20 setembro 2010

Oh! São Paulo!

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Bem, faz um bom tempo que não posto, pois estou muito sem tempo, mesmo tendo tentando aumentar isso, maximizar o tempo útil para algumas coisas, boa parte deste tempo estou empregando ao livro...

Mas bem, venho apenas declarar duas coisas que me chamaram atenção ultimamente:

1. Ensurdecimento da População
Não sei quanto ao você, mas eu já estou bastante incomodado de como as pessoas estão ficando surdas, o que, consequentemente faz com que tais passem a falar e ouvir coisas tudo num volume mais alto.

Algumas pessoas estão falando gritando, e se você fala baixo, num nivel normal, sem forçar a garganta, elas simplesmente não escutam. Outra coisa, nos metros e onibus tem aumentado bastante o número de pessoas que botam o fone de ouvido, e em uma altura, que simplesmente, se a audição dela estivesse intacta ela não conseguiria suportar de dor de cabeça, tão alto, e tão surdos, que perdem a noção do que é algo baixo ou alto. Além disso, os grupos de música em geral, se percebe que hoje parece que ninguem vive sem recursos eletronicos e uma "boa caixa de som", para simplesmente, poder jogar os decibéis lá para estratosfera. Sem contar as igrejas, tudo sempre com volumes altos.

Os médicos dizem que os dois principais fatores disso está acontecendo em São Paulo é devido a "poluição sonora" e aos jovens estarem usando muito fone de ouvido e frequentando shows, baladas e coisas do tipo que o volume está sempre acima do saudável. E assim sendo, a perca auditivel é quase que inevitável.

A questão que pergunto é: Onde vamos parar? Bem, começo a achar que é uma boa idéia abrir uma empresa de aparelhos auditivos.

2. Dos Vicios Absurdos
Hoje vi no site da Folha uma proposta desenvolvida para melhorar o transporte em São Paulo, e com isso, reduzir em 25% o número de veículos na rua (fonte). Bem, acontece que isso simplesmente não vai acontecer. Pois vamos assim dizer, que o estado de São Paulo, e assim, da economia do Brasil, é tão delicada que ela depende de seus vicios. Um deles é o alto consumo de automóveis, gasolina e etc. Por mais absurdo que seja, esse caos acaba sustentando a economia. Um processo de reforma nisso, pode ser longo, e no curto prazo ser caótico economicamente. Pois o que se busca, é mais "melhorar o trafego", aumentando a capacidade de circulação de carros das ruas...

Entre vários outros... como os serviços de infra-estrutura que se concentram mais em atender centraulizações empresariais (e onde as pessoas trabalham), que são pequenas areas. Expandir isso, também não é bem visto.

Mas até onde esse caos e efeito bola de neve vai em São Paulo? Eu não sei, e sinceramente, não espero estar aqui para ver. A cidade campeã em stress e depressão do mundo! Aliás, um país bem a cara. De certo modo, são as empresas privadas e os estrangeiros que salvam alguma coisa por aqui. Pois olha como ao nível que se chegou a candidatura a politica no Brasil este ano? É pura palhaçada. Cada dia mais dificil de dizer "orgulho de ser brasileiro".

14 setembro 2010

Nossa Atitude Para Com As Crianças

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"Por vossa maneira de tratar com os pequenos, podeis pela graça de Cristo moldar-lhes o caráter para a vida eterna, ou por um modo errado de proceder podeis imprimir-lhes um caráter satânico. Nunca procedais seguindo a um impulso, no governo das crianças. Una-se o afeto à autoridade. Acariciai e cultivai tudo que é bom e amável, e levai-os a desejar o mais alto bem, mediante o revelar-lhes Cristo. Ao mesmo tempo que lhes negais as coisas que lhes seriam nocivas, levai-os a verem que os amais e quereis torná-los felizes. Quanto mais destituídos de atrativos eles são, tanto mais vos deveis esforçar por lhes revelar vosso amor a eles. Se a criança tem confiança de que a quereis tornar feliz, o amor derrubará toda barreira. Este é o princípio do trato do Salvador com os homens; é o princípio que tem de ser introduzido na igreja."

Ellen G. White, Carta 23a, 1893.

15 agosto 2010

Desconfianças da "Maré de Sorte"

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Sabe acho que sou desconfiado demais. Vamos dizer que desde que mudei de emprego as coisas meio que parecem dar certo, claro, não tudo o que gostaria... mas algumas até me impressionaram... já outras nem mesmo esperava direito. E parece que de forma geral as coisas estão boas demais para ser verdade, ou então muito confortantes e assim me acomodam.

Bem, mesmo sendo um estágio estou na empresa, vamos assim dizer, talvez, a mais cobiçada por muitas pessoas. Um trabalho extraordinariamente dentro da minha formação e que realmente exige muito do que aprendo na USP, e nivel USP de matemática. Aliás, todos os meus companheiros do setor no trabalho são formados na USP ou Unicamp... diga-se de passagem, que tudo tem Doutorado ou Mestrado (e olha lá) nessas universidades... e então, apenas tem eu, o estagiário, ainda na graduação, como o simples e mero mortal no meio de gente muito inteligente, ou como diria o diretor "As melhores cabeças de São Paulo estão aqui." Trabalhos desafiados para a raciocinio, intuição, dedução entre tantos outros... quais, de certo modo, praticamente não podem errar, pois o risco para tais erros podem ser de uma calamidade absurdamente grande para o Brasil, e talvez para o mundo. (e não estou exagerando). É muito desafiador, e realmente é um trabalho util, importante, sério, e realmente algo que impacta - sem as pessoas saberem - praticamente todos os brasileiros... ou seja, isso também quer dizer uma TREMENDA responsabilidade. Tamanha é esta responsabilidade que há um monte de Leis que preciso cumprir, e o descumprimento, pode envolver processos legais entre outros. Pois é, por outro lado, dá um pouco de friozinho na barriga este trabalho num ambiente um tanto intimidador. Além disso, alguns beneficios são muito bons como uma excelente academia, no qual pretendo manter uma frequencia de 3x por semanas pelo menos, e que já esta fazendo muito bem... pois há anos não conseguia fazer atividades fisicas tão regularmente, no máximo 1 ou 2x por semana - e normalmente eram aos domingos. Além de na faculdade, por incrivel que pareça peguei 2 professores bons... sei lá, de algum modo, até ressuscitou um pouco as esperanças com o IME.

Bem, além disso. Algumas outras coisas tem sido muito bom. Como no desenvolvimento pessoal, sabe no trem agora eu vou para o trabalho estudando filosofia e volto estudando a Bíblia. E sabe, esses dias eu fiquei arrepiantemente impressionado pela obra "Da Felicidade" do Sêneca, que ao meu ver, deveria mais se chamar "Um Discurso Sobre a Virtude". Sinceramente, acho que até Salomão ficaria extremamente surpreso. É muito bom mesmo, muito profundo. E eu tenho aprendido realmente MUITO. Sabe, eu sinceramente queria fazer um monte de postagens sobre muitas das coisas que Sêneca fala, aqui no blog, mas a falta de tempo, e o que sobra estou dedicando mais ao livro e em fazer um arranjo de uma música. Então fica aqui minha sugestão de uma leitura que acho que todo o ser humano deveria ler e estudar: "Da Felicidade da Vida" de Sêneca.

Bem a parte ainda ruim da coisa, claro, além do tempo apertado para muitas coisas... aliás, se não tivesse mais de ir para a faculdade, nossa! seria muito bom, teria mais tempo para fazer um monte de coisa. E uma das partes ainda nada agradáveis e nada boas fisicamente, e até mesmo mentalmente é o de dormir pouco. A rotina agora, é que em pelo menos 3 dias da semana eu durma em torno de 4 a 5 horas. E quando é 2 noites seguidas, nossa, isto me deixa o coió... ainda mais quando tem academia no dia seguinte. E nas demais noite, entre 5 - 6 horas, com muita sorte, 7 horas. Sabe ultimamente tenho sentido falta de tirar aquela soneca "até dizer 'chega' e levantar da cama."

Muitas tem se encaixado de forma muito clara e inesperada ultimamente, coisas que não passavam de esperança de que algumas sementes lançadas no passado desse fruto, e parecem que tem dado. Sabe isto dá um tom de animado e de querer agradecer a Deus que não tem tamanho. Claro, apesar de outras... Mas uma que me surpreendeu hoje foi de uma pessoa que eu fiquei sabendo de algo dela há uns tempos atrás, que eu desconfiava, tentei dar conselhos... mas sabe quando você tenta aconselhar e ajudar alguem e você é retribuido com ofensas e com um grande "Vai cuidar da sua vida!"? Bem, foi um pouco pior do que isso. Então, deixei isso de lado, não podia fazer mais nada, apenas orei por isto. E algumas semanas depois, para ser sincero, mais nas duas ultimas, meio que nas entrelinhas e visualmente notei na pessoa certas mudanças de perspectivas e de semblante que minha indução me fez pensar: "É acho que ela vai desistir ,vai me dar ouvidos, e vai me contar logo." Eu não esperava, mas hoje a pessoa veio me contar exatamente isto. Aliás, até tinha desabafado com umas amigas de como isso me atormentava, me importar tanto com as pessoas que caminham como zumbis para o precipício, tentando despertá-las... mas que parece ser em vão. E de repente, isto. Aliás, foi o que havia me levado a fazer o post: "Angustias, Ansiedades e Sofrimentos".

E além disso, hoje recebi noticias de caso muito especial de um amigo meu que está fazendo um tratamento especial, num caso que para a maioria ninguem mais teria esperanças. E as noticias são excelentes, são muito boas, e parece que tal está realmente se recuperando. E eu estou cheio de esperanças para com isso. Mesmo, que levarei meses para poder vê-lo e falar com ele.

Bem, é isto. Agora parece ser tudo questão de tempo. Contudo, sempre fico desconfiado se as coisas andam aparentemente tão boas, talvez esteja de algum modo cego para as coisas, me fazendo ter uma pensamento e atitude ingenua. E aí, de repente, a farsa se revela, e uma nova decepção. Ou então, algo que estou muito pensando e que Sêneca tem me ajudado muito, são quanto algumas mudanças pessoais de atitude, e que desconfio que estou pendendo um pouco para o luxo, status, e talvez a ambição. Espero que não. Pois uma vez que tenha sido infectado com isto, o tratamento e a cura podem ser extremamente difíceis, é que podem deixar seqüelas ou mesmo marcas. Aliás, doenças quais, os casos de cura relatados são raros.

08 agosto 2010

O Ser, A Vida, A Sociedade, O Trabalho = ?"

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Confesso que em certos aspectos tenho dado uma abandonada da Internet, inclusive do meu próprio PC e de alguns projetos pessoais que estou enrolando tocando nele. E sendo assim, a falta de tempo para com muitas outras coisas, a preguiça e certa indisposição mental para os poucos que sobram me fez com que desse uma sumida nos posts do Blog.

Quebrando o gelo. Bem, troquei de emprego- ops! quer dizer, estágio - e vamos dizer que a nova empresa oferece beneficios muito bons mesmo que chegam a ser aconchegantes e ao mesmo tempo, muitas das coisas, o ambiente os colegas de trabalho, são a maioria, vamos assim dizer, nivel USP, doutores (muitos), o que torna o ambiente muito estimulador e intrigantemente desafiador. Contudo, que também me fez até mesmo olhar mais de perto o mundo do luxo e daqueles que realmente TÊM $$$. Bem, não quero falar sobre o meu trabalho, nem sobre o que tenho feito em função de tal. Mas toda essa mudança, novo cenário, com novos personagens, ações, etc. Me provocou a ver muitas coisas e novamente repensar sobre a vida. Aliás, é em momentos como este que é primordial manter a leitura de obras como a filosofia de Sêneca e a Bíblia, para o conforto, luxo, vaidade, ambição e arrogância não serem alimentados - pois temos que matá-los de fome, isto sim.

