10 agosto 2009

Tecnologia: Rumo dos Tradutores

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Faz já 1 ou 2 anos que vi um documentário no qual representantes da Google anunciavam que em breve acabariam com os problemas de traduções em todo mundo, através da internet; assim como a grande lógica atribuida hoje às pessoas cursarem idiomas logo se tornaria sem sentido, e assim, haveria uma imensa queda na demanda por cursos de idiomas.

Bem, quanto a isso, tivemos grandes avanços na Internet nos últimos tempos. De modo que de modo isolado, temos ferramentas interessantes:

1. Tradutores
Hoje há vários sites com está ferramenta, que traduzem não apenas palavras, mas frases, expressões, sites, entre outros. Inclusive o próprio Google possui um. Logo o mecanismo de tradução hoje já não é um problema; o qual está sendo aprioridade para se ter os melhores significados quando se lida com questões de semantica e figurativos.

2. Reprodutor de Palavras
Destaco um interessente aplicativo que rescem chegou ao meio e-mail, http://www.oddcast.com/home/demos/tts/tts_example.php
Este aplicativo, pega as palavras que você digita e a pronuncia (acredito que por um algoritmo que tem por base a essência da pronuncia que são os fonemas) e em diversos sotaques de idiomas diferentes.

Logo, unindo o 1 com 2. (o que não é nada dificil). Já temos um mecanismo de pronuncia de modo a lidar-se com o falar em outros idiomas.

3. Decodificadores de Timbres
Já há programas na Internet disponiveis para download, mais usados para brincar, que ele grava timbres e converte sons para tal timbre. Logo, nessa perpectiva, associando com o 1 e 2, e teriamos um mecanismo que basta nós digitarmos algo, e ele reproduziria como se nós falando e em outro idioma; com o nosso timbre. E - por que não? - com o nosso sotaque (ver caso 2).

Logo o grande viés de enviar o código (do mensageiro) já temos todas as soluções no sentido tecnologico para se traduzir com qualquer pessoa de qualquer idioma, sem nunca ter feito um curso de idiomas.

Porém, o grande problema ainda está na parte B, que é o de receber a mensagem. Dizem que há programas no qual você vai falando, e ele automaticamente transforma em palavras. Parece que o Microsoft Word tem isso, mas eu nunca testei para ser sincero. Assim, apenas resolvendo esse problema, temos a solução completa.

Veja (clique) a ilustração abaixo:



O mais interessante é que toda tecnologia necessária para isso já se tem hoje! E sinceramente, eu não dúvido nem um pouco que há já softwares que façam isso. Mas imagine quando isso estiver automaticamente dentro do MSN, Skype, entre outros programas de comunicação?

Será o fim dos cursos de idioma? Creio eu que não, porém se tornará algo elitizado numa perspectiva de quem quer se aprofundar no idioma, numa visão mais academica; ou para serem tradutores, intérpretes, melhoradores dos tradutores. Além daqueles mais exigentes com o idioma, que gostariam de ler algo em inglês mesmo com os próprios olhos, ou mesmo viajar para algum local no exterior. Mas a demanda por esses cursos cairiam abruptamente. Aliás, algo a se pensar para quem pretende prosseguir carreira na área. Estamos próximos do fim, da grande confusão que houve na Torre de Babel.

Perspectivas Sombrias
Tratando-se de informação, haverá uma nova linha para os caluniadores, hackers entre outros agirem. Que será a idéia de roubar timbres entre outros, promover audios, vídeos entre outros colocando voz de outras pessoas, com coisas que elas não falaram; além de forjar provas para processos e julgamentos. Hacker uma conversa em tempo real, e mudar as informações. De modo que o Flano 1 diga: "Eu vou no banco Bradesco, espere-me lá.", o hacker modifica e chega aos ouvidos do Flano 2: "I going to 'Traffic Park', waiting-me there." E além de promover o desencontro, pode usar até mesmo para sequestrar a pessoa. Aliás, uma infinidade de opções surgem.

Logo, é necessário, ao mesmo tempo, um desenvolvimento de um forte mecanismo de defesa e firewall, para que a legetimidade da conversa seja total.
Bem, pessoa, pensem então quando essa tecnologia for tão desenvolvida de modo que este software seja acompado a aparelhos auditivos?
Veja também:

07 agosto 2009

Baixa Atividade do Blog

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Caro leitores do Blog,

Como podem perceber, tenho postado muito pouco este ano. Isso ocorre devido ao fato de estar me ocupando mais com outras coisas, e o tempo que usaria para o blog, estou usando-o para o livro que estou escrevendo já há 1 ano, e que deve levar mais um bom tempo para ficar pronto. Contudo, creio eu que há muita riqueza de informação, e conteudos já abordados nesse blog; eu mesmo, de repente, encontro várias coisas interessantes por aqui em postagens mais antigas. Logo, procure aproveitar isso, para observar as muitas coisas já colocadas aqui, há muita coisa incrivel mesmo. Algumas vezes até me pergunto se haveria a necessidade de ficar colocando novas coisas.

Bem, mas para ter uma idéia do conteudo do livro que estou escrevendo, vai uma lista dos tópicos abordados:

>> Batalha Espiritual

• A Revelação do Mensageiro de Deus

• Analisando a Tentação

• Território

• A Batalha no Invisível

• Endemoninhados

• {Mal, Errado} = Inexistente

• Pecado, Uma Função Variável Bem Definida

• Vencendo a Tentação

>> Crises Atuais

• Introdução (Isa 1, Laodiceia, Isa 58)

• Qual imagem você representa?

