O que eu faria com 119 milhões de reais
Hoje me deparei com uma no trabalho que poucos já experimentaram, alguns colegas ganharam num bolão que fizeram da Mega-Sena, acumulada em 119 milhões. Para sorte (não tanta) acertaram 5 números, com um prêmio de 28mil, que dividido entre eles deu em torno de 600 reais para cada. Porém, por 1 número, não fizeram a sena, o que tornaria cada um deles milionários.
Bem, um gaucho ("tche") ganhou o prêmio. E com isso fiquei pensando quanto aos planos futuros. De fato, tenho planos bem definidos para quando (se tudo der certo, como está indo) eu alcançar 200mil ,400mil, 600 mil, 1m milhão e 3 milhões. Mas este foi o meu teto, para o qual projetei planos, para caso nos 3 milhões, um dos principais projetos seria criar uma escola com um novo conceito pedagógico mais baseado na educação do caráter, do senso critico, através de relacionamentos, e em segundo plano a "liturgia escolar" (vamos assim dizer) que estamos acostumados a ver, que é basicamente aquilo que é pragmático.
Bem, então fiquei pensando se eu ganhasse 119 milhões. O que eu faria? Bem, obviamente não vou seguir o caminho daqueles que me disseram que parariam de trabalhar (virariam vagabundos, em outra palavra), que iriam 'curtir' a vida, ficar viajando pelo mundo, e provavelmente, bebendo, se drogando, comprando carros de luxo e catando as 'melhores' (hum!) mulheres que o dinheiro pode comprar. Já do lado das mulheres, comprariam vários shoppings center.
Bem, está ai o plano que fiz:
1. Fundaria uma Escola de Música de altissimo padrão, algo do nipe da Juilliard, de Nova Iorque, nos Estados Unidos, na minha cidade natal, Santo André, no ABC Paulista, aliás, uma cidade que simplesmente não tem nada. A região sofre muito com falta de escolas de música, as opções são praticamente a Fundação das Artes em São Caetano do Sul e a ULM em São Paulo, onde a oferta de vagas é muito abaixo da demanda, e conheço várias pessoas que não fazem música devido a esta falta de oportunidade. Para tal, não tenho bem uma noção de preço, pois teria que ser feito um orçamento para a construção do imóvel, infra-estrutura, equipamentos, professores, funcionários etc. Mas eu estimo que para tal gastaria, por alto, uns 30 milhões, o que incluiria uma sala de concertos para um bom público, quem sabe competir com o Teatro de São Paulo.
Saldo: 89 milhões
2. Pensando nos alunos, e para se ter uma ótima qualidade, investiria em bons professores e pagaria bem a eles. E para não demasiar muito custo dos alunos, visto, para poder atrair alunos sem muitas condições financeiras. Criaria um Fundo de Investimento, voltado apenas para ajudar os alunos, e com os rendimentos, pagar parte dos custos, de modo, a minimizar a mensalidade dos alunos, ou até mesmo oferencendo bolsas. E para isso, depositaria no fundo uns 35 milhões. O que, a um rendimento de 0,7% ao mês, renderia, mensalmente uns 250mil. Claro, poderia negociar melhor com a corretora, de modo que talvez, quem sabe, poderia retribuir com 1% ao mês, visto que ter 35 milhões para eles seria bem vantajoso. Ou ainda outras formas de investimento, isso pensando numa renda fixa, mas em parte voltado numa renda variavel, e com capital aberto, poderia conseguir muito mais. Aliás, quem sabe, até conseguir manter (ou ajudar talvez com outras parcerias privadas e publicas) uma orquestra, talvez uma orquestra formada por funcionários e alunos, ou puramente profissional.
Saldo: 54 milhões
3. Criar 2 escolas. Uma escola, seria em parceria com essa escola de música, na cidade; porém, voltado para a classe média e alta, e com algumas bolsas e oportunidades para classes baixas que mostrarem muito interesse, determinação e empenho; de altissimo nível. Alias, provavelmente, faria algumas viagens ao exterior para conhecer escolas de música e elementares boas, para ter melhores conceitos do que fazer. E uma segunda escola no interior, no campo, uma escola mais estilo vida bucólica e regrada, um tipo de internato, cheio de artes manuais no campo, onde as salas de aulas, poderiam ser debaixo de uma arvore, longe da loucura da cidade, e também de altissimo nível. E como a verba é grande, neste caso, voltaria para pessoas de baixa renda, orfãos, moradores de rua. E se alguem da classe média ou alta quiser a todo custo entrar, seria cobrado o olho da cara deles, e viveriam lá sem regalias e privilégios, como os demais. (uma educação "anti-mimar"). Buscaria um padrão de excelencia, qual espero que seria referência para as demais instituições e órgãos de ensino, até mesmo do exterior. E um fundo de investimento também, para, principalmente, bancar a Escola do Campo, e onde os pais dos alunos poderiam tambem investir, de modo, a poder resgatar na formatura, ou fazer parcerias com Universidades, de modo, que o fundo pague a graduação deles, sei lá, há várias opções. Com isso, gastaria de 30 a 40 milhões.