E este novo cenário me provocou pensar um pouco sobre o que é a sociedade? O que é um trabalho? As atividades? O homem? O que são as relações do homem, o que é uma amizade, o que são colegas? Estou realmente me relacionando? O que realmente posso observar e confirmar tenho uma verdadeira relação de amizade para com tal... de modo tal, como no conceito de Sêneca, pelo qual temos por quem dar a nossa vida? E caso contrário, não for realmente isso verdadeiro, o que é então? E sabe, é meio triste, mas todo o trabalho, luxo, e comodos, de algum modo ABAFAM tudo isso, e meio que impõe um status algo nesse sentido: "Evandro, não pense nisso. Apenas aproveite, curta. E dê graças a Deus por isso." - Mas será que realmente isto é da vontade de Deus, ou talvez não tenho vindo como algum novo tipo de provação ou tentativa do inimigo de tentar anestesiar minha alma, e me atrair?

Bem, e diante de todos esses questionamentos, hoje encontrei um surpreende filme, com uma trilha sonora absurdamente INCRIVEL, abordando exatamente estes questionamentos que tenho feito. Veja:



Philip Glass (1937 - ) - Trilogia Qatsi - Koyaanisqatsi


Veja mais aqui

23 julho 2010

Liberalismo Economico

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Eu sou declaradamente a favor da "Pirataria", e já há anos. Claro, não ao ato de sabotagem, invasão, violencia, como antigamente os piratas faziam ao roubar "cargas", "navios" entre outros, que são bens físicos, materiais indivisiveis... uma verdadeira "propriedade" vamos assim dizer... apesar que a própria idéia de propriedade não me soa agradável - sim tenho um lado meio marxista. Porém, a pirataria hoje em si, envolve não materia, não algo fisico, mas "contudeo virtual". O que a grosso modo, não passa de mera 'informação'. E sim, considerar a "informação", o "conhecimento" como propriedades privadas isto soa muito estranho por um monte de implicações. Além disso, hoje sobretudo no que se trata de virtual, a tecnologia permite cada vez mais facilmente "copiar" as coisas, pois a idéia da DEMOCRÁTICA Internet é Share (compartilhar)... se compartilha informações pessoais (orkut, facebook...), imagens e fotos(google imagens, picasa, flick...), videos (youtube...), textos (blogs...), e porque não compartilhar "seus arquivos" (conteudo virtual)?

É tão simples: Ctrl+C e Ctrl+V, e pronto, se duplicou o conteudo e a informação. Não é preciso de uma linha de montagem e anos de desenvolvimento para gerar a cópia EXATA de algo. É simples. O único problema é que alguem quer ser sempre lucrar, e viver e girar uma economia e vida em torno desses lucros.

Na própria perspectiva do liberalismo economico e da propriedade privada, assim que você compra ou adquire algo que era de alguem (um DVD, por exemplo)... aquilo passa a ser totalmente seu, e você faz dele o que BEM ENTENDER, pois é seu. E claro, por que não, compartilhar? Lembro até quando se comprava Cartucho de Video Game, e no manual vinha dizendo que era até mesmo proibido "Emprestar" o cartucho, ou trocar, ou simples dar. É um cumulo do absurdo!

Sou uma das pessoas que teve o privilegio de pegar a juventude da Internet ali para 1996 - 2002. Em que praticamente era uma cidade sem lei alguma, a liberdade era tamanha... que era simplesmenta fantástico você simplesmente achar TUDO na Intener, e muito facilmente... e que tambem as pessoas realmente se procupavam em fazer coisas legais, como sites incriveis em Flash... ao invés de apenas em focar em "informação descartavel" (e maioria inútil) como hoje eu diria estar cheio na Net. Fora que todo mundo usava o KaZaA, tudo era muito bom e fácil. Se ACHAVA TUDO... de algum modo, pela primeira vez na vida, encaravamos algum tipo de democracia surreal. A única dureza era contar com a conexão Dial-Up, as vezes de 12 kbps... - acho que um dia terei pesadelo ainda com o som do modem conectando.

De repente, a Internet ficou de cheio de tralha, dificil de encontrar a informação, ou o que você quer. Quando o "capitalismo" invadiu fortemente a Internet... passamos a nos encontrar no meio novamnete de uma vida social onde ficamos no meio do fogo cruzado entre as empresas querendo lucrar com a nossa navegação... e, NA MAIORIA DAS VEZES, precisamos nos refugiar nas tricheiras que algumas companias oferecem, devido as capacidades gratuitas principalmente. E hoje, o futuro da Internet é muito incerto... Até a Google, nos ultimos tempos tem aderido cada vez mais a planos capitalistas de lucrar e lucrar... um sinal de queda é ver anuncios no Orkut. Alias, e se virarem uma nova Globo com o YouTube?

Contudo, interessante foi saber o que anda ocorrendo na Suécia. Para ter idéia, agora, quem hospeda o PirateBay é o Parlamento desse país. (Inacreditável!) [Dúvida? Veja aqui.]


Creio que a grande questão é quanto a Liberdade. Tal liberdade, tem duas barreiras principais. Um é o capitalismo e a necessidade de se obeter retornos e lucros para não morrer de fome. E o outro é a questão da confiança... é uma utopia imaginarmos nesse mundo um bom uso dessa liberdade. Pois pelo menos, a maior industria na Internet em conteudo é a Pornográfica (olha no que deu), além de hackers, pedófilos e virus, que acabam prejudicando muiiita gente. Mas isso creio eu ser para tudo. E é um dilema que teremos que encarar até o  fim:

LIBERDADE x CAPITALISMO x (Irresponsabilidade, perversão, violencia...)

E por fim, nem um, nem outro tem ganhado muito esta luta. Mas mais o Estado que de algum modo visa controlar e amenizar essas 3 frentes, e claro, permitindo que as pessoas lucrem muito com os serviços da Internet.

Sabe, no fundo tenho saudades da época em que ninguem tinha computador e saimos para jogar futebol na rua.

20 julho 2010

Resultados Desconhecidos

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Quantas vezes já ocorreu com você de ter feito algo, ou falado algo, a coisa certa, no momento certo, mas sem consciência, até mesmo sem propósito quanto a isso? Bem, estas “coincidências” sempre me surpreendem, apesar que de certo modo, não dou muita bola para essas ocorrências. Mas creio que vale aqui relatar algumas recentes.

Há poucos dias coloquei um vídeo numa comunidade no Orkut, da música de Pachelbel, o Canon em D, que realmente é muito bonito. Bem, 2 dias depois, uma garota que há MUITOS meses eu nem mesmo sabia se estava viva ou não, entrou em contato comigo para me agradecer por ter colocado aquele vídeo. O motivo é que ela está trabalhando das 8 – 22hrs, está absurdamente stressada, e haviam várias semanas que ela não sabia o que era ter uma boa noite de sono, seja não conseguir pegar no sono, ou então, acordando durante o sono, entre outros, e todas as péssimas consequências de não ter uma boa noite de sono, e isto, vários dias seguidos, segundo que para piorar ela também tem um problema cardíaco. Bem, aí, naquela noite, ela, por acaso ela viu este vídeo que coloquei e amou, a musica de algum modo a tranquilizou, e ela dormiu ouvindo aquela música. E por fim, ela dormiu PERFEITAMENTE bem, teve 8 horas ininterruptas de sono, e acordou muito, como já há muito, muito, MUITO tempo não sabia o que era.

Outro caso, foi eu ter iniciado uma conversa com uma amiga que estava passando por um certo momento de angustia, qual creio todos passamos, quando da vontade de chutar o balde e jogar tudo pro alto; desistir. E, de algum modo, não sei ao certo onde, da conversa, praticamente tudo aquilo se reverteu em uma nova esperança, força e animo para continuar a persistir, lutar, e ir avante na obra; mesmo que os mesmos problemas continuem (o que é a tendência). E ela me agradeceu por isso também... sendo, q de certo modo, como uma outra pessoa me disse, brava, certa vez: “Você não é exemplo para dar conselho.”

Porém, funcionou. Talvez é isto o que mais me impressiona. E de algum modo, isto te dá um gás extra, como um indicador que o que fazemos, não são inúteis, em vão. Dão resultados, mesmo que demore, ou que não fique sabendo, quando menos espero, vejo alguns resultados. E isto de algum modo me consolou pois ultimamente – ainda estou pouco – pessimista, quase que desesperançado que meus atos, ações, palavras, conselhos, podem realmente fazer alguma diferença na vida das pessoas.

Pois bem, é isso.

16 julho 2010

O Velho Mundo Novo

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Acabei de ver uma notícia sobre uma pesquisa estatistica de que para muitas pessoas a tatuagem está entrando em descrédito, não sendo algo atraente, nem para as mulheres, nem para os homens. E o principal fator é: "agora já é algo popular, logo, não é algo necessariamente atraente".

Isto me fez lembrar de minha infância. Muita gente, inclusive eu as vezes, queria de algum modo chamar a atenção do outro. Até meus 12 anos que eu lembre, ninguem usava cabelo curto e arrepiado, entre os homens; podia até levar bronca na escola se o fizesse. E aí, sempre um ou outro queria chamar a atenção, e então usava o "cabelo arrepiado" como sendo o "não-pode social". Depois eram coisas nas roupas, no tennis, sapato... E sempre e sempre, a multidão vai acompanhando, até que a coisa se torna comum... de modo, que de repente, quem diria, para chamar a atenção, o "não-pode social" era ter cabelo grande de novo.

Porém, quantas coisas não são assim? É como as ocilações de uma ação, ora em baixa ora em alta, conforme muda a tendencia. Historicamente foi o que aconteceu com as Escolas Literarias, ora se marcava pelo antropocentrismo, em seguida, teocentrisco, antropocentrismo, teocentrismo... E por aí vai... Aliás, quantos adultos hoje estão pessoalmente perdidos, pois a educação que receberam (e não apenas no aspecto de tecnicas utilitaristas profissionais) não prepararam o velho mundo novo?

A questão é em qual parte DO VELHO MUNDO o MUNDO DE HOJE se encontra? Eu diria que é no agravamento do comum, na perspectiva de se opor a toda doutrina e moral biblica. De certo modo, no inicio do ultimo século, o comum eram pessoas religiosas e protestantes nos EUA, e aí, os "rebeldes" para se chamar a atenção promoveram a Revolução Cultura, hippies, drogas, o sexo deliberado, os "ficar" da vida, os namoros e casamentos sem compromisso e responsa para com os pais e a comunidade... cada um passando a cuidar do próprio nariz e deixar de se importar com os demais. E aí entram o rock, os darks, os homossexuais, os góticos, os emos, os ateus, as pessoas nuas e semi-nuas e tudo qualquer lugar, e bla bla bla... falar em "atentado ao pudor", hoje é piada. (não porque é mentira, mas porque todos gostam e querem)... e toda essa farinha do mesmo saco, de se opor "aos antigos"...