• A Era do Subjetivismo

• A Era das Emoções

• Temporalismo

• Palavras Indevidas

• A Era do Individualismo

• Falsos Relacionamentos Educativos

• Leviandade

• A Forte Mensagem de Isaías 1

• Surdez, Uma Epidemia

• Romanos Capítulo 1: A Conseqüência

>> Aquele que se diz seguidor de Cristo Jesus

• Que ousadia! Como pode intitular-se cristão?

• Jesus seguia um comportamento cristão. Mas...

• O que é a verdadeira religião?

• Cristianismo Autêntico (Amar a Deus e ao próximo)

>> Movimento da Restauração (A Criatura volta a adorar o Criador)

• A Promessa de Deus (Isa 1, Laodicéia, Isa 58 (recompensa))

• O maior Milagre (Isa. 50)

• Retorno ao Plano Original

• A Renovação da Mente (Rom. 12..)

• O Braço Direito da Terceira Mensagem Angélica

• Eis que vos faço novas todas as coisas (o falar)

>> Missão

• O que é evangelizar?

• 0 ou 1 – Os dois tipos de métodos

• O Poder do Testemunho

• Amor Incondicional para com as criaturas de Deus

• Igreja e Culto

>> Aguardando a Volta de Jesus

• Vaidade Religiosa e Reforma

• Tempo – A Solene Mensagem

• Encarando Um dos 3 Julgamentos

• Especulações e Alarmismo

• As Verdadeiras Tendências

• Perseguição – A Maravilhosa Aventura

>> Considerações Finais

• Linguagem

• Aquisição do Conhecimento

• Biografia

• Sugestões (pequenos grupos, escola de profetas, comunidades, banco de dados, cultos a La Israel recebe a lei, visitantes, diversos níveis)



07 julho 2009

Vitamina B12 e o Regime Vegetariano

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Há muitas pessoas que contestam o regime vegetariano devido à vitamina B12. Vamos então analisar os fatos.

Qual é a importância da vitamina B12?
Muitas: Forma e regenera células vermelhas do sangue, prevenindo a anemia; Promove o crescimento e estimula o apetite das crianças; Aumenta a energia.
Mantém o sistema nervoso saudável; Utiliza adequadamente as gorduras, carboidratos e proteínas; Ameniza a irritabilidade; Aumenta a capacidade de concentração, memória e equilíbrio; Controlar os níveis de hemocisteína, o qual está muito associado com várias doenças e problemas de saúde; É um tonificante imunológico; Importante na manutenção da bainha de mielina (importantíssimo para os nervos funcionarem corretamente). Entre muitas outras.

O que pode ocorrer na sua carência?
Fadiga, confusão, perda de memória, fraqueza muscular, danos causados pelos nervos, perca imunológica, problemas na replicação celular comprometendo a manutenção do organismo e mesmo facilitando o surto de células cancerígenas. A doença mais característica é a chamada Anemia Perniciosa, a qual promove alterações neurológicas progressivas e mortais se não houver tratamento, além de fraqueza, convulsões e graves danos no tecido parietal gástrico.

Quanto que se deve consumir?
Não se sabe ao certo qual deve ser o consumo de vitamina B12. O paradigma que se usa é que a dose diária de B12 necessária para o organismo é de 2,4 microgramas (mcg) para adultos, 1,2 mcg para crianças de até oito anos e 2,8 mcg para gestantes e mães que amamentam. Porém isso é muito variável, pois pessoas que possuem um alto consumo de proteína necessitam ainda mais dessa vitamina, logo pessoas vegetarianas necessitam de um consumo menor de tal (se não consomem proteína em excesso); atletas e quem exercem atividades que envolve pensar muito (como estudos) também necessitam mais.

Absorção e uso no organismo.Em primeiro lugar é importante ressaltar que apenas bactérias e levedos sintetizam essa vitamina, animais não a produzem; a vitamina que absorvemos ao ingerir derivados animais é resultante das reservas de tal vitamina no organismo de tal; o qual ele ingeriu de outras fontes que continham tal.

Ao se ingerir tal ela deve ser separada da proteína dos alimentos, o que envolve um desempenho vital de um devido funcionamento das enzimas digestivas, do suco gástrico; e um bom funcionamento do jejuno (intestino pequeno) onde é finalmente absorvida pela corpo. Sendo que ela é armazenada em grandes quantidades no fígado, a única entre as vitaminas B armazenadas em quantidade substancial.


Quanto tempo leva para aparecer sintomas de carência desta vitamina?
Não se sabe ao certo. Varia de organismo para organismo. Sendo que o corpo humano faz grandes reservas desta vitamina. A qual seus sintomas podem ser um pouco escondidos por uma alta quantia de outras vitaminas do complexo B. Mas estimasse que, em geral, uma forte carência da vitamina B12, em torno de 5 anos já deve haver sintomas fortes e claros. Porém se há uma baixa reposição, o corpo tende a adaptar de modo a diminuir o metabolismo, o que minimiza os efeitos e sintomas, podendo, assim, dificultar a constatação do sintoma. Visto que é uma carência de facil e rápida reposição, até por meio intravenoso; diferente da desnutrição, por exemplo.

Qual é o primeiro sintoma?Há variações, mas um dos mais comuns é a anemia. Baixa quantidade de células vermelhas no sangue. Normalmente, nesse diagnostico o médico indica suplementos ricos em ferro, que normalmente são associados com B12, resolvendo o problema; porém, se isso não resolve, um exame mais profundo é necessário e é onde pode ser verificada a anemia perniciosa ao verificar-se uma baixa concentração de vitamina B12 no sangue. Outros sintomas são fragilidades, manchas e envelhecimento precoce da pele. Sintomas mentais mais presentes são: fadiga mental, dificuldade de concentração, lapsos na memória e dificuldade de gravar coisas, perca de mobilidade, mudança de comportamento (para algo estranho).