Saldo: 14 milhões
4. Bem, como já dizia Sêneca, "Não dou uma única moeda se quer, para aquele que não merece, ou que depois irá precisar de outra moeda." (nas minhas palavras). Ajudaria algumas poucas pessoas que conheço, que a humanidade deles tem muito a oferecer, mas a falta de condições financeiras impedem e os limitam a manifestar todo esse beneficio que têm a oferecer a humanidade. E muito talvez, ajudaria alguns parentes e amigos; porém, não quero bancá-los. Mas procuraria oferecer o de melhor para os meus pais, sem deixar gastar com coisas fúteis. Com isso, acho que gastaria uns 100 - 200 mil.
Saldo: 13,8 milhões
5. Como sou cristão. 10% iria a Igreja. O que seriam 11,9 milhões. Porém, como já diz o ditado "Muito poder implica em muita responsabilidade." Não creio que doaria esse dinheiro para lideres religiosos controlá-lo e usá-lo como acharem melhor. Faria uma boa pesquisa em vários aspectos, aliás, talvez não seria exclusivamente destinado a denominação que sou membro, para escolher a dedo os pontos no qual doaria tal dinheiro. E ainda pagaria 100 mil para alguem de confiança ficar apenas acompanhando, auditando e pegando no pé para que esses recursos sejam devidamente destinados, ao invés de desviados.
Saldo: 1,8 milhão
6. Ainda sobraram 1,8 milhões. Quem diria. bem, trocaria de casa, talvez comprasse uma outra casa para os meus pais. Pois a que moro é um tanto limitada que não me permite maximizar muitas das coisas que faço, como simplesmente descansar e estudar, e além de ser longe de tudo, logo buscaria um lugar que pudesse maximizar o aproveitamento e tempo para as demais coisas que eu faria. Com isso, pretendo gastar entre 300 e 500 mil.
Saldo: 1,3 milhão
7. Bem, com o restante, eu aplicaria em renda fixa e poupança.Esperando, um rendimento, de pelo menos uns 0,55% ao mês. O que daria algo em torno de 7mil reais, e com esse valor, vamos assim dizer, seria o meu salário, ganha pão. Claro, como não sou gastão, entre outros, não gastaria tudo isso, assim, provavelmente esse patrimonio cresceria com o tempo. E com este saldo mensal, buscaria manter a familia, e investir-me na música, aliás, tenho um sonho pessoal de tocar numa orquestra, e de ser maestro e professor; além do trabalhão que terei em administrar as escolas, os fundos, etc. E talvez, buscaria dar palestras, aulas em faculdade (porém, voltaria para a área de educação, teologia e filosofia), além de ser professor numa das escolas.
Saldo: 0
....
Bem, por fim. Mesmo fazendo muitas coisas, e torrando o dinheiro (aparentemente). Grande parte dos recursos estariam em patrimônio físico; além de outra grande parte em fundos de investimentos, poupança... quais também beneficiariam outras instituições, como as financeiras, empresas, e o Governo, e no Brasil, pois assim teriam mais recursos para investir em outras coisas. Teria um salário, que considero até bem-suficiente para viver bem, e dar com tudo isso, e sem tambem subir a cabeça. Pois como dizia Salomão "Senhor, uma coisa te peço: não me dê nem mais do que preciso para não esquecer de Ti, nem menos para não blasfemar, mas apenas o necessário." E acho que irá ficar nesse nivel; alias, sinceramente, eu acho que 7mil é ainda muito. Ou seja, provavelmente, parte disso ainda usaria para ajudar outros. E ainte teria uma graninha na poupança o que acho que seria uma boa prevenção, quanto aos golpes da Fortuna.
Bem, e o que você faria caso ganhasse 119 milhões?
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