Porém, o tempo passa, e esta "nova sociedade" (que já ocorreu antes... alias, o que dizer da Rev. Francesa q tentaram banir a Bíblia? E até mesmo acabar com a semana? Matar Deus e religião...? Foi seguida dos mais fortes movimentos protestantes e religiosos que o mundo já viu.) Está se saturando, saturando, saturando. Ou seja, numa linguagem financeira: Seu poder de venda está muito alto, enquanto o de compra baixo, porque quase todo mundo já comprou e está faltando novos players (por isso, pais PROCRIEM, senão o seu mundo de hoje já era, vai mudar), assim, está começando a perder força e empurrando este papel para baixo, até ficar negativo... E o papel que tinha o poder de compra baixo, está aumentando, e assim valorizando. Ou seja, conforme o mundo fica claro, o escuro se destaca, e conforme o mundo se escurece, o claro virá destaque.

O velho mundo novo está novamente já com sinais de mudar de posição. As filosofias atéias já se tornaram banais. A velha história do Evolucionismo, cientificismo, já saturou muita gente com a dogmática "Teoria que Explica Tudo". Gente com tatu, pircing, vaidosas estilo modelo, mulheres loiras artificiais, todo mundo de cabelo liso (chapinha e escova)... boné... "pinta de mano"... já tudo isso já esta ficando saturado, se tornou comum e banal. E mais uma vez, como ocorreu no passado, as pessoas percebem que isto não é melhor, e que não promoveria a utópica felicidade que imaginaram.

Agora as coisas tendem a inverter novamente. De certo modo, as posições mais conservadoras estão crescendo. Até mesmo por necessidades financeiras no qual o mundo NECESSITA de posições mais conservadoras que pense no longo prazo, até mesmo para o bem e saúde do curto prazo. E quando menos se percebe, as coisas vão e voltam novamente.

Já dizia Salomão: "Não há nada de novo debaixo do sol."

logo, se já não é, quem é destaque, quem chama a atenção, quem é o diferente, o corajoso, o liberal, o tal: não é mais o escuro, mas o claro. Não é mais andar pelada pelas ruas, mas coberta (aliás, querem banir na França que muçulmanas usem aquela roupa que cobre tudo, porque as 'peladas' se sentem mal). Não é mais ser desonesto, mas honesto. Não é mais ser um comilão e comer qualquer coisa, mas os temperantes (alias mais de 60% dos brasilieros estão acima do peso... se for dizer dos adultos q tem 'barriga' então... o numero dispara!). Não é mais os beberrões mas os que se abstem (isso já é). Alias, o cigarro já entrou em descrédito.

E creio que a coisa vai muito mais do que no ambito dos "modismos sociais", mas envolve o aspecto religioso da vida. Ellen G. White profetizou que conforme se aproximasse os ultimos eventos, iria aumentar muito o interesse do mundo pela estudo da Palavra de Deus, pessoas rogariam por quem lhes ensinasse a Palavra. E diz, que chegaria um momento que toda alma teria clara concepção a respeito da doutrina biblica de Deus a respeito do sábado e da tradição humana do domingo, e assim escolheriam um ou outro.

Estamos novamente nos movendo, e a sociedade... - ao meu ver, isto é bom. Pois espero eu, que dessa vez, quando ocorrer (o que creio que talvez ocorra ainda na minha geração). A referência seremos nós. E talvez, espero eu, que seja logo o ápice da coisa, e todos os ultimos eventos ocorram loga, e assim, Jesus volte; e ponha um fim nesta palhaçada [se é que chega a ser engraçado] de mundo e sociedade.

Nota:
Há 1 ano, lembro ter visto, uma garota, de 21 anos (se não me engano), conseguiu leiloar sua virgindade por milhares e milhares de dólares na net.
O que é isto, senão uma clara amostra, de que o comum hoje são mulheres e garotas rodadas (que já ficaram, namoraram... com vários) e não virgens (e que, se casam, logo, terminam) que perderam o valor, que são comuns hoje... e que ninguem dá mais um centavo a tais, pois é só ir numa balada, ou combinar pelo facebook, e lá estão eles numa cama...? E ao mesmo tempo, o oposto: as conservadas, as moralistas, as que se preservaram estão virando raridades, preciosidades, e de grande valor? (Salomão já dizia que a mulher prudente era rara e mais valiosa do que rubis - hoje então!). Quem hoje pagaria milhares e milhares por uma não-virgem? Daqui a pouco haverá mulher leiloando: "casamento até a morte e sem divórcio". E já valerá milhões! - E o engraçado, é que até algumas décadas atrás, de certo modo, ninguem daria a minima por uma virgem que se casasse, pois era o comum. Isto nem seria notícia! E para estimular ainda mais a valorização de tais, a proporção hoje é em média de 3 mulheres para 1 homem.

Não estou sendo machista. Mas apenas lamento - e muito - por aqueles que são levados pelas ondas da moda e da socidade; ao invés, de permanecerem firmes e tranquilos sem necessidade de seguir tais mudanças, pois se está estável e firme em bases sólidas. Pois, quem se preparou para o velho mundo de hoje, está despreparado para o velho mundo de amanhã. Apenas quem está nessas fortes bases vive tanto o passado, quanto o futuro no presente... e que certamente, servirá de refúgio a todos quando se sentem abalados.

15 julho 2010

Angustias, Ansiedades e Sofrimentos

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Terça-feira foi realmente um dia complexamente díficil, que resultou de uma noite, literalmente, sem dormir. Porém, quase como um pesadelo acordado, a mente ardia em febre de tamanha preocupação, ansiedade e pensamentos... chegava a doer, e meu coração pulava de tamanha ansiedade e adrenalina... ficava me revirando na cama, até mesmo pensei que teria algum ataque ou algo do tipo devido a tamanha descontrole emocional... até mesmo pude sentir meu estomago doer. E nisso fiquei intrigado lembrando das palavras que há poucos dias havia dito para a Simone que estava muito preocupada com a Semana de Oração Jovem na igreja dela, e disse: "Não andai ansiosos por coisa alguma, antes levai em oração, suplica e ação de graça, vossos pedidos ao Pai. E a paz de Deus que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus." (Filipenses 4) E ali estava eu pensando: "Como isso é possível agora?"

Por um lado meu espírito dizia: "Evandro, ore, entregue isso a Deus, e não se preocupe, Ele cuidará." Porém, ao mesmo tempo, muito intrigado, queria tomar para si a luta e um turbilhão pensamentos ocorriam dizendo: "Evandro, você tem que dizer alguma coisa, fazer alguma coisa... precisa ser o mais pertinente possível." E diante de tudo isso, nada me consolava, pois me deparava sempre com a problemática que desde Platão praticamente congela e fulmina os mais puros desejos de qualquer professor, aquele a quem quer ensinar, que deseja ensinar virtude, sabedoria, promover um bom caráter no próximo: "A virtude é passível de ser ensinada?"

Motivo
E tudo isso por quê? Porque fiquei sabendo de coisas que algumas crianças e amigos fizeram, e caminhos que estavam seguindo. Não choro, não me abalo muito por quem leva um tiro, ou fica ferido... essas coisas são de menos, o tempo cura; já o caráter... li ontem, enquanto folheava um pouco de psicologia numa livraria, que 80% dos hábitos, tendências e caráter de uma pessoa é definido até os 10 anos, e até os 16 anos, praticamente 100%, e depois disso, é praticamente um milagre qualquer mudança. Os quais estão cegos, cegos pelos vossos corações, desejos, e todas aquelas idéias "new ages" que vemos nos filmes e desenhos da Disney; além de um que foi ingenuo em fazer algo porque acho que seria legal, porque pessoas lhe disseram que ele seria "o cara" se fizesse tal coisa e assim assaltou uma casa... sem contar aqueles que conheço e que entraram nas drogas. E nisso fiquei pensando um pouco de tudo aquilo que meus olhos contemplaram, de jovens de caráter, pessoas realmente retas e de confiança... e que de repente, eram pessoas totalmente diferentes, muitos foram para o caminho das drogas, outros para as baladas, outros para o ficar, outros para os falsos relacionamentos afetivos, houve até mesmo quem abortou, outros que entraram num relacionamento e que praticamente disseram um "dane-se" para todo o resto. E aqui estou falando - na maioria - de crianças e jovens cristãos. E tudo isto porque permitiram plantar pequenas e 'inocentes' más sementes em suas vidas.

E isto quase me infartou por uma noite. Eu realmente me importo com as pessoas. Eu realmente choro, lamento e quase infarto por seus erros. Alguns dizem: "Vai cuidar da sua vida, Evandro. E esquece a dos outros." Porém, digo que "Não tenho vida.", para ser sincero, a minha vida pouco ou nada me importa. Tudo o que me importa são os outros, sobretudo os mais achegados. Por mais que seria mais comodo para mim e não sofreria por isto, e ser este o caminho da maioria.

...
Tomando uma atitude
Uma das coisas que mais me contradigo é agir contra a sabedoria de Salomão apesar de compreendê-la e realmente considerá-la algo praticamente supremo comparado a tudo o que há. Mas nessas horas eu não dou muito ouvido. Porque, de acordo com tal, eu teria que ter uma atitude muito passiva, paciente, muita confiança em Deus, de depositar as coisas nas mãos dEle. Porém, de algum modo me encho de esperança e me iludo em achar que posso fazer algo, que posso dizer algo que a pessoa entenderá, compreenderá, dará ouvidos. Porém, lá vou eu, e então, a sabedoria de Salomão se confirma.

"Não repreendas o escarnecedor, para que não te odeie; repreende o sábio, e ele te amará."

em outra versão:
"Repreenda o sábio, e ele te amará por isso. Repreenda o tolo e serás ofendido e se entristecerá por isto."
Provérbios 9:8

E é exatamente isso o que aconteceu. Não uma, nem duas, nem três... mas várias vezes. Porque sempre insisto; sempre confiou e tenho esperança de que a pessoa irá agir sabiamente; apesar de, estatisticamente, a probabilidade ser quase zero.
A Bíblia ainda insiste com isso: "Não fales ao ouvido do tolo, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras." Prov. 23:9

E ainda diz: "O tolo despreza a instrução de seu pai." (15:15). - Se até mesmo ao pai não dá ouvidos, por que então daria ouvidos ao pobre Evandro? - E por cima, dá um xeque-mate: "O tolo não tem prazer na sabedoria, mas só em que se manifeste aquilo que agrada o seu coraçäo." 18:2 Até o profeta Isaías já dizia: "Quem deu ouvidos a nossa pregação?!"

Por fim, o que tenho a conversar, instruir, conselhar? Não darão ouvidos! E ainda recebo ofensas por isso (apesar de não me importar com isso). Talvez seja porque não suporto de ver tais pessoas - muito queridas - brincar de pega-pega em cima de um campo minado, as quais não vêem, e nem se tem noção; e as vezes até tento entrar no campo, para convencê-las a sair dali. E acho que Deus já interviu muitas vezes na vida das pessoas impedindo que muitas dessas bombas explodissem. Porém, e se uma explodir? Pois cedo ou tarde acontecerá. Comigo foi assim (e várias explosões), e foi um milagre eu ter sido recuperado e transformado, apeasr de ainda sofrer duras consequencias de cada uma delas, quais, às vezes, também me tiram o sono e toda paz. Porém, dos que comigo estavam no campo minado brincando, não sei de mais nenhum que teve minha mesma sorte. (e eram muitos) E tudo, o que eu não quero contar, quando se tratam de pessoas, é de sorte, de casualidade; porém parece não ter como fugir desse mistério.