Qual a principal causa da anemia perniciosa?
O óbvio é a baixa quantidade de B12 no sangue. Equivocadamente alguns associam isso aos vegetarianos, devido ao dito que não há fontes não-animais de B12. Porém, a maioria dos casos está entre as pessoas carnívoras. Estimasse que a grande maioria das pessoas consomem quantidades adequadas desta vitamina na alimentação. O maior problema está quanto a não ou baixa absorção deste pelo organismo.

O principal fator são os problemas intrínsecos associados a problemas de saúde e ao ácido estomacal. Estimasse que 20% das pessoas mais velhas são deficientes em B12, mas não sabem. Além que pessoas carnívoras tendem a ter maiores problemas de fermentação, problemas gástricos e intestinais liderando o ranking (também devido ao fato de haverem mais carnívoros do que vegetarianos). Também se sabe que pessoas que consomem muita bebida alcoólica possuem menores concentrações de B12, pois o excesso de álcool impede a absorção deste nutriente. Mesmo que as quantidades de B12 no sangue de alcoólatras sejam maiores, a reserva desta vitamina nos tecidos é normalmente deficiente. Em último caso estão os vegetarianos restritos, pois requer muito tempo para aparecer algum sintoma, e os saudáveis normalmente tendem a reabastecer o estoque; logo, a maior parte dos casos nos vegetarianos estão associados a problemas de saúde e não a alimentação vegetariana.

Fontes de vitamina B12.
É certo que derivados de animais possuem vitamina B12 como leite (e seus derivados), peixes, ovos, carnes. Um dos grandes mitos é limitar apenas a tais. As maiores fontes de B12 e mais rica tanto na quantidade quanto a facilidade de absorção estão em fontes naturais, liderando o levedo de cerveja; há também os cereais integrais, que acabam tendo pequenas quantias de bactérias que produzem a vitamina B12 [refinados tendem a não possuírem nada], depois os vegetais verdes, batatas, e cianofíceas (um tipo de alga). Sendo que no reino animal a maior concentração está na carne do fígado; porém inferior comparado ao levedo de cerveja, sobretudo na facilidade de absorção.

Também muitos alimentos industrializados são artificialmente abastecidos com B12. Todavia, alguns defendem que as bactérias da boca são capazes de produzir B12 e que constantemente ingerimos pequenas quantias de B12 por esse meio. Também alguns defendem que alimentos a partir de cereais e oleoguminosas produzidas de formas o mais natural possível sem que haja muita esterilização, como a produção de leite de soja caseiro, por haver uma quantia maior de bactérias acaba favorecendo na ingestão da vitamina B12.

Verdades sobre o regime vegetariano e vitamina B12

[NOTA DE ATUALIZAÇÃO - 03/10/2016]
0. Há 12 anos sigo um regime vegetariano. No meu último exame sanguineo de B12 este contato dentro do nível esperado, porém apontando uma tendência de queda. Talvez isto ocorra por ter parado de me suplementar com Levedo de Cerveja nos últimos 2 anos [um teste interessante]. Porém,hoje conheço uma família que a mais de 20 anos são veganos, em que, o pai, nos últimos anos tem apresentado deficiência de B12, ele tem tomado injeções de B12, porém, com o tempo tem caído novamente. Além da filha deles, hoje com 22 anos, que também está com carência de B12 e (alguns sintomas físicos), pois tem a dieta restrita desde que nasceu. Porém, o caso deles mostra que eles não buscam suplementar a falta de B12, não tomam Levedo de Cerveja entre outros, evitam ao máximo derivados de leite e ovos. Ficou claro que há casos de carência e suas consequencias, porém que elas ocorrem com um longo período de tempo. É necessário, na maioria dos casos das pessoas, suplementar caso não haja ingestão de nada de origem animal.

1. Não se sabe ainda ao certo a relação entre a fadiga, falta e aumento de energia, tanto em pessoas saudáveis quanto em deficientes desta vitamina; no corpo de um esportista ou praticante de atividades físicas, pois há muitas mudanças de paradigmas. Porém é certo que sabe que a deficiência da vitamina, assim como outras doenças, ou mesmo uma digestão dificultada, pouca ingestão de água e perca de sais minerais causam perda de desempenho e energia. Mas ainda não há um relacionamento certo de que uma hiperatividade produza carência de B12.

2. Um consumo regular de levedo de cerveja é SUFICIENTE para suprir as necessidades de vitamina B12 de uma pessoa na maioria casos. Sendo que se aconselha a ingestão em pó ou em grão que facilitam a digestão e absorção. Para maximizar, o ideal é tomar no inicio do café da manhã, puro se possível, ou junto com algum alimento liquido simples de fácil digestão que não haja muita proteína, como sucos e, de preferência a temperatura ambiente.

3. É raríssimo encontrar um vegetariano/vegano deficiente em B12. Todavia, aqueles que não suplementam, após anos de regime restrito, provavelmente haverá valores baixos de B12. Apenas a menor parte dos vegetarianos/veganos que não suprem, sempre apresentarão níveis normais de B12.

4. São praticamente casos isolados e extintos os de vegetarianos que morreram devido a falta de consumo de B12. (não levando em conta os que possuíam problemas de absorção). Você conhece um?

5. Um regime vegetariano restrito e bem equilibrado é considerado o mais saudável por n motivos.

6. Omega 3 e cálcio também fazem parte de uma alimentação vegetariana bem equilibrada. Sendo a linhaça considerada uma das maiores fontes de Omega 3, a berinjela, de cálcio, verduras escuras, de ferro.

7. Casos de deficiência de nutrientes e problemas de saúde em vegetarianos está mais associado a doenças físicas. Quando ocorre a abstinência de carne, porém ao mesmo tempo, uma pobre alimentação em quantia e variedade de vegetais, integrais entre outros; assim como outros hábitos, como sedentarismo, consumo de álcool e entorpecentes; é o que normalmente provoca a deficiência e não ao fato de não ingerir carne, isoladamente.

8. O consumo de derivados de animal não garante que não haverá problemas com B12; pois indiretamente podem comprometer a devida absorção e uso no organismo. a pessoa pode possuir outros fatores que comprometem sua aborção e uso pelo organismo.

9. O consumo de produtos animais promovem muitos males; no qual apenas num consumo limitado (o que alguns dizem "moderado") pode-se “diminuir” esses males. Em especial, tais alimentos são mais indigestos, pelo difícil trabalho digestivo, na maioria das vezes levando a fermentação, a carência de fibras, e grande quantidade de LDL que diminuem o rendimento de absorção dos nutrientes - e não é só da vitamina B12.

10. Os animais, assim como os seres humanos, necessitam da vitamina B12, porém eles também não sintetizam, assim como nós; inclusive os herbívoros. Pois apenas as bactérias e leveduras sintetizam. Logo, donde eles absorvem o B12 que nós absorvermos deles? Sim, dos vegetais; das bactérias presentes nelas, especialmente. [Não confunda com a celulose, uma proteína que eles conseguem quebrar, porém, nós não, pois não produzimos a enzima.]

11. Houve e há milhões de pessoas que já viveram muitos anos e saudáveis sem consumir carne. Ressaltando alguns casos de narizeus (hebreus – em especial – que eram consagrados para uma vida totalmente dedicada e especial para Deus, que resultava em muitas restrições), monges shaolins (possuíam crenças que a carne contaminava o corpo, especialmente numa visão mais espiritualizada misticamente), Escola dos Pitagóricos (Pitágoras, filósofo e matemático grego, que aprendeu sobre o regime vegetariano nos seus estudos no Oriente e Egito, por outras culturas, tornou-se vegetariano e fundou uma escola na Grécia onde para fazer parte, a pessoa tinha que tornar-se vegetariana – porém, haviam certas loucuras), há muitos (milhões) seguidores de filosofias pagãs que proíbem matar e consumir animais.

12. Hoje há muitos vegetarianos no mundo, tanto atletas, nutricionistas, médicos, professores, engenheiros, cantores, celebridades; e que são clinicamente saudáveis. Entre eles: Brad Pitt, Pamela Anderson, Dustin Hoffman, Avril Lavigne, Paul McCartney, Shania Twain, Clint Eastwood, Albert Einstein, Leonardo daVinci, Sócrates, Leona Lewis, Alicia Silverstone, James Cromwell, Jennifer Connelly, Geezer Butler, Bill Pearl (Mr. Universe), Mac Danzig, Mike Mahler, Ricky Williams, Tony Gonzales, Petra Nemcova, ... [a lista é longa]

13. Eu conheço muitos vegetarianos que são há muitos anos e totalmente saudáveis. Conheço vários de destaque. E muitos deles, tão saudáveis que há muitos anos não sabem nem o que é espirrar. Eu sou vegetariano desde o final de 2003, e estou totalmente bem, muito melhor do que quando não era; além da disposição física, do imunológico, das atividades físicas que agora faço, da dificuldade para ficar cansado, e da dificuldade para gastar toda energia que tenho; ontem num check-up, o médico olhou meu exame de sangue, e foi seguindo item por item (uma longa lista) e tudo ok; com destaque para minha alta concentração de hemoglobina e HDL e baixa quantia de LDL, colesterol, triglicérides estável. Até os imunológicos estavam tudo ok, sendo que antes de tornar vegetariano sempre estavam alterados e elevados devido à rinite alérgica, a qual agora só volta se eu descuidar muito da saúde e por vários dias. Eu consumo regularmente levedo de cerveja, mas pouco por causa da B12 (nem penso nisso, para ser sincero), porem pelas suas outras propriedades, em especial por ser um tônico imunológico.


Conclusão
Em função da vitamina B12, não há razão alguma para a pessoa não aderir a um regime vegetariano. Caso fosse este o real motivo – da desculpa – a pessoa também não consumiria derivados de animal devido a um prejuízo muito significativo e num prazo muito mais curto, das suas toxinas, colesterol entre outros.

Vale também ressaltar a estatística: Quantas pessoas morrem por ano, no Brasil, em decorrência de problemas de circulação, entupimento de artérias, hipertensão, obesidade, associadas à gordura praticamente toda provindo dos animais, frituras e guloseimas? Quantas pessoas morrem por ano, no Brasil, em decorrência da falta de B12, porque eram vegetarianas? E quantos os casos, de tais, que ficaram com alguma doença devido à gordura animal? E devido à falta de B12 por não comer carne?

Novamente, se vê que apenas trata de uma tentativa infundamentada de desprezar; para continuar a justificar seu consumo de carne. Consumo este fundamentado não na lógica e na razão – salvo alguns casos – pela busca de uma saúde ideal e amor aos animais e ao meio ambiente. Mas, simples e puramente fundamente no paladar, apetite e indisposição à mudar.