O que resta fazer então?!
Eu não sou o tipo que impõe, obriga, força - sou contra a tudo isto. Respeito a decisão de cada um, mesmo que esta seja beber enxofre. Mas por fim, o que nos resta, é apenas o que Paulo nos diz: "Ore, faça suplicas e ações de graças, levando todos os pedidos e ansiedades para Deus. E fique em paz. Confie nEle." Mas como isso é dificil! É quase impossível! - Até é, se não fosse Ele nos conceder o dom da paz. - Pois quero ter a utópica absoluta certeza de que tais desejos serão atendidos. Porém, eu sei que Deus respeita também o livre-arbitrio, não impõe. E assim como eu, tem que, muitas vezes, apenas contemplar nossas tolisses e merdas que fazemos, as pessoas com um caráter desvirtuoso que nos tornamos, ficando de mãos atadas.

Eis aí um grande mistério: "Como ficar em paz?!" Como confiar em Deus, se por fim, a decisão cabe ao homem - e Deus não é sofista?

Porém, desabafar com Ele, descarregar toda essa ansiedade nEle, realmente, alivia muito o fardo e o peso (já pude dormir bem esta noite). E claro!, ouvir a 1a. Sinfonia de Brahms para encher de esperança e alegria novamente, e da 9a. de Beethoven para encher de confianca em Deus e com uma alegre serenidade que supera toda infelicidade; acho que adicionarei Bruckner ao repertório para deixar de pensar um pouco nas coisas que acontecem neste mundo.

13 julho 2010

Sêneca & Salomão

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Estudando a obra "Da Tranquilidade da Alma" de Sêneca, fico espantado das muitas coisas que diz que são praticamente como se estivesse lendo a Bíblia. E duas delas compartilho aqui, por serem considerações muito pontuais, extremamente parecidas com o que vemos na obra de Salomão.

Quanto a escolher amizades e companheiros
     “Deve-se ter uma cuidadosa escolha dos homens, para sabermos quais são dignos de que lhes consagremos uma parte da nossa vida ou se é proveitoso que com eles percamos tempo.
(...)
     Atenodoro dizia que nem sequer iria jantar com alguém que pensasse que não lhe devia nada com alguém que pensasse que não lhe devia nada por isso. Penso que compreendes que muito menos iria à casa daqueles que igualam os jantares aos deveres dos amigos, os que contam os pratos pelas dádivas, como se a falta de moderação fosse uma honra aos outros.
(...)
     Nada, pois, é mais proveitoso a uma alma, do que uma amizade fiel e doce. Quão bom é encontrar corações preparados para guardar todo segredo. Tu temes menos a consciência deles que a tua própria. A conversa deles alivia a solidão. As sentenças deles se tornam conselhos. O seu gracejo dissipa a tristeza, a própria presença deleita!
     Tanto quanto for possível, devemos escolhê-los dentre os isentos de paixões desregradas, porque os vícios entram sutilmente e passam para quem está próximo e prejudicam pelo contato.
Assim, como em uma epidemia, deve-se cuidar de não nos aproximarmos de corpos já infectados e ardendo na doença, porque atraímos os perigos com a própria respiração.
     Assim, na escolha dos amigos, devemos ter trabalho de escolher os menos maculados. O inicio da doença resulta da mistura dos doentes com os sãos.” - VII

Se ler Provérbios, verás as várias vezes que tais pensamentos são expressos.

Quanto a ter dinheiro
"Bion elegantemente disse que não causa menos moléstia a um calvo que a um cabeludo que lhe arranquem algum cabelo. O mesmo se aplica tanto ao pobre quanto ao rico. Para eles, o tormento é igual, pois tanto a um quanto a outro o dinheiro adere de tal modo que não pode ser tirado sem dor.
Porém, como já disse, é mais tolerável e fácil não adquirir do que perder ,e por isso verás mais alegres aqueles a quem a sorte nunca olhou do que aqueles a quem a sorte abandonou.
(...)
Mais feliz é quem não deve nada a ninguém a não ser a si mesmo, a quem é fácil negar. Como não temos tanta força, certamente devemos estreitar o patrimônio para que estejamos menos expostos às injurias da sorte. Na guerra, são mais hábeis os corpos que podem se contrair e se proteger com os escudos que aqueles cujo grande tamanho os deixa expostos às feridas.
Com relação ao dinheiro, o melhor critério consiste em não cair na pobreza nem dela afastar-se totalmente." – VIII

Compare a Provérbios 30:7-9

22 junho 2010

Copa ou Droga do Mundo?

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Ninguém nas ruas, ninguém no trabalho, ninguém na Internet. Onde estão todos? Reunidos: em família, entre amigos, ou a sós; mas pode crer que estão ligados focados num único evento. - Ou seria um ritual? - Um Estádio, milhares de torcedores, 22 jogadores, 1 bola, 1 juíz, 2 bandeirinhas, equipe técnica, banco de reservas, demais arbitros, gandulas e, não menos importante, a mídia fazendo o papel de mediadores, levando até nós o que ali ocorre.

Mas como é dificil, muitas vezes, ver o futebol. O  esporte em si vira um mero pretexto. O que rola mesmo, não é a bola, mas o  espetaculo. Uma guerra de preconceitos que alguns chamam de patriotismo, quase que soando como um tipo de ódio pelo próximo. Em campo, era mesmo futebol? Busca pela vitória? Busca pela superação de seus limites? Fazer o seu melhor? Não forcemos a idealização. Mas sim era uma catimba quando se faz o gol, ou melhor, "segurar o jogo". - "Se chegar perto, dou um chutão para frente!", "Enrole até o juíz aptar." - O que falar da habilidade técnica de driblar o adversário? Era assim que pude ver Pelé fazendo, em função de fazer o gol, superação, fazer o melhor, era o modo de se passar pela pessoa. Mas ontem, pude ver Robinho, idolatrado por uns, dar um drible extraordinário no lateral da Costa do Marfim, tudo parecia ser mais um lance incrivel em função do objetivo de um gol, mas nisso, ele voltou atrás apenas para 'fitar' mais uma vez o adversário, e depois, sem a minima necessidade, mais uma, até que o bravo (provacado), o cavalou. Futebol? Ou isso era "tirar uma", desrespeitar/humilhar o próximo e elevar o próprio ego?

Se formos pensar em termos de relacionamento afetivo educativo, que nota daríamos para o que contemplamos numa copa do mundo? Falta de caráter, não importa, contanto que apenas não dê um carrinho por trás. Vemos relacionamento, amizade? Ou apenas algum tipo de negócio/interesse? - "Você é do meu time, ele não." - Onde vemos afeto? É quando alguem bate no seu companheiro e, invocadamente, raivosamente, você vai para cima sem afeto algum para com o agressor (ao mesmo tempo, dando uma de 'possível agressor', para ele temê-lo)? É quando se abraça, beija, comemora, carrega no colo o companheiro que fez o gol, mas que certamente, não abandonaria sua carreira, nem "milhões" para ajudá-lo? E a educação? O que aprendemos no jogo? Pessoas que enrolam, que fazem corpo mole, que entram solando, que dão o corpo para sofrer a falta, que finjem dor, que cavam faltas; sem contar os zilhões de palavrões, bate-bocas, agressões físicas, gestuais ou orais; e que, idolatrados, são considerados "grandes homens", pois aliás, são famosos, e ganham MUITA GRANA e luxo; fazendo o quê? O que um garoto de 8 anos faz na rua ou na escola. Até que ponto tais foram educados? Ou será que apenas não demonstram ser jogadores? Aliás, na tela da TV que vemos os soberbos, luxuosos, sem-educação, intemperantes, lascívios, assassinos, ditadores e os mais, talvez, (sem preconceito) a escória da humanidade desfilarem, pessoas quais deveríamos desviar nossa atenção. O que há de bom em contemplar tais? O que há para aprender de forma educativa?

Diminuindo o Zoom agora também observamos o Estádio e toda a platéia de torcedores. Muitos questionamentos poderíamos fazer sobre: "O que fazem ali?" "Deveriam estar ali?" Quais, pela mídia, pude observar muitas pessoas embriagadas, enchendo a cara, desfilando o corpo como no carnaval; ou mesmo focando na sensualidade de torcedoras, como a torcedora do Paraguai dos peitos grandes que enfiou 'ali' seu celular, e, em meio a um jogo de futebol, com crianças no mundo todo assistindo, a camera dá um zoom, um close, não no jogo, mas nas "duas montanhas" da torcedora com um decote que também não visava esconder nada [Aliás, "tudo que é bonito não é para se mostrar?" - Menos a senha da conta bancária.]. Bem, ali eles gritavam, ali fugiam da realidade e dos verdadeiros problemas e questionamentos da vida; talvez estavam pagando para fugir de si mesmo, fugir da razão e da vontade, e, como zumbis, deixar que seu corpo desfrutasse de toda agitação, desejos e prazer que aquilo pudesse, de algum modo, proporcionar.

Ainda ali no Estádio, pude ver um torcedor grego, daqueles "super bombados" exibindo todo seu corpo e músculos, além da cerveja (suponho), comemorando euforicamente com seus amigos; os quais certamente deveriam ter 'algum dinheiro'; não parecia nem um pouco preocupados com a realidade dura que se encontra seu país. E isto é o mesmo que vejo do lado de cá da televisão, um show de tediados e raivosos com a vida que parecem ter sempre um grito na garganta pronto para sair, barulhentos, agora com as vunvuzelas (mas de querer aprender a tocar um instrumento musical de sopro mesmo, nada), cheios de muito churrasco e cerveja, para pensar ainda menos e dificultar ainda mais a sobrevivência do organismo. E, assim se ligam na tela da TV.

Ora, a Copa na África, a tão sofrida África qual sofreu e sofre com inúmeros conflitos sociais e ideológicos, além de ser marcada por pobreza, miséria e fome; foi totalmente abarrotada. O que vemos na TV? A África do Sul, em cidades tais quais como seriam em países desenvolvidos de altissimo IDH e renda per capita; o luxo de modernos estádios, modernos onibús, modernas chuteiras, roupas; e todos parecem estar felizes e sorridentes. Da África, não fiquei sabendo nada nesta copa, apenas conheci sua elite, ou melhor os torcedores que vieram (em maioria, pois os africanos mesmo, mostram pouco nas filmagens) de outras nações, mas fiquei sabendo que o Maradona desfilaria pelado. - Oh! Que tamanha futilidade!

Crise fiscal, crise na Europa, drásticos problemas de poluição nas cidades, rios, uma quantidade colossal de petróleo vaza no Pacífico, enchentes aqui e ali, fome, miséria... tantas coisas! Mas tudo foi posto de lado, desvinculado da realidade do individuo. Como? Sedando-os, anestesiando-os com a Copa do Mundo qual conseguiu fazer com que fizesse de zumbis e fantoches milhões de pessoas (talvez bilhões). Pobre da política do "Pão e Circo" em Roma, mal atingiu 1 milhão de pessoas.

Após o jogo fui para a aula de música; bem, quase que ninguém compareceu. No culto, quase todos pareciam ter esquecido de Deus naquele dia, menos do jogo. Depois ainda dei uma breve caminhada pelas desertas ruas do centro de Santo André e para a minha surpresa, numa noite fria, pude ver e ouvir que em apartamentos pessoas ainda gritavam e comemoravam alguma coisa (ou simplesmente faziam barulho), haviam bandeiras, tiras verdes e amarelas, jovens embriagados que passavam rasgando pelas ruas com carros enquanto assopravam as 'vunzelas' mas que ali na calçada, na fria noite, havia um pobre morador de rua, no chão, tentando dormir, sem um cobertor! Todos encolhidos, claramente com frio, dormiam pela exaustão (creio que só assim conseguem dormir em tais condições); aspecto abatido, com fome, diferente, dos "patriotas torcedores" que a tal altura estavam já recorrendo as fármacias para aliviar os sintomas dos quilos de carne e cerveja ingeridos. Um deles, mal estava vestido, a calça tinha um rasgo que ia da bunda até o joelho, onde certamente entraria um vento frio revoltante. Mais alguns quarteirões e vejo uma mulher nas mesmas condições e que tirou o usado e desgastado tenis e meia, enquanto dormia naquela noite fria, com os pés muito inchados. Mas onde estavam as pessoas? Na copa. Comemorando o quê? A Pátria que em maioria eram homens ricos, que vivem no luxo, e, alguns, há anos, moram no exterior, longe da realidade do dia-dia do brasileiro; mas a Pátria, aquela formada pelo necessitado do outro lado da rua, dormindo no chão duro e gelado... nem podiam ver, apenas as imagens daquilo que a cerveja proporcionava em suas mentes. Com todo tipo de papos fúteis, frívolos, sedentarismo, consumismo, glutonaria, beberrice e gritaria.

E ao voltar para casa, o papo não era outro senão "Cacá" ou a cavalisse dos 'negões' marfinherios e ainda tive que ouvir bronca porque fugi da cultura da família e da sociedade, da qual, se reunir com a família para cultuar a copa do mundo e esquecer o resto do mundo, os deveres, necessidades, abstinência e a virtude; apenas para ali estar, preenchendo um espaço, o campo de visão e a audição, os quais, certamente não estavam dispostos para um relacionamento afetivo, muito menos educativo, apenas curtir a festa. O que me lembrou das palavras de Salomão: "Há mais sabedoria na casa de luto do que onde há festa."

Se formos pensar então nos ambitos espirituais. Se eu fosse Satanás, estaria também festejando com a copa do mundo, os gols do Brasil, as brigas em campo e até mesmo com a transmissão em High Definition; até diria com orgulho que perdi a conta das mentes que desviou da contemplação da Verdade, das coisas celestes (como Jesus nos rogou), da santidade, consagração, caridade, missão; até mesmo conseguiu fazer do Cacá virar piada de crente(cristão) e levar a blasfêmia Deus atra'ves da frivolidade que passaram a tratar os dízimos e ofertas com a piada; e que conseguiu promover com grande sucesso o entorpecimento da mente, do fígado, a algazarra, a frivolidade, a vaidade, a futilidade, a literal perca de tempo, desvio da oração vigilante e da Palavra de Deus. - Que tamanho sucesso! Deve estar contabilizando os ganhos ainda.

Assim foi meu dia, o que para alguns foi festa, para mim, uma tarde de domingo perdida (apesar de ter dormido no primeiro tempo, e ter perdido parte do segundo tempo enquanto estava tomado pela atenção num canal de documentários). E no final do dia, uma frase retomei do livro de Rudy Maxwell, algo assim:

"O mundo está rindo enquanto caminha para o inferno. E os cristãos também."

15 junho 2010

Da Vida Sentada: Da Educação à Aposentadoria

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Sabe, uma das coisas que muito me alegra em ver na Cidade Universitária (USP Butantã) além da abundância de verde são muitas pessoas praticando esportes, sobretudo correr e pedalar. A faixa etária média eu diria ser entre os 28-50 anos, e são muitos. Ontem, indo para mais uma aula de Filosofia na Faculdade de Educação, pude me deparar com vários desses esportistas pró-saúde. - Que inveja! Enquanto eles ali corriam, suavam a camisa com roupas e tênis confortáveis, lá estava eu, de roupa social, vindo direto do trabalho, após 2, 3 horas de sedentários momentos sentados ou parado em pé em ônibus, trem, metro; com uma mochila nas costas um pouco desconfortável, indo para uma aula, onde - acredite - ficaria novamente sentado por mais 2 horas.

Será que "sentado" é a posição do século XXI? Ou então, ficar em pé parado, seja numa fila ou numa lotação? E as endorfinas? Onde elas ficam? Estas que são liberadas quando nos exercitamos, movemos, porque são tão negligenciadas, melhor, ignoradas? Aliás, creio que um dos motivos das pessoas estarem tão ansiosas, estressadas, seja a falta de endorfina, intimamente ligada a falta de verdadeira movimentação física de qualidade.

Além disso, enquanto aquelas pessoas respiravam ao céu aberto um ar limpo (bem, o de São Paulo longe está disso) devido a toda vegetação uspiana; eu acabara de respirar por 1 hora um ar literalmente empoeiradado do Onibus que faz o trecho de Sertãozinho - Maua até Santo André, passando pelas obras do Rodoanel (muito pó!); depois, 1 hora de trem e metro apenas com a abafada ventilação interna do vagão, porém, no qual haviam dezenas de pessoas, muitas, visualmente com alguma virose, algumas até espirravam, e lá, eu, respirando aquele ar contaminado (e hoje, aqui estou eu com algum inicio de virose).

Por algum momento fiquei entre uma gratidão a Deus pelo meu sistema imunológico e uma certa ansiedade em saber se tal suportaria mais uma semana dessa rotina doentia, e sobretudo, no frio inverno sem chuvas, com um ar super carregado de poluentes (alias, o céu de São Paulo já está laranja, cinza, roxo).

E mais uma aula sobre Filosofia, uma discussão sobre o ENEM. Porém, pensando em tudo que estudamos e questionamos a respeito da Escola Básica, Pedagogias e do Ensino no Brasil; as seguintes objeções me vieram em mente:

1-) Por que o ensino não se foca na qualidade de vida? Na saúde física? Na atividade física?
Ora, de fato, antigamente, os nobres assim eram educados. Pois eles eram os lutadores da sociedade. Como se dizia, os servos trabalhavam, os nobres lutavam e o clero rezava. Esparta então, uma educação voltada para a Guerra, assim era o ensino, em formar guerreiros, lutadores. Mas e hoje? Provavelmente, o foco é totalmente outro: o de alguém sentado atrás de um computador, de uma mesa, num escritório, seja como administrador, programador ou engenheiro; no melhor dos casos, um médico, que terá que ficar em pé e ter mãos firmes; e em casa, sentados na frente da TV ou computador. E assim, desde crianças, eramos obrigados a passar tediantes horas sentados em cadeiras. Quantas vezes não queria eu me exercitar - ops! quer dizer, jogar futebol? Parece que desde crianças somos doutrinados a sermos sedentários na escola pelo simples fato de 95% do conteúdo escolar são sempre com o aluno na posição de "sentado", e 5% de raras aulas de educação física e recreio .

Sou novo, 24 anos, mas não tenho sombra de dúvidas que os jovens e crianças de hoje são muito mais sedentários do que na minha infância (ops, isto há 10 anos atrás! como o tempo passa rápido.). Na minha época, era rotina diária brincarmos na rua, estávamos sempre suados, sujos, corriamos, jogávamos bola, e diversas brincadeiras, das quais, quase a maioria, eram em essencia, cheias de movimentos. Hoje, é quase que raro eu ver algo semelhante a isto, e quando vejo, é esporádico e de curta duração. De fato, passávamos horas na frente da TV, video-game, computador, mas sempre dava o "tédio da cadeira", e logo, estávamos a procura os amigos e colegas para bater um futebol na rua, entre outras coisas, onde até mesmo as meninas participavam. Mas hoje, a maioria das crianças que conheço e tenho amizade (e olha que não são poucas), toda a movimentação, atividade fisica, brincadeiras do tipo, praticamente se limitam a Educação Física na escola, e ainda mais raro, são aquelas que fazem, por fora, academia, ou escolinha de futebol, ou judo, ou natação... e por aí vai. Os quais não são todos os dias da semana; os quais muitas vezes, duram menos de 1 hora.

Estamos passando por um processo de educação que eu chamaria de "atrofiamento da sociedade" ou "abundamento" (de tanto tempo que ficamos com as bundas sobre uma superficie plana e/ou estofada).

Provavelmente, se hoje há tanta insatisfação dos alunos para com suas escolas, provavelmente, isto deve estar diretamente ligado com o nível de stress, que por sua vez deve estar grandemente relacionado a falta de endorfinas produzidas por atividade física. Pois parece que encaramos os alunos, como computadores, Hardwares, partes duras, sólidas, que ficam paradas apenas recebendo e processando informação; e o que ensinamos (Matemática, Português, História...) são os softwares. Porém, não foi feito o homem para de fato suar a camisa?

2-) Irrelevância da vida pessoal
Vemos na Educação - aliás difícil é fugir disto - um foco para o utilitarismo social. É capacitar-nos para o convívio social e exercer atividades renumeradas na máquina econômica. Porém, o homem em si precisa tomar banho, ter higiene, vestir-se, usar calçados, comer, lavar roupas, limpar a casa, organizar nosso espaço em casa, na sociedade, relacionar com as pessoas. Mas o Sistema de Ensino simplesmente deixou tudo isto de lado. Não aprendemos a tomar banho (apenas temos vaga noção), mas não sabemos o quanto de sabonete usar, como escolher um sabonete, se o devemos usar sempre, como lavar a cabeça, quanto de shampoo usar, qual tipo... e assim, muitos tem problemas de saúde e uma pele envelhecida prematuramente por simplesmente tomar banho muito quente; assim como não somos educados a como tomar banho consumindo pouco tempo, água e energia. (aliás, NUNCA somos ensinados a sermos MODERADOS e TEMPERANTES no CONSUMO). Aprendemos como limpar a unha, a orelha, entre outros, ou apenas temos vagas noções genéricas? Vestuário? Ops! Sem ensino, a moda é a regra. Mas não aprendemos nada sobre tipos de tecido, o que é mais confortável no frio, calor, vento, chuva, mais fácil de lavar ou não; o que sua estética transmite, de quanto em quanto tempo lavar, como lavar, como usar cada tipo de produto para limpar a roupa... Aliás, nossas mães e os mais antigos se tornaram os dedentores deste conhecimento que está próximo a extinguir-se, e aí, seremos fantoches das publicidades e marketing das empresas que vendem tais produtos de limpeza. Aliás, quem aprende a se relacionar com alguem na escola? O que aprendemos é ter não uma amizade, mas algum tipo de "negócio", pois quase sempre envolve interesse e status quo. Se há uma instituição que ainda procura fazer isto - e olha lá - tal é a igreja (religiõe). Pois isto, que ainda chamamos de "educação", se alguem é bem educado ou mal educado, é responsabilidade de todos - e alguns insistem ser totalmente 'responsa' dos pais, quais não têm tempo para educar seus filhos, pois são tomados pelo trabalho, ou pela escola; aliás, uma sociedade que até as mães precisaram encarar está sociedade (foram educadas para isto). Por fim, as esperanças de uma educação pessoal, de certo modo, ficou - utopicamente - para as empregadas domésticas e babas.

3-) Viver em função do utilitarismo do trabalho
A educação doutrinou as pessoas a serem utilitaristas, trabalhadores e consumidores. Outro dia, o motorista do ônibus, um aposentado, soltou a pérola: "Fazer alguma coisa. [estou trabalhando aqui por isso] Pois vivemos a vida inteira estudando trabalhando, e aí se aposentar para quê? Ficar em casa sentado, coçando o saco vendo TV?" - Sêneca possuia umas grandes pérolas a respeito disto, sobre o verdadeiro ócio do sábio; porém, que a maioria não sabem ter este ócio, mas para tais é apenas algum tipo de vadiagem, inutilidade, vazio, muitas vezes lançados aos vícios.