11 de maio de 2010
Há 2 dias vi numa farmácia que a venda de vitamina B12 em capsulas. Eram 400 capsulas, cada uma com a dose diária da vitamina necessária (e mais um pouco). O preço era em cerca de R$ 36,00. Ou seja, R$ 0,09 / capsula. Um custo baixissimo por dia. Se a vitamina B12 era a desculpa, aqui está mais uma solução, que sai nem 10 centavos por dia.

02 julho 2009

Frustrações

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Confesso que tenho passado por tempos intrigantes, para não dizer atordoantes. E de certo modo uma das principais relações para com isso tem sido a música.

Uma breve retrospectiva me faz lembrar de um garoto que até os seus 14 anos não possuía noção, gosto, consideração alguma pela música - Tirando o caso particular da banda “Mamonas Assassinas”, em que, em minha ingenuidade, decorava e cantava todas as músicas de cor e fazia questão de vê-los na TV, até tinha uma fita K7 deles; Também houve uma curtíssima fase em que eu gostava, literalmente, do barulho das músicas de Bass, Techno, do meu irmão, que ele colocava no carro: com uma bazuca grave, módulo, amplificador, de modo que faziam as janelas, paredes e móveis de casa tremer; porém, era uma atração totalmente pelo barulho, pela batida que tudo aquilo fazia; mas se durou 3 meses foi muito. Recordo de ter passado muitos anos sem ouvir uma música por conta própria; eu só ligava para futebol.

Ali para os meus 14, 15 anos comecei a ouvir muito rock, rap entre outras coisas; mas sabe, nem por vontade própria, mas mais porque os colegas de escola ouviam muito e fui na onda; porém, sempre tive uma peculiaridade quanto as músicas que eu preferia, de modo, que minhas bandas preferidas eram Green Day, AeroSmith e Tihuana (acho que escreve assim), que tinha uma música com o coro “I get to town...”; e comecei a ouvir muito isso. De música mais erudita (vamos assim dizer), eu ouvia alguns temas de filmes, como Indiana Jones, Star Wars - achava 10 toda aquela aventura e energia. Também foi por aí que eu ouvi pela primeira vez o Pedra Coral num teatro, a primeira vez que ouvi uma música gospel em muitos anos, e tal me surpreendeu muito, e tive uma breve paixão por tal.

Porém, foram aos 16 anos que tudo mudou. Aconteceu toda aquela mudança que podem ver em minha história. E eu deixei de ouvir essas músicas. E mais influenciado por amigos cristãos, como o Vitor Hugo passei a ouvir músicas de produção da denominação Igreja Adventista do Sétimo Dia. Em especial “Tom de Vida”, “Novo Tom” e essas coisas mais “POP ASD”. Até que um dia, minha prima me emprestou o CD do “Arautos do Rei – Por que, oh pai?”, eu nunca havia ouvido Arautos, mas foi na abertura da primeira música – “Breve Virá” – naquele arranjo das quatro estações de Vivaldi, aqueles violinos e tudo mais; eu, pela primeira vez ouvi algo que parecia conter um valor, diferente de tudo o que já havia ouvido; algo que me fez perceber, sem saber o que, mas que ali havia sentido, valor; lembro de ter derramado lágrimas - apesar de hoje considerar um arranjo horrivel que profanou a música de Vivaldi. Desde então passei a ouvir muito Arautos do Rei, entre outros, aos poucos passei a desenvolver um senso critico musical, a racionalizar a música. E a escutar música clássica e apaixonar por ela.

Passei a ouvir sim bastante música clássica, e em 2006, 2007, posso dizer que já não tinha mais gosto nenhum pelas músicas populares, rock, rap, sertanejo, e por aí vai; era só música sacra e clássica. Mas a marca do “temporalismo” e da “emoção rápida” ainda continuava de modo a não ter muita paciência na música erudita de ouvir todos aqueles 16, 20min; sinfonia então... não suportava ficar ouvindo 30min, 50min, 1hora a mesma música; sempre em busca daqueles momentos mais fortes, alegres, rápidos, ritmados. Então era sempre pelas curtas, de 4 – 7 min. as músicas de meu interesse.

Em 2007 quando comecei a aprender trompete e fui ao primeiro concerto, com a Fila Harmonia de São Bernardo do Campo, e ouvi a terceira sinfonia de Beethoven, aquilo me surpreendeu e me impactou muito. É totalmente diferente ouvir uma orquestra ao vivo e no computador; suas células vibram com o timbre dos instrumentos, há o momentun. Passei a apreciar mais a música erudita (clássica como mais conhecida) e a ir a vários concertos. De modo que de 2007 para cá passei a ouvir muito mais tais músicas, e não só os “pequenos momentos”, mas as obras completas, de capa a capa - os vários minutos. E nisso, a música que mais amei, talvez eu tenha ficado viciado foi a Abertura 1812 de Tchaikovsky, que tem por volta de 17 minutos. De modo que eu aprecio cada segundo da música, e a sua construção; de modo, que cada segundo é precioso, todo o desenvolvimento da música e poesia é importante e necessário, o final perde o sentido sem a oração do inicio.

Meu ouvido foi cada vez mais se educando no movimento erudito, com essa pluralidade de instrumentos: violinos, violas, violoncelos, contra-baixos, fagotes, flautas, clarinetas ,oboés, tímpano, bombo sinfônico, trompetes, trompas, trombones, tubas (instrumentos básicos de uma orquestra), e toda as harmonias, o trabalho dos timbres, das peculiaridades de cada instrumento, as dinâmicas, a variação rítmica, a variação de velocidade, desde um adagio a um alegretto. Toda essa coisa que torna a música rica, cheia de vida, expressão, de idéias, valores. Pude passar a compreender por que os gênios da música são de fato gênios, o que há de especial nas composições deles; essas músicas que levaram meses e anos para serem compostas, muito bem trabalhadas, ao invés desses “expressos” de hoje.

De 2008 para cá passei a ouvir muito mais sinfonias, estou com vários gigabites apenas de sinfonias no meu computador, Beethoven, Bach, Dvorak, Brahms, Haydn, Handel, Mahler, Bernstein, Rossini, Vivaldi, Mozard, Tchaikovsky... de modo que estou totalmente familiarizado com tais, eu me envolvo, é como se abrisse um livro, um longo e grande livro, porém, tão extraordinários que você não para de ler e não quer parar de ler. O costume é tamanho que hoje eu nem penso mais na duração da música, de modo que 16, 20, 30 minutos são até pouco numa música, e os 40, 60 minutos passam num piscar de olhos. No final há quase que um choro porque ela vai encerrar. Parece até mesmo que uma música boa mesmo hoje, precisa ser longa, pois não vejo como trabalhar todo "o sermão dessas músicas", idéias, reflexões, pensamentos, em 2 ou 3 minutos.

A grandes frustração é que hoje dificilmente consigo ouvir outra coisa além disso. Todo o resto se tornou sem sal, obsoleto, fraco, vazio, tão inferior, precoce. Músicas de 2, 5 minutos, com poucos intrumentos, um arranjo simples, fraco, musicas feitas meramente para cantar e dançar e não para pensar, músicas que não buscam significados e expressão sentimental, intelectual e racional mas mera emoção; músicas no ritmo do capitalismo. É como se olhasse para um mundo sem cor, em preto e branco embriagado. Isso tem me afetado principalmente na própria Igreja, pois as músicas são de doer o ouvido e a alma. Sabe, ouvir uma nona sinfonia de Beethoven e depois ter que ouvir uma música em que apenas tem uma guitarra, um violão, um baixo elétrico, uma bateria e um piano, por 5 minutos fazendo a mesma coisa, sempre as mesmas harmonias, a dinâmica extridente, alta, a La carismática, volume sempre muito alto, gritado, emotivo, ritmado, sempre aquela coisa compactada, e uma letra que por 7 minutos fica repentindo a mesma estrofe “Eu preciso de Ti.”, “Abre os meus olhos...”["porque eu não quero abrir." Né? Se cantam isso todo dia, e nunca os olhos abrem! Há algo de errado.] e etc. Tipo, não dá para engolir, para não dizer, uma tortura. Dá vontade de chorar. Ainda mais ao ver cada vez mais essa música temporal, tende a se tornar ainda mais temporal e subjetiva; cada vez mais semelhante ao que Bernstein compôs na sinfonia “Jeremias”, no movimento 2, “Profanação”; ali parece que Bernstein mostrou claramente ao mundo a profanação musical e que tal era a tendência do mundo, a concentração cada vez maior do ritmo e do barulho e cada vez mais ausente o trabalho da melodia. A frustração é tamanha, que mesmo na música erudita, as pessoas hoje estão tão estimuladas, tão elétricas, tão cheias de adrenalina, de estresse, tão frenéticas, que gostariam muito de uma música do tipo “O Guarani”, “Willian Tell” (já mais para o final), quarta sinfonia de Thaikovsky (tirando os 2 movimentos centrais); mas que não têm “saco” nenhum para ouvir a Sinfonia 2 de Brahms que é a sua pastoral, totalmente bucólica, suave, é praticamente como se você voasse calmamente por infindáveis bosques lindos, serenos, calmos. Mas não! Querem ver uma cena de transito na cidade, e se possível com uma batida de carro, ou um trem descarrilando atingindo a base de um arranha-céu e este desmoronando, ao mesmo tempo em que há uma perseguição em alta velocidade. Está tudo excitado!!!!

Música que excita e muitas vezes, apenas meramente isso. Totalmente diferente da décima sinfonia de Beethoven – Ops! Quer dizer, a primeira de Brahams – que agora escuto. Uma música tão profunda, extraordinária, envolve e faz refletir tantas coisas. Querem sim é fazer sexo com a música, para não dizer marturbar-se com ela; porém, longe se passa o pensamento de encarar a música como um casamento sério, de verdadeiro e puro amor que dura a eternidade. Até a música se tornou sexo!!! Como pôde?! Em que mundo vivemos?!

A música está tão profanada, tão jogada por terra e pisoteada, tão sem valor. Será que as gravações é a culpada? Pois antes, as pessoas não tinham músicas gravadas, apenas ouviam quando músicos profissionais as tocassem. Talves, você ouviria apenas umas 3 músicas na vida. Garanto que Beethoven, em toda a sua vida, ouviu menos músicas do que hoje um garoto ocidental ouviu em 10 anos; mas este, em 30 anos, não é capaz de compor uma nona sinfonia. Será que é isso? A falta de reflexão sobre a música? Ao invés de passar dias, semanas, meses, apreciando e pensando sobre a música que ouviu da últimas vez e valorizar as poucas ocasiões, músicas e momentos de música; ao terminar a música, é só ouvir a próxima faixa do iPod, o qual tem música para tocar por 2 anos interruptamente!