A aposentaria deveria ser algum ideal para podermos viver e desfrutar integralmente daquilo que gostamos, dos nossos planos de vida, sem ter que ficar correndo pelo sustento, dinheiro e ficando sem tempo. Então deveria ser de fato, a melhor fase da vida, a qual poderíamos dedicar à longas e prazerosas leituras, pensamentos, projetos, obras de arte, a música, a composição, a reforma da casa, ao trabalho comunitário, dar assessoria aos amigos, viagens, conhecer o mundo ou cidades, regiões, culturas, poder desfrutar muito melhor e por mais tempo da mulher, da familia, dos filhos (se não estiverem sugados pelo trabalho), dos netos, na contemplação da Natureza, em longos estudos da Palavra de Deus...

Porém, não fomos educados a isto. Não fomos educados a de fato desfrutar da literatura como a uma torta de limão. Não fomos educados musicalmente (na verdade, isto foi praticamente fulminado das escolas), de modo, que a música que se desenvolveu então, eu diria ser apenas alguma manifestação de rebeldia desta vida, da escola, da sociedade, um certo tipo de fulga ou critica, ou um inquieto choro por um sonho de uma vida que não se sucedeu; mas nunca, de fato, a música em si (não platonicamente falando). As pessoas em geral não foram educadas a tais coisas, a escola [ou o Estado?] não educou e não se vê ter papel nisto. Nem tampouco a sociedade cultiva tais durante a vida, para quando chegar a aposentadoria poder usufruir.

Mas o mais triste disto, talvez, seja em reconhecer que quando se chega a aposentadoria, a grande maioria está já tão calejada, tão amassada, mastigada, sugada pelos demais anos de vida voltados para a sobrevivencia e ao utilitarismo, a correria, que talvez não tenham mais saúde, nem disposição fisica e/ou mental. Ou, ainda, com a aposentadoria tão curta, que o dinheiro não cobre nem os remédios, alimentação e demais impostos. E da melhor fase da vida, de maior disposição - a juventude - tudo isto fora retirado; a menos que, o afortunado seja patrocinado por uma pai "bem da grana" e assim, não precisar seguir este sistema para sobreviver. Uma elite, qual, muitos jovens sempre invejou e almejou; alguns, se rebelaram, ora tomando oposição a ela, querendo acabar com tais, ora querendo roubá-los e tomar para si tal posição, ora apenas por tê-los como ambição.

4-) Democracia
Democracia? Democratização do ensino? Se este é o paradigma filosófico (indefinido) que move as atuais politicas, talvez deve-se ser melhor questionada. Tal não seria um tipo de manifestação, revolta e inquietude, e não pela injustiça, pelas oportunidades; mas talvez pelo sonho e ambição de acreditar que a Democracia seria poder ser como os "poucos privilegiados", dos "bens de grana", sair, fugir do sistema, e aproveitar um ideal de vida pós-aposentadoria na juventude? O qual é utopia em qualquer conceito de democracia, pois isto desnutriria a base motora que sustenta e move a sociedade, a produção, a máquina econômica, o utilitarismo, o grande tempo que deve ser empregado para isto. Mesmo nas comunidades, tribos, que conviviam num número mais sustentável de pessoas com os processos de manutenção, produção e o meio-ambiente, ainda assim, foi necessário a hierarquia, a base trabalhadora que sustenta o sistema, e o privilégio de poucos que podem (e talvez precisam sair do sistema); claro, não num nível tão drástico como no mundo capitalista hoje. Porém, para uma população de bilhões de pessoas, acentuado e acumulado por tantos séculos, e, por cima, globalizado; era de se esperar menos? Esperamos menos porque focamos ideais, talvez fantasias que gozam a alma; mas que talvez, na fria observância, teríamos que concluir que não haveria outro jeito, mesmo tendo perspectivas caóticas.

Se a democracia visa lutar por algo (que não está definido e longe está de ser concenso). Talvez, primeiro, deveríamos nos perguntas: "Contra o que estamos de fato lutando?" E creio ser algo entre o tédio, a insignificância, desconfiança, descontentamento da vida que não se sustém, e uma morte inevitável. Apenas demos mais um nome ("democracia"), que dá mais rodeios, mas que não foge deste ponto; pois somos humanos mortais; e longe de ser uma sociedade com tamanhos ideiais biblicos de "arvore da vida" qual suas folhas "cura as nações" e seu fruto promove praticamente uma vida inesgotável.

Por este motivo, essas filosofias, muitas vezes me enche, por dar muitos rodeios, mas nunca se direcionar para o centro do problema; o que, segundo a Bíblia é o pecado: "Se pecares, certamente, morrereis." E então vivemos numa busca utópica de encontrar a vida pecando. E digo isso, não como um mero religioso com um chiche biblico, mas na verdadeira essência do que significa pecado (e que não são coisas, não é cristalizado em coisas e ações).

E aí Platão? E aí Heráclito? ... Sócrates, Agostinho, Hanson, Passmore, Rousseau, Ryle, Wittgeinstein, Kunn, Popper, Azanha, Dewey, Arendt, Perrenoud, Marx...? O que me dizem?

Mas enquanto isso, esperemos sentados, a morte, pois ainda resta muito trabalho à fazer.

08 junho 2010

TV - Não é o que parece

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Desde que temos uma TV em alta definição, fiquei de certo modo hororizado, inclusive meus familiares com as pessoas na telinha. Até então, que pareciam ter uma pele perfeita, agora, com a alta definição se vê claramente que não. A maquiagem fica em evidência e destaque, de tal modo, que é como se as pessoas estivessem sujas e borradas e com uma camada enorme de maquiagem (inclusive os homens). Porém, não é só isso. A alta definição também nos mostra precisamente as rugas, os pés de galinha, os poros, espinhas, deformações, pintas, buracos, rachaduras, cravos na pele das pessoas. E realmente vemos, que toda aquela imagem é falsa. Algumas pessoas, como a Ana Hickman chegam a ser nojentas, e nos faz questionar se de fato são belas. Aliás, já dizia minha prima que certa vez se hospedou no mesmo hotel da Sheila Carvalho (a que rebolava) e a viu ao vivo, sem maquiagem alguma, e disse que ela é simplesmente "horrível".

Sinceramente, eu não gosto de pessoas maquiadas [Quer dizer, das pessoas gosto, mas preciso muitas vezes de um esforço além do natural para olhar a humanidade da pessoa e não o exterior, quando se coloca tantas "luminárias" no que os olhos vêem, assim é tenho que lutar contra o meu natural de começar a reparar e julgar a pessoa pela aparência, se é bonita ou não, se é atraente ou não. E não ser tomado pelo nojo (é uma sensação semelhante a unhar o quadro negro, ver uma pessoa maquiada) - coisas do Evandro; acho que deve ser algum trauma de infancia relacionado a disciplina de Artes, pois eu odiava e tinha nojo de mexer e sujar com tinta, cola, purpurina e coisas do tipo.]. É de algum modo nojento, como se houvesse uma sujeira grudenta. Ao mesmo tempo, me frustra não poder ver a imagem real, a pessoa verdadeira como é, e assim, poder aceitar e relacionar com ela de fato, e não com uma imagem que não passa de um estióripo artificial. Ao mesmo tempo, que meu senso critica fica me atormentando: "O que queres esconder?", "Do que tem medo?", "Por que não se contenta consigo mesmo?"

Bem, a industria do cosmético é uma das mais fortes no Brasil, e investe pesado e brutalmente em propaganda; de modo que o povo brasileiro tem um indice de vaidade absurda em algumas cidades, como a minha Santo André, a qual certa vez foi considerada a cidade mais vaidosa do Brasil. Nas bancas de jornais é comum ver, principalmente mulheres, olhando para as revistas de moda, ou de 'pseudo-beleza', com aquele olhar de inveja, insatisfação e desejo de vaidade e se tornar bela tão quão. Porém, imagens publicitárias estão longe da realidade de como de fato é a pessoa depois de um banho, nos filmes e novelas também. (ou seja, as referências são todas artificiais!).

Neste ambito, as TVs em alta definição acabaram sendo vilãs para a industria de cosméticos, e sua publicidade. Mostrando claramente a mascara, e uma imagem simplesmente nojenta das pessoas. Contudo, nem todos, em geral, os programas estrangeiros não se percebe isso; talvez exista uma linha especial de maquiagem para gravação em HD, porem, por enquanto, ainda não se vê nos canais brasileiros.

Isto apenas me fez apreciar ainda mais as pessoas naturalmente, como de fato são. E de algum modo, me senti justiçado, como se tivessem desmascarado que eu estava sendo enganado este tempo todo (ops! quer dizer, a vida toda).

07 junho 2010

Consumo, Um Vazio ao Cubo

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Em 24 horas pude vivenciar um contraste astronomico. No feriado de 3/junho participei de uma trilha na Serra do Mar e no dia seguinte fiz compras no Shopping. – Que contraste!

Na praça de alimentação do Shopping comecei a reparar o ambiente, com centenas, talvez milhares de pessoas, correndo, e fazendo muito barulho. Se abrisse os ouvidos para prestar atenção nos sons ambientes, ficaria estressado, com dor de cabeça e severamente incomodado. Já na Serra do Mar, não estava cercado por milhares de pessoas, mas uma quantidade ainda maior de árvores e plantas que de algum modo tornava a contemplação do ambiente aconchegante. O que dizer então do som? Uma mistura de uma serena quietude, ao som de fundo, calmo de um rio e uma cachoeira, e que em alguns momentos era enriquecido pelo cantar dos pássaros. Ali na Serra do Mar, poderia tranquilamente amarrar uma rede entre duas arvores e passar horas contemplando aquilo, já no Shopping, não diria o mesmo.

Ainda na praça pude reparar na expressão de muitas pessoas enquanto comiam. E em geral, não se via nenhuma expressão de satisfação com aquilo que comia, apesar de ter visto isso em duas crianças ao morder o MacLancheFeliz. Eram comum ver pessoas usando condimentos além do que já havia, tomando alguma bebida junto; um casal, não socegou enquanto não compraram um shop. Ao mesmo tempo, que muitas pessoas pareciam estar em dúvida se realmente deveriam ter comido aquilo. E mesmo após a refeição, se via as pessoas sentadas de algum modo apreensivas, talvez com indigestão; mas não se via o animo e a gratidão por tal refeição. Na verdade, era uma paisagem de horrores de guerra a praça de alimentação.

Já na trilha que diferença. Além de poder beber da cristalina água direto do manancial, que revigora o corpo no primeiro gole, e que realmente da gosto de beber. Após 3 horas de caminhada paramos de vista para uma bela cachoeira para uma refeição. E não só o ambiente, mas a atividade física em si, proporcionou um enorme prazer e satisfação ao comer simples alimentos, alguns amassados, levados de casa; e nem foi preciso comer tanto para se sentir plenamente satisfeito. E o mesmo podia ver nos olhos daqueles que me acompanhavam.

No Shopping, praticamente todos estavam “bem vestidos”, isto é, com roupas aparentemente novas e pouco desbotadas. Mas que ao mesmo tempo, intocáveis, de modo algum se interagiam com o ambiente e as coisas, de modo que pudesse sujar a roupa, ou desfazer o penteado, ou mesmo suar a camisa. Assim, pareciam um monte de robôs perambulando pelas vitrines e lojas, tão próximos, mas ao mesmo tempo, tão individualizados que pareciam intocáveis e de algum modo solitários. Na trilha, a história era outra, todos com roupas simples, velhas, mas confortáveis. Não se importavam de interagir com o ambiente. Alias, muitos ficamos sujos de lama. Ora se sentava na lama e em pedras, ora interagia com galhos, plantas e flores, na maioria das vezes, molhadas. Vazia-se todos os movimentos possíveis até mesmo se arrastando. Todos suavam, todos fediam, mas de algum modo, isso não importava, não incomodava ninguém. Havia toque, não éramos isolados, mas um só com a natureza e o próximo. O que dizer então das vestes das plantas, arvores, rochas e dos pássaros?