Essa frustração também me envolve na questão como músico. A frustração de todas as visões e idéias músicas que me vêm em mente. Porém, uma incapacidade enorme de executá-las no meu trompete, ou de compô-las; ou de não fazer parte de uma orquestra necessária para se executar tais. Ligado a isso há a questão de erguer cânticos e música a Deus. Vejo um ideal, uma música tão elevada em minha mente, porém nunca a vejo tocada, cantada, não temos esses arranjos; poucos instrumentistas, poucos músicos, sobretudo os sérios, que visam esses elevados ideais, essa música profunda. É um sonho frustrante, não só um sonho, algo que se tornou parte, essência de você, quase que como o ar, mas o qual você nunca respira. Isso está me matando. E ao mesmo tempo, nada do que escuto na igreja agrada meus ouvidos, minha critica, minha razão, meus ideais, sobretudo o intelecto que determina os mais elevados padrões para adoração a Deus. Ao invés de respirar esse ar puro, é como se estivesse fumando smoke por tabela; salvo algumas raras ocasiões, cada vez mais raras.

A Revolução Cultural foi tão forte que mesmo quando se trata de música erudita é dificil encontrar algo realmente bom de 1900 para cá. Acho que Stravinsky foi quem marcou essa mudança de período; a transição. O que ouvir de um Firebird para cá? Opções são poucas. Ainda bem que há uma obra rica até tal. E mesmo algumas obras sacras, como de Bach, Brahms, Hayden, Handel (porém, as cantadas, poucas opções traduzidas para um idioma que eu entenda). Mas olho para o futuro da música e vejo um mar de decepção. Especialmente da sociedade. Pois se a música é a mais forte expressão artística da cultura, dos sentimentos, dos pensamentos e idéias das pessoas, o que há por vir, quando as músicas mais sensuais, excitantes, violentas, paranóicas, melancólicas são as de maior destaque na mídia, e que vêm tomando conta da maior parte das pessoas!?

Essa frustração também tem decorrido em contemplar a sociedade, em cada vez ver e ouvir mais barbaridades. Quase tive um infarto intelectual ao ouvir uma garota contando sobre a despedida de solteira de uma amiga, e que ela foi, onde teve um show de strip (de homens), fetiches; e ela contando como se fosse a melhor experiência da vida dela. Ao também notar que cada vez mais as pessoas não “cuidam da saúde”, “da forma fisica”, por questão de valor, saúde, inteligência; mas pelo contrário, por depravação, por sexualidade, por atração física. A vaidade que tem tomado conta das pessoas. A frieza e indiferença cada vez maior pelos sofredores, pobres, carentes, órfãos, moradores de ruas. O consumismo e materialismo. O amor ao dinheiro. O ódio. A glutonaria, o prazer pelo apetite. Até mesmo a falta de amor por pessoas que trabalham no mesmo lugar.

Outro fator forte é o de idolatria. Especialmente ao observar a maior religião do mundo – o futebol. A adoração feita ao futebol, aos times de futebol, não tem igual. Tem local de culto, tem hora de culto, tem os “princípios”, “valores”. As pregações de cada time, de modo que é imperdoável alguém apostatar e trocar de time, ou defender o outro lado. Os jogadores ídolos. Os hinos e cânticos. As multidões que como em Meca se reúnem em estádios, praças, casas, bares, para mais um culto ao time. Só não tem "denominação", se é que não tem.

Às vezes, há quase que uma suplica pelo fugere urben, ir para a África, lugares remotos e meramente viver ajudando as pessoas, que precisam de ajuda; ao invés de perder tempo e contemplando todas essas concupiscências do mundo. Ou mesmo uma suplica por morte. A porta estreita deu para um caminho que cada vez está mais apertado. Até quando?

Contudo a maior decepção é comigo mesmo. Evandro, até quando ficará quieto, observando a sodomia, a cidade que corre para a autodestruição; triste, porém calado? Até quando serás entregues ao comodismo da morfina? Até quando não suscitará oposição? Até quando deixará de provocar o último e único sinal de esperança nas pessoas? Por que adiar para daqui 7 anos, quando o mundo necessita já? Por que rogar pela falsa e humana garantia e estabilidade? “Por que adiar para um século vindouro a felicidade coletiva?” Até quando pelejarás consigo mesmo, ao invés de tomar uma posição decidida? Até quando irá ficar olhando, e até mesmo rindo, para um mundo que, em grande humor e risos, caminha para o inferno - é o próprio?

19 junho 2009

Correr( Tênis ) - O Impacto da Tecnologia

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Sempre fui alguém muito esportivo, desde os 6 anos de idade – pelo que lembro – comecei a andar de bicicleta e jogar futebol, e tais faziam parte do meu dia-dia; lá para os 9 ou 10 anos, meu primo passou a fazer karate e comecei a praticar algumas coisas e o kata “Reian-Tcho-dan” (se fala assim); aos 14 anos comecei a praticar karate no Pedro Dell`Antonia, da prefeitura, que estava entre as 5 melhores academias de karate (não me recordo se de São Paulo, ou do Brasil), haviam alguns campeões na academia, um amigo intimo, Acenilio Junior, com o qual sempre íamos juntos para o karate e treinávamos com certa freqüência no fim de semana, coleciono várias medalhas; além disso, posso garantir que nos meus 12-15 anos eu jogava futebol pelo umas 3 horas por dia, e olha lá; nos 16 anos também entrei no time de vôlei do colégio. E durante tudo isso, sempre andava muito de bicicleta e jogando futebol.