No Shopping um sentimento de ambição, vaidade e poder sempre pareava no ar. Esse era o cheiro do consumo, e das pessoas pegando e avaliando roupas e coisas, tentando responder a pergunta: “Se eu comprar isso, me fará melhor, mais feliz?” Se a resposta era “não”, então descartavam, e iam para o próximo objeto; até que houvesse algum “sim”, e então, no caixa, mostravam seu poder de adquirir-se ‘felicidade’, com seus cartões de crédito. [O que dizer dos infelizes, que diziam “Sim”, mas o bolso, “Não”?] Eu mesmo passei por isso. É uma mistura de infelicidade e esperança ao escolher e experimentar peças de roupa. Por mais que tentasse seguir o ideal de Sêneca de se vestir de modo a ser uma benção para os outros, demonstrando a simplicidade, o contentamento, a falta de ambição e vaidade, mas ao mesmo tempo, mostrando a elegância digna de todos os homens e da sabedoria; ora eu me via em algum pensamento vaidoso, se aquilo me caiu bem; ora quase como se precisasse comprar aquilo para de algum modo sentir melhor. Até gastei mais do que pretendia, porque não bastava uma camisa, uma calça, era necessário uma para o trabalho, uma para igreja, uma para o casual. - Quanta vaidade!

Talvez seja o mais infeliz dos consumidores, ou o único que se sente mal ao se consumir coisas desnecessariamente [que muitos diriam necessário]. Mas enquanto saia de uma loja, um pensamento passou em minha mente: “Por que para cada peça de roupa que eu compre, eu não compre 2 para um pobre necessitado? Aliás, está tão frio.” Mas logo isso foi rejeitado quando pensei em meu orçamento. Porém, e se um garoto me abortasse e dissesse: “Tio quanta roupa você comprou. Me dá uma?” – Oh! Egoísmo, onde eu te fuzilo?!


Já na trilha não havia tais pensamentos. As roupas eram realmente roupas. Apenas reparávamos se tais roupas eram confortáveis, nos mantinham bem aquecidos e nos protegiam dos arranhões. Me sentia um afortunado, pela minha calça de mais de 5 anos secar rapidamente após molhar. E quantas peças de roupas? O mínimo possível, apenas o suficiente, caso contrário, até mesmo se tornaria um fardo na mochila e em nossos ombros.

Ali dentro do mato, como é simples. É tão pouco o que precisamos. Ë sempre suave, é paz, é satisfeito, é tranqüilo. Até o ar parece nos inspirar vida e energia. Já na cidade, tudo gira em uma utopia, nunca é o suficiente, nunca é satisfatório; e muito se faz para consumir, e viver, num lugar onde o ar, realmente, apenas nos inspira um pouco de morte.

Lá nossas pernas nos locomoveram por mais de 20 km. Aqui, que sirvam apenas para desembarcar do transporte e caminhar pelo Shopping, tão plano e liso, que as pernas nem parecem necessárias.

Acho que nos Shoppings, vemos a essência de uma vida urbana capitalista. Acho que vejo muitas das essências de um ser humano pós-moderno.

Que deprimente.

Por outro lado, como isso alimenta na alma a esperança de uma vida retirada. A qual, se não ocorrer aqui, neste mundo; virá no por vir, na casa que Jesus preparou.

31 maio 2010

Mais um ano para a coleção

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A partir de hoje posso acrescentar mais uma frase ao meu estoque: "Há 24 anos, eu...", bem, na possibilidade do tempo agora é possível, contudo, seria uma mentira; pois acho que minha memória mais antiga é de quando eu devia ter uns 6 anos.

Mas é intrigante, foi um aniversário de certo modo único. Pois acho que eu não avisei ninguém, só meus familiares mais próximos fizeram questão de lembrar desde ontem. E hoje ainda contei com a sorte do Orkut ter esquecido meu aniversário, o que fez com que não tivesse trocentos mil scraps com a palavra "Parabens", como nos outros anos. Ah, o pessoal do trabalho também lembrou, porque lá tem um quadro de aniversariantes do mês... Mas até onde vai a relevância disso?

Bem, sou atipico com aniversários. Detesto tal dia, pois de certa forma minha mente acaba querendo focar o eu. E aí se eu for ficar pensando em mim, olhando para mim etc... ixi. vai dar merda, ou algum tipo de depressão. Acho que por fim, acaba criando alguma expectativa, desejo, de autosatisfação, de receber alguma atenção, foco... e se não correspondido, acaba criando uma ansiedade, que na sua ausência não ocorreria.

Mas aproveitando esse dia, deixar isso para o lado, até mesmo as reflexões... porque tenho muito trabalho para fazer. E parabens a todos que não fazem aniversário hoje. Pois não fazem desse dia especial, assim sendo, não fazem dos demais dias menos especiais. Vamos lá, que a Fortuna não está preocupada com meu calendário.

Porém, aproveitando, todo aniversário é uma ótima oportunidade de se refletir nesse texto:
Uma Carta de Aniversário

15 maio 2010

Um Dia de Impacto

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"É necessário que Ele cresça e eu diminua." - João 3:30


Milhões de pessoas na América do Sul deve ter visto hoje uma forte mobilização da Igreja Adventista do Sétimo Dia na entrega de algumas revestinhas, que ao todo seriam mais de 10 milhões. Bem, a minha igreja entregou 16mil na região central de Santo André pela manhã. Eu e alguns amigos (
Elcio: sax soprano
Hugo e Renato: sax alto
Elton: trombone
Robert: flauta
Patrizia: violino
) fomos até o calçadão da Oliveira Lima, super movimentado pelo intenso comércio no sábado.O interessante foram algumas pessoas ficarem ao redor vendo, outras ficavam mais de longe, mas todos que passavam olhavam, e rapidamente todos foram distribuídos, na verdade, até faltaram. E eu não vi nenhum no chão, nenhum que foi jogado fora.

Não sei quais serão os frutos desse trabalho, eu tendo a ser pessimista e não esperar muita coisa. Mas, de ultima hora meus planos para a tarde mudou. Ao invés de ir para casa, fui para o Parque Central em Santo André, onde algumas familias da igreja se reuniram para fazer um piquinique (um almoço), e ali passei uma deliciosa tarde em meio aquele paisagismo e ambiente que tende ao bucólico. E em meio a tantas reflexões de algumas coisas surpreendentes que ocorreram no dia que me deixaram super feliz... aliás, hoje, pude perceber que uma amiga me perdoou de uma besteira que fiz. - [Caro leitor, você não imagina o que isso significa para mim, ainda mais nesse caso especial.] - O triste é ver como passa tão rápido esses instantes, de modo que muitos amigos, apenas verei semana que vem.


E mais próximo ao pôr-do-sol, quando parei para estudar a Bíblia, no estudo do livro de João que estou fazendo, após um longo estudo de Isaías (foram uns 4 meses). Hoje me deparei com uma mensagem de João extraordinária:

"É necessário que ele [Jesus] cresça e que eu diminua. ... Aquele que o aceita confirma que Deus é verdadeiro."  João 3:30;33

E diante disso fiquei pensando muito. Quanto a mim mesmo. Será que o Evandro está diminuindo e Cristo crescendo? Quando olham para mim, falam comigo... qual é a impressão que eles tem: Evandro ou Jesus? Pois se for o Evandro, oh! lastima! O que tenho a oferecer? O que tenho de atrativo? O que posso fazer? E isso me fez questionar um pouco esse grande evento de hoje. O que será que estavam vendo as pessoas: "Um bando de cristãos distribuindo folhetos bonitinhos.", "A Igreja Adventista.", "O Sábado Sagrado." ou Cristo? Pois se não for Cristo, uma série de questionamentos me vêm em mente. Será que vale a pena? Não será que estamos desfocando da pessoa de Jesus?

Talvez tenha havido sempre um foco antropocentrico, isto é, no humano, na pessoa, no ser, aliás, até mesmo em instituições, na pessoa juridica. Mas João disse que deve ser exatamente o contrário. Creio até mesmo que na música está havendo muito mais uma experiência pessoal, que faz crescer a imagem do músico, ao invés de "diminuí-la" e fazer crescer a de "Jesus". Ninguém disse isso, mas acho que um pensamento muito comum hoje é o de considerar que "nenhum lado deve diminuir, mas ambos crescer." Ou seja, não é preciso diminuir a imagem do homem para crescer a de Cristo; mas que as duas devem crescer. Talvez, nisso podemos aprender e encontrar raízes dos atuais problemas laodiceianos do cristianismo.


Fica aí algo para pensarmos esta semana.

10 maio 2010

07 maio 2010

06 maio 2010

Problema está no conjunto de indivudos do conjunto e não no conjunto

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Sejamos sinceros:
- As pessoas estão contaminadas pelo consumismo; (logo há as várias causas que levaram a isso)
- O mundo não está somente insustentável, mas as prévias de um colapso (isso me faz pensar nos anjos que conteriam);
- A sociedade e economia estam a prévia de colapso (basta um forte estopim), ao mesmo tempo, dependentes do consumo que agrava a situação;
- A educação está uma bagunça;
- O que move a sociedade hoje é a ambição por dinheiro, status, ou algum tipo de neura de sobrevivência, e prazer.

É extremamente tentador dar-se ao pessimismo. Assim como, cada vez mais dificil manter uma serenidade estóica. De certo modo o mundo se torna intragável. Isso sim me parece um cumprimento das profecias biblicas. Na carta de Timóteo temas aquela profecia que as pessoas (professas cristãs) seriam como abaixo (II Tim cap. 3). De fato, em todos os tempos houveram pessoas assim, e é o que marcou a sociedade. Mas está profecia, está para descrever os "crentes". É como se dissesse: "Os que se dizem cristãos seriam assim...". E hoje tudo isso se mesclou numa cultura moderna, e está cultura está inserida na igreja.

- Amantes de si mesmos;
Isto significa até mesmo estar na igreja por amor a si ao invés dos outros. Viver por amar a própria vida ao invés de por amar o próximo. Preocupados na própria satisfação, nessa que seja meramente o convivio social ou a distração com palestras, sermões, shows, música. (além da vaidade que é inserida)
- avarentos;
Pessoas ecentricas preocupadas com o próprio nariz, nem aí para o outro, não ajudam com nada, não dispõe de seus recursos, não produzem nada, não dão satisfação de nada. É o mundo dele, é a vida dele, é a religião "pessoal" dele e o resto que se dane e que ninguem venha se intrometer. E quantas vezes já não ouvimos frases e idéias semelhantes: "Cuide da sua vida, que eu cuido da minha.", "Problema é meu.", "Não ponha o nariz onde não é chamado."...?
- presunçosos;
Pessoas que se permanecem céticas, ou que se bitolam numa idéia até que se prove o contrário, e que ficam mais se baseando naquilo que lhe convém. Aliás, quantos não agem assim para com as Leis de Saúde, para com os dízimos e ofertas, em confiar ou mesmo perdoar outras pessoas?
- soberbos;
Pessoas orgulhosas, pessoas que se acham, pessoas que não buscam a humildade, seja nos hábitos, seja na aparência, seja nas intenções. Preocupadas em ganhar dinheiro, com o seu 'desenvolvimento pessoal'; muitas vezes se tornando arrogantes, se achando superiords aos outros. Em geral desprezam o outro... Aliás, principalmente no que se diz sobre status, é dificil ouvir um doutor em engenharia dando ouvidos a um pedreiro. Aliás, há cultos, há 'unidades da igreja' que são diferentes, com um pastor diferente, focados para grupos de pessoas soberbas diferentes! E por cima ainda dizem que isso é questão de "método" pois o fim é o mesmo! [como se o meio não fosse um fim, ou parte]
- blasfemos;
É mais comum ver respeito para com Deus. Mas ainda muitos falam Seu nome em vão, aliás, repetem e falam do Seu nome indiferentemente. Além de não dar valor para tudo o que for de caráter santo. Um dos grandes exemplos é o corpotamento e o tipo de mentalidade manifestada no templo dedicado para Deus; há quem não contenha as próprias palavras, falam de assuntos frivolos, a conduta é de qualquer jeito, falam de qualquer jeito, se vestem de qualquer jeito, a postura é de qualquer jeito... a presença de Deus e a idéia de estar cultando a Deus é indiferente muitas vezes para com rotinas e coisas do dia-dia.
- desobedientes a pais e mães;
Não preciso dizer nada. E não apenas vale para os adolescentes e jovens, mas até mesmo para as crianças. Aliás, na seta contrária, até mesmo se vê muitos país considerando a igreja como algum tipo de creche. Para se livrarem temporariamente dos seus filhos, deixando-os em 'boas mãos'.
- ingratos;
Quando muito, a gratidão não passa de meras palavras de agredecimento que no dia seguinte já não importa. Aliás, o mais dificil de se ver é gratidão, e mesmo pelas coisas mais simples; há uma certa tendência das pessoas negarem algo, mesmo se quando querem agradecer.
- profanos;
Pessoas que violam ou tratam com irreverência coisas sagradas, como a saúde, a família, o matrimônio, o relacionamento com o próximo, o namoro, o casamento, o sexo, o templo, a Palavra de Deus etc. Ou então que mancham tais coisas, borrando um pouco a imagem de tais e que não se importam de deixar limpo e brilhando. E até mesmo injuriando tais coisas, ofendendo, fazendo piadas daquilo que é santo, é da vontade de Deus. Aliás, hoje virou moda pregadores e pastores ficarem fazendo piadas, como um método de domínio, de controle, de imposição... coisas quais até mesmo filósofos gregos já repreendiam de um discurso. Onde na Bíblia vemos uma piadinha quando se está pregando a Palavra de Deus? E ainda há quem diga: "Esse pregador não tem graça..." E muitas vezes, medindo tais pelos risos que provocam. Talvez devessem ser apresentadores de programas de piadas.
- Sem afeto natural;
Essa pesa! É o que digo quando praticamente morreram os relacionamentos afetivos educativos. E pergunto: "Por que as pessoas simplesmente não se irmanam?" E uma característica marcante hoje é o "não afeto", quanto pior ainda, o natural. Aliás, o problema logistico também faz crescer isso, com igrejas com um número cada vez maior de membros, impondo isolamentos, grupos, panelas e até mesmo exclusão.
- Irreconciliáveis;
Olhe quantos cristãos que não perdoam, que guardam mágoas, receios. Há um ancião que certa vez pregando: "A pessoa erra com voce 1, 2, 3 vezes. Você perdoa, mas depois disso, você pode até perdoar, mas já não confia mais nela. Porque cristão não é ser bobo." - Veja isso!!! Aliás, esse é o pensamento que muitos pais cristãos estão passando para os seus filhos. E pior ainda, depois, acabam tendo a idéia que Deus haje do mesmo jeito com as pessoas. Quando na verdade, para Deus, é passado, aliás, é como se esse erro no passado nunca tivesse acontecido. E mesmo a pessoa tendo que sofrer a consequencia, Deus vai estar junto, sofrendo junto, partilhando, compartilhando, dando forças para suportar e superar. Estamos criando uma cultura de mágoas, de não-perdão de irreconciliação, de desconfiança, de uma postura fechada; o que faz as pessoas cada vez menos se importar com os outros, mas importarem com o próprio nariz.
- Caluniadores;
Já estou cansado de ouvir pessoas que ficam fazendo calunias, nem que seja na declaração do Imposto de Renda; não pagando impostos; usando bens de Deus para o próproi mal bem. Aliás, um dos grandes problemas é que antes a Igreja Romana era cheia de luxo para o clero; e isso vem ocorrendo aos protestantes hoje, o seu clero, lideres, pastores, cheio de luxo, aluguel pago, gastos com transporte, hospedaria, hotéis de luxo, entre vários outros... e totalmente longe de uma idéia mais comunista (a la Atos 2) de suprir as necessidades e carências dos demais membros.
- Incontinentes;
Também está cheio de pessoas que não se contem, ou melhor, sem autocontrole, cheio de paixões e vicios. Sem moderação. Não moderam nas palavras, não moderam nos atos (e ainda tentam desuclpar o pecado como sendo "personalidade genética imutável" ="Nasci assim e vou morrer assim. Não reclame. Não vou mudar. Então não enche!"). Além disso, pessoas que não observam e não obedecem com autocontrole a ordem, seja em cerimonias, seja num culto, seja na postura, seja até mesmo no ensaio do coral, ou num momento de cantar entre outros... é praticamente um escravo da sua carne e natureza pecaminosa.
- Cruéis;
Outro dia, ouvi de uma 'amiga', 'cristã', dizendo que eu tive sorte dela não ser vingativa comigo, pois eu não faço idéia de como ela é cruel. Contudo, diante da psicologia critica, destaco que alguns dos maiores atos de crueldade é não dar valor, importância para o próximo; não é considerá-lo com dignidade; com justiça; considerar alguem digno de ser chamado pelo seu verdadeiro nome (pense nos apelidos). Sobretudo, quando olhamos sem esperança para alguem, condenando-as. Como certos 'professores' que falam para um aluno: "Você nunca será nada na vida. No máximo um lixeiro ou vendedor ambulante."  E quantos não são os que olham assim para os mais desinformados, de menor grau de escolaridade, mais pobres, necessitados...?
- Sem amor para com os bons;
É mais comum se ver atitude de critica ou de certo desprezo para com os bons.Alguns até colocam apelidos com um significado ofensivo: "Olha o santinho."
- Traidores;
Sobretudo no de trair a confiança dos outros. Dão pé atrás. Na hora H não cumprem, desaparecem. Larguar o cargo. Sem compromisso. Falam pelas costas. Abandonam, somem no meio do caminho, faltam quando não deviam. Sobretudo, traem Cristo. Até mesmo traem sua familia, amigos, esposa. Traem a si mesmos.
- Obstinados;
Há muita gente não só obstinadas na vaidade, no pecado, nas coisas erradas. Há um outro tipo de obstinação forte hoje que é a busca por coisas terrenas. Sobretudo titulos e dinheiro. Há amigos meus, sem necessidade, são obstinados a se tornarem médicos, ou outros objetivos não exatamente definidos e analisados. Empregando muito dinheiro, tempo, energia para tais coisas, muitas vezes se estressando, deixando de ter uma vida mais tranquila, e ocupar tal tempo com outras coisas, como a igreja, a familia, os amigos. Fora aqueles obstinados a ter tal coisa, ou em namorar tal pessoa. Alguns obstinados pela beleza até vão para uma mesa cirurgica. Outros gastam 10, 20 mil reais, apenas para saber a sensação de estar em outro continente. Passando por cima de muitas outras coisas de suprema importância, como a igreja, ajudar os pobres e necessitados, estudar a Palavra de Deus. Por fim, estão obstinados com as coisas terrenas, com este mundo. Enquanto isso, o Filho de Deus foi um simples carpinteiro que muitas vezes não tinha onde repousar ou cair morto; e que sua única obstinação era ajudar os pobres, necessitados, quebrantados de coração, restaurar o Reino de Deus, pregar a Palavra de Deus e salvar o pecador arrependido. Porém, somos ensinados o contrário desde criança; menos a sermos como Jesus.
- Orgulhosos;
Nem comento.
- Mais amigos dos deleites do que amigos de Deus;
- Vamos no show?
- Vamos.
- Vamos na praia?
- Vamos.
- Vamos na pizzaria?
- Vamos.
- Vamos ver o filme x?
- Vamos.
- Vamos viajar?
- Vamos.
...
- Vamos orar?
- "Hum" ok.
- Vamos estudar a Bíblia?
- Ah, deixe-me ver. Tem que marcar um dia. Acho que tenho tempo no sábado.
- Vamos cultuar e venerar a Deus (e sem música, teatrinho...)?
- Hum, acho que dessa vez não dá. Mas pode ficar tranquilo que vou na igreja toda semana.
- Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela.
Não são poucos os que não acreditam na eficácia do perdão, da benevolência, da solidariedade... Mas que apostam no "Big Stick", no castigo, nos processos, na denúncia, na briga, na discussão, no bater boca, na intimação, na cadeia, na sensura... e ainda dizem: "Nunca será como antes." - Nesse ponto, acho que Gandhi foi um dos mais cristãos, esse sim acreditou no poder da piedade, e conseguiu a independência do pais, sem nenhum ato ofensivo; diferente dos nossos exemplares "Norte-Americanos PROSTESTANTES", com a idéia de que a justiça e o bem é feito através de "super-heróis" fortes, brigões, violentos e armados até os dentes, mais poderosos que os vilões. Paz e liberdade para tais é sinonimo de potencial bélico. E a piedade? Deus diz para perdoarmos uns aos outros se dejarmos ser perdoados por Deus. - Quão hipócritas são muitos dos que professam perdão!

O rescem livro "A Neutralização do Adventismo" do Pr. George Knight, não o li, mas pelo que me disseram, focam que a igreja perdeu sua relevância, mas apontando principalmente por perder o foco da mensagem. Contudo, eu considero isso como sendo parte da cusa e consequencia. A maior causa ao meu ver, está ai em Timóteo. O questionamento creio que é mais para "São os adventistas adentistas?" Creio que a crise está não nas obras, mas porque ao invés de ovelhas pregando são lobos e isso gera um ciclo vicioso. De modo tal, que alguns consideram o adventismo como um conjunto ideal platônico formado pela "instituição-idealis + biblioteca do que se professa conhecer acreditar ser verdade", e não como um significado pessoal do indivuo da pessoa que incorpora essas coisas (as pessoas são meros números que sustem o sistema).

Lembro da aula de filosofia, sobre Ryle, ao observar uma imagem a qual se pode ver 2 figuras (1 cálice ou 2 rostos de perfil). Por mais que algumas pessoas se esforcem, acreditem que há as duas figuras e aceita isso, não consegue ver mais do que uma. Porque ainda não houve uma construção de significados e associações em sua mente que lhe permite realmente "ver" aquilo. Por mais que chore. Do mesmo modo, as pessoas acreditam nesse pensamento platonico de Adventismo e de mensagem adventista, mas simplesmente não o vêem, por mais que se esforcem e queiram, podem até chorar; mas não foi construido tal significado em sua mente que lhe capacita a de fato vivenciar a experiência de ver aquilo.
Por esse e outros n motivos. Apenas creio que um milagre divino pode reacender Laodicéia e por fim, concluir os eventos finais. Aliás, uma mudança de postura dos adventistas e de seus lideres, já ocnsideraria tal milagre. E assim, essa merda de mundo devastação da Lei de Deus passar de uma vez por todos, e viveremos (ou ser destruido logo de uma vez por todas) numa nova Terra, com uma sociedade e ambiente restaurado a imagem de Deus. Pois de resto, tudo parece demagogia que não leva a lugar algum (levar, leva, mas não onde queremos chegar).