Porém, com o término do colegial (escola básica), houve uma brusca redução com esses esportes coletivos, os amigos se dispersavam, cursos, faculdade, trabalho, de modo que as coisas ficaram mais deixadas para os fins de semana. Foi quando comecei a deixar de praticar esporte e passei a mais me exercitar (no sentido de atividade física) mais individualmente, assim sendo, comecei a praticar caminhadas, correr e pedalar.

Porém, desde 2004, eu nunca usei um tênis especifico de correr. Usava de futebol de salão, de socity, casual, caminhar, aqueles mais voltados para trilha. O último que usei foi um Rebook mais casual mais puxado para um off-road, com aquela sola mais para montanhismo, porém, era bem confortável e tinha um amortecimento; e com ele, eu corri os últimos 2 anos. O máximo que cheguei a correr foram 20km; apesar de ainda não conhecer meu limite, eu podia correr bem mais. Mas era comum durante o exercício sentir um certo esforço nas articulações do joelho e do tornozelo, e conforme o tênis foi desgastando parecia um pouco mais pesado correr, porém estava perfeitamente acostumado a correr com tal tênis.

Até que, semana passada, fui comprar um tênis novo e de correr mesmo, já pensando em participar de uma maratona esse ano. Primeiro testei um modelo da Rebook pois tenho certa confiança na durabilidade dessa marca, mas o tênis não ficou muito legal, ele pegava a parte superior dos dedos ao dobrar os dedos no movimento natural de andar. Então fui ver um Mizuno (com fama de ser o melhor para corrida) pedi um modelo mais em conta e a mulher trouxe um muito semelhante, quando eu coloquei nos pés, eu juro que foi como andar nas nuvens, andar tomou um outro sentido; foi mais magnífico do que tocar no trompete velho do Elton e depois tocar no meu atual Weril Regium Concert II; não se explicar direito, eu não sentia impacto de nada, o tênis massageava meu pé e mesmo nas pisadas laterais ele se ajustava, o amortecimento te impulsionava; era totalmente diferente do Rebook que corria; quando coloquei ele no pé e andei por uns 5min. de cara notei que com ele eu correria uns 40km de boas.

Bem, infelizmente, a vendedora se enganou de modelo, ela havia pegado um de quase R$ 300,00. Então fui experimentar o mais modesto, a diferença era absurda, não sentia andar nas nuvens nem toda aquela “massagem” no pé e direcionamento do amortecimento nas passadas laterais, mas era bem confortável, e mesmo assim, MUITO diferente, do Rebook, e se ajustou certinho no meus pés (sendo que meu pé esquerdo é meio-número maior que o direito). Então, comprei.

No domingo, dia 14, eu fui fazer um ‘teste drive’; apesar de estar com a musculatura da coxa muito dolorido (pareciam umas facadas) devido ao trekking de 20km da quinta, fui correr assim mesmo. Primeiro, caminhei uns 30min só para aquecer, pois as coxas não estavam colaborando. Mas era uma sensação extraordinária era diferente de andar sobre um colchão pois ele te impulsionava para correr, para ir para frente e quanto mais forte era a pisada, mais gostoso era o amortecimento e o pé massageado, e não sentia nada nas articulações. E eu comecei a correr, mais porque o tênis pedia do que por vontade. E logo no começo, ele pedia para engatar a segunda, ai a terceira, a quarta. Nunca foi tão gostoso, prazeroso correr; eu fiz em torno de 7 km quando caiu a primeira gota de suor (apesar que estava um vento frio); e no caminho de volta para casa, ual!!! Que incrível, não cansava, ele pedia mais e mais, por 12min eu mantive um ritmo quase inacreditável; e só foi então, por volta dos décimo segundo quilômetro que eu senti um incomodo no tendão do tornozelo, mas bastou diminuir um pouco o ritmo que passou. Até que cheguei em casa, ao todo, foram uns 15km em 2 horas, sendo que 30min fora caminhando; e no meio tive um bom intervalo de uns 40 – 50 min. no Parque do Ipiranguinha, alongando, fazendo flexões e abdominais; de corrida mesmo, foram uns 12km em 40min (em média), o que dá uma Velocidade Média = 18 km/h. Eu confesso que não cansei nadinha, meu cardiorrespiratório estava muito estabilizado, só minhas coxas que ficaram mais doloridas ainda; e isso que havia quase 2 semanas que eu não corria.

Eu fiquei perplexo e maravilhado com os resultados, com a diferença que um tênis fez. Fiquei imaginando então como deve ser correr com o Mizuno top de linha que custava mais de R$ 500,00. Notei que só no calçado, os corredores de elite já têm uma vantagem extraordinária, além do treinamento. Claro, 18 km/h por 12km é uma coisa, por 40km é totalmente diferente; mas fiquei surpreso, e creio que vai dar para encarar tranquilamente uma maratona no final do ano.

Algo que seria mais inovador para o leitor é que a tecnologia que vem sendo desenvolvida nos tênis ultimamente, só foi possível graças aos avanços tecnológicos da Industria Química. A BASF Poliuretanos onde trabalho é uma dessas empresas que desenvolve esses produtos especiais usados nos calçados, com os quais, além de maior durabilidade e efeitos desejados, o material é facilmente manipulado de modo a construir extraordinários e complexos sistemas de absorção de impacto; os produtos são o que aqui chamamos de'TPU' e 'Sistemas 1', os quais há uma variedade imensa desses produtos químicos (a grosso modo: plásticos de alta tecnologia). Num futuro próximo, os tênis irão fazer coisas inacreditáveis, acredito eu; ao acompanhar o crescimento desse setor, como a grande inovação da BASF esse ano, que lançou o Pure 1.0, o primeiro calçado totalmente em poliuretano.